Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Por que o preço do alimento aumentou?

  Alex Pipkin 


Leio hoje que o (des) governo Lula cogita alterar o processo de validade dos alimentos a fim de reduzir seus preços. Essa turma petista é tão incompetente que sequer tem a capacidade de pensar tecnicamente sobre como baratear os custos de bens e serviços.


A sugestão de mudança nos prazos de validade de alimentos não foi pensada pelos portadores da “moral e intelecto superior”, mas apresentada pela Associação Brasileira de Supermercado. Essa já é prática comum em outros países. Porém, por aqui, o Estado grande não perde a oportunidade de perder a oportunidade de deixar o setor privado operar sem o nefasto intervencionismo estatal e as correspondentes amarras do Leviatã.


Como faltam razão, conhecimento e experiências sadias para a trupe petista, que não cansa de “retorizar” e mentir sobre sua preocupação com os mais pobres! Está ruim, e as expectativas, em razão da incompetência e do desgoverno petista, são de que piore.


A inflação nos custos de alimentos também se deve à quebra de safras. No entanto, o problema tupiniquim é muito mais amplo e estrutural. É mister esclarecer que governos esquerdistas, “progressistas do atraso”, veem no Estado grande o indutor do crescimento. Para tanto, gastam perdulariamente, sem qualquer preocupação com o déficit fiscal, tomando dinheiro emprestado, que aumenta a taxa de juros, e/ou imprimindo dinheiro. O resultado pragmático disso é o aumento da dívida pública e o aumento da inflação. Aliás, mesmo com crescimento econômico, não será arrumado o problema fiscal, e o déficit público não será capaz de baixar, como demonstra a literatura econômica “de qualidade assegurada”.


Esse desgoverno petista tem usado e abusado do aumento da tributação a fim de financiar uma máquina pública gigantesca e ineficiente, além de programas sociais politiqueiros e contraproducentes. A sociedade brasileira não suporta mais dar uma de Sísifo, carregando sobre os ombros legiões de servidores estatais ineficientes, que não fornecem aos cidadãos a contrapartida em nível de bens públicos de qualidade.


Tenham em mente que um cidadão comum trabalha hoje mais de 5 meses para o seu sócio oportunista e incompetente Estado! Esse desgoverno petista, como aos costumes “progressistas”, sempre busca culpar os outros por sua inabilidade e incompetência. A culpa é dos yankees, do Banco Central e da alta taxa de juros, do autoritário Bolsonaro e/ou dos empresários.


Eles gritam aos quatro cantos que irão salvar o povo das garras dos empresários capitalistas exploradores. Taxarão os empresários bilionários e as empresas aproveitadoras. Não se iludam, a culpa da situação econômica decadente no país é justamente da visão de mundo petista.


Na verdade, toda taxação imposta a uma empresa faz parte do seu custo de produção. Esse custo é repassado para os preços de bens e serviços, fazendo com que os consumidores, em especial os mais pobres, tenham que pagar mais caro por tais produtos e serviços. Objetivamente, quem paga a conta é o consumidor!


O Brasil, comparativamente, é um país que afugenta investimentos no setor produtivo em função de altos impostos, mão de obra cara e menos educada e qualificada. A grande ironia é a de que o “pai dos pobres”, um mentiroso contumaz, persiste em arrotar asneiras e ludibriar os reles mortais brasileiros. Ele, e sua “deselite” política, são tais quais os sicilianos, que nunca querem melhorar, uma vez que se consideram superiores, e são cegados por soberba e orgulho. Nunca acordarão de seus devaneios.


É evidente que, com tanto intervencionismo estatal, tributação escorchante e farta incompetência, a incerteza dos mercados gera maiores riscos, aumento de preços e inflação. Aliás, a economia brasileira já está mostrando claros sinais de desaceleração. Já estamos dançando o sofredor tango de uma recessão técnica. Como muito bem documentado pela literatura econômica – eles não leram nem Marx! -, a receita para o crescimento e alívio dos mais pobres, é bastante clara: a liderança do setor privado na economia e um ambiente de negócios favorável, especialmente, por uma tributação justa, um governo limitado, com uma justiça “de verdade”, a fim de florescerem mentalidade e ação empreendedoras e dinâmicas.


Mas o Brasil insiste em procrastinar. Em razão disso, vivemos os últimos 40 anos convivendo com baixas taxas de crescimento! Tomara que os brasileiros não caiam mais no conto do vigário vermelho. Os preços não se reduzem pelas canetadas de cor vermelha e seus respectivos decretos. Verdadeiramente, o que faz os preços mais competitivos e baixos são os livres mercados concorrenciais, por meio da “mágica” dos processos de destruição criativa.


Não serão os “caridosos” petistas que farão os preços baixarem, e sim a maximização dos recursos e o aumento da produtividade e eficiência nos mercados.















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/por-que-o-preco-do-alimento-aumentou/

Da normalidade do comportamento universitário

  Instituto Liberal 


Recentemente, um programa de streaming mostrou o interior da máquina universitária pública – só se surpreendeu com a imundície, doutrinação, consumo orgiástico de drogas e ausência de comprometimento com a excelência quem andou por outros planetas nas últimas seis décadas. Creio que nada de novo foi exibido para a maior parte do público a que se destina (insidiosamente denominado de “direita” pela bandidagem esquerdista que controla a educação brasileira). Este artigo detém-se, portanto, num aspecto específico da série (já que se trata de dois programas): o do comportamento do jovem universitário brasileiro dentro da bolha da educação superior pública.


Os dois episódios da série não mostraram tudo o que realmente ocorre no ambiente universitário federal (ou estadual, ou ainda municipal quando cabe). Por falta de tempo, por temer impressionar os mais sensíveis, por exigências da direção, os dois programas tiveram por foco essencialmente a doutrinação ideológica e o clima inquisitorial para com os não-conformistas (i.e. profissionais do ensino superior federal com filiação religiosa ou simplesmente avessos à esquerda). Tanto que apenas três acadêmicos em atividade expuseram seus rostos e opiniões; já estão em final de carreira, logo, têm poucos danos laborais a esperar dessa nova exposição. Um deles teve, comprovadamente, danos neurológicos causados pela insalubridade do ambiente de trabalho bolchevizante.


E os alunos – cúmplices nesses processos e, em muitos casos, em plena ação criminal ao depredarem instalações, impedirem colegas de se manifestarem, cobrarem de modo violento benesses das reitorias, decanatos e afins e, crime dos crimes, invadindo a propriedade pública impunemente e sequestrando professores em sala de aula? Qual o seu papel? Já chegam com vocação criminosa à universidade pública ou são incitados paulatinamente lá dentro?


Como o ensino médio foi tomado pela esquerda já se vão muitas décadas, creio que chegam já vocacionados para a subversão e o crime. Mas não o executam na mesma escala no ensino médio – principalmente se vindos da rede particular (lá os professores podem ter o discurso facinoroso da esquerda, mas têm um horário a cumprir; têm de restringir as ofensas aos seus patrões e coordenadores também – é o mundo real, enfim, em que as normas civilizatórias ainda se impõem sem grande estranhamento).


Na bolha universitária pública, essas normas são transgredidas deliberadamente e, amiúde, travestidas de conhecimento científico.


Os slogans já surrados do infame maio de 68 ainda valem na bolha federal: é proibido proibir. Numa pichação recente fotografada por um amigo do autor deste artigo, lê-se: “Aqui é como deve ser”. Pichado em branco num declive de tijolos marrons, torna-se ainda mais vulgar – se “isso é o que deve ser”, a higiene e a ordem são o que se deve combater. Isso é ensinado abertamente em sala de aula e, com frequência, vemos professores envolvidos sexualmente, politicamente, toxicologicamente ou tudo isso ao mesmo tempo com seus alunos (ou “alunes”, como preferem, ferindo o bom-senso e a norma culta ao mesmo tempo). Aqui entramos noutra questão decorrente dessa: a universidade “pública, gratuita e de qualidade” deve ter por alvo os menos favorecidos, certo? Ao menos, esse é o discurso oficial, do estado bolchevique petista ou de seus prepostos, petistas, do PCdoB ou do PSOL, nas reitorias e demais instituições burocráticas universitárias.


