foto Andrade Junior
O presidente Jair Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a depor no inquérito que apura a denúncia do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de uma suposta interferência no órgão. Como resposta, Bolsonaro entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para a prestar o depoimento por escrito.
À tarde, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, suspendeu a tramitação do inquérito e decidiu que o plenário da Corte terá que definir se Bolsonaro pode enviar depoimento por escrito ou, se preferir, escolher o melhor dia para ser ouvido.
Ao mesmo tempo, a PF intimou os filhos do presidente – o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – a depor como testemunhas no inquérito que apura a realização de atos antidemocráticos. O pedido de investigação foi apresentado depois de atos que defendiam o fechamento do Congresso Nacional e do STF, além de pautas antidemocráticas.
Outro destaque é a informação de que o presidente pretende fazer um corte bilionário em despesas da Educação, de programas sociais, e de ministérios como a Agricultura para turbinar o Plano Pró-Brasil de investimentos públicos e outras ações apadrinhadas pelo Congresso Nacional.
De acordo com O Estado de S.Paulo, o corte foi definido em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO). O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o Ministério da Infraestrutura receberão R$ 1,6 bilhão cada. Já o Congresso ficará com R$ 3,3 bilhões. Nos cortes, a maior redução, de R$ 1,57 bilhão, é prevista no Ministério da Educação. O Ministério da Defesa sofreu corte de R$ 430 milhões.
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