Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

AS OBRAS

As obras (coleção de textos, qualquer semelhancia é mera coincidência ou não)
Primeiro foi o quebra-quebra, depois a macarronada de fios passando pelas valas cavadas pelos operários. Alguma coisa estava acontecendo no presídio.

Não tardou para que o diretor surgisse no corredor, festejando o andamento das obras:

– Vocês acham que vai dar tempo? – perguntava aos engenheiros, diante da curiosidade dos internos atrás das grades.

O engenheiro-chefe:

– Até sábado, estará tudo funcionando. Pode anotar o que estou dizendo para você...

O diretor, ansioso:

– Você garante?

O engenheiro, mais seguro do que as paredes daquele recinto:

– Garanto, doutor. O senhor pode tomar as suas providências, porque sábado de manhã já estará tudo funcionando.

Pouco depois de os engenheiros terem saído da cadeia, o diretor dirigiu-se aos presos:

– Estão curiosos, né?

Mais do que curiosos, os presos estavam apreensivos. Mas responderam assim mesmo:

– Estamos...

O diretor levou as mãos às costas e comentou, paternalmente:

– Meus queridos, quando eu digo a vocês que fazer rebelião é uma bobagem... que esses planos de fuga não levam a nada... é porque eu estou sempre buscando o melhor pra vocês. Como agora, por exemplo.

Fez suspense:

– O que vocês acham que é isso aí?

De início, ficaram todos calados. Até que alguém pediu para responder:

– Posso falar, doutor?

– Fala, Picolé.

– É um novo sistema pra detectar telefone celular aqui da rapaziada?

O diretor fez uma cara safada e respondeu:

– Errou. Quem arrisca?

Outro preso:

– O senhor dá uma pista pra facilitar?

– Que pista, Batata?

– É coisa boa ou coisa ruim pra gente?

O diretor, fazendo charme, deu a resposta:

– Ora, Batata! Perguntas como esta até me ofendem, sinceramente. Por acaso, já fiz alguma coisa que prejudicasse vocês? Eu só penso no futuro de vocês, meus filhos... Só nisso!

Batata, meio sem jeito:

– O senhor vai instalar ar-refrigerado nas celas?

O diretor, orgulhoso:

– Não. É muito melhor do que ar-refrigerado. Muito melhor mesmo!

Melecão, o xerife do pedaço, fez um pedido em nome de todos:

– Fala logo, doutor. Tá todo mundo curioso...

O diretor abriu o jogo:

– Eu consegui com uns amigos meus que, durante o Carnaval, o Big Brother fosse transmitido aqui de dentro. Vocês vão virar estrelas da televisão! Vão ficar famosos no Brasil inteiro! O que é que vocês acham?

Melecão abaixou a cabeça e respondeu:

– O senhor bem sabe que, aqui, não tem ninguém de família. Mas também não precisava esculachar a gente...


 

ONDAS

ONDAS PRODUZIDAS POR UM PENDULO, O VIDEO É MUITO BOM E O EFEITO É FANTÁSTICO..
COM LUZ,


Feliz ano novo de novo

Arnaldo Jabor

Colunista lista lembranças do passado e promessas para 2013

 O ano de ver o eclipse do sol contra a neblina pela janela da infância, o ano de ver as primeiras imagens de minha mãe que era uma Greta Garbo com ombros altos e cabelo de coque “bomba atômica”, o ano do quarto onde meus pais conceberiam minha irmã, o ano de olhar árvores, bichos e gente como se eu morasse fora do mundo, o ano das pernas das mulheres, colunas altas e distantes, o ano dos fantasmas do fundo do corredor, o ano do cachorro atropelado, o ano dos meninos se comendo de solidão, o ano do medo de virar veado, o ano de ficar olhando o vento no quintal, o ano dos formigueiros, o ano do sarampo e sua lâmpada vermelha, o ano da catapora, o ano da luz azul do quarto da pneumonia, o ano da cabeça quebrada, o ano da cara quebrada, o ano de ver os miseráveis do morro da Mangueira perto de minha casa, o ano de ver o primeiro filme de minha vida, o “Ladrão de Bagdá” ..., e ficar sonhando com a odalisca no tapete voador, o ano dos balões no céu, o ano do Mercury “grená” de meu pai brilhando na luz da rua, o ano do cuspe, o ano da porrada na esquina, o ano dos palavrões, o ano da “merda” e da “puta que pariu”, o ano da inveja, o ano da bicicleta, o ano da primeira namorada que me tratava como nada, o ano de temer a Deus e de contar meus crimes aos padres negros de quem eu beijava a mão, o ano em que um padre me deu um beijo na boca e eu fugi com pânico na alma, o ano do Porcolino e do Pernalonga, das mil e uma noites, o ano da mula sem-cabeça e do mendigo que dava mijo para a mãe, o ano da camisa de Vênus boiando na beira da praia, o ano do negro comendo a empregada no quarto de passar roupa, o ano da febre, o ano da violência dos colegas de colégio, o ano das velas de ceras na igreja, o ano do coroinha sem fé, o ano do covarde, o ano do soco na cara do mais forte e do sangue no nariz do valentão, o ano da descoberta do orgulho, o ano do Tarzan, o ano do Super-Homem, o ano da porra, o ano da punheta por causa da mulher de biquíni na praia, o ano da empregada de peitos grandes e que deixava quase tudo, o ano da dor nos rins, o ano de entrar no porão com a menina, o ano de sentir o gosto de cuspe da menina, o ano de ficar escrevendo o dia inteiro numa febre de descobrir alguma coisa que ainda acho que vou achar, o ano da primeira mulher, uma aeromoça louca da Panair, o ano do meu corpo e do corpo da mulher, o ano das lágrimas quentes, o ano da solidão, o ano das pernas cruzadas dos primeiros puteiros visitados, o ano do Mangue, da indescritível visão do Mangue que só Segall conheceu com as mil mulheres tremendo a língua para fora e seminuas nas calçadas, o ano dos bordéis antigos de luz mortiça, o ano das coxas, dos peitos, o ano cabeludo, o ano oleoso, o ano das peles, o ano de nada entender, o ano da gonorreia, o ano de comer o primeiro amor e de flutuar de paixão sobre as calçadas de Copacabana, o ano da lua dourada, do sol vermelho, o ano de Ipanema, de Leila Diniz, o ano dos gritos da mulher amada no colchão sujo e esfarrapado numa noite de chuva dentro de um aparelho do Partido Comunista, o ano do amor e da revolução — as duas coisas se confundindo (“serão as bombas ou meu coração batendo?”, como em “Casablanca”), o ano da UNE pegando fogo, o ano dos exilados, o ano de Corisco, o ano de Tom e Vinicius, o ano do Carcará, o ano do Cinema Novo, da noite negra do Ato 5, o ano que não terminou, o ano da boca fechada, o ano da boca no cano de descarga, o ano do nervo do dente exposto na boca do torturado, o ano das unhas arrancadas, o ano dos gritos, o ano dos guerrilheiros suicidas, o ano de cortar a barriga com a faca de bambu, o ano de cortar os pulsos com gilete enferrujada, o ano das cabeças muito loucas, o ano de viver perigosamente, o ano da mescalina e do ácido, o ano das pernas e dos braços virando cobras na “bad trip” da beira da praia, o ano das ondas vermelhas e céus tangerina, o ano de Copacabana virando gelatina colorida, o ano de Janis Joplin de porre num puteiro baiano cantando ponto de candomblé, o ano da esperança nova, o ano de Nelson Rodrigues, de Darlene Gloria, o ano das filhas nascendo de dentro de um buraco estrelado, o ano da esperança, de sentido, o ano da inocência, o ano da ingenuidade, o ano do leite, o ano do ventre molhado, o ano dos quartos escuros, o ano da vida, o ano do sol, o ano do jambo vermelho, o ano das formigas, o ano das bonecas, o ano do olho furado, o ano de ficar louco, o ano do corno, o ano do babaca, o ano de chorar, o ano de aprender a viver de novo, o ano do cachorro, o ano da vaca louca, o ano da cachorra no ar, o ano da beira do abismo, o ano da volta à democracia, o ano do não, o ano do sim, o ano da hiperinflação, o ano da inflação zero, o ano do real, o ano da esperança, o ano da vitória na Copa, o ano de outras palavras contra velhas palavras, de novas agendas contra as velhas agendas, o ano dos Mamonas assassinadas, o ano dos índios queimados vivos, o ano dos desacontecimentos, o ano dos cabelos brancos, o ano do último voo de minha mãe, o ano de meu pai voando atrás dela, o ano da orfandade, o ano da marcha a ré, o ano do regressismo político, o ano dos eruditos burros, o ano da chegada dos bolchevistas ao poder, o ano da aliança da mão esquerda com a mão direita, o ano dos ladrões revolucionários, o ano da mentira que virou verdade, o ano da desmoralização da honestidade, o ano das alianças sujas, o ano dos peronistas aliados aos senhores feudais, o ano das mãos na cumbuca do país, o ano da decepção com o partido do povo, o ano da cortina rasgada do bordel que Jefferson nos revelou cantando ópera, o ano da descoberta do óbvio, o ano das ilusões perdidas, o ano do nascimento do Supremo Tribunal Federal, o ano do negão, o ano da coragem e da covardia, o ano que vai começar mais uma vez e vai terminar mais uma vez daqui a um ano deixando sempre a sensação de oportunidade perdida e de esperança fracassada até que comece um novo ano trazendo novas expectativas sempre frustradas até começar um novo ano.

