quarta-feira, 28 de novembro de 2012
LIZA MINELI DE BRASÍLIA
É DIFICIL ENCONTRAR PALAVRAS PARA FALAR SOBRE O VÍDEO, SÓ QUE TENHO CERTEZA QUE O AMIGO VERÁ E VAI COMPARTILHAR, POIS, ALÉM DE ATUAL, É O RETRATO DA REALIDADE.
Os malefícios de um virulento e rastejante molusco
Muita gente já ouviu falar na estória
do Rei Midas, aquele que transformava em ouro tudo o que tocava.
O que seria uma dádiva para o
ambicioso Midas reverteu - se num tremendo castigo, pois o infeliz rei não
podia comer, beber água, e nada fazer senão agüentar o peso de suas desmedidas
ambições.
Em nosso caso temos um molusco
peçonhento e falastrão, que contamina, infecta, polui e corrompe tudo o que
toca, graças a sua capacidade incontrolável de se multiplicar.
Alguns
estudiosos especulam sobre o montante dos prejuízos que a sua virulência causou
para o País.
Em geral,
referem – se aos dados numéricos que levantam uma estimativa dos prejuízos
financeiros e patrimoniais, que o desgraçado causou à Nação, por sua ação,
influência ou omissão.
Quanto
aos danos futuros, nem se arriscam, pois tudo é possível.
Evidentemente, apóiam - se em dados
avaliados dos grandes desperdícios, das doações, dos maus negócios, das
corrupções e de toda a sorte de danos que a má gestão e os seus interesses têm
causado.
São especulações, pois sem bola de
cristal, não podem saber dos desdobramentos que ações do verme podem e poderão
causar.
Quanto aos aspectos morais, nem
cogitam dimensionar.
Como exemplo, e muitos outros, que sem
dúvida existem, temos o recente caso da “Dra Rose”.
A operação Porto Seguro, descortinou
apenas mais uma contaminação do poderoso verme nativo. Bastou a descoberta do
elenco de patifarias que a Gerente do Gabinete da Presidência da República em
São Paulo patrocinou para somarmos aos prejuízos já conhecidos mais um leque de
patifarias.
Ao levantar a tampa da panela,
descobrimos como eles podem tudo. São gritantes as maracutaias realizadas para
que o Dr. Paulo Rodrigues Vieira, Diretor de
Hidrologia da ANA (Agência Nacional de Águas), fosse guindado ao cargo graças a
uma forte pressão do molusco e a uma manobra patrocinada por José Sarney.
Tudo com a flagrante omissão ou com o
aval do Congresso Nacional.
Tivemos uma pálida ideia de como
atingir um fim com qualquer meio. É assim que vivemos, quando possível
ou impossível, eles alcançam os seus objetivos, doa a quem doer.
Mas, certamente, como a “Dra Rose”,
tivemos o Dirceu, teremos o Haddad, e sabe – se lá quantos mais, muitos a
descobrir, e muitos que nunca serão descobertos.
Abordamos apenas os prejuízos
financeiros, nem tocamos na devastação da moral, dos valores e da cidadania.
O montante dos malefícios que o Brasil
herdará como adepto de um verme nunca será dimensionado, e muitas décadas
deverão decorrer para que aquelas terríveis contaminações possam ser apagadas
de nossa memória.
Como e quando será possível recuperar
tamanho dano? Provavelmente, nunca.
No Brasil, ao contrário dos demais
países, nunca tivemos as cruentas lutas internas ou mesmo sofremos as
devastadoras invasões de outros países.
Assim, nestes aspectos, os nacionais
nunca vivenciaram as devastações, as grandes pragas, a mortandade em massa, mas
ao que parece, ao invés de guerras, de sangrentas revoluções, a desdita
nacional foi ser o berço de um debochado crápula e de sua famigerada quadrilha.
O verme é o nosso castigo, durante
quanto tempo, nunca saberemos, pois mesmo depois de sua extinção os seus
malefícios deverão perdurar por décadas, quiçá por séculos.
Infelizmente, nosso futuro será
incerto enquanto servirmos de pasto para a sanguessuga e a sua “cumpanherada”.
Brasília,
DF, 28 de novembro de 2012
Gen.
Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo PereiraBlack is beautiful! White is wonderful!
Escrito por Félix Maier
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, assumiu no
dia 22/11 a presidência da mais alta corte brasileira. A notícia,
propalada em toda a mídia, fez questão de repetir que se trata do
primeiro negro a assumir o posto. Puro engano. Segundo o site da
Fundação Cultural Palmares, Barbosa é o terceiro negro a presidir o STF -
cfr. em http://www.palmares.gov.br/2012/02/joaquim-barbosa-sera-o-terceiro-negro-da-historia-do-stf/. Só faltou o site informar quem foram os dois primeiros.Para marcar posição naquela semana que teve o Dia da Consciência Negra (dia 20/11) e dia 23/11, o Black Friday, não só nos EUA mas também na Terra dos Papagaios (embora, aqui, não passe de “Black Fraude”...), o cerimonial do STF emitiu 2 mil convites, sendo que muitos deles para personalidades negras, como Lázaro Ramos, ou que se apresentam como negras, ainda que não o sejam de fato. Festa na senzala?
A presidente da República Dilma Rousseff também compareceu ao evento. Chamou a atenção sua expressão carrancuda durante toda a cerimônia. O que estaria pensando a presidente? Em indulto de Natal aos mensaleiros petralhas, principalmente ao "camarada d'armas", José Dirceu?
No Brasil de Barbosa, assim como nos EUA de Obama, fala-se mais na cor da pele destas personalidades do que nas personagens em si. Nos EUA, todos os pecados de Obama são perdoados simplesmente por ser negro, como o seu incontido belicismo, que é ainda maior do que o de Bush Filho. O Nobel da Paz - que ironia! - não cumpriu a promessa de desativar Guantánamo, mandou metralhar Osama bin Laden no Paquistão e ordenou a matança de milhares de islâmicos lançando mísseis a partir de Veículos Aéreos Não-Tripulados. Enquanto Bush ordenava ataques “cirúrgicos” contra os chefões da Al-Qaeda, Obama ordena ataques contra extremistas islâmicos em geral, principalmente no Paquistão, no Iêmen e na Somália. Desde 2004, em suas “guerras de drones”, os EUA já mataram cerca de 2.400 pessoas, incluindo civis inocentes, como mulheres e crianças.
Na Terra dos Papagaios, Joaquim Barbosa é louvado por muitos, mas odiado por toda a petralhada, devido à sua ação firme para condenar os mensaleiros petistas e aliados. As louvações à sua pele são ainda maiores do que a sua postura frente à Ação Penal antipetralhas que conduziu no STF, como relator. Por outro lado, imagino os impropérios que são ditos pela petralhada contra o nosso "Batman", incluindo palavrões e frases infamantes relacionadas à cor de sua pele. Uma prova desse racismo pode ser visto na fala odiosa do petralheiro condenado pelo STF, João Paulo Cunha - cfr. em 'O PT rasga a fantasia: Negro filho da mãe! Negro traidor!' E os integrantes dos movimentos negros, o que têm a dizer sobre esse crime racista?
O problema no Brasil, hoje, é saber quem realmente é negro. Segundo o IBGE, todos os negros-negros e os pardos são considerados negros e somam mais de 50% da população brasileira. Seriam em torno de 97 milhões de habitantes. Obviamente, esse dado estatístico não tem nenhuma credibilidade por contrariar um dado científico: a miscigenação brasileira foi feita entre brancos e negros e não entre negros e negros. Na verdade, de acordo com o Censo 2010, a população negra é de 15 milhões de pessoas, os pardos somam 82 milhões e os brancos, 91 milhões.
Essa malandragem do IBGE traz em si mesma uma concepção de racismo às avessas, o racismo negro, por querer impor o sangue negro como sendo preponderante na mistura das "raças", eliminando sumariamente o sangue branco. No fundo, o que essa gente quer dizer é que o sangue negro é mais nobre que o branco. E na Nigéria, o mestiço ou pardo seria considerado branco?
É muito estranho que grupos de "defesa de afrodescendentes" queiram chamar de negra, p. ex., uma morena como Thaís Araújo ou Camila Pitanga. Elas têm, digamos, uns 50% de sangue branco e outros 50% de sangue negro. São, naturalmente, "morenas", não "negras", como muitos (racistas de cor?) querem impor. Chamá-las de "negras" equivale a chamá-las também de "brancas", o que efetivamente elas também não são. Nesse mesmo erro incorreu Paula Barreto, branca, filha do produtor de cinema Luís Carlos Barreto, que se casou com um negro, o jogador de futebol Cláudio Adão, e que não aceita a denominação do termo "pardo": “Tenho horror a ele. É feio, preconceituoso. Meus filhos são negros e são felizes". Pelo visto, virou mesmo moda de muito "moreno-claro" se apresentar como "negro ébano", só para acompanhar a onda politicamente correta em voga e entrar numa faculdade pela janela, usando a escada das cotas racistas.
O racismo às avessas teve grande impulso com FHC (o que “tinha um pé na cozinha”), que na deliberação do Programa Nacional dos Direitos Humanos, criado em 1996, deu início à divisão do Brasil em um país bicolor: "Determinar ao IBGE a adoção do critério de se considerar os mulatos, os pardos e os pretos como integrantes do contingente de população negra". Assim, os mestiços, ainda que tenham 50% de sangue europeu, passam a ser tratados como africanos puros, um absurdo! Com uma penada, FHC pretendeu acabar com uma instituição nacional, a "mulata".
Em futuro ainda distante, o Brasil será composto por uma maioria de mestiços. Tanto brancos e negros serão minorias nesse universo, fato que os integrantes dos movimentos negros não aceitam. Frases como "black is beautiful!" e "white is wonderful!", no futuro, não significarão mais nada, pois todos seremos morenos.
