Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 2 de abril de 2017

“Assim é se lhe parece”

e outras sete notas de Carlos Brickmann Publicado na coluna de Carlos Brickmann
O Tribunal Superior Eleitoral inicia depois de amanhã o julgamento da chapa Dilma-Temer, acusada de abuso do poder econômico nas eleições de 2014. Se houver condenação, a chapa é cassada; os candidatos perdem o cargo que tenham obtido. Dilma já se foi; Temer perde o mandato.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio cassou o registro da chapa Pezão – Francisco Dornelles. E, portanto, decidiu afastá-los dos cargos que ocupam, governador e vice-governador do Rio.
Pezão e Dornelles foram cassados, mas continuam exercendo o mandato até que o Tribunal Superior Eleitoral julgue seu recurso. Não dá tempo: até o recurso ser julgado, o mandato de ambos estará findo. Algo semelhante deve ocorrer com Michel Temer: o relator do processo, ministro Hermann Benjamin, pode apresentar relatório desfavorável ao presidente. Mas, ao que se sabe, ministros favoráveis a Temer estão dispostos a pedir vistas do processo, paralisando tudo. Na prática, não há prazo para devolver os autos, e enquanto isso o julgamento não anda. Mas imaginemos que o processo se mova e Temer seja derrotado. Vai continuar no cargo enquanto todos os recursos não forem julgados. E, em 31 de dezembro de 2018, à meia-noite, seu mandato presidencial se encerra. Depois disso, uma eventual condenação não passará de curiosidade histórica. Como dizia o ex-ministro Roberto Campos, o Brasil não corre o menor risco de dar certo.

Numerologia 1
Da internauta Simone Queiroz, assídua leitora desta coluna:
“13 é o número do PT/ 13 anos no poder
13,5 milhões de desempregados
Está comprovado: 13 é um número azarado.”

Numerologia 2
O juiz Sérgio Moro trabalha na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

Inflação em queda
A inflação (em parte por maus motivos, como a recessão que obriga os fornecedores a reduzir, ou no máximo manter, seus preços; em parte por bons, já que as medidas antiinflacionárias estão funcionando) mostra tendência de queda – a tal ponto que o ministro Henrique Meirelles pensa em reduzir a meta oficial, em 2018, para 4,25%; e para 4% em 2019. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, já propôs que, a longo prazo, o país busque inflação máxima de 3% ao ano. Hoje a meta é de 4,5%, e o Governo Dilma a ultrapassou todos os anos.

Comércio respirando
A assessoria econômica da Federação do Comércio de São Paulo registra boa recuperação do varejo paulistano em janeiro. É o terceiro aumento seguido nas vendas, que subiram 5,9%, puxadas por concessionárias de veículos, que tiveram alta de 2,8%. Segundo a Federação, o crescimento de vendas de veículos indica a melhora das expectativas dos consumidores paulistanos, já que envolve gastos elevados por um extenso período. Mas os números do desemprego continuam altos.

Ainda falta!
As leves melhoras na economia não foram suficientes para dar uma injeção de popularidade no presidente da República. Uma pesquisa do Ibope, encomendada pela CNI, Confederação Nacional da Indústria, mostra péssimos índices para Michel Temer. Dos entrevistados, 55% consideram seu Governo ruim ou péssimo, contra 10% que o consideram ótimo ou bom. A esperança de Temer está numa recuperação econômica que seja percebida pelos eleitores e os convença de que o desemprego será reduzido.

Falta muito!
De acordo com pesquisa de outro instituto, o Ipsos, sobre a avaliação dos políticos brasileiros, o ex-presidente Lula está na frente: 38%. Mas tem dois grandes obstáculos no caminho para disputar a Presidência: o primeiro é que tem 59% de rejeição. A popularidade não é suficiente para elegê-lo no primeiro turno, e a rejeição é alta demais para permitir-lhe a vitória no segundo. O outro motivo é que o juiz Sérgio Moro e o ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa são mais populares do que ele, e enfrentam menor rejeição. Moro tem 63% de popularidade; Barbosa, 51%.


