Jornalista Andrade Junior

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Impulsionada por auxílios econômicos promovidos pelo governo Bolsonaro contra o vírus chinês, poupança tem captação líquida recorde de R$ 166,3 bi em 2020

 Com informações do Infomoney

Em um ano marcado por uma série de auxílios econômicos promovidos pelo governo Bolsonaro para minimizar os impactos da pandemia do vírus chinês, a caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 166,3 bilhões no acumulado de 2020 – recorde de toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 1995.

De acordo com os dados divulgados pela autoridade monetária nesta quinta-feira (7), o resultado é fruto de depósitos da ordem de R$ 3,13 trilhões, e de retiradas de R$ 2,97 trilhões.

Em dezembro, a poupança registrou o décimo mês seguido de entradas, com captação líquida de R$ 20,6 bilhões. Fruto de depósitos de R$ 339,9 bilhões e de resgates de R$ 319, 3 bilhões, o montante também é o maior para o período de toda a série do BC.

Com o desempenho do mês passado, o saldo total aplicado na caderneta de poupança soma agora R$ 1,035 trilhão.

BAIXA RENTABILIDADE

Apesar do ano recorde em captações para a caderneta, o retorno oferecido pela aplicação está cada vez menor diante dos juros baixos.

Isso porque, com a taxa Selic a 2% ao ano, a poupança rende apenas 1,4%, perdendo para demais aplicações financeiras e, inclusive, para a inflação.

Em dezembro, a poupança rendeu 0,12%, ante variação de 0,16% do CDI, o principal referencial das aplicações de renda fixa. Já em 2020, o retorno da caderneta chegou a 2,11%, ante 2,76% do CDI.

Com relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumulou alta de 3,13% em 2020 até novembro e caminha para superar a rentabilidade da poupança.












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