 
Por Arnaldo Jabor
Fonte: O Globo -

 

 

Sem pagamento, 200 mil carros são leiloados no País

Sem pagamento, 200 mil carros são leiloados no País


A bolha do crédito farto ajudou o Brasil a ocupar pela primeira vez, em 2010, o quarto lugar na lista dos maiores mercados de veículos do mundo, posição que vem sendo mantida. Neste ano, as vendas devem atingir o recorde de 3,8 milhões de unidades. Muitos dos consumidores que ajudaram o País a chegar a esse posto, contudo, hoje penam para pagar as prestações ou tiveram o carro retomado por falta de pagamento. ...
 
O índice de inadimplência em veículos passou de 2,5% dos contratos em 2010 para 5,6% neste ano. O calote vem caindo, depois de atingir o pico de 6,1% em maio, mas ainda é alto. Em valores, um total de R$ 10,5 bilhões em parcelas deixou de ser pago, muito acima do saldo de R$ 3,8 bilhões de dois anos atrás.
 
"O estrago neste ano foi muito maior do que o imaginado", diz Décio Carbonari, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Parte dos devedores são pessoas que compraram o primeiro carro zero, atraídas por planos de pagamento sem entrada, prazos de 60 a 80 meses e "parcelas que cabiam no bolso".
 
Com mais da metade das prestações a vencer, o consumidor se deu conta de que o saldo devedor era bem maior que o valor do bem - que deprecia-se em média 15% ao ano. "Hoje, com o saldo devedor de um financiamento feito há dois anos é possível comprar um carro mais moderno e com juro menor", diz Paulo Garbossa, da consultoria ADK.
 
O juro hoje é menor em consequência da política adotada pelo Banco Central. Caiu de 40,6% na média anual no fim de 2010 para menos de 35%. Os automóveis também estão mais baratos em razão da concorrência de novas marcas e alguns modelos são lançados a preços mais baixos que os antigos.
 
Bancos e associações não divulgam a quantidade de carros retomados por falta de pagamento. Mas dados de empresas de leilões dão ideia do tamanho do problema. Segundo quatro grandes grupos que atuam no Estado de São Paulo, entre 180 mil e 200 mil veículos foram retomados por falta de pagamento nos últimos dois anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .
Fonte: Estadão -

FONES DE OUVIDO


Percival Puggina
 ZERO HORA,
            Há poucos dias fiz aniversário. Embora costume brincar sobre o tema da minha idade dizendo que tenho 68 anos mas "bem lavado fico como novo", o fato é que algumas coisas mudaram na percepção que tenho da minha realidade existencial. Assim: quando eu era jovem, contemplava o futuro como um horizonte móvel. Ele se ampliava e se distanciava a cada passo dado. Agora, eu o percebo fixo. A distância entre mim e ele encurta a cada velinha soprada.  
            Um dos fascínios da vida, aqui de onde eu a vejo, é a possibilidade de ouvir o que os jovens falam e o que alguns dizem aos jovens. Nessa tarefa instigante de ouvir, comparar e meditar, volta e meia me deparo com a afirmação de que os anos 60 e 70 produziram uma geração de jovens alienados.
Milhões de brasileiros teriam sido ideologicamente castrados em virtude das restrições impostas pelos governos militares que regeram o Brasil naquele período. Opa, senhores! Estão falando da minha geração. Esse período eu vivi e as coisas não se passaram deste modo. 
            Bem ao contrário. Nós, os jovens daquelas duas décadas, éramos politizados dos sapatos às abundantes melenas. Ou se era comunista ou se lutava contra o comunismo. Os muitos centros de representação de alunos eram disputados palmo a palmo. Alienados, nós? A alienação sequer era tolerada na minha geração! Todo santo ano, o DCE da UFRGS comemorava como data nacional o aniversário da Revolução de Outubro (revolução bolchevique de 1917). Havia passeata por qualquer coisa, em protesto por tudo e por nada. Surgiu, inclusive, uma figura estapafúrdia - a greve de apoio, a greve a favor. É sim senhor. Os estudantes brasileiros dos anos 70 entravam em greve por motivos que iam da Guerra do Vietnã à solidariedade às reivindicações de trabalhadores. Havia movimentos políticos organizados e eles polarizavam as disputas pelo comando da representação estudantil. O Colégio Júlio de Castilhos foi uma usina onde se forjaram importantes lideranças do Estado. As assembléias estudantis e os concursos de declamação e de retórica preparavam a rapaziada para as artes e manhas do debate político. Na universidade, posteriormente, ampliava-se o vigor das atuações. O que hoje seria impensável - uma corrida de jovens às bancas para comprar jornal -, era o que acontecia a cada edição semanal de O Pasquim, jornal de oposição ao regime, que passava de mão em mão até ficar imprestável.  
            Agora, leitor, compare o que descrevi acima com o que observa na atenção dos jovens de hoje às muitas pautas da política. Hum?  E olhe que não estou falando de participação. Estou falando apenas de atenção, tentativa de compreensão. Nada! As disputas pelo comando dos diretórios e centros acadêmicos, numa demonstração de absoluto desinteresse, mobilizam parcela ínfima dos alunos. Claro que há exceções nesse cenário de robotização. Mas o contraste que proporcionam permite ver o quanto é extensa a alienação política da nossa juventude num período em que as franquias democráticas estão disponíveis à vitalidade da dimensão cívica dos indivíduos.  
            Em meio às intoleráveis dificuldades impostas à liberdade de expressão nos anos 60 e 70, a juventude daquela época viveu um engajamento que hoje não se observa em quaisquer faixas etárias. Nada representa melhor a apatia política da juventude brasileira na Era Lula do que os fones de ouvido.
 

Mulheres fazem barulho para terminar o sexo mais rápido, diz estudo

Se na hora do sexo sua companheira emite gemidos de dar inveja até a uma atriz erótica, fique atento: ela pode fazer parte do grupo de 66% das mulheres que não estão sentindo tanto prazer assim, mas sim tentando terminar logo a relação. É o que garantem especialistas das universidades de Central Lancashire e Leeds, Inglaterra.