Fato novo
Há também um novo possível candidato que pode criar problemas para Lula: o prefeito paulistano João Dória Jr., do PSDB, cuja administração vem sendo muito bem avaliada. Dória diz que não pretende deixar a Prefeitura no meio do mandato e que seu candidato a presidente é o governador Geraldo Alckmin. Mas como se comportará se as pesquisas, no ano que vem, o indicarem como o mais forte candidato entre os tucanos, com possibilidades reais de se eleger presidente? Alckmin, lembremos, já perdeu de Lula, com menos votos no segundo turno do que no primeiro.



















extraídadecolunadeaugustonunesopiniaoveja

Um desserviço à Justiça

IstoE
No momento em que a República enfrenta o seu maior desafio em décadas, dois daqueles que deveriam personificar a voz da razão trocaram acusações pouco ortodoxas publicamente, numa briga que está muito perto do que se vê nos recreios de escolas do País – antes da quinta série, note-se. Os dois envolvidos no embate não são apenas homens feitos, mas duas das figuras mais importantes da nação, pois são diretamente responsáveis por decidir o destino dos envolvidos na Operação Lava Jato e as demandas mais importantes da Justiça brasileira. São eles: Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Entre a terça-feira 21 e a quarta-feira 22, trocaram ofensas publicamente, de um modo como há muito não se via em Brasília. Falando sobre o vazamento de informações confidenciais da investigação, Mendes acusou o procurador de criminoso, por vazar informações da delação da Odebrecht: “A divulgação (da lista de Janot) é uma forma de chantagem implícita ou explícita. Quem não tiver essa noção de que não estão em jogo os personagens que hoje ocupam as funções, mas as instituições, é um irresponsável, e não é digno de ocupar o cargo que porventura está a ocupar.” Em resposta, no dia seguinte, Janot classificou a declaração do magistrado como “disenteria verbal”: “Esse fato em particular é uma mentira. Alguns tentam nivelar todos à sua decrepitude moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhe são próprias.”
Instabilidade
No mesmo dia, após uma série de polêmicas que se seguiram à sua nomeação, pelas suas relações próximas com políticos envolvidos na Lava Jato, pelo fato de ser filiado ao PSDB, o novo membro do STF Alexandre de Moraes adotou a fórmula contrária a dos dois boquirrotos colegas. Depois de ter sua nomeação aprovada pela maioria do Senado em fevereiro, na cerimônia da posse, o maior evento público desde a sabatina, Moraes decidiu entrar pela porta da frente da Suprema Corte. Ou seja, sem polemizar. Não discursou, fazendo apenas um juramento protocolar, onde defendeu o combate à criminalidade e a atuação contra a corrupção. Na saída, não respondeu a questionamentos sobre a presença de alvos da Lava Jato na solenidade, incluindo governadores, ministros e parlamentares, despolitizando o evento.
Quando o ativismo político se sobrepõe à lei, quem perde é o povo. O processo de indicação do novo ministro do STF, Alexandre de Moraes, já havia sido alvo de discussões partidárias. Agora, o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protagonizam um bizarro espetáculo de críticas mútuas em público, sem base nos autos
Enquanto isso, Mendes e Janot evitavam se olhar no plenário da corte. Além da instabilidade que causam nas instituições, o comportamento lamentável normaliza o discurso do “vale tudo” que tomou conta da política brasileira, com partidários de ambos os lados se digladiando com todas as armas. Nem é preciso dizer que a reconstrução de um país depende da união. Mais do que isso. O conflito representa um risco real para a Operação Lava Jato, já que Mendes fez questão de frisar que propõe “o descarte do material vazado”, classificado por ele como “uma espécie de contaminação de provas colhidas licitamente e divulgadas ilicitamente.” Como sempre, disputas entre mandatários prejudicarão aqueles que não têm envolvimento direto, mas que possuem mais a perder: o povo. Para o bem do Brasil, que esse tipo de atitude não se repita.

















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O desabafo de um empresário...

