Um anel criado para auxiliar no combate ao estupro foi revelado em Bangalore, Índia. A iniciativa faz parte da campanha Save My Sister
(salve minha irmã, em tradução livre), que surgiu após o estupro
coletivo e a morte de uma estudante em dezembro do ano anterior, em Nova
Déli.
O acessório foi nomeado ‘Picada Feminina’
e possui uma microagulha com um compartimento que contem capsaicina, um
dos componentes ativos da pimenta. Em teoria, a mulher que for vítima
de estupro pode espetar o agressor, fazendo com que a substância se
espalhe pelo corpo e cause grande desconforto no homem para que a mulher
tenha a chance de escapar.
Um caso muito semelhante de dispositivos para evitar o estupro aconteceu na África do Sul – a camisinha com dentes. Chamada de Rape-Axe,
a camisinha feminina possui dentes internos que “mordem” o pênis do
estuprador quando ele retira o membro de dentro da vítima. Os dentes
afiados entram na pele e a rasga, causando imensa dor. Inclusive, se o
agressor tentar tirar o dispositivo ele corre o risco de piorar ainda
mais a situação e dilacerar o próprio pênis. A remoção só é possível com
ajuda médica, logo, para retirar a camisinha ele acaba sendo preso pelo
estupro.
A que ponto chegamos para que
acessórios anti-estupro sejam criados para conter os casos de abuso?
Estamos voltando à barbárie? E quão eficaz essas soluções realmente são?
É claro que quanto mais armas contra o estupro as mulheres tiverem,
melhor, mas é necessário que o problema seja cortado pela raiz com
punições mais severas ao invés de ser apenas “podado”.
Os
quatro acusados pelo estupro coletivo, tortura e assassinato da jovem
estudante em Nova Déli foram condenados à pena de morte, afinal de
contas, o caso foi mais que hediondo e uma total animalidade.
fonte - site area H
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