Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 29 de novembro de 2014

"A cor da gravata"

Igor Gielow   FOLHA DE SÃO PAULO

Para todos os efeitos, o segundo mandato de Dilma Rousseff começou nesta quinta-feira chuvosa com a apresentação do trio que conduzirá a economia.
O tom monocórdico de Joaquim Levy pontuou sua mensagem central: 
previsibilidade, respeito a metas mais duras e transparência. Parecia Aécio Neves na campanha. Como ele mesmo disse, se terá autonomia para lograr êxito, isso se verá no dia a dia, já que Dilma até aqui ditou o rumo da política econômica.
O fato de que os ministros são indicados, já que a carcaça da gestão anterior seguirá em decomposição pública nesta transição inusitada, gera um certo desconforto. Sempre haverá riscos para gêmeos xifópagos na hora da separação.
Mas se alguém tinha dúvida do caminho pretendido, até um simbolismo involuntário na posse contribuiu para suspendê-la. Nelson Barbosa 
(Planejamento), mais identificado com o PT, usava uma gravata apropriadamente vermelha. Já Levy envergava um azul-PSDB no peito.
O novo chefe da Fazenda indicou um roteiro bem tucano, fiscalista, fazendo concessões ao gradualismo ecoadas pelos pares (ah, Alexandre Tombini, do BC, usava uma gravata convenientemente acinzentada).
Agora, Dilma tentará aparar as arestas políticas em casa, indo ao encontro do PT nesta sexta. É um começo, embora os embates com o PMDB e a base que lhe dificultam a vida, além dos sortilégios da Lava Jato, sejam muito mais desafiadores.
Ainda que "intelectuais" (aspas obrigatórias) ligados ao PT tenham reclamado da escolha de Levy e da provável ida de Kátia Abreu para a Agricultura, o que se espera é a ordem unida típica da sigla pós-2003.
Fará um discurso à esquerda, dizendo que ajuste fiscal não é arrocho, e a plateia aplaudirá, talvez com uns gritos de guerra contra a mídia.
Se algo sair do roteiro, porém, Dilma será pressionada a buscar mais algumas gravatas vermelhas.


FONTE ROTA2014

"A sabedoria de Hugo Chávez"

Patrícia Campos Mello  FOLHA DE SÃO PAULO

No dia 16 de dezembro de 2005, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram no município de Ipojuca, em Pernambuco, para lançar a "pedra fundamental" da refinaria Abreu e Lima.
Grandiloquente como de costume, Chávez afirmou que a refinaria iria "representar o estreitamento dos laços de amizade existentes entre os povos do Brasil e da Venezuela".
A Abreu e Lima poderia processar 200 mil barris de petróleo por dia, suprir a demanda de diesel da região, demandaria investimentos de US$ 2,5 bilhões da Petrobras e da PDVSA e entraria em funcionamento em 2011.
"Está tudo pronto para o grande matrimônio que irá se concretizar em Pernambuco", disse Chávez, tempos depois.
Nove anos depois, a Abreu e Lima é um pesadelo. Foi inaugurada sem nenhuma pompa neste mês, com quatro anos de atraso. Custou mais de US$ 18 bilhões.
O combinado era a PDVSA entrar com 40% do investimento.
Mas a Venezuela não pôs um tostão na obra, entre discussões de necessidade de garantias do BNDES e adiamentos.
Durante a construção, culpou-se a Venezuela e sua recusa em investir o dinheiro prometido pelo aumento dos custos.
Mas as revelações da operação Lava Jato deixaram claro que o dinheiro foi mesmo é pelo ralo da corrupção. Bilhões em superfaturamento e propina.
O finado presidente da Venezuela não era nada bobo.
Criticou a demora das obras e o aumento do custo, fechou a carteira - e, sem fazer marola, se livrou da maior "roubada", literalmente.
FONTE ROTA2014

PT aplaude acusado de corrupção


Simone Iglesias e Thais Lavor - O GLOBO - 
• Vaccari diz não ter feito nada de errado, e não ter nada a temer, durante congresso do PT
• Durante reunião, petistas prestaram solidariedade ao tesoureiro do partido
FORTALEZA - Um dos alvos da Operação Lava-Jato, que investiga desvios bilionários na Petrobras, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, foi blindado pelo partido e ovacionado pelos integrantes do Diretório Nacional, nesta sexta-feira, durante reunião em Fortaleza. O desagravo e as palmas, puxadas pelo presidente do PT, Rui Falcão, aconteceram no encontro que, mais tarde, teve a participação da presidente Dilma Rousseff.
Ao falar sobre as finanças do PT, em encontro fechado em um hotel de Fortaleza, Vaccari se disse injustiçado e aproveitou para se defender das acusações de que seria um dos beneficiários do esquema de recebimento de propinas da Petrobras e de empreiteiras que mantêm negócios com a estatal.
O tesoureiro afirmou aos integrantes do Diretório Nacional: “Nunca fiz nada de errado”. Vaccari disse não ter “nada a temer” e alegou que vem sendo alvo sistemático de “injustiças”. Ele explicou aos petistas que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico estão abertos desde 2000 e que nunca ninguém encontrou nada que o desabonasse.


Sobre as ligações telefônicas captadas pela Polícia Federal com integrantes da direção da Petrobras, Vaccari justificou que foram para marcar encontros, e que, por conta dessas suspeitas de denúncias, tem passado por constrangimentos familiares. Vaccari garantiu aos petistas que sempre participou de encontros com representantes de empresas para captar de forma legal recursos para o partido.


— Tudo o que foi arrecadado foi contabilizado. Eu sei o que fiz — assegurou aos correligionários.


Após suas declarações, os petistas prestaram total apoio ao tesoureiro, aplaudindo-o por vários minutos, liderados pelo presidente do PT, Rui Falcão, segundo relatos de dirigentes presentes à reunião, fechada à imprensa. Falcão também fez elogios a Vaccari.


O mesmo tipo de reação entre os petistas ocorreu na época do mensalão, que atingiu em cheio o então chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. Após as denúncias e a condenação pelo Supremo Tribunal Federal, Dirceu foi tratado como “preso político” pelo partido, e a cada evento partidário a que comparecia era recepcionado pelos correligionários com gritos de “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”.


Avesso a entrevistas e figura que pouco circula perto de jornalistas, Vaccari foi abordado pelo GLOBO ontem, após almoçar no restaurante do hotel onde se realizava o evento. Ao ser questionado sobre a Operação Lava-Jato e se estava confortável na posição de dirigente do partido apesar das suspeitas, respondeu, irritado:


— Não falo nem nas situações boas, nem nas situações ruins. Por que você insiste em fazer perguntas se sabe que eu não vou responder? — disse, enquanto aguardava o elevador para voltar à reunião.


Vaccari afirmou que ao longo de toda sua vida no PT deu apenas duas entrevistas e que não estava disposto, agora, a dar uma terceira.