De acordo com a pesquisa, os ruídos e gemidos da maioria das mulheres têm objetivo específico: conduzir a transa — e nem sempre têm a ver com o orgasmo. “Não há sincronia entre o orgasmo e a vocalização do coito. As mulheres utilizam as vocalizações para manipular o comportamento do parceiro, em particular para influenciar no momento do clímax”, diz relatório do estudo.
Os cientistas submeteram questionários a 71 mulheres heterossexuais e sexualmente ativas, com idades entre 18 e 48 anos. “Cerca de 25% das mulheres informaram que, em mais de 90% do tempo, gemiam quando não haviam alcançado o orgasmo”, revelam os autores no estudo, e 66% das entrevistadas afirmaram que usavam este recurso para acelerar a ejaculação do parceiro, a fim de evitar desconforto, tédio ou cansaço.

“É importante destacar que 92% das tinham muito claro que estas vocalizações impulsionam a autoestima de seus parceiros e 87% delas reconheciam que as emitiam com este propósito”, afirma Colin Hendrie, um dos autores da pesquisa. Além disso, os orgasmos eram mais frequentes na masturbação do clitóris, nas carícias do parceiro e no sexo oral do que na penetração vaginal.

Apoio à autoestima masculina

Mas o levantamento também mostrou que s mulheres se utilizam da voz para estarem mais próximas dos parceiros. “Elas reconhecem que querem, entre outras coisas, aumentar a autoestima dele, a sincronizar o orgasmo feminino do masculino ou buscar o fortalecimento do casal”, minimiza Colin Hendrie.

No estudo, as mulheres tiveram que responder sobre a frequência de seus orgasmos, em que fases do encontro sexual eles eram produzidos, a história do casal e a quantidade e a intensidade de seus gemidos e gritos, além de dizer as consequências que tinham as vocalizações.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

sem limites

totalmente embriagado o sujeito decidiu interromper o concerto do Green Day para surfar. veja o vídeo e divirta-se


OS ERROS DA CASERNA

OS ERROS DA CASERNA
Fonte: Lenilton Morato

Durante o período no qual o Brasil foi governado por Presidentes militares muitos erros e acertos foram cometidos. Três erros, entretanto, foram decisivos para a derrota estratégica que sofreram não só os cidadãos fardados, mas toda a força conservadora no país.

O primeiro deles foi a negativa do Marechal Castelo Branco em utilizar-se de uma estrutura similar ao DIP, da era Vargas, de maneira que pudesse combater a propaganda subversiva. O presidente não queria ter sua imagem atrelada à censura de Getúlio. O resultado foi a progressiva infiltração de idéias revolucionárias dentro da produção jornalística, cultural e artística.
Texto completo
O segundo erro foi o afastamento de Carlos Lacerda da cena política do país. Conservador de atuação política destacada, seu afastamento praticamente preparou o terreno para a tomada do poder pela esquerda, que os próprios militares haviam combatido (com massivo apoio popular), anos depois. O governo preocupou-se no combate à guerrilha e à subversão, mas esqueceu-se do front cultural e político. O resultado foi uma fragorosa derrota estratégica. Militarmente, comunistas, socialistas e a esquerda em geral foram derrotados. Politicamente, venceram. Assim, tal como os EUA no Vietnã, todas as batalhas foram vencidas, mas a guerra foi perdida.

O terceiro erro foi a estratégia do silêncio. Ao optarem pelo ostracismo, os militares facilitaram sobremaneira o trabalho de reescritura da história por parte dos então derrotados. Isto possibilitou às forças de esquerda a conquista do apoio popular e a substituição progressiva de valores tradicionais (chamados burgueses) por seu novo código de ética e moral (chamado de valores do povo), mesmo que esta nova escala de valores fosse inteiramente contrária ao que a população efetivamente pensava.

A soma destes três erros decretou a derrota do movimento de 31 de Março de 1964. Na verdade, a data marca apenas a troca de estratégia por parte da esquerda de tomar o poder. Da utilização da força para a conquista cultural e moral do país. Esta nova postura não foi percebida por nossos chefes militares a tempo, inclusive modificando algumas políticas externas do país, como a sua aproximação com a antiga URSS e o apoio ao movimento socialista em Angola. Os vermelhos chegaram de roldão ao poder, aparelharam o Estado e compraram mentes e corações com tolas idéias de igualdade ou com o vil metal.

A Comissão da Verdade, cujo representante dos militares será José Genoíno, é de fundamental importância para a comprovação de inúmeras declarações feitas por diversos integrantes do governo-Estado petista de que o Exército de hoje é diferente do Exército de ontem. O silêncio catacúmbico que reverbera nos quartéis a este respeito não deixa maiores dúvidas.

Os agentes do Estado que atuaram contra sequestradores, terroristas, estupradores, assassinos e assaltantes serão caçados, punidos, e presos. E os militares de hoje permanecerão em silêncio... Premonição?  Mãe Dinah? Búzios? Não. Basta olharmos ao nosso redor para vermos o que aconteceu aos nossos hermanos uruguaios e argentinos. Oficiais e praças presos, acusados de atentado aos direitos humanos por terem lutado contra os criminosos que queriam mergulhar seus países na ditadura proletária. A carta dos militares argentinos presos (presos políticos) nos dá uma amostra do que está por vir. Nela, verificamos que a estratégia esquerdista é a mesma: de que o Exército Argentino de hoje é diferente do de ontem, afirmativa que os autores repudiam sob o argumento de que lá (tal como cá) o Exército é um só. Mas lá o "Exército de hoje" também se calou.

Sob a manta evasiva da disciplina, nada pode ser dito nem falado (sob pena de se quebrar um dos pilares do Exército). Sob este "respaldo" é que se guiam para calarem-se diante de uma situação que pode colocar na cadeia pessoas como o coronel Brilhante Ustra e ao mesmo tempo dar vencimento de general à família de Carlos Lamarca, sujeito que julgou e matou um tenente da Força Pública de São Paulo a coronhadas dentre outros crimes.

A Comissão da Verdade não é nada mais que um tribunal revolucionário aos moldes da VAR Palmares, MR-8, Vanguarda Popular Revolucionária e outros movimentos e organizações terroristas que julgavam e sentenciavam qualquer cidadão à revelia de qualquer instituto legal ou moral. Seu surgimento possui um único propósito: queimar os arquivos ainda vivos daqueles anos e garantir aos vitoriosos terroristas de ontem cada vez mais indenizações, à custa do bolso e do dinheiro do desmemoriado e explorado povo brasileiro.

Enquanto este verdadeiro ataque ao cerne do Exército é realizado, a preocupação maior dos militares é com os seus vencimentos, com os aumentos que não chegam jamais. É claro que esta é uma preocupação de extrema importância, mas muito mais urgente é o desmonte histórico que está se desenhando em nosso Exército e, por extensão às Forças Armadas. Por dinheiro, vende-se a própria alma, entrega-se ao carrasco amigos e companheiros de outrora.
 
O Exército de hoje é o mesmo de ontem e será o mesmo Exército de amanhã. Infelizmente, não é o que a conjuntura atual nos mostra. Desenha-se um verdadeiro expurgo da caserna.
 