Mas isso não é, nem jamais foi, o que se vê de fato. A infâmia das cotas não se sustenta pela “evidência empírica” (ah, horror desses neo-hegelianos que são os marxistas, apoiados em sua metafísica fuleira) de que o grosso dos alunos das universidades públicas vem da classe média. É isso o comportamento por eles aprendido em casa? Certamente que não. Seus pais, ainda que num esquerdismo em geral oportunista (beneficia seus empregos públicos), não toleram o comportamento vandalizante em casa. Não, na sala de estar desses jovens (melhor, da casa de seus pais, de onde sairão talvez na faixa dos quarenta anos de idade), não se pode pichar que “Aqui é como deve ser”. Nem passaria pela cabeça de qualquer desses adolescentes senis fazê-lo.


E quanto aos que vêm de camadas menos favorecidas socioeconomicamente?


Nesses, o espanto das famílias ao verem no que seus filhos se transformam depois de cinco ou seis ou dez anos de amestramento esquerdizante é ainda maior. Dois exemplos: um colega meu foi surpreendido ao chegar para trabalhar numa sexta-feira ao ver os degraus de seu departamento cobertos de… fezes humanas. Produto da happy hour das quintas, orgias toleradas pelas administrações universitárias. O faxineiro, evidentemente de nível socioeconômico mais baixo, interpelou meu colega – “E aí professor? Meus filhos não fazem isso não!”. Meu colega corou de vergonha. O faxineiro tinha razão.


Outro: o motorista de um ônibus fretado (com dinheiro público, é claro) para um “encontro nacional dos estudantes de socio-antro-biologia” comentou com um deles, dessa vez aluno: “Filho meu não entra nessa universidade, meu amigo. Tive muito trabalho criando eles para trazer aqui para essa orgia de uma semana inteira”. E, de fato, foi uma orgia de uma semana inteira, de nenhum interesse acadêmico, mas de acelerada e promíscua atividade sexual.


Podem-se concluir estas breves reflexões com uma pergunta – a conduta bárbara desses jovens que jamais irão crescer é fruto da idade? Não creio – afinal, o próprio termo “adolescência” foi banalizado nos tristes anos 60 do século passado para justificar a chamada “contracultura”, com sua imundície, vulgaridade, seus excessos e promiscuidade. Seria algo do meio, então? Não, pois, nos meios de classe média (para não falar naqueles acima dela), tais abusos são coibidos logo na infância; e, nos meios menos favorecidos, a universidade pública deixou de ser a esperança de um futuro melhor para se tornar uma desgraça a ser evitada por aqueles que desejam um futuro de decência a seus filhos.


Afinal, seres humanos minimamente civilizados não defecam nos degraus de escadas, mesmo quando seus professores lhes incitam a destruir foucaultianamente a civilização como a conhecemos. Que, ao fim e ao cabo, é a única capaz de dar respostas aos problemas que tornam a vida digna de ser vivida.


*Rafael Hitlodeu é colaborador do Instituto Liberal.




















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A FACE DA MÍDIA CORRUPTA DO BRASIL

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AS MANCHETES DA IMPRENSA CORRUPTA DO BRASIL ..



JUMENCIOS

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ENQUANTO ISSO EM BRASITOLÂNDIA...



SAQUEARAM O BRASIL

 GUTO_LOPES/INSTAGRAM


NÃO TEMOS SAÚDE, EDUCAÇÃO...



JORNALISMO DO BRASIL - BIZARRO OU PITORESCO?

 NARRATIVAS CURIOSAS/INSTAGRAM

JORNALISMO DO BRASIL - BIZARRO OU PITORESCO?



NIKOLAS FERREIRA AVALIA VITÓRIA DE HUGO MOTTA E DIZ QUE MIRA CANDIDATURA AO SENADO EM 2026

 NIKOLASFERREIRA/YOUTUBE


NIKOLAS FERREIRA AVALIA VITÓRIA DE HUGO MOTTA E DIZ QUE MIRA CANDIDATURA AO SENADO EM 2026


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A CASA VAI CAIR? Delegação da OEA vem ao Brasil e quer explicações

 semmimimi/PAVINATTO/YOUTUBE


A CASA VAI CAIR? Delegação da OEA vem ao Brasil e quer explicações


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A VERDADE que não TE CONTAM sobre o PÉ-DE-MEIA

 rubinhonunes/youtube


A VERDADE que não TE CONTAM sobre o PÉ-DE-MEIA

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O alcolumbre, o Motta, o STF e o plano B

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O alcolumbre, o Motta, o STF e o plano B

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sábado, 1 de fevereiro de 2025

Transformar o Brasil num país de “classe média”: mais uma mentira de Lula

 J.R. Guzzo - 


Em uma coisa, pelo menos, dá contar com Lula com 100% de certeza: todas as vezes, sem exceção, que sente a sombra de um problema passar por perto, sai dizendo mecanicamente que o responsável não é ele, de jeito nenhum. Mais: delata imediatamente alguém que esteja por perto e joga em cima dele a culpa por tudo que possa acontecer de desagradável em torno da questão. Seu dedo duro apontou direto para a presidente da Petrobras, desta vez. “Eu não tenho nada a ver com o aumento de preço do combustível”, afirmou há pouco. “Quem resolve isso é a Petrobras”.


Pronto: o problema não existe mais. É Lula, mais uma vez, oferecendo o seu X-tudo de mentiras. Na sua cabeça (ou na cabeça do seu novo serviço de propaganda) ninguém vai achar que ele tem alguma coisa a ver com o aumento dos preços. Vão achar que a culpa é dessa Magda que ele fez questão de colocar na presidência da Petrobras.


É assim, simplesmente, que funcionam os circuitos mentais do presidente. A realidade não entra ali dentro. Nem a coragem moral, é claro, de assumir a responsabilidade sobre qualquer coisa. A culpa é sempre do adversário – ou se for preciso, como nesse caso da Petrobras, do aliado mesmo.




O Brasil de “classe média”, pelo que se imagina, terá cotas reservadas a milionários para abrigar o próprio Lula, os irmãos Batista, os Odebrecht e todos os amigos dos amigos do pai de alguém




Lula, quando lhe interessa, diz o exato contrário do que acaba de dizer – é ele sim, e mais ninguém, que manda na Petrobras. Ele já falou que “não é possível” que a Petrobras, uma empresa mundial, opere com preços mundiais; proclamou à República que iria “abrasileirar” esses preços, para ficarem “mais baratos”. Já disse que a companhia não tem de dar lucro. Já disse que os acionistas privados são aproveitadores gananciosos; não é o que está nos estatutos da empresa, mas e daí? Não é possível isso. Não é possível aquilo. Quem manda sou eu. O mesmo aconteceu agora, com a fala de Lula sobre a classe media.


Resolvido o problema do aumento dos combustíveis (“a presidente da Petrobras não precisa vir me pedir licença para aumentar o preço”, disse ele), Lula apresentou o último plano de sua ronda no governo: transformar o Brasil num país de “classe média”. Mas como assim? A sua filósofa-chefe, a professora Chaui, disse (e nunca desdisse) o seguinte: “Eu odeio a classe média”. O próprio Lula, ainda há não muito tempo, excomungou a classe média por querer ter mais do que uma televisão, ou geladeira. De mais a mais, para onde vai todo o seu socialismo? O socialismo não admite a existência da classe média; só se aceita a classe proletária.


O Brasil de “classe média”, pelo que se imagina, terá cotas reservadas a milionários para abrigar o próprio Lula, os irmãos Batista, os Odebrecht e todos os amigos dos amigos do pai de alguém. Quanto à classe média, propriamente dita, é bom ninguém ficar muito animado com o futuro a ser trazido por Lula.


