Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O PARTIDO COMUNISTA E O INDIVÍDUO

por Carlos I.S. Azambuja

Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês, ao verificar o desmoronamento do socialismo real, simplesmente constatou: “Perdi meu tempo”.

Quando alguém examina livros, revistas e folhetos comunistas verifica um fato surpreendente. Em nenhuma parte da interminável verborréia que pretende abordar o político-social se encontra qualquer referência ao indivíduo.
Página após página, encontramos os termos massas, proletariado, burguesia, mercenários do capitalismo, reformistas, revisionistas, renegados e sempre, em toda a parte, referências à vanguarda revolucionária do proletariado. Isto é, ao partido.
Sempre que se refere a qualquer membro do partido, ele é esterilizado psicologicamente e tirada a sua individualidade: é convertido no companheiro, kamarada ou quadro.
Não é, porém, por acidente que o ser humano está ausente dos escritos comunistas. O indivíduo não tem cabimento na teoria e no programa dos partidos comunistas. A ideologia só se interessa pelo homem como membro de uma classe e, no que se refere ao programa, os indivíduos são manejados como massa.
Na medida em que o indivíduo siga sendo ele mesmo, diz-se que está animado por interesses e esperanças pessoais: é sensível às dúvidas e ao otimismo; é capaz de ser tocado pelo mistério da vida; torna-se imprevisível e capaz de ater-se às suas próprias opiniões.
As mesmas qualidades que fazem dele um indivíduo o desqualificam para os fins partidários. Tende demasiado a não ser facilmente convencido, a mostrar-se cético, a aborrecer-se pelas reiteradas abstrações próprias da ideologia comunista, a duvidar do método, a manter uma opinião ainda mesmo depois de se ter convertido à linha partidária e a simpatizar ou antipatizar com seus semelhantes sem permissão do Comitê Central.
Em conseqüência, não é confiável. Necessita ser desenvolvido e integrado às massas, a fim de que o partido cumpra a sua missão histórica.

De acordo com a doutrina científica, todos os aspectos do ser humano que não se prestem à sua politização são burgueses.









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quarta-feira, 29 de abril de 2015

A DITADURA MARXISTA NA EDUCAÇÃO

PERCIVAL PUGGINA
Durante décadas, vivemos sob ditadura marxista no ambiente acadêmico. Era marxista a chave de leitura para todos os fenômenos sociais, históricos, políticos e econômicos. Eram marxistas os parâmetros curriculares, a bibliografia, os referenciais teóricos, as provas, as respostas aceitas como corretas e as teses. Todo o ensino se abastecia na mesma padaria, e todo pão do saber era servido com fermento marxista. Descendo os degraus para os demais níveis, multidão de professores do ensino médio e fundamental, nutrida do mesmo pão, servia do que lhe fora dado. E assim se formavam jornalistas, mestres, doutores e alfabetizadores. Marx no topo e Paulo Freire na base. A alfabetização, que era feita em poucos meses no primeiro ano do ensino fundamental não se completa em três anos. E 63% da população é analfabeta funcional. Eis é a excelência em injustiça social!
 No Brasil, felizmente, o engodo marxista caminha para extinção. Mundo afora, em 150 anos de história, só produziu caca. Suas deficiências estão sendo escancaradas, entre nós, por três avanços tecnológicos: internet, redes sociais e IPhone. Através desses novos meios, abrem-se ao brasileiro comum, em especial aos jovens, novos horizontes e melhores fontes de conhecimento. Méritos a Olavo de Carvalho e seus alunos. Mérito aos conservadores e liberais que se organizam com o intuito de enfrentar a hegemonia cultural marxista imposta ao país ao longo de décadas. Méritos aos novos escritores, jornalistas, pensadores e blogueiros que emergem das trevas, portando as minhas esperanças e formando uma nova elite, em tudo superior a que pavimentou o caminho de Lula e dos seus.
Desejo pronta recuperação a quem tem enxaqueca e convulsões ante essas duas palavras - "liberais" e "conservadores". Mas eu precisava fazer este anúncio para dizer que a situação começa a mudar. Quem o diz é a voz das ruas e são os fatos que o indicam. É nítido o mal-estar instalado em setores significativos do mundo acadêmico e do jornalismo brasileiro, habituados a falar sem contraditório. A percepção de que o marxismo e a esquerda perdem fieis e ganham oposição consistente na sociedade onde haviam construído hegemonia está desestabilizando muita gente que já começa a falar em guerra! Políticos habituados a assassinar reputações, assistem o suicídio da própria. No fundo, prefeririam que as posições estivessem invertidas. Então, bradariam por impeachment e estariam dizendo, dele, aquilo que de fato é: um meritório instituto, concebido para lembrar ao governante que pode muito, mas não pode tudo. O crescente descrédito do marxismo e o desprestígio do governo são duas boas notícias para a Educação no Brasil.
Zero Hora,







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Comprovado: Lula e Dilma encobriram as fraudes na Petrobras

Celso Serra

Eternamente envolvida na correria diária da profissão, talvez a jornalista Suely Caldas, diretora da sucursal do Estadão no Rio, nem se lembre de ter escrito este importantíssimo artigo em 30 de janeiro de 2010. Mas eu não esqueci. Pouco mais de cinco anos depois, o texto comprova claramente o envolvimento do então presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff no esquema de corrupção da Petrobras.
A releitura do artigo de Suely Caldas comprova que Lula, Dilma e o então presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, foram informados que havia fraudes e superfaturamentos em obras da Petrobras, mas não tomaram nenhuma providência para apurar os crimes e evitar a sangria da empresa, caracterizando crime de responsabilidade por omissão, que é passível de cassação de mandato.
Vamos, então, reler o texto da diretora do Estadão.
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MISTÉRIO NA PETROBRAS

