Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Battisti vs Zambelli: É justo extraditar?

 CAIOCOPPOLLA/YOUTUBE



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LULA TRANSFORMOU A CRISE ECONOMICA EM PALANQUE POLÍTICO

 RONALDOCAIADO/FACEBOOK


LULA TRANSFORMOU A CRISE ECONOMICA EM PALANQUE POLÍTICO



QUEM FICOU RICO PORQUE ROUBOU FOI VOCÊ, LULA

 RONALDOCAIADO/FACEBOO,K


QUEM FICOU RICO PORQUE ROUBOU FOI VOCÊ, LULA



terça-feira, 29 de julho de 2025

'Foi Moraes quem tumultuou a ordem jurídica e provocou confronto com Trump',

 por J.R. Guzzo Ministro do STF, relator dos casos do 8 de janeiro e da 'tentativa de golpe', tem contas a acertar pelas ilegalidades que cometeu


O último decreto apostólico do STF, do governo Lula e do Alto Comissariado da esquerda brasileira determina que o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu filho que milita em sua causa nos Estados Unidos e quem admite a noção geral de que a justiça poderia estar cometendo ilegalidades contra ele sejam declarados, já, traidores da pátria. São inimigos da soberania nacional, colaboracionistas e agentes de potência estrangeira. 

É uma sorte, para todos eles, que o Brasil não esteja atualmente em tempo de guerra. Se estivesse, estariam sujeitos à pena de morte — o crime de traição, segundo artigo 5º da Constituição Federal, é o único que pode ser punido com o fuzilamento do réu. No caso, a traição de Bolsonaro, seu filho e políticos da oposição é ter incentivado a adoção de sanções comerciais contra o Brasil por parte dos Estados Unidos, em represália ao tratamento que têm recebido do STF. 


Em visita à Câmara dos Deputados, nesta segundafeira, 21, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) exibiu a tornozeleira eletrônica que passou a usar por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso, o ex-chefe do Executivo afirmou que a medida imposta pelo ministro Alexandre Mostrar mais 


Formada essa doutrina, que prevê excomunhão para quem não concordar que o “bolsonarismo” é o responsável por tudo o que acontecer de ruim se as medidas de Trump realmente forem executadas, fica uma pergunta no ar. Será que o ex-presidente, seu filho e todos os que apontam as ilegalidades cometidas pela justiça nos processos contra ele são, realmente, os únicos responsáveis pela intragável desordem que se criou com essa rixa?

O exame dos fatos disponíveis mostra que não. É por causa da condenação já praticamente anunciada de Bolsonaro, sem qualquer dúvida, que Donald Trump entrou na história. Mas por que, em primeiro lugar, ele anunciou as sanções? Porque, no caso, o processo da lei foi para o espaço. É certo também que Trump não foi o único que percebeu as violações em série da legislação brasileira nos processos conduzidos contra Bolsonaro no STF. 

Ainda há pouco, 15.000 advogados assinaram um manifesto denunciando as ilegalidades. Editoriais da imprensa internacional acusam o STF em geral e Alexandre de Moraes em particular. O exministro Marco Aurélio sugere que Moraes precisa de um divã psicológico. Não é nenhum deles, nem Bolsonaro, que conduz há seis anos um inquérito ilegal que pode punir quem o ministro quiser. Não inventaram o flagrante perpétuo, o julgamento por lotes e a prisão temporária pelo resto da vida. 

É Moraes que está julgando Bolsonaro direto no STF — e não na primeira instância, como se fez com Lula. É ele que proibiu o expresidente de ser entrevistado na imprensa; depois, jogou um facho de escuridão no próprio despacho. É ele que pôs tornozeleira no réu e o proibiu de falar com o seu filho. Foi ele que tumultuou a ordem jurídica e provocou o confronto com Trump. Terá de ajudar com a conta.  

Texto, publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo

J.R. Guzzo - Revista Oeste













extraídadehttps://rota2014.blogspot.com/2025/07/foi-moraes-quem-tumultuou-ordem.html

JUSTIFICATIVAS PARA O IMPEACHMENT

ESPERIDIÃOAMIM/FACEBOOK


JUSTIFICATIVAS PARA O IMPEACHMENT
 


'O milagre argentino',

 por Sílvio Navarro Como a política de choque de Javier Milei, fiel à cartilha da austeridade fiscal e crítico do populismo assistencialista da esquerda, salvou um país um ruínas


Em novembro de 2023, uma reportagem de Oeste, intitulada “Um país que respira” (edição 192), questionou o que levou 14 milhões de argentinos a elegerem o mais excêntrico presidente de sua história: o “libertário” Javier Milei, de 53 anos à época. A tese mais certeira era de que a população havia compreendido que o país estava falido. Portanto, as fórmulas tradicionais, derivadas do inevitável peronismo, não funcionavam mais. Um ano e meio depois, a Argentina começou a sair do buraco. 

Os números de Milei são impressionantes: a atividade econômica avança mais de 5% ao mês; as exportações cresceram 55% no primeiro semestre deste ano, inclusive, puxadas por segmentos improváveis, como o setor automotivo, de máquinas agrícolas e manufaturados; a moeda está extremamente valorizada em comparação aos vizinhos latinos; as notas das agências de crédito subiram e chamam a atenção de investidores estrangeiros; e os salários melhoraram — o que, inevitavelmente, se reflete em aumento do poder de compra, logo, em bom humor da populaçã

A inflação devastadora de 25% ao mês na data da sua posse, em 2023, fechou o último mês de maio em 1,5%. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), uma espécie de IBGE, o índice anual está em 43,5%, ante quase 300% ao ano no final do mandato de Alberto Fernández. O corte na taxa básica de juros também foi drástico: de 133% para 29%, uma queda de 104 pontos porcentuais, conforme o Banco Central local. 

