Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Eduardo Cunha é campeão em gastos com telefone entre os deputados

Ranier Bragon e Márcio Falcão - Folha de São Paulo
Famosa por reembolsar as mais diversas modalidades de gasto, a Câmara também banca despesas telefônicas dos deputados. Contas altas são comuns, mas chama a atenção a fatura do peemedebista Eduardo Cunha (RJ), candidato favorito à presidir a Casa a partir de fevereiro.
Campeão no gasto com celulares e fixos entre os 513 deputados, ele já cobrou R$ 108 mil de reembolso neste ano (até outubro). Uma conta média de R$ 10,8 mil por mês.
Como líder da bancada, Cunha tem direito ainda a outros telefones da ampla Liderança do PMDB, que é o gabinete que ele usa com mais constância. Esses gastos não entram na cota listada acima.
Vicentinho (SP), líder da bancada do PT, a maior da Casa, pediu R$ 20,7 mil por gastos de telefonia nos primeiros dez meses de 2014. Apenas 19% do valor total ressarcido a Cunha no mesmo período.
Eduardo Cunha afirma que o telefone é muito importante para sua atividade. Diz que a maior parte dos gastos é com um pacote de serviços de rádio da Nextel, com o qual consegue falar com os funcionários de seus gabinetes em Brasília e no Rio sem cobrança de interurbano, pagando apenas a assinatura.
Do valor das faturas ressarcidas, 40% são dessa operadora. Segundo ele, entre 10 e 12 linhas ficam a disposição dos assessores.
O deputado destaca que não usa o limite da verba indenizatória –R$ 32,6 mil mensais, destinados também a gastos como alimentação, combustível, aluguel de escritório e hospedagem– e que as faturas de telefone são frutos exclusivos de atividade parlamentar.
"Cada um usa [a cota] naquilo que é melhor [para o mandato]. Para mim, a despesa de telefone é cara ao meu mandato, para o exercício da atividade", afirmou.
O ato da Mesa que instituiu a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar diz que o reembolso será feito apenas por gastos com "contas telefônicas de comprovada responsabilidade do deputado", além de ligações a cobrar, interurbanas, nacionais e internacionais originadas nos ramais dos gabinetes.
FONTE ROTA2014

Ajuste contábil da Petrobras por corrupção deve reduzir parcela do lucro dos investidores

Ana Paula Ribeiro - O Globo

Estima-se que a perda da estatal com os desvios chegue a R$ 10 bilhões

O adiamento do balanço financeiro da Petrobras — após a empresa ser pressionada pela auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) a reconhecer nos números o impacto dos desvios denunciados nas delações premiadas da operação Lava Jato — trará prejuízo a seus acionistas, inclusive a União. Não bastasse o valor das ações ter despencado 48% nos últimos meses — a preferencial (PN) caiu de R$ 24,56 em 2 de setembro para R$ 12,80 na última sexta-feira —, a empresa também deverá reduzir o pagamento de dividendos, ou seja, a parcela de lucro distribuída aos acionistas, após o ajuste no seu balanço, preveem analistas. E isso depois de a empresa ter distribuído um valor recorde de dividendos no primeiro semestre: R$ 8,731 bilhões, mais que o triplo dos R$ 2,87 bilhões destinados em igual período de 2013 e o maior montante desde o segundo semestre de 2009.
Ao todo, a petrolífera tem mais de 290 mil investidores, sendo que 279 mil são pessoas físicas. Ao reconhecer na contabilidade o impacto da corrupção, a empresa terá que rever seu fôlego para novos investimentos e a folga de caixa que terá para distribuir dividendos será menor.
Segundo projeções do Itaú BBA, se a perda estimada pela empresa com os desvios chegar a R$ 10 bilhões, os acionistas que têm ações ON (com direito a voto, porém sem preferência na distribuição de dividendos) receberão apenas R$ 0,17 por ação em 2015. É um valor de menos da metade do R$ 0,37 anteriormente previsto pelo banco, já considerando o impacto, para a empresa, do dólar mais alto e da queda no preço do petróleo.
A estimativa do Itaú BBA calcula o impacto da baixa contábil. No caso da Petrobras, é preciso ajustar parte do valor de investimentos feitos e que estão inflados pelas obras superfaturadas. No caso dos investidores de papéis preferenciais (que, como o próprio nome diz, têm preferência nos dividendos), a legislação brasileira estabelece que a distribuição do lucro aos acionistas seja de no mínimo 25%, o que, na visão dos analisas do Itaú BBA, fará com que o impacto da baixa contábil seja mínimo para os donos desses papéis.
UNIÃO E BNDES TÊM 60% DAS AÇÕES ON

