segunda-feira, 2 de novembro de 2015
"O boi",
por Arnaldo Jabor O Globo
Faltam-me palavras para dar conta do que está acontecendo no Brasil. Eu
nunca vi o país assim. Já vi crises violentas como a morte de Getúlio ou
o golpe militar, mas esta tem uma característica diferente; é pastosa,
uma areia movediça que engole tudo.
O que é uma crise? Digamos que um projeto político ou empresarial
quisesse chegar a determinado objetivo. Corria um risco. Se não desse
certo, teríamos uma crise. Era a época dos riscos. Hoje vivemos na
incerteza, porque não sabemos como agir.
Hoje, a crise é sonâmbula — como chegar e onde chegar? O grave é que
esses impasses estão eliminando os instrumentos institucionais da
democracia.
O Congresso brasileiro é chefiado por dois sujeitos investigados com
provas e recibos por crimes na Lava-Jato, e também o Renan quando fugiu
para não ser cassado pela evidência de suas jogadas. E hoje preside o
Senado. Conta isso para um alemão, um inglês, e eles não acreditarão.
O Brasil está se esvaindo em sangue por causa de um cabo de guerra entre
Dilma e Cunha, em amor e ódio, em busca de proteção mútua: “Você me
salva do impeachment e eu tento evitar sua cassação”. O Brasil está
paralisado porque o Cunha está mandando no país, porque detém o poder de
chantagear todo mundo, mesmo denunciado até pela Suíça (que chic!).
Como pode o Legislativo estar nas mãos desses caras? Parece não haver
um só lugar onde não haja roubo. Na saúde, na merenda escolar, na
educação.
O Brasil está encurralado entre uma flébil tentativa de ajustar as
contas públicas e o ajuste sendo usado como moeda de troca. O Congresso
está bloqueando nossa recuperação. O Brasil está sendo chantageado. “Se o
Brasil não me atender, eu destruo o Brasil.”
Antigamente o segredo era a alma dos negócios espúrios. Hoje os mais
sujos interesses são expostos à luz fria de um bordel. Está tudo em
nossa cara.
Sempre houve roubalheira, considerada apenas um “pecado” e era uma
roubalheira setorial, descentralizada, e não esta coisa sólida, extensa,
onipresente. Tudo o que já apareceu nessa extraordinária ressurreição
do Judiciário, por conta dos competentes juízes e procuradores, será um
troco, uma mixaria quando chegarem ao fundos de pensão, ao BNDES e a
outras empresas públicas.
A política está impedindo a política. Mentem e negam o tempo todo e não
desmoralizam a verdade apenas; estão desmoralizando a mentira. São
patranhas tão explícitas, tão cínicas que desmoralizam a mentira. O
óbvio está escondido debaixo da mesa. O óbvio está no escuro, o óbvio
está na privada. Quanto à verdade, é fácil descobri-la: ela é o
contrário, o avesso de tudo que políticos investigados afirmam.
Ninguém acredita mais no que o Lula fala (só pobres analfabetos e
intelectuais imbecis), ninguém acredita mais no que a Dilma gagueja sob o
som dos panelaços, nem no Renan, no Cunha, mas o show continua. Há um
complô de enganação da sociedade. Por quê?
Porque a sociedade para eles é um bando de idiotas que precisam ser
tutelados pelo Estado de esquerda ou enrolados pelos oligarcas privados.
Esse foi nosso pior destino: a união entre a chamada esquerda e a velha
direita.
Dilma não sai nem morta, ela disse. Cunha não sai nem morto. E os dois
em confronto encurralam o país numa briga de foice. São demitidos 3 mil
por dia e o total geral de desempregados já está em 1 milhão e 200 mil
de pobres vítimas desse prélio de arrogância e narcisismo. Teremos um
déficit fiscal de R$ 70 bilhões. E tudo bem? No Congresso ninguém liga.
Dane-se o país, quero o meu...
Faltam-me palavras. Que nome dar por exemplo a esse melaço de gente que
odeia reformas e o novo? Que medula, que linfa ancestral os energiza,
que visgo é esse que gruda em tudo? É uma pasta feita de egoísmo,
preguiça, herança colonial, estupidez e voracidade pura. Que nome dar? A
gosma do Mesmo?
O dicionário não basta para descrever uma figura como o Cunha, cuja
aparência não engana. Ele é o que parece, nunca vi um desenho tão
perfeito de uma personalidade. O povo vê horrorizado sua carantonha e
seu bico voraz e percebe que está diante do mal. O povão não entende
muito, mas tem sensibilidade. Cunha é a cara do pesadelo brasileiro. E
tantos outros, escondidos por sorrisos, cabelinhos de acaju ou de asas
da graúna.
Nós jornalistas e comentaristas tentamos ver algum ângulo novo na crise
atual, mas já estamos nos repetindo, martelando o óbvio. Todos os
artigos parecem um só. Eu busco novas ideias, novas ironias para
esculachar essa vergonha, mas ela é maior que as palavras.
Falamos, falamos e não descobrimos o essencial: como é que essa porra vai acabar?
O Brasil estava entrando no mundo contemporâneo com uma nova visão de
economia e gestão e vieram esses caras e comeram tudo, como as porcadas
magras quando invadem o batatal. Essa crise é terrível porque é uma
caricatura. É crise do superficial, do inerte, da anestesia sem
cirurgia. A crise é um pesadelo humorístico. A crise não merece
respeito. Sei lá, a depressão de 29 foi uma tragédia real. Esta nossa é
uma anedota.
Ela foi criada artificialmente por essa gentalha que tomou o poder e
resolveu ser contra “tudo isso que está ai”. Quem estava aí era o
Brasil. Eram as conquistas da democracia, essa palavra que eles usam com
boquinha de nojo, apenas como pretexto, como estratégia para a tal
“linha justa”.
Como dizia o Bobbio: “O que mais une o fascismo e o comunismo é seu ódio à democracia.”
O que provocou tudo isso? Foi o populismo endêmico, o patrimonialismo
secular, a ignorância histórica. E esse sarapatel pariu um sujeito
despreparado e deslumbrado consigo mesmo, cujo carisma de operário
fascinou intelectuais babacas e comunas desempregados desde 1968, que
resolveram fazer uma revolução endógena, um “gramscianismo” de
galinheiro.
O PT está arrasando o país. Essa é a verdade. Temos que dar nome aos
bois, ou melhor, ao boi. O causador disso tudo que nos acontece e que
poderá durar muito tempo foi o Lula.
Sim. Esse homem que nunca viu nada, que não sabia de nada é o grande
culpado da transformação. Mas, o MPF e a Polícia Federal estão chegando
perto dele e de suas ocultações. Ele é o boi.
extraídaderota2014blogspot
Pedaladas de 2015 justificam o pedido de impeachment
Jorge Béja
Se a presidente Dilma também neste ano de 2015 repetiu as “pedaladas”, praticou o crime de responsabilidade que justifica a abertura e conclusão do processo pelo impeachment. “Pedalada” é o nome fácil que o jornalismo adotou para identificar o crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. É óbvio que os juristas Reale Junior, Janaína Paschoal e Helio Bicudo não iriam elaborar petição sem fundamentação adequada e sem comprovação dos fatos.
E quem é Eduardo Cunha para discorrer sobre o Direito? Ele é jurista? Suas recentes declarações não seriam um modo de facilitar a arguição de sua suspeição, por acenar com a possibilidade de recusar a denúncia contra Dilma? Não foi isso que os defensores do governo alegaram contra o relator no TCU?
Nesta hora Cunha tem de assumir a posição de um magistrado, tal como o juiz de direito que recebe ou deixa de receber a denúncia do Ministério Público contra o indiciado no inquérito. Cunha tem equipe de advogados preparados, da própria Câmara. E qualquer decisão que venha proferir deve ser muito bem fundamentada, tanto para aceitar a denúncia quanto para rejeitá-la.
DEFESA MUITO DIFÍCIL
Acho difícil Cunha encontrar fundamentação para rejeitar o pedido de impeachment. O material auditado pelo Tribunal de Contas da União é peça de valor pericial, no caso perícia contábil. Os números e valores não mentem. Equivalem a uma perícia de Instituto de Criminalística, em que os peritos foram unânimes em concluir que o acidente automobilístico ocorreu tendo como causas determinadas o excesso de velocidade, a ausência de freios e o precário estado dos pneus do carro que produziu o desastre. Ou uma perícia de Instituto Médico Legal cujos legistas foram unânimes em concluir que a causa da morte da vítima foi traumatismo crânio-encefálico. Diante disso, como um juiz poderá negar valor probante a ambos os laudos?
O trabalho do TCU é técnico, é pericial. Não consigo ver a possibilidade do relator das contas da Comissão Mista de Orçamento do Congresso derrubar a auditagem do Tribunal. E mais: relator vota e relata. Quem decide e a comissão. É um julgamento colegiado. Sim, tem caráter político e sei disso. Mesmo assim, contra fatos não há argumentos.
extraídadatribunadainternet
Se a presidente Dilma também neste ano de 2015 repetiu as “pedaladas”, praticou o crime de responsabilidade que justifica a abertura e conclusão do processo pelo impeachment. “Pedalada” é o nome fácil que o jornalismo adotou para identificar o crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. É óbvio que os juristas Reale Junior, Janaína Paschoal e Helio Bicudo não iriam elaborar petição sem fundamentação adequada e sem comprovação dos fatos.
E quem é Eduardo Cunha para discorrer sobre o Direito? Ele é jurista? Suas recentes declarações não seriam um modo de facilitar a arguição de sua suspeição, por acenar com a possibilidade de recusar a denúncia contra Dilma? Não foi isso que os defensores do governo alegaram contra o relator no TCU?
Nesta hora Cunha tem de assumir a posição de um magistrado, tal como o juiz de direito que recebe ou deixa de receber a denúncia do Ministério Público contra o indiciado no inquérito. Cunha tem equipe de advogados preparados, da própria Câmara. E qualquer decisão que venha proferir deve ser muito bem fundamentada, tanto para aceitar a denúncia quanto para rejeitá-la.
DEFESA MUITO DIFÍCIL
Acho difícil Cunha encontrar fundamentação para rejeitar o pedido de impeachment. O material auditado pelo Tribunal de Contas da União é peça de valor pericial, no caso perícia contábil. Os números e valores não mentem. Equivalem a uma perícia de Instituto de Criminalística, em que os peritos foram unânimes em concluir que o acidente automobilístico ocorreu tendo como causas determinadas o excesso de velocidade, a ausência de freios e o precário estado dos pneus do carro que produziu o desastre. Ou uma perícia de Instituto Médico Legal cujos legistas foram unânimes em concluir que a causa da morte da vítima foi traumatismo crânio-encefálico. Diante disso, como um juiz poderá negar valor probante a ambos os laudos?
O trabalho do TCU é técnico, é pericial. Não consigo ver a possibilidade do relator das contas da Comissão Mista de Orçamento do Congresso derrubar a auditagem do Tribunal. E mais: relator vota e relata. Quem decide e a comissão. É um julgamento colegiado. Sim, tem caráter político e sei disso. Mesmo assim, contra fatos não há argumentos.
extraídadatribunadainternet
Mistério: Por que ninguém contrata novas palestras de Lula?
Rubens Valente Folha
Os efeitos da Operação Lava Jato atingiram os negócios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fazendo despencar suas palestras remuneradas. Num intervalo de 15 meses, de março de 2014, quando a investigação foi deflagrada, a junho de 2015, Lula foi contratado para apenas seis palestras – uma média de um evento pago a cada 75 dias. E ao longo dos cinco primeiros meses de 2015, Lula foi remunerado por apenas uma palestra, bancada por uma cervejaria de Petrópolis (RJ).
O quadro era muito diferente antes de 20 de março de 2014, quando foi preso pela Polícia Federal o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, dias após a deflagração da Lava Jato. De 2011 até aquela data, o ex-presidente havia proferido 64 palestras pagas, uma média de um evento remunerado a cada 18 dias.
Os dados constam de um dossiê entregue pelo Instituto Lula ao Ministério Público Federal no Distrito Federal, que investiga supostas irregularidades na relação de Lula com empreiteiras brasileiras e governos estrangeiros.
PAGO POR EMPREITEIRAS
As empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras praticamente desapareceram da carteira de clientes de Lula, que recebe por meio de uma microempresa, a LILS Palestras, Eventos e Publicações.
O último evento pago pelas empresas de construção civil – em uma viagem para Angola e Nigéria bancada pela construtora Norberto Odebrecht – ocorreu há mais de um ano, em maio de 2014. Até então, empreiteiros, incluindo Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, UTC Engenharia e Andrade Gutierrez, haviam assumido os custos de 26 palestras e viagens do ex-presidente.
Desde que os primeiros empreiteiros foram presos em decorrência da Lava Jato, em novembro de 2014, até junho passado, Lula não recebeu mais nenhuma palestra nem participou de nenhuma viagem paga por essas empresas. No mesmo período, de cinco palestras realizadas, o ex-presidente não foi remunerado em três ocasiões.
Antes da Lava Jato, as empreiteiras bancaram 38,6% das palestras remuneradas do ex-presidente.
R$ 7 MILHÕES POR ANO
Na investigação, o Ministério Público não indagou ao Instituto Lula os valores recebidos por cada palestra. Reportagem da revista “Veja” de agosto, que citou documento do Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda, indicou que a empresa de palestras de Lula obteve R$ 27 milhões nos últimos quatro anos – a cifra não foi contestada pelo Instituto Lula.
A assessoria do Instituto Lula disse que o ex-presidente Lula se dedicou mais, em 2014, “às atividades políticas” por se tratar de um ano eleitoral e, em 2015, ao instituto e “a discutir o Plano Nacional de Educação”.
CRÍTICA À FOLHA
O Instituto Lula afirmou que o foco do ex-presidente “não é o lucro, diferente de uma empresa privada como o Grupo Folha, que publica a Folha de S.Paulo”, mas sim “trabalhar pelo Brasil, sempre dentro da lei”.
“Fazer palestras é apenas o exercício legal e legítimo que ele tem de ter um trabalho e uma fonte de renda”.
Segundo o Instituto, Lula “fez um número maior de palestras em 2011, depois reduziu suas atividades para se tratar de um câncer e para participar das eleições municipais de 2012. Em 2013 fez mais palestras novamente. Em 2014, ano eleitoral, o ex-presidente se dedicou mais às atividades políticas”.
O Instituto criticou o acesso que a Folha teve aos documentos enviados pela entidade ao Ministério Público.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vai ser difícil solucionar este mistério. Lula era um dos conferencistas mais importantes do mundo, faturando média de R$ 7 milhões por ano, com tudo pago e jatinhos à disposição. Agora, por que ninguém mais quer ouvir suas concorridas e inesquecíveis palestras, escritas pelo Luiz Dulci? Será que é o ghost-writer que não está mais agradando? (C.N.)
extraídadatribunadainternet
Os efeitos da Operação Lava Jato atingiram os negócios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fazendo despencar suas palestras remuneradas. Num intervalo de 15 meses, de março de 2014, quando a investigação foi deflagrada, a junho de 2015, Lula foi contratado para apenas seis palestras – uma média de um evento pago a cada 75 dias. E ao longo dos cinco primeiros meses de 2015, Lula foi remunerado por apenas uma palestra, bancada por uma cervejaria de Petrópolis (RJ).
