Jornalista Andrade Junior

domingo, 10 de novembro de 2019

"7 de novembro de 2019, oficializa-se a cleptocracia no Brasil",

por José J. de Espíndola

Alguém poderia esperar algo sério dessas figuras? Elas estão no STF para alimentar o crime. Por isso, revelaram ao Brasil e ao mundo que o crime compensa. Afinal, foram indicados à Corte pelos celerados que agora estão beneficiando

Guarde-se esta data: 07 de novembro de 2019. Ela representa o dia da criação - sempre tão ansiada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio de Mello, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, com a colaboração decisiva de Rosa Weber – do Estado Cleptocrático de Direito (ECD).
Guardem também estes cinco nomes - Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, e Rosa Weber. Estes são os seis criadores do ECD, turma já batizada por J. R. Guzzo como “Facção–Pró- Crime” do STF.
Esta turma será execrada na História do Brasil, bem mais do que o é Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Independência do Brasil. Silvério dos Reis traiu os inconfidentes. Este bando togado em gabinetes presidenciais suspeitos (quando não corruptos) traiu o Brasil no que deveriam ser suas mais sagradas características: a decência pública e a ilibada reputação do Judiciário do Brasil.
A criação do ECD pelo STF garante aos criminosos de alto coturno - também chamados de colarinho branco - a base jurídica da IMPUNIDADE COM TRANQUILIDADE, necessária para melhor delinquirem e espoliarem o povo trabalhador, com a certeza de que não serão presos até as calendas gregas*, com possibilidade real e bastante provável de prescrição de seus crimes.
Com a criação do ECD pela Facção-Pró-Crime do STF, fica praticamente inoperante a Lava Jato. A Lava Jato só se tornou capaz de deslindar os grandes e complexos esquemas de corrupção graças ao mecanismo da “Delação Premiada”. O corrupto, ao perceber a aproximação da condenação em segunda instância – e, consequentemente, da cadeia – abria o bico e falava tudo, deslindava o mega-esquema de corrupção de que se servia. Sem esse mecanismo, a Lava Jato não avançaria nas investigações; teria continuado patinando feito barata tonta.
Agora, com a prisão lançada para as calendas gregas, não existe mais razão para o corrupto abrir o bico e confessar o esquema de que se serviu. A Lava Jato, então, definhará. Sofrem o Brasil e os brasileiros decentes que se veem desamparados ante a impunidade dos piores criminosos.
Os efeitos daninhos daquela farsa perpetrada pela Facção–Pró–Crime já se fazem sentir até na economia.
Enquanto escrevo, me chega a notícia de que, com a soltura de Lula, às 16h54 (horário de Brasília) o Ibovespa caía 2,04% e o dólar comercial avançava 1,73% chegando a R$ 4,1632 na compra e a R$ 4,1642 na venda. O dólar futuro, com vencimento em dezembro, subia 1,57% a R$ 4,168. Eis aí uma amostra do dano – o menor dos danos, diga-se – que esta Facção-Pró-Crime inflige ao Brasil.
O único consolo - se é que se pode chamar isso de consolo - é que esses ministros, esses membros da Facção-Pró-Crime, feitos juízes a bico de pena em gabinetes presidenciais suspeitos – quando não comprovadamente corruptos – não terão vida fácil ao deixarem a toga imunda que ostentam, com a próxima aposentadoria compulsória.
Não poderão aparecer livremente em um evento público, não poderão usar transporte público, terão praticamente que viver reclusos, ou com um aparato de segurança constrangedor, se é que terão direito a tal aparato.
O POVO QUE OS DESPREZA E OS ODEIA NÃO OS DEIXARÁ EM PAZ.
Provavelmente eles já pensam em se mudar para outro país, o que se tornou fácil com as polpudas economias que acumularam ao longo da sinecura que receberam de presidentes amigos.
Sete de Novembro de 2019 deverá ficar conhecida como o dia em que se oficializou a cleptocracia no Brasil.
* As calendas, no antigo calendário romano, representavam o primeiro dia de cada mês, quando ocorria a Lua nova. Eram (são) raríssimas as calendas romanas. Não havia o termo “calendas” no calendário grego. Quando os romanos ironicamente falavam das “calendas gregas”, queriam referir-se a uma data que não existia. É nesse sentido que usei a expressão “calendas gregas” no meu texto.












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