Jornalista Andrade Junior

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Sem a grana desviada da educação, da saúde, da segurança... Globo, ex-'vênus platinada', corta gastos e revê prioridades. E o povo aplaude...

 Novelas das sete e das nove, além de jornalismo, serão os alvos mais poupados de cortes

Neste ano em que completa 25 anos no ar, “Malhação” perde a vez no calendário de planejamentos da Globo para o ano seguinte. Pela primeira vez nesse período, a novela jovem ficará sem produção inédita na programação, o que de certa forma parecerá algo orgânico, já que outras novelas também estão em reprises em razão da Covid.

A diferença é que as novelas das seis, das sete e das nove seguem seus planos para voltarem ao ar assim que tiverem encerrado as gravações dos enredos que foram interrompidos. A emissora tampouco retomou a produção da próxima novela das seis, “Nos Tempos do Imperador”, que estrearia em março passado.

No momento, a emissora revê suas prioridades, mantendo investimentos maiores apenas para as novelas das sete e das nove, jornalismo e conteúdo para o streaming, no Globoplay.

A política pede reequilíbrio das contas nesses tempos em que anunciantes retraíram seus investimentos em razão da baixa no consumo de vários itens, efeito da pandemia. Disso fazem parte a revisão de gastos com direitos esportivos (Libertadores, Fórmula 1 e Copa do Mundo), o fim de contratos onerosos com antigas estrelas da casa e o enxugamento do humor, que perde programas como Zorra e Fora de Hora em 2021.

Com a Folha de São Paulo

Em tempo: A Globo transformou-se no major grupo de comunicação do Brasil durante o regime militar, que recebeu apoio ostensivo, inclusive em editorial assinado por Roberto Marinho. 

Depois do proselitismo no jornalismo e nas produções de novelas, estimulando 'avanços' no país para favorecer 'minorias' - a quem apontava como vítimas da sociedade - o Sistema Globo levantou a bola para que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, e, sobretudo, Luiz Inácio Lula da Silva chegassem ao poder.

Instalou-se no país um projeto de corrupção sem paralelo na história da humanidade. Nunca se roubou tanto. Como diria o mais notório dos ladrões da República, 'nunca na história deste país...'.

Tanta indecência levou à eleição de Jair Bolsonaro em 2018. 

Um outside. 

Embora os sinais indicassem bem antes de 2018 que a maioria dos brasileiros, frustrados com a corrupção descarada nos Três Poderes, queriam mudanças no país, a mídia tradicional subestimou os movimentos que ocorriam de Norte a Sul...

A escandalosa campanha promovida por Lula e asseclas, com a cobertura do Grupo Globo, para que o Brasil patrocinasse a Copa do Mundo (2014) e a Olimpíadas (2016) foi a senha para a revolta popular.

Políticos, empreiteiros e a imprensa gestavam um assalto sem precedente à coisa pública.

Milhões foram às ruas a partir de 2013. 

Era a versão séria dos 'caras pintadas' - braço do covil do Lula. 

No embalo do Mensalão, e diante da impunidade que sequer permitiu a abertura de um processo contra Lula, o chefe da quadrilha, o petista se sentiu estimulado a ousar ainda mais, criando o Petrolão. 

Era a degradação definitiva do Brasil.

A partir do Palácio do Planalto, quadrilhas assumiram a Petrobras, o BNDES, a Eletrobras, os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, os fundos de pensão de Estatais... Um horror!

Al Capone, perto de Lula e gangue, seria um trombadinha de periferia.

Nasce então a Lava Jato...

Lula, finalmente é processado, condenado e preso...

Dilma é detonada do Palácio do Planalto, apesar do STF...

Bolsonaro é eleito presidente da República, para desespero da escória que segue  'opinando' na velha mídia, que 'ocupa' o Congresso Nacional, e o STF, cujos integrantes foram indicados por Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer.

O que dispensa explicar o comportamento das excelências, que soltam Lula, André do Rap, Dirceu, empresários, e perseguem qualquer um que se atreva a continuar cobrando a moralização do país.

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro prometeu aos brasileiros que ia acabar com o 'bolsa imprensa'...

A velha mídia ampliou o volume de ataques a Bolsonaro. Mas, àquela altura quem daria ouvidos à Globo, à Veja, à Folha, ao Estadão? 

Promessa cumprida. 

Há quase 20 meses a velha imprensa ataca Bolsonaro e o governo. 

Procura desesperadamente corrupção no governo, 'umazinha' que seja.

Debalde! 

O fim da corrupção é um tiro de misericórdia na ex-'vênus platinada'.

A grana dos impostos do povo que trabalha é agora destinada à saúde, à educação, à segurança, à infraestrutura...

E o povo aplaude e pede bis, como na ópera, diria Nelson Rodrigues.




























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