E os acionistas já vêm sofrendo com a queda no valor das ações. Só em novembro, o valor de mercado da empresa caiu 15,8%, ou R$ 32,5 bilhões, para R$ 162,1 bilhões. É o mesmo que dizer que a Petrobras em um mês perdeu quase uma JBS, que está sendo negociada a R$ 35,3 bilhões e mais que uma TIM Participações (R$ 30,1 bilhões). 
Atualmente, a estatal é a quarta maior empresa em valor de mercado na Bovespa. Já foi a primeira, mas perdeu o posto para a Ambev (R$ 264,6 bilhões) e, depois, a segunda colocação, para o Itaú Unibanco (R$ 201,3 bilhões) e o terceiro lugar para o Bradesco (R$ 163,4 bilhões).
A maior detentora de ações ONs da Petrobras é a União que, junto com o BNDES, possui pouco mais de 60% desses papéis. A outra parcela está pulverizada entre investidores locais e estrangeiros. No caso das preferenciais, 70% das ações estão divididas entre investidores pessoas físicas, instituições financeiras e empresas, estrangeiros ou não. “A baixa contábil poderia ter um impacto relevante sobre os dividendos das ações ordinárias da Petrobras”, afirmam, em relatório, os analistas Paula Kovarsky, Diego Mendes e Pablo Castelo, reforçando que sacrificar esses dividendos pode ser uma forma de se antecipar a restrições de caixa.
A preocupação com o caixa não é exagerada. Com as denúncias de desvios e a investigação da Polícia Federal, a Petrobras não conseguiu publicar o balanço do terceiro trimestre até a data limite, 14 de novembro, uma vez que a auditoria se recusou a assinar as demonstrações financeiras. Sem isso, o mercado internacional de capitais fica praticamente fechado, ou seja, a estatal não consegue emitir dívidas para financiar o plano de expansão.
Na avaliação do operador sênior da Guide Investimentos Fabio Galdino, é difícil calcular o valor das perdas da Petrobras, mas a única saída para a empresa é fazer o ajuste (baixa contábil) no ativo. Em contrapartida, será preciso ajustar o lado do passivo, com redução do patrimônio líquido ou do capital social.
— Isso vai aparecer na demonstração de resultados e terá impacto no lucro, afetando os investidores. Se tiver corte de dividendo, fatalmente será maior nas ações ordinárias — considerou, acrescentando que, no limite, caso o ajuste gere prejuízo no balanço anual, os preferencialistas também serão afetados.
Estimativa do Morgan Stanley aponta para perdas com os desvios que podem variar de quase R$ 5 bilhões a R$ 21 bilhões. A simulação considera o investimento realizado nos últimos cinco anos pela empresa (R$ 416 bilhões) e perdas que variam de 1% a 5% desse total — as investigações em curso apontam que as construtoras pagavam propina a diretores da Petrobras em troca de contratos superfaturados e, em um dos depoimentos, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa afirmou que 3% do valor das contratações era desviado para partidos políticos.
DIFICULDADE PARA CAPTAÇÕES EXTERNAS

Nas contas do Morgan Stanley, independentemente do cenário, os portadores de ações preferenciais receberiam R$ 0,93 por ação, mas aqueles que possuem ordinárias receberiam algo entre R$ 0,38, no cenário mais benigno, e apenas R$ 0,02 por ação, na pior previsão.
O analista responsável pelo cálculo, Bruno Montonari, também mostrou preocupação com os efeitos que as investigações sobre corrupção terão no acesso a recursos do mercado de capitais por parte da empresa. A estimativa é que a Petrobras precise de US$ 15 bilhões para arcar com o projeto de investimentos para 2015. Tradicionalmente, a empresa levanta recursos no exterior no início do ano.
“Entretanto, com a falta de um balanço auditado e o aumento da percepção de risco, o ambiente pode não ser propício para uma grande oferta de dívida. Além disso, pensamos que o custo do financiamento pode aumentar”, afirmou, em relatório.
O executivo de um banco de investimento afirmou que a Petrobras deve conseguir em breve publicar seu balanço, mesmo que com ressalvas, voltando a ter acesso ao mercado internacional. No entanto, o custo vai subir. A estatal é considerada grau de investimento pelas agências de classificação de risco e em geral costumava ter as melhores condições de acesso ao mercado, com baixo custo e prazos longos.
— Isso com certeza vai mudar. Ela vai ter que pagar um prêmio de risco por essa situação — afirmou o executivo, sob a condição de anonimato.
QUEDA DO PETRÓLEO AFETA ESTATAL

Não bastasse o escândalo de corrupção em que está envolvida, o estado atual do mercado de petróleo também joga contra a Petrobras. Com a economia global crescendo a ritmo mais lento e e o aumento na produção global da commodity, a cotação internacional do barril do tipo Brent acumula queda de 36% em um ano, fechando na última sexta-feira em US$ 70,15. O barateamento do produto prejudica o ambicioso plano de investimento da companhia, sobretudo para o pré-sal.
A Petrobras se comprometeu a investir US$ 221 bilhões entre este ano e 2018 para acelerar a produção em águas ultraprofundas. O plano foi traçado com base na previsão de que o Brent custará em média US$ 100 entre 2015 e 2017 e US$ 95 entre 2018 e 2030. Para analistas do mercado, segundo estimativas levantadas pela Bloomberg, ele fechará o ano que vem cotado a US$ 96.
Na quinta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu não reduzir a produção da commodity, mantendo-a em 30 milhões de barris diários. Com isso, a perspectiva é que a cotação do petróleo permaneça baixa.
A decisão representou uma vitória para o grupo liderado pela Arábia Saudita e uma derrota para os países mais pobres da organização — como Venezuela e Irã — que desejavam interromper o derretimento dos preços.
FONTE ROTA2014

 

"Uma falcatrua",

EDITORIAL O GLOBO

Ao se começar a desvendar o esquema de corrupção na Petrobras, caiu por terra a defesa

