Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A MINISTRA DAMARES E AS VÍTIMAS DO MÉDIUM JOÃO TARADO

PERCIVAL PUGGINA
Leio de Claudio Humberto, no Diário do Poder
A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) enviou equipe a Abadiânia (GO), cidade do médium João de Deus, para saber como está o acompanhamento às pessoas que o denunciaram por abuso sexual. Isso surpreendeu Rodrigo Luiz Jayme, delegado que investiga o caso. Ele relatou que visitas do pessoal de direitos humanos são sempre para verificar a situação do preso, nunca das vítimas.

COMENTO
Andou muito bem a ministra, o delegado observou com precisão o significado do acontecimento e Claudio Humberto em poucas linhas, revelou o talento que o situa entre as grandes figuras do jornalismo nacional. Fisgou o peixe certo da informação.
Pessoalmente, me recuso a chamar aquele indivíduo de João “de Deus”. João do Diabo ainda é pouco para ele.
Quanto à atitude da ministra é mais um sinal de janelas abertas à aragem de mudanças que percorre o país. A principal atenção deve ser dada às vítimas. É sobre elas, tombadas, física ou moralmente, que se deve curvar o Estado em atenção e zelo eficiente. O depoimento do delegado, contudo, não deve sobrecarregar muitas consciências porque esse peso só incide sobre quem tem uma.

























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Marcel responde aos argumentos falaciosos da ESQUERDA

VERDADE POLITICA

Marcel responde aos argumentos falaciosos da ESQUERDA


Kim e Joice liquidam o discurso da ESQUERDA

verdade politica

Kim e Joice liquidam o discurso da ESQUERDA


Lava Jato é a melhor biógrafa de Lula

| #FelipeMouraBrasil  JOVEM PAN NEWS

Lava Jato é a melhor biógrafa de Lula 


'Governo ataca crime e dívida, mas precisa sobreviver aos ideólogos',

 por William Waack
 Pode-se gostar ou não do governo Bolsonaro, mas é difícil negar que ao se iniciar, de fato, na segunda-feira passada, pretendeu ir de frente à questão. Ela se chama crime e dívida – separadas de maneira artificial, pois são, na verdade, uma coisa só. Crise fiscal e crise social são duas expressões distintas para o mesmo fenômeno: a incapacidade do poder público de controlar a si mesmo (gastos, mas não só) e de dirigir-se a uma pavorosa taxa de criminalidade.
Os detalhes do pacote anticrime já foram esmiuçados no noticiário enquanto os da reforma da Previdência ainda são confusos, e os dados da realidade impõe que ambas iniciativas sejam tratadas do ponto de vista político simultaneamente, e com urgência. Nesse sentido, é relevante a advertência feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, segundo o qual “a pauta de costumes vem depois da Previdência”.
O que Maia está dizendo enfurece os entusiasmados bolsonaristas: atuação política não pode ser apenas função de atender à ideologia, cujas propostas ou utopias mais amplas por definição (se os bolsonaristas não aprenderam com o PT está mais do que na hora) nunca são realizadas, nunca se chega à terra do amanhã. No plano dos fatos na instância legislativa o momento é favorável se o governo agir depressa, enquanto a gravidade da crise de segurança empurra os governadores (e seus chefes de polícia) para algum tipo de entendimento, cientes de que não dá para protelar.
Este é visivelmente o conflito estratégico mais difícil para o governo no momento, e que está escancarado para o público nas trocas de farpas entre as várias alas concorrendo pelas atenções do presidente. Em resumo, o problema consiste em deixar para depois uma “revolução dos costumes” que, na interpretação do círculo íntimo do presidente, e alguns de seus expoentes intelectuais, é o que explicaria em primeiro lugar a vitória eleitoral. E concentrar-se com foco total nas articulações necessárias para a aprovação de pacotes de mudanças de legislação que terão, aos olhos dos ideólogos próximos de Bolsonaro, um indisfarçável ranço da “velha política” que pretendem já ter eliminado – uma perigosa ilusão.
Há sempre lições interessantes na História para agentes políticos que acham que ninguém contém seu ímpeto, como são os bolsonaristas. Os bolchevistas descobriram já em 1917 que nenhuma máquina militar (da qual precisavam para sobreviver) funcionaria sem os oficiais czaristas, ou seja, necessitavam dos profissionais para levar adiante sua agenda de transformação política. O vice-presidente Mourão anda empolgado com a série Trotsky da Netflix, que retrata bem esse episódio (os revolucionários islâmicos de Khomeini libertaram da cadeia os pilotos de F-4 que eles mesmos haviam encarcerado quando Saddam Hussein atacou o Irã, e precisavam rapidamente de uma força aérea).
Sem a tal “velha política”, entendida como a atuação de operadores no Congresso (Câmara e Senado) dificilmente o governo leva adiante esse prometido ataque frontal ao crime e à dívida, sob os quais o País está esmagado. São as questões cujo maior ou menor capacidade do governo em tratá-las de forma consequente (dada da gravidade dessa grande crise, é difícil usar o verbo “resolver”) será a verdadeira medida do sucesso. E de sua própria sobrevivência, palavra aqui entendida como a de um governo que mereça esse nome.