A década perdida

A década perdida
Marco Antonio Villa
O Estado de São Paulo -
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 foi recebida como um conto de fadas.  O País estaria pagando uma dívida social.  E o recebedor era um operário.
Operário que tinha somente uma década de trabalho fabril, pois aos 28 anos de idade deu adeus, para sempre, à fábrica.  Virou um burocrata sindical.  Mesmo assim, de 1972 a 2002 - entre a entrada na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e a eleição presidencial -, portanto, durante 30 anos, usou e abusou do figurino do operário, trabalhador, sofrido.  E pior, encontrou respaldo e legitimação por parte da intelectualidade tupiniquim, sempre com um sentimento de culpa não resolvido.
A posse - parte dos gastos paga pelo esquema do pré-mensalão, de acordo com depoimento de Marcos Valério ao Ministério Público - foi uma consagração.  Logo a fantasia cedeu lugar à realidade.  A mediocridade da gestão era visível.  Como a proposta de governo - chamar de projeto seria um exagero - era inexequível, resolveram manter a economia no mesmo rumo, o que foi reforçado no momento da alta internacional no preço das commodities.
Quando veio a crise internacional, no final de 2008, sem capacidade gerencial e criatividade econômica, abriram o baú da História, procurando encontrar soluções do século 20 para questões do século 21.  O velho Estado reapareceu e distribuiu prebendas aos seus favoritos, a sempre voraz burguesia de rapina, tão brasileira como a jabuticaba.  Evidentemente que só poderia dar errado.  Errado se pensarmos no futuro do País.  Quando se esgotou o ciclo de crescimento mundial - como em tantas outras vezes nos últimos três séculos -, o governo ficou, como está até hoje, buscando desesperadamente algum caminho.  Sem perder de vista, claro, a eleição de 2014, pois tudo gira em torno da permanência no poder por mais um longo tempo, como profetizou recentemente o sentenciado José Dirceu.
Os bancos e as empresas estatais foram usados como instrumentos de política partidária, em correias de transmissão, para o que chamou o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, de "projeto criminoso de poder", quando do julgamento do mensalão.  Os cargos de direção foram loteados entre as diferentes tendências do Partido dos Trabalhadores (PT) e o restante foi entregue à saciedade dos partidos da base aliada no Congresso Nacional.  O PT transformou o patrimônio nacional, construído durante décadas, em moeda para obter recursos partidários e pessoais, como ficou demonstrado em vários escândalos durante a década.
O PT era considerado uma novidade na política brasileira.  A "novidade" deu vida nova às oligarquias.  É muito difícil encontrar nos últimos 50 anos um período tão longo de poder em que os velhos oligarcas tiveram tanto poder como agora.  Usaram e abusaram dos recursos públicos e transformaram seus Estados em domínios familiares perpétuos.  Esse congelamento da política é o maior obstáculo ao crescimento econômico e ao enfrentamento dos problemas sociais tão conhecidos de todos.
Não será tarefa fácil retirar o PT do poder.  Foi criado um sólido bloco de sustentação que - enquanto a economia permitir - satisfaz o topo e a base da pirâmide.  Na base, com os programas assistenciais que petrificam a miséria, mas garantem apoio político e algum tipo de satisfação econômica aos que vivem na pobreza absoluta.  No topo, atendendo ao grande capital com uma política de cofres abertos, em que tudo pode, basta ser amigo do rei - a rainha é secundária.
A incapacidade da oposição de cumprir o seu papel facilitou em muito o domínio petista.  Deu até um grau de eficiência política que o PT nunca teve.  E o ano de 2005 foi o ponto de inflexão, quando a oposição, em meio ao escândalo do mensalão, e com a popularidade de Lula atingindo seu nível mais baixo, se omitiu, temendo perturbar a "paz social".  Seu principal líder, Fernando Henrique Cardoso, disse que Lula já estava derrotado e bastaria levá-lo nas cordas até o ano seguinte para vencê-lo facilmente nas urnas.  Como de hábito, a análise estava absolutamente equivocada.  E a tragédia que vivemos é, em grande parte, devida a esse grave erro de 2005.  Mas, apesar da oposição digna de uma ópera-bufa, os eleitores nunca deram ao PT, nas eleições presidenciais, uma vitória no primeiro turno.
O PT não esconde o que deseja.  Sua direção partidária já ordenou aos milicianos que devem concentrar os seus ataques na imprensa e no Poder Judiciário.  São os únicos obstáculos que ainda encontram pelo caminho.  E até com ameaças diretas, como a feita na mensagem natalina - natalina, leitores!  - de Gilberto Carvalho - ex-seminarista, registre-se - de que "o bicho vai pegar".  A tarefa para 2013 é impor na agenda política o controle social da mídia e do Judiciário.  Sabem que não será tarefa fácil, porém a simples ameaça pode-se transformar em instrumento de coação.  O PT tem ódio das liberdades democráticas.  Sabe que elas são o único obstáculo para o seu "projeto histórico".  E eles não vão perdoar jamais que a direção petista de 2002 esteja hoje condenada à cadeia.
A década petista terminou.  E nada melhor para ilustrar o fracasso do que o crescimento do produto interno bruto (PIB) de 1%.  Foi uma década perdida.  Não para os petistas e seus acólitos, claro.  Estes enriqueceram, buscaram algum refinamento material e até ficaram "chiques", como a Rosemary Nóvoa de Noronha, sua melhor tradução.  Mas o Brasil perdeu.
Poderíamos ter avançado melhorando a gestão pública e enfrentado com eficiência os nossos velhos problemas sociais, aqueles que os marqueteiros exploram a cada dois anos nos períodos eleitorais.  Quase nada foi feito - basta citar a tragédia do saneamento básico ou os milhões de analfabetos.
Mas se estagnamos, outros países avançaram.  E o Brasil continua a ser, como dizia Monteiro Lobato, "essa coisa inerme e enorme".
MARCO ANTONIO VILLA É HISTORIADOR E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFCAR)

China diz o que se deve fazer no Brasil

China diz o que se deve fazer no Brasil mas que não vamos fazer infelizmente !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 
        
Infelizmente quem devia ler isso ( o povo) , não o lerá, porque não interessa aos governantes, mostrar esse tipo de entrevista,que aconteceu numa reunião com a presidenta dilma e seus "ministros",  e é lógico ... 
     foi omitida da nação por motivos óbvios, é só você ler a entrevista que vai entender.


      Este texto foi retirado do Blog do jornalista Joemir Beting da Rede  Bandeirantes, segundo Joelmir, o texto não está na íntegra, já que não foi
permitida a sua divulgação nos meios de comunicação.


      Também, segundo o assessor que permitiu o "vazamento" do relatório da  conversa com o primeiro ministro chinês, o governo brasileiro optou por  não divulgar estas informações por não se tratarem da real missão do  primeiro ministro ao Brasil, que era apenas para tratar de assuntos  comerciais entre os dois países

      Mas como diz Joelmir, para bom entendedor, apenas isso basta, ou  seja, não há interesse do governo em divulgar esses fatos, pois, para o PT  e demais governantes, do jeito que o Brasil se encontra é exatamente o  jeito que eles sempre sonharam, um país que reina a impunidade política e  o povo não tem vez nem voz.
Até porque, essa cultura que o sr Wen tanto cita, é exatamente o que  poderia causar problemas na atual política brasileira, portanto, um povo
acomodado e que apenas assiste de camarote o corrupto sacar dinheiro do  seu próprio bolso, é o sonho de qualquer criminoso do colarinho branco.

                               10 SOLUÇÕES PARA MELHORAR O BRASIL (QUE FUNCIONARAM NA CHINA)

            O Primeiro Ministro da China, Wen Jiabao, visitou o Brasil  recentemente pela primeira vez e supreendeu pelo conhecimento que tem
sobre nosso país, segundo ele, devido o aumento da amizade e dos negócios entre Brasil e China, vem estudando nossa cultura, nosso povo,
desenvolvimento e nosso governo nos últimos 5 anos e, por isso aproveitou a visita de acordos comerciais para lançar algumas sugestões que, segundo  ele, foram responsáveis pelas mudanças e pelo crescimento estrondoso da  China nos últimos anos.

           Durante uma de suas conversas com a Presidente Dilma e seus  ministros, Wen foi enfático no que ele chama de "Solução para os paises
emergentes", que é o caso do Brasil, China, Índia e outros países que  entraram em grande fase de crescimento nos últimos anos, sendo a China a  líder absoluta nessa fila.

             O que o ministro aponta como principal ponto para um país como
o Brasil desponte a crescer fortemente???