Milei adotou um modelo de câmbio de flutuação controlada — empresas e cidadãos foram liberados para comprar dólar. 

A promessa de campanha é mais ambiciosa: abandonar de vez o peso, o que abre caminho para a dolarização efetiva. Até agora, o mercado reagiu bem. 

Para levantar o controle cambial, foram decisivos os empréstimos que vão injetar US$ 42 bilhões na economia, fechados com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, do FMI chegou em abril.

Em resumo: o quadro macroeconômico é muito promissor. Por quê? A resposta é que Milei fez o que era necessário: a recuperação econômica é resultado de uma agenda liberal seguida à risca, com austeridade fiscal, redução de penduricalhos, corte de 19 impostos, diminuição do tamanho do Estado — com a demissão de 50 mil funcionários públicos e o fim de mais de cem órgãos estatais — e, sobretudo, coragem, muita coragem, porque começou o governo sem maioria robusta no Legislativo. 

Na capital, Buenos Aires, os sinais de reaquecimento estão em todas as partes: nos cafés lotados da Recoleta, nos bares e restaurantes em Palermo e Puerto Madero, para citar exemplos de alguns dos destinos badalados. Isso também explica por que os preços de restaurantes e da rede hoteleira sobem quase 3% ao mês no ramo turístico. Nos shopping centers, cujas vitrines pareciam decadentes desde o histérico lockdown da pandemia — havia risco de prisão se as pessoas saíssem às ruas —, o cenário também mudou. E os tradicionais panelaços contra todos os presidentes, as passeatas na Praça de Maio e as pichações contra o desemprego arrefeceram. 

Muitos argentinos, aliás, aproveitaram o fôlego econômico no começo deste ano para voltar a viajar. Numa reportagem recente, o jornal La Nacion relatou que a cidade de Florianópolis foi o destino mais procurado em 2025. Os colunistas brincam nas emissoras de TV com os preços de alimentação, bebidas e até um par de chinelos Havaianas. Um jornalista lembrou que muitos jovens não conheciam esse cenário, típico da década de 1990 — os anos da paridade cambial entre peso e dólar. De acordo com a Federação do Comércio de Santa Catarina, um a cada cinco turistas que visitaram o Estado nos primeiros meses do ano era argentino — ou 80% dos estrangeiros nas praias.

Decolagem segura

Um dos melhores exemplos de que a gestão atual fez o “impossível” nas contas públicas é o setor aéreo. Pela primeira vez desde 2008, a estatal Aerolíneas Argentinas informou que não precisará de subsídios do governo. “Depois de analisar as necessidades orçamentárias, não serão necessários fundos do tesouro neste ano”, afirmou em carta Franco Mogetta, secretário de Transportes. 

Ainda no ramo de transportes e infraestrutura, o presidente aproveitou a enxurrada de denúncias de corrupção contra a expresidente Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar, para enxugar gastos. Ele transferiu para a iniciativa privada os órgãos que cuidavam desde a década de 1950 das rodovias federais. Usou dois argumentos: 40% dos contratos de manutenção da malha já estavam terceirizados; e a corrupção impregnada no setor — que equivale ao brasileiro Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Mais: criou uma agência reguladora para fiscalizar não só as rodovias, como o transporte urbano e as ferrovias — um pacote que economizou US$ 2 bilhões. “A corrupção em obras públicas teve sua certidão de óbito assinada”, disse o porta-voz, Manuel Adorni, ao comunicar as medidas. 

No caso de Cristina, a comparação entre o atraso da esquerda que se perpetua no poder e a reviravolta liberal é gritante: ela está presa por se beneficiar de uma roubalheira, guardadas as proporções bilionárias do Petrolão, similar à promovida por Lula da Silva e Dilma Rousseff. O petista, aliás, fez questão de visitá-la recentemente em sua casa, em mais uma provocação a Milei. Já o argentino devolveu com o típico deboche: ele ignora o discurso empoeirado em defesa do Mercosul e segue uma agenda bilateral com o americano Donald Trump — com quem Lula, agora, anda às voltas. 

O contraste entre a receita eficaz de Milei e a cartilha desastrosa de Lula é visível. Depois de dois anos e meio de mandato, o petista convive com a piora sistemática da economia. Numa analogia simples, é como se o argentino tirasse um paciente da UTI, e o brasileiro desse um remédio errado a uma pessoa saudável — que, consequentemente, acabaria num leito hospitalar. Lula inflou o Estado para empregar a militância de esquerda e tentar salvar o sindicalismo, tem como marca inconteste a irresponsabilidade fiscal, desvalorizou o real e tem a popularidade em queda livre, à medida que a inflação — principalmente dos alimentos — corrói o bolso dos pagadores de impostos. Mais: no campo diplomático, enquanto o Brasil, numa escalada autoritária, se alinhou ao eixo anti-Ocidente, a Argentina ganhou prestígio com os Estados Unidos e países que pregam a liberdade como valor inalienável.

Fábrica de pobres 

É evidente que, depois de anos de kirchnerismo, conduzidos pelo casal Néstor (morto em 2010) e Cristina, seguido do “poste” Alberto Fernández — houve uma breve interrupção de Mauricio Macri —, a Argentina ainda tem muitos problemas para resolver. A inflação persistente, as dívidas internacionais e as raízes do trabalhismo populista de Juan Domingo Perón. Não é um quadro sanável do dia para a noite.

O problema mais agudo é a quantidade de pobres espalhados pelas províncias no interior do país. Quando Milei assumiu, 53% da população era considerada pobre (mais de 27 milhões de pessoas), o maior número em 20 anos. Os dados mais recentes indicam que esse porcentual caiu para 38% em um ano e meio. Ainda há muitas favelas nas periferias das grandes cidades, e um número estimado de 2,5 milhões de pessoas consideradas miseráveis.