O tesoureiro decidiu falar na reunião fechada sobre a sua situação quando os petistas definiam o número de participantes de um congresso nacional que ocorrerá no ano que vem. A dúvida é se seriam chamados 800 ou 1.600 petistas. Ele explicou que, por dificuldades financeiras, seria melhor reduzir o tamanho do congresso. Foi então que resolveu se defender das denúncias.


Apesar do apoio a Vaccari, não houve referência à condução da Polícia Federal na Operação Lava-Jato. Mas, nas conversas, haveria a desconfiança de que a PF estaria querendo colocar o PT como alvo das investigações.
— Houve 13 falas, e ninguém explicitou isso. Se há críticas à PF, são clandestinas. Deve ser aprovada uma resolução à parte sobre a Petrobras, mas no sentido de que o PT não concorda com o que fizeram lá, com os desvios, e que tem mesmo que apurar tudo — disse o ex-líder do PT na Câmara José Guimarães (CE).


Além da situação de Vaccari, o PT discutiu documentos que irão definir os rumos de suas ações. O principal ponto é se reaproximar dos movimentos sociais e de tornar o partido mais transparente, além de superar os problemas de corrupção enfrentados nos últimos anos




fonte rota2014

"Devaneios esquerdistas"

MERVAL PEREIRA - O GLOBO
As diversas facções em que se divide a esquerda brasileira aliada ao governo petista estão atônitas com a chegada ao ministério do segundo mandato de Dilma de Joaquim "mãos de tesoura" Levy, que pretende, como anunciou ontem em linguagem diplomática, colocar ordem na bagunça em que se encontra a economia nacional.

Num primeiro momento, correntes diversas uniram-se para tentar barrar a nomeação, sob o argumento fantasioso de que ela ia de encontro ao modelo econômico que fora vitorioso nas urnas. 
Como se a presidente Dilma, reeleita por estreita margem, tivesse perdido a noção de que era a grande vencedora das eleições de outubro e, do nada, tivesse escolhido um ministro da Fazenda para fazer tudo ao contrário do que defendia no seu primeiro mandato.

Como se o próprio Lula, que batalhou para nomear Luiz Trabuco, o presidente do Bradesco, para o ministério da Fazenda, tivesse perdido a sanidade da noite para o dia. O que esse pessoal não quer enxergar, e que Dilma foi obrigada a entender, é que a vitória eleitoral do PT em outubro não correspondeu a uma vitória política, pois forjada à base do abuso da máquina pública e mentiras, sejam as divulgadas pela propaganda eleitoral, ou as espalhadas em diversas formas pelo país para amedrontar os menos informados.

Da mesma forma que Collor espalhava em 1989 que Lula confiscaria a poupança dos brasileiros para depois fazer ele mesmo o que criticava no adversário, também hoje estamos vendo o governo Dilma anunciar "medidas impopulares" que seriam a base do governo de seu adversário "neoliberal".

Os que assinaram o tal manifesto contra a nomeação do economista Joaquim Levy para o ministério da Fazenda acreditam piamente que banqueiros roubam comida dos pratos dos pobres, e se chocaram com a decisão de colocar o Bradesco no lugar do Itaú na Fazenda, e de ter um colaborador de Arminio Fraga em seu lugar no ministério.

Quem, ao que tudo indica, já desconfiava do que seu marqueteiro dizia era a própria Dilma, insegura de suas próprias convicções que na prática deram errado, e talvez por isso se enrolasse toda quando tentava explicar alguma coisa. Provavelmente nem mesmo o próprio João Santana acreditasse no que seus filmetes mostravam, já que ele confessadamente diz que não lida com conceitos como verdade, mas com a percepção do cidadão.

O fato é que, acreditando ou não no que defendia, a presidente Dilma viu-se obrigada a dar um salto triplo carpado para tentar recuperar a credibilidade de um governo que termina seu primeiro mandato com os piores indicadores econômicos de todos os tempos de nossa República, salvo dois outros governos, um dos quais o do próprio Collor.

E a nova equipe econômica pontuou durante sua apresentação o que talvez seja a chave para o entendimento do que está acontecendo: ter uma economia saudável é bom para as famílias brasileiras, e garante a manutenção dos avanços sociais conquistados.

O que estava sendo ameaçado com a performance dos últimos anos era justamente a jóia da coroa petista, os programas sociais, que agora serão garantidos por uma política econômica que os petistas chamam de "neoliberal" mas que na verdade é apenas sensata e equilibrada, que usa o mercado privado para ajudar o governo a atingir metas que, sózinho, ele não conseguiu nos últimos quatro anos e nem conseguiria nos próximos quatro, mantidas as mesmas premissas que vigoravam e foram formalmente rejeitadas pela nova equipe econômica.

Talvez constatando que espernear não levará a nada, o futuro ex-ministro Gilberto Carvalho, que já tem até substituto dentro do próprio PT no Palácio do Planalto, tentou ele sim dar um salto triplo carpado para encontrar uma explicação que não deixasse mal os petistas revoltados.

Disse Carvalho que, ao contrário do que parece, é Joaquim Levy quem está aderindo ao projeto econômico petista. Por este estranho raciocínio, o mesmo economista que já trabalhou no primeiro governo Lula e era execrado pelos petistas assim como outros do mesmo grupo, como Murilo Portugal e Marcos Lisboa, teria sido chamado de volta ao governo petista não por suas virtudes necessárias à mudança de rumos, mas por que aderiu ao projeto que está para ser mudado.

Por essa lógica, Mantega pode perfeitamente substituir Levy no Bradesco, afinal pensam de maneira semelhante. O que estraga a tentativa de Carvalho de fingir que não houve mudanças de orientação econômica é o estranho caso de um ministro nomeado para um governo de continuidade fazer parte da equipe de transição desse mesmo governo, formalizando assim a mudança de postura.
fonte rota2014

"A volta do ‘fogo amigo’"

EDITORIAL DO GLOBO

Petistas voltam a bombardear parte da equipe econômica, como fizeram no primeiro governo Lula devido à entrega do BC a um banqueiro e à política de ajuste praticada