Suely Caldas
Estadão
Há um mistério encobrindo fraudes em grandes obras da Petrobrás, e o governo Lula nunca teve consideração nem respeito pelos brasileiros de vir a público esclarecê-lo e responder às acusações do Tribunal de Contas da União (TCU) de práticas de superfaturamento e gestão temerária. O que fez, até agora, foi dar explicações vagas e fajutas, rejeitadas pelo TCU.
Até mesmo o Congresso – abalado por tantas denúncias de corrupção – se envergonhou com o exagero de gastos não explicados e vetou a liberação de recursos em 2010 para parte de quatro bilionárias obras da estatal, até que as irregularidades sejam corrigidas.
Mas a obsessão do governo em esconder os fatos e seguir com as obras suspeitas levou o presidente Lula, na quarta-feira, a suspender o veto, liberar dinheiro para as obras, assumir pessoalmente o ônus político de desautorizar o Poder Legislativo e o TCU e ainda ser visto como cúmplice de aplicações indevidas de dinheiro da Petrobrás.
Espanta a omissão do governo em não apurar as denúncias do TCU. Seu papel deveria ser investigar, identificar e punir responsáveis, corrigir os valores fraudados e vir a público pedir desculpas e se explicar ao País.
NÚMEROS GRANDIOSOS
O assombro aumenta diante da grandiosidade dos números: por que razão, sem nenhuma explicação convincente, o orçamento da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco (PE), triplicou, saltando de US$ 4,05 bilhões para US$ 12 bilhões?
Como responder à perícia dos técnicos do TCU, que identificaram o superfaturamento absurdo de 1.490% no pagamento de verbas indenizatórias nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro?
Um ano passou desde a conclusão de auditoria do TCU que identificou as fraudes.
Em vez de criar uma comissão de inquérito na empresa para apurar as denúncias, a direção da Petrobrás tratou de construir explicações frágeis, vagas, genéricas e sem fundamentos, que não convenceram ninguém, muito menos os conselheiros e auditores do tribunal. Depois de ouvir argumentos da empresa, o TCU continuou reafirmando as fraudes.
DESDE MARÇO DE 2009
As restrições do TCU foram conhecidas em março de 2009, mas só em 26 de agosto a direção da Petrobrás divulgou ao público sua versão. Preferiu o monólogo da nota oficial em vez de uma entrevista à imprensa em que poderia mostrar planilhas, notas fiscais, números, responder a questionamentos sem medo e não deixar dúvidas.
A nota apontava quatro razões para o orçamento da Refinaria Abreu Lima ter triplicado: 1) a capacidade de refino aumentou de 200 mil para 230 mil barris/dia; 2) a variação da taxa de câmbio; 3) a adoção de um novo sistema de tratamento de gases tóxicos; e 4) o aquecimento da indústria de petróleo.
Mesmo considerando que variáveis como o câmbio são estimadas e previstas no cálculo de qualquer projeto de longo prazo, seria razoável se o novo preço aumentasse em 10%, 20%, mas triplicar, sem explicar detalhes, sem apresentar provas convincentes?
“INTERPRETAÇÕES DIVERGENTES”
Em novembro de 2009, em resposta a questionamentos da imprensa, a direção da estatal resumiu em seu blog: “Não há superfaturamento, sobrepreço ou qualquer outra irregularidade nas obras. O que se verifica nos casos apontados pelo TCU são formulações e interpretações divergentes daquelas adotadas pela Companhia.”
Interpretações diferentes justificam triplicar o preço? Generalidades e ausência de provas deram o tom sistemático das versões da empresa.
Depois de persistente resistência do governo e de partidos aliados, finalmente, em maio de 2009, o Senado criou uma CPI para apurar irregularidades na Petrobrás.
A manipulação e o domínio do governo nos rumos da CPI, com o relator Romero Jucá (PMDB-RR) à frente, representaram a desmoralização política do Senado, humilhado e submisso aos interesses do governo de nada apurar e tudo esconder. A ponto de o ex-presidente Fernando Collor, aliado do governo, apresentar relatório paralelo reclamando por graves e sérias investigações que não foram feitas. O Senado foi um fiasco.
TCU FEZ O SEU PAPEL
Mas, no papel de fiscalizador da aplicação de dinheiro público, o TCU fez o seu trabalho: identificou irregularidades nas Refinarias Abreu Lima (PE) e Presidente Vargas (PR), no Terminal Portuário de Barra do Riacho (ES) e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Ouviu os argumentos da empresa, não foi convencido e recomendou o veto de verbas às obras suspeitas.
Mas Lula derrubou o veto e as obras suspeitas continuarão desviando dinheiro. Este é o mistério da Petrobrás: por que não investigar as fraudes? Para onde vai o dinheiro desviado?
CRIME DE RESPONSABILIDADE JUSTIFICA IMPEACHMENT
Celso Serra
As restrições do TCU foram apresentadas em março de 2009. A Petrobras demorou três meses até apresentar uma justificativa patética para triplicar o valor da obra, dizendo que o refino ia passar de 200 mil barris a 230 mil barris, o acréscimo da capacidade seria inferior a 14%.
Embora o TCU tenha detectado o superfaturamento, a direção da Petrobras procurou abafar o caso, alegando “formulações e interpretações divergentes daquelas adotadas pela Companhia”.
Na data em que a “operação abafa” foi realizada, Dilma ainda presidia o Conselho de Administração da Petrobras. Paulo Roberto Costa e Renato Duque estavam na Diretoria e Barusco era o braço direito do Duque do PT.
Dilma Rousseff participou em 19 de março de 2010 da sua última reunião como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo que assumiu em 2003, no início do governo Lula, quando era ministra de Minas e Energia. O ministro Guido Mantega foi indicado para a presidência do conselho e o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para ocupar uma cadeira no conselho. Os dois passam a ocupar os cargos após ratificação na Assembléia Geral de Acionistas da Petrobras, que vai ocorrer em 22 de abril de 2010, e também foram omissos quanto à corrupção.
LEMBREM O QUE DISSE DILMA
Dilma avaliou como positiva a sua experiência à frente do conselho e se disse feliz em deixar a empresa em uma situação favorável: “Saio muito feliz porque quando cheguei à Petrobras tinha um nível de investimentos baixo e saio com um nível de investimento elevado, com a empresa tendo descoberto o pré-sal e voltando a investir em refinarias, em petroquímicas, tendo concluído gasodutos. A Petrobras saiu em situação de ser quase insignificante em termelétricas e hoje é uma das grandes empresas nessa área. Participa também da área de biocombustíveis. Convivi com pessoas pelas quais tenho admiração no Conselho. Tenho uma nova visão de Brasil após ter participado do Conselho”.
Dilma disse a verdade, ao afirmar que durante seu tempo na presidência do Conselho de Administração da Petrobras a empresa passou de um “nível de investimento baixo” para um “nível de investimento elevado”. Os superfaturamentos provam isso. Por exemplo, na refinaria Abreu e Lima estava previsto um investimento de US$ 2 bilhões; foram gastos mais de US$ 20 bilhões ou seja, 1.000% a mais. A diferença é de US$ 18 bilhões, ou seja, considerando o investimento previsto (US$ 2 bilhões) daria para construir mais nove refinarias. Quem embolsou esses recursos?   Lembrem que só o Barusco, que nem era diretor da Petrobras, devolveu US$ 97 milhões…
O TCU VETOU OS RECURSOS
A matéria revela que, em 2010, o TCU vetou a liberação de recursos para as mutretas da Petrobras, mas “Lula derrubou o veto e as obras suspeitas continuarão desviando dinheiro”. Esse fato concreto compromete Lula e sua ministra Dilma por improbidade administrativa e crime de responsabilidade, por serem corresponsáveis pelos prejuízos.
O senador Romero Jucá e outros abafaram a CPI no Senado, num procedimento que causou revolta ao senador Fernando Collor, que é da base aliada.
O juiz Sérgio Moro diz que “os possíveis crimes relacionados à Petrobras surgiram na investigação quase acidentalmente, tendo na interceptação sido colhidos poucos indícios deles e que se avolumaram mais intensamente a partir da prisão cautelar em março de 2014 de Paulo Roberto Costa”.
POR FIM, PERGUNTA-SE:
Paulo Roberto Costa vem a ser conhecido como o “Paulinho do Lula” o Renato Duque era o apanhador oficial da propina do PT. Será que foram eles que redigiram a nota fajuta da Petrobras em 26 de agosto de 2009, quando Dilma presidia o Conselho de administração da Petrobras? E também influíram junto ao presidente Lula para ele suspender o veto do TCU aos investimentos? E ainda, orientaram Romero Jucá para abafar a CPI?
Parece mais do que necessário que o “Mistério na Petrobras”, denunciado por Suely Caldas em janeiro de 2010, seja esclarecido e os verdadeiros responsáveis (Lula, Dilma e Gabrielli) recebam as punições previstas em lei.



