Jornalista Andrade Junior

domingo, 30 de março de 2025

O teatro político e judicial brasileiro

 Alex Pipkin


O Brasil, neste exato momento, se encontra como um grande circo onde o que deveria ser uma rígida aplicação da lei e da justiça se transformou em um espetáculo grotesco. O palco está armado, e os atores, em sua maioria, não têm vergonha de esconder sua verdadeira agenda. Um cenário no qual aqueles que deveriam ser os guardiões da Constituição e da democracia transformaram-se em palhaços políticos, personagens de um teatro dantesco e desonesto, manipulando as cordas do poder, demonstrado dissimuladamente por um sorriso amarelo.


O teatro da justiça brasileira, por mais que alguns insistam em chamar de “democracia”, não passa de uma farsa de proporções épicas. A cada dia, uma nova peça é encenada, e, como espectadores de um enredo previsível, os brasileiros – e o mundo – assistem a um roteiro que, embora pareça real, é uma ficção criada por aqueles que controlam as rédeas do poder. As acusações contra opositores, como o ex-presidente Bolsonaro, por exemplo, avançam com uma velocidade assustadora, sem que se apresentem provas concretas. O processo se torna mais uma peça cômica, uma coreografia em que a verdade é manipulada para atender aos interesses de um governo que não se cansa de usar a “justiça” como sua arma de poder.


Se, por um lado, a situação beira o absurdo, por outro, ela revela uma ironia cada vez mais trágica. Quando os que se opõem ao desgoverno petista são perseguidos, investigados e até presos com base em acusações vazias, o Brasil se vê à deriva, navegando por águas turvas onde a “lei” não passa de um instrumento de controle político usado para esmagar a oposição e silenciar vozes dissonantes.


Esse espetáculo grotesco vai além das comédias de nosso sistema judiciário. Ele ecoa com um paradoxo que não pode ser ignorado. No palco da política e da justiça, quem realmente defende a democracia não é a maioria, mas os poucos que, com coragem, se recusam a ser parte dessa farsa. A peça, no entanto, parece não ter fim e, em seu desfecho, nos revela que, talvez, o verdadeiro circo seja a própria república, em que os tupiniquins são forçados a assistir a uma triste e interminável encenação.


Na história, a hipocrisia de certos regimes, com suas distorções da verdade e manipulação da opinião pública, não é novidade. O teatro político se desenrolou em várias partes do mundo, onde as democracias foram corrompidas por líderes sedentos de poder. A alegoria de Shakespeare sobre o “teatro do mundo”, em que todos são meros atores, parece ter sido reescrita no Brasil contemporâneo, mas com um novo capítulo: os palcos são políticos – alguns disfarçados de Corte com políticos trajando toga preta – e a verdadeira farsa está na forma como a justiça é conduzida.


O que esperar diante dessa tragédia? A sociedade brasileira, que já está exausta de ser espectadora dessa peça insustentável, precisa urgentemente fazer algo. A verdadeira revolução não está nas ruas, mas no resgaste da coragem institucional, na luta pela independência do Judiciário e na restauração da justiça de verdade.


A esperança não está em um simples retorno ao “normal”, mas em uma reinvenção do sistema, onde as instituições realmente sirvam ao povo e não aos interesses de um grupo político específico. Talvez seja hora de os verdadeiros heróis dessa história tomarem o palco! Aqueles que têm a coragem de questionar, de se rebelar contra essa farsa e de devolver ao Brasil o que é seu por direito: a democracia, a verdade e a justiça. No final, uma coisa é certa: a cortina vai cair, e os que permanecerem em pé diante da verdade serão os verdadeiros vencedores deste espetáculo.


Não se pode esquecer que o Brasil, um dia, foi um grande palco de esperanças. Notadamente, o país do futuro. Infelizmente, futuro esse que nunca chega! Seu enorme potencial é, via de regra, inviabilizado por uma “deselite” verde-amarela, sempre pronta a colocar seu projeto de poder e interesses particulares e espúrios em detrimento dos interesses e necessidades dos cidadãos comuns da terra de Macunaíma.









publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/o-teatro-politico-e-judicial-brasileiro/

0 comments:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More