Alberto Saraiva presidente do grupo Habib's
"Quer me chamar de coxinha, paneleiro, elite branca, bebedor de Black Label (parabéns pra esse último! Sensacional!)...
Ok. Acho até divertido...
Mas faz um favor para o seu país antes!
Emprega alguém!
Na CLT!
Paga tudo direitinho!
Pega toda a sua grana e coloca na sua ideia...
No seu negócio.
Pega um financiamento, com a maior taxa de juros do mundo, e arrisca seu pescoço na sua iniciativa...
Aluga um escritório ou uma loja!
Compra um estoque!
Corre o risco de verdade!
Se o governo tirar o incentivo para o consumo, não desanima...
Pega outro empréstimo, com a maior taxa que o mundo moderno já viu!
Paga os juros do primeiro empréstimo com outro empréstimo!
E vai com fé na sua ideia!
Paga o décimo terceiro e as férias do teu funcionário!
Sem vender merda nenhuma em Dezembro... Janeiro... Fevereiro...
Nem no mais lindo Carnaval do mundo, quando todo mundo para de trabalhar...
Ou na Copa das Copas que te deu 12 dias úteis num mês corrente...
Paga mais para os teus fornecedores, já que os seus custos também aumentaram devido à energia, gasolina e dólar...
Mas, diminui o seu preço, pra tentar ser competitivo numa economia recessiva...
Então, tenta fazer com que uma estrutura enxuta seja perene. Acaba com sua eficiência!
Vai ser difícil, já que o seu cliente está quebrado e não pode te pagar mais...
E corre o risco de quebrar de vez, perdendo todo capital que você investiu...
Fez tudo isso?
Então beleza!!!
Me chama do que quiser... Você é um herói e não me interessa qual partido apoia!
Tem o meu respeito!!!
Não fez nada disso?
É político de carreira?
Está encostado em alguma bolsa?
Mama na teta do governo?
É vagabundo?
... E pensa que pode falar sobre patrão e empregado, classes sociais, oportunidades e exploração da cadeia produtiva...
Desculpa, mas... Cala a boca!" E vá pra puta que o pariu...
.... Só entende esse texto quem está no ramo do comércio, é empresário, é autônomo!!!!

Alberto Saraiva presidente do grupo Habib's
























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PARA MORRER DE RIR

Dra Lúcia num programa de rádio:
__________
Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Júlia. É verdade que a gente pode engravidar em um banheiro público?

Drª.Lúcia:
 - Sim! Acho melhor você parar de trepar lá!
Próxima!
__________
Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Vera e queria saber porque os homens vão embora logo depois de transar com a gente no primeiro encontro?

Drª.Lúcia:
 - Porque o encontro acabou. Caso contrário, seria casamento!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Luana e eu tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?

Drª.Lúcia:
 - Manda ele pra cá que eu testo pra você!! Próxima!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Rose e eu queria saber porque os homens se masturbam mesmo quando são casados?

Drª.Lúcia:
 - Minha amiga...jogo é jogo...treino é treino!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Bruna! Eu queria saber se posso tomar anticoncepcional com diarréia...

Drª.Lúcia:
 - Olha...eu tomo com água, mas a opção é sua! Próxima!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Jefferson e eu gostaria de saber como faço pra minha esposa gritar enlouquecida na cama!

Drª.Lúcia:
 - Limpe o pinto na cortina! Próximo!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra Lúcia! Aqui é o Fred! Me tire uma dúvida... O que são aquelas saliências ao redor dos mamilos das mulheres, como se fossem verruguinhas?

Drª.Lúcia:
 - É Braile e significa "chupe aqui"... Próxima!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber como enlouquecer meu namorado, só nas preliminares.

Drª.Lúcia:
 - Diga no ouvidinho dele..."minha menstruação está atrasada"! Próxima!
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Ouvinte:
 - Bom dia Dra. Lúcia! Sou feia e pobre. O que devo fazer para alguém gostar de mim?

Drª.Lúcia:
 - Ficar rica! Próxima!
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 - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Jaque! É o seguinte... O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?

Drª.Lúcia:
 - Não deixe ele dirigir! Próxima!
__________
Mande para todos que merecem rir tbm...

Só para alegrar o dia d vcs....kkkk










*** A MOÇA DA FOTO NÃO É A DRA LUCIA.





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Liberdade para quê? Liberdade para quem?

