recebi a cronica abaixo por e-mail de uma amiga especial leitora do blog. não tinha como não compartilhar com os amigos. não sei a autoria, mas peço a devida licença para a publicação.
Minha cronica da semana.Abraços a todos.
L.H
POLÍTICA MONETÁRIA, SÓ ISSO?
Recentemente o
Brasil ocupa papel importante na economia mundial. Os jornais,
consultores econômicos e políticos aproveitadores sempre lembram que
nossa economia ocupa a sétima posição no cenário internacional.
De fato, temos obtido grandes resultados econômicos e deve-se, principalmente, ao fato de que grandes potências
mundiais atravessam e/ou atravessaram crises profundas.
Naturalmente que políticas econômicas advindos de países emergentes são
sempre oriundas de medidas provisórias (MP) que por vezes desagradam
correntes ou mesmo interesses lícitos da maioria da população.
O fato concreto é que no momento a país atravessa uma inflação (6,7%
somente 1 semestre) que até mesmo o mais insano e orbital habitante já
começa a perceber.
O mercado está se preparando para que a mínima histórica do COPOM –
Comité de Política Monetária - de 7,25% de hoje, aumente novamente e,
pior, progressivamente aos índices imbatíveis de poucos anos atrás.
Este aumento na taxa básica de juros (SELIC) é esperado na reunião de
maio porém na leitura do mercado aflito e com a proximidade das
campanhas eleitorais presume-se
um aumento já na semana que vem, afinal o crescimento já foi efetado e
nada pode ficar pior do que já se encontra.
O certo mesmo é que o mau desempenho ( leia-se descontrole) está sendo
cobrado até nas esferas corporativas nas redes de amizade existente em
todo executivo.
Medidas alternativas ( uns dizem políticas) como IBTI zero para vários
produtos ( carros e
eletrodomésticos) com preços já exorbitantes não lograram êxito.
Redução nas contas de energia elétrica também não, então alguém tem
pagar a conta.
Sobrou na visão ínfima de um dos nossos 37 ministérios, o da Fazenda, a
retomada da alta da SELIC como única saída num momento de desespero.
Repare que medidas mais abrangentes poderiam ser feitas mesmo porque nosso PIB foi o pior há história recente
e, portanto, apontando um fraco e decepcionante crescimento.
Poderíamos fazer uma comparação com outros PIBs no mundo onde países
ricos e desenvolvidos, tecnicamente viáveis com estruturas cambiais e de
bloco ajustadas ( nada parecido com o fracassado MERCOSUL) mas não
seria justo. Então comparando com nossos vizinhos ( Peru 5,8%, Equador
4%, Bolívia 3,5, Chile quase 5%) ficamos muito aquém o que já é
desanimador. México também cresceu ( quase 5%) assim como a Índia e
China que embora perdendo fôlego.
Ficamos
com menos de 1% e se colocarmos nossos mais de 220 milhões de
habitantes para um calculo rápido teremos um índice que tende a zero.
Soluções a
curto prazo seria uma insensatez e uma temeridade. Mas a médio e longo
prazo podemos apontar algumas variáveis ( saídas) bastante simples.
Podemos
começar pelo aumento da poupança interna. Este aumento pode ser
baseado com uma diminuição drástica e sistemática dos gastos públicos. É
uma questão lógica e simples. Não podemos gastar mais do que
arrecadamos.
Não
existem milagres nem pontos focais quando se fala em política
monetária. Tem que haver sim controle nos gastos, monitoramento das
ações e comprometimento e harmonia nos 3 poderes.
Quando
o executivo tiver a noção que não é partido político e sim governo de
uma nação, quando o judiciário tiver parâmetros que nossas leis são
antigas e precisam de adequação e o legislativo atentar que são eleitos
pelo povo e para o povo, não para si próprio e seus familiares, o
caminho estará aberto para momentos muitos melhores.





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