Eládio Aponte: era
presidente do Tribunal Superior de Justiça da Venezuela e confessa:
protegia o narcotráfico a mando de Chávez e de militares venezuelanos
MAIS UM BRILHANTE ARTIGO PRODUZIDO POR REINALDO AZEVEDO QUE RECEBI DE LEITORES DO BLOG PARA PUBLICAÇÃO, VIA E-MAIL. VALE A PENA A LEITURA E A REFLEXÃO.
Na política externa, Dilma Rousseff chegou a emitir alguns
sinais benignos na relação com o Irã. Chegou-se a imaginar que o país
pudesse ter se reconciliado com a racionalidade e com os fundamentos
universais da democracia. Que nada! Oito anos do megalonaniquismo de Celso
Amorim no Itamaraty não levaram o país a um papel tão vergonhoso quanto o
desempenhado na crise paraguaia.
Sim, senhores! Dona
Dilma Rousseff, aquela que deu posse à Comissão da Verdade, aquela que não
perde a chance de exaltar seus “camaradas” de luta — todos eles, como ela
própria, empenhados então em instalar no Brasil uma ditadura comunista,
aquela que tentou punir militares da reserva porque expressaram um
descontentamento (e o fizeram dentro da lei), esta mesma Dilma Rousseff pôs
as suas digitais no que foi nada mais, nada menos do que o incitamento a um
golpe militar no Paraguai. A safra de esquerdistas latino-americanos no
poder não descarta, então, apelar às forças uniformizadas, não é? Desde que
os tanques estejam a favor da “boa causa”: a deles!
As revelações feitas
agora pela cúpula do governo uruguaio não deixam a menor dúvida: Dilma não foi apenas
uma das articuladoras da suspensão do Paraguai do Mercosul. Ela também foi
a principal artífice do golpe — este na esfera diplomática — que aprovou o
ingresso da Venezuela no grupo. A presidente brasileira atuou para acolher
um governo que, dias antes, havia se reunido com a cúpula militar paraguaia
para incitar uma quartelada.
Se os generais do
Paraguai tivessem feito o que lhes recomendou Chávez, a Constituição do
país teria sido rasgada. Fernando Lugo teria sido mantido no poder pelos
tanques, e a nossa presidenta certamente estaria chamando a solução, agora,
de “democrática”. VEJA Online havia revelado em primeira mão a tentativa de
quartelada chavista. Os filmes que vieram a público não deixam a menor
dúvida.
O Apedeuta e seu Megalonanico
tentaram desestabilizar Honduras também. Naquele caso, no entanto,
tentou-se criar um levante popular em favor de Manuel Zelaya. Ocorre que o
povo hondurenho não queria o malucão de volta, como o paraguaio não quer o
retorno do bispo “pegador”. Desta feita, a coisa chega a ser mais asquerosa
porque se tentou uma solução que já foi, digamos assim, um clássico na
América Latina: a quartelada!
Narcotráfico
A cúpula do governo de Hugo Chávez está infiltrada pelo narcotráfico, e muitos de seus generais são parceiros da Farc. Não se esqueçam de que armamento pesado das forças venezuelanas já foram encontrados com os narcoguerrilheiros. No dia 5 de maio, José Casado informava no Globo:
A cúpula do governo de Hugo Chávez está infiltrada pelo narcotráfico, e muitos de seus generais são parceiros da Farc. Não se esqueçam de que armamento pesado das forças venezuelanas já foram encontrados com os narcoguerrilheiros. No dia 5 de maio, José Casado informava no Globo:
Desde a última quarta-feira, o nome do venezuelano Eladio
Ramón Aponte Aponte reluz na lista “vermelha” da Interpol, a pedido do governo
de seu país.
(…)
A vida de Aponte Aponte, de 63 anos, mudou seis semanas atrás. Era um homem da lei. Virou foragido da Justiça. Era um dos pilares do governo Hugo Chávez. Tornou-se o “inimigo número um” caçado pelos chavistas. Era presidente do Tribunal Superior de Justiça - a Suprema Corte venezuelana. Agora é um delator da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos.
(…)
A vida de Aponte Aponte, de 63 anos, mudou seis semanas atrás. Era um homem da lei. Virou foragido da Justiça. Era um dos pilares do governo Hugo Chávez. Tornou-se o “inimigo número um” caçado pelos chavistas. Era presidente do Tribunal Superior de Justiça - a Suprema Corte venezuelana. Agora é um delator da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos.
Ele confessou
cumplicidade com uma rede sul-americana de narcotráfico. E admitiu ter
manipulado processos judiciais para favorecer traficantes cujos negócios —
contou — eram partilhados com alguns dos mais graduados funcionários civis
e militares do governo Chávez.
Citou
especificamente: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesús
Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado
Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório
Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IV Divisão
Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de
Inteligência Militar, Hugo Carvajal.
O juiz Aponte Aponte
conheceu a desgraça em março, quando seu nome foi descoberto na folha de
pagamentos de um narcotraficante civil, Walid Makled. Convocado para uma
audiência na Assembleia Nacional, desconfiou. Na tarde de 2 de abril,
ajeitou papéis em uma caixa, deixou o tribunal e entrou em um táxi. Rodou
500 quilômetros até um aeroporto do interior, alugou um avião e aterrissou
na Costa Rica. Ali, pediu para entrar no sistema de proteção que a agência
antidrogas dos EUA oferece aos delatores considerados importantes.
Três semanas atrás,
o juiz-delator reapareceu em uma entrevista ao canal Soi TV, da Costa Rica,
contando em detalhes como é feita a manipulação de processos judiciais para
livrar da prisão traficantes vinculados a personalidades do governo.
Deu como exemplo um
caso no qual está envolvido um ex-adido militar venezuelano no Brasil, o
tenente-coronel Pedro José Maggino Belicchi. Segundo o juiz-delator,
Maggino Belicchi integra a rede militar que há anos utiliza quartéis da IVª
Divisão Blindada do Exército da Venezuela como bases logísticas para
transporte de pasta-base e de cocaína exportadas por facções da Farc, a
narcoguerrilha colombiana. O tenente-coronel foi preso em flagrante no dia
16 de novembro de 2005, com outros militares, transportando 2,2 toneladas
de cocaína em um caminhão do Exército (placa EJ-746).
Na presidência da
Suprema Corte, Aponte Aponte diz ter recebido e atendido aos apelos da
Presidência da República, do Ministério da Defesa e do organismo
venezuelano de repressão a drogas para liberar Magino Belicchi e os demais
militares envolvidos. Faz parte da rotina judicial venezuelana, ele contou
na entrevista à televisão da Costa Rica.
O general Henry de
Jesus Rangel Silva, citado pelo juiz-delator, comandou a Quarta Divisão
Blindada, uma das unidades mais importantes do Exército venezuelano. Desde
2008, ele figura na lista oficial de narcotraficantes vinculados às Farc
colombianas e cujos bens e contas bancárias estão interditados pelo governo
dos Estados Unidos. Em janeiro, o presidente Hugo Chávez decidiu
condecorá-lo em público e promovê-lo ao cargo de ministro da Defesa.
“Rangel Silva é atacado”, justificou Chávez em discurso.
(…)
(…)
Encerro
É essa gente que Dilma Rousseff e Cristina Kirchner estão levando para o Mercosul.
É essa gente que Dilma Rousseff e Cristina Kirchner estão levando para o Mercosul.
Por Reinaldo Azevedo





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