Brown is beautiful!
Frei Tiago
Escrito por Carlos Ramalhete
Nada apavora mais os comunistas que a celebração segundo a forma clássica: é impossível fazer da Missa um comício.
Uma dessas histórias mal contadas está correndo pelos meios católicos na Internet. De certo, sabemos apenas que Frei Tiago de São José e seus carmelitas tradicionais foram expulsos da Diocese de Bragança Paulista.
A carta do Bispo alude a desobediências dos frades – que não diz quais sejam – e a orientações vindas de Roma, que não afirma ter seguido; a decisão de expulsar os carmelitas e a autoridade para fazê-lo são expressamente dele apenas.
Já a carta de Frei Tiago diz, com todas as letras, que o problema seria a adesão da comunidade à liturgia clássica.
É possível, e nas circunstâncias eclesiásticas do Brasil é provável, que seja realmente este o motivo da expulsão. Explico:
Cinquenta anos atrás, iniciou-se um Concílio Ecumênico, o segundo a ocorrer nas dependências do próprio Vaticano; daí seu nome Concílio Vaticano Segundo. Foi um acontecimento única na história da Igreja: um Concílio que se reunia não para condenar erros do momento, mas para apontar caminhos pastorais. Além do inusitado de seus fins, ele foi marcado por um otimismo que os fatos depois vieram a mostrar desastroso. Logo após o Concílio, a cultura ocidental deu uma reviravolta monstruosa, levando ao movimento hippie e à revolução sexual, pontas-de-lança do processo pós-moderno de dissolução da sociedade ocidental moderna. Ora, esta sociedade moderna era o campo de ação para o qual teriam sido traçadas as diretrizes conciliares!
Subiu então ao trono de Pedro o Papa Paulo VI, que após o Concílio e já em plena convulsão social no Ocidente, decidiu criar uma nova liturgia simplificada. Este texto foi então traduzido – no caso do Brasil, com erros propositais de tradução – e passou a ser empregado como forma usual da Missa.
Vale notar que nem o Concílio mandou criar uma liturgia totalmente nova, nem Paulo VI imaginava que ela não seria celebrada sempre em latim; são coisas que foram acontecendo, modas que foram “pegando”. Outra moda, esta de consequências ainda maiores, foi o padre enfiar-se atrás do altar, ao invés de ficar, como sempre havia ficado, entre o povo e o altar, virando-se para um e para o outro, como o próprio Missal de Paulo VI determina.
Para piorar a situação, a sede de mudanças que varria o mundo nos anos Setenta fez com que se tornasse habitual uma tal quantidade de invenções litúrgicas, que é raríssimo, até hoje, encontrar uma Missa celebrada de acordo com as regras do Missal de Paulo VI.
Ao mesmo tempo, no Brasil, a infiltração comunista na Igreja atingiu proporções antes inimagináveis, sob o manto da dita “teologia da libertação”, que veio a dar no “incorruptível” PT que ora nos governa. Bispos que se orgulham de serem amigos pessoais de Fidel Castro (como Dom Pedro Casaldáliga) foram alçados ao episcopado; o tempo de penitência da Quaresma foi transformado em momento de “luta social”, com a “Campanha da Fraternidade” propondo algum desvario imanentista novo a cada ano.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – organização reconhecida pela Igreja, mas que pela lei eclesiástica só se pronuncia quando todos os Bispos, unanimemente, assinam o pronunciamento – tornou-se arroz de festa da mídia, com “assessores” esquerdistas fazendo declarações políticas que a imprensa reverbera como sendo “da Igreja”.
A maior arma de doutrinação destes infiltrados é a liturgia. Era comum, até alguns anos atrás, que a Missa fosse praticamente transformada num comício político de extrema-esquerda; o povo, cumprindo o preceito dominical, via-se plateia literalmente cativa. Ora, esta “flexibilidade litúrgica” só é possível na Missa de Paulo VI; a Missa clássica tem rubricas minuciosas que indicam até mesmo a posição dos dedos de cada mão do sacerdote em cada momento da liturgia.
Assim sendo, nada apavora mais os comunistas que a celebração segundo a forma clássica: é impossível fazer da Missa um comício, é impossível usar o preceito dominical como ocasião de lavagem cerebral quando a liturgia celebrada não pode ser torcida e transformada até sinalizar o oposto do que deveria.
O poder dos comunistas infiltrados, contudo, vem sendo aos poucos debelado pela ação firme, mas forçosamente lenta, da Santa Sé. O Papa João Paulo II começou a retirar os mais enraivecidos, e mandou que os Bispos proporcionassem “ampla e generosamente” a aos fiéis celebração da Missa de acordo com a liturgia clássica. Bento XVI, continuando a obra de seu antecessor, definiu que a liturgia clássica é um direito dos leigos, e que nenhuma autorização é necessária para que um padre a celebre; ao contrário, até: é preciso ter autorização episcopal para celebrar em português, mas não para celebrar a Missa tradicional.
Voltando ao caso de Atibaia, vejamos como esta situação eclesial pode se refletir numa circunstância concreta.
A Diocese de Bragança Paulista é proprietária de uma enorme área, na qual arrenda terras para congregações religiosas. A imensa maior parte delas surgiu na época de maior força da infiltração comunista, e por lá permanece, ainda que não tenha novas vocações. Mutatis mutandis, seria possível dizer que os carmelitas se viram vivendo em um condomínio habitado quase que exclusivamente por grupos contrários àquilo que a Santa Sé procura fazer.
Em tal contexto, a presença de um grupo que celebre exclusivamente a Missa tradicional, com padres que ouçam confissões, monges e monjas de hábito, sinos que tocam e demais sinais de ortodoxia católica é quase uma provocação. O provável afluxo de fiéis à capela por eles servida, em busca de uma liturgia reverente, só faz mais perigosa a presença deles para os refugiados dos anos Setenta da vizinhança.
O trabalho iniciado pelo Papa João Paulo II e continuado por Bento XVI, contudo, ainda está longe de ser concluído. A CNBB continua em grande medida sujeita aos encanecidos representantes da “teologia da libertação”, tendo até mesmo surgido propostas no sentido de dar voto aos Bispos eméritos (aposentados), como forma de prolongar a sua influência.
A presença, em tais circunstâncias, do um “inimigo” fiel à Santa Sé em seu meio certamente não teria como deixar de provocar reações fortes e pressões contra a Diocese. A “teologia da libertação” ainda conta com padrinhos poderosos, capazes de cortar ou redirecionar verbas, de dificultar tremendamente a ação dos Bispos, de, em suma, fazer valer pela força o que não tem como ser imposto pela lógica, pela fé ou pela moral.
Por ser uma congregação de direito diocesano ainda em estágio inicial, a dependência da comunidade de Frei Tiago em relação ao Bispo é absoluta. É direito dele dissolver a congregação a qualquer momento, sem que precise sequer declarar os motivos. Tendo isto sido feito, só resta aos carmelitas buscar outra diocese que os acolha e reiniciar seu trabalho.
Não se tem como saber se o que ocorreu foi uma derrota dele diante da força política dos grupos de “teólogos da libertação” que ainda infestam sua diocese, ou se foi realmente a sua vontade que vigorou. O que se sabe é que ser aliado do Papa, no Brasil, ainda é motivo para ser perseguido.
Carlos Ramalhete é professor.
Situação delicada
Situação delicada
Merval Pereira
A presidente Dilma fica em situação muito delicada toda vez que
acontece um caso de corrupção no seu governo. Toma a decisão de
demitir os envolvidos, passa a ideia ao grande público, por
informações de anônimos assessores, de que não tem nada a ver com
aquilo, que as pessoas foram nomeadas a pedido de Lula, a quem não
poderia deixar de atender, mas que não tolera corrupção e, quando
descobre, coloca fora do governo o acusado.
Isso dá a ela uma boa margem de manobra, especialmente diante da
classe média que está conquistando com decisões aparentemente
independentes. E creio mesmo que o próprio ex-presidente Lula aceita
essa situação avaliando os ganhos políticos que ela traz para a
presidente. A questão é até quando ela conseguirá permanecer nessa
posição, tirando todo o proveito da proximidade de Lula e, ao mesmo
tempo, vendendo imagem de autonomia em relação a ele.
Já não está sendo possível aceitar que tudo de ruim que acontece
seja culpa do antecessor, mesmo que ela não explicite essa acusação,
apenas a insinue. E negue oficialmente quando, a exemplo do
ex-presidente Fernando Henrique, tentam explicar os fracassos de seu
governo com suposta "herança maldita".
Afinal, Dilma já está na segunda metade de seu governo, foi a
responsável pela nomeação de todos os ministros que já demitiu por
suspeita de corrupção - e, por sinal, nada aconteceu a nenhum deles em
termos concretos - e até mesmo essa chefe do gabinete da Presidência
em SP, Rosemary Noronha, foi nomeada por Dilma quando era chefe da
Casa Civil, e mantida no cargo a pedido de Lula.
Sabe-se agora que o gabinete da Presidência em SP era um segundo
escritório de Lula, fora do Instituto Cidadania, e por isso mesmo ele
teve inusitada agitação este ano, com inúmeras reuniões de Dilma e
Lula.
Até que ponto a presidente tem condições de autonomia em relação
a um pedido de Lula? Até que ponto seu governo tem mecanismos para
detectar desvios como os que dominaram vários ministérios no início de
seu governo e agora dominam o gabinete presidencial e o segundo nome
da Advocacia Geral da União?
Está ficando cada vez mais próximo o momento em que não será
mais possível isentar Dilma de erros que sucessivamente acontecem.
