Novas denúncias reforçam a ligação do vice-presidente da Câmara dos
Deputados, André Vargas (PT-PR), com o doleiro preso pela Polícia
Federal Alberto Youssef, apontou o Jornal Nacional. ...
Em um trecho de mensagem, o doleiro faz deboche durante uma negociação
para conseguir recursos públicos. A reportagem da revista Veja revelou
mensagens telefônicas interceptadas pela PF que indicam que o deputado e
Youssef eram sócios em diversas operações. O parlamentar ajudaria a
localizar projetos dentro do governo pelos quais poderiam desviar
dinheiro público.
No dia 19 de setembro do ano passado, o deputado André Vargas e o
doleiro conversaram sobre um contrato em estudo no Ministério da Saúde
para a produção de medicamentos com um fabricante de medicamentos
genéricos EMS e o laboratório Labogen. Segundo a Veja, o doleiro é um
dos donos do laboratório Labogen, uma empresa de fachada. Na troca de
mensagens, Youssef diz para o deputado: "Cara, estou trabalhando, fica
tranquilo. Acredite em mim. Você vai ver quanto isso vai valer... Tua
independência financeira e nossa também, é claro...".
A TV Globo também teve acesso ao material e mostrou que a conversa
terminou pouco depois das 21h com risadas do doleiro: "kkkkk...". Mais
tarde, às 21h50, os dois voltaram a se falar por mensagens. O doleiro
disse para o deputado que um dos responsáveis pelo Labogen, Pedro
Argese, já estava com documento da parceria com o fabricante de
genéricos. O deputado diz na mensagem: "Bati um longo papo com Pedro e
ele estava com documento de parceria com EMS". No dia seguinte, as
mensagens revelam dificuldades no negócio. Youssef diz que está
"enforcado" e que precisa de ajuda para captar. O petista responde: "Vou
atuar".
O Ministério da Saúde chegou a firmar um termo de intenção com o
laboratório Labogen para a compra dos medicamentos que seriam produzidos
em parceria com o laboratório da Marinha. Mas na semana passada, depois
das primeiras denúncias, a negociação foi suspensa e uma sindicância
foi aberta. Vargas ocupou, na semana passada, a tribuna da Câmara para
dar explicações sobre a viagem que fez com a família, em 3 de janeiro,
usando um jatinho providenciado por Youssef.
O doleiro está preso desde 17 de março, suspeito de participar de um
esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões, segundo a
PF. O deputado disse que conhece Youssef como empresário há mais de 20
anos e que não sabia do envolvimento dele com irregularidades. Sobre o
jatinho, disse que tentou, mas terminou não pagando o combustível usado
na viagem. A empresa de táxi aéreo afirmou que o serviço custou R$ 100
mil.
Apesar das interceptações de mensagens, Vargas disse que o doleiro não
lhe ofereceu qualquer vantagem financeira e negou as acusações. Em nota,
o deputado disse que está tranquilo, à disposição para qualquer
esclarecimento de todas as instâncias que assim desejarem. A assessoria
do laboratório EMS, disse que a empresa não tem contrato direto com a
Labogen.
Fonte: Portal Terra -





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