desse negócio

Frente às informações sobre a estranha compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas, pela Petrobras, cujo preço final ultrapassou o bilhão de dólares, bem mais que o antigo dono pagara para adquiri-la, o comportamento da direção da estatal foi o clássico: negar e garantir que o negócio havia sido um sucesso.
Até que a própria presidente Dilma, na fase de esquentamento para a campanha eleitoral — e talvez por isso — respondeu, por escrito, a perguntas do jornal “O Estado de S. Paulo” sobre Pasadena, e resolveu ser clara: como presidente do Conselho de Administração da estatal, antes de eleger-se em 2010, ela e demais conselheiros aprovaram a operação com base num parecer “técnica e juridicamente falho”, redigido pela diretoria Internacional da empresa. Interessados em fazer com que aquele caso fosse esquecido, como alguns diretores que estavam na Petrobras à época e políticos padrinhos de altos funcionários da estatal, não puderam mais controlar o assunto. O gênio escapou da garrafa.
Por meio de duas CPIs e em comissões ordinárias, o Congresso passou a ouvir esses dirigentes e a atual presidente, Graça Foster. Apesar de todo o controle que a base aliada exerce na Câmara e no Senado, sempre escapam informações elucidativas. Graça Foster, por exemplo, revelou que a estatal já havia contabilizado em balanço uma perda patrimonial de meio bilhão de dólares causada pelo passo mal dado com essa refinaria. 
Demoliam-se argumentos como o de que as oscilações do mercado internacional justificariam tudo. Afinal, uma grande perda já havia sido contabilizada. Avolumaram-se, então, as suspeitas sobre o papel do então diretor Internacional da Petrobras, Nestor Ceveró, na compra de Pasadena, ele o responsável pelo documento “técnica e juridicamente falho”
A confirmação de que Pasadena foi uma das gazuas usadas pelo maior esquema de corrupção de que se tem notícia na vida pública brasileira para saquear cofres públicos veio da Operação Lava-Jato, conduzida pela Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal do Paraná. A investigação de um bilionário sistema de lavagem de dinheiro gerenciado pelo doleiro Alberto Youssef — ele já aparecera no escândalo da remessa ilegal de dinheiro pelo Banestado, no mensalão e num caso de pagamento de propinas de empreiteiras a políticos — revelou enorme conexão entre empreiteiras, altos funcionários da Petrobras e políticos, principalmente do PT, do PMDB e do PP. 
Preso, depois de Youssef, e, como este, depoente no processo sob o regime de delação, um companheiro de diretoria de Cerveró, Paulo Roberto Costa, da área de Abastecimento, afirmou que recebeu US$ 1,5 milhão apenas para “não atrapalhar” a compra da refinaria — apelidada por técnicos da estatal de “ruivinha”, por ter muitos equipamentos enferrujados.
Já se tem certeza de que aquele negócio foi mais uma das falcatruas do esquema montado na estatal a partir do aparelhamento lulopetista da empresa. Mas ainda é preciso detalhar esta história e processar os responsáveis.
FONTE ROTA2014

 

Vídeo histórico: o dia em que o amigo português de Lula engaiolado por ladroagem assaltou a cabeça baldia de Dilma Rousseff

AUGUSTO NUNES -  DIRETO AO PONTO
A prisão de José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal durante seis anos, foi recebida por Dilma Rousseff com a placidez de quem desconfiava desde março de 2011 que o amigo do peito de Lula é capaz de tudo. Capaz até de abandonar o emprego sem aviso prévio e sem dar satisfações à presidente prestes a embarcar para uma visita oficial a Lisboa, expondo a convidada ao risco de esperar sentada no aeroporto o anfitrião que sumiu.
Em pouco mais de um minuto, o vídeo do Implicante mostra o que se passa numa cabeça baldia assaltada por essa sensação de orfandade. Trata-se de uma das melhores/piores performances de Dilma. Já na largada da conversa numa sala do Palácio da Alvorada, o jornalista Miguel Sousa Tavares surpreende a presidente que ainda decorava os nomes dos ministros com a informação que precede a pergunta:
— A senhora vai a Portugal terça-feira e vai encontrar um país sem governo. Isso não tira sentido à visita diplomática, pelo menos?
O vinco vertical no meio da testa realça a espécie de perplexidade exibida por todo cachorro que cai de um caminhão de mudança.
— Mas… o presidente num… não vai podê me recebê? — gagueja a resposta que transforma o entrevistador em entrevistado.
Competente, tarimbado, Tavares contém o riso e tenta disfarçar o espanto. Acaba de descobrir que a presidente brasileira não sabe que Portugal vive uma crise política de bom tamanho, agravada naquele dia pelo pedido de demissão do primeiro-ministro José Sócrates. Também percebe que Dilma também não faz a menor ideia de como funciona o regime parlamentarista. O presidente vai recebê-la, esclarece em tom compassivo. O problema, reitera, é que um país com um governante demissionário é o mesmo que um país sem governo.
— Bem, eu respeito perfeitamente a situação política de Portugal — rende-se Dilma antes de confessar que de nada sabia. Mas, assim que  aquela entrevista terminar, vai querer saber por que por que não ficara sabendo,  avisam a voz e o olhar a voz de quem prepara um “meu querido” para o primeiro assessor que aparecer pela proa.
— Isso foi agora, né? — confere.
Ouve a confirmação, engorda o besteirol com um punhado de palavras e aproveita a oportunidade para despedir-se publicamente do demissionário.
— Eu lamento profundamente, porque tinha um grande respeito pelo ministro Sócrates.
A transferência do hóspede de hotéis estrelados para uma cadeia desprovida de luxo aumentou ou diminuiu o “grande respeito” devotado ao companheiro promovido a escroque internacional? Pelos critérios do lulopetismo, anotações no prontuário costumam melhorar a posição no ranking dos bandidos de estimação do chefe da seita. Mas as cifras recordistas registradas neste fim de ano ameaçam Sócrates: se o dinheiro que tungou for confrontado com a roubalheira do Petrolão, pode acabar escalado no time dos trombadinhas.
ASSISTA O VÍDEO

Tribunal de Contas da União abre frentes de fiscalização das parcerias entre a Eletrobrás e empresas envolvidas na Lava Jato

