EU APÓIO AÉCIO NEVES PARA PRESIDENCIA - 45
Poucas vezes na história republicana do Brasil tantos e tão
graves acontecimentos puseram em risco o Estado Democrático de Direito. E,
ainda assim, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) faz um ensurdecedor
silêncio, mostrando-se conivente e cúmplice de um ataque sistemático à
democracia. Quem diz não sou eu, ainda que concorde totalmente; é seu
ex-presidente nacional Reginaldo de Castro, em coluna no GLOBO.
A OAB se mostra ativa até demais, mas só quando é para se
alinhar ao que há de mais podre, quando é para defender os bandidos ou
relativizar alguma barbaridade cometida pelo governo. Quando é para defender o
“direito dos mano”, em vez de os “direitos humanos”, os representantes da OAB
saem em campo. Já para preservar nossas instituições mais importantes, nada!
Diz o autor:
Estamos diante de uma agenda política assustadora. Teme-se
pela independência do Judiciário e do Legislativo.O aparelhamento do Estado,
síntese desses temores, culmina com a edição do decreto 8.243, que o entrega ao
arbítrio dos “movimentos sociais”, sem que se defina o que são, já que podem
ser institucionais ou não, segundo o decreto.
Antes, tivemos o mensalão, pontuado de agressões por parte dos
réus ao STF e ameaças de morte a seu presidente, Joaquim Barbosa. E ainda: a
tentativa de regulamentar (eufemismo de censurar) a mídia; a
inconstitucionalidade do programa Mais Médicos; a desobediência do presidente
do Senado ao STF quanto à instalação da CPI da Petrobras; a violência dos black
blocs nas manifestações de rua; as ações criminosas de milícias armadas do MST
e do MTST, entre numerosas outras ilegalidades que reclamam uma palavra firme
de condenação por parte da advocacia brasileira. E o que se ouviu da OAB? Nada.
São assassinadas no Brasil anualmente mais de 50 mil
pessoas, a maioria, jovens e pobres, em decorrência do narcotráfico. Hoje, o
Brasil é, além de rota preferencial do comércio de drogas, o segundo maior
consumidor mundial de cocaína e o primeiro de crack. O PT, há quase 12 anos no
poder, não inclui esse combate entre suas prioridades. E o que diz a OAB? Nada!
Por que tanta omissão? O autor não faz rodeios: ela não é
gratuita. Tem substância política. Como exemplo, Reginaldo cita o nome de seu
atual presidente, cotado para o STF. Seria um velho toma-lá-dá-cá? Seria uma
“justa paga” a seus inestimáveis serviços prestados ao governo, e não à nação?
O PT aparelhou tudo que foi possível, comprou todos que
estavam à venda. É como costuma agir. O fato de até o STF não ter sido blindado
dessa tática, tendo visivelmente alguns ministros que estão lá para defender um
partido em vez de as leis – denúncia que o ex-presidente Joaquim Barbosa fez
novamente ao se aposentar – é algo assustador.
Por falar em STF e Joaquim Barbosa, quando ocorreu o
assustador episódio de um advogado de um mensaleiro que estava supostamente
bêbado e fez ameaças ao presidente da Corte, a OAB emitiu nota contra… o
presidente Joaquim Barbosa, que expulsou o baderneiro!
“Não podemos confundir autoridade com autoritarismo, com
esta atitude o presidente do Supremo foi ditatorial, arbitrário e autoritário,
nem na época da ditadura militar se ousou ir tão longe contra as prerrogativas
dos advogados”, disse o presidente da OAB Marcus Vinícius Furtado Coêlho.
Não custa lembrar que, segundo os seguranças do STF, o advogado de Genoino
disse que daria um tiro em Barbosa se tivesse uma arma!
A OAB, em vez de tomar o partido das instituições
republicanas, tem preferido um silêncio mais que suspeito, lançando na lama sua
credibilidade. Quando sai do silêncio, é invariavelmente para tomar o partido
errado, adotar postura conivente com aqueles que vêm minando as estruturas de
nossa democracia. É lamentável. E muito perigoso…
Rodrigo
Constantino





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