No caso da desindustrialização, com exceção do segmento de petróleo e, principalmente, das reservas de gás, ainda é cedo para comemorar. Até o governo brasileiro, mesmo em pé de guerra diplomático, classificou as reservas de gás natural de Vaca Muerta como “de potencial infinito” — 17 empresas querem importar, já com autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Embora muitos setores da indústria ainda patinem, há uma nítida percepção de que as máquinas estão voltando a funcionar, e o reflexo disso vai desde a quantidade de alimentos nas gôndolas de supermercados, desabastecidas há dois anos, até o semblante da população. Outro dado: com mudanças nas regras, o preço dos aluguéis despencou em até 40%. Com 18 meses de mandato, a popularidade do presidente segue alta: 57% de aprovação. Alberto Fernández, o antecessor, encerrou a gestão com 11%, e rejeição recorde de 77%. O sucesso da atual administração começou a chamar a atenção da imprensa mundial. 

No último sábado, 19, o jornal inglês The Telegraph produziu uma extensa reportagem. “Milei foi mais longe e mais rápido do que qualquer político nos tempos modernos”, diz o texto. 

Depois dos anos 1940 e 1950, com a eleição de Juan Domingo Perón e o “peronismo” perpétuo, a Argentina passou a conviver com restrições de liberdades, inchaço do Estado, corrupção e a combinação perigosa de endividamento crônico e inflação galopante. Tornou-se um raro caso de país que era muito rico no começo do século 20 e ficou pobre. Mas agora essa é uma história que pode ficar no passado:

Javier Milei está disposto a mudá-la — com a fórmula certa. 

Javier Milei @JMilei · Seguir FENÓMENO BARRIAL LO LLORA LA CASTA... VLLC

Depois dos anos 1940 e 1950, com a eleição de Juan Domingo Perón e o “peronismo” perpétuo, a Argentina passou a conviver com restrições de liberdades, inchaço do Estado, corrupção e a combinação perigosa de endividamento crônico e inflação galopante. Tornou-se um raro caso de país que era muito rico no começo do século 20 e ficou pobre. Mas agora essa é uma história que pode ficar no passado: Javier Milei está disposto a mudá-la — com a fórmula certa. 

Sílvio Navarro - Revista Oeste














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Podridão cerebral

 Silvio Lopes

 Parecia que estávamos chegando, enfim, aos limites do tolerável para ver um país com vocação visível e real de se tornar verdadeira nação, alçar os últimos degraus que desse magistral sonho ainda nos separa. Mas, ao que consta, estamos, isso sim, mergulhando(e inapelavelmente), no fundo do poço do processo civilizatório. E de cujo escape é praticamente  improvável, dado o que nossos olhos veem, e nossos ouvidos, ouvem.

Ao longo dos últimos 50 anos, a doutrinação esquerdista sequestrou mentes pueris  e corações ávidos por quem e/ou que se apaixonar. O ideal esquerdista encaixou com perfeição nessa  engrenagem de carências e ilusões coletivas. 

Instrumentalização institucional pesada e escancarada, tornaram o ambiente altamente tóxico e de alto risco para o contraditório.

A democracia relativa, louvada e festejada nos escaninhos do poder, foi- isso sim- como a pá de cal na ordem legal e constitucional que garante o nosso direito de livre pensar e manifestar. 

De outro lado, a tomada completa dos principais veículos de comunicação de massa massacrou a população com manobras linguísticas bem articuladas, embora frágeis e inconsistentes em suas essências.

Como bem diz a doutora Kyra Bobinet, médica especialista em mudança Comportamental e CEO da Fresh Tri, empresa de tecnologia  com foco em neurociência,  " o consumo compulsivo e  de conteúdo superficial( e disfarçado em suas reais intenções), ativa áreas do cérebro ligadas à fuga e à procrastinação". 

Não é isso, afinal de contas, o que a mais importante e abrangente rede de comunicação televisiva do país tem feito, há décadas por aqui, com suas novelas cheias de armadilhas mentais que desconstróem os valores básicos e indispensáveis para erigir uma nação minimamente que seja civilizada? 

E de lambuja, com seu jornalismo de botequim que enaltece o corrupto e a corrupção, e de soslaio ainda se presta a solapar toda a estrutura orgânica da Cristandade que permeia, majoritariamente, a sociedade a quem deveria servir?

Está provado que o cérebro humano, submetido à essa montanha-russa de estímulos sensoriais, chegará, num dado momento, à exaustão.  É o estado  chamado de " brain rot". Em 2024, esse termo, inclusive, ganhou projeção ao ser eleito como a expressão do ano pelo Dicionário da Universidade Britânica de Oxford. E sabem qual é a sua tradução literal? Podridão cerebral.

Sim. Claramente, a rede Globo de TV desviou-se por completo do caráter de defesa da integração nacional ungido por seu criador, o Dr. Roberto Marinho. Certa vez, este repórter de O Globo, ouviu dele mesmo a revelação de suas três paixões. A família( sim, senhores da Globo!), o Brasil e seus cavalos. Sobre estes últimos, e para ilustrar, foi o Dr. Marinho que me fez também conhecer e amar o cavalo. Amante do hipismo, fui por ele mesmo escalado para cobrir eventos que tivessem a participação de algum de seus pupilos aqui na Hípica de POA. 

Pena que as organizações Globo, nos dias atuais, o que fazem é unicamente trair os nobres princípios éticos e morais que um dia, lá atrás, foram a sua verdadeira razão de ser.

Hoje o que fazem é insistir em inocular essa "podridão cerebral" nas mentes ingênuas e idiotizadas de milhões de brasileiros e brasileiras. Que tristeza!

*     O autor, Silvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante sobre Economia Comportamental.