Tribunal de Contas da União abre frentes de fiscalização das parcerias entre a Eletrobrás e empresas envolvidas na Lava Jato
FERNANDA NUNES ESTADÃO
Construtoras investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por suspeita de desvios e outros crimes na Petrobras agora são alvo de nova investigação em negócios fechados com estatais.
O Tribunal de Contas da União (TCU) está de olho em Sociedades de Propósito Específico (SPE) formadas pelo grupo Eletrobrás em parceria com companhias de engenharia. Apesar da participação estatal nessas sociedades, elas funcionam como empresas privadas.
Por isso, o TCU só consegue fiscalizar os gastos realizados pelas empresas públicas nas sociedades, sem ter acesso a informações centrais do negócio.
A investigação dessas SPEs da Eletrobrás é tida como uma prioridade pela corte de contas. Em acórdão no qual estabelece as principais fragilidades da estatal, ainda de 2011, o TCU destaca "a má gestão dos recursos públicos aplicados por meio de Sociedades de Propósito Específico". No documento, ao qual o Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado, teve acesso, o tribunal ressalta ainda "a falta de transparência na gestão de tais recursos".
"Quanto menos fiscalizado, mais o negócio é passível de irregularidade", afirmou o ex-ministro do tribunal José Jorge. Ele era o relator das investigações, mas se aposentou em novembro compulsoriamente, após completar 70 anos.
Neste ano, o TCU abriu duas frentes de fiscalização das Sociedades de Propósito Específico da Eletrobrás. Primeiro, determinou à Controladoria-Geral da União (CGU) que, ao analisar as contas do grupo de 2013, avalie com lupa essas empresas. O próprio TCU está realizando uma investigação detalhada dos negócios de Furnas em sociedade com construtoras. Ao todo, a Eletrobrás investiu R$ 9,7 bilhões nos últimos cinco anos em projetos geridos por esse tipo de figura jurídica, segundo o relatório financeiro da empresa de 2013.
Negócios específicos. As SPEs são um modelo de negócio no qual duas ou mais empresas unem recursos e tecnologia em torno de uma nova personalidade jurídica para desenvolver negócios específicos. Essas empresas têm características e obrigações próprias, independentemente dos seus sócios.
Furnas, por exemplo, possui 76 negócios do tipo - de um total de 150 em todo o grupo Eletrobrás - nas áreas de geração e transmissão de energia. A empresa de maior dimensão que tem Furnas como sócia é a SPE Madeira Energia, criada para gerir a hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, negócio compartilhado com a Odebrecht, investigada na Lava Jato.
Apenas em 2013, o grupo Eletrobrás investiu R$ 3,98 bilhões em projetos geridos em parcerias por SPEs. O dinheiro foi gasto, principalmente, nas hidrelétricas de Jirau (R$ 1 bilhão), Santo Antônio (R$ 700 milhões) e Belo Monte (R$ 900 milhões), na Região Norte do País, e Teles Pires (R$ 400 milhões), em Mato Grosso. Furnas participa de Santo Antônio e Teles Pires.
O acesso às informações foi pedido pelo TCU em outubro ao conselho fiscal da Eletrobrás, segundo uma fonte. A empresa, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que "todas as informações solicitadas pelo órgão de fiscalização estão sendo enviadas, como sempre ocorre quando há solicitações do TCU".
A constituição de empresas ligadas a projetos específicos foi a solução encontrada pela Eletrobrás para continuar investindo em grandes projetos de infraestrutura em posição minoritária, sem comprometer tanto o seu caixa. O governo utiliza o conhecimento da estatal no setor para atrair investidores privados para os projetos, uma alternativa especialmente favorável neste momento em que as empresas do grupo passam por dificuldades financeiras, com a redução das tarifas de geração e transmissão de energia e retração de receita.
'Governança'. Em nota oficial, a Eletrobrás afirma que as SPEs são "importantes formas de alavancar investimentos privados em projetos estruturantes" e que elas "obedecem a todas as normas de governança da Eletrobrás e às melhores práticas de mercado". Com a instituição desse tipo de sociedade, por meio da Lei 11.079, de 2004, foram atraídas para o setor de energia grandes empreiteiras.
Desde então, elas passaram a liderar os investimentos no setor, principalmente na construção de hidrelétricas. Na SPE Norte Energia, formada para administrar a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, a Queiroz Galvão, a Galvão Engenharia e a OAS integraram o consórcio vencedor para a construção da usina, mas venderam suas participações, em seguida, para as distribuidoras Cemig e Light.
Na SPE Madeira Energia, Furnas investe junto com a Odebrecht e outros sócios, modelo repetido na SPE Teles Pires.
As construtoras citadas são apontadas por réus, delatores e investigados da Lava Jato como recebedoras e pagadoras de propina para serem favorecidas em contratos com a Petrobras. Elas negam envolvimento em irregularidades e alegam que são vítimas de extorsão.
FONTE ROTA2014

Quase todo o PP está ligado a propinas, acusa Alberto Youssef, doleiro da quadrilha comandada pela dupla Lula-Dilma

ANDREZA MATAIS, FÁBIO FABRINI - O ESTADO DE S.PAULO


Alberto Youssef afirma em delação premiada que 'só sobram dois' na legenda ao citar participação de políticos nos crimes investigados