O quadro era muito diferente antes de 20 de março de 2014, quando foi preso pela Polícia Federal o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, dias após a deflagração da Lava Jato. De 2011 até aquela data, o ex-presidente havia proferido 64 palestras pagas, uma média de um evento remunerado a cada 18 dias.
Os dados constam de um dossiê entregue pelo Instituto Lula ao Ministério Público Federal no Distrito Federal, que investiga supostas irregularidades na relação de Lula com empreiteiras brasileiras e governos estrangeiros.
PAGO POR EMPREITEIRAS
As empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras praticamente desapareceram da carteira de clientes de Lula, que recebe por meio de uma microempresa, a LILS Palestras, Eventos e Publicações.
O último evento pago pelas empresas de construção civil – em uma viagem para Angola e Nigéria bancada pela construtora Norberto Odebrecht – ocorreu há mais de um ano, em maio de 2014. Até então, empreiteiros, incluindo Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, UTC Engenharia e Andrade Gutierrez, haviam assumido os custos de 26 palestras e viagens do ex-presidente.
Desde que os primeiros empreiteiros foram presos em decorrência da Lava Jato, em novembro de 2014, até junho passado, Lula não recebeu mais nenhuma palestra nem participou de nenhuma viagem paga por essas empresas. No mesmo período, de cinco palestras realizadas, o ex-presidente não foi remunerado em três ocasiões.
Antes da Lava Jato, as empreiteiras bancaram 38,6% das palestras remuneradas do ex-presidente.
R$ 7 MILHÕES POR ANO
Na investigação, o Ministério Público não indagou ao Instituto Lula os valores recebidos por cada palestra. Reportagem da revista “Veja” de agosto, que citou documento do Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda, indicou que a empresa de palestras de Lula obteve R$ 27 milhões nos últimos quatro anos – a cifra não foi contestada pelo Instituto Lula.
A assessoria do Instituto Lula disse que o ex-presidente Lula se dedicou mais, em 2014, “às atividades políticas” por se tratar de um ano eleitoral e, em 2015, ao instituto e “a discutir o Plano Nacional de Educação”.
CRÍTICA À FOLHA
O Instituto Lula afirmou que o foco do ex-presidente “não é o lucro, diferente de uma empresa privada como o Grupo Folha, que publica a Folha de S.Paulo”, mas sim “trabalhar pelo Brasil, sempre dentro da lei”.
“Fazer palestras é apenas o exercício legal e legítimo que ele tem de ter um trabalho e uma fonte de renda”.
Segundo o Instituto, Lula “fez um número maior de palestras em 2011, depois reduziu suas atividades para se tratar de um câncer e para participar das eleições municipais de 2012. Em 2013 fez mais palestras novamente. Em 2014, ano eleitoral, o ex-presidente se dedicou mais às atividades políticas”.
O Instituto criticou o acesso que a Folha teve aos documentos enviados pela entidade ao Ministério Público.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vai ser difícil solucionar este mistério. Lula era um dos conferencistas mais importantes do mundo, faturando média de R$ 7 milhões por ano, com tudo pago e jatinhos à disposição. Agora, por que ninguém mais quer ouvir suas concorridas e inesquecíveis palestras, escritas pelo Luiz Dulci? Será que é o ghost-writer que não está mais agradando? (C.N.)
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Estado esmaga sociedade, e não apenas pelo custo
Deu em O Globo
O Brasil sempre aparece mal colocado em rankings que avaliam a capacidade de países abrigarem empresas, estimularem seu crescimento e o empreendedorismo em geral. No mais conhecido deles, o “Doing Business”, do Banco Mundial, o ambiente de negócios do país estava, na última versão do relatório, apenas em 120º lugar. Uma discrepância diante do tamanho da economia brasileira, uma das dez maiores do mundo. Esses levantamentos, feitos junto a empresários e executivos, avaliam diversos aspectos que afetam a vida das empresas e de suas populações, como carga tributária, qualidade das instituições etc. E um dos problemas que mais pesam negativamente para o Brasil é a espessa burocracia que inferniza a vida de pessoas físicas e jurídicas.
No caso das empresas, ela aflige acionistas e administradores não apenas com o pagamento de inúmeros impostos, taxas e similares, mas com o enorme trabalho que é manejar guias de recolhimento, mantê-las em dia e devidamente arquivadas, até porque sempre o ônus da prova cabe ao contribuinte.
IMPOSTOS A VALER
Um dado ilustrativo: segundo o “Doing Business”, empresas de São Paulo consomem, em média, 2.600 horas por ano para recolher impostos, contra apenas 365 horas na América Latina como um todo. Dados como este não surgem por acaso. Há por trás de cada via-crúcis burocrática um enorme aparato estatal, de tempos em tempos cevado com mais verbas bilionárias, mais cargos. E nisso os últimos 12 anos de hegemonia do PT em Brasília foram pródigos.
Basta constatar o avanço do contingente de servidores no Executivo federal. Até 2013, eram 1.952 mil, ou 13,3% mais que os 1.722 mil servidores lotados na máquina do Executivo, em 2002, último ano de FH no Planalto, incluindo os aposentados.
Os sinais do inchaço da máquina com Lula e Dilma, a partir de 2003, são mais visíveis na distribuição de cargos ditos de confiança. Eles eram aproximadamente 66 mil em 2002 e chegaram a 100.313 em julho deste ano, um crescimento robusto de 52%.
SALÁRIO DE R$ 152 MIL
Por trás dos números há o apadrinhamento político e ideológico. É um termômetro fiel do aparelhamento, mesmo com servidores concursados, pois não se pode achar que inexistam militantes petistas entre eles, e que estes não tenham prioridade no recebimento de “adicionais por cargo”.
Não falta espaço na máquina burocrática. Só esses cargos, designados por indecifráveis siglas, são 41. Entre eles, o mais ambicionado é o DAS (Direção e Assessoramento Superior), o destaque nesta sopa de letras. Mas também é possível, se bem apadrinhado, a pessoa acumular adicionais até chegar a, por exemplo, R$ 152.220,97, caso da remuneração total de um funcionário da estatal Eletronorte, mostrado em reportagem do Globo.
40% DO PIB
Os defensores do mastodôntico Estado brasileiro costumam argumentar que a folha dos servidores se mantém estável no nível de 4% do PIB. Mas a questão, aqui, é menos este número isolado e mais analisá-lo “por dentro”, saber se os servidores estão alocados da melhor forma para atender a população, se os salários pagos são compatíveis com a produtividade do funcionário. Ou se a máquina se move por si mesma, impulsionada pela lógica da burocracia, por seus interesses específicos e de aliados políticos de ocasião. Um milhão de funcionários ativos do Executivo receberão este ano mais de R$ 100 bilhões, ou três Bolsas Família, um aumento real (acima da inflação) superior a 55%, desde 2002. Além de tudo, este monstruoso aparato gera mais burocracia. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento, a máquina produz 520 novos regulamentos por dia.
E tudo somado, o Estado consome 40% do PIB, e ainda precisa pedir dinheiro emprestado. É muito, principalmente quando se avaliam estes índices e cifras por meio da qualidade dos serviços prestados à população. Uma exorbitância, também se analisarmos pela ótica de quem padece com a burocracia pública.
OS PONTOS-CHAVE
1 – Neste período em que o PT está no poder, aumentou muito o número de comissionados e assessores
2 – O crescimento é constante no número de servidores, assim como no tamanho da folha, e acima da inflação
3 – Há tantas possibilidades de adicionais que em uma estatal pode-se ganhar um salário de R$ 152 mil
4 – O tamanho da máquina pública deve ser comparado com a qualidade do serviço prestado à população
5 – O gigantismo da máquina pública contribui para uma burocracia que atrapalha pessoas físicas e jurídicas
O Brasil sempre aparece mal colocado em rankings que avaliam a capacidade de países abrigarem empresas, estimularem seu crescimento e o empreendedorismo em geral. No mais conhecido deles, o “Doing Business”, do Banco Mundial, o ambiente de negócios do país estava, na última versão do relatório, apenas em 120º lugar. Uma discrepância diante do tamanho da economia brasileira, uma das dez maiores do mundo. Esses levantamentos, feitos junto a empresários e executivos, avaliam diversos aspectos que afetam a vida das empresas e de suas populações, como carga tributária, qualidade das instituições etc. E um dos problemas que mais pesam negativamente para o Brasil é a espessa burocracia que inferniza a vida de pessoas físicas e jurídicas.
No caso das empresas, ela aflige acionistas e administradores não apenas com o pagamento de inúmeros impostos, taxas e similares, mas com o enorme trabalho que é manejar guias de recolhimento, mantê-las em dia e devidamente arquivadas, até porque sempre o ônus da prova cabe ao contribuinte.
IMPOSTOS A VALER
Um dado ilustrativo: segundo o “Doing Business”, empresas de São Paulo consomem, em média, 2.600 horas por ano para recolher impostos, contra apenas 365 horas na América Latina como um todo. Dados como este não surgem por acaso. Há por trás de cada via-crúcis burocrática um enorme aparato estatal, de tempos em tempos cevado com mais verbas bilionárias, mais cargos. E nisso os últimos 12 anos de hegemonia do PT em Brasília foram pródigos.
Basta constatar o avanço do contingente de servidores no Executivo federal. Até 2013, eram 1.952 mil, ou 13,3% mais que os 1.722 mil servidores lotados na máquina do Executivo, em 2002, último ano de FH no Planalto, incluindo os aposentados.
Os sinais do inchaço da máquina com Lula e Dilma, a partir de 2003, são mais visíveis na distribuição de cargos ditos de confiança. Eles eram aproximadamente 66 mil em 2002 e chegaram a 100.313 em julho deste ano, um crescimento robusto de 52%.
SALÁRIO DE R$ 152 MIL
Por trás dos números há o apadrinhamento político e ideológico. É um termômetro fiel do aparelhamento, mesmo com servidores concursados, pois não se pode achar que inexistam militantes petistas entre eles, e que estes não tenham prioridade no recebimento de “adicionais por cargo”.
Não falta espaço na máquina burocrática. Só esses cargos, designados por indecifráveis siglas, são 41. Entre eles, o mais ambicionado é o DAS (Direção e Assessoramento Superior), o destaque nesta sopa de letras. Mas também é possível, se bem apadrinhado, a pessoa acumular adicionais até chegar a, por exemplo, R$ 152.220,97, caso da remuneração total de um funcionário da estatal Eletronorte, mostrado em reportagem do Globo.
40% DO PIB
Os defensores do mastodôntico Estado brasileiro costumam argumentar que a folha dos servidores se mantém estável no nível de 4% do PIB. Mas a questão, aqui, é menos este número isolado e mais analisá-lo “por dentro”, saber se os servidores estão alocados da melhor forma para atender a população, se os salários pagos são compatíveis com a produtividade do funcionário. Ou se a máquina se move por si mesma, impulsionada pela lógica da burocracia, por seus interesses específicos e de aliados políticos de ocasião. Um milhão de funcionários ativos do Executivo receberão este ano mais de R$ 100 bilhões, ou três Bolsas Família, um aumento real (acima da inflação) superior a 55%, desde 2002. Além de tudo, este monstruoso aparato gera mais burocracia. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento, a máquina produz 520 novos regulamentos por dia.
E tudo somado, o Estado consome 40% do PIB, e ainda precisa pedir dinheiro emprestado. É muito, principalmente quando se avaliam estes índices e cifras por meio da qualidade dos serviços prestados à população. Uma exorbitância, também se analisarmos pela ótica de quem padece com a burocracia pública.
OS PONTOS-CHAVE
1 – Neste período em que o PT está no poder, aumentou muito o número de comissionados e assessores
2 – O crescimento é constante no número de servidores, assim como no tamanho da folha, e acima da inflação
3 – Há tantas possibilidades de adicionais que em uma estatal pode-se ganhar um salário de R$ 152 mil
4 – O tamanho da máquina pública deve ser comparado com a qualidade do serviço prestado à população
5 – O gigantismo da máquina pública contribui para uma burocracia que atrapalha pessoas físicas e jurídicas
(editorial enviado pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)
extraídadeatribunadainternet
Os políticos e as autoridades cospem na moral. Todos eles.
Francisco Menezes
Uma roupa diferente só vale pra quem tem moral de andar vestido; quem já vive intelectualmente nu despreza o tecido. Os políticos e autoridades estão nus em matéria de moral. Vou repetir: político no Brasil é aquele sujeito que tudo que tentou fazer na vida deu errado ou realmente só quer ter poder sobre as demais pessoas. Os políticos brasileiros representam esses dois times. Os times dos que não tem mais nada a perder. Os times dos sem vergonha, os times dos imorais e amorais.
Lula e Dilma são protótipos das pessoas que nada têm a perder. Agem na irresponsabilidade. O que der deu. E a conta manda para quem se preocupa com ética. Mas se Dilma e Lula saírem agora, entrarão outros iguais ou piores que eles.
Entenda-se que são todos ladrões. E em jogo de ladrão o puxador da pistola mata o que anda de facão. A tendência é eles sempre se superarem. As artimanhas exigem planos maquiavélicos. A evolução é no sentido de quem é mais larápio.
NÃO EXISTE MORAL
Os políticos e as autoridades cospem na moral. Todos eles. Eles sabem que a imoralidade existe e se alimenta da moralidade dos outros. Enquanto existirem pessoas morais, eles vão continuar agindo livremente. Não quero dizer que devamos nos tornar imorais ou amorais. Estou dizendo que não vislumbro alternativa.
Para subir num andar, você precisa ou de um elevador ou de uma escada. Na política brasileira o elevador e a escada que poderiam levar alguém ao poder são os próprios membros do poder, através de suas negociações. Portanto, é impossível um cidadão defensor da moral subir neste andar sem antes se comprometer com a mão suja dos que o agarram, puxando-o para cima.
As pessoas morais têm suas responsabilidades. E quem tem responsabilidade não encontra tempo pra ficar rondando por aí não, fazendo passeata etc. Quem tem responsabilidade tem conta para pagar, filhos para criar.
Estamos entregues nas mãos dos covardes. Estamos cobertos pelo manto dos nus. Por isso sentimos tanto frio.
extraídadetribunadainternet
Uma roupa diferente só vale pra quem tem moral de andar vestido; quem já vive intelectualmente nu despreza o tecido. Os políticos e autoridades estão nus em matéria de moral. Vou repetir: político no Brasil é aquele sujeito que tudo que tentou fazer na vida deu errado ou realmente só quer ter poder sobre as demais pessoas. Os políticos brasileiros representam esses dois times. Os times dos que não tem mais nada a perder. Os times dos sem vergonha, os times dos imorais e amorais.
Lula e Dilma são protótipos das pessoas que nada têm a perder. Agem na irresponsabilidade. O que der deu. E a conta manda para quem se preocupa com ética. Mas se Dilma e Lula saírem agora, entrarão outros iguais ou piores que eles.
Entenda-se que são todos ladrões. E em jogo de ladrão o puxador da pistola mata o que anda de facão. A tendência é eles sempre se superarem. As artimanhas exigem planos maquiavélicos. A evolução é no sentido de quem é mais larápio.
NÃO EXISTE MORAL
Os políticos e as autoridades cospem na moral. Todos eles. Eles sabem que a imoralidade existe e se alimenta da moralidade dos outros. Enquanto existirem pessoas morais, eles vão continuar agindo livremente. Não quero dizer que devamos nos tornar imorais ou amorais. Estou dizendo que não vislumbro alternativa.