Outra semelhança entre a fase inicial do segundo mandato de Dilma com o primeiro governo Lula — na prática, o segundo governo começou ontem — é o conhecido “fogo amigo” das falanges radicais do PT contra a equipe econômica. Sendo mais preciso, contra Joaquim Levy, considerado um “fiscalista”, um “neoliberal”. Pior, mesmo já tendo servido a Lula, também trabalhou para os tucanos — foi chefe da assessoria econômica do Ministério do Planejamento na Era FHC.
Levy será alvo tanto quanto foi Henrique Meirelles, no Banco Central do primeiro governo Lula,assim como o próprio ministro Palocci, petista estrelado, mas vítima de ataques por patrocinar uma política de ajuste — que, diga-se, salvou Lula e o PT de grave crise econômica.
O tal fogo, que de amigo nada tem, começou assim que Dilma, vitoriosa nas urnas, tratou de buscar especialistas que façam aquilo que ela disse nos palanques não ser necessário: um ajuste fiscal.
Pode-se chamar isso de estelionato eleitoral, mas, ao menos, a presidente entendeu que não poderia sustentar um modelo que gasta mais do que arrecada, sistematicamente.
Foi buscar Levy, pessoa certa para este trabalho , como demonstrou ao gerenciar o Tesouro na gestão de Palocci e na Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral. Fez jus ao apelido de Joaquim “Mãos de Tesoura”.
Não será a primeira vez na história do Brasil que fases de gastança são seguidas por inexoráveis ciclos de arrumação da casa. A nomeação de Nelson Barbosa para o Planejamento restabelece outra tradição nacional: dividir o poder na área econômica entre dois polos, um mais “ortodoxo”, outro “desenvolvimentista”.
Barbosa é economista respeitado e transita bem pelo PT devido às preocupação com o crescimento, emprego, etc. O clima da entrevista de ontem era, como não poderia deixar de ser, de entendimento e de trabalho compartilhado. O tempo dirá.
Os presidentes parecem se sentir mais seguros com equipes nas quais há sempre um “plano b”, para aplicar em qualquer eventualidade. Mesmo na ditadura militar, generais que ocuparam o Planalto preencheram os dois mais importantes ministérios econômicos, Fazenda e Planejamento, com cabeças de pensamentos diferentes: Médici deu todo apoio a Delfim, sem abrir mão de Reis Velloso; este tornou-se poderoso com Geisel, enquanto Simonsen se preocupava com as contas públicas; depois, com Figueiredo, Delfim foi ressuscitado e Simonsen não aguentou mais o descontrole fiscal. Mesmo com FH, na redemocratização, para um Malan na Fazenda havia um Serra no Planejamento.
Parece voltar a tradição, embora o melhor para o país seja mesmo que Levy e Barbosa se entendam, pois trabalho sério não faltará. E também que o fogo amigo não atrapalhe muito, nem a presidente Dilma tenha recaídas de centralização e onipotência em questões de política econômica.
FONTE ROTA 2014

ISSO QUE CHAMAM DE DEMOCRACIA?? E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Procurador é afastado temporariamente depois de defender golpe de 1964
O Conselho Nacional do Ministério Público instaurou Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e decidiu afastar das atividades, por 90 dias, o procurador da República Davy Lincoln Rocha. O motivo foi um texto publicado em sua página pessoal no Facebook no qual elogiou o golpe militar de 1964 e se disse decepcionado com a “timidez” das Forças Armadas diante da “corruptocracia que dominou aquilo que outrora chamávamos de Brasil”.
O procurador já recorreu ao Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação do ato do conselho. A decisão do CNMP se deu por maioria no último dia 17 de novembro. Os conselheiros decidiram encaminhar processo ao procurador-geral da República, que vai analisar o caso sob o aspecto penal. O CNMP acolheu proposta do conselheiro Luiz Moreira, que leu o texto “Carta aberta às forças armadas brasileiras”, publicado em setembro de 2013.
De acordo Moreira, ao sugerir a intervenção militar no Brasil e que esta conte com a participação dos Estados Unidos, o membro do Ministério Público Federal “utiliza de suas prerrogativas para manchar o regime democrático e a soberania nacional”. Em tese, destaca Moreira, há a ocorrência do crime contra a ordem democrática e a ausência de decoro pessoal.
Os membros do CNMP consideraram que o texto foi ofensivo ao verdadeiro papel constitucional das Forças Armadas, o que configura quebra de decoro pessoal, dever inerente às funções do membro do Ministério Público. Para o CNMP, a manifestação foi atentatória ao regime democrático de direito e extrapolou os limites do direito constitucional de liberdade de expressão.
Recurso ao STF
Lincoln Rocha tenta no Supremo anular o PAD. O relator do Mandado de Segurança é o ministro Luiz Fux. Rocha argumenta que não se identificou como procurador na carta, mas como cidadão brasileiro, utilizando a liberdade de manifestação do pensamento.

Afirma ainda que seu afastamento violou a garantia constitucional da inamovibilidade assegurada aos membros do MP no artigo 128, parágrafo 5º, inciso I, alínea “b”, da Constituição Federal. O dispositivo prevê que procuradores só podem ser afastados, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa.
“No caso presente, não foi apontado o interesse público que justificaria o afastamento do impetrante de suas funções; tampouco se lhe permitiu defesa alguma, muito menos a ampla defesa constitucionalmente assegurada”, aponta a defesa.
Processo legal
Na avaliação de Rocha, o ato do conselho deve ser anulado por ofensa ao devido processo legal, pois não foi precedido do inquérito administrativo previsto na Lei Complementar 75/1993. “Não houve nenhum processo anterior, nem mesmo sindicância. O fato foi apresentado ao plenário e, na mesma sessão, tomada a deliberação, sem nenhuma investigação anterior ou oitiva do acusado”, afirma.