Depende muito, entre outras coisas, de quem vai mandar no IBGE. Pelas contas que estão fazendo por lá, com 665 reais por mês o sujeito não é mais pobre. Como também não se entra no clube de Lula e seus parceiros milionários com uma renda dessas, a única dedução possível é que quem bater nos 665 já estará na classe média. O duro, daqui a pouco, vai ser encontrar um pobre, um só que seja, no Brasil de Lula.




J.R. Guzzo - Gazeta do Povo




















PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2025/02/jr-guzzo-transformar-o-brasil-num-pais.html

O que eu penso sobre as deportações dos Estados Unidos

  Roberto Rachewsky 


Os EUA utilizam voos para deportação há décadas. As deportações em massa começaram a ganhar força nos anos 1990 com políticas mais rigorosas sob o governo de Bill Clinton e continuaram a ser expandidas em administrações posteriores, tendo atingido seu ápice na gestão de Barack Obama.


As deportações feitas por Biden e agora por Trump não são, portanto, nenhuma novidade. A diferença entre Trump e todos os outros foi o escarcéu que o atual presidente americano fez ao usar os imigrantes ilegais como bodes expiatórios dos problemas americanos com violência interna.


Alguns países que sempre acolheram deportados dos EUA desta vez se recusaram a fazê-lo sob diversos argumentos. Sabe-se, no entanto, que estavam querendo mostrar força perante Trump, sabidamente um bully que não gosta de ser contrariado.


Existe um caso que pode servir de exemplo para o que vou propor. Um cidadão brasileiro, Sinval de Oliveira, de 51 anos, viveu nos Estados Unidos por 35 anos antes de ser deportado. Durante esse período, ele esteve envolvido em atividades ilegais que resultaram em sua condenação por lavagem de dinheiro.


Em março de 2022, Sinval se declarou culpado de conspiração e lavagem de dinheiro, relacionados a fraudes que totalizaram US$ 5,1 milhões. Antes de sua prisão, ele participava dessas atividades fraudulentas, que culminaram em sua condenação e subsequente deportação.


Três perguntas cabem aqui:


Se Sinval, em vez de se tornar um criminoso, praticando estelionato, tivesse tido outra conduta e trabalhado sem recorrer à violência, uso de força ou fraude, ele teria sido pego e deportado? Não, ele não teria entrado no radar das autoridades. Seria pego se alguém o denunciasse. Ele, um imigrante ilegal, sem documentos, viveria como um americano.


Qual a responsabilidade do estado brasileiro sobre o Silval, um produtivo cidadão americano de fato, mas não documentado? Nenhuma.


Sinval abdicou da cidadania brasileira para viver no estrangeiro. Fez isso por vontade própria, de forma livre e voluntária. O governo americano não sabia que Sinval estava lá e não podia impedir que ele estivesse. Da mesma forma, o governo brasileiro não tem culpa do Sinval ter passado 35 dos seus 51 anos, ou seja, desde os 16 anos de idade, em solo americano.


Sinval é hoje problema dos EUA e deve ser tratado de acordo com a lei americana como se ele fosse um americano. O que serve para o Sinval deve servir para todo estrangeiro que entra ilegalmente nos EUA. Deve cumprir sua pena.


Por outro lado, se o governo da terra natal do imigrante ilegal quiser acolhê-lo espontaneamente, deve mandar um avião buscá-lo.



















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O que mais une o judiciário, a imprensa e o governo?

 Lucas Berlanza


“Desacreditar” significa desabonar, desmerecer, desvalorizar, negar efetividade; por outra, criticar. A possibilidade da crítica a qualquer instituição, proposta, agenda, ideologia ou ação é um fundamento da sociedade aberta e um dos primeiros valores a serem protegidos por quem se julga “ungido” para defender a democracia. Sem crítica, não há possibilidade de retificação ou melhora. Sem crítica, não se faz oposição. Sem oposição, o que resta é a ditadura.


Portanto, quando a jornalista Eliane Cantanhêde e o ministro da Fazenda Fernando Haddad dizem que

“desacreditar medidas públicas” ou “instrumentos públicos” é “crime”, eles estão criminalizando a própria democracia. De mãos dadas com o autoritarismo petista e cuspindo nos fundamentos da própria carreira que decidiu abraçar, Cantanhêde exemplifica muito bem o que predomina na pseudoatividade jornalística praticada por grandes veículos brasileiros: a descarada cumplicidade com o autoritarismo sem vergonha desse consórcio vagabundo de burocratas cleptomaníacos que hoje comandam o país e fazem dele uma chacota internacional.


A obsessão com as “Fake News” – aliás, uma das piores coisas que Donald Trump fez foi popularizar essa expressão insuportável, ainda que não tenha sido criada por ele – é uma desculpa para “explicar” todos os problemas do país. Não há nenhum outro assunto relevante além da “extrema direita” que usa a Internet para confundir o povo.


Esqueçam essa chatice inglesada de “Fake News”; o que mais claramente une a cúpula do Judiciário, a imprensa vendida e o governo que nunca deveria ter existido é o amor à boa e velha MENTIRA. Estão dispostos a qualquer artifício para amordaçar os que a desmascaram.









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Sob o 'cartel lula-stf', Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo  

 Levantamento é do economista Jason Vieira, do site MoneYou


O Brasil passou a ter a maior taxa real de juros do mundo nesta sexta-feira, 31. O levantamento é do economista Jason Vieira, do site MoneYou. 


Isso decorreu tanto da elevação da Selic em 1 ponto porcentual, na quarta-feira 29, pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, quanto da redução de 3 pontos nos juros argentinos, na quinta-feira 30. 


Até então, o país vizinho liderava o ranking dos juros mais elevados do planeta. A posição do Brasil no ranking se deve principalmente ao corte promovido pelo Banco Central da Argentina, que fez o juro real do país cair de 9,3% para 6,1 %. 


O juro real do Brasil — que era o segundo maior do mundo, atrás apenas do da Argentina — está em 9,1%. 


Brasil pode enfrentar novas elevações 


Além de aumentar a Selic em 1 ponto — que passou de 12,25% para 13,25% ao ano —, há uma sinalização por parte do Copom de que haverá uma nova elevação de 1 ponto na próxima reunião, marcada para março. Isso aumentaria os juros para 14,25%. 

O mercado, por sua vez, espera que a taxa suba até 15% no fim do ciclo, em maio deste ano, de acordo com o mais recente Boletim Focus. O início do ciclo de aperto monetário começou em setembro de 2024. 


De lá para cá, o Banco Central elevou a taxa quatro vezes, de 10,5% para 13,25% ao ano. Agora, a projeção dos economistas é que os juros terminem o ano em 15%. A inflação pode subir em 2025 A projeção para a inflação de 2025 também subiu. 


De acordo com o relatório Focus, a previsão é que suba de 5% para 5,5%. Esse número representa 1 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,5%. 


Além disso, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa lidar com mais um problema. Segundo dados do Tesouro Nacional, divulgados nesta quinta-feira, 30, o Executivo encerrou o ano de 2024 com um rombo de R$ 43 bilhões nas contas públicas. O montante representa 0,36% do Produto Interno Bruto (PIB).Se desconsiderar os gastos com a reconstrução do Rio Grande do Sul, o déficit seria de R$ 11 bilhões, ou 0,09% do PIB. As despesas públicas em 2024, por sua vez, apresentaram uma retração real de 0,7%, o que totaliza R$ 2,2 trilhões. 


Em contrapartida, a receita líquida foi de R$ 2,1 trilhões. 


O governo Lula enfrenta outro agravante. As empresas estatais acumularam um déficit primário sem precedentes de R$ 8 bilhões. Trata-se do pior resultado desde o início da série histórica, iniciada em 2001. Os Correios contribuíram significativamente para o resultado negativo.