Para subir num andar, você precisa ou de um elevador ou de uma escada. Na política brasileira o elevador e a escada que poderiam levar alguém ao poder são os próprios membros do poder, através de suas negociações. Portanto, é impossível um cidadão defensor da moral subir neste andar sem antes se comprometer com a mão suja dos que o agarram, puxando-o para cima.
As pessoas morais têm suas responsabilidades. E quem tem responsabilidade não encontra tempo pra ficar rondando por aí não, fazendo passeata etc. Quem tem responsabilidade tem conta para pagar, filhos para criar.
Estamos entregues nas mãos dos covardes. Estamos cobertos pelo manto dos nus. Por isso sentimos tanto frio.
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domingo, 1 de novembro de 2015
Subserviência e desimportância
Carlos Chagas
Com trinta dias de atraso, a rede de televisão americana CNN divulgou não propriamente uma entrevista, mas duas ou três respostas da presidente Dilma a um de seus repórteres. O diálogo durou apenas cinco minutos e a demora de sua divulgação dá bem a medida da importância que a mídia nos Estados Unidos dá ao Brasil. Porque a gravação foi feita nos dias em que Madame viajou para discursar na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Aliás, seu pronunciamento mereceu simples registro de três linhas num dos jornalões de Nova York. Nada mais.
Também, as respostas da presidente deixaram a desejar. Ela declarou que a democracia brasileira é frágil, encontra-se na adolescência e há falta de motivação entre os que defendem seu impeachment. Sustentou que o governo dá todas as condições para as investigações sobre a corrupção. Por último, enalteceu os governos dela e do Lula, “que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza e que o Brasil transformou-se num país da classe média”.
O diabo é que essas declarações foram ao ar um mês depois de prestadas, período em que os fatos desmentiram as intenções. A crise econômica acentuou-se e o desemprego em massa alcança 15 milhões de trabalhadores. Ou mais, porque os métodos de cálculo dos institutos de aferição sempre favorecem o governo. O displicente entrevistador perdeu a oportunidade de referir-se à elevação dos impostos, taxas e tarifas, à redução de direitos sociais,a falência de Estados e Municípios em meio à inadimplência da União, a inflação crescente, a paralisação industrial e a corrupção nas estruturas do poder público. Nenhum desses temas interessa aos americanos, tanto aos meios de comunicação quanto aos seus dirigentes políticos.
POUCA IMPORTÂNCIA
Tanto faz se o Brasil regrediu ou se sempre foi assim, mas a verdade é que pouca importância se nos dá, lá do Hemisfério Norte. Continuam dando preferência à divulgação do abandono da população indígena, a proliferação de favelas e a violência urbana e rural que se avoluma.
Perdeu a presidente brasileira mais uma oportunidade de reagir ao descaso universal a nós dedicado. Começa que nem precisaria ter viajado às Nações Unidas para entoar a mesma cantilena de todos os anos, nos tempos modernos inaugurada pelo então presidente João Figueiredo e seguida pelos sucessores. Claro que precisamos manter relações cordiais com os Estados Unidos e demais países desenvolvidos, mas a cada governo brasileiro que entra o comportamento é o mesmo: subserviência e desimportância. Especialmente quando fornecemos motivos para receber esse tratamento.
extraídadatribunadainternet
Com trinta dias de atraso, a rede de televisão americana CNN divulgou não propriamente uma entrevista, mas duas ou três respostas da presidente Dilma a um de seus repórteres. O diálogo durou apenas cinco minutos e a demora de sua divulgação dá bem a medida da importância que a mídia nos Estados Unidos dá ao Brasil. Porque a gravação foi feita nos dias em que Madame viajou para discursar na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Aliás, seu pronunciamento mereceu simples registro de três linhas num dos jornalões de Nova York. Nada mais.
Também, as respostas da presidente deixaram a desejar. Ela declarou que a democracia brasileira é frágil, encontra-se na adolescência e há falta de motivação entre os que defendem seu impeachment. Sustentou que o governo dá todas as condições para as investigações sobre a corrupção. Por último, enalteceu os governos dela e do Lula, “que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza e que o Brasil transformou-se num país da classe média”.
O diabo é que essas declarações foram ao ar um mês depois de prestadas, período em que os fatos desmentiram as intenções. A crise econômica acentuou-se e o desemprego em massa alcança 15 milhões de trabalhadores. Ou mais, porque os métodos de cálculo dos institutos de aferição sempre favorecem o governo. O displicente entrevistador perdeu a oportunidade de referir-se à elevação dos impostos, taxas e tarifas, à redução de direitos sociais,a falência de Estados e Municípios em meio à inadimplência da União, a inflação crescente, a paralisação industrial e a corrupção nas estruturas do poder público. Nenhum desses temas interessa aos americanos, tanto aos meios de comunicação quanto aos seus dirigentes políticos.
POUCA IMPORTÂNCIA
Tanto faz se o Brasil regrediu ou se sempre foi assim, mas a verdade é que pouca importância se nos dá, lá do Hemisfério Norte. Continuam dando preferência à divulgação do abandono da população indígena, a proliferação de favelas e a violência urbana e rural que se avoluma.
Perdeu a presidente brasileira mais uma oportunidade de reagir ao descaso universal a nós dedicado. Começa que nem precisaria ter viajado às Nações Unidas para entoar a mesma cantilena de todos os anos, nos tempos modernos inaugurada pelo então presidente João Figueiredo e seguida pelos sucessores. Claro que precisamos manter relações cordiais com os Estados Unidos e demais países desenvolvidos, mas a cada governo brasileiro que entra o comportamento é o mesmo: subserviência e desimportância. Especialmente quando fornecemos motivos para receber esse tratamento.
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ENTREVISTA
MIRANDA SÁ
“É melhor não ser educado do que ser educado pelos seus governantes” (Thomas Hodgskin)
O
ENEM passou como um tsunâmi na vida brasileira. Mesmo quem nada tinha a
ver com o provão que dá acesso à universidade se envolveu discutindo as
questões apresentadas.
Não
fui exceção à regra. Ainda tinha em mente a ansiedade que nós, mais
velhos, tivemos quando nossos filhos se submetiam aos vestibulares,
naquela tentativa de abrir as portas do futuro. E também a angústia dos
pais acompanhando o anúncio dos aprovados…
Passei
a noite recordando minha própria vida de estudante e pensando na
Educação como uma necessidade básica para o desenvolvimento de um País;
observei os erros e acertos que distingui durante a minha vida, e também
as consequências estúpidas dos regimes totalitários tentando
“estatizar” crianças e adolescentes.
Antes
de me recolher para dormir, este último item permaneceu em minha cabeça
e me fez exaltar o epigrafado, Thomas Hodgskin, o libertário inglês que
nos legou a aversão pelas ditaduras.
Já
estava no segundo sono, como se diz, quando a campainha soou. O
porteiro sempre avisa quando temos visitas, mas desta vez a chamada pela
cigarra foi direta. Pelo olho mágico vi um senhor elegantemente
vestido, de boa aparência, cuja fisionomia não me pareceu estranha.
Abri
a porta e o visitante inesperado perguntou se poderia entrar,
apresentando-se: -“Sou Ângelo Luzidio, um revolucionário, e gostaria que
me entrevistasse…” Fiquei curioso: – “Revolucionário? Em plena
democracia?” Ângelo pigarreou e disse: – “Fui eu quem liderou a revolta
contra Deus; naquele tempo me chamavam Lúcifer…”
Espantado,
perguntei-lhe o que fazia no Brasil. – “Ora, você não lembra que a
presidente Dilma invocou o diabo, pedindo ajuda para ganhar as
eleições?”
Embora
um jornalista experiente, fiquei meio sem jeito, mas Ângelo me
encorajou descrevendo os pensamentos que eu desenvolvera sobre a
Educação. E insistiu que eu lhe perguntasse qualquer coisa a respeito.
Fui
direto ao assunto: – “Porque o senhor se interessa pela Educação?” Ele
atendeu prontamente: – “Quem me chamou atenção foi o monge agostiniano
Martinho Lutero opondo-se ao monopólio do Vaticano na condução do
ensino…
–
“Foi então Lutero o responsável pela educação sem coerção?” perguntei.
-“Não! Ele começou, mas se limitou à Alemanha; foi a Renascença que
derrotou o obscurantismo teocrático da Idade Média…”
Como
respeito a História, indaguei: – “Sei o que foi a Renascença, mas quem
atuou nesse sentido?” Ângelo não se fez de rogado: – “Citarei três,
Erasmo, Montaigne e Rabelais foram os baluartes da crítica à escolástica
e defenderam a instrução universalizada…”
Inquiri:
– “Escola para todos?” – “Sim!”, respondeu, “e foi um avanço em direção
à escola pública, mais tarde instituída pós-revolução industrial!” Fez
um curto silêncio e perguntou se eu tinha alguma bebida em casa. Disse
que tinha uma cachaça paraibana, excelente, vinda de Guarabira. Assentiu
com a cabeça e servi doses para os dois.
Depois
de tomar um trago, o entrevistado – quase me ignorando – divagou: “Após
a revolução industrial ocorreu a democratização do ensino, até por
necessidade do desenvolvimento econômico”. Tomou outra lapada e me
mostrou o copo pedindo mais e continuou: – “Interrompendo o processo,
apareceram os regimes totalitários do século passado… O stalinismo e os
fascismos italiano e alemão concentraram o poder nas mãos de um “chefe”
que subtraiu a liberdade da instrução para doutrinar as crianças e os
adolescentes”.
Prosseguiu:
– “O interessante é o que os aprendizes de ditador de hoje, pelo mundo
afora, tentam imitá-los. Surdos aos protestos das pessoas esclarecidas
querem subjugar aos seus governos a orientação pedagógica e didática das
escolas”.
Confesso
que estava gostando daquela alocução satânica quando ele, olhando para o
relógio, disse que o dia estava raiando e tinha que ir, dirigindo-se à
porta..
Com
a mão na maçaneta, arrisquei uma última pergunta: – “E aqui no
Brasil?”. Ângelo deu uma gargalhada diabólica: – “Você acha que atendi
ao apelo de Dilma a troco de quê?” E se foi…
extraídadetribunadaimprensaonline
O fiador da estabilidade -
JOSÉ CASADO O GLOBO
Semana passada, a cada 48 horas o STF recebeu nova evidência criminal contra o presidente da Câmara. Apuram-se crimes continuados, que justificariam até pedido de prisão
Na semana passada, a cada 48 horas a Procuradoria-Geral da República registrou no Supremo Tribunal Federal uma nova documentação acusando o presidente da Câmara dos Deputados de crimes de suborno e lavagem de dinheiro em contratos da Petrobras.
Os documentos combinam confissões de ex-funcionários da estatal e intermediários de empresas privadas com o resultado dos mais recentes rastreamentos de bens, direitos e valores dos quais o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e familiares seriam beneficiários e, supostamente, escondiam no exterior.
Na quinta-feira, o juiz Teori Zavascki decretou sigilo sobre as novas peças (protocoladas no STF como apensos 4, 5 e 6 aos volumes 9 e 10 do Inquérito nº 3.983). Mencionou especificamente os depoimentos.
Quem teve acesso impressionou-se: a movimentação descoberta ultrapassa muito o valor (US$ 10 milhões) já identificado em contas nos bancos Julius Bär, Merrill Lynch e BSI, de Genebra, onde Cunha aparece como beneficiário.
Foi o banco Julius Bär quem o delatou à Justiça da Suíça. No último 17 de abril, em Berna, o procurador federal Stefan Lenz denunciou Cunha por suborno e lavagem de dinheiro, crimes para os quais a legislação local prevê um mínimo de três anos de prisão em regime fechado (artigos 305 e 322 do Código Penal suíço).
Cinco meses depois, em 28 de setembro, a Suíça comunicou o encerramento da investigação e a transferência do caso ao Brasil. O procurador Lenz indicou que “foram detectados vários pagamentos e transferências de títulos” a partir do Merrill Lynch International, nos Estados Unidos.
Lenz escreveu a Brasília: “A procuradoria federal não conseguiu esclarecer a origem exata destes demais ativos e o fundo econômico destas transações. Mesmo assim, com base nas constatações e em razão destes recebimentos (de dinheiro), incompatíveis com a função de Cunha como presidente da Câmara dos Deputados, existe uma suspeita inicial suficiente de que, também em relação a estas transações efetuadas para Cunha, trata-se de produto de crimes.”
Duas semanas atrás, na sexta-feira 9 de outubro, procuradores do Brasil e dos EUA decidiram tornar mais fluida a cooperação. Patrick Stokes, do Departamento de Justiça, coletou evidências locais contra a Petrobras, seus fornecedores privados e pessoas físicas suspeitas de crimes contra a Lei de Práticas de Corrupção no Exterior. Essa legislação (FCPA, na sigla em inglês) tem alcance extraterritorial e prevê penas de até 20 anos de prisão, confisco e banimento de empresas do mercado americano.
No Supremo, prevê-se para dezembro a decisão do juiz Teori Zavascki sobre a denúncia contra o presidente da Câmara. A atual movimentação no inquérito sugere apuração de possíveis crimes continuados, o que poderia justificar até pedido de prisão.
Em teoria, esse seria o limite do Supremo. Sem sentença judicial definitiva, a Câmara tem exclusividade constitucional em decisão sobre mandato, permanência no comando da Casa e até sobre o seguimento do processo.
O Legislativo possui uma centena e meia de parlamentares sob suspeita em inquéritos no Supremo. O Executivo atolou-se em cumplicidades. Sobrou para o Judiciário o papel de fiador da estabilidade das instituições.
extraídadeavarandablogspot
Semana passada, a cada 48 horas o STF recebeu nova evidência criminal contra o presidente da Câmara. Apuram-se crimes continuados, que justificariam até pedido de prisão
Na semana passada, a cada 48 horas a Procuradoria-Geral da República registrou no Supremo Tribunal Federal uma nova documentação acusando o presidente da Câmara dos Deputados de crimes de suborno e lavagem de dinheiro em contratos da Petrobras.
Os documentos combinam confissões de ex-funcionários da estatal e intermediários de empresas privadas com o resultado dos mais recentes rastreamentos de bens, direitos e valores dos quais o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e familiares seriam beneficiários e, supostamente, escondiam no exterior.
Na quinta-feira, o juiz Teori Zavascki decretou sigilo sobre as novas peças (protocoladas no STF como apensos 4, 5 e 6 aos volumes 9 e 10 do Inquérito nº 3.983). Mencionou especificamente os depoimentos.
Quem teve acesso impressionou-se: a movimentação descoberta ultrapassa muito o valor (US$ 10 milhões) já identificado em contas nos bancos Julius Bär, Merrill Lynch e BSI, de Genebra, onde Cunha aparece como beneficiário.
Foi o banco Julius Bär quem o delatou à Justiça da Suíça. No último 17 de abril, em Berna, o procurador federal Stefan Lenz denunciou Cunha por suborno e lavagem de dinheiro, crimes para os quais a legislação local prevê um mínimo de três anos de prisão em regime fechado (artigos 305 e 322 do Código Penal suíço).
Cinco meses depois, em 28 de setembro, a Suíça comunicou o encerramento da investigação e a transferência do caso ao Brasil. O procurador Lenz indicou que “foram detectados vários pagamentos e transferências de títulos” a partir do Merrill Lynch International, nos Estados Unidos.
