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O Congresso venezuelano concedeu nesta terça-feira ao presidente Nicolás Maduro o direito de governar o país por decreto durante um ano. Três quintos dos deputados aprovaram a Lei Habilitante em segunda votação. O projeto foi apresentado ao Legislativo por Maduro em 8 de agosto sob a justificativa de combater a alta de preços no país. O decreto permite ao Palácio Miraflores impor as medidas necessárias para combater o que Maduro chama de “guerra econômica” interna. É a quinta vez que o governo venezuelano faz uso do artifício em treze eanos. Chávez usou os superpoderes em quatro oportunidades, em 2000, 2001, 2008 e 2010. Ao todo, o caudilho impôs mais de 200 decretos nesses anos.
O Congresso venezuelano concedeu nesta terça-feira ao presidente Nicolás Maduro o direito de governar o país por decreto durante um ano. Três quintos dos deputados aprovaram a Lei Habilitante em segunda votação. O projeto foi apresentado ao Legislativo por Maduro em 8 de agosto sob a justificativa de combater a alta de preços no país. O decreto permite ao Palácio Miraflores impor as medidas necessárias para combater o que Maduro chama de “guerra econômica” interna. É a quinta vez que o governo venezuelano faz uso do artifício em treze eanos. Chávez usou os superpoderes em quatro oportunidades, em 2000, 2001, 2008 e 2010. Ao todo, o caudilho impôs mais de 200 decretos nesses anos.
Composta
por quatro artigos, a Lei Habilitante amplia os poderes presidenciais.
Maduro terá autonomia para controlar a comercialização, produção e
importação de alimentos e artigos de primeira necessidade. A legislação
também permite ao presidente impor sanções penais mais severas no que
classificou de luta contra a especulação. Sua abrangência também é
política. Um dos artigos permite a Maduro reformar normas para combater o
financiamento ilegal de partidos políticos e estabelecer mecanismos
estratégicos contra potências estrangeiras que pretendem destruir a
pátria nos aspectos econômicos, políticos e de propaganda.
Pelo
Twitter, Maduro atacou os políticos que discursaram contra a lei no
parlamento. “Eu conheço vocês muito bem. Seus insultos e provocações
serão respondidos com trabalhos para proteger o povo. Por que a oposição
não quer a aprovação da Lei Habilitante que enfrentará a corrupção e a
guerra econômica contra o país? O que eles escondem?”, indagou Maduro,
claramente disposto em abafar as críticas ao seu desastroso
governo. Segundo Maduro, o desabastecimento de produtos de primeira
necessidade e o incontrolável índice inflacionário não são frutos de sua
malfadada “revolução bolivariana”, mas, sim, da ação de políticos
opositores e do “inimigo externo”, ou seja, os Estados Unidos.
A última
investida de Maduro contra os descontentes se concentrou no
livre-comércio praticado na Venezuela. Para frear o índice galopante da
inflação venezuelana, superior a 50% nos últimos doze meses, ele passou a
perseguir gerentes e empresários que, segundo ele, estão aumentando os
preços de bens de consumo para desestabilizar o seu governo. O valor de
aparelhos domésticos foi reduzido drasticamente nos últimos dias e
prisões arbitrárias de comerciantes se espalharam pelo país. A
população, por sua vez, aproveitou a “liquidação bolivariana” para
esvaziar as prateleiras das lojas, seja através de compras, seja através
de saques em massa.





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