Jornalista Andrade Junior

sábado, 4 de dezembro de 2021

Faltam (só) 60 milhões de votos

 Bruno Meyer, Revista Oeste


Michel Temer ouviu dez entre dez pedidos para se lançar candidato a presidente durante um jantar em torno dele na casa do empresário Flávio Rocha. Respondeu com sábia clareza: “Se a eleição fosse com quem está nessa sala, seria eleito com facilidade”, afirmou. “Mas serão necessários 60 milhões de votos.” Estavam na plateia Ricardo Diniz (Bank of America), Josué Gomes da Silva (Coteminas e Fiesp), Carlos Jereissati (Iguatemi), Fábio Galindo (Aegea) e Sebastião Bonfim (Centauro). Em vez de falar sobre sua defesa ao semipresidencialismo, Temer repetiu que reprova o clima de Fla-Flu que tomou conta do debate público entre direita e esquerda radical. Foi respeitoso com dois nomes: Jair Bolsonaro, “por ter dado sequência a seu governo”, e Sergio Moro, “pela bandeira da corrupção”. De Dilma, falou uma única vez, chamando-a de “senhora presidente”. O próximo passo do Esfera, grupo que reúne a nata do empresariado, liderado por João Camargo, é organizar um jantar para ouvir Sergio Moro. 

Jantar à la Moro

Moro jantou com 24 convidados, entre eles Paulo Galvão, presidente da Klabin, e Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco. Na pauta, dois assuntos se destacaram: a prometida escolha do economista Affonso Celso Pastore para liderar seu programa econômico e a entrada de gestores do programa Todos pela Educação para nortear a educação.

Bingo do Temer

Sob o comando do publicitário Elsinho Mouco, a rede social de Temer anda cada vez mais movimentada. Na última semana, a página surgiu com um inusitado “Bingo do Temer”, para “animar a segunda-feira”. Dentre as marcações do jogo, estavam as frases “juros entre os menores da história” com a marcação “já fiz” e “agredir com palavras ou gestos” seguido de “nem pensar”. Mas, da mesma forma que faltam votos, faltam também seguidores a Temer: o ex-presidente tem apenas 158 mil, considerado baixo para um nome de expressão nacional.

R$ 1,1 milhão para dez dias

Nunca se viu algo parecido na região. R$ 1,1 milhão é o valor do aluguel de uma casa, meio fazenda, por dez dias para o período de Réveillon em Trancoso, na Bahia. Para quem se assusta, os corretores têm a resposta na lata: a residência de luxo comporta um grupo de 30 pessoas e inclui serviços de camareira, chef de cozinha, barman, jardineiro, copeiro, segurança, garçons e massagista. Ah, bom…

A Bahia é a nova Europa

Na mesma Trancoso, há ainda uma opção disponível de casa para dez dias no valor de R$ 500 mil. A procura segue em alta. Em dezembro, com as proximidades das festas, as diárias de casa estão em uma média de R$ 3 mil a R$ 80 mil. A explicação para os valores exorbitantes de aluguéis é atrair um público que gastava altas rendas em viagens de fim de ano na Europa.

R$ 45 mil o metro quadrado

Donos de incorporadoras no segmento luxo preveem uma queda substancial nas vendas de 2022. Mas não é motivo de preocupação. O próprio mercado crê numa bolha recente. O metro quadrado num bairro como Itaim Bibi, por exemplo, passou de R$ 18 mil para R$ 45 mil. A tendência, dizem, é caírem os preços a partir de janeiro. As incorporadoras que fogem do luxo já contam com redução nas vendas há poucos meses: a inflação e os juros em alta devem reduzir o poder de compra de imóveis pelos consumidores.

R$ 100 mil o metro quadrado

Três apartamentos ainda estão disponíveis no prédio que a Gafisa constrói no último terreno de frente para a Praia do Leblon. Os apartamentos, cada um de 350 metros quadrados, são vendidos por R$ 100 mil o metro quadrado.












PUBLICADAEMhttp://rota2014.blogspot.com/2021/12/faltam-so-60-milhoes-de-votos.html


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