Jornalista Andrade Junior

sábado, 24 de junho de 2017

VENDILHÕES

MIRANDA SÁ


Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor Deus! / Se é loucura… se é verdade/ Tanto horror perante os céus?!” (Castro Alves)

Há uma lição inesquecível no Novo Testamento registrando que Jesus Cristo expulsou do templo os vendedores e os cambistas por duas vezes em três anos. (João 2:13-16; Mateus 21:12-13).

De chicote na mão, Ele, na sua simplicidade, justificou: “Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores.”

Nas religiões, seitas e entre os estudiosos dos evangelhos nem todos aceitam esta passagem, que aos contestadores deixa a dúvida se Jesus era um espírito transcendental ou um ser humano comum.

Os kardecistas aceitam que o fato ocorreu realmente e que foi bem feito, explicando que “um pai que age duramente com seu filho rebelde e desobediente; e como Jesus via o templo como a casa de Deus, perguntam: “Se alguém invade a sua casa você não vai expulsar o invasor? ”

Fabuloso ou não, metafórico com certeza, o caso nos faz refletir que cumpre à autoridade punir e segregar os corruptos, os traficantes e criminosos em geral, principalmente quando influenciam e compram ocupantes do poder, como fizeram com Anás, sumo sacerdote do Templo de Jerusalém, que recebia propinas.

Com os pés na terra, aqui e agora, assistimos que empresários, fraudadores da Lei e negocistas da Bolsa e do Câmbio atuam livremente no País, a nossa Pátria, nosso Templo, financiando legal e ilegalmente mandatários cobiçosos.

Os poderosos no Brasil vão além do varejo da corrupção. Uma informação oficial, do Incra, nos diz que 4,3 milhões de hectares do território brasileiro pertencem a estrangeiros. E mais: 1.200 hectares são comprados por dia por empresas e cidadãos do Exterior.

Grande percentual desta negociata está na Amazônia, que pertence aos brasileiros por tratados internacionais aceitos pelo concerto das nações e ratificados pela ONU.

Porque os governos da Era Lulista e o atual, continuação dos mesmos, insistiram e insistem neste comércio impatriótico e ainda defendem que se façam “doações” e “concessões” de terras a nacionais de outros países?

Representante desta traição à Pátria, o ministro Aloysio Nunes e os seus parceiros no Senado Federal apreciam um projeto que permite uma atuação política de estrangeiros no Brasil, com direito a voto e a formação de partidos.

Num artigo que prende a nossa atenção, a professora Guilhermina Coimbra pede que se informe ao ministro Aloysio para que “não tente agradar amigos de fora do País –qualquer que seja a nacionalidade”, diz bem Guilhermina, por que o território brasileiro está fora de qualquer negociação.

Na verdade, é preciso enxergar que os vendilhões da Pátria estão sozinhos na empreitada de escancarar as nossas fronteiras, e que o povo brasileiro saberá resistir a isto, repudiando a ideia de tornar-se mais tarde refém de forasteiros.

Cabe aos patriotas denunciarem o falso humanitarismo com refugiados que revoga o Estatuto do Estrangeiro, impondo um descarado entreguismo que fere a nossa soberania, ao permitir participação política de estrangeiros, que podem “se ausentar do Brasil, e regressar independentemente de novo visto”; a ponte para a recolonização do Brasil.

Vamos empunhar o chicote da nacionalidade contra a ideologia deturpada ou má-fé, nos contemporâneos vendilhões, que esperam lucrar com essa traficância associando-se e privilegiando os novos bárbaros.

































EXTRAÍDADETRIBUNADAIMPRENSA























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