REINALDO AZEVEDO
Veio
a público nesta quinta uma nova pesquisa, encomendada pela CNT
(Confederação Nacional dos Transportes), feita pelo instituto MDA. O
índice de aprovação do
governo Dilma, por mais que o PT queira comemorar, não é grande coisa:
8% o consideram ótimo; 31% dizem ser bom, 37,7% avaliam que é apenas
regular, e 22,7%, que é péssimo. Vejam
bem: há o “Mais Médicos”, o leilão do pré-sal, a onipresença da
presidente na televisão… Lula também voltou a falar pelos cotovelos. Mas
Dilma parece empacada nesse patamar. Não é exatamente confortável.
O instituto testou também
cenários eleitorais, sem Serra. Naquele considerado mais provável,
Dilma vence no primeiro turno, com 43,5% dos votos. O tucano Aécio Neves
obtém 19,3%, e Eduardo Campos (PSDB), 9,5%. No dia 12 do mês passado,
os números do Datafolha para esse mesmo trio, eram estes,
respectivamente: 42%, 21% e 15%. No Ibope divulgado no dia 24 passado,
41%, 14% e 10%. Se a candidata for Marina, o MDA aponta estes números:
Dilma: 40,6%; Marina: 22,6%; Aécio: 16,5%. No Datafolha, na mesma
sequência: 39%, 29% e 17%. No Ibope: 39%, 21% e 13%.
Na
pesquisa CNT-MDA, se Dilma disputasse o segundo turno com Marina,
venceria por 45,3% a 29,1%; contra Aécio, por 46,6% a 24,2%; contra
Campos, por 49,2% a 17,5%. Eis estas mesmas disputas no Datafolha: 47% a
41%; 54% a 31%; 54% a 28%. Agora no Ibope: 42% a 29%; 47% a 19%; 45% a
18%.
Os números
que dizem respeito a Dilma apresentam certa compatibilidade entre os
institutos. No caso dos demais candidatos, as disparidades são
gigantescas. O que há de comum em todos eles é o fato de Marina aparecer
com o dobro (ou mais) dos votos de Eduardo Campos. Se a realidade
estiver mais próxima dos números do Datafolha de há quase um mês, Dilma
tem com o que se preocupar: ficou apenas seis pontos à frente de Marina
no segundo turno. No Ibope, no entanto, essa diferença é de 13 pontos;
no MDA, de 16,2.





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