Cidades nordestinas estão há anos sob comando de legendas populistas
Anderson Scardoelli, Revista Oeste
O presidente Jair Bolsonaro tem reforçado o interesse em ver a esquerda fora do poder em duas cidades do Nordeste: Fortaleza e Recife. Durante o seu “horário eleitoral” realizado na internet desde o começo da semana, ele enfatiza ter aliados na disputa pelas duas prefeituras.
Em Fortaleza, o nome indicado por Bolsonaro é Capitão Wagner (Pros). Deputado estadual do Ceará por dois mandatos consecutivos e em sua primeira experiência em Brasília como deputado federal, Wagner tem a missão de impedir a vitória de petistas ou aliados da família de Ferreira Gomes. Desde 2005, a capital cearense foi administrada duas vezes por Luiziane Lins (PT) e outras duas vezes por Roberto Cláudio (PDT).
O domínio da esquerda permanece por mais tempo no Recife. Desde o início do milênio, somente figuras do PT e do PSB foram eleitas para administrar o município. Em 2000, o petista João Paulo Lima foi eleito prefeito. Após conquistar a reeleição, ele emplacou seu sucessor: João da Costa, também do Partido dos Trabalhadores. No pleito de 2012 e de 2016, o vencedor foi socialista: Geraldo Júlio.
Bolsonaro busca impedir a continuidade dessa sequência esquerdista na capital pernambucana. Para isso, o presidente reforça o desejo em ver a cidade nordestina com uma prefeita eleita pela primeira vez na história. Nesse sentido, ele tem atuado como cabo eleitoral da Delegada Patrícia (Podemos). A indicada do presidente da República almeja ocupar um cargo político pela primeira vez.
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