O Estado de São Paulo













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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Caio Coppolla acaba com hipocrisia de Gleisi Hoffmann sobre condenação de LULA

O REAÇA
Caio Coppolla acaba com hipocrisia de Gleisi Hoffmann sobre condenação de LULA

A verdadeira condenação de Lula -

William Waack comenta
As urnas é que decretaram a condenação política de Lula, um personagem sem caráter que ao pensar apenas em si mesmo ajudou até os adversários.

"O pacote do ministro Moro",

 editorial do Estadão
 Com notáveis avanços em relação às Dez Medidas Anticorrupção, apresentadas em 2016 por membro do Ministério Público Federal, o Projeto de Lei Anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pode contribuir para consolidar alguns importantes progressos no combate ao crime e à impunidade. Há pontos que merecem maior atenção, mas o conjunto de propostas do ministro Moro pode ser um bom início de diálogo com o Congresso a respeito de possíveis melhorias na legislação penal.
O projeto de Moro consolida a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o início do cumprimento da pena após a condenação em segunda instância, trazendo, assim, maior segurança jurídica a tema de especial relevância.
O ministro Moro propõe o endurecimento do cumprimento das penas – por exemplo, que seja fechado o regime inicial da pena para condenado reincidente – e a criminalização do caixa dois. Sobre este ponto, é importante que o novo crime venha acompanhado de rigor probatório. Nos últimos anos, tornou-se praxe o uso amplo do conceito de propina, o que dá, na seara penal, especial margem a abusos.
O projeto prevê também endurecer penas relativas aos crimes com arma de fogo, por exemplo, o porte ilegal de arma, bem como do crime de resistência quando “resulta morte ou risco de morte ao funcionário ou a terceiro”, com pena de reclusão de 6 a 30 anos.
Há medidas relativas ao combate das facções criminosas. Amplia-se, por exemplo, a definição de organização criminosa, incluindo grupos que “se valham da violência ou da força de intimidação do vínculo associativo para adquirir, de modo direto ou indireto, o controle sobre a atividade criminal ou sobre a atividade econômica”.
A respeito das prescrições, o projeto de Moro é mais equilibrado que o pacote das Dez Medidas Anticorrupção. Não procura invalidar o instituto da prescrição, especialmente importante para coibir abusos de um sistema judicial cujos processos, não raro, duram mais de década. O texto estabelece que a prescrição não corre na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores.
A previsão de redução de pena de policiais que causarem morte durante sua atividade é controversa, já que incorpora elementos imprecisos na definição dos casos de excesso na atuação policial. A proposta permite ao juiz reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso decorrer de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. O policial é um profissional que recebeu o devido treinamento e foi avaliado como apto para exercer essa atividade. A rigor, não cabe falar em “escusável medo, surpresa ou violenta emoção” para um policial em serviço. Se ele reage assim às circunstâncias de sua profissão, é certo que lhe faltam condições para exercê-la. O policial, em hipótese alguma, pode ter carta branca para cometer crimes contra a pessoa.
O Congresso também deve ter cuidado com as medidas relativas ao perdimento de produto do crime. A redação é ampla, propiciando uma discricionariedade que faz inverter o ônus da prova. Não é boa regra presumir ilícito. Também cuidado deve-se ter com a proposta de permissão do uso de bens apreendidos pelos órgãos de segurança pública – os direitos da vítima parecem relegados a segundo plano. A identificação obrigatória do perfil genético dos condenados por crimes dolosos é outro ponto polêmico.
A previsão do acordo de não persecução penal para investigados que confessarem o crime pode ajudar a desafogar o sistema judicial, mas não é panaceia geral. As soluções negociadas estão reservadas para crimes com pena inferior a quatro anos. E a novidade tem riscos, dando ocasião a pressões indevidas sobre investigados.

