REINALDO AZEVEDO
Lula e a tolice monumental dita a um jornal Italiano. Ou ainda: A mentira sobre o terrorista Cesare Battisti
Lula
concedeu uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica e afirmou que
emprego é mais importante do que baixar a inflação. É uma tolice
monumental, a exemplo de outras que costuma dizer. É tolo simplesmente
porque essas não são coisas opostas nem permutáveis; ou seja: nem se
deve considerar que gerar empregos é o polo oposto do controle da
inflação nem se deve considerar que, em certas circunstâncias, pode-se
escolher uma coisa em detrimento da outra.
É o tipo
de juízo cretino, fanfarrão, que pretende jogar no colo dos críticos da
política econômica a pecha de defensores do desemprego. O Brasil já
voltou a ter taxa real de juros mais alta do planeta. O crescimento
brasileiro já é modestíssimo. E uma inflação incômoda está aí,
renitente. Porque é da natureza de um modelo ancorado no consumo, com
baixa produtividade, gastos excessivos do governo e pouco investimento.
De resto, é preciso deixar claro: o país tem gerado empregos de baixa
qualidade.
Lula
cometeu ainda algumas outras impropriedades. Disse ao jornal italiano,
por exemplo, que manteve no Brasil o terrorista Cesare Battisti porque
respeitou uma decisão da Justiça. É mentira! Mentira das grossas!
O Supremo
Tribunal Federal considerou ilegal a concessão de refúgio a Battisti.
Mas, numa segunda votação, esta sim, estupefaciente, afirmou que caberia
ao presidente a última palavra sobre sua permanência no Brasil. E Lula
decidiu que ele deveria ficar. Logo, a verdade é esta: ele desrespeitou a
Justiça ao manter no país alguém cujo refúgio foi considerado ilegal.
Sobre o petista Henrique Pizzolato, afirmou que é preciso respeitar a
decisão da Justiça italiana. É evidente que ele está torcendo para que o
homem fique por lá mesmo. Afinal, é um arquivo vivo.
Quando
fala a estrangeiros, Lula gosta de posar de moderno e democrata. Disse
que Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela, errou ao não dialogar com a
oposição. É mesmo? A política externa brasileira é uma das áreas do
governo mais influenciadas pelo lulismo. Em vez de censurar Maduro, o
Brasil resolveu endossar uma nota criminosa de apoio ao tiranete
assinada pelo Mercosul — ora presidido pela Venezuela. Pior: votou
contra o envio de observadores da OEA ao país.
Indagado
sobre os protestos de rua, que podem acontecer durante a Copa, afirmou
que isso tudo é coisa da democracia; que, como ex-líder sindical, não
poderia condenar as manifestações. Pois é… Ele sabe que o pior da
eventual repressão aos excessos ficará por conta das Polícias Militares
dos Estados, não é? Elas que se virem!
Indagado
se ainda pode concorrer à Presidência, acenou com a possibilidade de
voltar a disputar em 2018. É, eles não pretendem largar o osso tão cedo.
Por Reinaldo Azevedo
Lula
concedeu uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica e afirmou que
emprego é mais importante do que baixar a inflação. É uma tolice
monumental, a exemplo de outras que costuma dizer. É tolo simplesmente
porque essas não são coisas opostas nem permutáveis; ou seja: nem se
deve considerar que gerar empregos é o polo oposto do controle da
inflação nem se deve considerar que, em certas circunstâncias, pode-se
escolher uma coisa em detrimento da outra.
É o tipo
de juízo cretino, fanfarrão, que pretende jogar no colo dos críticos da
política econômica a pecha de defensores do desemprego. O Brasil já
voltou a ter taxa real de juros mais alta do planeta. O crescimento
brasileiro já é modestíssimo. E uma inflação incômoda está aí,
renitente. Porque é da natureza de um modelo ancorado no consumo, com
baixa produtividade, gastos excessivos do governo e pouco investimento.
De resto, é preciso deixar claro: o país tem gerado empregos de baixa
qualidade.
Lula
cometeu ainda algumas outras impropriedades. Disse ao jornal italiano,
por exemplo, que manteve no Brasil o terrorista Cesare Battisti porque
respeitou uma decisão da Justiça. É mentira! Mentira das grossas!
O Supremo
Tribunal Federal considerou ilegal a concessão de refúgio a Battisti.
Mas, numa segunda votação, esta sim, estupefaciente, afirmou que caberia
ao presidente a última palavra sobre sua permanência no Brasil. E Lula
decidiu que ele deveria ficar. Logo, a verdade é esta: ele desrespeitou a
Justiça ao manter no país alguém cujo refúgio foi considerado ilegal.
Sobre o petista Henrique Pizzolato, afirmou que é preciso respeitar a
decisão da Justiça italiana. É evidente que ele está torcendo para que o
homem fique por lá mesmo. Afinal, é um arquivo vivo.
Quando
fala a estrangeiros, Lula gosta de posar de moderno e democrata. Disse
que Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela, errou ao não dialogar com a
oposição. É mesmo? A política externa brasileira é uma das áreas do
governo mais influenciadas pelo lulismo. Em vez de censurar Maduro, o
Brasil resolveu endossar uma nota criminosa de apoio ao tiranete
assinada pelo Mercosul — ora presidido pela Venezuela. Pior: votou
contra o envio de observadores da OEA ao país.
Indagado
sobre os protestos de rua, que podem acontecer durante a Copa, afirmou
que isso tudo é coisa da democracia; que, como ex-líder sindical, não
poderia condenar as manifestações. Pois é… Ele sabe que o pior da
eventual repressão aos excessos ficará por conta das Polícias Militares
dos Estados, não é? Elas que se virem!
Indagado
se ainda pode concorrer à Presidência, acenou com a possibilidade de
voltar a disputar em 2018. É, eles não pretendem largar o osso tão cedo.





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