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Marta Suplicy vai demolir o que ainda resta do PT

Deu na Folha

O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, avisou ao comando nacional do partido que reivindicará na Justiça Eleitoral o mandato da senadora Marta Suplicy, que formalizou  terça-feira sua saída da sigla.
Na carta em que pede a desfiliação do partido, ela disse que não poderia compactuar com corrupção. O teor de seu pedido de desligamento irritou a cúpula partidária, até então dividida sobre a hipótese de ir à Justiça.
Contra a medida, petistas argumentavam que a ação vitimizaria a senadora. Além disso, não há precedente nesse sentido, já que o mandato de senador é classificado como majoritário, ao contrário do que acontece na Câmara.
No carta em que justifica sua saída do partido, a senadora ressalta que os princípios e o programa partidário do PT “nunca foram tão renegados pela própria agremiação, de forma reiterada e persistente”.
TESE JURÍDICA
As críticas fizeram com que dirigentes antes resistentes se rendessem à alegação de que o mandato da senadora pertence ao partido. A assessoria jurídica do PT busca argumentos para desqualificar a tese de que a permanência de Marta no partido seria inviável.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, afirmou que a carta é uma prova de oportunismo da senadora, que se se diz vítima de perseguição após ter questionado as denúncias de corrupção contra o partido.
Para ele, Marta jamais se manifestou internamente durante reuniões partidárias. Ele lembrou ainda que ela sempre ocupou espaço de relevância no PT e no governo. “A relação só desandou quando ela saiu do Ministério”, disse.
“Simplesmente falar isso depois de tanto tempo é puro oportunismo. Vida que segue”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Como o PT não consegue fazer nada certo, está cometendo mais um gravíssimo erro ao reivindicar o mandato da senadora. Se a direção petista insistir, o caso vai virar um rumoroso processo judicial, no qual Marta Suplicy terá de provar que o PT está descumprindo seu programa partidário ou cometendo irregularidades. Ela conseguirá fazer isso com a maior facilidade, claro, e vai demolir o que ainda resta do PT. (C.N.)







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Os chefes ocultos da roubalheira na Petrobras podem respirar aliviados

Com Blog do Noblat - O Globo
O mais provável, agora, é que eles desistam da delação

O juiz Sérgio Moro nada disse  sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de pôr em prisão domiciliar oito executivos de empreiteiras envolvidos com a roubalheira na Petrobras. Dois deles estavam na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. E o resto em um presídio de lá.
É provável que nada diga mesmo depois de notificado sobre a decisão. Mas a se levar em conta a reação de pessoas que trabalham diretamente com ele, Moro considerou a decisão do STF um retrocesso, um baque para a Operação Lava-Jato. Dois dos oito executivos negociavam com Moro a delação premiada.
O mais provável, agora, é que eles desistam da delação. A prisão domiciliar, mesmo com as restrições impostas pelo STF, está longe de assegurar que os executivos não possam interferir para tornar mais difícil a produção de novos provas contra eles. É isso o que Moro e seus auxiliares mais temem. Inclusive o Procurador Geral da República.
Entre os advogados de defesa dos executivos, celebra-se a aparente tendência do STF de não pesar a mão no julgamento dos que vierem a ser denunciados no caso do escândalo da Petrobras. Nem por isso acreditam que tudo terminará em pizza. Apenas os supostos chefes graúdos da corrupção poderão respirar aliviados. Escaparão mais uma vez.
EXTRAÍDADOBLOGROTA2014


 

: Na gramática moral indigente do jeca, ele se preocupa ‘ca’ saúde alheia cuidando da própria

Opinião Valentina de Botas:
O jeca está preocupado “ca (sic) sua saúde”. A Bíblia é um livro admirável também do ponto de vista literário; a coesão do Deus do Velho Testamento, ou da Bíblia hebraica, é uma preciosidade literária, com a densidade sucinta de uma linguagem próxima à condensação da poesia. “Haja luz”, com somente duas palavras Ele ordena que o existir se ilumine. À parte a agressão à gramática da língua, na gramática moral indigente do caudilho, ele se preocupa “ca” saúde alheia cuidando da própria. Entendo. Mas saúde de quem?

Provavelmente, não a de alguém que conheça, ou o jeca simplesmente largaria o copo, diria um palavrão, pegaria o telefone, diria um palavrão, ligaria para quem o preocupa, diria um palavrão, declararia “tô preocupado ca sua saúde”, diria um palavrão e pegaria o copo de volta. Então, deve ser a saúde de quem ele não conhece – talvez do povo brasileiro. Contudo, se fosse assim, o jeca não teria se valido das doenças da nação para sabotar as chances dela de cura, deformando-lhe as feições para que se parecesse com ele.
O jeca ainda recomenda caminhadas, foi o que fez a nação que resistiu à deformação, indo às ruas, em março e abril, pela saúde do futuro cuja terapêutica contraindica o lulopetismo. Incensado como líder das massas, o jeca, agora restrito a caminhar numa esteira em sessões reservadas como suas aparições, surge envelhecido em imagens nas quais se contempla a expressão da deformação também física empreendida por escolhas as mais livres.
Numa provação ou luta, o pior não é perder, mas se deformar; nelas, talvez mais do que decidirmos o que somos, descobrimos o que somos e vitórias também podem ser uma provação para o caráter. No poder, o homem de origem pobre que nunca foi humilde teve todas as oportunidades de melhorar o país e a si próprio, mas o mau-caratismo provado na vitória venceu a trajetória bem-sucedida: era a deformação se consumando.
Em gozo na degradação a cada conquista, piorou a nação para que jamais sobreviesse a circunstância aterradora de deixar o poder. Não é contrário ao trabalho dos que trabalham por ele; nem ao saber que o tenha como mestre; nem aos capitalistas que financiem o vidão de que se acha merecedor no amor sem ressalvas por si mesmo; nem contra a democracia que o eleja; nem mesmo é contra a mídia paga para ser a favor dele.
Um homem de posições. Todas moralmente miseráveis impondo a marca da degradação na vitória e na derrota porque a perversidade da deformação da figura pública mais deletéria da nossa história não está na sucessão de escolhas indecentes, mas na crença de que tudo pode fazer aquele a quem tudo convém (como exemplifica a matéria de VEJA com o dono da OAS). Da covardia à mentira, passando pela desonestidade, cinismo e o português destroçado, “tô preocupado ca sua saúde” é o “haja escuridão” na quase síntese de um homenzinho deformado, o tempo e a sucessora dele parida nessa escuridão que sucumbem a si mesmos. É que há luz.






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O triplex de Lula é triplamente imoral

Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja

Lula é dono de um tríplex no edifício Solaris, na praia do Guarujá (SP), com 297 metros quadrados, elevador interno, cobertura com piscina e sauna.
João Vaccari Neto, tesoureiro do PT preso pela Operação Lava Jato por envolvimento no petrolão, também tem um apartamento no edifício.
O Solaris foi uma das oito obras assumidas pela OAS depois da quebra da Cooperativa dos Bancários (Bancoop), entidade ligada ao PT que deu o golpe em 3000 mutuários em São Paulo, em 2006, quando era presidida por Vaccari.
Léo Pinheiro, o ex-presidente da OAS cujas anotações na prisão VEJA traz a público neste fim de semana, conta que a empreiteira incorporou prédios inacabados a pedido do então presidente Lula.
“Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos”, diz a revista. “Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula.”
VEJA então questiona:
“Por que o Solaris foi concluído, enquanto centenas de outros lesados pela Bancoop esperam em vão pela construção das unidades que compraram?”
A própria revista responde:
“Bem, o fato de Lula e Vaccari terem apartamentos no luxuoso Solaris explica as prioridades da OAS. Aos amigos, tudo.”
A Érico Oliveira, por exemplo, que não era amigo de Lula nem de Léo Pinheiro, nada.
Reproduzo abaixo um trecho da mensagem que recebi dele no dia da prisão da Vaccari:
“Hoje é um dos dias mais felizes de minha vida!!!!! Sou uma das milhares de vítimas da Bancoop, fundada pelo PT através do Sindicato dos Bancários e presidida por esse senhor por muito tempo.
Há 10 anos luto na justiça para ter a escritura de um imóvel que já paguei. Mas posso até me considerar um cara de sorte, já que mais de 3000 famílias não têm onde morar apesar de terem pago tudo o que deviam.
A Bancoop não terminou as obras, tentou cobrar sobrepreços ilegais e acabou por transferir para a OAS grande parte delas. Por que a OAS? O que a OAS ganhou como contrapartida?”
Ganhou a boa vontade do “chefe”, como Léo Pinheiro se referia a Lula, o maior abridor de portas nos esquemas do PT.
extraídadoblogrota2014