GENERAL PAULO CHAGAS
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e  hipócritas?
Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à  luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros  fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e
quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos,  violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos  “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas,  crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças  assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras  invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor,  onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos,  patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado,  indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis  para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que  encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela  polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência  pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e  a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras  destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas  de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a  controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da  desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a  indignação nos traga de volta a vergonha, a autoestima e a própria  dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?
 

Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do  Brasil.






















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sábado, 1 de abril de 2017

ONDE ESTÃO OS ORGÃOS DE DEFESA DO CONUMIDOR

VÍDEO QUE RECEBI VIA WHATSAPP MOSTRANDO QUE VOCÊ PAGA POR UM E LEVA OUTRO

CASSAÇÃO, ELEIÇÃO INDIRETA E SOMBRAS

por Antônio Augusto Mayer dos Santos.
Como se sabe, a chapa presidencial eleita em 2014 é alvo de severos questionamentos e pode ser cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Há uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral e uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo, ambas intentadas pelo Partido da Social Democracia Brasileira em desfavor de Dilma Rousseff e Michel Temer.
Na prática, ambas são demandas civis eleitorais. Não investigam condutas penais. Para a primeira ação, estão previstas duas penalidades: perda de mandato e inelegibilidade. Para a segunda, somente a perda do mandato, conforme jurisprudência consagrada pelo mesmo TSE.
A princípio, o fato de Dilma ter sido afastada e Temer se tornado presidente não impede os julgamentos. No entanto, algum ministro pode questionar se é possível julgar uma chapa que não existe mais em função do impeachment.
Outra questão relevante diz respeito à individualização das responsabilidades quanto ao financiamento de campanha. O TSE sempre entendeu que a chapa é una e indivisível. Pode, porém, rever o tema e avaliar as condutas individualmente, além de mensurar os percentuais carreados por cada um no total arrecadado. Também pode uma das ações ser julgada e absolver e a outra condenar. Podem ambas condenar ou absolver Dilma e Temer ou apenas um deles. Afinal, as mesmas são independentes.
Para o caso de cassação, de duas uma: ou o tribunal determinará o afastamento de Michel Temer e a posse do presidente da Câmara dos Deputados para que convoque uma eleição suplementar ou então manterá o presidente até que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie sobre eventuais recursos.
No entanto, se houver novo pleito presidencial, este será indireto e não apenas realizado como organizado (!) pelo Congresso Nacional. Sim. Você leu certo: por boa parte dos parlamentares que está sendo investigado criminalmente pela Lava Jato.
Há, contudo, um perigoso detalhe adicional neste pântano: o país não dispõe de uma lei atualizada que discipline a eleição indireta conforme os ditames da Constituição Federal. O que há é uma lei antiga e obsoleta. Inconstitucional. Por quê? É simples: porque o parlamento jamais debateu e muito menos votou os projetos que atualizam a matéria. Isso quer dizer que não se sabe, por exemplo, quem pode ou não pode ser candidato.
Apenas congressistas?Ex-presidentes da República? Qualquer pessoa?
Você acertou, prezado leitor: esta negligência legislativa viabiliza o risco de casuísmos. Muitos deles. Um, por exemplo? Não haverá avaliação dos registros de candidatura pelo TSE. Outro? Não se sabe quem avaliará a documentação dos candidatos, se a Mesa do Congresso ou apenas a do Senado?
Não há regra atualizada.
A que existe está à margem (e bota margem nisso) da Carta Magna.
Portanto, não há segurança jurídica.
Apenas sombras.
Alea jacta est.
Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e escritor.






























