Como boi de piranha dessa desconstrução, exploram-se os homossexuais.
Dizem os demagogos que abrir uma escola é fechar uma cadeia. Mentira. Escola serve para instruir, não para educar; o que a escola, uma boa escola, pode fazer é transformar um assaltante em estelionatário, mas não mais que isso.
O
que educa é a família, e a família íntegra. Uma mãe sozinha estará
sempre em desvantagem, por mais heroicos que sejam seus esforços.
Afinal, a dialética do “tira bonzinho” e do “tira malvado” não é
invenção de filme americano, mas a realidade das reações naturais de pai
e mãe. Ser ambos ao mesmo tempo é simplesmente impossível.
Para
alegria dos cafajestes, contudo, a nossa legislação premia o mau pai.
Algumas décadas atrás, quem “fizesse mal a uma moça” teria de casar com
ela, assumindo as responsabilidades de esposo e pai, sob pena de, no
mínimo, ostracismo. Já hoje a única responsabilidade, o teor total dos
deveres paternos, consiste em comprometer para o conjunto dos filhos um
terço da renda registrada em carteira. Não pagar é uma das pouquíssimas
maneiras de ainda ser preso.
Mas
o que é um terço da renda, mesmo para a minoria que tem carteira
assinada? É muito menos que o que um pai de família desembolsa, em
termos financeiros. Em termos de compromisso afetivo e emocional e de
esforço – acordar de madrugada, levar criança doente ao médico... –, é
nada.
E,
para a mãe, haveria ainda um incentivo econômico a ter filhos de pais
diferentes, fazendo com que cada um possa levar o terço da renda formal
do pai. É bem verdade que o coração tem razões que a própria razão
desconhece e que poucas mulheres racionalizam assim a própria
reprodução, mas o incentivo está aí.
Para
jogar uma pá de cal, o casamento civil – já transformado em contrato
temporário pelo divórcio – traz menos direitos que a dita união estável,
que não requer coabitação. Ou seja: vale mais a pena não casar.
Na
campanha de nossas elites revolucionárias contra a educação e contra a
família, já tão bem- sucedida na legislação, o alvo da vez é o
casamento. Faz-se tudo para mudar-lhe o sentido, para fazer da
instituição de direito natural voltada à reprodução e à educação das
gerações futuras uma espécie de celebração do afeto sexuado, como se o
recreio fosse a escola e o flavorizante, o alimento. Como boi de piranha
dessa desconstrução, exploram-se os homossexuais.
De
nada adianta multiplicar as escolas se se impede que sejam educadas as
crianças que elas tentam instruir. O analfabetismo funcional e a
criminalidade são apenas o resultado da experiência social de que nosso
país é cobaia.
Publicado no jornal Gazeta do Povo.
Carlos Ramalhete é professor.





1 comments:
that's true
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