Há boas medidas no projeto anticrime do ministro Moro, mas é uma ilusão achar que a aprovação de novas leis causará por si só uma diminuição da criminalidade. Se fosse assim, fácil seria resolver o problema da segurança pública. Bastava que o Congresso produzisse de tempos em tempos novidades legislativas em matéria penal. O combate ao crime exige uma atuação coordenada do Estado, com polícias treinadas, Judiciário diligente e absoluto respeito aos direitos e garantias de todos os cidadãos.













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"Reforma da Previdência, difícil e essencial",

por Carlos Alberto Sardenberg
foto Andrade Junior
 O ministro Sergio Moro está mais adiantado. Seu projeto, um conjunto de 14 projetos de lei, está pronto para iniciar a tramitação no Congresso. Já a proposta de reforma da Previdência está numa fase preliminar — o debate dentro do governo.
Moro, portanto, foi mais incisivo. Exerceu sua liderança na definição de propostas que atendem ao que os eleitores pediram: mais rigor no combate ao crime.
Verdade que o tema é menos polêmico. Quer dizer, ambos são polêmicos, mas em sentidos diferentes.
A reforma da Previdência tem a ver com toda a população. Pelas pesquisas, pode-se dizer que há uma maioria já consciente da necessidade da reforma para equilibrar as contas públicas e, sobretudo, garantir a aposentadoria das futuras gerações.
Mas os detalhes — na verdade, os pontos principais, como idade mínima e tempo de contribuição — são uma outra história. Nem todos os que apoiam a reforma concordam que 65 anos é um bom parâmetro.
Já no caso da legislação penal, a polêmica fica dentro de um público mais restrito. Não é, entretanto, mais fácil de resolver, porque nesse grupo encontram-se ilustres representantes da classe política e de lideranças institucionais, inclusive do Judiciário.
Se a idade mínima preocupa todo mundo, a criminalização do caixa 2, que está no pacote de Moro, é de interesse especial da classe política, tanto da parte que já foi alvo de algum braço da Lava-Jato quanto daquela que ainda teme ser apanhada. As investigações continuam, não é mesmo? E agora sem foro privilegiado.
Mas como os eleitores, na maioria, estão fartos da classe política, não será difícil para o governo usar a pressão social, inclusive via internet, para forçar a aprovação do pacote de Moro.
Já no caso da Previdência, o governo terá que ser hábil para convencer a população, ao mesmo tempo em que busca votos no Congresso. De certo modo, será uma ação invertida. No caso do projeto penal, a pressão será dos eleitores organizados ou reunidos em rede sobre o Congresso. Na Previdência, o governo precisará dos parlamentares para ajudá-lo a convencer a população.
Por isso já se especula sobre a possibilidade de barganhas, do tipo entra a idade mínima de 65 anos e sai a criminalização do caixa 2. Ou, mudança na aposentadoria dos militares pela anistia ao caixa 2 daqui para trás.
Muito provável que se tente, mas difícil de acontecer. Há novas bancadas, novos parlamentares que chegaram com sangue nos olhos e não vão topar esse tipo de barganha. Esta seria, assim, uma desmoralização para o governo Bolsonaro, e especialmente para o ministro Moro. Não parece que ele aceitaria levar esse desaforo para casa.
Tudo considerado, a reforma penal terá mais oposição dentro das instituições. A Previdência terá nas instituições — juízes já estão antecipando posições contrárias — e na opinião pública. E, claro, nas corporações mais privilegiadas que, por isso mesmo, serão mais afetadas.
Para a retomada da economia — e pois, do emprego e da renda — a reforma da Previdência é condição essencial. Basta um número: o déficit de todo o sistema, incluindo INSS, servidores civis e militares, está na casa dos R$ 300 bilhões/ano. A proposta mais dura de reforma — com idade mínima mais alta, maior tempo de contribuição, maiores contribuições e vencimentos menores — permitiria uma economia de R$ 130 bilhões/ano, pouco mais de um terço do rombo.
Por aí se vê o tamanho do problema e como demoramos a encará-lo. Os efeitos estão visíveis. Com os governos — federal, estaduais e municipais — gastando cada vez mais com aposentadorias e, em segundo lugar, com salários do funcionalismo, os serviços públicos e a infraestrutura nacional ficam prejudicados.
Em déficit e com dívida elevada, o governo toma mais empréstimos, o que aumenta juros e retira recursos que poderiam financiar o setor privado.
Resumindo: sem reforma da Previdência, o país quebra. Sem o endurecimento da lei penal, quebram-se a moral e o caráter nacional, principalmente. Mas também prejudica o país, atolado no capitalismo de amigos e corrupção.