O procurador defende ainda a prescrição da pretensão punitiva, pois a carta foi publicada em 19 de setembro de 2013, sendo que a pena prevista para quebra do decoro pessoal é a de censura ou de advertência. “O prazo de prescrição de uma ou de outra é de um ano”, disse. Com informações das assessorias de Imprensa do STF e do CNMP.
Leia o texto publicado por Davy Lincoln Rocha:
'Carta aberta às forças armadas brasileiras
"PREZADOS SENHORES OFICIAIS SUPERIORES. Eu, Cidadão Brasileiro, criado por Oficial da Marinha de Guerra do Brasil (ex-combatente da II Guerra, condecorado com medalha de Guerra), ESTOU PROFUNDAMENTE DECEPCIONADO com os Senhores.
Em 1964, quando o Brasil se encontrava na beira do abismo, prestes a cair nas mãos do Comunismo, da baderna generalizada, os Srs. se apresentaram e nos devolveram um país democratizado, estável, a salvo de ter se tornado uma Republiqueta de Bananas dominado por Narco Ditadores, ou por oligarquias pseudo-socialistas, como ocorreu em boa parte da América Latina. Teríamos nos tornado uma gigantesca Cuba, ou uma Venezuela, ou mesmo uma Bolívia , não fossem os Srs.
No Poder, mal assessorados, os Srs. cometeram graves erros, como o de suprimir a voz da opinião pública, ao temor de que essa vocalizasse as intenções dos terroristas vermelhos, os mesmos que os Srs. falharam em manter presos, aliás, libertando-os em troca de diplomatas sequestrados, o que foi um GRANDE erro, pois hoje, vários deles estão no Poder.
Hoje, os Srs. assistem calados, tímidos, de cabeça baixa, o Brasil dominado por um simulacro de Democracia, onde um único PODER, o PT, suprimiu os demais. No Executivo, uma genial estratégia de compra de votos com cestas básicas - O BOLSA FAMÍLIA - mantém na miséria absoluta MAIS DE QUARENTA MILHÕES DE BRASILEIROS, encurralados em currais e bolsões no norte e nordeste, onde o Governo jogou sal na terra e não permite que nada cresça, previne o crescimento econômico, deixando QUARENTA MILHÕES entre a opção de passar fome ou de trocar seu voto por um carrinho de compras.
No Legislativo, somos hoje governados por leis sabidamente votadas e aprovadas por VOTOS COMPRADOS, no esquema do MENSALÃO. Todos admitem a existência do esquema de VOTOS DO MENSALÃO, mas ninguém cogitou de ANULAR as leis que foram aprovadas com a compra de votos, fruto de corrupção e não do desejo de legítimos representantes do povo.
No JUDICIÁRIO, depois de alcançar a maioria de MINISTROS por eles indicados, o PT promove a histórica façanha de ANULAR o SOBERANO julgamento do STF, promovendo UM NOVO JULGAMENTO daquilo que já havia sido SOBERANAMENTE DECIDIDO, pondo fim à segurança jurídica e à esperança de que a corrupção na alta cúpula dos três Poderes possa ser freada.
Congressistas condenados por corrupção TRANSITAM LIVREMENTE pelas ruas e pelos corredores do PODER e VOTAM AS LEIS QUE NOS GOVERNAM.
Impondo vergonhoso arrocho salarial aos servidores públicos, civis e militares, o atual sistema político reduz à quase miséria todo o Serviço Público, humilhando-o, quando à espera de sua vez de também receber um BOLSA QUALQUER COISA.
Obras faraônicas para a COPA DO MUNDO sangram bilhões dos cofres públicos, enquanto cada vez mais leitos de hospitais são fechados e o povo brasileiro morre nas portas e corredores dos hospitais. Mas isso talvez não lhes interesse, pois os Srs. AINDA tem (em breve, o PT vai lhes tirar isso) hospitais militares, de boa qualidade. Eu sei disso, pois, afinal, sou filho de militar.
ENFIM, CHEGAMOS AO PONTO DE INSTITUCIONALIZAR-SE A REMESSA DE DIVISAS BRASILEIRAS PARA CUBA, ALIMENTANDO O ODIOSO SISTEMA DITATORIAL, PSEUDO-SOCIALISTA DO NÃO MENOS ODIOSO FIDEL CASTRO. PELO PROGRAMA "MAIS MÉDICOS" (COMO ESSA CORRUPTOCRACIA ADORA DAR BELOS NOMES A SEUS GOLPES) TRAZ MILHARES DE PESSOAS DE BRANCO, ESCRAVOS DA DITADURA CUBANA, PRA TRABALHEM POR SETECENTOS REAIS, ENQUANTO NOVE MIL E TREZENTOS REIAS POR CABEÇAS SÃO LAVADOS E TRAFICADOS PARA CUBA, PRA FINANCIAR SABE-SE LÁ O QUE. POR ISSO, EM BOA HORA, A DEMOCRACIA AMERICANA JÁ SE ACAUTELA EM OBTER INFORMAÇÕES, ENQUANTO OS SENHORES, CABEÇAS BAIXAS, BATEM CONTINÊNCIA A TUDO ISSO.
ESTOU TRISTE, MUITO TRISTE E MUITO DECEPCIONADO COM OS SENHORES. AGRADEÇO A DEUS POR TER LEVADO MEU PAI EM 2001, POUPANDO-O DE ASSISTIR A VERGONHOSA TIMIDEZ DOS SENHORES DIANTE DA CORRUPTOCRACIA QUE DOMINOU AQUILO QUE OUTRORA CHAMÁVAMOS DE BRASIL.'






FONTE CONJUR

Barroso proíbe que Delúbio Soares viaje enquanto cumpre regime domiciliar


A Justiça não pode permitir que condenados que cumprem pena em prisão domiciliar viajem livre ou regularmente, pois esse tipo de medida só pode ser concedida em situações específicas. Assim entendeu o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, ao revogar decisão que liberava o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares a fazer viagens a Goiânia e a São Paulo.
Delúbio foi condenado no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, e passou a cumprir regime aberto em Brasília depois de ter atingido um sexto da pena. Ele queria viajar durante 23 dias em novembro e em dezembro para cumprir “estritas necessidades funcionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT)”, onde passou a trabalhar como assessor.
O pedido foi aprovado pela Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do Distrito Federal no dia 21 deste mês. Barroso, relator da AP 470, já havia suspendido a liberação no dia seguinte. Para ele, cabe apenas ao Supremo nesse caso avaliar “pedidos de natureza excepcional”. Além disso, o ministro reclamou de não ter recebido cópia da decisão, medida que juízes delegados devem cumprir.
“Não parece aceitável que o condenado possa viajar regularmente para participar de seminários, cursos e reuniões em unidade da Federação diversa daquela em que se encontra em prisão domiciliar”, escreveu Barroso, repetindo entendimento aplicado a pedido semelhante do ex-ministro José Dirceu. “Para que não fique despida do seu caráter de sanção — prevenção, retribuição proporcional e ressocialização —, a prisão domiciliar tem de ser séria e efetiva.”


FONTE - CONJUR

O por quê de uma nova equipe econômica



Por Gen Bda Paulo ChagasCaros amigosA mudança da equipe e das diretrizes para a área econômica no novo governo, já chamado de “Dilma II”, nada mais é do que a confissão de que ela mentiu antes e durante a campanha eleitoral e que, no vai da valsa, escondeu descaradamente  a realidade do que sobrou do Brasil após 12 anos de governos petistas, quando imperaram a ambição pessoal, a incompetência e a desonestidade!
É a confissão da inépcia pessoal da Governanta para, desde seu trono no Palácio do Planalto, continuar a ditar normas sobre assuntos que exigem o que a turma do “Dilma I” nunca teve: honestidade e qualificação técnica para administrar o Brasil!

O descrédito em que se encontra a Nação não permite que qualquer agência internacional de risco recomende investimentos na nossa economia, daí a necessidade de mudar tudo e todos.
A admissão silenciosa do erro e da inaptidão não inclui o desapego ao equívoco ideológico, nem tampouco dos objetivos draconianos traçados pelo Foro de São Paulo. Não passa de uma “pausa” para recuperar o fôlego, após enxergar que as forças do “Mercado” são imunes às teorias marxistas.
O mundo inteligente e evoluído já sabia disso, bastava comparar o modelo adotado – Cuba – com o do resto mundo. Não era preciso quebrar o Brasil para concluir que não ia dar certo. Para gastar é preciso, primeiro, investir e por a máquina para produzir, isto é, trabalhar, ensinar a trabalhar e incentivar o trabalho.
Já dizia a Dama de Ferro: “O socialismo dura enquanto durar o dinheiro dos outros”!
Agora, feita a “cáca”, é preciso abaixar as calças e recuperar a confiança do “Grande Capital”, implorando por investimentos privados - ou seja, mais dinheiro dos outros -, admitir que pouca coisa decente foi feita no “Dilma I” e jurar por Deus - com os dedos cruzados nas costas – que, com a nova equipe, tudo será diferente, a inflação será controlada por uma honesta e competente política monetária, os ladrões da Petrobrás irão para a cadeia, o dinheiro roubado será devolvido, o “promete uma coisa e faz outra” vai acabar e, principalmente, dizer para todo o mundo que a culpa pela lambança do primeiro mandato foi só do Guido Mantega e que ele e suas teorias nunca mais, na história deste país, vão passar por perto da Esplanada dos Ministérios!
As novas escolhas da Governanta têm, também, por objetivo indicar que, agora, ela vai acertar e que no "Dilma II" não haverá mais necessidade de, a cada ano, como agora, ajustar a LDO e a Lei de  Responsabilidade Fiscal à realidade da situação econômica para livrá-la de perder o mandato. Simples assim!
Vai lá, “Mercado”, ajuda ela!