Fica a cada dia mais difícil para ela se isentar de "malfeitos"após
estar no governo mais de dois anos. As andanças da ex-ministra Erenice
Guerra em órgãos oficiais e a proteção ao ministro Fernando Pimentel,
a ponto de alterar o Conselho de Ética da Presidência, apontam para
leniência com amigos.
Sempre que precisa, ou é exigido dela, dar demonstração de
lealdade, ela dá, até entrar de corpo e alma na campanha municipal,
que afirmara que não faria. Foi a todos os palanques que Lula via como
estratégicos, articulou a candidatura de Patrus Ananias em BH e foi às
raias da grosseria quando achou que precisava marcar posição, caso da
disputa em Salvador, quando acabou ajudando ACM Neto ao fazer
insinuações sobre sua estatura no palanque de Nelson Pellegrino.
Não creio que dê para ela ficar em cima do muro muito tempo
mais; é difícil se desvincular, como é difícil Lula se desvincular do
mensalão, ou do escândalo mais recente com pessoa muito ligada a ele
envolvida. Dizer pela enésima vez que foi "esfaqueado pelas costas",
então, se torna patético.
Nenhum dos escândalos que estouraram foi detectado pelos órgãos
de investigação, todos foram decorrência de denúncias da grande
imprensa ou delação premiada. Mais uma vez a Presidência como
instituição se vê envolvida em escândalos, gerados a partir de
funcionários de confiança, nesse caso escolhidos com requintes que
mostram intenção de nomear determinadas pessoas para os cargos
determinados.
O diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Vieira, teve
padrinhos poderosos: Rosemary convenceu Lula e o ex-ministro José
Dirceu, com quem trabalhara por 12 anos, a bancá-lo. Foi rejeitado
duas vezes pelo Senado, mas o Planalto insistiu e uma manobra o
aprovou. O então ministro Carlos Minc (PT) disse que sabia-se que o
indicado "navegava em águas turvas". Também o segundo homem da AGU só
foi nomeado por insistência de Luis Inácio Adams, candidato de Lula no
STF. São coincidências demais. Uma maneira de demonstrar real
disposição de combater a corrupção seria passar um pente-fino nas
nomeações para cargos estratégicos.
Merval Pereira
A presidente Dilma fica em situação muito delicada toda vez que
acontece um caso de corrupção no seu governo. Toma a decisão de
demitir os envolvidos, passa a ideia ao grande público, por
informações de anônimos assessores, de que não tem nada a ver com
aquilo, que as pessoas foram nomeadas a pedido de Lula, a quem não
poderia deixar de atender, mas que não tolera corrupção e, quando
descobre, coloca fora do governo o acusado.
Isso dá a ela uma boa margem de manobra, especialmente diante da
classe média que está conquistando com decisões aparentemente
independentes. E creio mesmo que o próprio ex-presidente Lula aceita
essa situação avaliando os ganhos políticos que ela traz para a
presidente. A questão é até quando ela conseguirá permanecer nessa
posição, tirando todo o proveito da proximidade de Lula e, ao mesmo
tempo, vendendo imagem de autonomia em relação a ele.
Já não está sendo possível aceitar que tudo de ruim que acontece
seja culpa do antecessor, mesmo que ela não explicite essa acusação,
apenas a insinue. E negue oficialmente quando, a exemplo do
ex-presidente Fernando Henrique, tentam explicar os fracassos de seu
governo com suposta "herança maldita".
Afinal, Dilma já está na segunda metade de seu governo, foi a
responsável pela nomeação de todos os ministros que já demitiu por
suspeita de corrupção - e, por sinal, nada aconteceu a nenhum deles em
termos concretos - e até mesmo essa chefe do gabinete da Presidência
em SP, Rosemary Noronha, foi nomeada por Dilma quando era chefe da
Casa Civil, e mantida no cargo a pedido de Lula.
Sabe-se agora que o gabinete da Presidência em SP era um segundo
escritório de Lula, fora do Instituto Cidadania, e por isso mesmo ele
teve inusitada agitação este ano, com inúmeras reuniões de Dilma e
Lula.
Até que ponto a presidente tem condições de autonomia em relação
a um pedido de Lula? Até que ponto seu governo tem mecanismos para
detectar desvios como os que dominaram vários ministérios no início de
seu governo e agora dominam o gabinete presidencial e o segundo nome
da Advocacia Geral da União?
Está ficando cada vez mais próximo o momento em que não será
mais possível isentar Dilma de erros que sucessivamente acontecem.
Fica a cada dia mais difícil para ela se isentar de "malfeitos"após
estar no governo mais de dois anos. As andanças da ex-ministra Erenice
Guerra em órgãos oficiais e a proteção ao ministro Fernando Pimentel,
a ponto de alterar o Conselho de Ética da Presidência, apontam para
leniência com amigos.
Sempre que precisa, ou é exigido dela, dar demonstração de
lealdade, ela dá, até entrar de corpo e alma na campanha municipal,
que afirmara que não faria. Foi a todos os palanques que Lula via como
estratégicos, articulou a candidatura de Patrus Ananias em BH e foi às
raias da grosseria quando achou que precisava marcar posição, caso da
disputa em Salvador, quando acabou ajudando ACM Neto ao fazer
insinuações sobre sua estatura no palanque de Nelson Pellegrino.
Não creio que dê para ela ficar em cima do muro muito tempo
mais; é difícil se desvincular, como é difícil Lula se desvincular do
mensalão, ou do escândalo mais recente com pessoa muito ligada a ele
envolvida. Dizer pela enésima vez que foi "esfaqueado pelas costas",
então, se torna patético.
Nenhum dos escândalos que estouraram foi detectado pelos órgãos
de investigação, todos foram decorrência de denúncias da grande
imprensa ou delação premiada. Mais uma vez a Presidência como
instituição se vê envolvida em escândalos, gerados a partir de
funcionários de confiança, nesse caso escolhidos com requintes que
mostram intenção de nomear determinadas pessoas para os cargos
determinados.
O diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Vieira, teve
padrinhos poderosos: Rosemary convenceu Lula e o ex-ministro José
Dirceu, com quem trabalhara por 12 anos, a bancá-lo. Foi rejeitado
duas vezes pelo Senado, mas o Planalto insistiu e uma manobra o
aprovou. O então ministro Carlos Minc (PT) disse que sabia-se que o
indicado "navegava em águas turvas". Também o segundo homem da AGU só
foi nomeado por insistência de Luis Inácio Adams, candidato de Lula no
STF. São coincidências demais. Uma maneira de demonstrar real
disposição de combater a corrupção seria passar um pente-fino nas
nomeações para cargos estratégicos.
A História nas mãos de um sacerdote da revolução
A História nas mãos
de um sacerdote da revolução
Bruno
Braga
Claudio Fonteles
assumirá temporariamente a coordenação dos trabalhos da Comissão da Verdade [1].
Assim, o grupo que propôs a consagração de sua própria Hagiografia – uma
“Hagiografia da inversão” [2] – agora estará sob a direção espiritual de um
sacerdote da revolução.
Durante a
guerrilha, o convento dos padres de Conceição do Araguaia era utilizado como
base para transmissões clandestinas de rádio, que deveriam alcançar a Albânia.
Porém, os militares localizaram este núcleo operacional e, com o desmonte do
equipamento, inviabilizaram a comunicação. Um dos religiosos que estava no
convento protestou veementemente contra a intervenção: era Claudio Fonteles
[3].
Já que a Comissão
da Verdade irá investigar a atividade das igrejas – a Católica e as protestantes
– “no apoio ao golpe e na repressão e também no da redemocratização” [4], o Sr.
Fonteles – um dos sacerdotes da revolução – tem o dever de exemplificar a
virtude em um testemunho honesto e sincero. O que ele estava fazendo no convento
de Conceição do Araguaia? O Sr. Fonteles se recolheu apenas para orar? Ele
estava efetivamente realizando o voto de renúncia em favor do divino? Por que
ele protestou contra a interrupção das transmissões de rádio para a Albânia? A
intervenção inviabilizou o seu trabalho de catequização? Ou ela interromperia o
seu – e o de outros – sacerdócio da revolução? O que faziam certos padres e
religiosos neste convento durante a guerrilha do Araguaia? Suplicavam pela graça
divina em favor do braço armado da revolução?
Claudio Fonteles
integrou a AP (Ação Popular), o grupo terrorista que nasceu do movimento
revolucionário que pretendia instrumentalizar a Igreja Católica. O
“bem-aventurado Alípio” foi um dos membros ilustres da organização. Ele que,
além de outras obras de caridade e comiseração, foi o mentor intelectual do
atentado a bomba no Aeroporto de Guararapes, em 1966 [5].
Com a proposta de
redigir uma Hagiografia própria, a Comissão da Verdade poderia consagrar a
Claudio Fonteles um lugar no altar da inversão. Não apenas por suas obras do
passado – como a elevada e bendita atividade no convento de Conceição do
Araguaia. Também pela autodivinização de um poder que hoje ele tem nas mãos:
coordenar o grupo encarregado de reescrever – ou melhor, falsificar – a
História. Poder para condenar até mesmo a Igreja que ele assaltou para promover
a revolução. Mentira, traição e ocultamento: as virtudes do sacerdócio da
inversão.
Referências.
[1]. CNV, 19 de
Novembro de 2012 [http://www.cnv.gov.br/ noticias/19-11-2012-2013- claudio-fonteles-assume-a- coordenacao-da-comissao- nacional-da-verdade/].
[2]. BRAGA, Bruno.
“Hagiografia da inversão” [http://dershatten.blogspot. com.br/2012/11/hagiografia-da- inversao.html].
[3]. Cf. o
depoimento do Coronel Lício Maciel, “Guerrilha do Araguaia – Relato de um
combatente”.