O doleiro Alberto Youssef afirmou a investigadores da Operação Lava Jato que "só sobram dois no PP" ao reforçar o envolvimento de políticos do partido no esquema de corrupção da Petrobrás. Youssef voltou a citar integrantes do partido em delação premiada aos procuradores da força-tarefa que apura crimes relacionados a negócios da estatal. O doleiro é o principal acusado de lavar dinheiro desviado de contratos superfaturados da Petrobrás para a legenda.
O PP tem papel de protagonista no escândalo, segundo a investigação. A força-tarefa da Lava Jato acredita que os desvios na petrolífera ocorrem há pelos menos 15 anos. Mas foi o ex-deputado José Janene (PP-PR), réu no processo do mensalão morto em 2010, quem organizou a corrupção na estatal, fazendo com que as cúpulas das siglas envolvidas fossem beneficiadas diretamente.
Nas palavras de um investigador, "Janene transformou a corrupção no varejo em esquema de organização partidária". O modelo que ele teria criado consistia em concentrar a negociação e o pagamento de propinas num diretor, e não mais em vários agentes públicos dentro da estatal.
Em depoimentos no processo que tramita na Justiça Federal no Paraná, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o doleiro afirmaram que ao menos 1% do valor dos contratos da Diretoria de Abastecimento era repassado para o PP. A ideia teria sido copiada por PT e PMDB, os dois principais partidos da coalizão governista.
Caberá ao Supremo Tribunal Federal autorizar a investigação sobre o suposto envolvimento de autoridades com direito a foro privilegiado, como ministros de Estado e congressistas, no esquema da Petrobrás. O ministro do Supremo Teori Zavascki é o relator do processo. Os nomes dos políticos estão sendo citados em delações premiadas, cujo conteúdo integral está sob sigilo.
Com o fim da contribuição de Youssef, que prestou seu último depoimento na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende começar a pedir as primeiras aberturas de inquérito ao STF. Para Janot, já há elementos para que a participação de políticos seja apurada.
Início. De acordo com a investigação, o esquema organizado por Janene começou em 2004 - ocasião em que o PP emplacou Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da estatal - e funcionou ao menos até março deste ano, quando a Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal. Percorreu, portanto, dois governos e três legislaturas. Nesse período, o partido se tornou a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados, com 40 representantes, e contou com cinco senadores. Hoje, em bloco com o PROS, é a terceira maior força do Congresso.
Conforme revelou o Estado, nos últimos dias, os investigadores da Lava Jato identificaram um homem apontado como o segundo operador do PP - além do doleiro Alberto Youssef - no esquema: Henry Hoyer de Carvalho, que já foi assessor do ex-senador e ex-líder do PMDB no Senado Ney Suassuna.
No governo Dilma Rousseff, o PP controla o Ministério das Cidades, uma das pastas de maior orçamento na Esplanada, responsável por obras de saneamento e pelo Programa Minha Casa Minha Vida.
O irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, Adarico Negromonte, é um dos investigados na Lava Jato, acusado de transportar dinheiro da propina para Youssef. Na sexta-feira, após ter a prisão temporária revogada pela Justiça, Adarico deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba para responder ao processo em liberdade.
"O Congresso todo conhecia o Paulo Roberto (Costa). As evidências estão surgindo e ninguém mais pode duvidar disso", disse ao Estado Mário Negromonte, que foi líder do partido na fase pós-Janene. Neste ano, ele se desfiliou do PP para assumir cargo de conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia.
O deputado reeleito Esperidião Amim (PP-SC) também avalia que o partido será atingido, mas os alvos, para ele, devem ser dirigentes antigos e não atuais da sigla.
'Nada oficial'. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), não quis comentar a declaração de Youssef sobre o envolvimento do partido no esquema. Nogueira disse que, até o momento, "não há nada de oficial" que envolva parlamentares da legenda e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar esclarecimentos. / COLABOROU RICARDO BRITO
FONTE ROTA2014

"Tabus e verdade",

  por Denis Lerrer Rosenfield

O Estado de São Paulo



Em 1970, no interior de São Paulo, o tenente Alberto Mendes Júnior da Polícia Militar rendeu-se, durante um tiroteio, a um grupo de "revolucionários", impondo como condição que subordinados seus, feridos, tivessem atendimento médico. Preocupou-se, sobretudo, com a vida de seus subordinados, fiel ao seu espírito militar.
Após ainda algumas escaramuças, o tenente, sempre preocupado, aliás, com o que tinha acontecido com o restante de seus homens, foi levado para o interior do mato, onde ficou embrenhado com seus captores. Lá, o oficial foi objeto de um "tribunal revolucionário" por ter supostamente traído "companheiros", "camaradas", para utilizar o linguajar comunista, que tinham desaparecido. Fez parte desse tribunal e da ordem de sua execução Carlos Lamarca, o novo "herói" de alguns setores da carcomida esquerda brasileira.
A ordem foi cumprida da seguinte maneira. Os executantes aproximaram-se por trás do oficial, desferindo-lhe poderosos golpes na cabeça com a coronha de um fuzil. Teve a base do crânio partida, da qual jorravam sangue e miolos. O pobre indivíduo contorcia-se de dor. A sua cabeça foi esfacelada pelos heroicos "guerrilheiros", que, com zelo, cumpriam as ordens recebidas.
Posteriormente a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um dos grupos esquerdistas da época, liderado por Lamarca, que se tornou seu comandante-geral, emitiu o seguinte comunicado ao "povo brasileiro": "O tenente Mendes foi condenado a morrer a coronhadas de fuzil, e assim foi morto, sendo depois enterrado".
Lamarca, anteriormente, havia desertado do Exército, traindo seus companheiros de farda, depois de ter criado uma célula revolucionária em seu regimento. Quando de sua fuga levou 63 fuzis automáticos leves com os respectivos acessórios, três metralhadoras INA e uma pistola 45. Nesse meio tempo, sua organização, com o respaldo dos cubanos, estava transferindo sua mulher e seus filhos para Cuba, onde passariam a viver. A ditadura comunista era a sua opção. Nesse sentido, falar de resistência à "ditadura" brasileira é manifestamente um contrassenso. Sua escolha era pela leninista "ditadura do proletariado".
Ora, tal indivíduo está sendo agora celebrado como se fosse por ele merecida sua promoção post-mortem a coronel com proventos de general de brigada. Do ponto de vista do relato histórico, alguns se atrevem a dizer que um tabu teria sido superado. Não dá para entender muito bem o que isso significa, considerando o seu próprio histórico de luta armada no estilo leninista da expressão, como, aliás, defendido em documentos por ele escritos à sua própria organização.
A família do tenente Mendes não foi jamais assistida pela Comissão da Anistia nem teve direito a polpudas indenizações, como as recebidas pelos assassinos do oficial da Polícia Militar de São Paulo. Alguns deles usufruem em paz seus "proventos revolucionários". A perversão é total. O mesmo aconteceu com muitas outras pessoas. Como o soldado Mário Kozel Filho, morto em seu posto de sentinela do Comando Militar de São Paulo. Ou o piloto Orlando Lovecchio Filho, que teve uma perna destroçada e hoje vive com uma mísera pensão do INSS. Além de tantos outros "justiçados" por tribunais revolucionários. Nenhuma reparação lhes foi concedida. Será por que estavam do lado errado da "História", a da redenção comunista da humanidade, fonte de um atroz totalitarismo?
A questão ganha ainda maior atualidade pelo fato de que a atual Comissão da Verdade deve terminar seu trabalho no final deste mês de dezembro. Padece ela da mesma parcialidade observada na Comissão da Anistia e, principalmente, de sua leitura ideológica da História do período.
Por que abominar, com toda a razão, a tortura e ser extremamente omissa quanto aos miolos e ao sangue de um oficial militar e à vida e amputação de membros de tantos outros? A "verdade" aplica-se a alguns, e não a outros? Ou os "direitos humanos" só valem para os que estão do lado "certo" dos companheiros revolucionários? Fora estes, os demais não são humanos?
A discussão desse assunto é mais do que oportuna, porque o relatório a ser apresentado pela dita Comissão da Verdade volta à pauta pública. Estará igualmente em questão o que fazer com ele, sobretudo considerando que se trata de um trabalho que não seguiu o mínimo rigor de uma pesquisa histórica.
Apesar de alguns pontos positivos, como o do resgate do que aconteceu com o ex-deputado Rubens Paiva, ele se caracteriza por uma orientação ideológica que o faz incapaz de retratar o que realmente aconteceu em tão importante período da História brasileira. Um retrato distorcido e deformado altera o objeto retratado.
Não é possível que seja levada seriamente em consideração uma pesquisa que privilegie a "História" - seguindo a visão dos que procuraram implantar no Brasil o totalitarismo comunista, avesso, por princípio, à democracia - em detrimento da História, retratando o que verdadeiramente ocorreu, tida por algo completamente secundário.
Uma verdadeira reconstituição dos fatos deveria voltar-se para todos os lados envolvidos. Assim, sim, sob diferentes perspectivas, poder-se-ia abordar a realidade de forma isenta. Da forma como foi feito, o relatório só propicia novos erros presentes e passados, em nada contribuindo para o futuro. Não podem as próximas gerações "aprender" - na verdade, "desaprender" - que a "esquerda" era "boa" por definição, enquanto a "direita" era visceralmente "malvada".
Ademais, fugia igualmente do escopo dessa comissão qualquer proposta de revogação ou, eufemisticamente, de "reinterpretação" da Lei da Anistia, pedra basilar do País que se veio a formar como uma democracia a partir da Constituição de 1988. Trata-se de uma espécie de contrato do Brasil consigo mesmo, cuja obediência enseja assumir compromissos passados, na plena adesão ao que foi politicamente acordado.
Espera-se que o bom senso prevaleça e esse relatório seja meramente arquivado. É o País respeitando-se a si mesmo.
FONTE ROTA2014