O Globo






















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Em nova condenação de Lula, juíza estipula em R$ 86,4 milhões reparação de danos

Com Estadão Conteúdo
 A juíza federal Gabriela Hardt, da Operação Lava Jato, estipulou em R$ 86,4 milhões o valor mínimo a ser cobrado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais condenados por, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na ação penal que envolve o sítio Santa Bárbara, em Atibaia. O petista foi condenado nesta quarta-feira, 6, a 12 anos e 11 meses de prisão no caso – em janeiro do passado ele havia sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês no caso do tríplex do Guarujá.
“Necessário estimar o valor mínimo para reparação dos danos decorrentes do crime, nos termos do art. 387, IV , do CPP (Código de Processo Penal)”. O maior valor se refere aos crimes de corrupção ativa e passiva, R$ 85 milhões. “Valor equivalente ao destinado para núcleo de sustentação da Diretoria de Serviços da Petrobrás nos contratos relacionados.”
“Todas as imputações realizadas no presente feito em relação ao delito de corrupção têm em comum a pessoa a quem seria imputada a condição de autora do delito de corrupção ativa – o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva”, sentenciou Hardt.
A sentença de Gabriela Hardt tem 360 páginas. Também foram condenados os empresários José Adelmário Pinheiro Neto, o Léo Pinheiro, ligado a OAS, a 1 ano, 7 meses e 15 dias, o pecuarista José Carlos Bumlai a 3 anos e 9 meses, o advogado Roberto Teixeira a 2 anos de reclusão, o empresário Fernando Bittar (proprietário formal do sítio) a 3 anos de reclusão e o empresário ligado à OAS Paulo Gordilho a 3 anos de reclusão.
A juíza condenou os empresários Marcelo Odebrecht a 5 anos e 4 meses , Emilio Odebrecht a 3 anos e 3 meses, Alexandrino Alencar a 4 anos e Carlos Armando Guedes Paschoal a 2 anos. O engenheiro Emyr Diniz Costa Junior recebeu 3 anos de prisão. Todos são delatores e, por isso, vão cumprir as penas acertadas em seus acordos.
Gabriela Hardt absolveu Rogério Aurélio Pimentel, o “capataz” das obras do sítio.
A Lava Jato afirma que o sítio passou por três reformas: uma sob comando do pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em um total de R$ 1,02 milhão.
Com a palavra, o criminalista Alberto Zaharias Toron, que defende Fernando Bittar
O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o empresário Fernando Bittar, condenado a 3 anos de reclusão no processo do sítio de Atibaia, disse que a sentença da juíza Gabriela Hardt “é equilibrada”. “Vamos recorrer, mas a sentença mostra a disparidade entre a acusação e a realidade reconhecida por uma juíza que não é exatamente uma liberal, ao contrário, é reconhecida como uma juíza linha dura.”
Para Toron, é importante destacar que a força-tarefa do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato imputava a Bittar – proprietário do sítio de Atibaia – a prática de 44 atos de lavagem de dinheiro. “A doutora Gabriela Hardt condenou Bittar por apenas uma lavagem. Isso mostra a prática de acusação excessiva do Ministério Público.”
O criminalista avalia que a força-tarefa da Lava Jato “com sua estratégia usual de fazer acusação excessiva quer compelir a pessoa a fazer uma delação, no caso queriam que falassem do Lula e da dona Marisa, quando na verdade não há base nenhuma para uma acusação dessa magnitude”.
O advogado demonstra preocupação com o plea bargain, acordo penal adotado em larga escala nos Estados Unidos e que o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro incluiu no pacote anticrime entregue ao Congresso nesta quarta, 6.
“Agora vem o plea bargain do Moro. Vão te acusar de crimes que levam a uma pena de 100 anos. O que você faz? Se fizer acordo a pena cai para 5 anos. A pessoa vai aceitar. Vamos ter que discutir muito isso.”
“O que é importante destacar é que o próprio Ministério Público, nas alegações finais, reconheceu que o Fernando Bittar é o verdadeiro proprietário do sítio de Atibaia”, segue Toron. “Enfim, ficou definida a propriedade do sítio.”
Com a palavra, A criminalista Daniella Meggiolaro, defensora de José Carlos Bumlai

“José Carlos Bumlai recebeu com imensa surpresa a notícia de sua condenação e dela irá recorrer, pois jamais contribuiu financeiramente com as reformas do sítio de Atibaia. A sentença é atécnica e não aponta a origem nem a ilicitude dos valores que seriam objeto da suposta lavagem. Além disso, a pena e o regime de cumprimento impostos a ele são totalmente desproporcionais.”























