Jornalista Andrade Junior

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Israel, Gaza e os terroristas

 Roberto Rachewsky


Como Ă© difĂ­cil, como Ă© frustrante, como Ă© desafiador. Mesmo pessoas cultas, que normalmente demonstram inteligĂȘncia, parecem nĂŁo enxergar o Ăłbvio ululante.

O Estado de Israel Ă© um paĂ­s que nĂŁo apenas foi legitimamente criado em terras adquiridas ao longo de dĂ©cadas, como resistiu e venceu cinco guerras, frustrando tentativas de destruição genocida, em 1948, 1956, 1967, 1973 e 1982, fora as ‘intifadas’.

Quando Israel foi criado e os países årabes atacaram, parte da população que morava em Israel, cerca de 700.000, fugiu por vårios motivos. 160.000, no entanto, continuaram vivendo no Estado recém-formado.

Muitos dos 700.000 se refugiaram no Egito, na JordĂąnia, no Kuwait, no LĂ­bano ou no Iraque aguardando para retornarem a seus lares, assim que Israel fosse derrotado, o que nĂŁo aconteceu.

Expulsos dos paĂ­ses ĂĄrabes onde estavam, os ĂĄrabes ‘israelenses’ que se recusaram a adotar essa cidadania, peregrinaram pelo Oriente MĂ©dio atĂ© ocuparem duas regiĂ”es especĂ­ficas, uma que pertencia Ă  JordĂąnia (CisjordĂąnia) e outra que pertencia ao Egito (Gaza), muito antes de Israel conquistĂĄ-las nas guerras que mencionei.

A CisjordĂąnia e Gaza tiveram tratamento diferenciado por parte de Israel, na primeira, os israelenses mantiveram controle direto e conseguiram limitar a atividade terrorista, que sempre caracterizou a regiĂŁo; no segundo, em 2005, Israel entregou integralmente o territĂłrio para os ĂĄrabes moradores do lugar.

Em 2006, Bush promoveu a instalação de um regime democrĂĄtico que permitiria que Gaza se tornasse um Estado com territĂłrio prĂłprio, povo homogĂȘneo, um governo para o qual competiriam dois partidos polĂ­ticos, Hamas e Fatah, alĂ©m de um exĂ©rcito em formação.

Na primeira eleição, o Hamas venceu. Antes da segunda eleição, o Hamas deu um golpe de estado e assassinou os lĂ­deres da Fatah que lhe fazia oposição. Nenhuma instituição internacional tomou providĂȘncias para estancar o surto teocrĂĄtico tirĂąnico dos fundamentalistas religiosos do Hamas, braço da RepĂșblica IslĂąmica do IrĂŁ.

Reitero para quem nĂŁo conseguiu ver: existem dois estados na antiga Palestina: Gaza e Israel. Israel quer viver em paz com seus vizinhos, mas esses querem eliminĂĄ-lo.

O Estado de Gaza Ă© uma plataforma de ataques terroristas utilizada para riscar Israel do mapa. É isso que significa o cĂąntico genocida repetido por antissemitas do mundo inteiro: ‘Do rio ao mar, a Palestina deve ser livre’. Ora, livre do quĂȘ? Dos judeus que lĂĄ habitam e que transformaram desertos e pĂąntanos num oĂĄsis de liberdade e civilização no meio da barbĂĄrie.

Quem nĂŁo percebeu e entendeu que jĂĄ existe dois estados, agora nĂŁo pode dizer que nĂŁo sabe. Deixei tudo bem claro. Quem nĂŁo quer ver, que vĂĄ buscar tratamento psiquiĂĄtrico.











PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/gaza-israel-e-o-terrorismo/

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