Lenz escreveu a Brasília: “A procuradoria federal não conseguiu esclarecer a origem exata destes demais ativos e o fundo econômico destas transações. Mesmo assim, com base nas constatações e em razão destes recebimentos (de dinheiro), incompatíveis com a função de Cunha como presidente da Câmara dos Deputados, existe uma suspeita inicial suficiente de que, também em relação a estas transações efetuadas para Cunha, trata-se de produto de crimes.”
Duas semanas atrás, na sexta-feira 9 de outubro, procuradores do Brasil e dos EUA decidiram tornar mais fluida a cooperação. Patrick Stokes, do Departamento de Justiça, coletou evidências locais contra a Petrobras, seus fornecedores privados e pessoas físicas suspeitas de crimes contra a Lei de Práticas de Corrupção no Exterior. Essa legislação (FCPA, na sigla em inglês) tem alcance extraterritorial e prevê penas de até 20 anos de prisão, confisco e banimento de empresas do mercado americano.
No Supremo, prevê-se para dezembro a decisão do juiz Teori Zavascki sobre a denúncia contra o presidente da Câmara. A atual movimentação no inquérito sugere apuração de possíveis crimes continuados, o que poderia justificar até pedido de prisão.
Em teoria, esse seria o limite do Supremo. Sem sentença judicial definitiva, a Câmara tem exclusividade constitucional em decisão sobre mandato, permanência no comando da Casa e até sobre o seguimento do processo.
O Legislativo possui uma centena e meia de parlamentares sob suspeita em inquéritos no Supremo. O Executivo atolou-se em cumplicidades. Sobrou para o Judiciário o papel de fiador da estabilidade das instituições.
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História sem fim -
VINICIUS TORRES FREIRE FOLHA DE SP
Está perto de mergulhar no vinagre a última grande fonte de receita extraordinária prevista pelo governo para este ano, o dinheiro do leilão de hidrelétricas, que renderia neste ano uns R$ 11 bilhões.
Trata-se de 29 hidrelétricas que voltaram para o governo, depois de esgotado seu prazo de concessão. Seriam leiloadas no início de novembro. Agora, se tudo der certo, fica para o final do mês que vem. Se o Congresso aprovar algumas normas que indiretamente influenciam o leilão; se o clima financeiro não estiver em tumulto.
Sem esse dinheiro, a conta do deficit primário de 2015, até ontem de tarde, ficaria entre 0,9% do PIB e 1% do PIB, entre R$ 50 bilhões e R$ 58 bilhões. Somado a despesa de juros, que dá o deficit nominal, o buraco deve chegar a 9,5% do PIB neste ano.
Se não é homérico, o rombo é similar àquele do início do desastre da Grécia (não, não somos a Grécia. Trata-se apenas de uma medida do tamanho do nosso triste vexame).
Os economistas do governo, porém, desse limão querem fazer uma salada em 2016. Como esse dinheiro extra não vai entrar neste ano, o plano é engordar o resultado fiscal do ano que vem. Isto é, além de cumprir a meta de superavit prevista para 2016, ora em 0,7% do PIB, o governo somaria ainda a receita extraordinária frustrada neste ano, o que daria quase 0,6% do PIB.
Nessa contra entrariam as receitas talvez postergadas do leilão de hidrelétricas, de repatriação de dinheiro malandro que foi para o exterior, de renegociação de dívidas fiscais e de concessões de estradas, que também ficaram para as calendas.
Pode ser uma boa ideia.
Pode dar tudo errado. Até agora, não há garantia alguma de que o governo vai conseguir os recursos que previu para o Orçamento de 2016, aqueles que listou no segundo pacote fiscal do governo Dilma 2. Isto é, o plano de conseguir o dinheiro da CPMF, de se apropriar de parte do dinheiro do sistema "S" (Sesc, Sesi etc.) e de confiscar quase tudo das emendas parlamentares. Sem isso, se vão uns dois terços do pacote fiscal. Sem isso, não haverá superavit (se nada mais der errado).
Enfim, mesmo o deficit primário de 2015 pode ser maior, talvez até 0,6% do PIB maior (uns R$ 40 bilhões). Tudo depende de quanto e como o governo vai pagar as despesas que pendurou no ano passado, de modo malandro, inepto ou francamente ilegal, as chamadas "pedaladas". Como se vai arranjar tal coisa ainda depende de conversas com o TCU.
Provavelmente, o governo vai mandar para o Congresso uma revisão de Orçamento sem essa decisão, não se sabe bem como, deixando um "branco a preencher", assim que se chegar a um acordo sobre as pedaladas. Se tiver de pagar todas as pedaladas, as penduras de anos anteriores, o deficit primário aumenta para uns 1,6% do PIB.
O Brasil de meados da década passada chegou a ter deficit nominal desse tamanho (quer dizer, tínhamos uma situação muitíssimo melhor). Pareceu possível chegar a um deficit nominal zero, o que seria exótico e quase revolucionário no Brasil. Foi então que Dilma Rousseff, então ministra, começou a detonar as finanças públicas, contribuindo para derrubar a projeto inédito de equilibrar as contas do governo.
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Está perto de mergulhar no vinagre a última grande fonte de receita extraordinária prevista pelo governo para este ano, o dinheiro do leilão de hidrelétricas, que renderia neste ano uns R$ 11 bilhões.
Trata-se de 29 hidrelétricas que voltaram para o governo, depois de esgotado seu prazo de concessão. Seriam leiloadas no início de novembro. Agora, se tudo der certo, fica para o final do mês que vem. Se o Congresso aprovar algumas normas que indiretamente influenciam o leilão; se o clima financeiro não estiver em tumulto.
Sem esse dinheiro, a conta do deficit primário de 2015, até ontem de tarde, ficaria entre 0,9% do PIB e 1% do PIB, entre R$ 50 bilhões e R$ 58 bilhões. Somado a despesa de juros, que dá o deficit nominal, o buraco deve chegar a 9,5% do PIB neste ano.
Se não é homérico, o rombo é similar àquele do início do desastre da Grécia (não, não somos a Grécia. Trata-se apenas de uma medida do tamanho do nosso triste vexame).
Os economistas do governo, porém, desse limão querem fazer uma salada em 2016. Como esse dinheiro extra não vai entrar neste ano, o plano é engordar o resultado fiscal do ano que vem. Isto é, além de cumprir a meta de superavit prevista para 2016, ora em 0,7% do PIB, o governo somaria ainda a receita extraordinária frustrada neste ano, o que daria quase 0,6% do PIB.
Nessa contra entrariam as receitas talvez postergadas do leilão de hidrelétricas, de repatriação de dinheiro malandro que foi para o exterior, de renegociação de dívidas fiscais e de concessões de estradas, que também ficaram para as calendas.
Pode ser uma boa ideia.
Pode dar tudo errado. Até agora, não há garantia alguma de que o governo vai conseguir os recursos que previu para o Orçamento de 2016, aqueles que listou no segundo pacote fiscal do governo Dilma 2. Isto é, o plano de conseguir o dinheiro da CPMF, de se apropriar de parte do dinheiro do sistema "S" (Sesc, Sesi etc.) e de confiscar quase tudo das emendas parlamentares. Sem isso, se vão uns dois terços do pacote fiscal. Sem isso, não haverá superavit (se nada mais der errado).
Enfim, mesmo o deficit primário de 2015 pode ser maior, talvez até 0,6% do PIB maior (uns R$ 40 bilhões). Tudo depende de quanto e como o governo vai pagar as despesas que pendurou no ano passado, de modo malandro, inepto ou francamente ilegal, as chamadas "pedaladas". Como se vai arranjar tal coisa ainda depende de conversas com o TCU.
Provavelmente, o governo vai mandar para o Congresso uma revisão de Orçamento sem essa decisão, não se sabe bem como, deixando um "branco a preencher", assim que se chegar a um acordo sobre as pedaladas. Se tiver de pagar todas as pedaladas, as penduras de anos anteriores, o deficit primário aumenta para uns 1,6% do PIB.
O Brasil de meados da década passada chegou a ter deficit nominal desse tamanho (quer dizer, tínhamos uma situação muitíssimo melhor). Pareceu possível chegar a um deficit nominal zero, o que seria exótico e quase revolucionário no Brasil. Foi então que Dilma Rousseff, então ministra, começou a detonar as finanças públicas, contribuindo para derrubar a projeto inédito de equilibrar as contas do governo.
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Uma elite medíocre -
RODRIGO CONSTANTINO O GLOBO
Um ano. Lembro-me como se fosse ontem. Dia 26 de outubro de 2014, um clima de esperança, a contagem dos votos avançada e muitos dando como certa a derrota de Dilma. Finalmente, o país acordava. Como foi possível manter uma gente tão populista, cínica, incompetente e corrupta no poder por tanto tempo? Mas isso agora chegaria ao fim, e uma nova fase de ajustes teria começo. A decepção foi diretamente proporcional à esperança.
O sentimento era de incredulidade: então a maioria dos eleitores quer mesmo mais dessa porcaria? Então o abuso da máquina estatal ficará impune? Então o maior estelionato eleitoral da história seria recompensado? Aquela campanha sórdida, baixa, a compra escancarada de votos, tudo isso seria tolerado por nossa democracia? Que país era aquele, que insistia num erro tão evidente?
Os esquerdistas celebraram: os "reacionários" tinham perdido para aqueles que se importam com os mais pobres. Como essa narrativa tão idiota podia brotar da boca de gente até com mestrado? Os professores, com broches do PT, tentavam fazer lavagem cerebral nas crianças com o mesmo discurso ridículo.
O PT tinha conseguido segregar o povo com base no "nós contra eles" com um monte de gente acreditando que eram almas sensíveis e preocupadas com os mais pobres só por terem digitado 13 nas urnas. O ambiente intelectual estava muito pobre. Tem jeito um país desses, com uma elite tão medíocre? A dúvida era grande, mas havia uma certeza: eu precisava sair para respirar melhor.
Ali mesmo, naquele fatídico 26 de outubro, a decisão foi tomada. Não só o Brasil vai mergulhar numa grave crise econômica, disse, como essa reeleição demonstra toda a podridão de nossos valores morais, de nossas instituições. Que povo é esse que caiu nessa ladainha toda, e que elite é essa que foi negligente, cúmplice? Preciso passar uma temporada com o Tio Sam, pensei.
A esquerda caviar "adora" o socialismo, mas do conforto do capitalismo. Nossos artistas engajados defendem o PT, a Venezuela e até a ditadura cubana, mas não saem do Leblon ou de Paris. Nós, os "coxinhas" também preferimos o capitalismo, mas não somos hipócritas. E quando é hora de "votar com os pés" isso fica claro. Você nunca verá um desses ricos artistas escolhendo viver em Cuba. Mas a direita é coerente com seu discurso, e prefere migrar para países mais capitalistas.
Neles, em vez de as crianças aprenderem sobre o "herói" Che Guevara, um porco assassino, estudam a vida de gente como Thomas Jefferson, um dos "pais fundadores" da nação mais livre e próspera que o mundo já teve. O direito básico de ir e vir não é uma enorme aventura arriscada como nas ruas do Rio, com assaltos constantes e marginais ousados tratados como "vítimas da sociedade" pela esquerda. Ruas limpas, leis que são respeitadas, praias sem arrastão: que "horror" esse malvado capitalismo!
"Pode ser bom para os ricos, mas quero ver como vivem os pobres" poderia dizer um típico petista. É mesmo? A faxineira nos Estados Unidos dirige um carro de luxo para padrões brasileiros. O jardineiro idem. E o lixeiro recolhe o lixo num caminhão com ar condicionado, sozinho, pois basta apertar um botão que a máquina faz o resto. O xerife não vive na favela, perto dos bandidos, mas é seu vizinho, em casas decentes.
O trabalhador humilde vive com dignidade,ao contrário do que acontece no Brasil, onde sofre por horas no transporte público caótico, morre nas filas dos hospitais públicos, é vítima de bandidos o tempo todo e precisa colocar seus filhos numa escola inspirada no comunista Paulo Freire, em que só tem doutrinação ideológica. Mas os "intelectuais" de esquerda enaltecem o socialismo, que só produziu miséria e escravidão no mundo todo!
O Brasil cansa. É muita ignorância, uma mentalidade totalmente distorcida, um ódio irracional ao capitalismo e uma idolatria absurda ao Estado. As pessoas parecem incapazes de aprender com a história. E não pense que falo do "povão"; a culpa principal é da elite mesmo, uma elite míope, oportunista e sem escrúpulos. Quem ajudou a colocar o PT no poder? A elite. Professores, funcionários públicos, "intelectuais" artistas, banqueiros! O Brasil tem salvação? Talvez. Mas só quando essa elite mudar.
Enquanto isso, a luta daqueles que desejam viver num país com mais liberdade e prosperidade será árdua. Eles não precisam enfrentar apenas a barreira da ignorância em geral; precisam romper os grilhões ideológicos, enraizados naqueles que são formadores de opinião. Ou melhor, deformadores de opinião. Haja esperança!
Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal
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Um ano. Lembro-me como se fosse ontem. Dia 26 de outubro de 2014, um clima de esperança, a contagem dos votos avançada e muitos dando como certa a derrota de Dilma. Finalmente, o país acordava. Como foi possível manter uma gente tão populista, cínica, incompetente e corrupta no poder por tanto tempo? Mas isso agora chegaria ao fim, e uma nova fase de ajustes teria começo. A decepção foi diretamente proporcional à esperança.
O sentimento era de incredulidade: então a maioria dos eleitores quer mesmo mais dessa porcaria? Então o abuso da máquina estatal ficará impune? Então o maior estelionato eleitoral da história seria recompensado? Aquela campanha sórdida, baixa, a compra escancarada de votos, tudo isso seria tolerado por nossa democracia? Que país era aquele, que insistia num erro tão evidente?
Os esquerdistas celebraram: os "reacionários" tinham perdido para aqueles que se importam com os mais pobres. Como essa narrativa tão idiota podia brotar da boca de gente até com mestrado? Os professores, com broches do PT, tentavam fazer lavagem cerebral nas crianças com o mesmo discurso ridículo.
O PT tinha conseguido segregar o povo com base no "nós contra eles" com um monte de gente acreditando que eram almas sensíveis e preocupadas com os mais pobres só por terem digitado 13 nas urnas. O ambiente intelectual estava muito pobre. Tem jeito um país desses, com uma elite tão medíocre? A dúvida era grande, mas havia uma certeza: eu precisava sair para respirar melhor.
Ali mesmo, naquele fatídico 26 de outubro, a decisão foi tomada. Não só o Brasil vai mergulhar numa grave crise econômica, disse, como essa reeleição demonstra toda a podridão de nossos valores morais, de nossas instituições. Que povo é esse que caiu nessa ladainha toda, e que elite é essa que foi negligente, cúmplice? Preciso passar uma temporada com o Tio Sam, pensei.
A esquerda caviar "adora" o socialismo, mas do conforto do capitalismo. Nossos artistas engajados defendem o PT, a Venezuela e até a ditadura cubana, mas não saem do Leblon ou de Paris. Nós, os "coxinhas" também preferimos o capitalismo, mas não somos hipócritas. E quando é hora de "votar com os pés" isso fica claro. Você nunca verá um desses ricos artistas escolhendo viver em Cuba. Mas a direita é coerente com seu discurso, e prefere migrar para países mais capitalistas.