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Joice Hasselmann defende Bolsonaro e Sérgio Moro após ataques de Deputados do PT

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Joice Hasselmann defende Bolsonaro e Sérgio Moro após ataques de Deputados do PT CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=TGCAdm_XPIQ

MILAGRES

MIRANDA SÁ
“Milagre é o espantoso que se encontra com o inacreditável”  (Millôr)
O milagre na concepção vulgar, é uma ocorrência fora do comum, imprevista e admirável, violando as leis naturais sem explicação científica. Na Metafísica, as religiões, desde as mais primitivas até as ditas superiores, monoteístas, creem em milagre como manifestação da vontade divina.
Entre os cristãos vigora a crença de que Jesus Cristo operou milagres, curando enfermos, multiplicando o pão e o vinho e até levantando um morto do túmulo. Além disso ressuscitou após a crucificação como havia dito aos seus discípulos.
Como acontecimento extraordinário, o milagre é importante para os têm fé na intervenção divina para resolver problemas. Os cristãos encontram na Bíblia (Hebreus) um incentivo para esta crença:  “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vê. Por ela os antigos receberam um bom testemunho de Deus” (Hb 11,1-2).
A palavra Milagre dicionarizada é um substantivo masculino originário do latim, miraculum, do verbo mirare, “maravilhar-se”. O verbete se refere também a uma manifestação teatral religiosa da Igreja Católica na Idade Média; e, nos dias atuais, bastante explorado na literatura.
O grande Voltaire, positivista, escreveu no seu Dicionário Filosófico que “a rotação de cem milhões de planetas ao redor de um milhão de sóis, a atividade da luz e a vida dos animais são milagres perpétuos”.
É interessante registrar que os brasileiros – um dos povos mais crédulos do mundo – apelam para um milagre nas situações mais distintas para conseguir um benefício, da conquista amorosa ao emprego, empréstimo, e até para seu clube ganhar uma partida de futebol…
Nos últimos tempos, ouvi preces com pedidos de auxílio até na política; e é engraçado que vários milagres têm sido realizados neste campo. Conheço muitas pessoas que fizeram promessas para ver o pelego Lula da Silva preso por corrupção e lavagem de dinheiro. E as suas súplicas foram ouvidas…
Um amigo contou-me que recorreu a São Jorge para que seu candidato à presidência, Jair Bolsonaro, cumprisse a promessa de mexer no Estatuto do Desarmamento, permitindo a posse de arma para o cidadão. E já foi acender velas na igreja do santo…
Uma senhora, minha vizinha, viúva de um diplomata que vivia horrorizada com o que o lulopetismo fez no Itamaraty, pediu a uma sobrinha umbandista para livrar o Ministério do Exterior da ideologia bolivariana. E já pagou o despacho de seis pombas brancas ao pai-de-santo.
O inspirador deste artigo, o motorista que me serve a mais de seis anos levando-me aonde não tem metrô nem ônibus, é um alagoano que odeia Renan Calheiros, e vivia prometendo soltar uma dúzia de foguetões se ele perdesse a eleição para presidente do Senado; aconteceu o espantoso e inacreditável e ele acordou a vizinhança com o foguetório ensurdecedor.
Minha irmã, espírita kardecista de um humanismo ímpar, tem rezado diariamente pedindo aos seus protetores o restabelecimento físico de Bolsonaro das facadas sofridas no ataque covarde sofrido em Juiz de Fora.
Da minha parte, dou conhecimento de um rogo que faço aos céus: a volta de um jornalismo vocacionado, ético, generoso e que readquira o crédito no mercado de leitores sem as artimanhas do “disse uma fonte”, “falam nos bastidores”, e “afirmam os especialistas”… Se isto vier a acontecer, prometo não pedir o impeachment de Dias Tófolli…















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O LUXUOSO BERÇÁRIO DA MISÉRIA