Lulinha: do zoológico para apê de 6 milhões de reais

Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja
 “Lulinha mora em um prédio de luxo, localizado numa das áreas mais nobres de São Paulo, cujos apartamentos são avaliados em 6 milhões de reais.”
É o que diz, de passagem, a matéria-bomba da VEJA deste fim de semana (não confundir com a edição antiga da capa ao lado) sobre as relações promíscuas de Lula.
O apartamento, assim como a casa de campo do pai, está no nome de Jonas Suassuna, sócio de Lulinha.
No post “A elite vermelha: depois do Lulinha, o sobrinho do Lula“, resumi a história de cada ‘Lula’.
Reproduzo a do filho do ex-presidente para lembrar como ele saiu do zoológico para o apê de 6 milhões:
Fábio Luís Lula da Silva era, nas palavras de Jair Bolsonaro, “limpador de estrume de elefante no Zoológico de São Paulo”. Até os 28 anos, ganhava R$ 600. Mas a maré mudou.
Menos de um ano após a posse do pai em 2002, Lulinha virou sócio de uma produtora especializada em jogos, a Gamecorp, que, com capital de apenas 100.000 reais, conseguiu vender parte de suas ações à Telemar, a então maior empresa de telefonia do país, por 5,2 milhões de reais. Em 2006, a Telemar injetou outros R$ 10 milhões na Gamecorp como antecipação de compra de comerciais na Play TV, antigo Canal 21, arrendado por 10 anos à empresa de Lulinha pela Rede Bandeirantes para seis horas de programação diária.
Como a Telemar tinha capital público e era uma concessionária de serviço público, a sociedade com o filho do presidente sempre causou estranheza. O objetivo mais óbvio seria comprar o acesso que ele tinha a altas figuras da República. Sim: Lulinha foi acionado para defender interesses maiores da Telemar junto ao governo do pai. Em especial, em setores em que se estudava uma mudança na Lei Geral das Telecomunicações, que impedia a compra da Brasil Telecom. No fim de 2008, veio a “coincidência”: a lei foi alterada por decreto de Lula, e a Telemar formou com a Brasil Telecom um império de telecomunicações.
Lulinha está rico.
EXTRAÍDADOBLOGROTA2014

"Falta pedir desculpas"

editorial da Folha de São Paulo

 

A publicação do balanço de 2014 da Petrobras é apenas o primeiro passo da longa caminhada de reconstrução da empresa depois do ciclo de desgraça a que foi submetida de 2004 a 2012: imprudência inaceitável, incompetência descomunal e corrupção voraz.
O prejuízo do período monta a R$ 50,8 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões ligam-se diretamente aos desvios sistemáticos praticados nas principais diretorias da estatal –o cálculo baseou-se em depoimentos da Operação Lava Jato que apontaram propina de 3% nos contratos.
Os R$ 44,6 bilhões restantes decorrem de erros grosseiros no planejamento e na execução de projetos e, em menor medida, de pioras nas condições de mercado –a queda do preço do petróleo, por exemplo, reduz o valor de investimentos realizados em exploração.
O estouro nos custos não se relaciona apenas com a má gestão da última década, porém. Por certo o clima de euforia irresponsável e o uso político da estatal nos mandatos petistas contaminaram o corpo dirigente. Perdeu-se a noção de diligência no trato do dinheiro alheio.
Também é óbvio que as propinas incentivaram tal conduta. Projetos faraônicos e custos fora de controle, que resultam do ambiente delituoso que vigorou na empresa, agora se disfarçam nas ineficiências.
Vencida a etapa do balanço, a empresa precisa reformular seu plano de negócios a fim de preservar caixa e reduzir o endividamento, que chega a quase cinco vezes a geração de lucro operacional –o ideal é menos de três vezes.
O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, indica que será firme na reestruturação. Cogitam-se cortes expressivos nos investimentos, gestão mais inteligente de ativos (inclusive com vendas e parcerias com o setor privado) e política financeira mais conservadora.
Também são desejáveis mudanças nas regras de exploração do pré-sal e na política de conteúdo nacional, que sobrecarregam a empresa sem que ofereçam em troca benefícios tangíveis para acelerar a exploração dos campos de petróleo.
Não fosse por um aspecto dos mais relevantes, seria possível afirmar que a longa crise começa a ser superada. Bendine, que chegou ao comando da Petrobras somente neste ano, agiu bem ao pedir desculpas e declarar-se envergonhado. Falta, agora, que os responsáveis políticos pelo maior escândalo de corrupção e má gestão da história nacional tenham a decência de fazer o mesmo.
Nada aconteceu por acaso. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff –que dirigiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010– têm o dever de explicar ao país como se consumou tamanho desastre em suas gestões.
EXTRAÍDADOBLOGROTA2014

"Governo zumbi, oposição lesada",

por Vinicius Torres Freire FOLHA DE SÃO PAULO

AS OPOSIÇÕES andam dispersas. Diante de um governo zumbi, não sabem o que fazer, por falta de imaginação, mediocridade política e intelectual e devido ainda à costumeira desconexão popular, evidente mesmo quando dois terços do eleitorado querem ver a presidente pelas costas.
O governo anima-se. Gente do Planalto diz que haveria um "começo de refluxo" do desprestígio de Dilma Rousseff, baseada em "pesquisas" meio precárias.
Do Congresso às "ruas" e mesmo na oposição governista (PMDB), adversários de Dilma titubeiam, dividem-se e esperam que um urubu fatal pouse na sorte da presidente. Talvez não seja aposta lá tão arriscada, pois o governo dá tiros semanais no pé, tentando acertar a própria testa.
O PSDB da Câmara, agitado por uma direita asnática, quer apresentar pedido de impeachment nesta semana. Os "cabeças brancas", FHC e senadores, dizem que é "precipitação". Na verdade, alguns deles, "presidenciáveis", consideram que impeachment, agora, recheia apenas a empada de Aécio Neves, que por sua vez não sabe se vai ou fica. Ficando, como vai manter o fogo no governo e a "rua" próxima de si?
Por falar nisso, o braço tucanoide nas "ruas", o politicamente abobalhado Vem Pra Rua, parece sem direção. Ora bate-se contra a nomeação de Luiz Fachin para o Supremo e contra medalhas para João Pedro Stedile, do MST.
A ambição sôfrega levou Eduardo Cunha, presidente da Câmara, PMDB, a tropeçar e a bater cabeça com Renan Calheiros, presidente do Senado, PMDB, com o que por um breve momento deixaram de azucrinar Dilma. Michel Temer, vice-presidente, PMDB, amacia com cargos e boa conversa parte da oposição doméstica. Mas Cunha é ainda o nome da crise política, que, no entanto, não desabrochou.
Motivos para azucrinar a presidente não faltam. Note-se que o governo teve o lazer de anunciar como vitória o fato de que políticas incompetentes e roubança redundaram em perdas de R$ 51 bilhões para a Petrobras. "Página virada", diz Dilma, "vida nova", como se um espírito do mal tivesse baixado na empresa, como se não houvesse nem fosse preciso procurar responsáveis pela lambança horrenda.
Quem nomeou e manteve uma diretoria majoritariamente corrupta? Quem patrocinou investimentos doidivanas, perdulários e prejudiciais em refinarias e petroquímicas? Quem arruinou as finanças da empresa tabelando preços e aumentando custos por meio de políticas com cheiro de cadáver dos anos Geisel?
A recessão desce às ruas como lava, devagar, mas queima, esvazia lojas, desemprega: a primeira vez desde o século passado que se perdem empregos formais em massa. O povo vai se resignar? De qualquer modo, não há liderança para chamar a gente miúda para "as ruas", socialmente rachadas.
Estados e municípios, na pindaíba, ameaçam calotes e processos contra o governo. Apesar de tratativas de acordão e da disputa PF vs. MPF, há pústulas para estourar na Lava Jato e noutras infecções corruptas. O drama da votação do arrocho do ajuste fiscal começa só nesta semana. A baderna dos gastos de Dilma 1, a história das "pedaladas", vai render até junho, ao menos.
Sim, há uma trégua por inépcia da oposição. Mas há minas espalhadas por todo o terreno. 