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De imposto extrafiscal a fonte de caixa: a polêmica do IOF no governo Lula

 Bernardo Santoro


O IOF, ou Imposto sobre Operações Financeiras, é um tributo federal que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e títulos ou valores mobiliários, segundo o art. 153, V da Constituição.


Diferente de tributos puramente arrecadatórios, o IOF tem natureza extrafiscal, ou seja, sua principal função não é arrecadar, mas regular a economia. Ele serve para incidir sobre atividades econômicas que o governo deseja restringir ou desestimular.


Claro que pode gerar arrecadação, mas isso deve ser secundário. A doutrina e o STF admitem esse efeito, desde que subsidiário, nunca como finalidade principal.


E é aí que o governo Lula deu mole.


O aumento recente do IOF por decreto não seria inconstitucional se tivesse sido justificado como regulação econômica. Bastava o governo fingir preocupação com crédito excessivo, bolhas especulativas ou oscilação cambial, como já se fez antes.


Mas o Ministério da Fazenda escancarou a real motivação.


Num documento oficial de 22/05/25, chamado “Medidas de Equilíbrio Fiscal – Alterações IOF”, o próprio governo admite que o aumento visa fechar o rombo fiscal dos próximos dois anos, com previsão de arrecadar R$ 61 bilhões. Nenhuma menção a controle de mercado. A motivação é unicamente fiscal


E isso fere os limites constitucionais do imposto, que só permite alteração por decreto quando há finalidade regulatória. Usar esse mecanismo exclusivamente para cobrir déficit é desvio de finalidade, o que, segundo o STF, torna o ato inconstitucional.


Se esse documento não existisse, o governo até poderia alegar que era ajuste regulatório. Mas registrou a real intenção, e nesse caso, intenção importa, abrindo espaço para a oposição no Congresso conseguir sustar o decreto com base no art. 49, V da Constituição.


O STF melou o jogo, suspendendo tanto os decretos do Lula quanto o decreto legislativo que os anulou e está tentando ajudar o governo a se salvar forçando um acordo com o Congresso. No dia 16 de julho, Alexandre de Moraes manteve decreto do IOF do governo, e revogou a cobrança sobre risco sacado.







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Supremo Tribunal Soberano?

 Lexum


Recentemente, o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, em decisão liminar, a suspensão da vigência de três decretos do Poder Executivo que aumentavam as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), bem como do Decreto Legislativo do Congresso Nacional que havia sustado esses atos do Executivo. Em seguida, o Ministro convocou uma insólita “audiência de conciliação” entre os Poderes, como se essa etapa do processo decisório já não tivesse ocorrido no âmbito próprio do Congresso Nacional.


A decisão do STF apresentou diversos e evidentes problemas de natureza lógica, jurídica e política, mas a ascensão de um modelo judicial que concentra decisões sensíveis fora do alcance do contraditório político pode revelar mais do que uma falha institucional: pode estar em curso uma mutação silenciosa no regime democrático. Abordaremos aqui a questão sob a perspectiva da ciência política, especialmente no que se refere ao conceito de “soberania”, eis que a atuação do STF, exemplificada por esse caso, contrasta com o fenômeno contemporâneo que o cientista político italiano Nicola Matteucci denomina “eclipse da soberania”[1]: a perda de força do conceito original de soberania no contexto do constitucionalismo moderno, o qual privilegia a fragmentação do poder e o equilíbrio institucional como solução para crises.


Em sua definição clássica, soberania, no sentido político-jurídico, designa “o poder de mando de última instância, numa sociedade política e, consequentemente, a diferença entre esta e as demais associações humanas em cuja organização não se encontra este poder supremo, exclusivo e não derivado”[2]. Com o surgimento do estado moderno, esse poder foi concebido como absoluto e indivisível, concentrado na figura do monarca, com o objetivo de pacificar territórios fragmentados e consolidar a ordem política. Segundo Jean Bodin, o primeiro grande teórico acerca do tema no século XVI, soberania é o “poder absoluto e perpétuo de uma república”, sendo que “é soberano quem não deve nada, depois de Deus, senão à sua espada” e “em matérias de estado, quem domina a força, domina os homens, a lei e toda a República”[3]. Ou seja, o modelo monárquico “soberano”, ao eliminar o pluralismo, também anulava o espaço da política para além do poder central.


O mundo hoje é plural e complexo e o atual modelo constitucional americano, adotado em grande medida pela Constituição brasileira, foi concebido justamente para canalizar as tensões políticas, limitando o poder e promovendo equilíbrio institucional. Nesse sentido, vê-se o “eclipse da soberania”, segundo Matteucci. “O constitucionalismo (Estado misto, separação dos poderes, supremacia da lei), o federalismo e o pluralismo podem não apenas enfraquecer, mas até destruir a força de coesão e a unidade do corpo político que oferece sem dúvida a Soberania, ultrapassando, desta forma, os objetivos que haviam sido propostos. Porém, onde não existe o monopólio da força numa única instância, onde não há ‘mando’ que mantenha unido o corpo social, ou existe o consenso acerca dos valores últimos e das regras do jogo que criam a fidelidade e estabelecem a obrigação política, ou se retorna ao Estado natural, que é o Estado da força, e explode assim a luta pela soberania”[4].


Tal advertência ilumina o dilema da modernidade política: a fragmentação do poder evita abusos, mas exige um pacto normativo profundo, um mínimo de unidade moral e institucional. Quando esse consenso se desfaz, abre-se espaço para que forças autoritárias se apresentem como restauradoras da ordem, pretendendo reencenar o modelo da soberania clássica sob novas roupagens.


