Número é inferior ao das eleições de 2018, quando 27 atingiram o quociente eleitoral Redação Oeste
Apenas 25 dos 513 deputados federais eleitos no domingo 2 se elegeram com os próprios votos. Isso significa que somente um em cada 20 parlamentares — 4,85% — atingiu ou superou o chamado quociente eleitoral, que é a divisão de todos os votos válidos em cada Estado pelo número de cadeiras a serem preenchidas também em cada unidade da federação.
Os outros 488 deputados federais eleitos foram “puxados” com os votos dados aos partidos e aos demais candidatos. No sistema proporcional, o partido tem direito a uma cadeira cada vez que atinge o quociente eleitoral.
O número de deputados eleitos com votos próprios deste ano para a Câmara Federal é menor do que o verificado em 2018, quando 27 parlamentares atingiram ou superaram o quociente eleitoral.
Veja a lista dos eleitos com votos próprios:
PL — 8 deputados
- Nikolas Ferreira (MG) — 1.492.047 votos
- Carla Zambelli (SP) — 946.244 votos
- Eduardo Bolsonaro (SP) — 741.701votos
- Ricardo Salles (SP) — 640.918 votos
- André Ferreira (PE) — 273.267 votos
- Filipe Barros (PR) — 249.507 votos
- General Pazuello (RJ) — 205.324 votos
- Bia Kicis (DF) — 214.733 votos
PP — 4 deputados
- Delegado Bruno Lima (SP) — 461.217 votos
- Clarissa Tércio (PE) — 240.511 votos
- Arthur Lira (AL) — 219.452 votos
- Doutor Luizinho (RJ) — 190.071 votos
Psol — 3 deputados
- Guilherme Boulos (SP) — 1.001.472 votos
- Taliria Petrone (RJ) — 198.548 votos
- Fernanda Melchionna (RS) — 199.894 votos
PT — 2 deputados
- Gleisi (PR) — 261.247 votos
- Paulo Pimenta (RS) — 223.109 votos
União — 2 deputados
- Silvye Alves (GO) — 254.653 votos
- Daniela do Waguinho (RJ) — 213.706 votos
Avante — 1 deputado
- André Janones (MG) — 238.967 votos
Cidadania — 1 deputado
- Amom Mandel (AM) — 288.555
Novo — 1 deputado
- Marcel van Hattem (RS) — 256.913
Podemos — 1 deputado
- Deltan Dallagnol (PR) — 344.917 votos
PSB — 1 deputada
- Tabata Amaral (SP) — 337.873 votos
Republicamos —1 deputado
- Tenente Coronel Zucco (RS) — 259.023
15 partidos vão ficar sem verba nem espaço de TV
Quinze partidos não conseguiram superar, nas eleições de 2022, a cláusula de barreira. Na prática, isso significa que essas legendas ficarão sem verbas públicas e perderão espaço na propaganda de TV a partir de 2023.
Novo, PTB, Pros, PSC, Patriota e Solidariedade estão entre as siglas que tiveram baixo desempenho nas urnas. Elas se juntam a outros nove partidos que não haviam superado a cláusula de barreira nas eleições de 2018 ou ainda não existiam: Agir, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PRTB, PSTU e UP.
Em linhas gerais, essa legislação corta a verba pública, a estrutura legislativa e o espaço na propaganda de rádio e TV dos partidos que não apresentarem desempenho mínimo nas eleições.
No pleito de 2022, o mínimo aceitável era a obtenção de 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados ou a eleição de 11 deputados federais. Esse piso sobe a cada eleição.
Uma alternativa aos partidos que não conseguiram superar a cláusula de barreira é a fusão com outros partidos ou a incorporação a outras agremiações.
Novo não aceita verbas públicas
Criado em 2015, o Novo tinha oito representantes na Câmara dos Deputados antes das eleições de 2022. Agora, está com apenas três. Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC) e Marcel van Hattem (RS) foram reeleitos. Nas Assembleias, foram cinco eleitos, contra 12 em 2018.
O partido conseguiu superar a cláusula de barreira três anos depois de sua criação. O Novo é financiado em grande parte por empresários e não aceita o uso de verbas públicas.
PUBLICADAEMhttps://revistaoeste.com/politica/eleicoes-2022/quinze-partidos-vao-ficar-sem-verbas-publicas-espaco-de-tv/ E https://revistaoeste.com/politica/eleicoes-2022/apenas-25-deputados-federais-foram-eleitos-com-votos-proprios/





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