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"O fenômeno Lula",

Ferreira Gullar FOLHA DE SÃOPAULO

Lula é um fenômeno brasileiro equivalente a outros semelhantes ocorridos em diferentes países.
Não é apenas uma personalidade, um fenômeno individual da nossa vida política:
é o produto de uma série de fatores nacionais e internacionais, que vão dos conceitos ideológicos às questões sociais tipicamente brasileiras.
O fenômeno Lula não ocorreria em nenhum outro país senão o Brasil. Por isso mesmo, ele difere de Kirchner, de Hugo Chávez ou de Evo Morales porque é fruto de nossa realidade.
Não estou dizendo que seu surgimento foi uma fatalidade e que, portanto, houvesse o que houvesse, ele surgiria aqui e se tornaria presidente da República.
Não, ele poderia não ter surgido ou não ter ido além da liderança sindical no ABC paulista: ter sido eleito presidente do sindicato dos metalúrgicos e ficado nisso. Se foi além, deveu-se às suas qualidades pessoais –a capacidade de liderança, a sagacidade e a esperteza.
Sim, mas essas qualidades só lhe possibilitaram ampliar o poder sobre os liderados e abrir caminho para a vida política porque as circunstâncias históricas o permitiram: por exemplo, o fracasso da aventura guerrilheira que obrigou os Dirceus e Genoínos a se conformarem em fazer política dentro da legalidade, dando origem ao Partido dos Trabalhadores.
Isso abriu caminho para que Lula se tornasse líder não apenas de sindicalistas, mas de um partido operário que aspirava à implantação do socialismo no Brasil.
Ele, Lula, não era socialista, tampouco revolucionário. Nunca lera um livro na vida –conforme alardeou–, muito menos as teorias marxistas. Sucede, porém, que, como líder sindical, dispunha do apoio operário e, consequentemente, da intelectualidade de esquerda que os militantes de classe média não logravam ter.
Isso fez dele não apenas um dirigente sindical, mas um líder operário revolucionário, particularmente na imaginação dos intelectuais que sonhavam com um socialismo até então inviável.
Não por acaso, Mário Pedrosa, Antonio Candido e outros intelectuais de prestígio passaram a ver nele a possibilidade de realização da revolução operária de que já haviam desistido.
Lula tornou-se, portanto, a reencarnação daquele sonho. E assim foi que, embora nada entendesse de marxismo, assumiu o papel de líder da uma nova revolução operária brasileira.
Sucede que, adotando essa imagem e o discurso esquerdista que lhe ensinaram, não conseguia eleger-se presidente da República. Ao percebê-lo, esperto como sempre foi, mudou o discurso, tornou-se o Lulinha paz e amor, e venceu as eleições presidenciais de 2002.
Aí começa a história de um novo Lula, presidente do Brasil, tomado pela megalomania, disposto a nunca mais deixar o poder.
Toma, então, as providências necessárias para isso: de saída, nomeia mais de 20 mil companheiros para funções públicas sem concurso e revoga o decreto de Fernando Henrique Cardoso, conforme o qual só técnicos poderiam ser nomeados para cargos técnicos, o que o impedia Lula de por companheiros e aliados sem qualificação em funções importantes.
E por aí foi. José Dirceu, seu braço direito, em viagem que fez então à Europa, declarou que o PT ficaria no poder por 20 anos no mínimo. Na verdade, Lula, como ele, pensava que ali ficariam para sempre, conforme a prática da esquerda revolucionária.
Um dos instrumentos principais desse projeto de poder era a Petrobras. E ele não demorou a tomá-la nas mãos, nomeando para cargos fundamentais gente do partido e aliados, numa aliança corrupta que, mais tarde, a Operação Lava Jato revelaria.
Tarde demais, porque a essa altura já as trapaças haviam sido consumadas. Por outro lado, dentro de seu projeto de permanência no poder, presenteou aliados políticos com refinarias que nunca foram construídas ou custaram bilhões de reais a mais que o previsto.
Assim, o adversário da privatização fez da Petrobras propriedade sua e de seu partido.
Lula é a expressão brasileira do fenômeno populista que surgiu na América Latina como consequência das ditaduras militares que o anticomunismo norte-americano nos impôs e tornou possível que demagogos como Chávez e Lula se arvorassem em salvadores da pátria.
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Gráfica sob suspeita recebeu R$ 1,8 milhão do governo Dilma

Flávio Ferreira - Folha de São Paulo

Uma gráfica apontada pelo Ministério Público Federal como um dos canais usados para distribuir recursos desviados da Petrobras para o PT recebeu R$ 1,8 milhão em pagamentos do governo federal e de empresas estatais que ele controla nos últimos anos.
Com sede em São Paulo, a Editora Gráfica Atitude é propriedade de sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e também recebeu R$ 2,4 milhões de duas empresas ligadas ao esquema de corrupção na Petrobras.
O governo e as estatais que fizeram pagamentos à gráfica afirmam que o dinheiro foi para pagar a veiculação de publicidade oficial na "Revista do Brasil", que é editada pela Atitude. A gráfica diz que a tiragem da publicação é de 200 mil exemplares por mês.
O Ministério Público Federal soube recentemente da existência da Atitude, ao descobrir pagamentos que ela recebeu de duas empresas controladas pelo executivo Augusto Mendonça, do grupo Setal Óleo e Gás, que tinha negócios com a Petrobras.
Em depoimento prestado em março, Mendonça afirmou que os pagamentos foram feitos de 2010 a 2013 a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que está preso em Curitiba por suspeita de envolvimento com a corrupção na estatal.
Segundo Mendonça, que no ano passado fez acordo para colaborar com as investigações da Operação Lava Jato, os pagamentos eram parte das comissões que a Setal devia pagar ao PT para garantir seus contratos com a Petrobras.
O executivo disse ter assinado contratos com a Atitude para justificar os pagamentos à gráfica, mas afirmou que não conhece a revista e nunca viu um anúncio de suas empresas na publicação.
DENÚNCIA

