Jornalista Andrade Junior

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Ex-ministro de Lula e Dilma, Aldo Rebelo nega tentativa de golpe no 8/1: ‘Fantasia’ Narrativa de ruptura institucional é alimentada por interesses políticos, diz ele.

  Por Raul Holderf Nascimento 


Ex-ministro em diferentes pastas durante os governos Lula e Dilma, do PT, Aldo Rebelo negou, em entrevista ao Poder 360, que os acontecimentos do dia 8 de janeiro de 2023 tenham sido uma tentativa de golpe.

A afirmação, segundo ele, trata-se de uma ‘fantasia’ que ‘faz bem à polarização’. O político disse que imputar aos ‘baderneiros’ uma tentativa de golpe “é uma desmoralização da instituição do golpe de Estado”.

“Faz bem à polarização atribuir ao antigo governo a tentativa de dar um golpe. Criou-se uma fantasia para legitimar esse sentimento que tem norteado a política nos últimos anos. É óbvio que aquela baderna foi um ato irresponsável e precisa de punição exemplar para os envolvidos. Mas atribuir uma tentativa de golpe a aquele bando de baderneiros é uma desmoralização da instituição do golpe de Estado”, afirmou.

O que houve na Praça dos Três Poderes foi semelhante à invasão da Câmara dos Deputados por um movimento dissidente do MST, o MLST, em 2006, sustentou.

“Eles levaram um segurança para a UTI, derrubaram um busto do Mario Covas. Eu dei voz de prisão a todos. A policia os recolheu e eu tratei como o que eles de fato eram: baderneiros. Não foi uma tentativa de golpe. E o que houve em 8 de Janeiro é o mesmo”, emendou. Aldo Rebelo era, na época, o presidente da Câmara.

Por fim, o ex-ministro disse que interessa tanto ao governo federal quando à Justiça serem vistos como os Poderes que rebelaram uma tentativa de golpe. “Atribuir ao STF a responsabilidade de protetor da democracia é dar à Corte uma função que ela não tem nem de forma institucional, nem politica. Isso atende às necessidades do momento. Há uma aliança do Executivo e do Judiciário em contraponto ao Legislativo, onde o Executivo não conseguiu ter maioria. É uma compensação”, finalizou.

Não houve risco de golpe no 8 de janeiro, diz Miro Teixeira, ex-ministro de Lula

Em declarações, ex-congressista sustenta que a democracia brasileira não esteve em risco.

De acordo com ex-ministro das Comunicações do governo Lula, e ex-deputado federal Miro Teixeira, o país não esteve à beira de um risco de golpe nos atos do 8 de janeiro, momento em que ocorreu a invasão às sedes dos Três Poderes. Ele enquadra o episódio daquele dia como ‘balbúrdia’.

“Digamos que aquela balbúrdia se transformasse em golpe. Por absurdo, Lula seria retirado do poder, assim como [Geraldo] Alckmin, [Arthur] Lira, [Rodrigo] Pacheco, seus sucessores. Veja como tenho razões para dizer que a democracia não esteve ameaçada: precisaria de um passo seguinte, que é declarar a vacância da Presidência. Quem faria isso? Não há um nome”, externou em entrevista ao site Poder360.

Miro também descarta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja enquadrado como ‘líder’ desse movimento, alegando que, se existisse de fato uma possibilidade de golpe, ocorreria durante a gestão do direitista, e não fora dela.

“Não se sabe sequer se Bolsonaro seria do paladar de uma cúpula militar. E aí [se fosse] teriam feito [o golpe] enquanto ele era presidente. Seria a manutenção do poder. Em janeiro, já não mais. Se houvesse golpe, não seria para entregar o poder a ele”, disse.

Por outro lado, o político avalia que havia conspiradores nas Forças Armadas, mas que ainda não houve a devida exposição dessas figuras. Ao embasar sua alegação, ele menciona os acampamentos em frente a quartéis e uma suposta complacência dos militares ao dar amparo aos acampados.

“Acampamentos em frente a quartéis não são naturais ou democráticos. Saem da livre expressão e entram no campo da conspiração. Tenta um comunista fazer o mesmo com bandeiras de foice e martelo… Isso deveria ter sido desfeito pelos comandantes militares. O que resta é o grande enigma. Quem é o comandante político ou militar dos atos?”, questionou o ex-deputado.

Além disso, ele frisou que houve falhas graves na segurança. “É grave Lula ter sido surpreendido pelos atos. Um presidente não pode ser surpreendido por algo que estava anunciado há 2 dias nas redes sociais. Lula, sem informação, bate na mesa e diz que se querem GLO, tem que disputar a eleição e ganhar”, acrescentou, citando falas recentes do presidente.















PUBLICADAEM https://conexaopolitica.com.br/politica/ex-ministro-de-lula-e-dilma-aldo-rebelo-nega-tentativa-de-golpe-no-8-1-fantasia/  E https://www.conexaopolitica.com.br/politica/nao-houve-risco-de-golpe-no-8-de-janeiro-diz-miro-teixeira-ex-ministro-de-lula/


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