A atuação do Ministro Alexandre de Moraes e de sua Corte parece invocar um paradigma ultrapassado: um poder concentrado, sem contrapesos, legitimado por uma suposta missão de proteger (ou criar?) determinada ordem. No momento em que a ideia original de soberania se mostra superada, pode ela estar sendo ressuscitada como instrumento de exceção por elites que desejam contornar o processo democrático. Tal fenômeno revelaria não o fortalecimento da soberania nacional como capacidade popular de autogoverno, mas sua apropriação por agentes estatais que concentram poder em nome de uma nova ordem.


Ao intervir na dinâmica dos poderes, como fez no recente episódio acerca do IOF, o Supremo Tribunal Federal parece reivindicar uma forma de soberania interna incompatível com o constitucionalismo moderno. Desde sua origem, esse modelo constitucional rejeitou a figura do soberano absoluto, fosse ele monarca ou tribunal, substituindo o mando unificado por um pacto de separação, equilíbrio e limites mútuos entre os Poderes. A soberania, antes indivisível e hierárquica, tornou-se difusa, funcional e vinculada à legalidade e ao princípio democrático. Ressuscitar, sob pretextos moralizantes ou emergenciais, a lógica do poder uno e inconteste, representa não apenas uma distorção institucional, mas também um retrocesso inadmissível. Onde o Judiciário se converte em poder soberano, extingue-se a política e instala-se o arbítrio, justamente aquilo que o constitucionalismo nasceu para impedir.


*Fernando Borges de Moraes – Advogado, especialista em Direito do Trabalho pela UNISC/ENA, sócio de Moraes & Horsth Advogados Associados, membro da Lexum.


[1] BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de Política. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 12ª ed., 1999, v. 2, p. 1187.


[2] Idem, p. 1779.


[3] Apud VOEGELIN, Eric. Religião e a Ascensão da Modernidade. São Paulo: É Realizações, 2016, p. 307-308.


[4] BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de Política. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 12ª ed., 1999, v. 2, p. 1186-1187.
















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VAMOS TER UM NARCOESTADO

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JOVENS ESTÃO COMPRANDO TORNOZELEIRAS FAKE



VOU TORCER MUITO PARA QUE ISSO ACONTEÇA

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Agosto de 2025 o sistema avisando



ESTÁ TUDO DOMINADO... E VAI CONTINUAR

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ESTÁ TUDO APARELHADO E DOMINADO, PIOR É QUE ISSO TUDO DEVE CONTINUAR.




BRASIL VAI CAMINHAR PARA UMA RUPTURA INSTITUCIONAL

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BRASIL VAI CAMINHAR PARA UMA RUPTURA INSTITUCIONAL 



4 DIAS PARA O TARIFAÇO

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4 DIAS PARA O TARIFAÇO

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Ex Ministro do STF diz que Moraes precisa ser ...

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Excesso? Imagina! Compartilhe a ironia

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Filipe Martins, o herói que nasceu das trevas

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Filipe Martins, o herói que nasceu das trevas

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RECEITA PARA O DESASTRE FISCAL

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RECEITA PARA O DESASTRE FISCAL 



segunda-feira, 28 de julho de 2025

Por que Trump se mete com o Brasil

  Dagoberto Lima Godoy 


Há quem se mostre perplexo diante das atitudes de Donald Trump em relação ao Brasil — impondo tarifas elevadas, criticando o governo Lula e até censurando abertamente decisões do Judiciário nacional, como se estivesse se intrometendo em assuntos internos. Para entender esse movimento, é preciso ir além da superfície e enxergar o cenário mais amplo: o mundo vive hoje uma profunda cisão ideológica.

Mesmo num ambiente repleto de blocos econômicos e alianças políticas, é possível distinguir com nitidez dois grandes polos em formação. De um lado, consolida-se um bloco de poder que promove a centralização política, econômica e cultural, assumindo diferentes rostos conforme a região.

Na Europa Ocidental, essa força se expressa por meio de uma burocracia supranacional — como a União Europeia — que busca impor consensos morais e políticos uniformes sobre culturas diversas. Suas elites social-democratas e liberais-progressistas defendem o intervencionismo estatal, o esvaziamento das tradições e uma cidadania cada vez mais baseada em princípios abstratos do que em vínculos históricos e nacionais concretos.

Nos Estados Unidos, a mesma lógica se materializa na ala dominante do Partido Democrata, com sua ênfase em políticas identitárias, ampliação do poder regulador, controle da informação por meio de grandes plataformas privadas e reeducação cultural por vias institucionais. A esse conjunto somam-se magnatas como Bill Gates, George Soros e outros expoentes do globalismo corporativo, que, sob o pretexto de filantropia e inovação, atuam na formulação de políticas públicas globais, financiamento de agendas ideológicas e fortalecimento de instituições supranacionais. Seu poder deriva menos do voto popular e mais do capital acumulado, das redes de influência e da capacidade de moldar narrativas em escala planetária.

No Oriente, esse projeto centralizador adquire formas ainda mais explícitas. A China comunista combina vigilância digital em massa, repressão política e expansão econômica travestida de parceria pacífica. O Irã subjuga seu povo sob um regime teocrático e exporta ideologia e terrorismo. A Coreia do Norte representa o extremo da tirania estatal.

A esse bloco soma-se a Rússia de Vladimir Putin — cuja posição é ambígua. Apresenta-se como defensora da tradição e da soberania nacional, mas pratica autoritarismo, culto personalista, repressão à dissidência e manipulação midiática. No plano internacional, Moscou atua para enfraquecer a hegemonia liberal do Ocidente, aliando-se taticamente à China e ao Irã. Apesar de não compartilhar o discurso progressista, converge com esse eixo centralizador na supressão das liberdades individuais e no combate à ordem democrática clássica.

Esses modelos, ainda que diversos em aparência, compartilham um denominador comum: a concentração de poder, o desprezo pela autonomia popular e o controle da sociedade como instrumento de engenharia social. Não formam uma aliança formal, mas sim uma frente funcional, unida pela oposição ao modelo ocidental baseado na liberdade individual, no pluralismo institucional e na descentralização do poder.