Neles, em vez de as crianças aprenderem sobre o "herói" Che Guevara, um porco assassino, estudam a vida de gente como Thomas Jefferson, um dos "pais fundadores" da nação mais livre e próspera que o mundo já teve. O direito básico de ir e vir não é uma enorme aventura arriscada como nas ruas do Rio, com assaltos constantes e marginais ousados tratados como "vítimas da sociedade" pela esquerda. Ruas limpas, leis que são respeitadas, praias sem arrastão: que "horror" esse malvado capitalismo!
"Pode ser bom para os ricos, mas quero ver como vivem os pobres" poderia dizer um típico petista. É mesmo? A faxineira nos Estados Unidos dirige um carro de luxo para padrões brasileiros. O jardineiro idem. E o lixeiro recolhe o lixo num caminhão com ar condicionado, sozinho, pois basta apertar um botão que a máquina faz o resto. O xerife não vive na favela, perto dos bandidos, mas é seu vizinho, em casas decentes.
O trabalhador humilde vive com dignidade,ao contrário do que acontece no Brasil, onde sofre por horas no transporte público caótico, morre nas filas dos hospitais públicos, é vítima de bandidos o tempo todo e precisa colocar seus filhos numa escola inspirada no comunista Paulo Freire, em que só tem doutrinação ideológica. Mas os "intelectuais" de esquerda enaltecem o socialismo, que só produziu miséria e escravidão no mundo todo!
O Brasil cansa. É muita ignorância, uma mentalidade totalmente distorcida, um ódio irracional ao capitalismo e uma idolatria absurda ao Estado. As pessoas parecem incapazes de aprender com a história. E não pense que falo do "povão"; a culpa principal é da elite mesmo, uma elite míope, oportunista e sem escrúpulos. Quem ajudou a colocar o PT no poder? A elite. Professores, funcionários públicos, "intelectuais" artistas, banqueiros! O Brasil tem salvação? Talvez. Mas só quando essa elite mudar.
Enquanto isso, a luta daqueles que desejam viver num país com mais liberdade e prosperidade será árdua. Eles não precisam enfrentar apenas a barreira da ignorância em geral; precisam romper os grilhões ideológicos, enraizados naqueles que são formadores de opinião. Ou melhor, deformadores de opinião. Haja esperança!
Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal
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É NISSO QUE DÁ
Percival Puggina
A questão acima foi incluída na recente prova do ENEM. Aborda questão relacionada com ideologia de gênero. Foi festejada como uma conquista por grupos ligados a essa ideologia e a movimentos feministas.
É nisso que dá. É nisso que dá transformar a Administração Pública em aparelho partidário e converter em instrumento político um corpo funcional que deveria ser politicamente neutro.
Surpreso, leitor? Talvez estejamos habituados às tantas irracionalidades e perversões do nosso modelo institucional, mas no mundo civilizado não é assim. Nele, a administração pública é neutra. Não é aparelhada por dezenas de milhares de cargos de confiança. Não se apodera das atividades concebidas para servir à sociedade. Não as manipula conforme suas preferências.
Há poucos meses, o Congresso Nacional rejeitou a adoção da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação. Mas os burocratas partidarizados do MEC deram uma curva nessa decisão e obrigaram todas as Câmaras de Vereadores e todas as Assembleias Legislativas do país a votarem os respectivos planos de educação segundo um modelo em que deveriam decidir, novamente, sobre o que ja fora definido pelo Congresso.
Quando vamos perceber a necessidade de separar essas três funções - Estado, governo e administração e fazer, disso, matéria de reivindicação social perante a estupidez do mundo político?
extraídadepuggina.org
A questão acima foi incluída na recente prova do ENEM. Aborda questão relacionada com ideologia de gênero. Foi festejada como uma conquista por grupos ligados a essa ideologia e a movimentos feministas.
É nisso que dá. É nisso que dá transformar a Administração Pública em aparelho partidário e converter em instrumento político um corpo funcional que deveria ser politicamente neutro.
Surpreso, leitor? Talvez estejamos habituados às tantas irracionalidades e perversões do nosso modelo institucional, mas no mundo civilizado não é assim. Nele, a administração pública é neutra. Não é aparelhada por dezenas de milhares de cargos de confiança. Não se apodera das atividades concebidas para servir à sociedade. Não as manipula conforme suas preferências.
Há poucos meses, o Congresso Nacional rejeitou a adoção da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação. Mas os burocratas partidarizados do MEC deram uma curva nessa decisão e obrigaram todas as Câmaras de Vereadores e todas as Assembleias Legislativas do país a votarem os respectivos planos de educação segundo um modelo em que deveriam decidir, novamente, sobre o que ja fora definido pelo Congresso.
Quando vamos perceber a necessidade de separar essas três funções - Estado, governo e administração e fazer, disso, matéria de reivindicação social perante a estupidez do mundo político?
extraídadepuggina.org
"O roto e o esfarrapado",
por Mary Zaidan Com Blog do Noblat - O Globo
A presidente Dilma Rousseff e o presidente da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha, passaram boa parte da semana batendo boca. Ambos com
razão nas frases feitas. E absoluta falta dela na virulência e ausência
de senso. Roto falando de esfarrapado, provérbio que nos últimos tempos
insiste em ditar a política.
Dilma fala mal de Cunha. Cunha de Dilma. Lula já fala mal de Dilma em
público. Dilma, privadamente, de Lula. Um culpa o outro da culpa que
cada um tem. A oposição arrota dignidade e usa os métodos que dizia
condenar. Tenta preservar Cunha para imolar Dilma.
Mas se ainda não há vencedores na disputa entre o sujo e o mal lavado, é
impossível esconder as sucessivas derrotas que essas
irresponsabilidades impõem ao país.
Indicador algum é capaz de dar alento. Nem para o futuro próximo, muito
menos para o presente. Difícil enxergar possibilidades de conserto na
economia, quanto mais na sem-vergonhice que, contam-se nos dedos as
exceções, virou método de fazer política.
A inflação continua subindo, os investimentos caindo, a recessão
agudizando. Em 12 meses, 1,24 milhões de vagas de emprego formal foram
engolidas pela crise, pior número desde que se iniciaram as medições, em
1992. Um retrocesso de mais de mais de duas décadas na oferta de
empregos, pilar de qualquer avanço social.
Depois de gastar o que não tinha e o que não sabia se algum dia iria ter
para se reeleger, Dilma teria de arrumar mais de R$ 70 bilhões só para
fechar o ano de 2015. Ainda assim, a presidente freou arrumações
internas, como o corte de 3 mil cargos comissionados, para poder
distribuir aos aliados em troca – sem qualquer garantia – de se manter
no terceiro andar do Planalto.
Registra-se que os cortes anunciados com pompa e circunstância pela
presidente só valerão – se é que de fato vão valer – a partir de
novembro. Tanto a redução dos míseros 10% dos salários dela e dos
ministros quanto o fim das mordomias de primeira classe em aviões e
carros de luxo. Algo que, de fato, não passará perto da presidente, que
viaja em jato privativo, e de vários de seus auxiliares, que requisitam
aviões da FAB para seus deslocamentos.
O tema chegou a frequentar o plenário do Senado. De novo, viu-se o roto,
que acaba de licitar uma frota nova de veículos de luxo para os 81
senadores, abrindo o bico para um governo espandongado, que continua
hospedando Dilma com luxos de princesa em cada viagem que faz.
Agindo como quem beira o fim da linha, nos dois meses que faltam para
terminar ano Dilma agendou compromissos na Arábia Saudita, Vietnã,
França, Emirados Árabes, Argentina e Japão. Pelo jeito, prefere ficar
longe da encrenca Brasil, gastando por conta.
Por sua vez, a oposição esbraveja contra o roto e esgarça cada vez mais
os seus farrapos. Alia-se às sujeiras de Cunha e joga fora créditos que
tinha obtido com a derrocada política de Dilma e do PT.
De forma mal ajambrada, repete a lambança que fingia condenar. Faz o
diabo para impedir Dilma, que, confessamente, fez o diabo para se
reeleger.
Na CPI da Petrobras, aquela que concluiu que o problema da estatal não é
a roubalheira, mas a delação premiada, nem a mentira dita por Eduardo
Cunha – “não tenho conta no exterior” – foi rechaçada pelo PSDB. Uma
vergonha.
Diante da imundice de quem prefere continuar sem se lavar, a utópica
ideia do ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello, de renúncia coletiva
faz cada dia mais sentido. Seria a chance de, ao lado da Lava-Jato,
lavar o país.
extraídaderota2014blogspot
General Mourão e Lula: dois pesos e duas medidas
Por Robson Merola de Campos
Dois acontecimentos amplamente divulgados pela mídia essa semana merecem destaque. Um: o ex-presidente Lula criticou abertamente o Ministro da Justiça porque ele não consegue controlar a Polícia Federal. Motivo: Lula e seus familiares estão sendo investigados por envolvimento na corrupção reinante nas altas esferas do poder. Dois: o General Antônio Hamilton Martins Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul. Motivo: ousou criticar o governo e conclamar os brasileiros para uma luta patriótica.
Nos dois episódios ficam patentes os dois pesos e as duas medidas que são aplicadas nos dias atuais. Criticar o governo não pode. Clamar por sentimentos patrióticos dos brasileiros também é proibido. Militar da ativa abrir a boca e dar sua opinião é tabu. Porém, atos suspeitos de corrupção praticados por Lula e seus familiares não podem ser investigados. Muitos petistas inclusive já ameaçaram: não toquem no Lula. Ora, por que? O que o faz acima da lei? Por que Lula está acima dos demais brasileiros? Por que Lula é um verdadeiro intocável? A resposta se resume a um único fato incontestável: se Lula cair, cairá todo o castelo de cartas petista.
No Brasil dos dias atuais o militar foi feito, na opinião do governo, para ser vaquinha de presépio. Mudo, mero enfeite, sem vontade e sem pensamento próprio. Não pode pensar. Se pensar, não pode falar. Se falar, é demitido. Pergunto: por que tanto medo dos brasileiros voltarem a ter sentimentos de amor à Pátria? A resposta é evidente.
Quem ama a Pátria não a espolia. Quem ama a Pátria não corrompe e nem se deixa corromper. Quem ama a Pátria respeita os direitos alheios, mas, luta por seus ideais. Quem ama a Pátria não se deixa seduzir por doutrinas que nos são estranhas e nunca encontraram guarida aqui.
Quer nossos dirigentes queiram ou não o sentimento patriótico está sendo despertado no seio do povo. Se as grandes redes de televisão ainda insistem em ocultar o óbvio, as redes sociais estão aí, provando a todo momento, que um rolo compressor está prestes a ser acionado. Só não enxerga quem não quer.
Por isso, afirmo: está na hora de todos os brasileiros, todos os “ninguém”, fardados ou não, jovens, adultos ou idosos, decidirem a quem e a o que devem lealdade. Não se pode servir a dois senhores. Precisamos atender ao chamado do General Mourão, despertando para a “grande luta patriótica”. E com isso, começar a reconstruir o Brasil para os brasileiros de verdade, que não aguentam mais pagar a conta da corrupção e da incompetência!
extraídadeaverdadesufocada
Dois acontecimentos amplamente divulgados pela mídia essa semana merecem destaque. Um: o ex-presidente Lula criticou abertamente o Ministro da Justiça porque ele não consegue controlar a Polícia Federal. Motivo: Lula e seus familiares estão sendo investigados por envolvimento na corrupção reinante nas altas esferas do poder. Dois: o General Antônio Hamilton Martins Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul. Motivo: ousou criticar o governo e conclamar os brasileiros para uma luta patriótica.
Nos dois episódios ficam patentes os dois pesos e as duas medidas que são aplicadas nos dias atuais. Criticar o governo não pode. Clamar por sentimentos patrióticos dos brasileiros também é proibido. Militar da ativa abrir a boca e dar sua opinião é tabu. Porém, atos suspeitos de corrupção praticados por Lula e seus familiares não podem ser investigados. Muitos petistas inclusive já ameaçaram: não toquem no Lula. Ora, por que? O que o faz acima da lei? Por que Lula está acima dos demais brasileiros? Por que Lula é um verdadeiro intocável? A resposta se resume a um único fato incontestável: se Lula cair, cairá todo o castelo de cartas petista.
No Brasil dos dias atuais o militar foi feito, na opinião do governo, para ser vaquinha de presépio. Mudo, mero enfeite, sem vontade e sem pensamento próprio. Não pode pensar. Se pensar, não pode falar. Se falar, é demitido. Pergunto: por que tanto medo dos brasileiros voltarem a ter sentimentos de amor à Pátria? A resposta é evidente.
Quem ama a Pátria não a espolia. Quem ama a Pátria não corrompe e nem se deixa corromper. Quem ama a Pátria respeita os direitos alheios, mas, luta por seus ideais. Quem ama a Pátria não se deixa seduzir por doutrinas que nos são estranhas e nunca encontraram guarida aqui.
Quer nossos dirigentes queiram ou não o sentimento patriótico está sendo despertado no seio do povo. Se as grandes redes de televisão ainda insistem em ocultar o óbvio, as redes sociais estão aí, provando a todo momento, que um rolo compressor está prestes a ser acionado. Só não enxerga quem não quer.
Por isso, afirmo: está na hora de todos os brasileiros, todos os “ninguém”, fardados ou não, jovens, adultos ou idosos, decidirem a quem e a o que devem lealdade. Não se pode servir a dois senhores. Precisamos atender ao chamado do General Mourão, despertando para a “grande luta patriótica”. E com isso, começar a reconstruir o Brasil para os brasileiros de verdade, que não aguentam mais pagar a conta da corrupção e da incompetência!
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O que houve?
Opinião - Diario do Comércio - Por Sérgio Paulo Muniz Costa
Os fatos que levaram à exoneração do General Mourão não foram os miseravelmente alegados pelo governoNa noite de 5a feira, dia 29 de outubro, os brasileiros foram agredidos, mais uma vez, pelo governo corrupto que exerce ilegitimamente o poder no país.Depois de achacar magistrados, de inverter a ordem dos fatores para esconder o produto da corrupção e de combinar liminares salvacionistas, pareceu útil ao governo da inepta Dilma Roussef criar um fato político atingindo um General-de-Exército da ativa.
O golpe veio com a notícia, surreal, de que o Ministro da Defesa exonerou o General Antônio Hamilton Martins Mourão do cargo de Comandante Militar do Sul por ele “ter perdido a condição de comando com a sequência de fatos”. Que fatos?
Segundo a imprensa, os fatos seriam as críticas ao governo Dilma Roussef e “uma homenagem póstuma a um chefe da repressão na ditadura” ocorrida “em um quartel sob sua jurisdição”. Fatos na verdade criados pelo governo para ocultar os fatos que realmente levaram à exoneração do General Mourão.
É fácil criar fatos, e em tempos de crise parece útil fazê-lo. O difícil é controlar os acontecimentos que esses fatos geram.
Multiplicados por desdobramentos imprevistos e potencializados por reações aleatórias, esses fatos criados artificialmente produzem outros, bem reais, que se metabolizam em acontecimentos, cujo significado e importância serão estabelecidos pela História. Porém, nada disso preocupa o grupo que está no comando desse governo descontrolado. Criar uma crise após outra é a sua estratégia de sobrevivência.
Os fatos pretextados pelo governo para exonerar o General foram antecedidos pelas vozes de arautos seus, uma jornalista e um historiador, ambos defendendo o indefensável.