[4]. Cf. referência
[2].
[5]. BRAGA, Bruno.
“O bem-aventurado Alípio” [http://dershatten.blogspot. com.br/2012/11/o-bem- aventurado-alipio.html].
http://dershatten.blogspot.
Para o PT a história sempre se repete
Para o PT a história sempre se repete
MARCO ANTONIO VILLAUma nova operação da Polícia Federal atingiu o Partido dos Trabalhadores. Não é a primeira vez. Mesmo com todo o estardalhaço causado pelo julgamento do mensalão, parece que nada detém a ânsia de saquear o Erário. Agora, uma das acusadas é a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, que teria negociado pareceres técnicos fraudulentos.
Os agentes da PF foram ao escritório chefiado por Rosemary para a devida busca e apreensão de documentos. Indignada, a funcionária não fez o que seria considerado plausível: entrar em contato com seu advogado. Não. Buscou algo superior: o sentenciado José Dirceu. Isto mesmo, leitor.
E veja como o Brasil continua de ponta-cabeça. A funcionária petista ligou para Dirceu, com quem tinha trabalhado durante 12 anos, em busca de proteção. O amigo, que, como é sabido, está condenado a dez anos e dez meses de prisão, nada pode fazer.
Em seguida, ela tentou falar com o ex-presidente Lula, de quem é amiga. Mas o antigo mandatário está fora do país. Restou Gilberto Carvalho, o onipresente para assuntos deste jaez, mas que também não pode ajudá-la.
A sequência dos contatos e a naturalidade são indicativas de como os petistas pouco estão se importando com o clamor popular em defesa da moralização. Continuam se considerando acima do bem e do mal. E, principalmente, acima da lei.
Para piorar ─ e reafirmar o desprezo pela ética na política e na administração pública ─ o segundo homem na hierarquia da Advocacia Geral da União, José Weber Holanda, está sendo acusado de fazer parte deste grupo (a expressão correta, claro, deveria ser outra). Fica a impressão de que na administração petista tudo pode, que o governo está à venda.
Frente às denúncias, a presidente Dilma Rousseff vai agir da forma já sabida: exonera o acusado da função, diz que não admite malfeitos e nada vai apurar. Foi este o figurino nestes quase dois anos de governo.
Isto explica a sucessão de escândalos. Se o procedimento tivesse sido o de apurar uma denúncia de corrupção, os casos não se sucederiam. Mas o governo sabe que conta com o tempo e o esquecimento. O leitor lembra da primeira denúncia de corrupção? Sabe se foi apurada? E o acusado foi processado? Alguém foi preso?
As últimas denúncias só reforçam o entendimento da lógica de poder do PT. O controle do Estado é um instrumento para se perpetuar no poder. Transformaram o exercício de uma função pública em meio de vida.
Vimos no processo do mensalão como o sentenciado José Dirceu resolveu o problema de uma das suas ex-mulheres. Ela queria porque queria um apartamento maior (e quem não quer?). O então todo-poderoso ministro da Casa Civil transferiu o clamor para Marcos Valério, que, prontamente, atendeu a ordem do chefe.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, em um dos seus votos, destacou este ponto, de como uma “sofisticada organização criminosa” resolvia também problemas pessoais dos seus membros. A história se repetiu: a senhora Rosemary queria fazer uma cirurgia. Resolveu, de acordo com a denúncia, recebendo um suborno. Queria fazer uma viagem em um cruzeiro. E fez. Como? Da mesma forma como realizou a cirurgia.
Nada indica que os detentores do poder vão mudar sua forma de agir. Farão de tudo para manter este estilo ─ vamos dizer ─ despojado de tratar a coisa pública. É como se o Estado brasileiro fosse propriedade partidária. E pobre daquele que se colocar no meio deste caminho nada luminoso. Será atacado, vilipendiado, caluniado.
Porém, não podem controlar tudo, todos os poderes da República. Ainda bem. Hoje, o maior obstáculo para a transformação completa da coisa pública em coisa petista é o Poder Judiciário.
É sabido ─ e eu já escrevi sobre isso ─ que o Judiciário tem muitos problemas e defeitos. É verdade. Mas na quadra histórica que vivemos é o único poder que não é controlado plenamente pelo petismo. Daí o ódio manifestado diuturnamente pelos seus porta-vozes (e não faltam línguas de aluguel), como ainda é possível observar no julgamento do mensalão.
A sucessão de derrotas ─ com as condenações dos réus petistas ─ deixou transtornados os petistas. Basta ler declarações racistas contra o ministro Joaquim Barbosa, as pressões para a nomeação de um novo ministro “companheiro” ─ na vaga aberta pela aposentadoria de Ayres Brito ─ ou simplesmente ter observado o descaso da presidente Dilma Rousseff quando da posse do novo presidente do STF.
O novo passo para sufocar o Judiciário é o projeto, com apoio do PT, que está tramitando na Câmara dos Deputados que retira do Ministério Público o poder investigativo. É uma evidente retaliação.
Há uma relação direta entre o julgamento do mensalão, a brilhante denúncia apresentada pelo procurador Roberto Gurgel e a consequente condenação dos petistas e seus asseclas, e esta nova investida. É como se o Ministério Público tivesse cometido uma traição ao produzir provas que levaram a liderança petista de 2005 à cadeia.
Nada indica que o PT vai aceitar a prisão dos seus líderes, apesar do devido processo legal, do amplo direito de defesa, da transmissão de todas as sessões do julgamento pela televisão. Vai fazer de tudo para “melar o jogo”. Criar situações de desconforto político e até, se necessário, uma crise institucional.
Suas principais lideranças nunca admitiram a existência de qualquer obstáculo às suas pretensões de exercer o poder sem qualquer prurido. A máxima petista é a de que o bom poder é aquele que é exercido sem qualquer limitação legal.
Nanomaterial de poliuretano pode ser capaz de parar tiros
Material pode ser utilizado na fabricação de coletes à prova de balas mais leves e resistentes.
Pesquisadores da Rice University anunciaram o desenvolvimento de um
complexo nanomaterial de poliuretano capaz de parar balas disparadas por
calibres mais baixos, como as pistolas de 9 mm. Sua velocidade de
reparação é tamanha que, antes mesmo que um tiro possa atravessar o
material, a substância garante a vedação, fazendo com que seja
impossível a bala penetrar totalmente na estrutura.
O grupo de pesquisadores, que inclui ainda uma equipe do MIT, afirmam
que com a invenção é possível criar coletes mais fortes e mais leves
para os policiais. Da mesma forma, a tecnologia poderia ser utilizada
também em veículos blindados.
Em teoria, se alguém atirasse contra um vidro recoberto com uma camada
do nanomaterial de poliuretano, o impacto das balas não faria que ele
quebrasse ou rachasse, mas sim ficasse deformado. A pesquisa ainda está
em estágio inicial, mas as descobertas até então são bastante
animadoras.
VOCÊ VENCEDOR
UMA SÉRIE DE TRUQUES FÁCEIS PARA VOCÊ SEMPRE SER O VENCEDOR. É SÓ ASSISTIR, PRATICAR E, CLARO, SAIR POR AI CURTINDO COM OS AMIGOS.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
VÉIO TARADO
VELHO TARADO, A DANÇA ACONTECIA, ELE ERA O ULTIMO DA FILA, DEPOIS DA SEGUNDA ENCOXADA, A DAMA DESISTIU DA BRINCADEIRA...
SEM OSSOS?
ESSES CARAS MANDAM MUITO. SÃO DANÇARINOS E O CORPO PARECE SER DE MOLA, PARECE NÃO TER OSSOS. ACOMPANHE A PERFORMACE..
E AINDA TEM LEI...
ATÉ QUE FIZERAM UMA LEI DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES A MARIA DA PENHA, MAS O FATO É QUE COMO TANTAS E TANTAS LEIS NO NOSSO BRASIL, ELA É MAIS UMA QUE É DESRESPEITADA. VEJA ESSE FDP CORRENDO ATRAS DA EX COM UMA ARMA. NESTA HORA OS PMS E OUTROS SEGURANÇAS NUNCA APARECEM DE QUE ADIANTA A EXISTÊNCIA DE UMA LEI SE A MULHER É ESPANCADA E ASSASSINADA COM TODO MUNDO VENDO?
MOMENTO MUSICAL - PHOLHAS
SUCESSO ABSOLUTO NAS EMISSORAS DE RÁDIO NOS ANOS SETENTA E TAMBÉM UM DOS GRUPOS MAIS SOLICITADOS, NA ÉPOCA, PARA FESTAS, BAILES DE DEBUTANTES E OUTROS. NO MOMENTO MUSICAL DE HOJE, TRAGO PARA OS AMIGOS A EXCELENTE BANDA PHOLHAS E COMEÇO COM MY MISTAKE
SEGUNDO A WIKIPÉDIA - Pholhas é uma banda de rock brasileira, da cidade de São Paulo.
A banda foi criada em 1969 com a seguinte formação: Helio Santisteban (teclado), Paulo Fernandes (bateria), Oswaldo Malagutti (baixo) e Wagner "Bitão" Benatti (guitarra), com os quatro se revezando nos vocais. Começaram fazendo covers de bandas dos EUA e Inglaterra e passaram a compor também em inglês.
SHE MADE ME CRY
Seu primeiro LP, "Dead Faces", lançado em 1972 pela RCA, continha apenas canções em inglês. Um compacto simples extraído desse álbum, com a música "My Mistake", chegou ao primeiro lugar das paradas, vendendo 400 mil cópias em apenas três meses. Em seguida, outras canções foram lançadas em compactos, como "She Made Me Cry", "I Never Did Before" e "Forever", todas atingindo
vendagem superior a 300 mil cópias. Em 1975, o álbum de estréia foi lançado no mercado hispânico com o título de "Hojas", dando ao grupo mais um Disco de Ouro.