Revista Oeste










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FICA VERMELHA, CARA SEM VERGONHA

 NARRATIVAS CURIOSAS/INSTAGRAM


AGORA INVENTARAM O LUCRO TRANS QUE NADA MAIS É QUE UM PEQUENO ROMBO QUE PENSA QUE É LUCRO




SHOW DE HORRORES

 GILBERTOSIMOESPIRES/PONTOCRITICO


INFELIZ 2025

Se o ano de 2024 ficou marcado por ensaios e realizações que indicavam que teríamos, inevitavelmente, um FUTURO NEGRO à frente, este primeiro mês do ano de 2025, que hoje encerra, atesta, com todas as letras e números, que 2025 será coroado como um ANO INFELIZ E TENEBROSO. 

APENAS DUAS TRÁGICAS ENCRENCAS

Observem, com os olhos bem abertos, apenas duas de tantas TRÁGICAS ENCRENCAS::


1- A Dívida Bruta do Governo Geral fechou 2024,segundo o relatório “Estatísticas Fiscais" em R$ 9 trilhões em valores nominais, representando 76,1% do PIB, com a certeira promessa de que, muito em breve, chegará -fácil fácil- muito em breve, na auspiciosa marca de 80% do PIB;


2- O mesmo RELATÓRIO -INFERNAL- dá conta, sem surpreender, que as ESTATAIS fecharam 2024 com o MAIOR DÉFICIT DA SÉRIE HISTÓRICA, iniciada em 2002. O saldo -NEGATIVO- foi de R$ 8,07 BILHÕES em valores nominais.

CEREJA DO BOLO

Ainda assim, a CEREJA DO BOLO da DESGRAÇA é -o BRUTAL E INDECENTE -DÉFICIT- DA PREVIDÊNCIA SOCIAL-, incluindo aí os aposentados da iniciativa privada (RGPS) e os aposentados e pensionistas do setor público - funcionários públicos e militares-, que fechou 2024 na ordem de R$ 428,2 BILHÕES DE REAIS, ou seja, 3,62% do PIB.  Um ROMBO e tanto, principalmente se levarmos em conta que muita gente festejou a ridícula REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Pode? 

ALÉM DO LIMITE

Só estas poucas barbaridades bastam para assegurar que o FUTURO Ë PRA LÁ DE NEGRO. Elas explicam muito bem as razões pelas quais levam o COPOM a aumentar drasticamente a TAXA DE JURO BÁSICA. Ou seja, o SHOW DOS HORRORES tem tudo para ir bem ALÉM DO LIMITE PROJETADO PARA 2025. 

SOM ENSURDECEDOR

Ah, só para lembrar: amanhã, 01 de fevereiro, os brasileiros vão acordar com o SOM ENSURDECEDOR DO AUMENTO DE ICMS SOBRE OS COMBUSTÍVEIS. Enquanto a UNIÃO nos presenteia com ROMBOS, os ESTADOS usam a sua estúpida força para esfolar os PAGADORES DE IMPOSTOS com mais este ESCANDALOSO AUMENTO DE ICMS.  Que tal?






















PUBLICADAEMhttps://www.pontocritico.com/artigo/show-de-horrores

- O golpe que nunca existiu

 Em conversas privadas sobre sua delação, Mauro Cid diz com todas as letras que nunca usou a expressão 'golpe de Estado' diante da Polícia Federal

Sílvio Navarro 


Desde o segundo semestre de 2023, alguém com acesso aos inquéritos secretos sobre o tumulto do dia 8 de janeiro abastece a imprensa tradicional com informações sobre uma bomba sempre prestes a explodir: a delação do tenentecoronel Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro. O militar já foi ouvido mais de dez vezes pela Polícia Federal. O conteúdo estrondoso até hoje não apareceu. Mas de uma coisa Cid disse ter certeza, conforme revelado nesta semana: “Eu não falei uma vez a palavra ‘golpe’”.


A declaração foi publicada na quarta-feira, 29, pela revista Veja. É a segunda vez que a revista divulga trechos de conversas de Mauro Cid com um interlocutor não identificado, reclamando de coação da Polícia Federal. Na primeira vez, em setembro do ano passado, ele teve de voltar para a cadeia e revisar seu acordo de delação premiada. “Eles estão com a narrativa pronta”. disse na época. “Eles não queriam saber a verdade, eles queriam só que eu confirmasse a narrativa deles.”

Agora, na segunda reportagem, o militar diz: “Esse troço está entalado, cara. Você viu que o cara ‘botou’ a palavra ‘golpe’? Eu não falei uma vez a palavra ‘golpe’”. Ainda não se sabe se ele será punido novamente pelo ministro Alexandre de Moraes ou se prestará novo depoimento pelo vazamento da delação, guardada a sete chaves, por tanto tempo, pelo STF. 


Um fato, contudo, chama a atenção no que disse ou não disse Mauro Cid — e em que condições psicológicas estava — nas idas e vindas da prisão. Se o teor das acusações é grave o bastante para provar a trama golpista e o envolvimento de Bolsonaro, por que o relatório com quase 900 páginas da Polícia Federal não mostra isso? Detalhe: quem assinou intimações para que ele prestasse mais depoimentos foi o delegado Fábio Alvarez Shor, o mesmo que conduz inquéritos contra Bolsonaro, conduziu a chamada Vaza Jato — as conversas atribuídas aos procuradores da operação e ao ex-juiz Sergio Moro — e persegue o deputado gaúcho Marcel van Hattem. 


O chefe da corporação, delegado Andrei Rodrigues, falou sobre o tema na segunda-feira, 27, ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele disse que a Polícia Federal tem provas de que a democracia esteve em risco na tarde de 8 de janeiro. “O relatório é contundente. Traz vários elementos de prova, e não são convicções dos investigadores, são provas que nós temos nos autos”, disse. “Há toda a sorte de informações, de dados, que nos levaram à conclusão da responsabilidade daquelas pessoas no âmbito policial.” 


Uma das perguntas possíveis, que não foi feita pelos jornalistas da imprensa tradicional, seria: em quais páginas estão detalhadas essas provas do que cada um fez? O documento já é público, mas ninguém encontra essas provas nos parágrafos. Seriam conversas amalucadas trocadas pelo WhatsApp? Emojis? A lei brasileira diz que o crime se configura a partir da sua execução. Por exemplo: se alguém resolve comprar uma arma e decide matar o seu vizinho, mas não coloca o plano em andamento, isso não é crime. A única investigação possível é se a posse da arma está legalizada. No caso de militares, há punições administrativas ou judiciais cabíveis, por causa da farda — portanto, por meio da Justiça Militar, jamais do STF.


O que o delegado da PF, o Supremo e a velha mídia já sabem, mas se recusam a aceitar, é que a sociedade ainda espera por respostas para questões primárias: onde estavam os tanques e canhões? De onde partiria a quartelada? Qual seria o destino do Congresso? Seria fechado? Tudo o que se tem até agora é um roteiro que os diretores de Hollywood ou da Netflix não comprariam: um golpe que falhou porque o agente não encontrou um táxi, um Fiat Palio antigo que seria usado no sequestro de autoridades, o envenenamento do presidente Lula e do vice, Geraldo Alckmin, o enforcamento em praça pública de Alexandre de Moraes. É algo parecido com conversa de botequim. Alguém acredita que o mundo assistiria passivamente a cenas de enforcamento a céu aberto no Ocidente? Mais: esse filme seria executado pelos “kids pretos”, uma tropa secreta de elite do Exército, cuja competência descrita pela Polícia Federal, se comprovada, faria inveja ao Mossad — serviço de inteligência israelense que combate o terrorismo. 


O delegado Andrei Rodrigues falou sobre Jair Bolsonaro nesta semana. Repetiu o que está escrito no relatório da Polícia Federal, onde consta o adjetivo “inequívoco” sobre a figura do ex-presidente por trás do golpe que nunca aconteceu. O documento diz que ele “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa, que objetivava concretizar o golpe de Estado e a abolição do Estado Democrático de Direito”. 