             Mudanças imediatas na administração do país, sendo a principal  delas, a eliminação de fatores hipócritas, onde as leis insistem em ver o
lado teórico e não o prático e real de suas consequèncias, sendo que, para  isso o país terá que sofrer mudanças drásticas em seus pontos de vista  atuais, como fez a China nos últimos 20 anos, sendo os 10 principais os  que se seguem.
           1 - PENA DE MORTE PARA CRIMES HEDIONDOS COMPROVADOS           Fundamento: Um governo tem que deixar de lado a hipocrisia  quando toca neste assunto, um criminoso não pode ser tratado como
celebridade, criminosos reincidentes já tiveram sua chance de mudar e não  mudaram, portanto, não merecem tanto empenho do governo, nem a sociedade  honesta e trabalhadora merece conviver com tamanha impunidade e medo,  citou alguns exemplos bem claros:  Maníaco do parque, Lindeberg, Suzane Richthofen, Beira Mar,  Elias Maluco, etc.
           Eliminando os bandidos mais perigosos, os demais terão mais  receio em praticarem seus crimes, isso refletirá imediatamente na
segurança pública do país e na sociedade, principalmente na redução  drástica com os gastos públicos em segurança.
           A longo prazo isso também reflete na cultura e comportamento de um povo.
        2 - PUNIÇÃO SEVERA PARA POLÍTICOS CORRUPTOS           Fundamento: É estarrecedor saber que o Brasil tem o 2º maior  índice de corrupção do mundo, perdendo apenas para a Nigéria, porém,
comparando os dois países o Brasil está em uma situação bem pior, já que  não pune nenhum político corrupto como deveria.
            O Brasil é o único país do mundo que não tem absolutamente  nenhum político preso por corrupção, portanto, está clara a razão dessa
praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma  providência é tomada, na China, corrupção comprovada é punida com pena de
morte ou prisão perpétua, além é óbvio, da imediata devolução aos cofres  públicos dos valores roubados.
           O ministro chinês fez uma pequena citação que apenas nos últimos 5 anos, o Brasil já computou um desvio de verbas públicas de quase
100 bilhões de reais, o que permitiria investimentos de reflexo nacional.
Ou seja, algo está errado e precisa ser mudado imediatamente.

            3 - QUINTUPLICAR O INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO
            Fundamento: Um país que quer crescer precisa produzir os melhores profissionais do mundo e isso só é possível quando o país investe no mínimo 5 vezes mais do que o Brasil tem investido hoje em educação .
          Caso contrário, o país fica emperrado, aqueles que poderiam ser  grandes profissionais, acabam perdidos no mercado de trabalho por falta da  base que deveria prepara-los, com o tempo .
            É normal a mão de obra especializada passar a ser importada, o  que vem ocorrendo a cada vez mais no Brasil, principalmente nos últimos 5  anos quando o país passou a crescer em passos mais largos.
            4-  REDUÇÃO DRÁSTICA DA CARGA TRIBUTÁRIA E REFORMA TRIBUTÁRIA  IMEDIATA
            Fundamento:
A China e outros países desenvolvidos como os EUA  já comprovaram que o crescimento do país não necessita da exploração das  suas indústrias e empresas em geral, bem pelo contrário, o estado precisa  ser aliado e não inimigo das empresas, afinal, é do trabalho destas  empresas que o país tira seu sustendo para crescer e devolver em qualidade  de vida para seus cidadãos .
           A carga tributária do Brasil é injusta e desorganizada e  enquanto não houver uma mudança drástica, as empresas não conseguirão
competir com o mercado externo e o interno ficará emperrado como já é.

            5 -  REDUÇÃO DE PELO MENOS 80% DOS SALÁRIOS DOS POLÍTICOS
BRASILEIROS:
         Fundamento:
Os Brasil tem os políticos mais caros do mundo,  isso ocorre pela cultura da malandragem instalada após a democrácia
desorganizada que tomou posse a partir dos anos 90 e pela falta de regras  no quesito salário do político. O político precisa entender que é um
funcionário público como qualquer outro, com a função de empregar seu  trabalho e seus conhecimentos em prol do seu país e não um "rei" como se  vêem atualmente, a constituição precisa definir um teto salarial  compatível com os demais funcionários públicos e a partir dai, os aumentos seguirem o salário  mínimo padrão do país, na China um deputado custa menos de 10% do que um  deputado brasileiro.
          A revolta da nação com essa balbúrdia com o dinheiro público, com o abuso de mega-salários, sem a devida correspondência em soluções  para o povo, causa ainda mais prejuízos ao estado, pois um povo  sentindo-se roubado pelos seus líderes políticos, perde a percepção do que  é certo, justo, honesto e honrado.

      6 - DESBUROCRATIZAÇÃO IMEDIATA
          Fundamento:
O Brasil sempre foi o país mais complexo em matéria  de negociação, segundo Wen, a China é hoje o maior exportador de
manufaturados do mundo, ultrapassando os EUA em 2010 e sem nenhuma dúvida,  a China e os EUA consideram o Brasil, o país mais burocrata, tanto na  importação, quanto exportação, além é claro, do seu mercado interno, para  tudo existem dezenas de barreiras impedindo a negocição que acabam em  muitas vezes barrando o desenvolvimento das empresas e refletindo  diretamente no desenvolvimento do país, isso é um caso urgente para ser  solucionado
            7 -  RECUPERAÇÃO DO APAGÃO DE INVESTIMENTOS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS
            Fundamento:
O Brasil sofreu um forte apagão de investimentos  nos últimos 50 anos, isso é um fato comprovado, investimentos em
infraestrutura, educação, cultura e praticamente todas as demais áreas  relacionadas ao estado, isso impediu o crescimento do país e seguirá
impedindo por no mínimo mais 50 anos se o Brasil não tomar atitudes fortes  hoje.
           O Brasil tem tudo para ser um grande líder mundial, tem  território, não sofre desastres naturais severos, vive em paz com o resto
do mundo, mostrou-se inteligente ao sair ileso da grande crise financeira  de 2008, porém, precisa ter a coragem de superar suas adversidades  políticas e aprender investir corretamente naquilo que mais necessita
            8 -  INVESTIR FORTEMENTE NA MUDANÇA DE CULTURA DO POVO
            Fundamento:
A grande massa do povo brasileiro não acredita mais  no governo, nem nos seus políticos, não respeita as instituições, não acredita em suas leis, nem na sua própria cultura, acostumou-se com a  desordem governamental e passou a ver como normal as notícias trágicas  sobre corrupção, violência, etc .
            Portanto, o Brasil precisa investir na cultura brasileira,  iniciando pelas escolas, empresas, igrejas, instituições públicas e assim
por diante, começando pela educação patriótica, afinal, um grande povo  precisa amar e honrar seu grande país, senão é invevitável que à longo  prazo, comecem surgir milícias armadas na busca de espaço e poder paralelo  ao governo, ainda mais, sendo o Brasil um país de proporções continentais  como é.
            9 - INVESTIR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IMEDIATAMENTE
           Fundamento: Proporcionalmente, o Brasil investe menos de 8% do que a China em ciência e tecnologia, isso começou a ter forte reflexo no  país nos últimos 5 anos, quando o Brasil passou a crescer e aparecer no  mundo como um país emergente e que vai crescer muito a partir de agora .
            Porém, não tem engenheiria de qualidade, não tem medicina de  qualidade, tecnologia de qualidade, não tem profissionais com formação de  qualidade para concorrer com os países desenvolvidos que encontram-se mais de 20 anos a frente do Brasil, isso é um fato e precisa ser visto  imediatamente, pois reflete diretamente no desenvolvimento de toda nação.