Ainda assim, convém notar que, embora atuem em convergência estratégica, esses atores dificilmente nutrem lealdade recíproca. Olham uns para os outros, na melhor das hipóteses, como companheiros de viagem — aliados temporários rumo a um objetivo comum, mas com ambições hegemônicas próprias. Cada um, a seu modo, espera que, no desenlace do confronto global, possa prevalecer sobre os demais e impor sua própria versão de ordem. O que hoje parece unidade, amanhã pode desdobrar-se em rivalidade feroz, pois o elo que os mantém juntos não é a afinidade profunda, mas a oposição ao outro bloco de poder,  ainda embrionário, um movimento global em sentido oposto — o polo soberanista e libertário.

Esse bloco defende a autodeterminação dos povos, a responsabilidade individual e o direito das nações de preservarem suas culturas sem interferência de elites transnacionais nem vigilância ideológica disfarçada de progresso moral.

É nesse novo contexto que despontam figuras como Donald Trump e Javier Milei. Ambos, a seu modo, simbolizam a resistência à centralização globalista. Trump, com sua política de “America First”, não é propriamente um idealista da liberdade universal. Sua prioridade é restaurar o poder e a prosperidade dos Estados Unidos, enfraquecidos — em sua visão — por gestões democratas e compromissos multilaterais excessivos. Já Milei, na Argentina, ergue a bandeira do libertarismo radical contra décadas de populismo estatizante e alianças com regimes autoritários latino-americanos. Sua eleição representa um marco simbólico na América Latina: a primeira vitória explícita de uma agenda que combina liberdade de mercado, soberania nacional e recusa frontal à burocracia internacional.

O Brasil, por sua vez, tornou-se personagem central nesse embate.
Sob o comando do PT, o país vem sendo reposicionado no tabuleiro internacional como peça auxiliar do bloco estatizante e autoritário. Adoção de pautas globalistas sem debate interno, aparelhamento institucional, manipulação das cortes superiores, neutralização das Forças Armadas e subordinação do Congresso a interesses fisiológicos são traços de um projeto hegemônico de longo prazo. As alianças políticas com regimes como Venezuela, Cuba e Nicarágua, e a reaproximação com China, Rússia e Irã, deixam clara a guinada estratégica.

A oposição, embora numerosa, ainda carece de articulação e projeto. Em torno de Jair Bolsonaro reuniu-se a resistência conservadora, marcada tanto por sua força simbólica quanto por suas limitações operacionais. A trajetória de Bolsonaro revelou, no entanto, uma inquietação difusa mas profunda, compartilhada por milhões de brasileiros — e por outros povos — diante do avanço da centralização autoritária.

É com vistas ao quadro global que Trump age. Ao aplicar sanções simbólicas contra o Brasil de Lula, seu gesto vai além da economia: é uma sinalização geopolítica. Os Estados Unidos nunca se importaram muito com a América Latina. Mas, agora, um Brasil alinhado à China, Rússia e seus aliados representa ameaça à estabilidade da região e ao equilíbrio estratégico do Ocidente. Ao criticar o Governo e o Judiciário brasileiro, e até mesmo ao impor tarifas exorbitantes ao país, Trump não visa interferir diretamente, mas marcar posição: os Estados Unidos, ao menos sob sua liderança, não apoiarão — para dizer o menos — regimes que, sob verniz democrático, avançam na erosão das liberdades fundamentais.

Além disso, Trump compreende que preservar a hegemonia americana no mundo exige contrariar o avanço das potências rivais e dos projetos globalistas que diluem a soberania nacional — inclusive a dos próprios Estados Unidos. Sua política externa não se ancora apenas na retórica nacionalista, mas também na convicção de que a liderança americana deve ser reafirmada com autonomia, firmeza e disposição para agir fora das amarras de organismos multilaterais que já não servem aos interesses nacionais. Em sua visão, conter a expansão da influência chinesa, dos conglomerados transnacionais progressistas e de seus aliados ideológicos é parte essencial da missão de restaurar a grandeza americana.

Os gestos de boa vontade de Trump com o governo de Milei reforçam essa leitura. A Argentina, antes parte do mesmo eixo bolivariano que seduz Brasília, agora se desloca para o campo soberanista. Esse movimento repercute além do Prata. Pressiona o Brasil, inspira outras nações e sinaliza que há alternativas reais ao dirigismo global e à tutela das nações por elites transnacionais.

Tudo faz crer que não é só o Brasil que preocupa Trump, mas, sim, o conflito que se desenrola globalmente, uma disputa profunda e estrutural:

• entre centralização e liberdade,
• entre dirigismo e livre iniciativa,
• entre hegemonia global e autodeterminação dos povos.

E, nesse jogo de forças, o Brasil — queira-se ou não — está no centro do tabuleiro.

É campo de batalha.

 








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O Brasil Respira Sob Censura

  Alex Pipkin, PhD 


 O Brasil respira sob censura. Ainda chamam isso de democracia… Mas o que vivemos não é liberdade; é disfarce. O que há, de fato, é controle do discurso, perseguição política seletiva, manipulação institucionalizada, inversão sistemática da realidade. O Brasil virou um imenso tribunal ideológico, onde se julga não o que se fez, mas o que se pensa.

Converso com empresários de todos os portes, trabalhadores, amigos, familiares. Só se fala de incerteza, insegurança. O país está travado. Há uma névoa sobre o futuro que impede qualquer ação racional de investimento, planejamento, crescimento. O essencial desaparece da conversa pública tupiniquim, ou seja, produtividade, emprego, renda, ambiente de negócios… O colapso não é questão de se, mas de quando.