Miriam Leitão, com sua visão vesga do que seja contrato social, justificada pela “inclusão” alcançada pelo Bolsa Família, e José Murilo de Carvalho apontando para “o único perigo real para nossas instituições, o envolvimento político das forças armadas”.
E assim, nesta República de combinações, combinou-se que os grande riscos para o País são uma conspiração militar e o nome do General.
Só faltou combinar com os 90% da população que pensam como o General Mourão, mas que não sabem que ele não pode falar o que pensa para os seus subordinados e que não esperam que os comandantes das forças destinadas à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem sejam covardes e omissos, deixando de tratar, no recesso de seus quartéis, do que acontece de grave no País.
Mas é preciso que a nossa sociedade saiba que o envolvimento político das forças armadas não é um risco no Brasil, e sim um fato consumado.
Não nos termos da cantilena ideológica dos anos 80, trazida agora remendada para justificar o arbítrio do governo. O envolvimento político das forças armadas se deu no segundo governo Lula pela desconstrução da lei que criou o Ministério da Defesa em 1999, pela invenção de uma estratégia nacional de defesa desconectada da política nacional de defesa, pela inserção de um civil na cadeia de comando militar e pela nomeação ad aeternum de um general escolhido por critérios políticos para a chefia do estado-maior conjunto.
Tudo isso sob os aplausos da classe política que não enxergou o poder inédito sobre as forças armadas que essas medidas concediam ao governo e que ele aproveitou para encetar sua agenda ideológica que paralisou as oposições e a opinião pública até o início deste ano.
Os fatos que levaram à exoneração do General Mourão não foram os miseravelmente alegados pelo governo. É um dever do comandante expor no âmbito de seu comando o seu pensamento a respeito de situações sensíveis que atingem os seus subordinados, parte inseparável da sociedade brasileira.
É uma mentira afirmar que o General Mourão foi exonerado por que homenageou o Coronel Ustra. Essa homenagem aconteceu em Brasília, no velório do Coronel, pelas mãos de outro comandante militar de área que entregou à viúva a Bandeira do Brasil, na presença de muitos oficiais generais e superiores, da ativa e da reserva.
É uma ofensa ao Exército que um civil no exercício do cargo de Ministro da Defesa afirme que um dos generais de maior capacidade de liderança tenha perdido “a condição de comando com a sequência de fatos”.
Mas se imaginarmos as condições que um governo corrupto como o que está no poder no Brasil exige de seus colaboradores de confiança, o General Mourão deve ter realmente perdido “a condição de comando”.
Como comandante militar da área que engloba os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o General Mourão, no exercício de suas atribuições, devia estar sendo procurado por autoridades e pessoas portadoras de graves denúncias de corrupção que envolviam outras situadas em elevadas posições do governo e, como deve acontecer, com o conhecimento de seu comandante, estaria encaminhando essas evidências à autoridade competente, na inteira acepção da palavra.
Por aí, pode-se concluir o que houve. Uma canalhice.
extraídadeaverdadesufocada
Os fatos que levaram à exoneração do General Mourão não foram os miseravelmente alegados pelo governoNa noite de 5a feira, dia 29 de outubro, os brasileiros foram agredidos, mais uma vez, pelo governo corrupto que exerce ilegitimamente o poder no país.Depois de achacar magistrados, de inverter a ordem dos fatores para esconder o produto da corrupção e de combinar liminares salvacionistas, pareceu útil ao governo da inepta Dilma Roussef criar um fato político atingindo um General-de-Exército da ativa.
O golpe veio com a notícia, surreal, de que o Ministro da Defesa exonerou o General Antônio Hamilton Martins Mourão do cargo de Comandante Militar do Sul por ele “ter perdido a condição de comando com a sequência de fatos”. Que fatos?
Segundo a imprensa, os fatos seriam as críticas ao governo Dilma Roussef e “uma homenagem póstuma a um chefe da repressão na ditadura” ocorrida “em um quartel sob sua jurisdição”. Fatos na verdade criados pelo governo para ocultar os fatos que realmente levaram à exoneração do General Mourão.
É fácil criar fatos, e em tempos de crise parece útil fazê-lo. O difícil é controlar os acontecimentos que esses fatos geram.
Multiplicados por desdobramentos imprevistos e potencializados por reações aleatórias, esses fatos criados artificialmente produzem outros, bem reais, que se metabolizam em acontecimentos, cujo significado e importância serão estabelecidos pela História. Porém, nada disso preocupa o grupo que está no comando desse governo descontrolado. Criar uma crise após outra é a sua estratégia de sobrevivência.
Os fatos pretextados pelo governo para exonerar o General foram antecedidos pelas vozes de arautos seus, uma jornalista e um historiador, ambos defendendo o indefensável.
Miriam Leitão, com sua visão vesga do que seja contrato social, justificada pela “inclusão” alcançada pelo Bolsa Família, e José Murilo de Carvalho apontando para “o único perigo real para nossas instituições, o envolvimento político das forças armadas”.
E assim, nesta República de combinações, combinou-se que os grande riscos para o País são uma conspiração militar e o nome do General.
Só faltou combinar com os 90% da população que pensam como o General Mourão, mas que não sabem que ele não pode falar o que pensa para os seus subordinados e que não esperam que os comandantes das forças destinadas à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem sejam covardes e omissos, deixando de tratar, no recesso de seus quartéis, do que acontece de grave no País.
Mas é preciso que a nossa sociedade saiba que o envolvimento político das forças armadas não é um risco no Brasil, e sim um fato consumado.
Não nos termos da cantilena ideológica dos anos 80, trazida agora remendada para justificar o arbítrio do governo. O envolvimento político das forças armadas se deu no segundo governo Lula pela desconstrução da lei que criou o Ministério da Defesa em 1999, pela invenção de uma estratégia nacional de defesa desconectada da política nacional de defesa, pela inserção de um civil na cadeia de comando militar e pela nomeação ad aeternum de um general escolhido por critérios políticos para a chefia do estado-maior conjunto.
Tudo isso sob os aplausos da classe política que não enxergou o poder inédito sobre as forças armadas que essas medidas concediam ao governo e que ele aproveitou para encetar sua agenda ideológica que paralisou as oposições e a opinião pública até o início deste ano.
Os fatos que levaram à exoneração do General Mourão não foram os miseravelmente alegados pelo governo. É um dever do comandante expor no âmbito de seu comando o seu pensamento a respeito de situações sensíveis que atingem os seus subordinados, parte inseparável da sociedade brasileira.
É uma mentira afirmar que o General Mourão foi exonerado por que homenageou o Coronel Ustra. Essa homenagem aconteceu em Brasília, no velório do Coronel, pelas mãos de outro comandante militar de área que entregou à viúva a Bandeira do Brasil, na presença de muitos oficiais generais e superiores, da ativa e da reserva.
É uma ofensa ao Exército que um civil no exercício do cargo de Ministro da Defesa afirme que um dos generais de maior capacidade de liderança tenha perdido “a condição de comando com a sequência de fatos”.
Mas se imaginarmos as condições que um governo corrupto como o que está no poder no Brasil exige de seus colaboradores de confiança, o General Mourão deve ter realmente perdido “a condição de comando”.
Como comandante militar da área que engloba os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o General Mourão, no exercício de suas atribuições, devia estar sendo procurado por autoridades e pessoas portadoras de graves denúncias de corrupção que envolviam outras situadas em elevadas posições do governo e, como deve acontecer, com o conhecimento de seu comandante, estaria encaminhando essas evidências à autoridade competente, na inteira acepção da palavra.
Por aí, pode-se concluir o que houve. Uma canalhice.
extraídadeaverdadesufocada
"Erros aos bilhões",
editorial da Folha de São Paulo
O ano que deveria ser de recomeço para a economia brasileira terminará
com resultados desastrosos. O fracasso maior evidencia-se no descontrole
das contas do governo Dilma Rousseff (PT). De tão grave, nem sequer
pode ser mensurado a quase dois meses de 2016.
A fim de atenuar as agruras do próximo ano, é imperioso um programa mais
radical de ajuste com o passado, em termos de ideias, projetos e
finanças públicas.
Apesar de progressos e boas intenções, a equipe econômica falhou -mesmo
que se descontem as sabotagens de que foi vítima no Congresso e no
próprio Planalto.
O governo federal está prestes a anunciar um deficit de R$ 50 bilhões
-ou de até R$ 100 bilhões, caso deva pagar despesas de anos anteriores
adiadas de modo controverso, se não ilegal. A amplitude das
possibilidades dá uma boa ideia da desordem orçamentária e dos graves
erros de estimativa.
Em abril, o governo apresentou seu Orçamento de fato. Considerava um
aumento real de receita de 5%; propunha-se um superavit primário de 1%
do PIB.
A receita, porém, cai quase 5%. O governo agora nem sabe de quanto será o
deficit, talvez 0,6%, sem considerar pagamentos atrasados. Em suma, um
erro da ordem de uma centena de bilhão de reais.
Decerto houve frustração de receitas devido a uma recessão maior que a
prevista (esperava-se queda de 1,2% do PIB em abril; agora, de 3%). O
Congresso rejeitou parte do pacote de ajuste. Não se pode apostar em
verbas extraordinárias, até porque a crise tornou inviável a venda de
ativos e concessões.
Ainda assim, o governo foi otimista demais com suas receitas. Também não
foi capaz de apresentar plano de médio prazo para recuperar as contas,
sem o que as expectativas econômicas continuaram a se deteriorar,
derrubando o crescimento e a arrecadação.
Não se ignoram os avanços: limites em algumas despesas descontroladas;
correções de preços fundamentais para a economia (energia, combustíveis,
câmbio); reversão do pior do programa desenvolvimentista rudimentar.
Agora serão inevitáveis cortes mais profundos, contenções variadas de reajustes de despesas previdenciárias e com pessoal.
As despesas "pedaladas" terão de ser reconhecidas quanto antes, de modo a
limpar o passivo público. Terá de haver aumento de impostos de
transição, sim, com um plano de reformas desde o início do ano, sem o
que a derrama se tornará ainda mais daninha.
A tarefa é maior e mais difícil -e o governo permanece tão ou mais
politicamente inviável, além de ainda não ter convicção bastante do
programa que deve assumir.
extraídaderota2014blogspot
Cinismo e desespero -
CARLOS ALBERTO DI FRANCO ESTADÃO
A história mundial está repleta de exemplos inspiradores. E a saga brasileira também. Os defeitos pessoais e as limitações humanas dos homens públicos, inevitáveis e recorrentes como as chuvas de verão, não matavam a política. Hoje, no entanto, assistimos ao advento da pornopolítica e ao avanço de um inclemente deserto de liderança. A vida pública, com raras e contadas exceções, transformou-se num espaço mafioso, numa avenida transitada por governantes corruptos, políticos cínicos e gangues especializadas no assalto ao dinheiro público.
Não bastasse tudo isso, e não é pouco, o Brasil foi tomado por um grupo disposto a impor à sociedade um modelo ideológico autoritário de matriz marxista: o bolivarianismo. Optaram, esperta e pragmaticamente, pelo atalho gramsciano: o populismo democrático. O lulopetismo, como bem lembrou recente editorial do jornal O Estado de S.Paulo, “aplicou um ‘nova matriz econômica’ que priorizou os investimentos de alto retorno eleitoral –como programas sociais que efetivamente ajudaram a tirar milhões de brasileiros momentaneamente da miséria, mas sem nenhuma garantia de efetiva inserção na atividade econômica”.
“De acordo com a constatação insuspeita de Frei Betto, nas favelas que se multiplicam por todo o país se encontram hoje barracos devidamente equipados com geladeira, eletrodomésticos, televisores moderníssimos, às vezes até mesmo carros populares e outros objetos de consumo, mas quando saem porta afora as pessoas não encontram escolas, postos de saúde e hospitais decentes, transporte público eficiente e barato, segurança adequada, enfim, os bens sociais que são muito mais essenciais a um padrão de vida digno do que os bens de consumo que lhes oferecem a ilusória sensação de prosperidade”, concluiu o editorial.
O bolivarianismo tupiniquim, estrategicamente implantado por Lula, rendeu bons resultados aos seus líderes: muito poder e muito dinheiro. Não contaram, no entanto, com três fatores complicadores: a força inescapável da realidade econômica, o papel da liberdade de imprensa e a independência das instituições.
A política econômica populista, que, como hoje se constata, não tinha possibilidade de se sustentar, provocou a catastrófica crise que aprisionou Dilma Rousseff no figurino de um zumbi, reduziu a pó o capital político do PT e transformou Lula num náufrago que se agarra à miragem de sua candidatura em 2018. Não vai funcionar. Lula é um manipulador, mas tudo tem limites. Armado de um cinismo afiado, procura transformar irresponsabilidade fiscal em pedalada social. Uma tentativa, mais uma, de lançar pobres contra ricos. Mas a mentira não se sustenta. Como lembrou a jornalista Miriam Leitão, das “pedaladas” de R$ 40 bilhões, R$ 6 bilhões foram para os pagamentos de programas sociais. “A maior parte da dívida é com programas do bolsa empresário.” A população sentiu a mordida da traição populista: desemprego, inflação, saúde que definha nos corredores da morte do SUS.
Os sucessivos e raivosos ataques de Lula à mídia, balanceados com declarações formais de adesão à democracia, não conseguem mais esconder seus dragões interiores. O ex-presidente está desesperado com o avanço da Lava Jato.
As instituições estão funcionando. Felizmente. O juiz federal Sergio Moro não é um contínuo do Palácio do Planalto. É representante de outro poder da República. A Polícia Federal, independente e eficiente, não é um departamento subordinado aos interesses, caprichos e ordens da doutora Dilma Rousseff.
A Operação Lava Jato vai compondo um quadro de corrupção que arranhou gravemente a história, a saúde financeira, a marca e o futuro de um ícone do Brasil: a Petrobras. Lula e Dilma, queiram ou não, estão no olho do furacão.
A crise econômica e política é gravíssima. Mas a sua raiz é ética e moral. O espaço público é um deserto de princípios, de valores e de grandeza. Virar o jogo não depende de salvadores da pátria, mas de trabalho, honestidade e competência. A democracia tem o melhor remédio: o voto. O Brasil vai ganhar o jogo.
extraídadeavarandablogspot
A história mundial está repleta de exemplos inspiradores. E a saga brasileira também. Os defeitos pessoais e as limitações humanas dos homens públicos, inevitáveis e recorrentes como as chuvas de verão, não matavam a política. Hoje, no entanto, assistimos ao advento da pornopolítica e ao avanço de um inclemente deserto de liderança. A vida pública, com raras e contadas exceções, transformou-se num espaço mafioso, numa avenida transitada por governantes corruptos, políticos cínicos e gangues especializadas no assalto ao dinheiro público.
Não bastasse tudo isso, e não é pouco, o Brasil foi tomado por um grupo disposto a impor à sociedade um modelo ideológico autoritário de matriz marxista: o bolivarianismo. Optaram, esperta e pragmaticamente, pelo atalho gramsciano: o populismo democrático. O lulopetismo, como bem lembrou recente editorial do jornal O Estado de S.Paulo, “aplicou um ‘nova matriz econômica’ que priorizou os investimentos de alto retorno eleitoral –como programas sociais que efetivamente ajudaram a tirar milhões de brasileiros momentaneamente da miséria, mas sem nenhuma garantia de efetiva inserção na atividade econômica”.