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1917 – DA ILUSÃO LIBERTÁRIA AO TERROR SANGUINÁRIO

 por Luiz Carlos Da Cunha.
A Rússia se esfacelava na guerra contra a Alemanha. O caos imperava nas cidades. A fome e o desespero campeavam promovendo revoltas em cada esquina de Moscou a São Petsburgo. O Czar abdica. A Duma- parlamento russo - escolhe para primeiro ministro do Governo Provisório, o jovem advogado Alexander Kerensky, de trinta e seis anos. Ele decide como prioridade, realizar a eleição direta e democrática para instituir um governo de base legal. Foi a inédita expectativa democrática da história russa.
Venceram os sociais democratas com 46% dos votos; os bolchevistas obtiveram 20%. Mas não se conformaram. Imbuídos da teoria da “luta de classes”, miram o poder a qualquer preço. Arregimentam camponeses famintos, evadidos da terra, desertores do front, marinheiros escorraçados pela férrea disciplina da marinha imperial, e tantos aventureiros em busca de proveito imediato. Kerenski tencionava inaugurar uma legalidade democrática. Se tivesse êxito, o mundo teria sido bem melhor. O golpe bolchevique que Lênin havia preparado venceu.
A notícia de um governo de operários e camponeses assombrou o mundo, incendiando o imaginário do idealismo juvenil, e alarmando a sociedade e nações assentes no princípio da propriedade privada e da estabilidade jurídica consolidada em 250 anos. O golpe ousado, que se apelidou Revolução de Outubro, perdurou por setenta anos, oprimindo seu povo e propagando pelo mundo ódio, paixão e muita mortandade. Durou até que os fundamentos econômicos e a ditadura, sobre a qual se fundara a URSS, foram mostrando as fissuras progressivas da sociedade estatizada. Esboroando-se até o colapso em julho de 1991.
Dos escombros se escancarava a crueza dos crimes, a falácia da história oficial, a face da elite corrupta e brutal, a perseguição à inteligência independente, o anti- semitismo, os processos secretos, o império do terror. Era o mundo da mentira. O Nobel de literatura Boris Pasternak foi obrigado a renunciar ao prêmio; o físico Sakharov, condenado ao isolamento. Cientistas humilhados pelo “comissário político” se refugiaram no ocidente. O estado policial e criminoso da URSS submergiu. Mas o sonho democrático de Kerensky permanece ainda distante, cem anos depois.

• Escritor








































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"Venezuela de Maduro assume ser uma ditadura",

 editorial de O Globo
A intervenção do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) na Assembleia Nacional da Venezuela, fechando-a, não permite outra conclusão: o país se transformou numa ditadura plena. Tampouco pode-se ter a ingenuidade de supor que, sem pressão, o regime bolivariano inaugurado por Hugo Chávez convergirá para a democracia. Desde o fim de 2015, quando a oposição obteve pelo voto o controle do Congresso, Nicolás Maduro, sucessor de Chávez, vem governando por decreto, ao passo que as leis aprovadas no Legislativo têm sido bloqueadas pelo Supremo, que mantém uma postura de gratidão servil ao Executivo, violando a Constituição.

Na última quarta-feira, o golpe se consumou, depois que a Justiça considerou a Assembleia em desacato por diplomar três deputados cassados, e interveio. Na sentença, o TSJ afirma que a responsabilidade de legislar e aprovar leis caberá agora à Corte ou a um “outro órgão a ser definido”.

Deputados da oposição entraram em choque com a polícia em frente ao TSJ, acusando Maduro de aplicar um golpe de Estado. “Isto é uma ditadura, e a Venezuela precisa da ajuda do mundo”, disse o presidente da Assembleia, Julio Borges, para quem os juízes “sequestraram a Constituição e a liberdade do povo venezuelano”.

Desde os tempos de Chávez, a Venezuela transita para o autoritarismo, sobretudo após o equivocado boicote às eleições pela oposição. A situação, porém, piorou a partir da crise econômica global, que provocou a queda dos preços do petróleo — item que representa 96% das receitas do país com exportações —, além dos erros de uma política econômica a serviço da causa bolivariana.

Isso resulta em grave crise de desabastecimento de itens de primeira necessidade, provoca racionamento de energia e água, e faz explodir a criminalidade. A economia do país recuou 11,3% ano passado e, segundo o FMI, a hiperinflação alcançará 1.660% este ano. O quadro é de uma crise humanitária sem precedentes, que vem gerando um êxodo de refugiados para os países vizinhos.

Acuado e impopular, Maduro anula sistematicamente garantias e liberdades civis. Além da intervenção do Judiciário no Legislativo, o governo mantém presos políticos, entre eles importantes líderes da oposição. Também adiou as eleições estaduais, ignorou o referendo revogatório do presidente e rejeitou a reivindicação de antecipação das eleições presidenciais.