Nesse caso, outra pergunta básica é: quais são os elementos materiais recolhidos sobre esse planejamento, e como pode ter ocorrido algum “ato executório” se nenhum golpe foi consumado? Diz o texto da PF: “As evidências colhidas, tais como os registros de entrada e saída de visitantes do Palácio do Alvorada, conteúdo de diálogos entre interlocutores de seu núcleo próximo, análise de ERBs [Estações Rádio Base], datas e locais de reuniões, indicam que Jair Bolsonaro tinha pleno conhecimento do planejamento operacional (Punhal Verde e Amarelo), bem como das ações clandestinas praticadas sob o codinome Copa 2022”. 


Não para por aí. Se não é crível que um golpe de Estado possa ocorrer sem pólvora e sem líder, fica ainda mais difícil sem dinheiro para financiar a operação. Num primeiro momento, a PF disse que encontrou indícios de que o levante custaria R$ 100 mil, em cédulas escondidas numa sacola de vinho. É uma cifra pequena para dominar um território com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, mais de 200 milhões de habitantes, tantos Estados, 5,5 mil municípios e fronteiras que funcionam como porteiras abertas — o exemplo mais recente é o de Roraima com a Venezuela.


O delegado Andrei Rodrigues admitiu que, depois de dois anos, não achou o financiador. “Muitas vezes, na expectativa de algumas pessoas, haveria um ou dois, ou um grupo de megafinanciadores, com vários milhões de reais para essa atuação orquestrada para o golpe de Estado”, disse. Ele continuou, em tom melancólico: “A investigação provou que não, nós não conseguimos identificar que isso tenha acontecido”. 


Não é preciso ser perito criminal para constatar que, quando um documento de quase 900 páginas não consegue demonstrar nada concretamente, alguém falhou no serviço — ou, simplesmente, não havia nada. 


Segundo o chefe da Polícia Federal disse na entrevista, um aditivo ao relatório será apresentado na próxima semana. O calendário coincide com o início de uma nova composição no comando do Congresso Nacional, a mesma que deve seguir até o final do mandato de Lula da Silva e cruzar as eleições de 2026. Trata-se de uma composição que se comprometeu a não “bater chapa” — leia-se “eleição sem adversários” — para avançar com a pauta da anistia aos presos na baderna do 8 de janeiro. 


O acordo foi feito entre as bancadas de oposição, sobretudo do PL, com aval de Jair Bolsonaro, e o futuro presidente da Casa, o jovem paraibano Hugo Motta, de 35 anos. 


Caso esse novo trecho do relatório da PF não revele tudo o que o anterior não contemplou, o Congresso deve encampar a anistia ainda neste ano. Uma coisa, contudo, já é certa: o tenente Mauro Cid disse com todas as letras que nunca falou sobre golpe de Estado com os investigadores. 


Então quem falou?


Sílvio Navarro - Revista Oeste




















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'Se tudo é nazismo, nada é nazismo',

 por Sílvio Navarro A esquerda banaliza crimes contra a humanidade para atacar seus oponentes: Elon Musk, Donald Trump, Jair Bolsonaro, os liberais e conservadores


Nesta semana, durante a série de eventos que marcaram a volta de Donald Trump à Casa Branca, o empresário Elon Musk, que fará parte do governo americano, fez um discurso que levantou a plateia. Símbolo de novos ventos no continente, Musk estendeu o braço direito com a palma da mão aberta e disse, como se arremessasse o seu coração para o público: “Meu coração está com vocês. É graças a vocês que o futuro da civilização está assegurado”. Foi ovacionado. 

Imediatamente, como ocorre com qualquer pessoa não alinhada à esquerda que ouse erguer o braço ou tomar um copo de leite puro, o movimento corporal foi tratado como saudação nazista — no caso dele, o Sieg Heil. A comparação não demorou a correr nas redações da imprensa tradicional no Brasil, especialmente do Grupo Globo, onde Musk já foi chamado de “bilionário mimado” pelos apresentadores, depois de ter desafiado o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Numa das reações que viralizaram nas redes sociais, uma comentarista da GloboNews (veja o vídeo abaixo) afirmou que o gesto “ultrapassa a barreira do discurso de ódio” e funciona como “apito de cachorro” para extremistas. “Não é a primeira sinalização que Musk faz a mensagens ou subtextos neonazistas”, disse, em consonância com demais debatedores do canal. O assunto foi tratado em diferentes programas de TV a cabo. 

Deltan Dallagnol - A Globonews agora difunde teorias da conspiração ao vivo. É a naturalização do absurdo na TV. Musk agradece a plateia e, num gesto de empatia com o público, compartilha/joga o coração. Para Daniela Lima, é uma "mensagem codificada" de quem "naturaliza" o nazismo e a morte de… Mostrar mais

Em outras demonstrações do viés ideológico em que as redações da empresa mergulharam, o jornal O Globo e o telejornal Jornal Nacional, o principal da emissora na TV aberta, produziram reportagens sobre o episódio sem citar a frase dita por Musk. O jornal diz textualmente:

“Ele agradece novamente, bate no peito e ergue rapidamente a mão direita, com o braço estendido para a frente e a palma da mão voltada para baixo, sinal similar ao prestado a Adolf Hitler na Alemanha Nazista”. 

A publicação, contudo, não menciona o agradecimento feito por Musk no microfone. A TV não só omitiu a frase “My heart goes out to you” (“Meu coração está com vocês”), como usou imagens de arquivo de Adolf Hitler para ilustrar a notícia. O vídeo do telejornal de William Bonner está disponível na internet neste link. O caso é tratado a partir do minuto 2’15”. 

Outros veículos de mídia, inclusive no exterior, também criticaram o dono da rede X — o francês Le Monde e o britânico The Guardian se queixaram de “toxicidade do diálogo”. O diário francês afirmou em editorial na segunda-feira, 20: “A utilidade da nossa presença pesa menos do que os inúmeros efeitos colaterais sofridos”. 

Elon Musk respondeu aos ataques com duas frases, no próprio X: “Francamente, eles precisam de truques sujos melhores. O ataque de ‘todo mundo é Hitler’ é tão batido”. 

Elon Musk - Frankly, they need better dirty tricks. The “everyone is Hitler” attack is sooo tired The Rabbit Hole @TheRabbitHole The salute hoax is just another part of the “dirty tricks campaign”

Banalização do crime 

Vários fatores explicam a fúria da mídia mundial de esquerda, dos democratas americanos e do consórcio de poder no Brasil com a figura de Elon Musk. Ele incomoda os críticos pelo estilo excêntrico, pela defesa incondicional da liberdade, as cifras que movimenta e o sucesso estrondoso dos seus negócios. Depois do alinhamento a Donald Trump, ainda na corrida eleitoral, tornou-se o vilão número 1 da cartilha woke — ou de progressistas e demais sinônimos, de militantes das bandeiras LGBT, de quem vê racismo em toda parte, e da língua do “todes”

Um fato, porém, parece estar fora do lugar: quem não gosta de Musk tem todo o direito de não gostar — inclusive, é permitido fazer isso na rede social que ele comprou, o X. Mas chamá-lo de nazista, assim como tem ocorrido com outros líderes da direita — no Brasil, com o expresidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores —, é crime contra a honra. Pior: é a banalização de um dos capítulos mais tristes e sombrios da história. 

Historiadores afirmam que nunca será possível chegar ao número preciso do genocídio nazista. O dado mais citado é de 6 milhões de judeus, sendo 4 milhões que passaram pelos campos de concentração e 2 milhões fuzilados. Trata-se de uma barbárie que mudou o mundo e deixou marcas em gerações até hoje. Mas, como disse Musk, é um truque sujo e manjado. 

