Jornalista Andrade Junior

sĂĄbado, 27 de julho de 2024

'Sai Biden, entra Kamala – mas as mentiras continuam'

 , por J.R. Guzzo


Terminou o embuste desesperado do presidente Joe Biden, que os nababos com preocupaçÔes sociais, as almas em transe democrĂĄtico e a mĂ­dia em geral vinham tentando transformar, hĂĄ anos, em colosso da histĂłria americana. Começa o embuste, talvez ainda mais desesperado, de sua vice-presidente e possĂ­vel herdeira, Kamala Harris – que os mesmos embusteiros jĂĄ querem transformar num colosso atĂ© maior do que o prĂłprio Biden, reduzido Ă  farinha de rosca depois de perceberem que ele estava a caminho de levar uma surra de Donald Trump nas prĂłximas eleiçÔes.

Kamala, do seu primeiro dia no cargo atĂ© hoje, nĂŁo mostrou nenhum tipo de qualificação que a tornasse capaz de fazer um plantĂŁo como guarda noturna. Mas para os formadores de opiniĂŁo americanos e mundiais ela se tornou subitamente uma nova Franklin Roosevelt – ou coisa melhor, porque Ă© mulher, negra e a favor do aborto.


Na lavagem cerebral posta agora em ação, Kamala Ă© uma estadista capaz de enfrentar as piores crises, lidar com a RĂșssia e a China ao mesmo tempo e comandar a segunda invenção da roda


AtĂ© hĂĄ pouco era proibido, pelas classes culturais, pelas mentes civilizadas e pelos formadores de opiniĂŁo, dizer que deu tilt geral no sistema de Joe Biden – sob pena de incorrer nos crimes de fake news, “desinformação”, golpismo, fascismo e bolsonarismo. A partir de agora vai ser proibido dizer que Kamala Harris Ă© Kamala Harris.

Na vida real ela foi classificada como uma das senadoras mais radicais da sua legislatura – informação, aliĂĄs, jĂĄ censurada e apagada nas redes sociais. Fracassou miseravelmente na Ășnica incumbĂȘncia visĂ­vel que recebeu, a de encaminhar alguma sugestĂŁo coerente para a crise da imigração ilegal em massa. Seu currĂ­culo como promotora Ă© confuso. Sua experiĂȘncia em diplomacia, forças nucleares e comĂ©rcio internacional Ă© nula.

Mas na lavagem cerebral posta agora em ação, Kamala Ă© uma estadista capaz de enfrentar as piores crises, lidar com a RĂșssia e a China ao mesmo tempo e comandar a segunda invenção da roda – alĂ©m de ser, Ă© claro, a Ășnica capaz de derrotar Donald Trump.

NĂŁo hĂĄ nenhum problema com Kamala, nem com os barĂ”es do seu partido e nem com os bilionĂĄrios que lutam para que ela seja a prĂłxima presidente dos Estados Unidos. Eles apenas fazem polĂ­tica, ou defendem seus prĂłprios interesses, e a democracia lhes dĂĄ o direito de agirem assim – embora todos neguem terminantemente o mesmo direito para Trump. Se tivessem um TSE por lĂĄ, jĂĄ teriam decidido que Trump Ă© “inelegĂ­vel”, como Bolsonaro no Brasil – e se tivessem um STF ele estaria na cadeia pela prĂĄtica de “34 crimes” simultĂąneos e cumulativos.

O trĂĄgico nessa histĂłria toda Ă© adoção definitiva da mentira como principal instrumento de ação polĂ­tica. Sai Joe Biden. Entra Kamala Harris. As forças de “enfrentamento” da direita mundial continuam com a mesma impostura.



J.R. Guzzo, Gazeta do Povo






















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