As tentativas de diálogo, mediadas pelo Vaticano e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), também fracassaram, depois que o governo descumpriu os itens acertados nos acordos, como a realização de eleições e a libertação de presos políticos.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, convocou uma reunião extraordinária para discutir a aplicação da Carta Democrática do organismo, excluindo a Venezuela por violação de direitos humanos. Esta é a chance de os países do continente, inclusive o Brasil, pressionarem por mudanças concretas na Venezuela.
















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NÃO É VERDADE...

por Genaro Faria.
 Que o Brasil algum dia tenha pretendido ser republicano. Nossos republicanos de ontem foram os monarquistas de anteontem, indignados com a família imperial que lhes confiscou o patrimônio dos escravos sem indenizar seu vultoso prejuízo. A verdade é que nossa monarquia cometeu um suicídio político. Então os supostos progressistas vestiram as vestes da modernidade que os deixariam sem pé nem cabeça, despidos de toda virtude, caso um ideologia já desmoralizada na Europa - o positivismo de Auguste Comte - não lhes socorresse com sua utopia.
    Não, não é verdade que os professores militares da escola positivista e seus alunos tenham sido os protagonistas do golpe republicano. Eles foram, apenas, instrumentos de uma de uma elite que logo os reduziria à insignificância histórica da república que imaginaram fundar para cristalizar sua vã ideologia: "O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim" - Ordem e Progresso. Eis o lema que até hoje drapeja em nosso estandarte, não porque seriam as cores da casas de Bragança e de Habsburgo - de D. Pedro I e da imperatriz Maria Leopoldina - mas de nossas as matas e do ouro. Vale dizer, não de um simbolismo que nos remete aos nossos fundamentos pátrios, senão que ao capital natural que nos apega ao solo rico de nosso país.
    Então não é verdade que não sejamos patriotas. A verdade é que furtaram nossa pátria nos compêndios de história, na simbologia que nos identificaria, e na consciência de que somos herdeiros de nossos avós e responsáveis pelo legado de nossos descendentes. Somos órfãos de nossa pátria e por isso vivemos em seu exílio.
    Não é verdade, portanto, que somos indolentes e apáticos diante do assalto que os legatários daquelas elites, num incestuoso contubérnio entre o Capital e o Estado, coordenado, financiado e invisivelmente instalado pela revolução cultural graças ao "politicamente correto". A verdade é que estamos perdidos.

    Perdidos por quê? Perdidos porque nossa Constituição não é uma Lei Fundamental. É um discurso demagógico vulgar e prostituído de alta rotatividade. Uma carta sem princípios que qualquer ativista, mesmo que revestido de uma excelentíssima toga judicial, rasga como se fosse o papel que se usa num sanitário. Estamos perdidos porque o descrédito de nossos representantes em nada abala os nossos representantes.
Então seria verdade que seríamos alienados quando, na verdade, somos um povo desmoralizado?
Estamos, sim, desacreditados de nós mesmos. Já nos rebaixamos demais para não sermos taxados de politicamente incorretos. Perdemos um tempo e um terreno enormes na vã ilusão de que nossos opostos, adversários ideologicamente políticos, não se confundem com os bandidos que interpretam qualquer disposição ao diálogo como uma fraqueza. Não argumento que eles não usem para escarnecer de nossa boa fé. Em seu universo mental, a trama política preenche e satisfaz todo espaço no qual o poder é seu deus supremo. E que eles podem nos manipular, pela política, indefinidamente.
Mas não é verdade... Quem viver verá.
A verdade é que até a árvore mais frondosa já existia, inteira, dentro de uma sementinha silenciosa.



























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"Terceirização fora de foco",