Nesta segunda-feira (27), o Ministério Público apresentou à Justiça Federal nova denúncia criminal contra Mendonça, Vaccari e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, que é ligado ao PT e também está preso em Curitiba. Os três são acusados da prática de lavagem de dinheiro por causa dos pagamentos à gráfica.
O Ministério Público não sabe o que a Atitude fez com o dinheiro que recebeu das empresas de Mendonça, mas já começou a investigar outros pagamentos que a gráfica recebeu, incluindo os feitos pelo governo e pelas estatais.
Segundo dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a Petrobras pagou R$ 872 mil à Atitude nos últimos sete anos, o Banco do Brasil repassou R$ 364 mil e a Caixa Econômica Federal, R$ 176 mil.
A Secom e as agências de propaganda que cuidam da veiculação dos anúncios do governo federal repassaram mais R$ 215 mil à Atitude.
Segundo o Ministério Público, os pagamentos feitos por Mendonça à gráfica são associados a obras realizadas pela Setal para a Petrobras na refinaria de Paulínia (SP) e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária (PR).
Na ação proposta à Justiça, o Ministério Público pede o confisco de R$ 2,4 milhões do patrimônio de Vaccari e Duque, e que eles sejam condenados a pagar uma indenização de R$ 4,8 milhões à Petrobras, o dobro do valor que teria sido desviado da estatal.
Em nota, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, lembrou que o esquema de corrupção descoberto na Petrobras não envolve apenas o PT, mas também outros partidos, como o PMDB e o PP. "A partidarização do olhar sobre as investigações prejudica os trabalhos, porque tira o foco do que é mais importante, que é a mudança do sistema, o qual favorece a corrupção seja qual for o partido", disse.
extraídadoblogrota2014

CHAMADO DE LADRÃO POR CARLOS LUPI, PT SILENCIA

por Josias de Souza. FOLHA DE SÃO PAULO
 O que os políticos dizem espontaneamente em público nunca é tão importante quanto o que você ouve sem querer atrás da porta. Repare no que acaba de acontecer com o presidente do PDT, Carlos Lupi. Discursando para filiados do partido, em São Paulo, Lupi golpeou o petismo e os governos Lula e Dilma Rousseff abaixo da linha da cintura. Foi escutado pela repórter Isadora Peron, que obteve uma gravação do discurso.
Lupi disse coisas assim: “O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobras. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder.”
Ou assim: “A conversa com o PT, com o meu amigo Lula e com a presidente Dilma, é qual o naco de poder que fica com cada um. Para mim, isso não basta. Eu não quero um pedaço de chocolate para brincar como criança que adoça a boca. Eu quero ser sócio da fábrica, eu quero ajudar a fazer o chocolate.”
Ou ainda: “A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeria água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar.”
Quanto à corrupção, Lupi conheceu-a por dentro. Ex-ministro de Lula e Dilma, foi varrido da pasta do Trabalho pela presidente sob variadas acusações de desvios. Portanto, é melhor não discutir com um perito no assunto.
Sobre o rateio que Lula e Dilma fizeram da Esplanada, Lupi participou gostosamente das conversas —mesmo depois de ter sido expurgado do ministério. Avalizou a nomeação do atual titular do Trabalho, Manoel Dias. Vá lá que não quisessem apenas adoçar a boca como criança. Mas precisava sumir com o chocolate?
Por último, como qualquer outro oportunista, Lupi tem o direito de escolher a melhor hora para saltar da embarcação. Mas convém não fazer pose de navio que abandona os ratos. Pode irritrar a turma da terceira classe.
A notícia sobre as manifestações de Lupi veio à luz na noite de sábado. Algumas pessoas aguardaram pela reação indignada do PT. E nada. Imaginou-se que Lula e Dilma reagiriam. Nem que fosse com uma cara de nojo. E nada. Noutros tempos, costumava-se perguntar: onde essa gente pretende chegar? Hoje, convém indagar: onde irão detê-los?







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Gráfica que recebeu R$ 2,4 milhões de empresas do petrolão também teve repasse de R$ 1,8 milhão da Secom. CPI já!

REINALDO AZEVEDO
Eu cobrei aqui, vocês se lembram, uma CPI dos Blogs e Congêneres para avaliar quem financia quem nisso que alguns tontos chamam de “mídia não-tradicional”. Esperava contar com a adesão imediata de blogs sujos, de blogs limpinhos e de blogs mais ou menos… Incrível! Não recebi o apoio de ninguém. Eu quero saber, por exemplo, onde a administração direta, o Banco do Brasil, a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o BNDES andaram metendo dinheiro de publicidade ou de patrocínio. Os petistas, que decidiram fazer escarcéu por causa de uma página que acusam ser financiada pelo governo Alckmin, ficaram caladinhos e mudaram de assunto.
Pois é… Lembram-se da Editora Gráfica Atitude, que, segundo o Ministério Público, foi usada como um dos canais para distribuir propina de R$ 2,4 milhões, paga por duas empreiteira do petrolão? Então… O MP descobriu que a dita-cuja recebeu R$ 1,8 milhão de verba publicitária do governo federal e de estatais. A Atitude pertence ao Sindicato dos Bancários, ligado à CUT — e, pois, ao PT — e publica um troço chamado “Revista do Brasil”, que, oficialmente ao menos, abrigou publicidade das empreiteiras e dos entes estatais.
Segundo Augusto Mendonça, do grupo Setal Óleo e Gás, sua empresa fez pagamentos à Atitude a mando de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Em razão desses repasses, o Ministério Público ofereceu nesta segunda denúncia contra Vaccari, Mendonça e Renato Duque, ex-diretor de serviços.
Mas voltemos à outra dinheirama. Segundo informações da Secom, nos últimos sete anos, a Petrobras pagou para a Atitude R$ 872 mil; o Branco do Brasil, R$ 364 mil, e a CEF, R$ 176 mil. Os anúncios diretos do governo federal somaram R$ 215 mil.
Eis aí parte do que os companheiros entendem por “mídia alternativa” e “mídia não-tradicional”. Consiste no uso descarado do dinheiro público para privilegiar publicações amigas, que tentam transformar a propaganda e o proselitismo político mais vagabundos em notícia.
É por isso que continuo com a minha campanha por uma CPI que investigue a transferência de recursos públicos para veículos de comunicação, não importa o meio. Chegou a hora, não é?, de saber quem financia quem e segundo quais critérios. A Atitude, como se vê, virou uma das peças do petrolão e também recebeu o capilé oficial da verba publicitária.
CPI já!
Por Reinaldo Azevedo







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"Estatizem a Petrobras",

por Clóvis Rossi Folha de São Paulo

 

A melhor saída para a crise da Petrobras é estatizar a empresa.
Sim, você leu bem: estatizar uma companhia que em tese é pública, mas que nos últimos muitos anos foi privatizada pela porta dos fundos.
Torna-se até ridícula a tese esgrimida por alguns petistas e colunistas segundo os quais o alarido em torno da Lava Jato é apenas uma maneira de aplainar o terreno para a privatização da Petrobras.
Acorda, gente. A Petrobras está privatizada.
Privatizada para um corpo de diretores dos quais dois são corruptos confessos, um terceiro está preso sob sólidos indícios de que é igualmente corrupto e os demais são incompetentes, aí incluídos os dois presidentes mais recentes.
Incompetência dupla, aliás. Primeiro, porque nenhum deles viu esvaírem-se R$ 6,2 bilhões pela corrupção de seus pares. Não é o troco para o ônibus, não é uma esmolinha para o primeiro pobre com que se cruzar. É muito, mas muito dinheiro.
Incompetência ainda maior na gestão. Como relatou esse brilhante Vinicius Torres Freire nesta Folha, "atrasos de obras faraônicas, mal projetadas, mal planejadas e outras lambanças resultaram em prejuízos de R$ 31 bilhões" –cinco vezes mais, portanto, que a roubalheira.
A Petrobras foi também privatizada para empreiteiras, que a transformaram em um playground para seu clube de propinas. Você acredita que as propinas saíram do lucro das empresas envolvidas?
Não, saíram de sobrepreços ou outras modalidades de assalto à Petrobras.
Privatizada, por fim, para partidos políticos, o PT, o PP e o PMDB (talvez haja outros). Não há a mais leve racionalidade em uma empresa petrolífera ter "operadores" deste ou daquele partido.
É uma aberração que só ocorreu pela privatização de uma empresa que deveria ser pública.
Petrolíferas são feitas para extrair petróleo, não para delas extrair contribuições de campanha para quem quer que seja. Perdoe a obviedade, necessária porque o escândalo é tão maiúsculo que ameaça esconder obviedades.
Estatizar a Petrobras talvez permitisse restabelecer o controle do Estado sobre uma empresa da qual é o maior acionista e cuja importância se mede pelo fato de que corresponde a 3,5% da economia brasileira, se considerado o valor de mercado, conforme as contas de Marcos Troyjo, também nesta Folha.
O Estado brasileiro tem, na teoria, muitos instrumentos de controle. Se a Petrobras não tivesse sido privatizada, talvez um deles detectasse alguma coisa nesse tsunami de irregularidades e conseguisse evitar parte dos crimes e da incompetência.
É inacreditável que nem mesmo o corpo técnico da companhia, que tem de fato um histórico de alta qualificação, tenha percebido algo.
Será verdade o que disse o ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, que a corrupção é impossível de detectar?
Se é verdade, então todos os absurdos apontados pela Lava Jato podem perfeitamente se repetir, a menos, insisto, que a Petrobras seja colocada sob controle do Estado –no discutível pressuposto de que o Estado brasileiro funciona.
extraídadoblogrota2014