“De acordo com a constatação insuspeita de Frei Betto, nas favelas que se multiplicam por todo o país se encontram hoje barracos devidamente equipados com geladeira, eletrodomésticos, televisores moderníssimos, às vezes até mesmo carros populares e outros objetos de consumo, mas quando saem porta afora as pessoas não encontram escolas, postos de saúde e hospitais decentes, transporte público eficiente e barato, segurança adequada, enfim, os bens sociais que são muito mais essenciais a um padrão de vida digno do que os bens de consumo que lhes oferecem a ilusória sensação de prosperidade”, concluiu o editorial.
O bolivarianismo tupiniquim, estrategicamente implantado por Lula, rendeu bons resultados aos seus líderes: muito poder e muito dinheiro. Não contaram, no entanto, com três fatores complicadores: a força inescapável da realidade econômica, o papel da liberdade de imprensa e a independência das instituições.
A política econômica populista, que, como hoje se constata, não tinha possibilidade de se sustentar, provocou a catastrófica crise que aprisionou Dilma Rousseff no figurino de um zumbi, reduziu a pó o capital político do PT e transformou Lula num náufrago que se agarra à miragem de sua candidatura em 2018. Não vai funcionar. Lula é um manipulador, mas tudo tem limites. Armado de um cinismo afiado, procura transformar irresponsabilidade fiscal em pedalada social. Uma tentativa, mais uma, de lançar pobres contra ricos. Mas a mentira não se sustenta. Como lembrou a jornalista Miriam Leitão, das “pedaladas” de R$ 40 bilhões, R$ 6 bilhões foram para os pagamentos de programas sociais. “A maior parte da dívida é com programas do bolsa empresário.” A população sentiu a mordida da traição populista: desemprego, inflação, saúde que definha nos corredores da morte do SUS.
Os sucessivos e raivosos ataques de Lula à mídia, balanceados com declarações formais de adesão à democracia, não conseguem mais esconder seus dragões interiores. O ex-presidente está desesperado com o avanço da Lava Jato.
As instituições estão funcionando. Felizmente. O juiz federal Sergio Moro não é um contínuo do Palácio do Planalto. É representante de outro poder da República. A Polícia Federal, independente e eficiente, não é um departamento subordinado aos interesses, caprichos e ordens da doutora Dilma Rousseff.
A Operação Lava Jato vai compondo um quadro de corrupção que arranhou gravemente a história, a saúde financeira, a marca e o futuro de um ícone do Brasil: a Petrobras. Lula e Dilma, queiram ou não, estão no olho do furacão.
A crise econômica e política é gravíssima. Mas a sua raiz é ética e moral. O espaço público é um deserto de princípios, de valores e de grandeza. Virar o jogo não depende de salvadores da pátria, mas de trabalho, honestidade e competência. A democracia tem o melhor remédio: o voto. O Brasil vai ganhar o jogo.
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Modernidade bipolar -
LUIZ FELIPE PONDÉ Folha de S.Paulo
A modernidade é bipolar. Fosse ela uma pessoa como você e eu, seria aquele tipo que quando acorda de manhã pode ou não estar acreditando em si mesma.
Quando você acorda bem, confia no mundo à sua volta. Acredita que as coisas que faz têm sentido e crê na sua capacidade de resolver os problemas que, por ventura, venham a acontecer. Pode fazer uma conta ou outra e temer os gastos, mas sentirá que a renda por vir será capaz de dar conta do que precisa. Sentirá no fundo do estômago a sensação clara de um horizonte aberto diante de si, devido à saúde que pulsa em seu sangue. Em sua boca, o gosto doce que só a autoconfiança na própria capacidade dá.
Se for um homem, sentirá que poderá comer todas as mulheres do mundo. Se for uma mulher, se sentirá a mais gostosa das fêmeas que já caminhou sobre a face da Terra, diante dos olhos sedentos dos sapiens machos.
As dificuldades com os afetos serão resolvidas com a certeza de que aqueles que ama estão sendo sinceros e de que o futuro será, em alguma medida, fruto dos seus atos. Fosse eu falar em Maquiavel (1469-1527), diria que você estaria certo de que sua “virtù” vencerá os caprichos da Fortuna.
Mas existem outras manhãs, com outras luzes, menos claras, mais obscuras. As sombras também despertam pela manhã. Nesses dias, você sentirá, talvez, que as contas são demais e crescentes e que, uma hora dessas, ainda mais com a ajuda contínua da nossa querida presidente, você quebrará e será obrigado a dar a má notícia ao mundo à sua volta.
E, desgraçadamente, enganam-se aqueles que negam que dinheiro traz felicidade. Quando falta, é evidente que ele é, sim, um pilar seguro da felicidade. Apenas gente de má fé, muito rica ou muito confusa nega esse fato.
No entanto, para além da grana pouca, você também poderá sentir uma certa fraqueza e uma sensação difusa de que as coisas não são tão certas assim. Aqueles que te amam ou te admiram podem apenas estar mentindo ou encantados com as personas que você desfila pelo mundo.
Sua saúde não é lá tão sólida assim, e, às vezes, uma certa falta de ar surge das profundezas de seu pulmão, um tanto cansado de empurrar essa enorme pedra que é sua vida montanha acima, lembrando a você a dureza de vida de Sísifo, nosso herói desgraçado do maravilhoso ensaio de Albert Camus (1913-1960), “O Mito de Sísifo”.
Como todo Sísifo, sentirá o medo de que, a qualquer momento, não aguentará mais empurrar essa enorme pedra montanha acima e que, talvez, queira ficar mais algumas horas na cama, porque a luz do sol fere seus olhos. Quem sabe desistir de fazer o jogo de Sísifo e jogar todo esse roteiro infernal fora.
A imaginação de assim fazê-lo produz um certo alívio por alguns poucos minutos, seguido da sensação amarga de que é impossível se libertar da escravidão de Sísifo sem perder tudo a que você dá valor.
Alguns tomam remédio para sensações assim, outros creem em Jesus, outros passam anos pagando uma pessoa para ouvi-los. Seja lá como for, a crise de fé em si mesmo e no mundo é um peso que todos carregamos nas costas.
A modernidade, assim como cada um de nós, também tem suas boas e suas más manhãs. Quando acorda bem, olha para a ciência e para a democracia, e vê nelas a certeza de que fez tudo que devia nos últimos séculos para melhorar o mundo em que vivemos.
Emociona-se com a telefonia celular, com o wi-fi, com a longevidade, com o enriquecimento de quem tem disposição para trabalhar, com a emancipação feminina, com o direito ao voto (talvez a alegria mais pueril de todas essas), enfim, a modernidade se olha no espelho e tem a certeza de que nunca o mundo foi tão razoável como o mundo moderno que ela criou, graças à produtividade de sua heroína, a burguesia.
Mas, às vezes, ela acorda romântica e suspeita que tudo isso seja pó, que a longevidade produza solitários, que ninguém deveria produzir tanto assim, que a aceleração da vida é um fardo, que o mundo virou um grande terreno baldio de gente brega e tagarela. Enfim, que o ruído venceu.
extraídadeavarandablogspot
A modernidade é bipolar. Fosse ela uma pessoa como você e eu, seria aquele tipo que quando acorda de manhã pode ou não estar acreditando em si mesma.
Quando você acorda bem, confia no mundo à sua volta. Acredita que as coisas que faz têm sentido e crê na sua capacidade de resolver os problemas que, por ventura, venham a acontecer. Pode fazer uma conta ou outra e temer os gastos, mas sentirá que a renda por vir será capaz de dar conta do que precisa. Sentirá no fundo do estômago a sensação clara de um horizonte aberto diante de si, devido à saúde que pulsa em seu sangue. Em sua boca, o gosto doce que só a autoconfiança na própria capacidade dá.
Se for um homem, sentirá que poderá comer todas as mulheres do mundo. Se for uma mulher, se sentirá a mais gostosa das fêmeas que já caminhou sobre a face da Terra, diante dos olhos sedentos dos sapiens machos.
As dificuldades com os afetos serão resolvidas com a certeza de que aqueles que ama estão sendo sinceros e de que o futuro será, em alguma medida, fruto dos seus atos. Fosse eu falar em Maquiavel (1469-1527), diria que você estaria certo de que sua “virtù” vencerá os caprichos da Fortuna.
Mas existem outras manhãs, com outras luzes, menos claras, mais obscuras. As sombras também despertam pela manhã. Nesses dias, você sentirá, talvez, que as contas são demais e crescentes e que, uma hora dessas, ainda mais com a ajuda contínua da nossa querida presidente, você quebrará e será obrigado a dar a má notícia ao mundo à sua volta.
E, desgraçadamente, enganam-se aqueles que negam que dinheiro traz felicidade. Quando falta, é evidente que ele é, sim, um pilar seguro da felicidade. Apenas gente de má fé, muito rica ou muito confusa nega esse fato.
No entanto, para além da grana pouca, você também poderá sentir uma certa fraqueza e uma sensação difusa de que as coisas não são tão certas assim. Aqueles que te amam ou te admiram podem apenas estar mentindo ou encantados com as personas que você desfila pelo mundo.
Sua saúde não é lá tão sólida assim, e, às vezes, uma certa falta de ar surge das profundezas de seu pulmão, um tanto cansado de empurrar essa enorme pedra que é sua vida montanha acima, lembrando a você a dureza de vida de Sísifo, nosso herói desgraçado do maravilhoso ensaio de Albert Camus (1913-1960), “O Mito de Sísifo”.
Como todo Sísifo, sentirá o medo de que, a qualquer momento, não aguentará mais empurrar essa enorme pedra montanha acima e que, talvez, queira ficar mais algumas horas na cama, porque a luz do sol fere seus olhos. Quem sabe desistir de fazer o jogo de Sísifo e jogar todo esse roteiro infernal fora.
A imaginação de assim fazê-lo produz um certo alívio por alguns poucos minutos, seguido da sensação amarga de que é impossível se libertar da escravidão de Sísifo sem perder tudo a que você dá valor.
Alguns tomam remédio para sensações assim, outros creem em Jesus, outros passam anos pagando uma pessoa para ouvi-los. Seja lá como for, a crise de fé em si mesmo e no mundo é um peso que todos carregamos nas costas.
A modernidade, assim como cada um de nós, também tem suas boas e suas más manhãs. Quando acorda bem, olha para a ciência e para a democracia, e vê nelas a certeza de que fez tudo que devia nos últimos séculos para melhorar o mundo em que vivemos.
Emociona-se com a telefonia celular, com o wi-fi, com a longevidade, com o enriquecimento de quem tem disposição para trabalhar, com a emancipação feminina, com o direito ao voto (talvez a alegria mais pueril de todas essas), enfim, a modernidade se olha no espelho e tem a certeza de que nunca o mundo foi tão razoável como o mundo moderno que ela criou, graças à produtividade de sua heroína, a burguesia.
Mas, às vezes, ela acorda romântica e suspeita que tudo isso seja pó, que a longevidade produza solitários, que ninguém deveria produzir tanto assim, que a aceleração da vida é um fardo, que o mundo virou um grande terreno baldio de gente brega e tagarela. Enfim, que o ruído venceu.
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CAMARADAS
por Percival Puggina
Em junho deste ano, durante o 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, um membro do comitê central do PCB fulminou os conservadores com o poema em que Brecht sentencia um homem dito bom à morrer num bom paredão, com uma boa espingarda, uma boa bala e com sepultura numa boa cova. Calorosos aplausos da plateia referendaram a fala. Alguém filmou, vazou e o vídeo prolifera nas redes sociais sob óbvias rejeições. O site do PCB atribui tais repulsas - ora vejam só! - a uma direita "fascista e raivosa".
Lembrei-me do livro Camaradas. Esse excelente trabalho de pesquisa e jornalismo, empreendido por William Waack sobre a Intentona Comunista de 1935, foi viabilizado quando a abertura dos arquivos de Moscou permitiu escrutinar com correção os fatos da época. O livro inicia com pequeno trecho de uma das peças teatrais didáticas produzidas por Brecht: "Quem luta pelo comunismo tem que poder lutar e não lutar, dizer a verdade e não dizer a verdade, (...) manter a palavra e não cumprir a palavra (...). Quem luta pelo comunismo tem de todas as virtudes apenas uma: a de lutar pelo comunismo".
Nessa obra (procure "The measures taken" para lê-la em inglês), Brecht, que era militante comunista, relata certa missão de propaganda durante a qual um jovem militante concorda com ser executado por seus camaradas para segurança da tarefa revolucionária. O coro, como a plateia do sujeito do PCB, louva a terrível decisão. Às infames lições citadas acima, o drama brechtiano, acrescenta que a benevolência faz mal à causa, que o coletivo sabe mais que o individual, que a rígida disciplina é indispensável à tarefa revolucionária, e por aí vai. Tais princípios abastecem os coletivismos, motivaram os genocídios sem os quais não se imporiam e são as muletas retóricas do discurso mencionado no início deste texto. Paredão!
Portanto, quando lhe falarem no tal coletivo, se não for ônibus, desembarque! Você pode ser atropelado por uma terrível ideia: nos coletivismos, o indivíduo e sua vida valem nada, absolutamente nada. Opondo-nos a isso, devemos reconhecer que temos, por natureza, uma real e preciosa existência social. Essa existência, todavia, deve ser vivida sem prejuízo da nossa individualidade. Somos dotados de liberdade, vontade, razão, responsabilidade e dignidade natural. Somos indivíduos, pessoas humanas, desde a concepção. É como indivíduo, pessoa divina, que Cristo irrompe na História. Será como indivíduos que nos apresentaremos ao Altíssimo para um juízo pessoal, não coletivo. Desconhecer, minimizar ou desfazer essa grandeza num coletivismo é reabrir as páginas mais trágicas e escabrosas do século 20.
ZERO HORA,
extraídadepuggina.org
Em junho deste ano, durante o 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, um membro do comitê central do PCB fulminou os conservadores com o poema em que Brecht sentencia um homem dito bom à morrer num bom paredão, com uma boa espingarda, uma boa bala e com sepultura numa boa cova. Calorosos aplausos da plateia referendaram a fala. Alguém filmou, vazou e o vídeo prolifera nas redes sociais sob óbvias rejeições. O site do PCB atribui tais repulsas - ora vejam só! - a uma direita "fascista e raivosa".
Lembrei-me do livro Camaradas. Esse excelente trabalho de pesquisa e jornalismo, empreendido por William Waack sobre a Intentona Comunista de 1935, foi viabilizado quando a abertura dos arquivos de Moscou permitiu escrutinar com correção os fatos da época. O livro inicia com pequeno trecho de uma das peças teatrais didáticas produzidas por Brecht: "Quem luta pelo comunismo tem que poder lutar e não lutar, dizer a verdade e não dizer a verdade, (...) manter a palavra e não cumprir a palavra (...). Quem luta pelo comunismo tem de todas as virtudes apenas uma: a de lutar pelo comunismo".
Nessa obra (procure "The measures taken" para lê-la em inglês), Brecht, que era militante comunista, relata certa missão de propaganda durante a qual um jovem militante concorda com ser executado por seus camaradas para segurança da tarefa revolucionária. O coro, como a plateia do sujeito do PCB, louva a terrível decisão. Às infames lições citadas acima, o drama brechtiano, acrescenta que a benevolência faz mal à causa, que o coletivo sabe mais que o individual, que a rígida disciplina é indispensável à tarefa revolucionária, e por aí vai. Tais princípios abastecem os coletivismos, motivaram os genocídios sem os quais não se imporiam e são as muletas retóricas do discurso mencionado no início deste texto. Paredão!