por José Paulo Kupfer O Globo
 A ânsia reformista que toma conta do Congresso Nacional, sob a batuta do presidente Michel Temer, corre o risco de produzir dificuldades competitivas em lugar de promover os pretendidos avanços. Parece ser o caso dos textos que tratam da terceirização das atividades nas empresas — um aprovado, nesta quarta-feira, de surpresa, na Câmara, e outro, anunciado, também de surpresa, nesta quinta-feira, com promessa de tramitação acelerada no Senado.
Não é difícil imaginar dificuldades para fazer valer a efetiva aplicação da norma que vier a ser sancionada por Temer, sem a integração com as outras reformas do mundo do trabalho já em discussão. Importa menos que o texto da Câmara defina uma liberação quase geral da terceirização e que o do Senado preveja mais restrições a esta mesma terceirização. Nem conta muito também o fato de que um deles, o da Câmara, é basicamente um projeto velho de quase duas décadas ou que o outro seja mais recente, com data de 2015. O problema é que ambos, separados da reforma trabalhista, que prevê a prevalência do negociado sobre o legislado — o que, por sua vez, deveria requerer uma reforma sindical —, correm o risco de se transformar em monstrengos jurídicos de baixa eficácia.
Num mundo em que os processos de produção se encontram em permanente e acelerada mutação, já seria uma complicação, mesmo com tudo sendo feito como deveria, encontrar um ponto de equilíbrio entre os interesses das partes envolvidas — empresários, trabalhadores e sindicatos —, no cotidiano das relações de trabalho. Quando se adicionam conveniências políticas de outras ordens, oriundos do Congresso, a complicação natural corre o risco de se transformar em pandemônio.
É tão fácil listar os objetivos desejados de uma regulamentação (ou desregulamentação) das relações de trabalho quanto é difícil pôr na letra da lei as regras que permitirão alcançá-los. O que se pretende, com qualquer texto legal na área trabalhista, é estimular a competitividade econômica, garantir segurança jurídica a quem oferece vagas de trabalho e preservar direitos de quem trabalha. Não se sabe ainda o que, no fim das contas, sairá da salada trabalhista que o Congresso ameaça produzir.
Com o desenvolvimento da tecnologia da informação e outras inovações no processo produtivo, caso da logística dos contêineres, as cadeias de produção têm passado por uma verdadeira revolução e até mesmo o emprego, como conhecido tradicionalmente, está passando por alterações substantivas. Uma das características dos novos tempos é exatamente a impossibilidade de distinguir atividades-fim de atividades-meio. Mas nem mesmo a sanção integral do projeto da Câmara, que promove uma liberação geral da terceirização, será capaz de eliminar a insegurança jurídica nas contratações terceirizadas.
Isso se deve ao fato de que o foco da questão está mal direcionado. A questão da terceirização, em última análise, não diz respeito ao mundo dos processos de produção, mas ao mundo das relações de trabalho. Assim, não importa se o trabalhador é ou não terceirizado. O que importa é o padrão de contratação da mão de obra. Em outras palavras, como o trabalhador se insere nas regras trabalhistas vigentes. É do tipo de inserção existente que decorrerá ou não a precarização do trabalho que, entre nós, costuma quase sempre estar associada à terceirização.
Escusado dizer que, introduzida a mudança na legislação, seus impactos não se restringirão às relações entre patrões e empregados, subcontratados ou não. Os sindicatos de trabalhadores, estruturados em grande parte por atividades, cairiam no vazio. Também sem uma adequação da estrutura sindical, com a definição atualizada de representação por empresa ou mesmo local de trabalho, faltaria espaço civilizado e equânime para a prevalência do negociado sobre o legislado, como quer a reforma trabalhista.




























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"Brasília em transe"

 Nelson Motta: O Globo
 Além de tentar salvar a pele da Lava-Jato e uma anistia ao caixa 2, nossos representantes no Congresso dizem que estão tentando fazer uma reforma política, mas querem mesmo é encontrar um jeito de fazer as suas campanhas eleitorais em 2018 às custas do contribuinte. No ano passado, as primeiras eleições sem doações de empresas tiveram centenas de milhares de doações irregulares, ilegais ou fraudulentas flagradas pelos tribunais eleitorais. Mas nada aconteceu para eleitos e doadores.
Agora, eles querem um financiamento público bilionário, distribuído em proporção ao tamanho das bancadas. Para dar mais a quem já tem mais? Não seria mais justo, digamos, metade do fundo eleitoral ser dividido igualmente entre os partidos que sobreviverem à cláusula de desempenho, e metade proporcionalmente às bancadas?
Quanto ao sistema de voto em lista partidária, pode ser uma boa ideia. Desde que:
Os candidatos sejam escolhidos por voto direto pelos filiados ao partido (que estiverem em dia com suas mensalidades... rsrs). E a lista eleitoral obedeça à ordem dos mais votados e ponto final.
Que não existam candidatos “natos”, como os que já têm mandato, ou “preferenciais”, como os dirigentes partidários. Ou “honorários”, como medalhões do partido. Mulheres terão cota na lista? E negros? E LGBT? Sem democracia interna, a lista se torna só um instrumento da elite partidária para exercer sua vontade.
Os caciques aceitarão a lista dos candidatos eleitos pelos filiados? Mesmo se obrigados a fazer prévias, encontrarão formas de fraudá-las? Vão filiar gente para comprar-lhes os votos?
Ou seja, o voto em lista é uma boa ideia, mas para os políticos, não para os eleitores.
Falando em reforma eleitoral, a quem interessa o voto dos que votam por obrigação? Em quem votam essas pessoas que votam de má vontade? Quem elas ajudam a eleger? Os piores, é claro!