“Eu considero que as palavras ‘nazista’, ‘fascista’ não possuem o caráter de ofensa pessoal ao ponto de caracterizar calúnia, injúria e difamação. É uma corrente política estruturada na sociedade, no planeta, basta examinar as eleições da Alemanha em curso em que há um partido que é formado basicamente por herdeiros dessa corrente política.” (Flávio Dino, durante julgamento no Supremo Tribunal Federal) 

No Brasil, quem inaugurou essa tática foi o PT e suas franjas mais radicais, como o Psol. Na eleição de 2022, uma deputada do Psol de São Paulo, chamada Mônica Seixas, por exemplo, disse que a ligação do “bolsonarismo” com o fascismo estava na “aversão ao moderno, no machismo e no racismo”. Disse: “O ultranacionalismo é racista na medida em que cria uma identidade nacional” e que era preciso “desintoxicar” a população. “O fascismo, em seu estado mais bruto, é contra a arte, o pensamento crítico, o progresso. Por isso, odeia professores e artistas. É contra as minorias.”. 

O próprio ministro do Supremo, Flávio Dino, político durante décadas pelo PCdoB, disse — já com a toga — que chamar alguém de “nazista” ou “fascista” faz parte do debate. Ocorreu durante um julgamento no qual o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) foi chamado de “nazista”. À época, a relatora, Cármen Lúcia, não gostou. “Quando se fala que o fulano é nazista, com a carga histórica do que representou, na Segunda Guerra Mundial, naquela fase toda, isso vem com uma carga que traz também uma série de comportamentos atribuíveis”, disse. 

O presidente Lula da Silva já fez isso várias vezes antes e depois de voltar a Brasília. O petista costuma emendar o termo “nazista” ou “neonazista” para desqualificar Jair Bolsonaro. Lula também disse, no ano passado, que a vitória de Trump seria “nazismo com outra cara”. Normalmente, a referência ao nazismo surge num balaio da esquerda onde cabe de tudo — “extrema direita”, “fascista”, “bolsonarista”, “terrorista” e “antidemocráticos”.

O retorno de Trump ao poder mexeu com as pedras no tabuleiro do Oriente Médio. Depois de 15 meses, um frágil acordo de cessar-fogo teve início entre Israel e os terroristas que cercam suas fronteiras de lado a lado. Os primeiros reféns israelenses do ataque sangrento de 7 de outubro de 2023 foram libertados. 

Se a esquerda — e a diplomacia pró-Hamas do PT — estão do lado dos terroristas, onde o discurso sobre o neonazismo da direita se encaixa? Foi o efeito Trump que mudou o jogo do outro lado do Ocidente em defesa do Estado constituído de Israel. Na contramão, Lula foi chamado de persona non grata porque não consegue condenar com todas as letras a monstruosidade praticada pelo Hamas — sequestro de bebês, tortura, estupros e uma carnificina sem precedentes em décadas. Os movimentos de esquerda, aliás, fazem passeatas a céu aberto com a frase “libertem a Palestina, do rio ao mar”, que, na prática, significa o extermínio do povo judeu. 

Seria desejável que Lula da Silva, o PT e seus simpatizantes na imprensa, pelo menos, respeitassem a memória — e a história. Mas é aí que mora o perigo para a esquerda: a memória do que eles fizeram ao longo da história não é nada boa.


Sílvio Navarro - Revista Oeste




















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Idiotas no Poder: A Reflexão de Shakespeare Sobre a Sociedade

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Shakespeare nos alerta: “Idiotas governam porque os cegos escolhem não ver.” 



NÃO TEM COMO O BRASIL DAR CERTO

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NÃO TEM COMO O BRASIL DAR CERTO NOS PRÓXIMOS 40 ANOS



FUI CONVOCADO pelo STF para ir ao SUPREMO

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FUI CONVOCADO pelo STF para ir ao SUPREMO


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

A imprensa ficou cega

  A omissão de uma série de informações nas reportagens sobre a deportação de brasileiros dos EUA para o Brasil é a mais recente prova de que a imprensa brasileira só enxerga o que quer J.R. Guzzo - 


De todos os desvios psicológicos que o comportamento de Lula e dos seus sócios do STF foram socando nos últimos anos no equipamento mental das classes culturais brasileiras, poucos são tão cansativos quanto a recusa intransigente de utilizar o pensamento racional, tal como ele é conhecido desde a Grécia Antiga, sempre que falam alguma coisa sobre a trindade Estados Unidos-Donald Trump-Elon Musk. “Cai o sistema”, sempre — em qualquer que seja a circunstância e qualquer que seja o assunto. Gente que você achou normal a vida toda é amputada de um momento para outro, nessas ocasiões, de sua capacidade de reagir a estímulos lógicos e volta a ser um homem de Neandertal.


 Provavelmente ninguém tem sido tão afetado nesse bioma como os jornalistas — ou, mais precisamente, quem exerce a ocupação descrita hoje em dia como “jornalismo”. (Aí você encontra “comunicadores”, gente da “mídia” e até influencers, imaginem só.) Diga, diante de quase todos eles, as palavras “Trump” ou “Musk”. É como encostar num peixe-elétrico: vem na hora um choque de sabe lá Deus quantos volts, excomungando um ou o outro, ou os dois ao mesmo tempo, por todas as calamidades que o ser humano está vivendo hoje, já viveu ou ainda vai viver. São fascistas, nazistas, neofascistas ou neonazistas, Godzillas fora de controle, criminosos de guerra. Na melhor das hipóteses, são dois loucos em estágio terminal.

O último exemplo dessa psicose foi a reação da maioria da imprensa diante da deportação, dos Estados Unidos para o Brasil, de uma centena de brasileiros, nem isso, que estavam lá como imigrantes ilegais. Foi como se os americanos tivessem afundado um navio da Marinha brasileira ou derrubado um caça da FAB — caso encontrassem um ou outro para afundar ou derrubar. “O Trump” foi acusado imediatamente de insultar a dignidade do Brasil e dos brasileiros. Poderia, até mesmo, ter agredido a “soberania nacional”. Foi uma violação flagrante dos “direitos humanos” etc. Motivo desse escândalo internacional: os deportados brasileiros estavam usando algemas no voo que os trouxe dos Estados Unidos. 


Nada disso, e muito menos o tom de Maria Madalena desesperada com que a mídia brasileira se expôs ao público, tem a menor conexão com a realidade dos fatos e, pior, com a capacidade de olhar para alguma coisa e pensar dois minutos seguidos sobre ela. Se não fosse pelas informações de alguns jornalistas que continuam sendo jornalistas, a começar pelos do Poder360, o público não teria ficado sabendo que mais de 3,5 mil brasileiros foram deportados com algemas durante o Lula 3, em 32 voos diferentes, pelo governo Joe Biden — e a imprensa não publicou uma sílaba a respeito. Esse mesmo Biden, nos seus quatro anos de governo, expulsou um total de 7,5 mil brasileiros, sem qualquer protesto do Brasil e dos jornalistas. 

Não há nada, seja no governo Lula, seja no noticiário publicado pela mídia “profissional”, que tenha algum contato com a verdade. O voo acusado de ofender a dignidade brasileira não tem nada a ver com o governo Trump — as deportações foram ordenadas pela administração anterior, e estavam à espera de execução. O uso de algemas no transporte de presos é obrigatório pelas leis americanas; os guardas não têm a opção de não algemar. Como três ou quatro policiais podem entrar num voo com 88 presos, se eles não estiverem algemados? Nem Lula nem os jornalistas mencionaram que os brasileiros não foram deportados por terem ido à Disney, e sim porque eram imigrantes ilegais. O público não foi informado de que imigração ilegal é um crime federal nos Estados Unidos.


A mídia afirmou a seus leitores, ouvintes e espectadores, como um fato ocorrido e indiscutível, que os brasileiros sofreram “maus tratos” durante o voo que os trouxe dos Estados Unidos para Manaus. Ninguém apresentava nenhum sinal físico de violência, nem contou aos jornalistas como, exatamente, teria sido agredido pelos agentes americanos — ou por quê. Não houve nenhuma tentativa de “checagem” em relação a nada do que os deportados disseram. Só depois que a casa caiu, com o progressivo aparecimento dos fatos, a imprensa informou que havia criminosos entre os brasileiros expulsos — inclusive por homicídio. Enfim, e talvez pior do que tudo, criou-se deliberadamente um cenário falso em torno do caso.