UMA DECISÃO DE CARÁTER MORAL


"Segue o extrato de um artigo meu publicado no site "jornal da Paulista" em 10/04/2013. Em 10 de dezembro, após ser emitido o Relatório da Comissão da Omissão da Verdade, qualquer decisão já não será mais oportuna. Na verdade, já se esperou muito tempo. O limite foi quando o governo permitiu a quebra do compromisso de 2009 e endossou a decisão ilegal da CNV de investigar só as violações cometidas por agentes do Estado no combate à luta armada." ROCHA PAIVA.                                                      
General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
Professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército 
 
O dilema entre lealdade e disciplina é um desafio que se apresenta em situações extremas na carreira dos profissionais das armas, particularmente aos que galgam os mais altos escalões de comando e chefia. Mas esse dilema não tem razão de ser quando silêncio e omissão contribuírem para causar um dano insuportável à nação e à instituição, estas sim, e nesta ordem, credoras de sua lealdade. Aos superiores o militar deve obediência, cooperação, respeito e franqueza, que sintetizam cada um diversos atributos importantes.

Artigo “A Segunda Chance”, do Tenente David A. Adams da Marinha dos EUA. Um ensaio sobre liderança com tradução e adaptação do Capitão de Mar e Guerra da Reserva Geraldo Luiz Miranda de Barros, da Marinha do Brasil. [Início de transcrição]: “Franqueza e coragem moral caminham juntas. A responsabilidade dos Oficiais na formação do processo político envolve uma franqueza absoluta, ---. Uma vez que uma decisão política final seja tomada, ele tem a obrigação de apoiar essa decisão como se ela fosse sua ---, com uma grande exceção: questões que envolvam os profundos princípios - dever, honra e pátria - não nos podem submeter a outros compromissos. O dever exige que um Oficial de Marinha se pronuncie. O General George C. Marshall disse que: ‘é duro obtermos homens para fazer isso, pois para tanto você expõe sua carreira e talvez sua comissão completamente’. Porém, qualquer Oficial verdadeiramente capaz de dar sua vida por seu país necessita também estar pronto a renunciar a sua carreira” [Final de Transcrição].
Altos chefes militares com larga experiência e conhecimento profissional de nível estratégico não podem se calar, uma vez dispondo de informações confiáveis, diante de políticas capazes de causar danos insuportáveis à nação e à instituição. Eles, que galgaram o mais alto nível hierárquico, e não os chefes de escalões subordinados têm tal responsabilidade, pois constituem a interface das instituições militares com o estado e a nação. Caso não consigam reverter o rumo dos acontecimentos, agindo com franqueza, mas discretamente dentro da cadeia de comando, devem manifestar-se de público, passando antes à reserva ou mantendo-se na ativa, conforme a consciência de cada um indicar ser necessário para preservar a hierarquia e a disciplina.

Ao longo da carreira, muitos militares em qualquer nível hierárquico, diante de situações extremas no âmbito interno da instituição ou da organização militar onde servem, questionam ordens que firam princípios legais, morais ou éticos, defendem os subordinados de injustiças e opinam com franqueza no sentido de convencer um comandante a não tomar decisões que possam trazer consequências significativamente danosas à organização militar. Quando assim procedem, assumem riscos profissionais e alguns podem ter, em determinado momento, a carreira interrompida por impossibilidade regulamentar de prossegui-la. Na reserva, a lei lhes confere liberdade para se expressar publicamente sobre assuntos de interesse público. Portanto, a crítica de que ao passar à reserva o militar “fica inteligente e valente” nem sempre é cabível, por dois motivos: primeiro, por que é legal a sua livre manifestação sobre assuntos de interesse geral, inclusive os militares; e segundo, por que antes de generalizar a crítica, convém lembrar que muitos passaram à reserva exatamente por terem primado sempre pela franqueza e coragem moral.
Mas os compromissos dos chefes militares não se esgotam nos assuntos de defesa propriamente ditos. Avaliem o trecho do artigo de minha autoria há tempos publicado, que pode ser acessado na INTERNET. “A Viúva do Che”, [Início de Transcrição]: “Chefes, em qualquer escalão, cumprem com a obrigação moral e funcional de defender os subordinados de injustiças, mesmo diante de riscos. Se o Brasil mergulhasse numa guerra interna nos anos 70, quantos empresários, autoridades, políticos e militares, hoje em posições proeminentes, estariam exercendo seus cargos? Se caísse no regime totalitário, objetivo da esquerda radical, quantos estariam vivos? E os próceres da esquerda anistiados pelo regime militar, que ocupam cargos relevantes, escapariam aos expurgos e justiçamentos típicos do regime comunista? Se tudo isso não ocorreu, muito se deve aos que defenderam a continuação do processo de democratização contra os que tentavam implantar a ditadura do partido único. Se alguns infringiram a lei foram anistiados assim como os assassinos, sequestradores e terroristas, que aceitaram a anistia irrestrita enquanto não estavam no poder. Portanto, revisão, agora, é revanchismo. É inconcebível abandonar irmãos de armas ante a injustiça que correm o risco de sofrer, pois caberia a quem estivesse no lugar deles a missão que cumpriram nos anos 70” [Final de Transcrição].
Teriam os chefes militares elementos de juízo para concluir que no Brasil existem algumas ameaças com possibilidade de trazer sérias consequências à Nação e às Forças Armadas (FA)? Seguem algumas interrogações.
Haveria uma paulatina perda de soberania na Amazônia, em virtude de políticas de governo submissas a interesses e pressões internacionais, ainda que nenhuma delas seja na forma militar direta? Ou seja, o País estaria cedendo soberania e correria o risco de perda de grande parte do seu patrimônio em benefício da “comunidade mundial” (leia-se grandes  potências) sem necessariamente ter a integridade territorial violada?  Estaria em andamento a colonização econômica e política da Amazônia Brasileira?
O Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3) seria uma das estratégias gramcistas de tomada e permanência no poder pelo partido dominante e a neutralização das FA seria um dos objetivos dessa estratégia? A Comissão Nacional (impropriamente chamada) da Verdade seria uma de suas ações prioritárias para imobilizar as FA?