Dizem que elas têm que aprender a votar, votando, mesmo contrariadas. Não, elas não aprenderão, porque não querem aprender, só vão contribuir para enfraquecer o peso dos votos mais conscientes e baixar o nível dos eleitos.
































extraídaderota2014blogspot

"A incoerência de Temer ao reajustar servidores",

editorial de O Globo
 Período de algum relaxamento, as viradas de ano podem ser usadas por governantes para tomar decisões que gostariam que não fossem notadas. Desta vez, a contagem regressiva para a chegada de 2017 coincidiu com a Medida Provisória 765, um presente de reajustes para oito categorias do funcionalismo público e, além de outros atos, a criação de um bônus de produtividade e eficiência para auditores fiscais e analistas tributários da Receita, extensivos a auditores do Ministério do Trabalho.
Nem parecia um país que encerrava 2016 ainda com preocupantes déficits fiscais: na faixa de 9% do PIB, considerando-se as despesas com juros — três vezes mais o admitido na União Europeia —, e 3% sem elas, números a serem confirmados mais à frente. Pelo segundo ano consecutivo. Um contrassenso.
Ao se detalhar a MP, constatam-se altas irresponsabilidades. Há reajustes de até 53%; o bônus é retroativo, para abranger o mês de dezembro e, o pior, estende-se a aposentados e pensionistas. Um bônus de produtividade para quem não mais produz (!). Como o Congresso não aprovou os percentuais de aumentos, o Planalto editou a MP no luscofusco de fim de ano.
Tudo é possível no alegre reino da fantasia do funcionalismo federal. Mas não no duro universo dos servidores estaduais, onde o poder público não pode contrair dívida para colocar em dia salários e benefícios. A União pode, e tem feito isso.
Procurada pelo jornal “Valor"para dar explicações, a Receita tentou sair pela tangente e piorou a situação: disse que o mesmo acontece na AGU e na Procuradoria Geral da Fazenda, entre outros braços da burocracia. Isso significa que o absurdo — inativo e pensionistas premiados por eficiência e produtividade — drena dinheiro do contribuinte há algum tempo, privilégio que deverá se espalhar nas pautas de reivindicações das categorias dos servidores. Desde que assumiu como presidente interino, Temer tem contrariado, desta forma — dando aumentos salariais —, a austeridade que prega e cobra, com acerto, dos governadores.
Já passaram pelo Congresso, enviados pelo governo Temer, mais de dez projetos de reajustes salariais. Apenas esta MP representa uma despesa adicional de R$ 3,8 bilhões, este ano. Até 2019, R$ 11,2 bilhões.
Há duas justificativas oficiais: os reajustes haviam sido acertados anteriormente, no governo Dilma, e existe dinheiro no Orçamento. Mas, na verdade, não há esta certeza, porque o mesmo governo que gasta em salários como se não houvesse amanhã aprovou no mesmo Congresso um teto constitucional para os gastos.

Parecem dois presidentes em um só: um gasta, o outro corta. Quem vencerá? O Planalto deve se preparar para decidir onde cortar, para atender ao crescimento dessas despesas com salários, bônus e aposentadorias. Depois da PEC do teto, o total das despesas não pode crescer mais, este ano, que os 6,29% da inflação de 2016. Vai chegar a hora de definir prioridades.





























extraídaderota2014blogspot

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