 10 - MENORIDADE PENAL E TRABALHISTA A PARTIR DE 16 ANOS

             (o mundo está envelhecendo...):
            Fundamento: O Brasil é um dos poucos países que ainda possuem a  cultura de tratar jovens de 15 a 18 anos como crianças, não responsáveis  pelos seus atos, além de proibi-las de oferecer sua mão de obra, isso é  erro fatal para toda a sociedade, afinal, o Brasil, assim como a grande  maioria dos paises, estão envelhecendo e precisam mais do que  nunca de  mão de obra renovada .
      Além do que, essa contradição hipócrita da lei, serve apenas  para criar bandidos perigosos, que ao atingirem 18 anos, estão formados
para o crime, já que não puderam trabalhar e buscaram apenas no crime sua  formação.
            Na China, jovens tem permissão do governo para trabalhar  normalmente (não apenas como estagiários como no Brasil) a partir dos 15
anos, desde que continuem estudando e, sim, respondem pelos seus crimes  normalmente, como qualquer adulto com mais de 18 anos.

Brasil, País do Carnaval

A.C. Monteiro
Advogado     
  É isso aí! Somente figuramos no contexto internacional como país do carnaval. Ai, sim, somos conhecidos como excelência no assunto. Rio, São Paulo, Recife e Salvador são tomados por uma avalanche de turistas que lá aportam para conhecerem a verdadeira e única produção nacional.
No mais, estamos mergulhados em um mar de lama apodrecida pela vergonhosa e espantosa corrupção que vem tomando conta deste gigante que, “a contrario sensu” das inúmeras propagandas governamentais de cunho eminente ideológico e populista, adormecido ainda se encontra em seu leito fúnebre, quiçá “ad perpetum”, por conta de uma política desastrosa e que nenhum compromisso tem para com o erário público e com o povo em geral que paga impostos escorchantes para, lá adiante, vê-los surrupiados, e sem nenhuma punição pelo mal feito. Em outras nações, principalmente aquelas que se alinham com a política brasileira, seriam sumariamente fuzilados e os seus familiares obrigados a indenizar o governo pelos danos que os mesmos causaram à nação, inclusive, com o pagamento da munição utilizada na execução.
 Aqui, nada acontece! Tudo permanece como se vivêssemos num verdadeiro mar de rosas, ou melhor, uma minoria que tem na corrupção o seu “modus vivendi”, enquanto que os demais de pires na mão imploram por saúde, educação e segurança, que nunca chega à população, mormente aos marginalizadas, a não ser algumas migalhas que recebem via inúmeras bolsas doadas pelo governo central que, estreme de dúvidas, rendem aos seus doadores polpudos dividendos políticos etc.
Não é este o país que queremos para os nossos descendentes. Queremos sim, viver num verdadeiro estado democrático de direito, na certeza de que as riquezas produzidas pela nação sejam devidamente distribuídas para toda a sociedade, em forma de um sem fim de benefícios, e não para uma minoria privilegiada, como soia acontecer.
Contudo, não é isso que se vê no dia a dia da política brasileira, e sim uma enorme e gigantesca onda de assalto aos cofres públicos, em detrimento de milhões de miseráveis que nada tem para comer e sequer se medicar quando são acometidos pela doença.
Mas, em contrapartida, os mensaleiros da vida e os corruptos identificados pela operação porto seguro e agora mais recente o escândalo da Petrobrás, onde o eminente e todo poderoso José Sergio Gabrielli, à frente daquela estatal causou ao país um rombo que ultrapassa a cifra de um bilhão de dólares, com a compra de uma usina de petróleo totalmente ultrapassada, cujo fato foi amplamente divulgado na revista Veja desta semana e que nos causa asco pela ilegalidade da transação e pela leniência do governo em manter o assunto em total sigilo, até hoje. Logicamente e sem dúvida alguma, com a concupiscência de outras autoridades governamentais, porquanto não poderia fazê-lo sem o aval do poder central.
 Instados a se pronunciarem sobre tais desmandos públicos, eis que surgem os defensores desses bandidos travestidos de democratas, capitaneado pelo partido dos trabalhadores que de trabalhador tem somente o nome.
 Procuram, leviana e descaradamente, blindar e proteger os partícipes dessas patifarias sob os mais estapafúrdios argumentos, como se o povo fosse algum ignóbil e não percebesse tamanha imoralidade e criminoso desmando.
Insurgem-se, inclusive, contra a instituição que tem o dever constitucional de proteger a Lei Maior, como se estivessem acima das normas que regem o nosso ordenamento jurídico, culminando por afirmar com todas as letras que não seriam cumpridas as decisões daquela Corte de Justiça, aqui me referindo as condenações impostas aos deputados federais, condenados que foram por ato de corrupção e que tiveram os seus mandatos cassados, numa verdadeira acinte ao estado democrático de direito. Dilapidaram o patrimônio público, em proveito próprio e alheio, amplamente demonstrado na Ação Penal 470, através do devido processo legal e ampla defesa, e agora se julgam inocentes e vítimas da perseguição da direita radical, e da imprensa, que se procura calar.
Já está programada uma manifestação pública que deverá acontecer nas principais cidades brasileiras para o ano vindouro, capitaneada pelo PT de forma a demonstrar a perseguição política que vem sofrendo aquela agremiação por parte de alguns setores da sociedade, isto no sentido de escamotear a verdade e iludir o povo menos esclarecido com mentiras e propagandas subliminares, próprio de regimes totalitários e, até mesmo blindar quem nessas alturas dos acontecimentos já deveria estar enjaulado pelos desmandos públicos então cometidos.
 A partir deste contexto somos acordes em afirmar aqui, lá e acolá, que o Brasil não merece ser governado por essa corja de bandidos, flagrados que foram assaltando não só os cofres públicos, mas também o povo brasileiro como um todo, principalmente os mais humildes.
  Não podemos mais ser reconhecidos mundialmente como o país do carnaval, e tampouco pela prática generalizada de atos de corrupção no seio do governo, mas, tão-somente como uma nação que busca o bem estar do seu povo, através do trabalho sério e honesto dos seus gestores, caso contrário estaremos sempre e sempre fadados ao insucesso, embora sejamos uma potência ainda adormecida, diante desses descalabros em boa hora divulgados pela imprensa nacional.
 Resta agora, apurar e punir com os rigores da lei essa malfadada transação envolvendo José Sérgio Gabrielli e todos aqueles que se locupletaram direta ou indiretamente desse negócio escuso, tenebroso e altamente prejudicial aos cofres públicos. O país não pode ficar silente a ocorrências desse jaez. O governo precisa dar uma satisfação ao povo brasileiro e não jogar para baixo do tapete as sujeiras praticadas pelos seus agentes. É o meu entendimento e de muitos que clama por justiça etc.

Epidemia de crack no Brasil é assunto na mídia internacional

Site inglês divulga pesquisa que mostra que 3% dos brasileiros já experimentaram drogas
Reprodução/dailymail.uk.comO site do tabloide inglês Daily Mail divulgou com destaque uma pesquisa da Unifesp que aponta o Brasil como o maior consumidor de crack do planeta

O tabloide inglês Daily Mail destacou nesta segunda-feira (31) a epidemia de crack que assola o Brasil. A publicação divulgou os resultados de uma pesquisa da Unifesp que aponta o País como o maior consumidor de crack, cocaína e derivados do mundo.

De acordo com a universidade, 3% dos brasileiros já experimentaram alguma forma de cocaína.

Ao lado de fotos chocantes, a matéria britânica aponta que o crack se espalhou rapidamente pelas cidades brasileiras na última década e que as autoridades lutam para evitar a propagação da droga em um período em que se discute a legalização e a eficácia da internação forçada dos usuários.
Segundo a publicação, o Rio de Janeiro é um dos líderes na tentativa de ajudar os inúmeros usuários de drogas, com o apoio de líderes comunitários. Mas o Estado tem sido muito criticado pelo uso excessivo de violência.