A indigência militar estaria sendo apenas amenizada em virtude da contínua e ainda atual falta de vontade política de reverter, de fato, a situação caótica das FA, haja vista os seguidos cortes nos recursos e o retardo na implantação dos projetos estratégicos de defesa?
Hoje, as FA estariam sendo valorizadas mais pelo auxílio a programas civis de governo, haja vista o seu contínuo emprego em ações de defesa civil e em apoio ao desenvolvimento, à segurança pública e a grandes eventos, bem como em outras atribuições subsidiárias? Ou seja, sendo transformadas numa grande guarda nacional ou em mega agência civil multitarefas, com exploração político eleitoreira desses empregos?

Haveria um movimento político de setores poderosos nos três poderes da República e de segmentos da sociedade para romper o compromisso das FA com suas tradições, seus princípios basilares e a História do País? Movimento cuja ideia força seria a da existência de um “nefasto exército de ontem” em contraposição ao “exército politicamente correto de hoje”?
O permanente rebaixamento do nível salarial da carreira em comparação com as demais carreiras de estado ou do serviço público seria em função do perfil ideológico da liderança política desde os anos 1994, que pretenderia proletarizar os quadros, de modo a torná-los sensíveis às ideias socialistas, ao invés de mantê-los representativos de todas as camadas sociais da Nação?

Estariam essas ameaças colocando em risco o futuro da democracia, da segurança e a da defesa nacional, lembrando que o PNDH3 também propõe a ratificação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, reconhecendo a existência de 608 “nações indígenas” dentro da Nação brasileira?
O chefe militar do alto escalão que tiver elementos de juízo para concluir ser qualquer uma dessas ameaças real sentirá a obrigação moral de manifestar sua posição com franqueza e coragem, em termos respeitosos, dentro da lei, em seu nome e não usando o da Instituição nem a força de seu cargo, pois sabe ser este o seu compromisso com a Pátria e as FA e o seu dever como líder militar. O momento limite para a decisão a sua consciência o dirá.

É uma benção que em todas as épocas alguém tenha tido individualidade bastante e coragem suficiente para continuar fiel às próprias convicções” (Robert G. Ingersoll).



FONTE AVERDADESUFOCADA

O QUE EU DIRIA, AGORA, A AÉCIO NEVES

PERCIVAL PUGGINA
Na terça-feira, dia 25 deste mês, ocorreu uma reunião conjunta da Câmara e do Senado para apreciar vetos presidenciais. Trinta e oito dessas interdições trancavam a pauta e atrasavam a votação do que mais interessava ao governo: o projeto que desobriga a presidente da República de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Incrível, mas verdadeiro! Em ano eleitoral, o governo gastou nosso dinheiro além da conta em busca de votos, e quer uma lei que retroaja efeitos para inocentá-lo do crime de responsabilidade cometido. Tudo ao modo carinhoso e benevolente do PT quando as matérias envolvem suas conveniências.
 Os trabalhos da tumultuada sessão eram presididos pelo notório senador Renan Calheiros. Também ele, seguindo a cartilha da mistificação, assegurava, com serenidade franciscana, que não estava fazendo aquilo que fazia diante de todos: rasgar acordos e o Regimento Interno para atender ordens do Palácio do Planalto. Como consequência, o Plenário rugia. Senadores e deputados batiam boca no microfone de apartes. E por toda parte. Resultava quase impossível falar e ser ouvido. Ademais, todos os argumentos da oposição eram rejeitados liminarmente por Renan Calheiros. O Plenário fremia em sucessivas questões de ordem, razões, irrazões e desordens.
De súbito, o senador Aécio Neves pediu a palavra e anunciou que iria à tribuna. Foi surpreendente o que aconteceu. Sobre a agitação do Plenário, lotado por membros das duas Casas, fez-se inesperada quietude e silêncio. Quem estava sentado levantou-se para ver melhor e todos se voltaram para o orador como se fossem cantar-lhe o hino à Bandeira. Calou-se a oposição, claro. E se calou, também, a ainda mais numerosa e barulhenta base do governo. Do começo ao fim do discurso.
O senador disse o que precisava ser dito a seus pares, ao notório Calheiros e à presidente da República. Mas a conduta do Plenário, fato principal entre todos, mostrou o peso político de quem ocupava a tribuna e recebera, há bem poucos dias, 51 milhões de votos. Mesmo os que creem que a eleição de outubro não foi fraudada pela mentira, pela ocultação da verdade, pela injúria e pela chantagem feita com os mais pobres, reconheceram que ali estava um porta-voz autorizado por pelo menos a metade dos cidadãos brasileiros. Realidade incômoda para um partido que, dias antes, firmara, em Resolução do Diretório Nacional, a determinação de construir sua hegemonia sobre a nação.
Então, prezado senador Aécio Neves, nesta obscura viela da história, o senhor é esse líder. Continue a sê-lo. Seja-o no Senado, seja-o nos meios de comunicação infestados de governistas e de usuários do governo, e o seja, principalmente, nas ruas das quais o senhor não deverá mais se ausentar. Não permita que lhe tomem das mãos a liderança oposicionista que soube conquistar a partir do momento em que chamou mentirosos os que mentem, levianos os insensatos, omissos os que não cumprem seus deveres, irresponsáveis os que conduzem mal o país e se deixam alinhar segundo acordos regados a mojitos nos banquetes de Havana.




“A Galinha Pintadinha de Vermelho”

trecho da coluna de Reinaldo Azevedo na Folha: A presidente Dilma Rousseff recebeu na quarta-feira dois representantes de ninguém, que lhe foram cobrar isso e aquilo. Refiro-me a Leonardo Boff e a Frei Betto, expoentes da “Escatologia da Libertação”. No dia anterior, eles tinham assinado um manifesto contra as indicações de Joaquim Levy e Kátia Abreu (ainda por fazer) para, respectivamente, os ministérios da Fazenda e da Agricultura. A imprensa, sempre generosa com os autores de uma obra seminal chamada “A Galinha e a Águia”, os chamou de “intelectuais do PT”, um oximoro delicioso. Outro “scholar” a assinar o tal manifesto é João Pedro Stedile. Eis um trio que nunca invadiu o terreno produtivo das ideias.
Guilherme Boulos, o dono da maior imobiliária de São Paulo, não estava junto? Que pena! Eis um “intelectual” que tem os dois pés no chão. E as duas mãos também, como diria Ivan Lessa. Ele me quer no ministério da Dilma e diz que só preciso de um afago para “me abrir como uma flor” para o governo. O psicanalista Boulos acredita que tudo se resolve na base da sedução e do “abrir-se em flor”. Metáforas denunciam. Esse rapaz foi molestado na infância e acabou ficando assim?
É evidente que os autores da “Galinha Pintadinha de Vermelho” não têm a menor importância. Sempre rezo três ave-marias, diga-se, a cada vez que escrevo o nome “Frei Betto”, especialmente depois de ter descoberto que, num texto, ele fez Santa Tereza D’Ávila engravidar de Che Guevara para dar à luz a América Latina. Que medo! Coitada da Santa! Depois de martirizada pelo “Chancho”, ainda viu nascer o bebê-diabo. Faço essa nota à margem só para qualificar o tipo de gente reconhecida por nosso jornalismo como… “intelectual”!!!