MY SORROW
Em 1977 o grupo mudou de orientação, lançando o LP "O Som das Discotheques", com covers dos principais sucessos do gênero, e chegando a 150 mil cópias vendidas.
Logo em seguida, Hélio Santisteban resolveu seguir carreira solo e em seu lugar entrou Marinho Testoni, ex-Casa das Máquinas. Isso levou a outra mudança no grupo, que lançou um disco de rock progressivo, e pela primeira vez com letras em português. O disco vendeu bem menos que os anteriores, mas tornou-se cult para um segmento de público.
FLYING
Em 1978, foi Oswaldo Malagutti quem deixou a banda, sendo substituído pelo baixista João Alberto, também ex-"Casa das Máquinas". Malagutti criou com Santisteban o Estúdio MOSH (acrônimo de seus nomes) e até hoje trabalha com produção e masterização de CDs e DVDs musicais.
Em 1980 Hélio Santisteban retornou ao grupo, que retomou a tradição de cantar e compor em inglês, lançando então o LP "Memories". Poucos meses depois, com a saída de Marinho, o Pholhas chegou à seguinte formação: Bitão (guitarra), Paulo Fernandes (bateria), Hélio Santisteban (teclados) e João Alberto (baixo).
A banda foi criada em 1969 com a seguinte formação: Helio Santisteban (teclado), Paulo Fernandes (bateria), Oswaldo Malagutti (baixo) e Wagner "Bitão" Benatti (guitarra), com os quatro se revezando nos vocais. Começaram fazendo covers de bandas dos EUA e Inglaterra e passaram a compor também em inglês.
SHE MADE ME CRY
Seu primeiro LP, "Dead Faces", lançado em 1972 pela RCA, continha apenas canções em inglês. Um compacto simples extraído desse álbum, com a música "My Mistake", chegou ao primeiro lugar das paradas, vendendo 400 mil cópias em apenas três meses. Em seguida, outras canções foram lançadas em compactos, como "She Made Me Cry", "I Never Did Before" e "Forever", todas atingindo
vendagem superior a 300 mil cópias. Em 1975, o álbum de estréia foi lançado no mercado hispânico com o título de "Hojas", dando ao grupo mais um Disco de Ouro.
MY SORROW
Em 1977 o grupo mudou de orientação, lançando o LP "O Som das Discotheques", com covers dos principais sucessos do gênero, e chegando a 150 mil cópias vendidas.
Logo em seguida, Hélio Santisteban resolveu seguir carreira solo e em seu lugar entrou Marinho Testoni, ex-Casa das Máquinas. Isso levou a outra mudança no grupo, que lançou um disco de rock progressivo, e pela primeira vez com letras em português. O disco vendeu bem menos que os anteriores, mas tornou-se cult para um segmento de público.
FLYING
Em 1978, foi Oswaldo Malagutti quem deixou a banda, sendo substituído pelo baixista João Alberto, também ex-"Casa das Máquinas". Malagutti criou com Santisteban o Estúdio MOSH (acrônimo de seus nomes) e até hoje trabalha com produção e masterização de CDs e DVDs musicais.
Em 1980 Hélio Santisteban retornou ao grupo, que retomou a tradição de cantar e compor em inglês, lançando então o LP "Memories". Poucos meses depois, com a saída de Marinho, o Pholhas chegou à seguinte formação: Bitão (guitarra), Paulo Fernandes (bateria), Hélio Santisteban (teclados) e João Alberto (baixo).
Pornografia infantil: sexólogos holandeses pedem legalização
Escrito por Julio Severo
O preço da extrema liberdade
holandesa é um rastro de crianças inocentes vítimas de monstros sexuais
insaciáveis em suas reivindicações de direitos.
Dois sexólogos holandeses querem que o governo legalize a produção de filmes pornográficos infantis. Tal pornografia, segundo eles, ajudaria a controlar as “tensões sexuais” dos estupradores de crianças.
Erik van Beek e Rik van Lunsen, pesquisadores do Hospital Universitário de Amsterdã, apresentaram sua polêmica ideia durante uma entrevista ao jornal Trouw. Segundo os dois, “se produzirmos pornografia infantil sob rígido controle do governo, com uma espécie de selo que ateste que nenhuma criança sofreu qualquer abuso, podemos oferecer aos pederastas uma forma de regular suas tensões sexuais”.
A ideia deles foi fortemente criticada pela opinião pública. Na Holanda, a criação, difusão ou mesmo posse de material com qualquer alusão à pornografia infantil pode acarretar em uma pena de até cinco anos de prisão. A criminalização pode mudar se suficientes “especialistas” convencerem os legisladores e a população de que a pornografia infantil é necessária para “frear” as tendências dos estupradores de crianças.
Erik van Beek alega que cerca de 1% dos 16,5 milhões de holandeses possuem essas tendências, que estão cada vez mais sendo vistas como “orientação” por especialistas. Numa sessão parlamentar no Canadá em 2011 especialistas em psicologia afirmaram que a pedofilia é uma “orientação sexual” comparável à homossexualidade ou heterossexualidade
A Holanda foi um dos primeiros países do mundo a legalizar o “casamento” gay, mas seu pioneirismo só ficou mesmo evidente quando se tornou o primeiro país do mundo a ter um partido político oficialmente engajado na luta para legalizar a pedofilia. Seu fundador, o homossexual Ad van den Berg, foi condenado em 1987 por abusar sexualmente de um menino de 11 anos, mas ele afirmou que o relacionamento foi “consensual”.
Em outubro de 2011, Van den Berg, então com 67 anos, foi condenado a apenas três anos de prisão por ter em seu computador milhares de filmes e 130 mil fotografias de pornografia infantil, entre as quais estavam 13 mil em que o próprio Van den Berg aparecia com destaque.
O partido pedófilo, chamado oficialmente de Partido do Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, foi fundado em 2006 por Van den Berg.
A liberalização das leis na Holanda não tem vindo sem consequências.
Robert Mikelsons, um homossexual de 29 anos "casado" com outro homem, foi condenado neste ano na Holanda a 18 anos de prisão e internação forçada numa instituição psiquiátrica depois que confessou ter abusado sexualmente de 83 crianças, algumas das quais tinham apenas alguns meses de vida.
Mikelsons confessou também que tirava fotos e fazia filmagens dos abusos, para uso em pornografia infantil. Esse material seria distribuído internacionalmente por meio de redes pedófilas na internet.
Mesmo assim, a Holanda continua um paraíso para reivindicadores de direitos excêntricos e anormais. Pervertidos sexuais, travestidos de especialistas e ostentando títulos e doutorados, sempre conseguem, cedo ou tarde, que as leis se dobrem diante de seus desejos desenfreados.
O preço da extrema liberdade holandesa é um rastro de crianças inocentes vítimas de monstros sexuais insaciáveis em suas reivindicações de direitos.
Com informações de OperaMundi.
www.juliosevero.com
O povo colombiano deve rejeitar a sentença de Haya
Escrito por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido
A Colômbia acaba de padecer um grande fracasso histórico, geopolítico, geoestratégico e de segurança nacional.
Os fatos o demonstram. O cinismo crescente corre pelas veias dos mal governantes colombianos, como se não houvesse acontecido nada de grave com a evidente perda de mais ou menos 100 quilômetros de mar territorial.
Santos, a chanceler Holguín e seu bando de assessores, não apenas querem continuar aferrados às delícias da burocracia, senão que desejam contar com a conivência do povo colombiano para que não se lhes diga nada, lhes perdoe sua estupidez funcional, os rodeie de solidariedade e os ratifique nos cargos, enquanto passa a tormenta midiática e os colombianos nos acostumamos à idéia de que já se perdeu esse tramo e não há nada a fazer.
Porém, isso não é assim. O povo colombiano é soberano por lei natural. Portanto, tem total direito a desconhecer uma sentença espúria de uma corte estrangeira, inclinada a defender os interesses políticos, estratégicos e geopolíticos da Nicarágua. O espaço de mar territorial que nos querem roubar é patrimônio nacional e, em conseqüência, o povo soberano está em seu direito universal de se negar a aceitar essa sentença. E ponto.
Porém, como o atual mandatário e sua leviana equipe de assessores em relações exteriores não vão renunciar nem muito menos resolver nada, acompanhados por um Congresso da República débil, timorato e carente de patriotismo, além de até o dia de hoje coonestado com silêncio cúmplice e atitudes pusilânimes da desfaçatez do presidente e sua chanceler, é o momento oportuno, histórico e de “efervescência e calor”, como disse Acevedo y Gómez, para que o povo colombiano em sua majestade se faça sentir.
A primeira expressão popular gigantesca deve ser uma manifestação nacional em todas as cidades, municípios, aldeias e corregedorias, rechaçando a sentença da Corte de Haya, desconhecendo seu conteúdo e declarando-se em desobediência civil a respeito, com atas e assinaturas necessárias para deixar constância histórica de que ninguém brinca com a soberania de nossa pátria.
Em segundo lugar, esse é o momento oportuno para que os patriotas, que somos mais de 40 milhões de colombianos, iniciemos a incessante campanha de recolher as assinaturas necessárias para que seja revogado o mandato do presidente Juan Manuel Santos. Aqui não vale o conto barato de que quando chegou à presidência tudo já estava caminhando e que, pelo contrário, os colombianos saímos a lhe dever.