Correios atrasam salários no Natal. Pode isso, Dilma?

Andreza Matais - O Estado de São Paulo




Para equilibrar despesas, pagamento a 125 mil funcionários tradicionalmente feito no dia 19 este ano ocorrerá somente no dia 31

Um dos maiores empregadores do País, os Correios decidiram alterar a data de pagamento dos salários dos seus 125 mil funcionários no mês de dezembro. A segunda parte do 13º salário também só será pago no dia 19 e não mais no primeiro dia de dezembro, como ocorre tradicionalmente. Funcionários da empresa disseram ao 'Estado' que há pelo menos 20 anos os Correios fazem a antecipação salarial e do benefício no período do Natal.
Os Correios depositam os salários dos funcionários no último dia do mês. Em dezembro, contudo, o dinheiro entra na conta no dia 19, antes do Natal. Neste ano, os funcionários já foram avisados de que os salários só serão depositados no dia 31 de dezembro, 12 dias depois.
No caso do 13º, o benefício tradicionalmente é pago no primeiro dia de dezembro. Mas os Correios prorrogaram para o dia 19 o pagamento. O conselho de administração da empresa questionou a diretoria sobre a quebra na tradição no período natalino, mas ainda não obteve resposta.
O "arrocho" nos Correios não é uma reação antecipada ao fiscalismo da nova equipe econômica, que será comandada pelo ministro indicado da Fazenda, Joaquim Levy. Por meio da assessoria, os Correios informaram que a mudança na data dos pagamentos em dezembro deve-se à necessidade de "equilibrar as despesas do período e atende o disposto pela legislação brasileira."
Segundo os Correios, "em 2014 a empresa teve grandes desembolsos no segundo semestre com o acordo coletivo de trabalho que reajustou os salários de 90 mil trabalhadores em cerca de 18% e com o plano de demissão incentivada." Com a possibilidade de fechar 2014 no vermelho, a empresa enfrenta denúncias de corrupção no fundo de pensão dos funcionários, o Postalis, que acumula déficit de R$ 2,7 bilhões nos dois últimos anos - uma conta que será dividida entre os funcionários e a empresa.
Desvios. A Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos na Petrobrás, encontrou indícios de que o esquema também funcionou no Postalis. No mês passado, a Polícia Federal deflagrou operação para combater fraudes na Gerência de Saúde dos Correios, que teria desviado R$ 7 milhões da empresa e envolveria a participação da cúpula da estatal no Rio de Janeiro.
Conforme dirigentes dos Correios ouvidos pelo Estado, pela primeira vez neste ano a empresa deve contabilizar prejuízo considerando os resultados dos investimentos e aplicações financeiras. A empresa continua dando prejuízo operacional, quando se considera apenas a receita com a atividade para a qual foi criada e que tem exclusividade de atuação - entrega de carta, telegrama e correspondência agrupada.
Oficialmente, a empresa nega trabalhar com expectativa de prejuízo no balanço do ano de 2014. Perguntada sobre essa hipótese, responde apenas: "Não." Em meio a esses números, os Correios gastaram neste ano R$ 42 milhões para alterar a sua logomarca e foi acusada de uso eleitoral em favor da campanha de Dilma Rousseff à reeleição.
Estado revelou que a empresa abriu exceção para distribuir 4,8 milhões de panfletos da campanha de Dilma sem chancela, selo que comprovaria a postagem. Os Correios negaram uso político da empresa.
Sobre o novo logotipo, a empresa afirmou, na época, que a "nova marca é resultado do novo posicionamento dos Correios, já que a empresa está entrando em novas atividades, como serviços postais financeiros, eletrônicos e de logística integrada e passa por um processo de revitalização desde 2011, com recuperação da capacidade de investimentos e da qualidade operacional."