BNDES alega sigilo para ocultar os prejuízos com Eike

Raquel Landim Folha

O BNDES optou por não antecipar a cobrança de uma dívida de R$ 4,2 bilhões de uma das empresas de Eike Batista. A decisão garantiu a sobrevida da companhia e evitou que o banco tivesse que reconhecer no balanço o risco de perder dinheiro por negócios com o empresário. A empresa em questão é a Eneva, antiga MPX, dona de um grupo de usinas termelétricas, que pertence a Eike e aos alemães da E.ON. Quatro meses atrás, a Eneva entrou em recuperação judicial.
O processo, no entanto, englobou apenas uma fatia das dívidas do grupo: R$ 2,4 bilhões de um total de R$ 8,5 bilhões: a recuperação judicial se restringiu à holding, não incluindo as usinas controladas por ela.
O BNDES é o maior credor do grupo, mas seus empréstimos foram diretamente às usinas, para sua construção. O banco responde por 74% das dívidas das usinas e metade da dívida total.
“CALOTE CRUZADO”   
Documentos obtidos pela Folha demonstram que o BNDES tinha direito de exigir o pagamento antecipado dos empréstimos para as controladas da Eneva em caso de inadimplência da holding.
Essa possibilidade está expressa nos contratos entre o BNDES e a antiga MPX, a que a reportagem teve acesso, na cláusula de “calote cruzado”.
Essa cláusula, que segue diretrizes internas do banco público, é comum e serve para dar maior segurança aos credores, já que permite executar a dívida de uma empresa ao primeiro sinal de insolvência no grupo.
Se tivesse seguido o caminho mais conservador, o BNDES poderia ter solicitado o pagamento das dívidas e até acionado suas garantias, como fiança bancária, imóveis e maquinário. Mas, caso não recebesse, teria que fazer uma provisão em seu balanço para possíveis perdas.
O tema é politicamente delicado para o banco, que pode enfrentar uma CPI no Congresso.
TIRO NO PÉ
O BNDES não quis dar entrevista sob a decisão, argumentando que ela é protegida por sigilo bancário.
Segundo a Folha apurou, a avaliação do banco é que pedir o pagamento antecipado das dívidas da Eneva seria um “tiro no pé”, já que as usinas vêm pagando suas prestações em dia e os demais bancos credores também concordaram em aguardar.
Além disso, a diretoria do BNDES defende que um banco de fomento não poderia destruir um projeto que gera energia para o país em tempos de escassez.
Profissionais envolvidos no caso relataram que a atitude do BNDES vem sendo vital para a sobrevivência da Eneva. Se tivesse “puxado o gatilho”, avaliam, o banco teria arrastado as usinas para a recuperação judicial.
Quando Eike começou a quebrar, em 2012, a antiga MPX era apontada pelos bancos como a empresa mais saudável de seu império, porque tinha um sócio alemão e já produzia energia. Ou seja, ao contrário da petroleira OGX, a termelétrica tinha receita.
A situação, no entanto, se complicou. As usinas não ficaram prontas no tempo previsto e a empresa foi obrigada a comprar energia cara no mercado para honrar seus contratos com os clientes.
Além disso, teve problemas para receber o gás natural, sua principal matéria-prima, fornecido por outra empresa de Eike, a OGX Maranhão. Hoje esses problemas parecem solucionados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - A matéria foi enviada pelo comentarista Virgilio Tamberlini. Mostra a que ponto chegou a blindagem do BNDES por Luciano Coutinho, que colocou o banco estatal à margem da lei. (C.N.)





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terça-feira, 28 de abril de 2015

Dilma entre a fuga e a resistência

Carlos Chagas 

A informação é de que Dilma ainda não decidiu, mas o simples fato de estar hesitante configura um vexame. Pior do que o dela, outro, encenado pelos ministros palacianos, que sugeriram à presidente não se pronunciar em cadeia de rádio e televisão pela passagem do primeiro dia de maio. Motivo: evitar mais um panelaço.
A tradição vem de décadas: os presidentes congratulam-se com os trabalhadores, no dia a eles dedicado e, não raro, anunciam medidas destinadas a minorar-lhes as agruras. Um gesto de respeito e até de carinho, acima de tudo.
Pois não é que Madame está sendo aconselhada a esconder-se? Aceitar semelhante despropósito equivale a renunciar não apenas aos seus deveres, mas demonstrar medo. Continuando as coisas como vão, se consumar-se essa ausência, logo teremos uma presidente secreta, como nos tempos dos decretos-secretos do regime militar. Saberemos estar ela nos seus palácios, mas escondida. Temerosa de mostrar-se e, em especial, de enfrentar manifestações de rejeição. Estivesse a poucos dias do término de seu mandato e ainda se admitiria a omissão. Mas com quase quatro anos de governo, qual a conclusão a tirar?
Tomara que o bom senso venha a prevalecer, ainda mais porque não se pronunciará em praça pública, mas fechada num estúdio improvisado em seu gabinete de trabalho. Ela nem ouvirá o bater de panelas, já que sua cozinheira não ousaria tanto.
Trata-se de uma decisão a tomar, capaz de pautar por muito tempo o comportamento da presidente Dilma. Se disposta a enfrentar a impopularidade, estará dando sinais de pretender virar o jogo, recuperar-se e seguir na plenitude de suas prerrogativas. Omitindo-se, dará não apenas amplo sinal de fraqueza, mas estimulará os sentimentos daqueles que pretendem vê-la pelas costas.
COVARDIA
A gente fica pensando como existem auxiliares, ainda mais ministros, recomendando a covardia. Estariam eles preocupados com o próprio futuro? Ao ouvir essa triste sugestão daqueles que deveriam estimulá-la a reagir, bem que a presidente poderia seguir o exemplo de Tancredo Neves.
No início de seu lançamento como candidato presidencial, numa das reuniões com assessores, ele foi-se irritando com tantos comentários favoráveis ao seu adversário, Paulo Maluf. Diziam ser impossível vencê-lo no Colégio Eleitoral, supostamente comprado. Também alegavam a lei da fidelidade partidária, que a Justiça anularia os votos dos dissidentes do PDS dispostos a sufragá-lo. Mais ainda, que os militares apoiavam Maluf e não deixariam que tomasse posse, na hipótese quase impossível de sua vitoria. Por último, comparavam a vitalidade do candidato oposto, percorrendo o país e espalhando otimismo, diante de um oponente de 74 anos.
Tancredo chegou ao limite da indignação. Levantou-se, abriu a porta e determinou ao seu comando de campanha: “Podem ir embora! Vão logo aderir ao Maluf!”
Tivesse a presidente Dilma desabafado assim diante de seus ministros e talvez despertasse neles um pouco de pudor…