Não senhor! Santos tinha a faca e o queijo na mão, porém, por manter a chanceler Holguín dedicada a adubar sua imagem pessoal em viagens caras e improdutivas, inclusive uma onerosa e inoficiosa Cúpula de Cartagena para ganhar a veleidosa capa na revista Time, e facilitar o apoio do voto hispânico a Obama nos Estados Unidos, se esqueceu do fundamental, como diria Gómez Hurtado. Nada de re-eleições deste personagem já funesto para a história do país. Nem sequer merece terminar seu mando.
Os fatos o demonstram. A Colômbia acaba de padecer um grande fracasso histórico, geopolítico, geoestratégico e de segurança nacional. Não obstante, o senhor Santos olha para o outro lado, faz politicagens de dois dias na ilha e volta a falar de cultivos ilícitos e outras ervas, como se não tivesse acontecido nada tão grave.
Em terceiro lugar, a chanceler Holguín, os ex-chanceleres e ex-presidentes da República que tiveram a ver com este fiasco iniciado pela Nicarágua há três décadas, todos, sem exceção, devem ser julgados com rigorosidade no Congresso da República, e se sua atuação ou omissão contemplam cárcere por eventual traição à pátria, que paguem. Sem contemplações. “A pátria está acima dos partidos”, disse Benjamín Herrera e das “ascendências ilustres e pergaminhos pessoais”, abonamos de nossa própria colheita.
Por outro lado, este é o momento dos partidos políticos se pronunciarem. Aterra o silêncio cúmplice das direções nacionais liberal e conservadora, além da evidente cumplicidade dos comunistas que não deram nem um pio porque sabem que isso convém ao Plano Estratégico das FARC e de seu sócio Hugo Chávez.
Tampouco ouve-se “Colombianos pela Paz”, nem a senadora Gloria Ramírez, nem muito menos as ONG’s sem cabeça visível que diariamente inventam calúnias contra quem questiona sua resvaladiça ideologia marxista-leninista. Tampouco aparecem as universidades, nem os meios de comunicação, todos, ao que parece, muito santistas, esperam que o pé-d’água amaine e que como dezembro já chega com sua alegria, mês de festas e de diversão, então viva a festa e Güepa! [1]...
Tampouco aparecem os ex-ministros de defesa muito dados a se auto-atribuir os êxitos das tropas em seu momento mas que hoje deveriam estar à frente do debate nacional, até que se faça justiça e clareza. Muito menos vemos os generais do Exército que eram demasiado bravos nos quartéis e causavam terror quando visitavam as tropas como Fracica Naranjo, Pedraza Pélaez, Mora Rangel, Suárez Bustamante e outros personagens, desses que se passam por silvestres em nossa fauna local, que hoje deveriam estar defendendo a integridade nacional com a mesma arrogância com que naquela ocasião tratavam aos subalternos. Todos brilham por suas ausências.
Muito menos se vê os analistas políticos e de temas de segurança nacional, que pontificam sobre o divino e o humano nos programas de opinião. Menos ainda aparecem os politiqueiros que em campanhas eleitorais prometem o céu e a terra, e até se disfarçam de futebolistas quando a seleção da Colômbia joga. Tampouco fala o vice-presidente Garzón, nem seu xará Lucho, dois linguarudos de marca maior quando se trata de buscar prebendas e conchavos partidistas. Nem Peñaloza, nem Mokus, nem Serpa, nem Noemí, nem Ingrid, nem Luis Eladio, nem Consuelo González, nem Sigifredo, nem Navarro Wolf, nem os ex-procuradores. Ninguém...
Silêncio total de todos os politiqueiros que se “alavancam” no curso de Defesa Nacional para acrescentar dados ao seu currículo. Ou a de centenas de profissionais a quem agrada se disfarçar de tenentes, capitães, majores e até coronéis da reserva, mas que na maioria dos casos para usufruir do uniforme. Hoje brilham por sua ausência e baixo perfil calculado.
E os ex-congressistas, embaixadores, os decanos das faculdades de direito e ciências políticas onde se graduaram como profissionais, os “magos internacionalistas” que nos deixaram perder o pleito, ficam calados. A Colômbia não dói a ninguém, porque somos um país alheio a seu destino, aos objetivos nacionais, à visão estratégica, a entender que temos o inimigo ao lado no Palácio de Miraflores, porém somos complacentes com o cúmplice das FARC e provável cérebro por trás dos bastidores para a sentença de Haya.
Muitos procedem do mesmo modo a como atuaram os desinformados magistrados que invalidaram os computadores de Reyes como provas, ou como o padreco com problemas sociológicos que disse em Cali que Alfonso Cano era um “pobre velhinho sem nadinha que comer”. Segundo eles, tudo já está perdido porque somos um país respeitoso das leis, mesmo que os demais não as respeitem para “danar” a Colômbia.
Por isso, mais uma vez como o demonstra a história universal, só o povo em sua sabedoria e têmpera coletiva pode aproveitar este momento histórico para exigir a revocatória do mandato de um presidente inferior ao desafio, de uma chanceler torpe e incompetente e, ao mesmo tempo, a responsabilidade política e, se for caso penal, dos que falharam por ação ou omissão durante os últimos 30 anos.
Tudo isto, é claro, se há caráter no Congresso da República, sob pena de que o próprio povo se atreva e também revogue as cadeiras dos congressistas por ser inferiores à sua responsabilidade histórica.
PS: Em um país com dignidade como a Suécia, Noruega ou Dinamarca, o presidente e seu “staff de Relações Exteriores” teriam caído. E se tivesse sido no Equador, os indígenas os teriam tirado de seus gabinetes a chapelaços.
Nota da tradutora:
[1] “Güepa” é uma expressão popular intraduzível, para exprimir alegria, júbilo, contentamento, tal como as nossas “Uêba!”, “Ôba!” e similares.
Tradução: Graça Salgueiro
FANTASMA NO ELEVADOR
SORTE DELES QUE NUNCA PEGARAM UM CARDÍACO EM SUAS PEGADINHAS. ESTA AQUI ESTÁ FAZENDO O MAIOR SUCESSO NA INTERNET E FOI DO PROGRAMA SILVIO SANTOS. O ELEVADOR TEM UM PANE E ENTRE UMA GAROTA FANTASMA.. VEJA A REAÇÃO DAS PESSOAS...
REVELAÇÕES SURPREENDENTES, SURPREENDEU QUEM?
“Mulher de Lula” na Presidência acertou indicação da filha durante viagem com o então presidente. Atenção! Ela não estava na lista oficial de passageiros, o que é ilegal! Eis que surge nos e-mails o “JD”! Quem será?
Por Carolina Freitas, na VEJA.com:
Em novembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Moçambique e Coreia do Sul. Entre os dias 8 e 10, cumpriu agenda oficial em Maputo, capital do país africano. Deu aula magna em uma universidade, encontrou empresários brasileiros e foi recebido pelo colega Armando Guebuza. No dia 11, desembarcou em Seul, para, ao lado da sucessora recém-eleita Dilma Rousseff, participar da reunião do G-20. Durante o giro internacional, Lula teve em sua comitiva uma ajudante próxima, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose, que até este fim de semana ocupou o cargo de chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo. Embora seja um requisito legal que funcionários em viagem internacional tenham seu nome registrado no Diário Oficial, Rose embarcou sem que essa formalidade fosse cumprida. Ela também aproveitou para tratar de um assunto de interesse próprio com o chefe: a nomeação de uma de suas filhas, Mirelle, para um cargo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Em novembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Moçambique e Coreia do Sul. Entre os dias 8 e 10, cumpriu agenda oficial em Maputo, capital do país africano. Deu aula magna em uma universidade, encontrou empresários brasileiros e foi recebido pelo colega Armando Guebuza. No dia 11, desembarcou em Seul, para, ao lado da sucessora recém-eleita Dilma Rousseff, participar da reunião do G-20. Durante o giro internacional, Lula teve em sua comitiva uma ajudante próxima, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose, que até este fim de semana ocupou o cargo de chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo. Embora seja um requisito legal que funcionários em viagem internacional tenham seu nome registrado no Diário Oficial, Rose embarcou sem que essa formalidade fosse cumprida. Ela também aproveitou para tratar de um assunto de interesse próprio com o chefe: a nomeação de uma de suas filhas, Mirelle, para um cargo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Tanto a
viagem não oficializada quanto a negociação do cargo para a filha estão
registrados em e-mails interceptados pela Polícia Federal na Operação
Porto Seguro, deflagrada na sexta-feira. A operação derrubou Rosemary e
Mirelle de seus cargos na administração pública. A filha pediu
exoneração nesta segunda-feira. Rosemary foi demitida no sábado, depois
de ser indiciada pelo seu envolvimento com os irmãos Paulo e Rubens
Vieira, presos provisoriamente e indiciados por utilizar seus cargos de
hierarquia elevada em agências reguladoras para fraudar procedimentos e
promover negócios escusos.
Foi em troca de mensagens com Paulo Vieira que Rosemary tratou da nomeação da filha. “A
Mirelle já te enviou os documentos? Peço a gentileza de só nomeá-la
depois de eu confirmar com o PR. Estou em Maputo. Embarco para Seul na
4ª-feira com ele, aí após conversar te aviso.” Nesse e em outros e-mails da dupla, Lula é tratado como PR, abreviação para presidente da República.
Paulo
respondeu ao e-mail dizendo que Mirelle tinha esquecido de assinar o
currículo, sem o que não seria possível dar sequência à nomeação.
Rosemary dá um puxão de orelha na filha, com cópia para Paulo: “Mi,
te avisei 1.000 vezes que o currículo necessitava de assinatura. Entre
em contato com o Paulo urgente para resolver esta questão. Mamy.”