O tabloide inglês destaca ainda as chamadas "cracolândias" das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, locais onde centenas de usuários de drogas se reúnem para fumar crack, e aponta que, em 2012, o governo federal gastou mais de R$ 2 bilhões no combate à epidemia do crack.
 

O Senado, de mal a pior



Cinco anos atrás, leitores amigos, imaginar Renan Calheiros voltando a presidir o Senado com o voto de seus colegas seria algo impensável.

Costumo falar com meus botões. Eles estão sempre disponíveis e são muito bons ouvintes. Sobretudo os de quatro furos. Os de dois furos são mais desatentos e só resolvem dar sinais de sua existência quando estão pendurados por um fio. Pois bem, quando soube que Renan Calheiros aprumava-se para disputar a presidência do Senado Federal, com amplo apoio da base governista, eu falei aos meus botões: "Este país não tem mais jeito. Entramos em downgrade moral".

Talvez o leitor destas linhas não lembre quem é Renan Calheiros, mas os membros da Casa conhecem sua biografia. Renan foi o escândalo nacional de 2007 a partir de uma denúncia da revista Veja, em maio daquele ano. Renan tivera uma filha com a jornalista Mônica Veloso e uma empreiteira pagava a ela vultosa pensão mensal. A partir daí, iniciou-se o que ficou conhecido como Renangate. Durante meses, sucederam-se apurações e investigações envolvendo os negócios do então presidente do Senado Federal. As denúncias incluíam o uso de "laranjas" para dissimular a compra de veículos de comunicação em Alagoas, a venda fictícia de quase duas mil cabeças de gado para empresas frias, com notas fiscais geladas, num período em que Alagoas estava com as fronteiras fechadas para o transporte de gado em virtude de um surto de aftosa, e por aí afora. De maio a setembro de 2007, Renan foi o assunto preferido das manchetes. A 12 de setembro, em sessão secreta, o Senado votou proposta para a decretar a perda de seu mandato. Todos os senadores compareceram à sessão. Renan safou-se por uma diferença de seis votos.
Seu inferno astral, contudo, prosseguiu. À medida que avançavam as investigações da imprensa e se desnudavam as artimanhas usadas para justificar o injustificável, aumentou a pressão da opinião pública. Quanto mais Renan explicava, mais se enrolava. Sua permanência no comando da mesa dos trabalhos constrangia e afrontava o decoro de todos os membros do poder (alguns, ao menos, diziam isso). Por fim, ele se licenciou da presidência por 45 dias e, logo após, renunciou ao posto, mantendo o mandato. Cinco anos atrás, leitores amigos, imaginar Renan Calheiros voltando a presidir o Senado com o voto de seus colegas seria algo impensável. E se eventualmente fosse pensado, como produto de algum delírio, seria uma ideia impronunciável.
Em 2010, com esse destacado currículo, Renan conservou a cadeira, sendo reeleito como representante de Alagoas, perfilando-se na base do governo ao lado do intrépido Fernando Collor (nascido no Rio de Janeiro, mas senador por Alagoas). A ousadia da máfia que maneja os cordéis da República não encontra limites. Não se trata, aqui, de saber se, quando, nem como, as muitas e consistentes denúncias que envolviam a figura do senador acabaram num picador de papéis em diferentes órgãos de investigação e controle do país. Trata-se de entender que só pode haver um motivo para essa absolvição pelo silêncio, sob o manto protetor do tempo. E esse motivo é o mesmo que agora pretende guindá-lo ao posto mais alto da nossa Câmara Alta: comprometimento com um tenebroso projeto de poder que cravou as unhas no lombo de uma nação que aceita ser jumento de carga dos bandoleiros da política que nela se instalaram.

Lei, seca lei

O álcool não é, de forma nenhuma, o maior responsável por esse Vietnã anual das estradas brasileiras.
Alguma coisa está errada na estrutura e na aplicação dessa lei, que trata igualmente os desiguais.

As leis sempre existiram para frear aqueles indivíduos com a bússola moral defeituosa. Para o cidadão moralmente são, as leis são inúteis, pois ele viveria normalmente sem elas e sem tampouco prejudicar ninguém.
Urge na atualidade a necessidade de se resolver problemas nevrálgicos com medidas contundentes de curto prazo, o que, à primeira vista, parece perfeitamente revestido de lógica. O que passa despercebido, como sempre nessas tentativas, é que, em alguns casos, essas medidas contundentes acabam por atingir aqueles que não precisavam ser atingidos e deixam escapar aqueles que deveriam.
A quantia enorme de mortes no trânsito a cada ano levou os brasileiros a aceitar de forma passiva leis abusivas que, à primeira vista, parecem ter vindo para diminuir o problema em foco, mas na verdade só servem para diminuir ainda mais as liberdades individuais e pouco, muito pouco resolvem aquilo que deveriam resolver. O álcool não é, de forma nenhuma, o maior responsável por esse Vietnã anual das estradas brasileiras. Os verdadeiros responsáveis são a imprudência, a negligência, e a imperícia. A combinação destes fatores, sim, é assassina. Mas, quando num caso de grande repercussão é constatada a presença do fator álcool, isso rapidamente se aplica a todos os milhares de ocorrências como se fizesse parte específica de cada uma. Aparvalhados com esses dados, os cidadãos passam a achar certo que lhe restrinjam ainda mais nos seus direitos individuais, dos quais constam dirigir sem ser parado e não ser obrigado a fazer testes sem ter dado motivo algum.
O aumento das mortes no trânsito nesse feriado de Natal em relação a 2011 foi grande em todo Brasil. Só no Sul 28 mortes (http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,3992216,499,21072,impressa.html) sendo que não se flagrou um caso sequer de alcoolemia nos motoristas envolvidos. Ao mesmo tempo, uma verdadeira enxurrada de motoristas que estavam conduzindo seus veículos de forma segura, são autuados todos os dias por uma ingerência mínima de álcool.
Acima do Equador, onde estão as nações que gostamos de denominar como ‘primeiro mundo’, há muito tempo que álcool e direção, combinação que pode causar danos a terceiros, são combatidos pelos governos sem leis que proíbem a ingestão de álcool de forma tão radical como a adotada aqui. Decididamente não há por lá a perseguição de todos os motoristas de forma geral e sem exceções. Ora, por que um motorista que dirige dentro das normas atuais regidas pelo Código Nacional de Trânsito, com seu veículo, bem como sua documentação pessoal, em dia, deve ser obrigado a fazer o teste de alcoolemia? Existem testes de natureza extremamente simples que podem constatar se o motorista tem as condições motoras e cognitivas necessárias para guiar. Por que não aplicar esses testes?
As forças de segurança deveriam direcionar seus recursos logísticos para identificar o motorista embriagado, aquele que dirige em zigue-zague, atropela, etc., que ao ser interpelado por um agente, não consegue concatenar uma frase com sentido lógico. Sobre esse deve-se fazer pesar a dureza da lei, não ao motorista que retorna para casa após ter jantado com a família e ingerido uma quantidade de álcool que nem de longe pode fazê-lo entrar no rol de motoristas irresponsáveis e que, como gostam de rotular os juristas, estão em “dolo eventual”, uma vez que assumiram o risco de matar alguém. Ora, quem após ingerir duas taças de vinho ou uma cerveja, estará pondo a vida de terceiros em risco? É de uma arbitrariedade ímpar tratar um motorista que ingeriu uma quantidade civilizada de álcool como um perigoso risco à sociedade. Esse motorista está fadado a sofrer uma sanção a partir do momento em que for parado por um fiscal de trânsito, não há escapatória. Se fizer o teste e for constatado que ingeriu, mesmo que muito pouco álcool, ficando dentro dos limites aceitáveis em qualquer parte do hemisfério norte, vai ter a carteira apreendida, pagará multa e responderá um processo administrativo. Se por acaso recusar-se a fazer o teste vai ter a carteira igualmente apreendida, pagará multa e responderá a processo. Não há distinção no tratamento. Ou será tratado como um bêbado perigoso, ou será tratado como um bêbado perigoso que não quer fazer o teste.
A partir de agora, o agente da lei terá o poder de decidir, através de um exame visual e quem sabe até através daqueles testes que já são aplicados há décadas nos EUA, se o condutor está ou não alcoolizado. Isso é ótimo. É uma boa maneira de driblar a negativa dos motoristas realmente bêbados em fazer o teste. Nada de errado nisso. Mas por que o agente de trânsito não pode usar esse mesmo discernimento, o que o faz constatar que o indivíduo não tem condições de dirigir, para chegar à conclusão de que um motorista que até tenha bebido um pouco, tem plenas condições de chegar em casa sem botar a vida de ninguém em risco? O mesmo poder que serve para declarar que um motorista não tem condições de dirigir, obrigatoriamente tem que servir para atestar que um motorista que embora tenha ingerido alguma quantidade de álcool, pode dirigir, pois não demonstra estar com suas habilidades comprometidas.                                                   
O bêbado irresponsável e perigoso, aquele para qual as leis foram feitas e que nunca irá respeitá-las mesmo assim, justamente por ter a formação moral degenerada, é conduzido a uma delegacia onde faz o famoso teste do bafômetro que afere quantias estratosféricas de álcool, em seguida paga uma fiança miserável e é prontamente liberado. Alguma coisa está errada na estrutura e na aplicação dessa lei, que trata igualmente os desiguais. Acaba se tornando uma lei seca, seca de conteúdo, seca daquilo que mais se espera em qualquer pena que seja aplicada: a proporcionalidade. 

