Jornalista Andrade Junior

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Elogios pagos são a pior propaganda para os candidatos, pelo excesso de bajulação

Pedro do Coutto

Reportagem de Débora Sogur Hous revela que a jornalista Paula Holanda acusou o comando do PT de contratar internautas falsos para divulgar elogios a candidatos do Partido através de uma agência de comunicação que utilizava o twitter para destacar nomes preferidos para as eleições. Um dos nomes é o da atual senadora Gleisi Hoffmann, que concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados, abrindo mão de disputar a reeleição. O equívoco é o de considerar positiva a propaganda paga e sobretudo caracterizada como tal. Não se trata exatamente de uma “fake new”, mas sim de elogios rasgados que conduzem a desconfiança sobre o que é injetado nas redes sociais.
A jornalista Paula Holanda foi quem revelou ter recebido uma proposta para esse tipo de trabalho, o qual recusou. Entretanto, outros provavelmente aceitaram e tanto é assim que as páginas aparecem como uma torrente elogiosa, o que colide com a veracidade das mensagens.
FORA DA REALIDADE – Inclusive os leitores que tenham o mínimo de sensibilidade vão logo identificar a existência de um trabalho remunerado direcional e fora da realidade. Nessa questão inclui-se também a seguinte trama: redatores escrevem em nome de grande número de internautas, cada um produzindo de cinco a dez identidades imaginárias.
Os leitores, todos nós, devemos ter cuidado com o assunto. Mas isso, se as mensagens fossem levadas a sério. Não são. E, aí a contradição tira mais votos do que podem proporcionar no sentido de qualquer candidatura assim plantada na mídia eletrônica.
Não é comum adjetivar-se de forma exagerada textos jornalísticos. Tal identificação, de fato, leva os leitores a rejeitar os nomes elogiados, partindo-se do princípio de que, para destacar situação e candidatos, a linguagem não pode ser a bajulação descabida. Esta bajulação faz com que os leitores se afastem das mensagens. Mas isso não entra na cabeça de quem paga por esse tipo de trabalho.
ELOGIOS DEMAIS – Entretanto, o que chama atenção é o exagero dos afagos, do destaque a qualidades inexistentes, tudo culminando com o objetivo de levar votos em favor destes ou daqueles.
O PT certamente não é o único partido a fazer uso desse tipo de tentativa de envolvimento. Contudo, a farsa que se projeta nas linhas sinuosas do apelo político leva ao esclarecimento da opinião pública, que já identifica uma procedência ilegítima das postagens cheias de bajulação e até de narcisismo. O caminho para o voto é outro, bem menos custoso.

Afinal, quem compraria o espaço para ser isento consigo mesmo. Daí porque a publicidade comercial não se ajusta ao apelo político. Ainda bem que é assim: alguns gastam dinheiro à toa em busca de autopromoção.  Só as mensagens gratuitas é que podem ser levadas a sério e produzir resultados concretos. A farsa dura menos que 24 horas, entre seu lançamento e a sua percepção.






























extraídadetribunadainternet

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