Embora o
interlocutor fosse Paulo – o mais assíduo nos contatos com Rosemary – a
contratação seria feita na seara do outro irmão Vieira, Rubens, que
desempenhava as funções de corregedor da Anac e mais tarde seria alçado à
diretoria da entidade. E assim foi, pouco depois da viagem de Lula pela
Ásia e pela África. Em 1º de dezembro, a portaria de nomeação de
Mirelle saiu no Diário Oficial. De acordo com o Portal da Transparência
do governo federal, sua remuneração mensal bruta em setembro de 2012, no
cargo de assessora técnica na Diretoria de Infraestrutura
Aeroportuária, foi de 8.625,61 reais.
Troca de favores e de afagos
A negociação para nomeação da filha de Rosemary para o bem-remunerado cargo de confiança aconteceu em meio a um acerto ainda mais delicado entre a chefe de gabinete da Presidência e os irmãos Vieira. Desde o começo de 2009 os dois buscavam o apadrinhamento de Rosemary (bem sucedido, como se veria depois). Paulo almejava um cargo de direção na Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens, um posto equivalente na Anac. Já nesse momento inicial, Rosemary parecia acalentar a ideia de beneficiar a filha juntamente com os irmãos Vieira. Num dos primeiros e-mails desse lote, ela diz a Rubens que havia acionado Lula, o PR. “Disse a ele que Mirelle precisa começar a trabalhar logo”, escreve.
A negociação para nomeação da filha de Rosemary para o bem-remunerado cargo de confiança aconteceu em meio a um acerto ainda mais delicado entre a chefe de gabinete da Presidência e os irmãos Vieira. Desde o começo de 2009 os dois buscavam o apadrinhamento de Rosemary (bem sucedido, como se veria depois). Paulo almejava um cargo de direção na Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens, um posto equivalente na Anac. Já nesse momento inicial, Rosemary parecia acalentar a ideia de beneficiar a filha juntamente com os irmãos Vieira. Num dos primeiros e-mails desse lote, ela diz a Rubens que havia acionado Lula, o PR. “Disse a ele que Mirelle precisa começar a trabalhar logo”, escreve.
Em março
de 2009, Paulo escreve para Rosemary pedindo ajuda para conseguir o
cargo na ANA, com a colaboração de JD, que parece ser José Dirceu. Ele
explica que quem nomeia para a vaga é o presidente da República. “Surgirão agora em meados de abril duas vagas. Pelo que consegui observar, quem vai definir mais a questão é a Dilma”, diz Paulo. “A
pessoa que acho que consegue fazer esse pedido a ela, de forma eficaz, é
o JD. Um pedido pessoal seu ao JD, tratando a questão como de interesse
pessoal seu, ganha muito mais força.” Rosemary foi secretária pessoal de Dirceu por mais de uma década.
Em abril,
Rosemary se irritou com as cobranças de Paulo por celeridade e enviou a
ele um correio eletrônico que tinha como assunto “Cobranças sem
fundamento!”. “Não gostei nem um pouco de suas cobranças. O que não está andando, além da Anac?”, diz a então chefe de gabinete da Presidência. “Eu
sim estou aguardando questões sem solução. Meus pedidos são em número
maior, mas muito pequenos em relação aos seus! Tenha paciência.”
Paulo
responde ao e-mail em menos de 40 minutos, prestando conta sobre os
pedidos de Rosemary que estariam em atraso, ponto a ponto. E tenta
contemporizar: “A minha simpatia e carinho por você passa à
margem de quaisquer troca de favores. É de natureza pessoal. Trata-se de
amiga muito querida.” Dois dias antes, em troca de mensagens
com seu irmão, Paulo alertou Rubens sobre o apetite de Rosemary. Segundo
ele, seria preciso “abafar a pedição de dinheiro”, pois a amiga seria “uma máquina de gastar.”
Em junho, Paulo presta explicações a Rosemary sobre a demora em atender, mais uma vez, um pedido dela. “Suas solicitações – são determinações – em face da amizade e da gratidão que tenho por você.”
Entre os presentes oferecidos por Paulo a Rosemary estão um cruzeiro
marítimo com show dos sertanejos Bruno e Marrone e o pagamento de uma
cirurgia.
SAIBA COMO OS PISTOLEIROS DO DINHEIRO PÚBLICO ATUAVAM NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
POR REINALDO AZEVEDO
Por Reinaldo Azevedo
Veja como os pistoleiros do dinheiro público atuavam no Ministério da Educação
A
ousadia da quadrilha que operava no coração do Planalto era mesmo
impressionante, Vejam o que relatam Márcio Cesar Carvalho, José Ernesto
Credendio e Paulo Gama, na Folha.
Notem, a propósito, que se trata justamente de uma tramoia envolvendo
uma instituição particular de ensino superior. Talvez um dia o país se
interesse em abrir essa caixa-preta, quando os adoradores de mitos
pararem de fazer poesia ruim e se interessarem pelos fatos. Segue trecho
da reportagem.
*
Paulo Rodrigues Vieira, o diretor da ANA (Agência Nacional de Águas) preso desde a última sexta sob acusação de tráfico de influência em órgãos do governo federal, obteve uma senha privativa de um funcionário do Ministério da Educação para alterar dados financeiros de uma faculdade de sua família. A manipulação de parâmetros financeiros pode servir, em tese, para a faculdade conseguir mais recursos do governo em programas como o Prouni, de bolsas para estudantes pobres, e o Fies, de financiamento.
Paulo Rodrigues Vieira, o diretor da ANA (Agência Nacional de Águas) preso desde a última sexta sob acusação de tráfico de influência em órgãos do governo federal, obteve uma senha privativa de um funcionário do Ministério da Educação para alterar dados financeiros de uma faculdade de sua família. A manipulação de parâmetros financeiros pode servir, em tese, para a faculdade conseguir mais recursos do governo em programas como o Prouni, de bolsas para estudantes pobres, e o Fies, de financiamento.
A conversa
foi gravada pela Polícia Federal em 24 de março deste ano, quando
Aloizio Mercadante já assumira o ministério — Fernando Haddad saiu em
janeiro. O interlocutor de Vieira no MEC é Márcio Alexandre Barbosa
Lima, da Secretaria Especial de Regulação do Ensino Superior. É a ele
que Vieira pede: “Eu tô querendo entrar aqui no MEC (…) com sua senha.
Me fala seu CPF”. Lima entrega todos os dados. A família de Vieira é
dona da Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro, cidade de 77 mil
habitantes no Vale do Paraíba, interior paulista.
Numa
conversa entre Vieira e uma funcionária da faculdade chamada Patrícia,
ela conta que já alterara os dados de 2009 para 2010. “Você pediu para
eu alterar em 15% todos os números que aparecessem”, diz ela, sobre o
passado. “Aumenta agora 20%”, ordena Vieira. Um outro funcionário do MEC
foi apanhando pela Operação Porto Seguro da PF. Trata-se de Esmeraldo
Malheiros dos Santos, que era consultor jurídico, um cargo de confiança
do ministro. Ambos foram afastados ontem.
Santos,
que trabalha no ministério desde 1983, ajudava o grupo de Vieira a obter
pareceres internos da pasta que seriam usados por faculdades que
corriam o risco de ter cursos descredenciados. O MEC descredencia cursos
quando a faculdade é reprovada em avaliações.
No caso de
Santos, a PF interceptou um e-mail de dezembro de 2010 no qual Paulo
Vieira escreve: “Peça para a sua amiga fazer um bom relatório e logo
(…)”, referindo-se a um parecer do Inep (Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais), órgão que coordena a avaliação de instituições
de ensino.
Ele
conclui o e-mail de maneira enigmática: “Há 20 exemplares da obra à sua
disposição na minha casa na próxima semana. É para a suas leituras de
férias”. “Exemplares da obra”, segundo a PF, era a maneira cifrada de o
grupo falar de dinheiro. Vinte exemplares seriam R$ 20 mil.
(…)
(…)
O dono do escândalo
O dono do escândalo
Recém-desembarcado de um voo decerto turbulento para ele, depois de uma
viagem à África e à Índia, o ex-presidente Lula teria dito a pessoas de
sua confiança que se sentia "apunhalado pelas costas" por outra pessoa
de sua confiança, a então chefe do escritório da Presidência da
República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose. Secretária do
companheiro José Dirceu durante 12 anos, da década de 1990 até a
ascensão do PT ao Planalto, Lula a empregou na representação do governo
federal na capital paulista. Dois anos depois, em 2005, entregou-lhe a
chefia da repartição. Na sexta-feira passada, ela e José Weber Holanda, o
sub do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram indiciados
pela Polícia Federal (PF), no curso da Operação Porto Seguro, pela
participação em um esquema de venda de facilidades instalado em sete
órgãos federais. ...
O indiciamento alcançou 11 outros ocupantes de cargos públicos, além do notório ex-senador Gilberto Miranda. Cinco pessoas foram presas, entre as quais três irmãos, o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, um diretor da agência reguladora da aviação civil (Anac), Rubens Carlos Vieira, e outro da agência de águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira - ambos patrocinados pela amiga de Lula. A PF devassou o apartamento de Rose e o gabinete de Holanda. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff afastou de suas funções os diretores das agências (tendo mandato aprovado pelo Senado, eles não podem ser demitidos sumariamente) e mandou abrir processo disciplinar contra eles. O caso da nomeação de Paulo Rodrigues, tido como chefe da gangue e também chegado a Lula e a Dirceu, é um capítulo de livro de texto sobre a esbórnia no Estado sob o governo petista e a serventia de seus aliados nos altos círculos do poder nacional.