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"Petrobras e a blindagem conveniente"

, por Frederico Vasconcelos

Folha de São Paulo


Sob o título “Petrobras – Perdas e ‘Ganhos’!”, o artigo a seguir é de autoria de Edison Vicentini Barroso, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que assina o texto como “magistrado e cidadão brasileiro”.
No Brasil, diz-se que a lei vale para todos. Será? Pelos fatos escandalosos que se nos dão a revelar, diariamente, e pela diferença de tratamento que aos envolvidos se dá, tem-se a nítida impressão de que a lei varia de pessoa para pessoa. Ou seja, o que deveria ser impessoal – segundo princípio legal – é pessoal!

No passado, muito embora os escândalos de hoje não tenham precedente, por bem menos, muito mais já se teria feito. Vejamos as chamadas provas indiciárias.

O que é indício? É circunstância conhecida e provada que, relacionando-se com determinado fato, autoriza, por indução, concluir-se a existência de outra(s) circunstância(s) (segundo o dicionário). É a chamada prova circunstancial, reconhecida pelo Direito.

Falemos, especificamente, da Petrobras e dos episódios que a têm envolvido – franqueados ao público a partir da chamada “Operação Lava Jato” da Polícia Federal.

É fato: são bilhões de reais desviados de seus cofres – em última análise, do bolso dos brasileiros. Está sendo revelado gigantesco esquema de corrupção, a partir do conluio de agentes privados e públicos – com ganhos materiais “estratosféricos”, baseados nas perdas da sociedade brasileira como um todo.

Mais que perdas financeiras, inestimáveis prejuízos à credibilidade do País, pois que os fatos, alongados no tempo e às barbas do governo que aí está, sem que este nada fizesse para estancar a sangria, são indiciários, no mínimo, de prevaricação no trato da coisa pública.

Observemos de fatos idos, documentados. Em janeiro de 2010, Lula, na Presidência e Dilma sua ministra-chefe da Casa Civil, vetou dispositivos da lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional que bloqueavam pagamento de despesas de contratos da Petrobras, então consideradas superfaturadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) – especializado na matéria.

E embora Lula, quando convenha, diga nada saber – do que fez escola neste País –, no caso, sabia exatamente do que fazia. Tanto, que se empenhou em apresentar longa justificativa à sua decisão, em mensagem encaminhada ao Congresso. Note-se: à Dilma não era possível ignorar o assunto, pois o encaminhamento do veto se deu pela Mensagem nº 41, de 26 de janeiro daquele, da Casa Civil.

Alonguemo-nos no tempo: mais recentemente, quando do esquema da Refinaria de Pasadena (a causar outro desfalque bilionário à Petrobras), Dilma presidia seu Conselho de Administração. Chama atenção a desculpa esfarrapada de que não se sabia do que fazia, ao autorizar o péssimo negócio – ao menos, para o Brasil e os brasileiros!

É a escola prodigalizada por Lula e digerida pela sociedade deste País, uma como que “blindagem” convenientemente aceita, sabe-se lá em nome de quê! Disso já se houvera feito, cabe lembrar, no episódio do “Mensalão”.

Por lei, o responsável final sempre responde! Fosse Dilma uma gerente, uma juíza, uma médica, por exemplo, e de nada lhe adiantaria pretextar desconhecimento para fugir duma responsabilidade que sempre foi e será sua! Estivéssemos num país mais adiantado, de instituições positivamente operantes e dinâmicas, e as coisas, para Lula e Dilma, não seriam tão fáceis.

Aqui, para o simples mortal, não resolve afirmar nada saber. Porém, para quem lhe está acima, pela absurda cultura da apontada blindagem, basta a simplista explicação, que nada justifica! E por que a aceitamos? Sobretudo, quando existam indícios a nos fazer, quando pouco, mais refletir sobre a gravidade do fato?

O doleiro Alberto Yousseff, em sede de delação premiada, em alto e bom som, disse que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras. Recentemente, a revista VEJA deu-nos a conhecer e-mail enviado àquela por Paulo Roberto Costa, alertando da suspensão de obras que alimentavam a engrenagem da corrupção. 

Na mesma época, consoante referido, Lula ataca o TCU e mantém essas obras.

Indaga-se: tudo isso é indiciário, ou não? Nesse contexto, há quem pense faltarem explicações – da presidente e de Lula. Todavia, pelos mencionados indícios, quase como digitais em cena de crime, a lhes complicar a vida, faz-se preciso mais que explicação de má qualidade, vinculada ao sistemático hábito do “nada sei, nada vi”.

A sociedade não apenas quer respostas – de Dilma, de Lula e de suas instituições. Exige-as! E, doa a quem doer, as achará. Isto, sem se falar nos empréstimos do BNDES para a obra do Porto de Mariel, em Cuba, sem passar pelo controle do Congresso Nacional – em tese (ou mais que isso), prova de improbidade administrativa (crime de responsabilidade).

Nesse cenário de “perdas e ganhos” (para o Brasil, só perdas!), do que mais se precisa? Será a certeza da impunidade, pelo incontestável aparelhamento do Estado, que lhes dá a tranquilidade de espírito que o brasileiro comum não tem?

Bastará o discurso vazio, só agora surgido, de que se mandou apurar os fatos? Mas, desde quando instituições como a Polícia Federal, o TCU, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o próprio Congresso Nacional necessitam do aval de quem quer que seja para que cumpram o dever que a Constituição Federal lhes assinala?

Lei… Ora, a lei! O contexto é de revelação inequívoca! Até um cego enxerga que os governos petistas permitiram, quando não estimularam, as irregularidades na Petrobras – isto está na boca do povo! E hoje, de forma clara, há indicativos, cuja desconsideração não se pode dar, de que o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus próceres (pessoas mais importantes) não as desconheciam. Disso, como dito, há registro no Diário Oficial da União.

E essa constatação é irrefutável, na medida em que, ao contrário de “mandar investigar”, o governo tem buscado esvaziar o trabalho das duas comissões de Inquérito do Congresso – a par de vetar medidas profiláticas, quais as sugeridas pelo TCU.

Pois foi exatamente com esse espírito que Lula, com o óbvio conhecimento de Dilma, de forma solene, ignorou o acórdão daquele Tribunal que apontava graves irregularidades em obras da Petrobras. 