Valter Heller Dani é policial civil.

Me engana que eu gosto

Ferreira Gullar- Folha de São Paulo - 

O próprio Lula admitiu que houve o mensalão ao pedir desculpas publicamente em discurso à nação
Muitos de vocês, como eu também, hão de se perguntar por que, depois de tantos escândalos envolvendo os dois governos petistas, a popularidade de Dilma e Lula se mantém alta e o PT cresceu nas últimas eleições municipais. Seria muita pretensão dizer que sei a resposta a essa pergunta. Não sei, mas, porque me pergunto, tento respondê-la ou, pelo menos, examinar os diversos fatores que influem nela.
Texto completo

Assim, a primeira coisa a fazer é levar em conta as particularidades do eleitorado do país e o momento histórico em que vivemos. Sem pretender aprofundar-me na matéria, diria que um dos traços marcantes do nosso eleitorado é ser constituído, em grande parte, por pessoas de poucas posses e trabalhadores de baixos salários, sem falar nos que passam fome.
Isso o distingue, por exemplo, do eleitorado europeu, e se reflete consequentemente no conteúdo das campanhas eleitorais e no resultado das urnas. Lá, o neopopulismo latino-americano não tem vez. Hugo Chávez e Lula nem pensar.
Historicamente, o neopopulismo é resultante da deterioração do esquerdismo revolucionário que teve seu auge na primeira metade do século 20 e, na América Latina, culminaria com a Revolução Cubana. A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética deixaram, como herança residual, a exploração da desigualdade social, já não como conflito entre o operariado e a burguesia, mas, sim, entre pobres e ricos. O PT é exemplo disso: nasceu prometendo fazer no Brasil uma revolução equivalente à de Fidel em Cuba e terminou como partido da Bolsa Família e da aliança com Maluf e com os evangélicos.
Esses são fatos indiscutíveis, que tampouco Lula tentou ocultar: sua aliança com os evangélicos é pública e notória, pois chegou a nomear um integrante da seita do bispo Macedo para um de seus ministérios. A aliança com Paulo Maluf foi difundida pela televisão para todo o país. Mas nada disso alterou o prestígio eleitoral de Lula, tanto que Haddad foi eleito prefeito da cidade de São Paulo folgadamente.
E o julgamento do mensalão? Nenhum escândalo político foi tão difundido e comprovado quanto esse, que resultou na condenação de figuras do primeiro escalão do PT e do governo Lula. Não obstante, o número de vereadores petistas aumentou em quase todo o país.
E tem mais. Mal o STF decidiu pela condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, estourava um novo escândalo, envolvendo, entre outros, altos funcionários do governo, Rose Noronha, chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo e pessoa da confiança e da intimidade de Lula.
Em seguida, as revelações feitas por Marcos Valério vieram demonstrar a participação direta de Lula no mensalão. Apesar de tudo isso, a última pesquisa de opinião da Datafolha mostrou que Dilma e Lula continuam na preferência de mais de 50 % da opinião pública.
Como explicá-lo? É que essa gente que os apoia aprova a corrupção? Não creio. Afora os que apoiam Lula por gratidão, já que ele lhes concedeu tantas benesses, há aqueles que o apoiam, digamos, ideologicamente, ainda que essa ideologia quase nada signifique.
Esse é um ponto que mereceria a análise dos psicólogos sociais. O cara acha que Lula encarna a luta contra a desigualdade, identifica-se com ele e, por isso, não pode acreditar que ele seja corrupto. Consequentemente, a única opção é admitir que o Supremo Tribunal Federal não julgou os mensaleiros com isenção e que a imprensa mente quando divulga os escândalos.
O que ele não pode é aceitar que errou todos esses anos, confiando no líder. Quando no governo Fernando Henrique surgiu o medicamento genérico, os lulistas propalaram que aquilo era falso remédio, que os compridos continham farinha. E não os compravam, ainda que fossem muito mais baratos. Esse tipo de eleitor mente até para si mesmo.
Não obstante, uma coisa é inegável: os dirigentes petistas sabem que tudo é verdade. O próprio Lula admitiu que houve o mensalão ao pedir desculpas publicamente em discurso à nação.
Por isso, só lhes resta, agora, fingirem-se de indignados, apresentarem-se como vítimas inocentes, prometendo ir às ruas para denunciar os caluniadores. Mas quem são os caluniadores, o Supremo Tribunal e a Polícia Federal? Essa é uma comédia que nem graça tem.


O meio urbano de nossas cidades mostra uma desoladora angustia de espaços. Um instinto de formiga move o povo e como tal carregam coisas. É no metrô que esse instinto de formiga mais se revela:
todos com mochilas às costas. E antenas implantadas pelos celulares comunicam. Enormes edifícios para apartamentos minúsculos. Angústia desoladora de espaços. Inferno claustrofóbico. Homens-formiga escalam alto. Ruas de carros não cabem gente; ruas de gente não têm carros. Multidões caminham sem rumo sob o peso do seu destino. Pombal projetado para homens, os edifícios modernos. Horrenda arquitetura do fim dos tempos. Pobreza de espaço e de beleza. Prisão! Arquitetura do fim dos tempos nessa angústia de espaços, devoradora de dignidade, de felicidade, de bem viver. Prisão! Espaço minúsculo para numerosos ocupantes. Vida projetada no nada espacial, exíguo metro quadrado para muitos. Dormir por turnos e comer também. Até cemitérios aéreos na forma de pombal fizeram. Consistência aeroespacial. Corpos que se elevam para espíritos de gravidade prisioneiros. Cadáveres que se elevam para espíritos que não podem subir. Prisioneiros dos pombais. Espírito de gravidade que não sai do pó da terra. Homens-massa. Multidões sem rumos. Zumbis habitantes de pombais. Angústia desoladora de espaços. Anel de ferro dos presos à terra. Prisão! Prisão vitalícia na angústia desoladora de espaço. Do berço ao túmulo. Claustrofobia indolor. Arquitetura de perdição. Almas mortas. Na arquitetura de pombal não cabe a liberdade. Não cabe amor. Talvez sexo. Não cabe família, nem filhos. Homens sós. Formigas atomizadas. Horror!

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