RESPOSTA DOS MÉDICOS À CAMPANHA DO GOVERNO CONTRA O RACISMO


Milton Pires - médicoTomou grande proporção a campanha do governo federal sobre o combate ao racismo no SUS. É mais um carimbo..  mais uma acusação de “preconceito” contra uma classe que foi escolhida pelos petistas como a responsável pelo caos na saúde pública brasileira. Segue-se o mais antigo de todos os princípios: quando você é responsável por uma situação sem controle, crie uma polêmica sobre outro tema – todo mundo passa a prestar atenção nela e esquece a sua culpa.
Não vou tomar o tempo de vocês aqui descrevendo o que acontece nos hospitais brasileiros. Chega: ninguém aguenta mais e o texto não vai ser sobre isso. Trata-se de dizer simplesmente o seguinte: Agora nós médicos somos racistas.. logo adiante seremos homofóbicos e machistas pois de preconceito contra nordestinos já fomos acusados. Cada novela da Rede Globo tem como vilão um médico picareta, incompetente, antipático ou alcoólatra mas sempre “com raiva de pobre” (isso se não for todas essas coisas juntas)..Até quando isso vai? A quem esse Partido da Papuda quer enganar?
Triste em tudo isso é observar, dentro da nossa própria classe, uma legião de ex-médicos, de colaboradores do petismo.. dessa gente miserável que vive de comissões e cargos de confiança ocupando gerências, secretarias, conselhos e sindicatos para por “panos quentes” sobre nossa indignação cada vez que esse governo mensaleiro lança uma campanha contra nós.
Racismo, violência contra a mulher, agressão aos homossexuais não são, em hipótese alguma, o problema principal da sociedade nesse momento. Temos 70.000 homicídios por ano acontecendo no Brasil. A quantidade de dinheiro que o Partido do Foro de São Paulo nos roubou só pode ser estimada em termos de percentual do nosso PIB, nossa rede hospitalar está destruída e o respeito pela profissão acabou...até onde é necessário descer?? Quanto mais ainda temos que apanhar??
Pacientes brancos, pretos, amarelos e azuis estão morrendo no SUS por falta de literalmente TUDO enquanto esse governo de assassinos de prefeitos constrói portos em Cuba e clínicas no Oriente Médio...Especialidades da Medicina como Pediatria e Obstetrícia estão com “natalidade negativa” (os médicos estão se aposentando e ninguém mais quer seguir nessas áreas) pelo medo que temos dos processos, agressões e falta de condição de trabalho. Será que a sociedade brasileira não vê que nós, médicos, somos parte dela?? Que história é essa de falar “nos médicos e na população”..?? Desde quando nós deixamos de ser “população” no nosso próprio país?? Quem deu a esse partido associado às FARC o direito de dizer quem faz ou não parte da população??
Ninguém consegue ver que o Partido Mensaleiro está desesperado ??Que ele precisa jogar médicos contra pacientes, brancos contra negros, hetero contra homossexuais e, se for necessário, até gatos contra cachorros para escapar da prisão??
O PT finge não saber que a doença e a morte são mais democráticas do que ele mesmo.. que elas não tem cor nem crença religiosa.. que a doença não escolhe sexo nem idade e estará sempre aí como uma outra verdade que ele, PT, quer esconder: ninguém pode mentir para sempre. A hora dessa gente está chegando.
Porto Alegre,  novembro de 2014.



FONTE AVERDADESUFOCADA

O verdadeiro holocausto brasileiro


Félix MaierExiste, atualmente, um verdadeiro holocausto no Brasil. Não me refiro ao livro de Daniela Arbex, que trata dos horrores ocorridos em um hospício mineiro, onde mais de 60.000 internos foram tratados, até suas mortes, como animais em um verdadeiro campo de concentração nazista. Refiro-me aos cerca de 60.000 brasileiros que são mortos todos os anos em acidentes rodoviários e outro tanto que são assassinados.
Os números aqui apresentados são arredondados para 60.000. Não se trata de chutometria, mas da constatação, p. ex., de que muitas mortes nas estradas não são devidamente contabilizadas, pois não se leva em conta quem morre em hospital devido a acidente rodoviário.

Isso significa que, em 12 anos, o holocausto brasileiro se aproxima de 720.000 assassinatos. Somando outro tanto nas mortes violentas nas estradas, significa que o governo do PT pode comemorar os 12 anos no poder com a morte violenta de cerca de 1.440.000 brasileiros. O músico Lobão também lembra esses números, de 60.000, em seu best seller “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”.

Os EUA participaram da Guerra do Vietnã durante cerca de 8 anos, a qual tirou a vida de 58.198 norte-americanos. Somando os mortos anuais por assassinatos e em decorrência de acidentes automobilísticos, a guerra civil brasileira é duas vezes mais violenta que o Vietnã – considerando os mortos dos EUA como um todo, já que a média anual dos mortos americanos foi de um pouco mais de 7.000, cerca de 8 vezes menos violenta que a nossa guerra civil não declarada.