Apresentou-se ao público, como se fosse um ato de “altivez” do governo Lula, além de uma lição exemplar de soberania por parte da “política externa do Itamaraty”, o que foi mais uma exibição de nanismo diplomático cômico, barato e incurável do Brasil. A imprensa falou, em tom excitado, que o Brasil não iria “permitir” isso ou aquilo, que não iria “aceitar”, que “exigia” etc. etc. etc. Ninguém para e pensa um pouco no que está dizendo em voz alta? Em primeiro lugar, o Itamaraty não tem desde 2003 política externa nenhuma — tem apenas a repetição mecânica do que está dito no caderno de instruções das células políticas que militam ali. 


É a miragem do “mundo multipolar”, do “eixo Sul-Sul” e outras cretinices de centro acadêmico. Questão de opinião? Digamos que seja. Mas aí tem o resto. O Brasil não tem bala para permitir ou proibir ninguém de fazer nada, nem exigir coisa nenhuma — não consegue encarar nem a Bolívia, que já tomou refinarias da Petrobras na cara de Lula. 


No caso dos deportados, vão fazer o quê? O general Tomás Paiva vai desembarcar nos Estados Unidos com os ‘kids pretos’ (em algum lugar eles têm de estar, esses ‘kids pretos’) e impedir os americanos de levantarem voo com os algemados brasileiros? Por que não? 


O gabinete do ministro Alexandre de Moraes já sugeriu mandar “jagunços” para os Estados Unidos, com a missão de sequestrar asilados políticos. Não dando certo, o general poderia propor que os americanos mantivessem os brasileiros presos nos Estados Unidos, para não terem de voar algemados. 


Ou então transformar a FAB, hoje empresa de táxi aéreo, em serviço de repatriamento permanente de imigrantes ilegais do Brasil. 


É daí para baixo, pela excelente razão de que Lula, o ministro Lewandowski e a imprensa não podem fazer absolutamente nada a respeito do que o governo americano decide nesse tipo de assunto. 


O Brasil pode, por exemplo, decretar um bloqueio comercial contra os Estados Unidos? Vamos suspender as nossas exportações de chips vitais para a indústria americana? Que tal tirar os Estados Unidos do SWIFT — ou dar 72 horas para os satélites de Elon Musk pararem de sobrevoar o espaço sideral brasileiro? A Colômbia, por exemplo, tentou encarar Trump de potência para potência, e proibiu que aviões americanos entrassem no espaço aéreo nacional com colombianos algemados a bordo. A valentia durou duas horas.

Trump socou 25% de imposto em todas as exportações colombianas para os Estados Unidos. Daqui a uma semana a pancada ia subir para 50%. Gato gordo colombiano não podia mais viajar para os Estados Unidos, a começar pelo presidente Petro. “Chega”, gemeu a Colômbia. Depois de ser intensamente elogiado pela mídia, o presidente anulou tudo o que tinha acabado de decretar e fugiu como um rato. Pode pôr algema, sim, Mr. Trump — quanta algema o senhor quiser. A casa é sua, desculpe alguma coisa. É esse o herói latino-americano dos jornalistas brasileiros. Não consegue ser mais nem o “Rato Que Ruge” do filme. Igual ao companheiro Lula, ele é agora o “Rato Que Não Ruge” — ou, se ruge, “desruge” duas horas depois. 


Que Lula seja esse tipo de farrapo é coisa mais do que “precificada”, como se diz na Faria Lima. Lula é mesmo capaz de qualquer coisa — como aparecer disfarçado de “camponês” com um chapéu Panamá e óculos Ray-Ban Top Gun num vídeo do seu novo serviço de propaganda. (Será que Janja era tão ruim assim? Comparando com esse que veio para o seu lugar, não se viu até agora muita vantagem.)


Mas e a mídia? Por que tem de fazer esse papel que está fazendo? Para alguns, tudo bem — ganham um monte de dinheiro do governo e do seu sistema para criar um mundo que não existe. Mas esses são uma minoria. A maior parte está nisso por devoção à sua sociedade de ideias mortas e, mais que tudo, porque foi contaminada por uma doença nova e incurável: a SAOB, ou Síndrome Autoadquirida do Ódio a Bolsonaro e ao “bolsonarismo”. Leva à cegueira. 


É complicado, porque mesmo quando o sujeito recebe uma vacina contra o agente patológico original, a doença pula para outros genes, e continua gerando os mesmos efeitos — inclusive nos assintomáticos. No caso de Bolsonaro, por exemplo, a milícia eleitoral do STF veio com uma vacina arrasa-quarteirão: declarou Bolsonaro “inelegível” até 2030. Mas estamos lidando aí com um vírus mutante, ou coisa parecida. O ódio a Bolsonaro, depois de uma incubação como ódio à “extrema direita”, reencarnou como ódio a Donald Trump e Elon Musk. Quer dizer: mesmo que o ex-presidente suba ao céu numa carruagem de fogo como o profeta Elias, e nunca mais seja visto sobre a face da Terra, a SAOB continua plenamente ativa por aqui. A população mais vulnerável à infecção são os homens e mulheres brancos da classe média para cima, de formação universitária, ou quase, e exercendo atividade intelectual. Entre esses, o grupo de risco mais notável é o dos jornalistas.

O efeito mais visível da síndrome é o desligamento progressivo, ou às vezes imediato, dos circuitos cerebrais que permitem ao indivíduo a capacidade de engatar um pensamento com outro e, por via de consequência, de dizer coisa com coisa. No caso dos deportados ocorreu, obviamente, esse tilt geral entre os jornalistas. A partir daí é cegueira puxando cegueira, e cego do veículo A puxando cego do veículo B. O ódio a Bolsonaro leva automaticamente à paixão tórrida por Lula, e essas duas cegueiras combinadas levam à cegueira quanto a Trump e quanto a Musk. O pacote completo, no fim das contas, acaba transformando o sujeito num idiota — como se viu no escândalo das algemas e todas as vezes que as palavras “Trump” e “Musk” aparecem num órgão de imprensa. 


A mídia garantiu que a eleição de Trump iria transformar a Faixa de Gaza num inferno jamais visto pelo ser humano; seria o “holocausto” final do “povo palestino”, dos reféns e de Israel, tudo junto e tudo misturado. A primeira coisa que aconteceu na área depois da posse de Trump foi um acordo de cessar-fogo e o início da libertação dos reféns — que nenhum pacifista  “civilizado” tinha conseguido até então. Diante desse fato, que não pode ser anulado, o que faz a imprensa? Diz que Trump pode ter tido um “sucesso fácil” aí, mas não vai acontecer de novo. Como os jornalistas fazem diante de Javier Milei na Argentina, o importante a noticiar não é que esteja dando certo — é que uma hora tem de dar errado.


Com Elon Musk a escuridão é mais escura ainda. A aversão basal que os jornalistas foram desenvolvendo em relação a ele cresceu de uma forma tão descontrolada que praticamente ninguém reconhece mais, numa redação, a mera identidade de Musk. Ele deixou de ser o que era — um empreendedor que pode entrar na história, com suas concepções revolucionárias, e até agora extremamente bemsucedidas, sobre foguetes espaciais, automóveis, inteligência artificial, comunicações de última geração e outras conquistas que o levaram do zero a uma fortuna pessoal de US$ 350 bilhões. Esse homem, e tudo o que ele fez, não existe para a imprensa. Só existe um débil mental obcecado com a ideia de mandar “no planeta” — um bilionário mimado que vai implantar o neonazismo global, destruir a natureza e matar os pobres.