Submetida ao Senado, como requerido, a indicação começou mal e seguiu pior. A primeira votação terminou empatada. Na segunda, o nome foi rejeitado por um voto de diferença. Se os mandachuvas da República se pautassem pela decência, a história terminaria por aí. Não terminou porque, contrariando até mesmo um parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o seu presidente José Sarney ordenou uma terceira votação da qual o afilhado de Rose saiu vencedor por confortável maioria. A essa altura, 2010, estava para mudar a sorte da madrinha - cuja influência derivava diretamente de sua intimidade com Lula, a quem, aliás, acompanhava nas viagens ao exterior, não se sabe bem para fazer o que. Eleita Dilma, que só a manteria no posto em São Paulo para não criar caso com o padrinho, Rose tentou em vão conseguir uma boquinha em Brasília. O imponderável fez o resto.
Em um dia de março do ano passado, um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) procurou a Polícia Federal para se confessar. Contou que aceitara uma propina de R$ 300 mil, dos quais já havia recebido um adiantamento de R$ 100 mil, para produzir um parecer técnico sob medida para uma empresa que atua no Porto de Santos. Além disso, Paulo Rodrigues Vieira falsificou um documento acadêmico para beneficiar o funcionário. Mas este se arrependeu, devolveu o dinheiro e revelou aos federais o que sabia. A PF abriu inquérito, obteve autorização judicial para grampear telefonemas e interceptar e-mails. Do material, emergiu uma Rose que lembra a personagem do samba de Chico Buarque que pedia apenas "uma coisa à toa" - no caso, um cruzeiro de Santos a Ilha Grande animado por uma dupla sertaneja, um serviço de marcenaria, uma pequena operação... Claro que ela também empregou uma filha na Anac e o marido na Infraero. Tinha fama de mandona e jeito de alpinista social.
Mas o dono do escândalo é quem deu a Rose o aparentemente inexplicável poder de que desfrutava, a ponto de o Senado de Sarney inovar em matéria de homologação de um futuro diretor de agência reguladora. Ao se declarar "apunhalado pelas costas", Lula faz como fez quando o mensalão veio à tona, e ele, fingindo ignorar a lambança, se disse "traído". Resta saber se, desta vez, tornará a repetir mais adiante que tudo não passou de uma "farsa" - quem sabe, uma conspiração da Polícia Federal com a mídia conservadora, a que a sua sucessora no Planalto afinal sucumbiu.
O indiciamento alcançou 11 outros ocupantes de cargos públicos, além do notório ex-senador Gilberto Miranda. Cinco pessoas foram presas, entre as quais três irmãos, o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, um diretor da agência reguladora da aviação civil (Anac), Rubens Carlos Vieira, e outro da agência de águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira - ambos patrocinados pela amiga de Lula. A PF devassou o apartamento de Rose e o gabinete de Holanda. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff afastou de suas funções os diretores das agências (tendo mandato aprovado pelo Senado, eles não podem ser demitidos sumariamente) e mandou abrir processo disciplinar contra eles. O caso da nomeação de Paulo Rodrigues, tido como chefe da gangue e também chegado a Lula e a Dirceu, é um capítulo de livro de texto sobre a esbórnia no Estado sob o governo petista e a serventia de seus aliados nos altos círculos do poder nacional.
Submetida ao Senado, como requerido, a indicação começou mal e seguiu pior. A primeira votação terminou empatada. Na segunda, o nome foi rejeitado por um voto de diferença. Se os mandachuvas da República se pautassem pela decência, a história terminaria por aí. Não terminou porque, contrariando até mesmo um parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o seu presidente José Sarney ordenou uma terceira votação da qual o afilhado de Rose saiu vencedor por confortável maioria. A essa altura, 2010, estava para mudar a sorte da madrinha - cuja influência derivava diretamente de sua intimidade com Lula, a quem, aliás, acompanhava nas viagens ao exterior, não se sabe bem para fazer o que. Eleita Dilma, que só a manteria no posto em São Paulo para não criar caso com o padrinho, Rose tentou em vão conseguir uma boquinha em Brasília. O imponderável fez o resto.
Em um dia de março do ano passado, um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) procurou a Polícia Federal para se confessar. Contou que aceitara uma propina de R$ 300 mil, dos quais já havia recebido um adiantamento de R$ 100 mil, para produzir um parecer técnico sob medida para uma empresa que atua no Porto de Santos. Além disso, Paulo Rodrigues Vieira falsificou um documento acadêmico para beneficiar o funcionário. Mas este se arrependeu, devolveu o dinheiro e revelou aos federais o que sabia. A PF abriu inquérito, obteve autorização judicial para grampear telefonemas e interceptar e-mails. Do material, emergiu uma Rose que lembra a personagem do samba de Chico Buarque que pedia apenas "uma coisa à toa" - no caso, um cruzeiro de Santos a Ilha Grande animado por uma dupla sertaneja, um serviço de marcenaria, uma pequena operação... Claro que ela também empregou uma filha na Anac e o marido na Infraero. Tinha fama de mandona e jeito de alpinista social.
Mas o dono do escândalo é quem deu a Rose o aparentemente inexplicável poder de que desfrutava, a ponto de o Senado de Sarney inovar em matéria de homologação de um futuro diretor de agência reguladora. Ao se declarar "apunhalado pelas costas", Lula faz como fez quando o mensalão veio à tona, e ele, fingindo ignorar a lambança, se disse "traído". Resta saber se, desta vez, tornará a repetir mais adiante que tudo não passou de uma "farsa" - quem sabe, uma conspiração da Polícia Federal com a mídia conservadora, a que a sua sucessora no Planalto afinal sucumbiu.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo -
Loucura educacional
Escrito por Walter Williams
Se eu fosse um membro da Klu Klux Klan, querendo sabotar a educação dos negros, eu não poderia encontrar melhores aliados do que os esquerdistas e funcionários do establishment educacional do governo Obama, especialmente o Secretário de Educação, Arne Duncan, que em março de 2010 anunciou que seu departamento iria “revigorar o cumprimento dos direitos civis".
Para Duncan, a questão dos direitos civis foi que estudantes negros de ensino fundamental e médio são punidos numa taxa maior do que os brancos. Sua prova de discriminação é que os negros são três vezes e meia mais propensos a serem suspensos ou expulsos do que seus pares brancos. Duncan e os seus partidários na administração Obama convenientemente ignoraram a "discriminação racial" na escola contra os brancos, que são mais que duas vezes mais propensos a serem suspensos do que asiáticos e insulares do Pacífico.
Heather Mac Donald relata tudo isso em "Indisciplinados", publicado no City Journal (verão de 2012). Ela escreve que, entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012, foram presos na escola 25 vezes mais estudantes negros de Chicago do que os estudantes brancos, principalmente por agressão. Em escolas de Chicago, os estudantes negros superam os brancos em quatro para um.
Mac Donald acrescenta: "Nacionalmente, o quadro não é melhor. A taxa de homicídios entre os homens com idades de 14 a 17 é quase 10 vezes maior para os negros do que para brancos e hispânicos somados. Esses dados não causam nenhum impacto sobre a administração Obama e seus defensores ao redor, que aparentemente acreditam que a falta de autocontrole e de socialização – que resultam nesta violência criminosa desproporcional – não se manifestam no comportamento em sala de aula também".
De acordo com o National Center for Education Statistics, em todo o país, durante 2007-2008, mais de 145 mil professores foram agredidos fisicamente. 6% das escolas de grandes cidades relataram desrespeito verbal aos professores e 18% relataram desrespeito não verbal aos professores. Um estudo anterior da NCES descobriu que 18% das escolas do país contabilizaram 75% dos incidentes de violência relatados, e 6,6% contabilizaram 50%. No que diz respeito a violência grave – homicídio e estupros – 1,9% das escolas relataram 50% dos casos. A preponderância da violência escolar ocorre em escolas de grandes cidades frequentadas por alunos negros.
Os educadores não veem esse comportamento em sala de aula como uma prioridade. De acordo com um recrutador, uma escola de Baltimore agora pergunta aos candidatos a professor "Como você reage ao ser maltratado? O que você faria se alguém te xingasse?". A resposta correta é: "nada". Essa visão pode explicar por que um veterano com 34 anos de escola teve que ser retirado das instalações em uma ambulância depois que um estudante quebrou o vidro de uma vitrine em sala de aula.
Mac Donald relata que uma professora da quinta série, em St. Paul, Minnesota, zomba da ideia de que os estudantes das minorias estão sendo injustamente alvo de disciplina, dizendo: "Qualquer pessoa em sã consciência sabe que esses alunos (punidos) são extremamente perturbadores".
Em resposta aos índices mais elevados de punições disciplinares para estudantes de minorias, a escola distrital de St. Paul gastou 350 mil dólares em sessões de treinamento em “proficiência cultural” para professores nas quais eles aprendem sobre “brancura”. Em uma dessas sessões, um professor asiático perguntou: "Como posso ajudar o estudante que dá respostas abruptas e interrompe a aula". O facilitador negro respondeu: "Isso é o que a cultura negra é". Se uma pessoa branca fez uma observação dessas, eu tenho certeza que ela seria considerado racista.
Alguns dos atuais líderes políticos negros são mais ou menos da minha idade, 76, como os deputados Maxine Waters, Charles Rangel, Conyers John, o ex-governador da Virgínia Douglas Wilder, Jesse Jackson e muitos outros. Pergunte a eles o que seus pais teriam feito se eles tivessem xingado, agredido um professor ou tido um comportamento perturbador que se tornou rotina em tantas escolas. Será que os pais teriam aceito o comportamento público grosseiramente desrespeitoso público que inclui linguagem chula e epítetos raciais? Seu silêncio e apoio ao status quo representam uma traição de proporções épicas para o sangue, suor e lágrimas dos nossos antepassados em sua luta para tornar disponíveis as oportunidades de educação de hoje.
Walter E. Williams é professor de Economia na Universidade George Mason.
Tradução: Daniel Antonio de Aquino Neto
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