Com Blog do Josias - UOL
Enquanto Dilma Rousseff repete o mantra segundo o qual “não vai ter
golpe”, o processo de impeachment avança. Relator da comissão que trata
do tema na Câmara, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) pretende
apresentar seu parecer até quinta-feira. O Planalto suspeita que Jovair,
um soldado da infantaria de Eduardo Cunha, redige o documento com a
caligrafia do presidente da Câmara. Dá-se de barato que o deputado
votará a favor do impedimento.
Nesta segunda-feira, vence o prazo para que Dilma apresente, por
escrito, sua defesa junto à comissão do impeachment. A peça converterá o
processo num “golpe” sui generis,
condicionado ao amplo direito de defesa. O “atentado à democracia”
ficará ainda mais inusitado no final da tarde, quando o ministro petista
José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, comparecerá à comissão
para fazer a defesa oral da presidente. Remunerado pelo contribuinte,
repetirá que “não há base legal” para o impedimento.
Cumpridos os rituais da defesa e da acusação, os membros da comissão
estarão aptos para deliberar. O regimento prevê que os deputados poderão
pedir vista do processo. O que deve empurrar a decisão final da
comissão para a semana que vem. O Planalto está pessimista. Avalia que
formou-se na comissão uma maioria contra o governo.
Numa articulação comandada por Lula, rebaixado da condição de
ex-presidente para a de ex-quase-futuro-ministro, o governo se equipa
para tentar reverter no plenário da Câmara a tentedência
pró-impedimento. Faz isso golpeando as mais trivais noções de ética e
moralidade, negociando cargos e verbas com políticos que precisam de
interrogatório, não de negociação.
A despeito da atmosfera de amoralidade, o governo ainda não obteve as
172 adesões de que precisa para evitar que a oposição chegue aos 342
votos necessários à aprovação do impeachment na Câmara e o consequente
envio da peça para o Senado.
extraídaderota2014blogspot




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