Portanto, quando lhe falarem no tal coletivo, se não for ônibus, desembarque! Você pode ser atropelado por uma terrível ideia: nos coletivismos, o indivíduo e sua vida valem nada, absolutamente nada. Opondo-nos a isso, devemos reconhecer que temos, por natureza, uma real e preciosa existência social. Essa existência, todavia, deve ser vivida sem prejuízo da nossa individualidade. Somos dotados de liberdade, vontade, razão, responsabilidade e dignidade natural. Somos indivíduos, pessoas humanas, desde a concepção. É como indivíduo, pessoa divina, que Cristo irrompe na História. Será como indivíduos que nos apresentaremos ao Altíssimo para um juízo pessoal, não coletivo. Desconhecer, minimizar ou desfazer essa grandeza num coletivismo é reabrir as páginas mais trágicas e escabrosas do século 20.
ZERO HORA,
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O CORNO MANSO E A ELITE DO SETOR PRODUTIVO
por Edésio Reichert.
O cara pega sua mulher na cama com outro, esbraveja uma reação, fecha os olhos (prá fazer de conta que não viu), vira as costas e sai; vai para o bar ou vai trabalhar. Mais calmo, volta e tenta negociar alguma “vantagem” com o “ricardão”.
***
A elite do setor produtivo brasileiro – agrícola, agropecuária, comércio, serviços e indústria - está agindo semelhante a um corno manso, frente a dois temas:
1- A escancarada, obscena, nefasta doutrinação ideológica marxista praticada no sistema de ensino, público e privado, onde o capitalismo e seus empreendedores, são o que de pior existe no mundo, pois só exploram, só pensam no lucro e que devem ser combatido.
2- A destruição total dos pilares que fundamentam uma democracia, um país desenvolvido, praticadas pelo desgoverno petista/marxista/comunista do Foro de São Paulo, de Lula e Dilma.
Em relação ao primeiro tema, nossa elite do setor produtivo, não faz absolutamente nada, há mais de 30 anos, para enfrentar essa questão. A doutrinação ideológica mais parece um “estupro intelectual” praticado contra nossas crianças, adolescentes e jovens.
Em relação ao segundo, “esbraveja” uma reação, mandando cartinha, fazendo reuniões, colocando tratores nas ruas; colocando um pato lá em Brasília (Fiesp, prá dizer que não vai pagar o pato da CPMF), mas como recebe uns “presentinhos”, algumas “vantagens” em forma de isenção tributária, em forma de patrocínio para eventos (via estatais) e outros motivos, vai aceitando passivamente a completa destruição do estado de direito, do respeito às leis e contratos, dos valores da democracia.
Elite do setor produtivo brasileiro, não consegue levantar o olhar para o horizonte e ver as nuvens negras que estão chegando, trazendo a desgraça para quase todos que habitam essa nação? Acaso a Venezuela não é exemplo suficiente para demonstrar, que o Brasil vai pelo mesmo caminho, pois é isso que pensa o Lula, PT e o Foro de São Paulo?
Senhores podem liderar a grande massa para reagir, para se opor aos males que já estão se abatendo sobre todos e que só irão piorar.
Reajam energicamente antes que seja tarde demais. Ou vão continuar agindo semelhante a um corno manso?
* Pequeno empresário no Paraná
extraídadepuggina.org
O cara pega sua mulher na cama com outro, esbraveja uma reação, fecha os olhos (prá fazer de conta que não viu), vira as costas e sai; vai para o bar ou vai trabalhar. Mais calmo, volta e tenta negociar alguma “vantagem” com o “ricardão”.
***
A elite do setor produtivo brasileiro – agrícola, agropecuária, comércio, serviços e indústria - está agindo semelhante a um corno manso, frente a dois temas:
1- A escancarada, obscena, nefasta doutrinação ideológica marxista praticada no sistema de ensino, público e privado, onde o capitalismo e seus empreendedores, são o que de pior existe no mundo, pois só exploram, só pensam no lucro e que devem ser combatido.
2- A destruição total dos pilares que fundamentam uma democracia, um país desenvolvido, praticadas pelo desgoverno petista/marxista/comunista do Foro de São Paulo, de Lula e Dilma.
Em relação ao primeiro tema, nossa elite do setor produtivo, não faz absolutamente nada, há mais de 30 anos, para enfrentar essa questão. A doutrinação ideológica mais parece um “estupro intelectual” praticado contra nossas crianças, adolescentes e jovens.
Em relação ao segundo, “esbraveja” uma reação, mandando cartinha, fazendo reuniões, colocando tratores nas ruas; colocando um pato lá em Brasília (Fiesp, prá dizer que não vai pagar o pato da CPMF), mas como recebe uns “presentinhos”, algumas “vantagens” em forma de isenção tributária, em forma de patrocínio para eventos (via estatais) e outros motivos, vai aceitando passivamente a completa destruição do estado de direito, do respeito às leis e contratos, dos valores da democracia.
Elite do setor produtivo brasileiro, não consegue levantar o olhar para o horizonte e ver as nuvens negras que estão chegando, trazendo a desgraça para quase todos que habitam essa nação? Acaso a Venezuela não é exemplo suficiente para demonstrar, que o Brasil vai pelo mesmo caminho, pois é isso que pensa o Lula, PT e o Foro de São Paulo?
Senhores podem liderar a grande massa para reagir, para se opor aos males que já estão se abatendo sobre todos e que só irão piorar.
Reajam energicamente antes que seja tarde demais. Ou vão continuar agindo semelhante a um corno manso?
* Pequeno empresário no Paraná
extraídadepuggina.org
A LIBERTAÇÃO ESTÁ NOS FATOS
por vespeiro.com
Poucas vezes terá havido situação semelhante à deste nosso banquete de horrores no qual 90% dos comensais declaram-se com nojo da comida que lhes tem sido servida mas são obrigados a continuar a traga-la simplesmente porque não sabem pedir outro prato.
Na 2a feira, 19, O Globo publicou nova reportagem da série “Cofres Abertos” sobre a realidade do estado petista. O título era “Remuneração em ministério vai até R$ 152 mil”.
Eis alguns dados:
Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil, só na ativa. 103.313 têm “cargos de chefia”. Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Ha um que inclui 38 palavras. “Chefe de Divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda…” e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à “geração de emprego e renda”…
O “teto” dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída não pelos funcionários concursados ou de carreira mas pelos “de confiança”, com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as “gratificações” que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus “por desempenho”. A Petrobras distribuiu mais de R$ 1 bi aos funcionários em pleno “petrolão”, depois de negar dividendos a acionistas. A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em “participação nos lucros” proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 mil.
A folha de salários da União, sem as estatais que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás.
Essa boa gente emite 520 novos “regulamentos” (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas “áreas administrativas” divididas em 53.000 e não sei quantos “núcleos responsáveis por políticas públicas”! Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 “instâncias de decisão”. Na educação podem ser 1.036. Na segurança pública 2.375!
E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências?
Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria face à “incompressibilidade” dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente justapostos às declarações que 100 vezes por dia, os jornais, do papel à telinha, põem no ar para afirmar o contrário. Se fossem editados e perseguidos pelas televisões com as mesmas minúcia, competência técnica e paixão com que seus departamentos de jornalismo fazem de temas desimportantes ou meramente deletérios verdadeiras guerras-santas, então, a Bastilha já teria caído.
Passados 10 meses de paralisia da nação diante da ferocidade do sítio aos dinheiros públicos e ao que ainda resta no bolso do brasileiro de 2a classe, com a tragédia pairando no ar depois do governo mutilar até à paraplegia todos os investimentos em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, a série do Globo é, no entanto, o único esforço concentrado do jornalismo brasileiro na linha de apontar com fatos e números que dispensam as opiniões de “especialistas” imediatamente contestáveis pelas opiniões de outros “especialistas” para expor a criminosa mentira de que este país está sendo vítima.
Nem por isso deixou de sofrer restrições mesmo “dentro de casa” pois apesar da contundência dos fatos, da oportunidade da denúncia e da exclusividade do que estava sendo apresentado, a 1a página do jornal daquele dia não trazia qualquer “chamada” para o seu próprio “furo” e nem as televisões da casa o repercutiram. O tipo de informação sem a disseminação da qual o Brasil jamais desatolará da condição medieval em que tem sido mantido, tornou-se conhecida, portanto, apenas da ínfima parcela da ínfima minoria dos brasileiros alfabetizados que lê jornal que tenha folheado O Globo inteiro daquele dia até seus olhos esbarrarem nela por acaso e que se deixaram levar pela curiosidade página abaixo.
É por aí que se agarra insidiosamente ao chão essa cultivada perplexidade do brasileiro que, em plena “era da informação”, traga sem nem sequer argumentar aquilo que já não admitia que lhe impingissem 200 anos atrás mesmo que a custa de se fazer enforcar e esquartejar em praça pública.
Do palco à platéia, Brasília vive imersa no seu “infinito particular“. Enquanto o país real, com as veias abertas, segue amarrado ao poste à espera de que a Pátria Estupradora decida quem vai ou não participar da próxima rodada de abusos, os criminosos mandam prender a polícia e a platéia discute apaixonadamente quem deu em quem, entre os atores da farsa, a mais esperta rasteira do dia.
Deter o estupro não entra nas cogitações de ninguém. A pauta da imprensa – e com ela a do Brasil – foi terceirizada para as “fontes” que disputam o comando de um sistema de opressão cuja lógica opõe-se diametralmente à do trabalho. Os fatos, substância da crítica que pode demolir os “factóides“, esses todos querem ocultados.
Perdemos as referências do passado, terceirizamos a “busca da felicidade” no presente, somos avessos à fórmula asiática de sucesso quanto ao futuro. Condenamo-nos a reinventar a roda em matéria de construção de instituições democráticas porque a que foi inventada pela melhor geração da humanidade no seu mais “iluminado” momento e vem libertando povo após povo que dela se serve, está banida das nossas escolas e da pauta terceirizada pela imprensa a quem nos quer para sempre amarrados a um rei e seus barões. Como o resto do mundo resolve os mesmos problemas que temos absolutamente não interessa aos “olheiros” dos nossos jornais e TVs no exterior que, de lá, só nos mostram o que há de pior…
A imprensa nacional está devendo muito mais à democracia brasileira do que tem cobrado aos outros nas suas cada vez mais segregadas páginas de opinião.
extraídadepercivalpuggina.org
Poucas vezes terá havido situação semelhante à deste nosso banquete de horrores no qual 90% dos comensais declaram-se com nojo da comida que lhes tem sido servida mas são obrigados a continuar a traga-la simplesmente porque não sabem pedir outro prato.
Na 2a feira, 19, O Globo publicou nova reportagem da série “Cofres Abertos” sobre a realidade do estado petista. O título era “Remuneração em ministério vai até R$ 152 mil”.
Eis alguns dados:
Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil, só na ativa. 103.313 têm “cargos de chefia”. Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Ha um que inclui 38 palavras. “Chefe de Divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda…” e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à “geração de emprego e renda”…
O “teto” dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída não pelos funcionários concursados ou de carreira mas pelos “de confiança”, com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as “gratificações” que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus “por desempenho”. A Petrobras distribuiu mais de R$ 1 bi aos funcionários em pleno “petrolão”, depois de negar dividendos a acionistas. A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em “participação nos lucros” proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 mil.
A folha de salários da União, sem as estatais que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás.
Essa boa gente emite 520 novos “regulamentos” (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas “áreas administrativas” divididas em 53.000 e não sei quantos “núcleos responsáveis por políticas públicas”! Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 “instâncias de decisão”. Na educação podem ser 1.036. Na segurança pública 2.375!
E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências?
Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria face à “incompressibilidade” dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente justapostos às declarações que 100 vezes por dia, os jornais, do papel à telinha, põem no ar para afirmar o contrário. Se fossem editados e perseguidos pelas televisões com as mesmas minúcia, competência técnica e paixão com que seus departamentos de jornalismo fazem de temas desimportantes ou meramente deletérios verdadeiras guerras-santas, então, a Bastilha já teria caído.
Passados 10 meses de paralisia da nação diante da ferocidade do sítio aos dinheiros públicos e ao que ainda resta no bolso do brasileiro de 2a classe, com a tragédia pairando no ar depois do governo mutilar até à paraplegia todos os investimentos em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, a série do Globo é, no entanto, o único esforço concentrado do jornalismo brasileiro na linha de apontar com fatos e números que dispensam as opiniões de “especialistas” imediatamente contestáveis pelas opiniões de outros “especialistas” para expor a criminosa mentira de que este país está sendo vítima.
Nem por isso deixou de sofrer restrições mesmo “dentro de casa” pois apesar da contundência dos fatos, da oportunidade da denúncia e da exclusividade do que estava sendo apresentado, a 1a página do jornal daquele dia não trazia qualquer “chamada” para o seu próprio “furo” e nem as televisões da casa o repercutiram. O tipo de informação sem a disseminação da qual o Brasil jamais desatolará da condição medieval em que tem sido mantido, tornou-se conhecida, portanto, apenas da ínfima parcela da ínfima minoria dos brasileiros alfabetizados que lê jornal que tenha folheado O Globo inteiro daquele dia até seus olhos esbarrarem nela por acaso e que se deixaram levar pela curiosidade página abaixo.
É por aí que se agarra insidiosamente ao chão essa cultivada perplexidade do brasileiro que, em plena “era da informação”, traga sem nem sequer argumentar aquilo que já não admitia que lhe impingissem 200 anos atrás mesmo que a custa de se fazer enforcar e esquartejar em praça pública.
Do palco à platéia, Brasília vive imersa no seu “infinito particular“. Enquanto o país real, com as veias abertas, segue amarrado ao poste à espera de que a Pátria Estupradora decida quem vai ou não participar da próxima rodada de abusos, os criminosos mandam prender a polícia e a platéia discute apaixonadamente quem deu em quem, entre os atores da farsa, a mais esperta rasteira do dia.
Deter o estupro não entra nas cogitações de ninguém. A pauta da imprensa – e com ela a do Brasil – foi terceirizada para as “fontes” que disputam o comando de um sistema de opressão cuja lógica opõe-se diametralmente à do trabalho. Os fatos, substância da crítica que pode demolir os “factóides“, esses todos querem ocultados.
Perdemos as referências do passado, terceirizamos a “busca da felicidade” no presente, somos avessos à fórmula asiática de sucesso quanto ao futuro. Condenamo-nos a reinventar a roda em matéria de construção de instituições democráticas porque a que foi inventada pela melhor geração da humanidade no seu mais “iluminado” momento e vem libertando povo após povo que dela se serve, está banida das nossas escolas e da pauta terceirizada pela imprensa a quem nos quer para sempre amarrados a um rei e seus barões. Como o resto do mundo resolve os mesmos problemas que temos absolutamente não interessa aos “olheiros” dos nossos jornais e TVs no exterior que, de lá, só nos mostram o que há de pior…
A imprensa nacional está devendo muito mais à democracia brasileira do que tem cobrado aos outros nas suas cada vez mais segregadas páginas de opinião.
extraídadepercivalpuggina.org


