Com isso, só com isso, então, permitiu fossem liberados mais de treze bilhões de reais para quatro obras, dos quais, seis bilhões destinados à construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

À época, Lula argumentou que o fazia a benefício do interesse público! Dá para acreditar? O dinheiro da Petrobras desaparecendo pelo ralo e a alegação foi da preservação do interesse do povo! Pobre brasileiro, crédulo e ignorante, que, mesmo diante das “perdas”, perde-se do caminho da prosperidade e se entrega, qual ovelha que vai ao matadouro, aos oportunistas dos “ganhos fáceis”.

Em suma, nesse tempo todo, nada se fez – intocados os operadores da bandalheira, a se locupletarem do dinheiro público, distribuído para políticos amigos até o final do mandato de Lula e, ao menos, até o desabrochar da “Operação Lava Jato”.

Fica a pergunta: até quando, neste País, sob a invocação da lei, apenar-se-á ao pequenino e se deixará impune o poderoso? Até quando se ouvirão prantos e ranger de dentes daqueles que, cumpridores de seus deveres ético/morais, seguirão ao largo o festim licencioso dos que ganham o que não devem e nos fazem perder o rumo da esperança? 

Afinal, quando haveremos de ganhar vergonha na cara e perder-nos da indecência e da falta de escrúpulos que enlameiam nossa Nação? 

Até quando?
FONTE ROTA2014

Comissão aprova aumento para ministros do Supremo e Procurador-Geral da República

Isabel Braga - O Globo

Proposta será usada pelos parlamentares como forma de pressão para aprovar aumento dos próprios salários

Em votação simbólica nesta quarta-feira, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou dois projetos de lei que garantem reajuste de 21,9% no subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal e também no do Procurador Geral da República, elevando-os de R$ 29,4 mil para 35,9 mil a partir de janeiro de 2015. O impacto total no Judiciário e no Ministério Público será de R$ 875,16 milhões ao ano, já que o aumento nos subsídios de ministros e do procurador repercutem em toda Judiciário e MP, aumentando os vencimentos de juízes e procuradores. O projeto já passou na Comissão de Trabalho e ainda terá que ir à Comissão de Constituição e Justiça da Casa, antes de ser votado em plenário.
Os projetos com os aumentos foram mandados pelo Supremo e pelo Ministério Público serão usados pelos parlamentares como forma de pressão para a aprovar de aumentos de seus próprios salários. Os subsídios de senadores e deputados estão há quatro anos sem reajuste e equivalem atualmente a R$ 26,7 mil. O aumento valerá para os deputados e senadores da próxima legislatura.
No caso do Judiciário, o impacto nas contas públicas será de R$ 2,5 milhões só no reajuste para os 11 ministros do STF e R$ 646,3 milhões no aumento em cascata dos salários de juízes garantido pela Constituição, de acordo com a exposição de motivos do projeto enviado ao Congresso. Segundo a justificativa a proposta recompõe o poder de compra dos salários em razão da inflação acumulada entre 2009 e 2013. No Ministério Público, o impacto anual será de R$ 226,3 milhões. O subsídio dos ministros do STF são usados como parâmetro para o teto salarial do funcionalismo.

Além de garantir o aumento nos subsídios, o projeto enviado pelo Supremo também fixa critérios a serem considerados nos reajustes a serem aplicados nos próximos anos. Na Comissão de Trabalho, o relator da proposta Sandro Mabel (PMDB-GO) manteve os critérios e antecipou o prazo de 2019 para 2016 para que os critérios sejam aplicados e garantam, obrigatoriamente, a manutenção do poder de compra dos ministros. A Comissão de Finanças manteve a emenda de Mabel.
O projeto mantém a iniciativa do Supremo de enviar ao Congresso lei fixando o subsídio, mas diz que terão que ser observados os seguintes critérios: a recuperação do poder aquisitivo dos ministros, o fato de o salário deles ser usado como teto salarial da administração pública e a comparação com subsídios e remunerações de outros integrantes de carreiras de estado, como diplomatas e demais servidores federais. Na justificativa, o presidente do STF, Ricardo Lewandowisk, diz que a intenção é "manter o poder de compra da parcela única do subsídio pela simples reposição da variação inflacionária, tornando-o condizente com a importância da atividade dos agentes políticos responsáveis pela prestação jurisdicional."



FONTE ROTA2014

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"Cegueira ideológica no manifesto de petistas",

editorial de O Globo

Militantes não conseguem enxergar o fracasso da política econômica da presidente reeleita, algo que ela mesma dá a entender que já reconhece


O mundo visto pela ótica das ideologias pode ser o paraíso ou o inferno, a depender das convicções de quem o observa. Neste sentido, é esclarecedor o manifesto assinado por intelectuais e ativistas do PT contra a escolha do economista Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para a Agricultura.
Levy — suprema heresia — é um diretor de banco, o Bradesco, aquele tipo de gente que, segundo a campanha eleitoral da reeleição da petista Dilma Rousseff, tiraria a comida da mesa das famílias brasileiras caso chegasse ao poder pelas mãos do oposicionista Aécio Neves. Já Kátia Abreu, algo não menos herético, surgiu na vida pública como ativa defensora do agronegócio, tão demonizado por petistas e aliados quanto o “capitalismo financeiro”.
No caso da senadora, admita-se que o fato de o lulopetismo conviver há 12 anos, sem qualquer crise de consciência, com políticos que ilustram à perfeição teses acadêmicas sobre o coronelismo nordestino não deveria fazer com que o bom relacionamento que Dilma estabeleceu com a senadora, na fase final de seu primeiro mandato, melindrasse o partido. Signatários do manifesto parecem acometidos de um purismo tardio e fora de época.
Caso se confirmem as escolhas, esses militantes poderão se sentir traídos por Dilma. Mas terá de ser reconhecido que a presidente reeleita demonstrou admitir algo, de forma implícita, por sobre suas convicções ideológicas: que o Estado brasileiro ruma para a insolvência, devido ao fracasso da sua política do "novo marco macroeconômico".

E nesta caminhada para a ruína faz explodir a inflação, engessada acima da perigosa faixa do 6%, desequilibra as contas externas — este déficit se aproxima de ameaçadores 4% do PIB — e atola a economia na estagnação.
Daí a candidata, na campanha, ter evitado detalhar qualquer aspecto da política econômica do segundo mandato, sem avançar para além dos óbvios compromissos com a manutenção dos programas sociais — um mantra na política brasileira, da situação, óbvio, e também da oposição. Mas a candidata já devia saber que sem a economia crescer e com inflação alta e persistente não há avanço social que resista.
O manifesto falseia ao afirmar que possíveis nomeações de ministros “sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas”.
Faltou atenção aos redatores do manifesto: se em nenhum momento a candidata Dilma disse dos palanques o que faria em termos de política econômica, também não foi enfática na defesa da manutenção dos rumos. Alardear que está a favor da manutenção de empregos e dos pobres é o mesmo que defender em praça pública a luz elétrica e a água encanada. Ninguém discorda. O problema é fazer com que não faltem nem luz nem água.
E esta é responsabilidade direta da presidente, e não do PT e militantes.




FONTE ROTA2014

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