por Percival Puggina.
Quanto mais te cavo, e em ti me aprofundo, mais descubro que em ti não há fundo”. Henrik Ibsen.
 O que pode ser muito pior do que a corrupção, esse câncer financeiro e moral que tanto dano causa ao país? Que obra nefasta sepulta mais oportunidades, desemprega mais, afasta maior número de investidores, e desqualifica a educação tanto quanto, ou ainda mais do que os desvios de finalidade a que é submetida?
 Refiro-me à irresponsabilidade fiscal. Ela é companheira de um setor público que se agigantou sobre os ombros da sociedade. Aliás, o Estado brasileiro não leu Esopo e sacrifica, todo dia, poedeiras de ovos de ouro. Nos altiplanos da pátria, os poderes de Estado se expandem incessantemente, acumulando uma casca sobre a outra, qual cebola, como talvez a descrevesse Ibsen com a analogia do verso em epígrafe.
Os números da corrupção vão dos milhares de reais aos bilhões de reais. É dentro dos limites bem amplos dessa escala que eles podem ser contados. Já os números do gasto público financiado com endividamento se medem em trilhões de reais. Se amortizados, como deveriam ser, consumiriam metade do orçamento da União; se rolados, custam a cada virada de folhinha, centenas de bilhões de reais. Todo ano, fazem sumir valor muito superior ao da corrupção acumulada em muito tempo.
Uma face visível desse monstro pode ser apreciada nas 12 mil obras paradas (metade das quais sob responsabilidade da União). Mas há outra, mais pérfida, que se expressa na indigência, no abandono e na miséria a que vivem submetidos dezenas de milhões de brasileiros que deveriam ocupar o foco da atenção desse mesmo Estado, desse mesmo setor público. Isso é injustiça que dói na pele da mais tosca sensibilidade.
No entanto, em que pesem os números, chamou-me a atenção a falta de eco, por exemplo, às manifestações de uns poucos novos congressistas por austeridade, por redução das despesas autorizadas e de seus quadros de assessores. Os montantes assim obtidos fazem pouca cócega no fundo em que se cava, para dizer como o poeta norueguês, mas atitude – ah, a atitude! – elegeu Bolsonaro, mobilizou dezenas de milhões, e tem poderoso efeito multiplicador.
Pense na força das poderosas corporações funcionais; pondere o modo leviano como medidas saneadoras dormem nas gavetas de alguns ministros do STF; reflita sobre como, em tantos níveis, o Poder Judiciário e seus órgãos auxiliares expedem determinações que envolvem gasto público sem qualquer cobertura; imagine a barragem que desaba quando 11 ministros majoram os próprios vencimentos; avalie a facilidade com que se criam conselhos nacionais, conselhos superiores, órgãos colegiados, agências nacionais, que logo terão seus palácios em Brasília e extravagantes folhas de pagamento; dê uma olhada no preço final das vinculações e isonomias; atente ao quanto tem custado comprar apoio parlamentar mediante favores prestados com recursos públicos; calcule os preços de deliberações parlamentares arrancadas por lotadas galerias cujo único interesse é enviar a todos os demais a conta de suas postulações.
Vejo no governo e vi em alguns congressistas atitude avessa a isso. Mas falta testemunhá-la no recinto dos grandes privilégios, no âmbito das grandes decisões. Ou seja, no luxuoso berçário da miséria. Diante do Palácio da Alvorada, a escultura “As Iaras” (duas mulheres puxando os próprios cabelos), talvez representem, sem querer, uma antevisão do desespero que, por tanto tempo, se iria abateria sobre sucessivas gerações de brasileiros.
 


























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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Sítio foi mais usado por Lula do que por proprietário, diz Gabriela Hardt

