O Senado não me representa
Marco Antonio Esteves BalbiAcompanhando o noticiário da semana, chamou-me a atenção duas notícias referentes à Subcomissão Permanente da Memória, Verdade e Justiça do Senado Federal.
Numa audiência pública, os membros decidiram visitar as instalações do 1º BPE, onde supostamente estiveram presos guerrilheiros urbanos e terroristas e seus colaboradores durante o regime de exceção.
Realizaram, também, um Seminário sobre a Lei da Anistia, que completou 34 anos de sua promulgação, com cobranças e críticas. Cobraram maior agilidade na concessão das indenizações e criticaram o Art 1º da Lei, ou seja, o ponto inicial da mesma, que concedeu anistia a todos os partícipes da guerra interna. Querem retirar os agentes do Estado do amparo da Lei.
Confesso que fiquei curioso para saber mais sobre a Subcomissão e dediquei um pouco do meu tempo para pesquisar o assunto.
Fui ao site do Senado Federal e lá localizei a Subcomissão. Ela é uma das quatro, ora em funcionamento dentro da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal.
Atenção, não se percam: vou falar primeiro sobre a Comissão. Esta deveria ser formada por 19 senadores titulares e 19 senadores suplentes. Atualmente 10 senadores são titulares, todos da situação, nenhum da oposição; e 9 suplentes, sendo apenas um de oposição. Preside a Comissão a Senadora Ana Rita do PT e o Vice-Presidente é o Senador João Capiberibe do PSB.
Chego agora a composição da Subcomissão. Esta deveria ser constituída por 5 senadores titulares e 5 senadores suplentes. Atualmente 3 senadores são titulares e 2 são suplentes, todos da situação. O Presidente da Subcomissão é o Senador João Capiberibe, ele mesmo, o vice da comissão. E o Vice-Presidente é o Senador Randolfe Rodrigues do PSOL.
Concluo com aquele mote muito utilizado pelos manifestantes: estes senadores não me representam. Num Senado Federal composto por 81 Senadores, uma verdadeira minoria está pautando assuntos que absolutamente não interessam a grande maioria do povo brasileiro, a não ser contribuir com seus escorchantes impostos para indenizar guerrilheiros e terroristas, pagar os salários e todos os demais itens que ampliam os vencimentos de suas excelências e bancar reuniões, visitas e outras atividades que dão a impressão que estão trabalhando, quando na realidade estão apenas fazendo proselitismo de ideologias do século XIX, repaginadas por Gramsci e aproveitadas na prática pelo Foro de São Paulo.
Fica aqui a minha pergunta: cadê a oposição? Não fala nada? Ou não fica bem brigar com a esquerda? E quem nos representa?





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