Cristian Derosa, estudosnacionais.com
O UOL foi condenado a pagar R$ 5 mil indenização por danos morais ao acusar a deputada Bia Kicis (PSL-DF) de espalhar fake news. Esta foi mais uma derrota judicial da plataforma que abriga a Folha de São Paulo, a Revista Piauí e os “checadores de fatos” da Lupa, por falsas acusações de fake news.
O grupo já publicou diversas fake news comprovadas, tanto no site UOL, na Folha, quanto em seus veículos como a Lupa, embora os processos judiciais ainda não tenham se tornado tão comuns.
Depois do jornal Folha de S. Paulo e da repórter Patrícia Campos Mello terem sido condenados por notícia falsa contra o empresário Luciano Hang, agora foi a vez da plataforma UOL, condenada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O UOL havia acusado a deputada de propagar informações falsas ao divulgar a história de um borracheiro que, após sofrer um acidente de trabalho, contraiu H1N1 e faleceu em seguida. A parlamentar rebatia a falsa história de que ele teria morrido de Covid-19, o que estava sendo divulgado pelo UOL.
A deputada comentou a decisão em seu Twitter:
Na ocasião, o próprio hospital onde o borracheiro ficou internado lançou uma nota de esclarecimento afirmando que a morte não foi causada pelo coronavírus, mas pelo vírus da gripe H1N1. Apesar disso, o portal de notícias não se retratou com Bia Kicis.
O site terá de pagar R$ 5 mil de danos morais. Apesar da quantia irrisória, a derrota abala a credibilidade já deficiente do grupo que abriga grande parte dos blogs e sites jornalísticos e de entretenimento no país. A Agência Lupa, pertencente ao grupo, vem se tornando conhecida nas redes sociais por falsas checagens e acusações de fake news a sites e jornalistas que discordam das narrativas das grandes empresas de comunicação.
As falsas checagens já vêm sendo motivo de notificações extrajudiciais por sites, empresários e políticos que têm suas opiniões ou conteúdos postados em redes sociais ameaçados de supressão e controle do alcance, o que é feito mediante as polêmicas parcerias com redes sociais como o Twitter e o Facebook.
Em 2019, o UOL publicou uma falsificação dos dados sobre mortes por homofobia que foram recebidas com estarrecimento pelos leitores, dada a gravidade da manipulação.
Com financiamentos internacionais, o UOL abriga parte importante da estrutura dos “fact-checkings”, conhecidos pelo mesmo tipo de classificação arbitrária de fake news, frequentemente desmentidas. Por este motivo, jornalistas de grandes empresas de comunicação vêm sendo criticados nas redes sociais, o que tem sido classificado como “ataques à imprensa”.
Pensando nisso, setores ligados a estes grandes grupos e com dinheiro internacional articulam uma punição de críticos da imprensa, por meio do Projeto de Lei 4522/2020, do senador Fabiano Contarato (Rede), que criminaliza a hostilização a profissionais de imprensa. O PL foi constituído com informações de duas entidades internacionais.
publicadaemhttp://rota2014.blogspot.com/2020/12/depois-da-folha-uol-e-condenado-por.html





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