Ricardo Brandt, Luiz Vassallo, Julia Affonso e Fausto Macedo, O Estado de São Paulio
Ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a juíza federal Gabriela Hardt afirmou que a família do petista ‘usufruiu do imóvel como se dona fosse’. “Inclusive, em 2014, Fernando Bittar alegou que sua família já não o frequentava com assiduidade, sendo este usado mais pela família de Lula”, anotou a juíza. A magistrada afirmou, no entanto, que a ação penal não ‘passa pela propriedade formal do sítio’.
Em sentença, Hardt considerou que o valor de R$ 1 milhão empregado por OAS, Schahine Odebrecht no Sítio Santa Bárbara foram propinas em benefício do ex-presidente. Ela ressalta que a denúncia oferecida pela Operação Lava Jato narra “reforma e decoração de instalações e benfeitorias” que teriam sido realizadas em benefício de Luiz Inácio Lula da Silva e família.
“O registro da propriedade do imóvel em que realizadas tais reformas está em nome de Fernado Bittar, também réu nos presentes autos, pois a ele imputado auxílio na ocultação e dissimulação do verdadeiro beneficiário”, anotou.
De acordo com a magistrada. ‘os proprietários dos dois imóveis são pessoas que possuem vínculo com a família do ex-presidente, vínculo esse afirmado por todos os envolvidos’. “Ainda, as operações contaram com a participação do advogado Roberto Teixeira, pessoa também vinculada de forma próxima a Luiz Inácio Lula da Silva, sendo lavradas as duas escrituras pelo mesmo escrevente, em seu escritório”.
“Fato também incontroverso é o uso frequente do sítio pela família de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo que, ao menos em alguns períodos, também resta incontroverso que a família do ex-presidente chegou a usá-lo até mais do que a família Bittar”, escreveu.
A juíza afirma que ‘sendo proprietário ou não do imóvel, é fato incontroverso que foram efetuadas reformas e comprados objetos para atender interesses de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família’.
A magistrada ainda levou em consideração a quebra de sigilo telefônico da OAS, que apontam para obras em suposto benefício do petista.
“Da quebra de sigilo telemático constam ainda diversos emails trocados entre eles, claramente com o objetivo de intermediar as negociações feita pela OAS e o ex-presidente, até porque este último afirmou não usar email. Note-se que há inclusive emails que Fernando recebeu que tratam das reformas do apartamento triplex do Guarujá, com o qual ele não tinha nenhuma vinculação, em época concomitante às reformas feitas no sítio”, anotou.
Condenações. A sentença de Gabriela Hardt tem 360 páginas. Também foram condenados os empresários José Adelmário Pinheiro Neto, o Léo Pinheiro, ligado a OAS, a 1 ano, 7 meses e 15 dias, o pecuarista José Carlos Bumlai a 3 anos e 9 meses, o advogado Roberto Teixeira a 2 anos de reclusão, o empresário Fernando Bittar (proprietário formal do sítio) a 3 anos de reclusão e o empresário ligado à OAS Paulo Gordilho a 3 anos de reclusão.
A juíza condenou os empresários Marcelo Odebrecht a 5 anos e 4 meses , Emilio Odebrecht a 3 anos e 3 meses, Alexandrino Alencar a 4 anos e Carlos Armando Guedes Paschoal a 2 anos. O engenheiro Emyr Diniz Costa Junior recebeu 3 anos de prisão. Todos são delatores e, por isso, vão cumprir as penas acertadas em seus acordos.
Rogério Aurélio Pimenrel, ex-segurança do presidente, foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro.
A Lava Jato afirma que o sítio passou por três reformas: uma sob comando do pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em um total de R$ 1,02 milhão.
Em interrogatório, Bumlai declarou não ter pago ‘nem um real’ nas obras. O sítio de Atibaia está em nome do empresário Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo de longa data do ex-presidente.
Em depoimento, Fernando Bittar negou que tenha pago a obra. “Eu não sei dizer se eles (Lula e Marisa) pagaram. Mas na minha cabeça…”
Apontado por delatores como o homem de confiança do ex-presidente que tocou a obra do sítio, o ex-segurança de Lula Rogério Aurélio Pimentel afirmou ter sido o ‘capataz’ das reformas no imóvel e confirmou os pagamentos da Odebrecht.
Em alegações finais, a defesa do ex-assessor da Presidência da República afirmou que se ele ‘não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores’.
Ação
O sítio Santa Bárbara é pivô da terceira ação penal da Lava Jato, no Paraná, contra o ex-presidente – além de sua segunda condenação. O petista ainda é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro por supostas propinas da Odebrecht – um terreno que abrigaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que morava o ex-presidente em São Bernardo do Campo. O processo também já teve a entrega de alegações finais e aguarda sentença.
Prisão
O ex-presidente já cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão no caso triplex, em ‘sala especial’, na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde 7 abril de 2018, por ordem do então juiz federal Sérgio Moro.
Lula foi sentenciado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo suposta propina de R$ 2,2 milhões da OAS referente às reformas do imóvel.