O Brasil vive uma obsessão. O debate público foi sequestrado por uma guerra ideológica permanente. A pauta nacional está contaminada por narrativas emocionais, sectárias, irrelevantes. Não se fala mais em eficiência do Estado, em educação técnica, em competitividade, inserção global, liberdade econômica.

A política transformou o país num campo de batalha de rótulos. E quem perde é o povo. Quem perde é o empreendedor que quer investir e é sufocado. E o trabalhador que quer produzir e é ignorado.

A ascensão de Bolsonaro acentuou uma cisão que já fervia. O retorno do lulopetismo, com sua retórica de “união nacional”, consolidou o poder de um establishment disposto a tudo para eliminar o contraditório. O Judiciário deixou de ser árbitro, virou um ator com agenda. Vivemos sob uma toga que legisla, executa e censura.

O Congresso? Um teatro de omissões. O Executivo é um amontoado de improvisos, discursos divisionistas e alianças oportunistas. Evidente, o Estado inflado, caro e hostil ao setor produtivo. E, agora, há um novo ator no tabuleiro global.

Trump voltou. O jogo começou a mudar. O presidente da maior potência do mundo — gostem ou não — já começou a aplicar sanções contra regimes que violam liberdades civis. E o Brasil entrou nesse radar. Não por acaso. Trump não disfarça sua “aliança com a dinastia Bolsonaro”, nem sua repulsa à ditadura da toga. O objetivo é claro: expor, confrontar e isolar o sistema de perseguição política que se instaurou no Brasil.

Com Trump de volta, o país entra oficialmente no foco da nova guerra civilizacional. O da liberdade contra controle, da verdade contra manipulação, e da democracia real contra ditadura disfarçada. Mas aqui dentro, seguimos encenando. Como se o problema fosse “discurso de ódio”. Como se censurar o outro lado fosse restaurar a verdade. Como se calar vozes críticas fosse garantir a paz social.

Não há prosperidade sem liberdade. Não há liberdade sem verdade.

A verdade é que o Brasil está paralisado. Não por falta de recursos, mas por excesso de narrativas falsas. O custo disso é brutal: o capital foge, os talentos vão embora, a juventude se desilude. Um país inteiro congelado, intoxicado por ressentimento e medo, sem agenda produtiva, sem liderança lúcida, sem futuro claro.

Não é exagero. É o retrato, que dói. O Brasil precisa de ar. Precisa romper essa camisa de força ideológica. Precisa lembrar que liberdade não é concessão, é pré-requisito. Que crescimento só vem com segurança jurídica, estabilidade institucional e liberdade de pensamento. E o futuro do Brasil passa por uma reconstituição nacional urgente, alicerçada no protagonismo do setor privado, que deve liderar a recuperação.

É preciso reformar o Estado para que ele seja um facilitador e não um entrave, simplificar o ambiente de negócios, garantir mais liberdade econômica e individual para que as pessoas possam empreender, gerar empregos, inovar e apresentar soluções reais para a sociedade.

Sem isso, não haverá saída para o ciclo vicioso de estagnação e retrocesso. Não é somente o país “da década perdida”, mas, talvez, do século…Ainda chamam isso de democracia. Mas já não é. Claro que não.

Só que agora o mundo percebe.
















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O patrimonialismo judicializado, segundo o professor Adriano Gianturco

 Ricardo Vélez-Rodríguez 


Poucas vezes um cientista político definiu, de forma tão contundente e tão clara, o que se passa no universo da política, como fez, em artigo publicado no dia 5 de Julho, o Professor Doutor Adriano Gianturco, na sua coluna no jornal Gazeta do Povo de Curitiba. Segundo o Professor, o Brasil está inovando em matéria de ditadura, ao instaurar, ao longo dos últimos anos, um “presidencialismo de judicialização”, no qual o primeiro mandatário se escora em decisões do Judiciário, que é provocado pelos aliados de Lula ou por ele próprio, a fim de impor as suas decisões, quando é contrariado pelo Poder Legislativo ou pela sociedade. Assim caracterizou o professor Giantuco o novo modus governandi, que substituiu ao “Presidencialismo de Coalizão” que imperava anteriormente. A respeito, o articulista frisou: “Presidencialismo de Coalizão é um termo de uso comum. O conceito cientifico foi cunhado pelo cientista político Sérgio Abranches no artigo ‘Presidencialismo de Coalizão: O Dilema Institucional Brasileiro’, de 1988. Este trabalho analisa o sistema político brasileiro pós-1988, caracterizando-o como um arranjo institucional híbrido que combina o presidencialismo com a necessidade de formar coalizões multipartidárias para governar. (…) Não se trata de uma jabuticaba, e muito menos de uma questão cultural; é a simples mistura do presidencialismo com o multipartidarismo (devido ao sistema eleitoral proporcional). Mas agora estamos inaugurando um novo modelo: o presidencialismo de judicialização.(…).  Lula decidiu ir ao STF contra a derrubada, no Congresso, de seu decreto que aumentava o IOF. O Legislativo considerou essa atitude uma ‘declaração de guerra’. O Executivo está no vermelho (não obstante a arrecadação bater recordes históricos) e, para fechar as contas, quer aumentar o IOF, medida que o Congresso anulou. A Advocacia-Geral da União e o Psol – uma linha auxiliar do PT – recorreram ao STF para burlar a decisão do Congresso. E quem é o relator do caso? Ele, Alexandre de Moraes, que na manhã de sexta-feira anulou os dois decretos (o do governo e o do Congresso) e convocou uma audiência de conciliação. Ao mesmo tempo, Lula está pedindo ao STF suspensão dos processos contra a fraude do INSS e quer abrir crédito extraordinário para não estourar as contas e não cometer crime de responsabilidade”  GAZETA DO POVO – 05-07-2025


