Trancado no apartamento funcional em Brasília, que teve nesta quarta as
janelas cuidadosamente vedadas pelas persianas que antes permitiram
filmagens indiscretas, o deputado João Paulo Cunha, virtual presidiário
do mensalão, avalia a hipótese de partir para o tudo ou nada e enfrentar
o processo de cassação. ...
Foi recebida com apreensão pelo comando da Câmara a suposta disposição de João Paulo Cunha de manter o mandato, mesmo depois de se tornar prisioneiro na Papuda. Seus advogados chegaram a declarar, na segunda-feira, logo após a decretação do trânsito em julgado em duas de suas três condenações no mensalão, que o regime de prisão semi-aberta não é incompatível com o exercício do mandato.
Sugerem a hipótese de que o condenado tem emprego fixo: o de deputado, e que pode seguir trabalhando, como permite este tipo de regime de cumprimento da pena, desde que durma na prisão. A hipótese, naturalmente, é politicamente inviável e tem efeito explosivo para a imagem da Câmara.
Se João Paulo não renunciar ao mandato, como fizeram os outros três deputados já presos no mensalão, será aberto um processo de cassação que pode se estender por vários meses, caso lhe seja garantido o amplo direito de defesa – estendendo para a Câmara desgaste político.
Com a proximidade das eleições e com o voto aberto agora instituído para processo de cassação, as chances de João Paulo ser absolvido pelo plenário são mínimas. A ideia do petista - que já presidiu a Câmara - de partir para o tudo ou nada é altamente inconveniente para todos e está sendo desaconselhada ao deputado até por amigos próximos.
Fonte: Blog da Christina Lemos
Foi recebida com apreensão pelo comando da Câmara a suposta disposição de João Paulo Cunha de manter o mandato, mesmo depois de se tornar prisioneiro na Papuda. Seus advogados chegaram a declarar, na segunda-feira, logo após a decretação do trânsito em julgado em duas de suas três condenações no mensalão, que o regime de prisão semi-aberta não é incompatível com o exercício do mandato.
Sugerem a hipótese de que o condenado tem emprego fixo: o de deputado, e que pode seguir trabalhando, como permite este tipo de regime de cumprimento da pena, desde que durma na prisão. A hipótese, naturalmente, é politicamente inviável e tem efeito explosivo para a imagem da Câmara.
Se João Paulo não renunciar ao mandato, como fizeram os outros três deputados já presos no mensalão, será aberto um processo de cassação que pode se estender por vários meses, caso lhe seja garantido o amplo direito de defesa – estendendo para a Câmara desgaste político.
Com a proximidade das eleições e com o voto aberto agora instituído para processo de cassação, as chances de João Paulo ser absolvido pelo plenário são mínimas. A ideia do petista - que já presidiu a Câmara - de partir para o tudo ou nada é altamente inconveniente para todos e está sendo desaconselhada ao deputado até por amigos próximos.





0 comments:
Postar um comentário