"Política louca: foto racista, aborto pós-parto, abuso sexual",

 por Vilma Gryzinski
 Uma foto tirada em 1984 pode arruinar a carreira política de um homem em 2019? Uma denúncia de abuso sexual ocorrida em 2004 pode impedir seu eventual sucessor de tomar posse? E em até que momento da gestação um aborto pode ser legalmente praticado?
Todas estas perguntas complicadas estão conectadas no caso de Ralph Northam, o governador de Virginia, a mais antiga colônia na época do domínio britânico, berço da Revolução Americana e também da secessão dos Estados Confederados, origem da guerra civil.
História antiga e o clima político moderno misturam-se para complicar a situação de Northam, neurologista pediátrico, oficial do Exército e, originalmente, simpatizante de George Bush, antes de entrar para a política como democrata.
Uma ficha impecável para um estado que ainda tem um considerável eleitorado republicano, mas foi “colonizado” pelas castas liberais que trabalham no governo, na imprensa e outras atividades características de uma capital como Washington, quase vizinha.
Até que dois desastres aconteceram quase que simultaneamente. Uma deputada – ou delegada, como chamam em Virginia – apresentou um projeto de lei permitindo o aborto até praticamente a hora do parto.
Kathy Tran, que fugiu do Vietnã comunista quando era criança, defendeu seu projeto dizendo que a criança faz parte do corpo da mãe até que o cordão umbilical seja cortado, provocando aversão e revolta entre a maioria da população americana que é contra o aborto depois de três meses de gestação.
Northam defendeu a deputada numa entrevista mais chocante ainda, considerando-se que trabalhou como pediatra.
Em casos de bebês nascidos com deformidades, a mãe e “seus médicos” teriam autonomia para discutir o que fazer. Com a ressalva de que o bebê seria mantido em condições “confortáveis” enquanto se decidia entre a vida e a morte do recém-nascido.
Seja qual for a posição que alguém tenha sobre o aborto, o nome disso é infanticídio.
Segundo a versão mais conhecida até agora, um cidadão comum, revoltado com as declarações do governador, passou para um site pouco conhecido uma página do livro de formatura em medicina de Northam, datado de 1984.
Entre fotos comuns dele, uma imagem repugnante: um jovem com o rosto pintado de preto e roupas estridentes ao lado de outro com fantasia de membro da Ku Klux Klan – camisolão e capuz pontudo cobrindo o rosto.
O mundo caiu para Northam. As principais lideranças democratas exigiram que ele renunciasse, apesar do extenso mea culpa do governador.
Sob pressão pesada, ele primeiro disse que era um dos dois homens da foto, mas não sabia qual. Depois, negou. Mas, numa entrevista bizarra, admitiu ter pintado o rosto de preto para um concurso de imitação de Michael Jackson.
A vida dele só piorou. O vice-governador Justin Fairfax já estava preparando a mudança quando o mesmo site divulgou a mensagem de uma mulher não identificada, relembrando uma história que o Washington Post investigou, mas não chegou a publicar.
Segundo a mulher, ela e Fairfax, que é negro, se conheceram na convenção democrata de Boston, em 2004. Ela concordou em ir ao quarto de hotel dele, beijaram-se e foram para a cama.
Aí, diz, ele a dominou fisicamente e a obrigou a fazer sexo oral. Nunca houve nenhuma queixa à polícia. Não apareceu ninguém dizendo ter ouvido da denunciante a história do abuso. Fairfax disse que houve sexo consensual. Seja o que for que tenha acontecido, foi há quinze anos.
Na pressa de montar o cavalinho passando selado à sua frente, Fairfax chegou a mais do que insinuar que era “muita coincidência” o caso, já investigado pelo Washington Post, vir a público agora. Ou seja, Northam tinha vazado a história. Pegou mal e ele voltou atrás.
Tanto o governador quanto o vice estão envolvidos em encrencas nas quais a linha entre justiça e injustiça parece borrada.
Northam por uma “brincadeira” de cunho racista que aconteceu há quase 35 anos. Nada em sua vida e sua carreira política indica que tenha praticado atos discriminatórios.
A CNN conseguiu o livro de formatura e disse que outros alunos apareciam em fotos comprometedoras, fantasiados como o que no Brasil seria “nega maluca” – o que ninguém pensaria em repetir nos dias atuais.
É justo que Northam seja punido por uma idiotice de juventude ou é um excesso politicamente correto?
E seu vice, vai para o linchamento virtual como aconteceu com o juiz Brett Kavanaugh quando foi nomeado para a Suprema Corte, afetado por uma denúncia sexual de comprovação impossível e outras completamente falsas?
Ou o fato de ser negro até certo ponto o protege?
E por que uma foto de 1984, por mais condenável que seja, provoca reações muito mais fortes do que a defesa de uma lei permitindo um fim “confortável” para recém-nascidos indesejados?
A discussão é típica do momento vivido nos Estados Unidos, onde um professor publicou no New York Times um artigo acusando o filme Mary Poppings – o original, com Julie Andrews – de racismo por causa da cena em que a babá mágica aparece com o rosto sujo de fuligem de chaminé – uma imitação da perversa “black face” usada no passado por atores brancos para ridicularizar negros.
Tom Brady, o técnico e o dono dos Patriots, consagrados pela vitória no campeonato de futebol americano, foram acusados de encarnar a “supremacia branca” num artigo do site Daily Beast. Motivo? Apoiam Donald Trump.
Ralph Northam garantiu que não vai renunciar de jeito nenhum. No campeonato que exageros politicamente corretos que parece ser disputado por uma parte da imprensa americana, ele já foi julgado em segunda instância. E está ferrado.
Mais difícil ficou defender o vice como um exemplo de virtudes semidivinas.
Kathy Tran passou a andar com segurança e garantiu que foi vítima de “desinformações”, embora tenha aparecido em vídeo dizendo exatamente o que disse.
A coisa está feia para todos os lados.

Veja























extraídaderota2014blogspot

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