ALERTA AOS INATIVOS
Trama-se
a solerte, no âmbito do Ministério da Defesa, uma propositura que
confere aos militares em atividade, uma chamada “indenização de
moradia”, cujo valor é variável conforme a área em que o militar reside
ou residirá.
Em
tempos não muito distantes, tivemos a oportunidade de chamar a atenção
da Família Militar sobre um trabalho realizado pela escória que dirige o
País, no sentido de separar militares em atividade dos inativos das
FFAA. Tal proposição tem por interesse, estabelecer um diferencial de
remuneração entre esses militares, não propriamente em razão de
limitações econômicas que já foram amplamente expostas e contestadas em
editoriais anteriores, mas principalmente para iniciar a nossa separação
como forma de preparação dos futuros esbirros do poder comprados com
recursos públicos.
Não
sei propriamente o que pensam nossos “companheiros” de profissão, mas
uma simples colocação pode ser feita no sentido de alertá-los para o
fato de que, quanto maiores forem os ganhos remuneratórios auferidos na
ativa, mais traumático será perder todos esses ganhos no instante em que
forem transferidos para a reserva. É uma verdadeira quimera pensar que
tal não vai acontecer, pois imaginam que irão se empenhar para que esses
ganhos sejam incorporados ao salário na reserva. Ledo e ingênuo engano.
O
que nos chama a atenção nessas articulações é ver que os chefes
militares se omitem em impor a vontade de preservar a paridade
constitucionalmente instituída no que toca a direitos inalienáveis dos
militares. Partindo tal iniciativa dessa caterva sempre pronta a
fustigar-nos em nossos direitos basilares, não é de se estranhar, pois,
segundo disse o eminente jurista Min. Celso Melo ao se referir aos
ocupantes do poder, “..... revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram
a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder,
como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a
uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais e de desígnios pessoais.”
Pouco
é possível acrescentar a esse Epitáfio que foi imposto ao nosso País
pelos que, ainda segundo o eminente jurista retro mencionado,
corromperam “a concepção republicana de poder, ...... degradando-o
.... à condição subalterna de instrumento de mera dominação do Estado,
vocacionado, não a servir ao interesse público e ao bem comum, antes a
atuar como incompreensível e inaceitável meio de satisfazer
conveniências pessoais e de realizar aspirações governamentais e
partidárias.” É a isso que a Família Militar e muitos outros que
se irmanam com nossos princípios morais e éticos, devem ter sempre em
mente quando afloram notícias como as que anteriormente divulgamos, aí
inclusive, mostrando a razão pela qual instituíram a nefasta estrutura
de arrecadação de indenizações, chamada Comissão da Verdade.
Para
gáudio de muitos que se dispuseram a interiorizar as palavras
abençoadas do eminente Min do STF, Dr Celso Melo, e que fizemos questão
de repeti-las, ainda existe um Poder da República no qual é preciso
confiar, pois ele hoje representa a efetividade dos anseios e aspirações
da sociedade por justiça e resgate da ética pública em nosso País.
Está
na hora de colocarmos um basta nesse verdadeiro apocalipse moral e
ético que nos submete a todos com toda sua vileza de propósitos. Não nos
esqueçamos de que somos os únicos responsáveis pela vigência desse caos
em nossos dias, e como tal, cabe-nos a ingente tarefa de extirpar esse
tumor maligno que ameaça contaminar toda a sociedade.
Nós,
da família Militar, não podemos esmorecer em trabalhar pela nossa
UNIÃO, pois é através dela que teremos condições de mostrar, com
autoridade representativa, aquilo que não admitimos que nos seja
imposto.
Comandar
não é apenas dedicar-se a trabalhar por uma parte limitada da
instituição, mas sim por toda a instituição militar, principalmente pelo
seu maior patrimônio que são os seus militares, ativos e inativos. O
valor que cada um de nós colocou, com suas vidas, para que as FFAA
fossem o que hoje são, não pode ser questionado por indivíduos que
tentam esconder da opinião pública a verdadeira face de sua natureza
delituosa por excelência. É preciso não esquecer que “... o cidadão
tem o direito de exigir que o Estado seja dirigido por administradores
íntegros, por legisladores probos e por juízes incorruptíveis” (Min
Celso Melo).
Waldemar da Mouta Campello Filho
Capitão-de-Mar-e-Guerra
Presidente da CONFAMIL
Coordenador do Sistema CONFAMIL





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