Por que os jornalistas dizem esse tipo de coisa? Por que Musk é descrito com um “bilionário”, e Joesley Batista ou outros amigos de Lula, para os mesmos jornalistas, são “empresários”? Por que ele é “mimado” — se trabalhou como um burro de carga durante a vida inteira, dormia dentro da fábrica para estrar lá o mais cedo possível e vive unicamente de seus méritos? Até comprar o antigo Twitter três anos atrás, e acabar imediatamente com a censura esquerdista que existia ali, Musk era uma outra pessoa — a mídia até gostava dele, porque o seu Tesla “economiza carbono” etc. Desde então, é uma pósgraduação ambulante em “Como se Transformar num Monstro Para os Jornalistas”. 


Musk é acusado, até, por ter 12 filhos — você pode ter lido na mídia que esse comportamento suspeito, muito provavelmente, se deve ao fato de que ele é um “supremacista branco sul-africano” que quer povoar o mundo com mais arianos do que negros. 


Fazer o quê? 


Como dito acima, tudo isso extravasou do campo da política para o campo da saúde mental. O resultado é que você acha estranhíssimo, ou algo bem pior, uma pessoa racional ficar indignada com o fato de que 88 imigrantes ilegais tiveram de fazer algumas horas de voo com algemas. Ao mesmo tempo, ela acha uma maravilha democrática deixar um autista ou um cacique índio presos com tornozeleira eletrônica 24 horas por dia por terem participado de um “golpe armado” em que as únicas armas encontradas pela polícia foram um par de estilingues e um maço de bolinhas de gude. A mídia brasileira tem certeza de que não há problema nenhum com nenhuma das duas coisas



J.R. Guzzo - Revista Oeste


























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A incoerência da esquerda

Juliano Oliveira 


A esquerda é, por natureza, incoerente. Seus discursos são sempre contraditórios.


Quem não se lembra dessa turba nos períodos de pandemia? Falavam em nome da ciência quando, a um só tempo, demonstravam total desprezo (como ainda o fazem) pelos pilares de ciências como a economia e a biologia. Se, por um lado, acreditam que a taxa de juros não é um preço e pode ser manipulada para fins eleitoreiros, por outro, acreditam que uma criança não pode ter seu sexo definido pela biologia (ele seria fruto de uma decisão pessoal e de uma construção forjada pela militância politicamente correta).


A mais recente demonstração de incoerência, que ganhou destaque nos últimos dias com a proximidade da posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tem relação com a reação da esquerda à possível sobretaxação aos produtos brasileiros como forma de impedir o famigerado Lawfare praticado pelo STF e Lula.


Em artigo publicado pelo jornal Gazeta do Povo, no último dia 16/01, lê-se que o governo Trump cogita a aplicação de penalidades comerciais a países que fazem uso de seu aparato jurídico para instrumentalizar perseguição a opositores políticos de direita, e esse seria o caso do Brasil.


Parece que o futuro presidente da maior democracia do mundo não viu com bons olhos o fato de que o ministro supremo se recusou a devolver o passaporte do ex-presidente Bolsonaro. Para Trump, há uma clara perseguição política a Bolsonaro, que, como ele mesmo, seria vítima de um processo persecutório, fruto de um ativismo judicial que tomou conta do Brasil nos últimos anos.


“A pior maneira de o governo Lula iniciar sua relação com a administração Trump é instrumentalizar o governo contra um adversário político”, diz o artigo ao citar as palavras de alguém muito próximo ao presidente eleito que teriam sido ditas ao famoso Wall Street Journal – WSJ.


Não demorou para que pululassem nas redes sociais condenações verbais a Trump e aos bolsonaristas que, supostamente, estariam em flagrante contradição ao apoiarem essa medida de Trump.


Não entro no mérito das consequências econômicas da medida para fazer minha análise. Como apreciador da boa ciência econômica, sempre serei frontalmente contrário a qualquer medida protecionista. Mas essa não parece ser uma iniciativa de cunho protecionista, ressalte-se. Parece ser uma medida que visa a frear os ímpetos tirânicos da elite governante que inclui políticos e juízes ora encastelados no poder (muito embora juízes de Suprema Corte não devessem fazer parte de uma elite governante. Mas estamos no Brasil, e, no Brasil, juízes, que deveriam falar nos autos, adoram dar entrevistas e antecipar decisões à grande mídia; juízes, que deveriam se limitar à Carta Magna, tornaram-se popstars ao promover um processo salvífico de resgate à democracia. Todo esse disparate, que não é objeto deste texto, já é bem conhecido de quem tem um mínimo de coerência intelectual).


Voltemos à questão da sobretaxação. Esquerdistas, histéricos, passaram, de repente, a defender um comércio livre entre Brasil e EUA. Acusam o bolsonarismo de boicotar o Brasil porque “seu político de estimação não foi eleito e está inelegível” (como amam essa palavra).


Como disse, não apoio qualquer medida protecionista, uma vez que medidas protecionistas são, sempre, contraproducentes. Não obstante, não posso deixar de ressaltar que, ao mesmo tempo em que dizem que o bolsonarismo deseja boicotar o próprio país, essa turma “preocupada” com o bem-estar da nação não faz uma mínima nota à crescente desvalorização do real frente ao dólar, fruto da irresponsabilidade fiscal de Lula e Haddad, que gera consequências prolongadas e um desarranjo irreparável nos negócios privados. Não há uma única nota ao fato de que temos, hoje, sob o governo Lula, gastos crescentes, num ritmo muito superior às receitas, que desembocam na necessidade de elevar nossas taxas de juros. A elevação das taxas de juros, aliás, tem sido atacada recorrentemente por Lula, Gleisi e cia. (durante a gestão Campos Neto, Lula e seu séquito misturaram causa e consequência para, propositalmente, atacar o Banco Central e sua independência; não à toa, o mercado reagiu mal à indicação de um economista, com alguma proximidade com o Executivo, para a presidência do Banco Central, fato que contribuiu para esfriar ainda mais os ânimos do mercado). Some-se a isso o fato de que, quando as receitas arrefecem, o governo muda as metas fiscais, o que torna o Brasil um lugar muito perigoso para quaisquer investidores.


Não poderia deixar de citar, ainda, o fato de que o processo de recivilização do país, ao qual se referiu o atual presidente do STF, o ministro Barroso, também tem considerável parcela de culpa na anarquia jurídica que faz patinarem os negócios. Canetadas, censuras, prisões e penas desproporcionais, alívio aos apaniguados, viagens nababescas sob patrocínio de empresas com causas na Corte Suprema, nada disso passa pela avaliação da turma canhota, mas seu peso para a desestabilização do país é inquestionável. Não venham, portanto, dizer que Trump é a maior ameaça ao Brasil. Não é Trump, não é Bolsonaro e não são os bolsonaristas. Nossa ameaça tem nome. Está no poder há anos e não mostra uma única sombra de inclinação a uma política econômica e fiscal de responsabilidade. O desastre brasileiro chama-se Partido dos Trabalhadores, muito bem representado por Lula e seus asseclas.













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O PT e o vício do escapismo

Lucas Berlanza 


Fernando Haddad disse à CNN que é muito difícil construir um Estado e fazê-lo eficiente e capaz de atender à população – o que, a seu juízo, é o que o PT vem realizando. 


Para ele, o bolsonarismo e a “extrema direita”, ao espalharem “Fake News” (maldito anglicismo que só causa confusão!) com o vídeo do deputado Nikolas Ferreira (o que ele disse de falso, ninguém aponta), demonstraram ser “inimigos do país”, não apenas adversários políticos.


Inimigos do país, apátridas, “forças ocultas” – é novamente o maldito vício do escapismo de que falava Roberto Campos a serviço desse autoritarismo primitivo que não se cansa de passar vergonha. 


Chamo a atenção para o que bem me lembrou o professor Marcos Araujo: o PT combateu a Constituição, combateu o Plano Real, combateu sem dó nem piedade cada medida pública e cada transformação institucional e legal positiva que foi feita por um governo federal que não o dele. 


Se fazer oposição fosse crime, todo petista deveria ser sentenciado à prisão perpétua.









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