A Secretaria de Direitos Humanos, fazendo eco ao embuste esquerdista, lamenta os cerca de 400 “desaparecidos políticos” durante o governo militar – na verdade, a maioria deles era simplesmente terrorista. No entanto, aquele antro esquerdista não mostra nenhuma emoção, nem revolta, pelos cerca de 50.000 brasileiros que desaparecem todos os anos no Brasil, como noticiou o Jornal Nacional do dia 24/5/2012. Só no pequeno Distrito Federal, mais de 3 pessoas desaparecem todos os dias.

Com o aborto, todo ano são assassinados cerca de 1.200.000 nascituros no Brasil. Em 10 anos, são 2 holocaustos judeus! E o PT e assemelhados ainda querem legalizar o aborto indiscriminado, para multiplicar essas mortes. Todo defensor do aborto deveria ter sido abortado espontaneamente. Assim, não estaria aí para promover o assassinato do mais frágil ser humano que existe, o ser humano em gestação, que tem direito ao mais fundamental de todos os direitos: a vida.

Não bastasse essa violência avassaladora, o Brasil é campeão mundial em violência contra professores. Nas escolas, o desrespeito é total. Um rapper poderia resumir assim a situação:
“Não atirei o pau no gato,
Mas fiz bullying contra meu colega Down,
Dei um tapa no fessô,
Uma pernada na fessora,
E um teco no diretor com meu trezoitão...”

Para completar a desgraça, o Brasil é vice-campeão em violência contra os jovens – 12% das mortes no planeta ocorrem aqui. Que futuro nosso País deseja?

Por que existe toda essa violência no Brasil, que tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo?

A palavra é uma só: impunidade. As leis são frouxas para crimes hediondos, em que o condenado a 30 anos de reclusão fica preso no máximo 5 anos, devido ao criminoso sistema de progressão da pena. Até parece que as leis brasileiras foram feitas por vagabundos para beneficiar vagabundos. É preciso reformular essas leis nefandas com a máxima urgência, de modo que o preso que comete crime hediondo pague integralmente sua pena atrás das grades. E que seja obrigado a trabalhar, para merecer o que come.

Outro incentivo à bandidagem que tomou conta do Brasil é a menoridade penal. O candidato derrotado na campanha presidencial, Aécio Neves, prometia diminuir a idade de 18 para 16 anos. É pouco. A redução deveria ser para 14 anos. Se pode engravidar uma moça com a idade de 14 anos, esse rapaz já é, de fato, um adulto, e deve responder por seus atos – todos os atos -, e não ser tratado como um criança, como um inimputável. É comum ver situações em que menores de idade são cooptados pelos criminosos, para que assumam assassinatos, mesmo que não tenham cometido, pois todos sabem que os bandidos mirins ficarão no máximo três anos presos. A atual situação da menoridade penal só atende aos bandidos – seja os do morro, seja os dos gabinetes refrigerados das autoridades que não têm interesse em mexer no assunto, como é o caso do PT.

O Estatuto do Desarmamento foi outra inovação do governo petista, para alegria da criminalidade e para atender o 10º mandamento do Decálogo de Lênin, que é monitorar e, depois, sequestrar as armas dos cidadãos, para implantar o totalitarismo comunista no País. As pessoas de bem não têm o direito de defender sua vida, sua casa, sua família com uma arma na mão. Foram criadas tantas restrições que, na prática, o brasileiro é impedido de comprar uma arma. Ter um porte de arma é ainda mais difícil, além de custar uma pequena fortuna. No entanto, os bandidos estão cada vez mais bem armados, o governo nada faz, de modo que a situação foi invertida: hoje, os vagabundos, em vez de estarem presos, tomam conta das ruas, enquanto o cidadão comum se tranca em casa atrás de grades e muros cada vez mais altos, privando-se do elementar direito de ir e vir.
Vale lembrar que os EUA, um povo altamente armado, têm 4 assassinatos por 100 mil habitantes, enquanto que o desarmado Brasil tem 25 assassinatos para o mesmo grupo de habitantes. Isso prova que a posse de arma torna as pessoas mais seguras.

A criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio de Janeiro, é um embuste total. Em vez de cercar os morros e prender os bandidos e apreender armas e drogas, a Secretaria de Segurança avisa, com alguma antecedência, qual morro será tomado pela polícia e “pacificado” pela UPP, dando tempo para os traficantes fugir e abrir negócio em outros bairros, ampliando ainda mais sua nefasta ação sobre a sociedade. Alguém já apelidou tais ações como “operação espalha-bandido”. Fortalecidos em outros bairros da capital fluminense, ou em outras cidades, como Macaé – até pouco tempo uma cidade relativamente pacata -, os traficantes estão voltando para retomar os morros cariocas.

Daí os constantes tiroteios, que tiram a vida de inocentes e de muitos policiais. E tem gente que classifica esse embuste como modelo para ser adotado em todo o Brasil.
Com Aécio Neves, havia uma tênue esperança de que a questão da Segurança Pública seria finalmente levada a sério no País. Com a reeleição de Dilma Rousseff, é certo que nada será modificado. Continuarão as medidas paliativas, para inglês ver, como o cinturão de segurança precariamente feito em volta dos estádios de futebol durante a Copa de 2014, para segurança de turistas, assim como será feito durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. É certo que depois desses megaeventos tudo voltará ao normal, com liberdade maior para traficantes e incursões esporádicas da polícia nos morros.

Com o PT no governo por pelo menos mais quatro anos, é certo que o holocausto brasileiro será ainda mais horrendo. Estarão garantidas as mortes de mais 480.000 cidadãos brasileiros, incluindo os que morrerão nas estradas e que serão assassinados. E haverá mais 200.000 desaparecidos nesse mesmo período. Lula promete voltar em 2018, de modo que essa desgraça nacional não termine nunca.




FONTE AVERDADESUFOCADA

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