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‘Nós’ somos só isso

Opinião J. R. Guzzo: publicada na edição impressa de VEja
Há vários anos o Brasil se acostumou a ouvir do governo, das suas principais lideranças e dos chefes do seu partido que o país se divide em dois — “nós” e “eles”. Esse “nós” quer dizer, em resumo, o ex-presidente Lula, seus admiradores e os que mandam hoje na máquina do governo; segundo a visão oficial, representam todas as virtudes possíveis de encontrar na vida pública, e por isso são os únicos que têm o direito de governar. “Eles” são todos os demais, e principalmente quem não concorda com as atitudes e os atos do ex-presidente, do PT e do governo nestes últimos doze anos.
É uma maneira doente, em qualquer tipo de situação, de fazer política — não é assim que funciona uma democracia. Na situação de hoje, então, falar em “nós” e “eles” é um perigo. “Nós” quem, por gentileza? Faz parte desse “nós”, sem nenhuma possibilidade de dúvida, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, que vinha ocupando seu cargo com o apoio total de Lula e do sacro colégio do partido — e o homem, santo Deus, acaba de ir para a cadeia. Nunca antes na história deste país foi tão melhor ser “eles”.
A prisão de Vaccari é um desastre a mais numa série que parece não ter fim. O tempo passa, o mundo gira e viemos todos, a folhas tantas, dar com a situação que se formou nas últimas semanas: quando Lula, o PT e o seu sistema de propaganda, forçados pela presença da população nas ruas, tiveram de olhar em  volta de si mesmos, acabaram vendo que “eles”, como dizem, são muito mais numerosos do que “nós”. É como se descobrissem, de repente, que sua conta está errada: “Mas será que ‘nós’ somos só isso?”. Sim, são só isso — mais Vaccari.
Na hora de colocarem gente na rua, constataram que as massas populares que imaginam comandar não existem no mundo dos fatos. Contam apenas com os subordinados a quem podem dar ordens, tirados como sempre do quadro de servidores da CUT, MST, UNE e outros grupos que só vão para a praça pública se os chefes mandarem. Vão em ônibus fretados e pagos com dinheiro público, não trabalham, precisam receber lanche e mesada em dinheiro, jogam pedra na polícia, metem o pé no vidro de carros, derrubam latas de lixo; não sabem fazer outra coisa.
Já o que chamam de “eles” fizeram em menos de um mês as maiores manifestações populares que o Brasil já viu desde a campanha pelas eleições diretas, trinta anos atrás. Vão para a rua por sua livre decisão e por sua própria conta; na segunda delas estiveram presentes em 500 cidades. Quem, então, é a maioria e quem é a minoria neste país? A conta para valer, na verdade, sempre foi esta. Francamente: dá para acreditar que invasores de imóveis, bandos de mascarados que destroem mudas de eucalipto e outros grupos marginais representam a maioria da população brasileira? É claro que não dá.
Já a maioria verdadeira, que agora aparece em peso em todos os cantos do país, mostrou mais uma vez que águas quietas podem ser muito fundas. Praticamente ninguém, há pouco mais de um mês, seria capaz de prever que um chamado feito por voluntários anônimos pudesse levar multidões à rua; imaginar que 200.000 pessoas, por exemplo, sairiam de casa para protestar contra o governo parecia um completo disparate.
Parecia, mas não foi — o que, entre tantas outras coisas, serve para recomendar um pouco mais de humildade a todos os que imaginam que a vida se resume às suas próprias certezas, a começar pelo governo. Suas Excelências se acostumaram a dizer que são os primeiros e únicos, em toda a história, a representar o povo brasileiro. Estão vendo agora que nem o governo Collor, descrito pelo PT como o pior de todos os tempos, conseguiu reunir tanta gente contra si.
Lula e o seu universo estão com um problema e tanto. O que a população está exigindo nas ruas é mais complicado que o “fora Dilma” — quer um país que funcione, e isso nem Lula, nem Dilma, nem Vaccari são capazes de entregar. Será que vão perceber que a sua corrente de transmissão continua a girar, mas não está transmitindo nada? A ver. Ao seu redor, por enquanto, fala-se em “vitória”, porque houve menos gente na segunda manifestação do que na primeira.
Imaginam, talvez, que quem foi no dia 15 março e não foi no 12 de abril se arrependeu e passou a apoiar o governo nesse meio-tempo. Dá o que pensar — com mais duas ou três vitórias dessas o PT não precisará se preocupar com nenhuma outra derrota. É a vida. Como diz José Saramago, a cegueira é um assunto particular entre as pessoas e os olhos com que nasceram. Não há nada que se possa fazer a esse respeito.





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TSE quer ouvir Youssef e Costa em processo para cassar Dilma

Beatriz Bulla  Estadão 
 O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, determinou que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, delatores da Operação Lava Jato, sejam ouvidos no processo ajuizado pelo PSDB que pede a investigação eleitoral da campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff (PT).
A ação de investigação eleitoral foi proposta pela coligação do senador tucano Aécio Neves (MG), derrotado nas eleições presidenciais, e pelo diretório do PSDB no final do ano passado, antes da diplomação da presidente. Eles querem investigar suposto abuso de poder econômico e político por parte da presidente Dilma e do vice-presidente Michel Temer na campanha do ano passado, com cassação do registro dos candidatos, o que pode gerar a cassação do diploma dos dois.
No início da semana passada, o PSDB apresentou um recurso contra a decisão de Noronha que negou pedidos de colheita de provas e inquirição de testemunhas na ação. O ministro, então, reconsiderou a decisão e determinou o envio de uma carta ao juiz da 13ª Vara Criminal do Paraná, Sérgio Moro, para solicitar o depoimento de Costa e Youssef para que os dois façam “esclarecimentos capazes de influir” no processo.
RECURSOS ILÍCITOS
O PSDB alega que o Tribunal deve examinar a possível captação de recursos de forma ilícita de empresas com contratos firmados com a Petrobrás, repassados posteriormente aos partidos que formaram a coligação de Dilma Rousseff, a Com a Força do Povo, formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PSD, PP, PR, PROS e PRB.
Na delação premiada realizada no âmbito da Lava Jato, Paulo Roberto Costa disse que Youssef solicitou R$ 2 milhões para financiar a campanha da então candidata à presidência Dilma Rousseff. O destinatário do dinheiro, segundo o relato, teria sido o ex-ministro e coordenador da campanha petista, Antonio Palocci.
As denúncias sobre a campanha de 2010, contudo, não são objeto da análise desta ação no TSE, que investiga a campanha eleitoral de 2014. Costa e Youssef deverão esclarecer à Justiça Eleitoral, portanto, se foram feitos repasses à coligação encabeçada pelo PT no ano passado.
O TSE também quer ouvir um servidor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), pois o PSDB acusa o órgão de ser envolvido em ocultação de dados econômicos e sociais negativos durante a campanha. Há outros documentos solicitados para apurar a influência da força do governo durante a campanha, como dados sobre eventos realizados no Palácio da Alvorada durante o período eleitoral.








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