Como bem pergunta o Professor Gianturco, “Quem precisa do Congresso e do apoio popular quando se tem como aliado quem manda de verdade – o STF?” Evidente que Lula está com a faca e o queijo na mão. O atual Presidente está seguro de que o STF, que agora manda para valer, lhe garantirá a sobrevida e a governabilidade. O articulista mostra que, estatísticamente, o Supremo sempre se colocou como fiador de Lula. A respeito, frisa: “Não se trata de casos isolados. Entre 2023 e 2024, nas 111 ações constitucionais nas quais a Advocacia-Geral da União se manifestou, o STF decidiu a favor do Executivo 99 vezes – uma taxa de sucesso de 89%, segundo levantamento da mesma AGU. E não podia ser diferente, visto que quase todos os juízes do STF estão alinhados ao PT. Além disso, em 5.888 processos a AGU ganhou em 74% das vezes. Foi assim, por exemplo, nos casos de processos relacionados à restrição de acesso a armas de fogo, à PEC dos Precatórios, à desoneração da folha de pagamento e à abertura de crédito extraordinário para combate a queimadas. Graças a essas vitórias no STF, o governo economizou ao menos R$ 1 trilhão. As maiores vitórias vieram quando a corte derrubou a chamada ‘revisão da vida toda’ nas aposentadorias; quando validou o decreto de suspensão da desoneração do PIS/Cofins; na PEC dos Precatórios, quando suspendeu os processos sobre reajustes de créditos rurais; e quando decidiu que a receita bruta dos bancos integra a base para o cálculo do PIS/Cofins. O problema não é o presidencialismo. Não é o povo que manda, é a elite”.


Ora, o comportamento do Supremo em relação com o governo de Jair Bolsonaro, sugere que a fidelidade da Alta Magistratura na defesa dos interessses petistas, é para valer mesmo. A respeito, o Professor Gianturco frisa: “Com Jair Bolsonaro foi o contrário: entre 2019 e 2020, o STF tomou decisões contra o Executivo 123 vezes. Por exemplo, quando barrou a transferência de terras da Funai para o Ministério da Agricultura; quando decidiu que União, estados e municípios podiam impor as vacinas contra a Covid-19; quando pediu explicações sobre o decreto das armas; e quando anulou o indulto em favor de Daniel Silveira. Ampliando o olhar, a popularidade de Lula está em baixa histórica; as pesquisas mostram que hoje ele perderia em todos os cenários contra Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e outros possíveis candidatos. Já escrevemos aqui: nem quem gosta de Lula está gostando desse governo. O apoio no Congresso também vem minguando e ainda vai piorar, visto que muito provavelmente o Centrão se afastará mais de Lula em 2026. Mas quem precisa do Congresso e do apoio popular quando se tem como aliado quem manda de verdade – o STF?”


O Professor Gianturco conclui: “O presidencialismo de coalizão deriva da necessidade de fazer acordos, mas, se essa necessidade cessar… se é possível governar de outra forma mais fácil… Afinal, foi Lula mesmo quem disse que ‘se não for à suprema corte, não governo mais o país’. Estamos diante de um novo sistema político: o presidencialismo de judicialização. Reclamaram por décadas do presidencialismo de coalizão, mas nada é tão ruim que não possa piorar! O que acontece quando a opressão se torna dona da justiça?” Respondo à pergunta do ilustre articulista: O Brasil virou uma ditadura mesmo, do STF e Lula contra a Nação! Uma ditadura que veio para ficar.


A história do “autoritarismo instrumental”, que governa ditatorialmente para “garantir a Democracia” é velha como o diabo, tendo percorrido, até hoje, as cinco etapas que menciono a seguir: 1ªEtapa, pombalina, que foi instaurada pelo Marquês de Pombal (1699-1782), o todo-poderoso Ministro de dom José I (1714-1777), em meados do século XVIII, quando, após o terremoto de Lisboa (1755) fechou o Santo Ofício e a Inquisição, substituindo-os por uma repartição controlada pelo governo, a “Real Mesa Censória”. Assim, quem fizesse oposição ao Monarca correria a sorte dos herejes: seria torturado e morto e os seus bens ficariam em mãos do governo. Foram milhares os assassinados ou desterrados por Pombal e os seus sequazes.


2ª Etapa, da “Política dos Governadores”, que teve vigência ao longo da República Velha, até 1930. Os resultados eleitorais eram checados pela Mesa Diretiva do Congresso controlado pelas oligarquias estaduais, sendo anulada a eleição daqueles que tivessem feito oposição. Era a famosa “degola” dos oposicionistas, contra a qual se insurgiram os gaúchos, com Getúlio Vargas (1882-1954) à testa.


3ª Etapa, do Estado Novo, que se tratou de uma ditadura de inspiração castilhista, que governou entre 1937 e 1945, sendo Getúlio o Presidente da República, tendo dado ensejo a um regime altamente centralizador que dissolveu os poderes estaduais.


4ª Etapa, do regime tecnocrático-militar que vigorou entre 1964 e 1985 e que estabeleceu o “autoritarismo instrumental”, uma ditadura para garantir a volta da democracia. Ficou famosa a frase do último presidente militar, o general João Batista de Figueiredo (1918-1999): “Juro fazer deste país uma democracia e prendo e arrebento quem se opuser”.


5ª Etapa, do Patrimonialismo judicializado, que se estabeleceu em 2022 e governa atualmente. Quem manda mesmo, como deixou claro o professor Gianturco no seu artigo, é o STF, em defesa dos interesses de Lula e do seu Partido.


Para terminar, lembro que Adriano Gianturco é professor e doutor em Ciência Política. Coordenador do curso de Relações Internacionais do IBMEC. Autor dos livros A Ciência da Política e O empreendedorismo de Israel Kirzner.


*Artigo publicado originalmente no site do autor.


















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