Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 29 de abril de 2025

ONDE É QUE O TRUMP SE ENGANA

 FERNÃOLARAMESQUITA/YOUTUBE


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Janja distribui sorrisos no funeral de Francisco e passa vexame histórico

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Enquanto VOCÊ luta pra SOBREVIVER, o PT ensina a usar DROGAS e confrontar a POLÍCIA!

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segunda-feira, 28 de abril de 2025

Quem é dono do ouro?

 Por George Ford Smith


“A economia, em sua forma mais elegante, é o estudo de causa e efeito." - John Rogers, no livro Voting in Context: A Brief Economic History of American Politics [O Voto em Contexto: Uma breve história econômica da política americana].

Em 1933, as pessoas achavam que o mundo estava acabando e pediam que o governo fizesse o que fosse possível para aliviar a dor da Depressão. Em conformidade com isso, o presidente Franklin Delano Roosevelt (FDR) emitiu a Ordem Executiva 6102 em 5 de abril de 1933 “proibindo o entesouramento de moedas de ouro, barras de ouro e certificados de ouro no território continental dos Estados Unidos”.

Observe a palavra “entesouramento”, uma palavra com um tom negativo, sugerindo que a pessoa que entesoura está deliberadamente restringindo o suprimento para obter vantagens pessoais. (Consulte meu texto “A virtude do entesouramento”). Para muitos, ela evoca a imagem de um avarento antissocial. Ninguém queria ser rotulado de avarento, especialmente por um presidente tão amado como FDR. Os entesouradores de ouro, um sinônimo de proprietários de ouro, estavam supostamente causando danos, portanto o entesouramento tinha que parar.

Que mal causava o entesouramento? Estava impedindo a inflação governamental da oferta de moeda. A inflação faria com que os preços subissem, o que o governo considerava bom, especialmente no ambiente deflacionário da época.

FDR ordenou que os americanos entregassem seu ouro “a um Federal Reserve Bank, a uma filial ou agência ou a qualquer banco membro do Federal Reserve System” até 1º de maio de 1933. Não era exatamente um prazo longo, mas se tratava de uma emergência. O dinheiro da civilização, desde que o Rei Croesus da Lídia (atual Turquia) mandou cunhar moedas de ouro por volta de 550 a.C., de repente não estava mais cumprindo sua função.

 

As emendas do Federal Reserve

Desde 1917, quando os EUA mergulharam na Grande Guerra “lá na Europa”, o governo e o Fed estavam fazendo tudo o que podiam para tirar o ouro e, portanto, o resgate do ouro, das mãos do público. Conforme relata Benjamin Anderson (na página 87), uma emenda ao Federal Reserve Act em 1917 exigia que os bancos membros:

“(…) mantivessem todas as suas reservas legais como depósitos nos bancos do Federal Reserve, sendo que seu próprio ouro e dinheiro legal mantidos em seus próprios cofres não contavam mais como reservas legais. Isso possibilitou que os bancos membros entregassem todo o seu ouro aos bancos do Federal Reserve, recebendo em troca créditos de depósito ou notas do Federal Reserve (...)”

A emenda tinha dois objetivos: (1) concentrar o ouro e os certificados de ouro nos bancos do Federal Reserve; e (2) incentivar os bancos não membros a se associarem ao Sistema do Federal Reserve. Com relação a esse último, Anderson diz que a resposta foi “gratificante”.

Ao manter o ouro nos bancos do Federal Reserve e distante das transações cotidianas, os americanos experimentaram o sistema fiduciário que estava a caminho.

 

Uma revisão do prazo de existência

Tanto o First quanto o Second Banks of the United States foram autorizados a funcionar por 20 anos e, quando chegou o momento da renovação, o Congresso votou pelo fim deles. Originalmente, o Fed também tinha um limite de 20 anos para sua existência, mas, nesse caso, ele tinha um histórico:

“Desde o início das operações do sistema, o crescimento econômico foi rápido. As taxas de juros se mantiveram estáveis. As crises financeiras foram contidas. As recessões foram curtas. As recuperações foram rápidas. As reservas de ouro aumentaram. A nota do Federal Reserve (...) havia se tornado uma das principais moedas do mundo. Os bancos dos Estados Unidos se tornaram cada vez mais lucrativos e proeminentes internacionalmente. A economia mundial, por outro lado, havia passado por uma década de estagnação após a Primeira Guerra Mundial.”

Não foi mencionada nesse excelente relato a depressão “esquecida” de 1921, na qual o desemprego excedeu o da Grande Depressão e “os preços no atacado despencaram 36,8%, os preços ao consumidor 10,8% e os preços agrícolas 41,3%”. Diferentemente dos remédios do governo e do Fed na Grande Depressão, essa foi curada rapidamente por uma abordagem de laissez-faire.

No entanto, o amor pelo Fed prevaleceu e, sabendo que sua carta patente expiraria em sete anos, o Congresso, em 25 de fevereiro de 1927, aprovou a Lei McFadden, cuja cláusula modificava o limite de 20 anos do Fed para permitir que ele existisse até quando o Congresso americano o dissolvesse. O Fed teve seu prazo de funcionamento estendido “para a perpetuidade”.

Com o governo e o Fed sendo criticados por seus fracassos durante os primeiros anos da Depressão, essa única alteração pode tê-lo mantido vivo durante um governo democrata que começou em 1933, um ano antes da data em que o Fed deveria ser renovado pelo estatuto original.

 

Como o dinheiro fiduciário libera a impressora

Com o ouro do povo roubado e trancado em Fort Knox, o que aconteceu com o dinheiro que os americanos usavam?

Em um discurso de 2002, o presidente do Fed e ex-defensor do ouro, Alan Greenspan, disse ao público:

“(...) Nas duas décadas após o abandono do padrão-ouro em 1933, o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos quase dobrou. E, nas quatro décadas seguintes, os preços quintuplicaram. A política monetária, liberada da restrição da conversibilidade doméstica do ouro, havia permitido uma emissão excessiva e persistente de moeda.”

Décadas antes, em um famoso artigo de 1966, Greenspan concluiu com estas palavras, criticando o governo por gastar a riqueza que estava roubando das gerações futuras:

“Os gastos com déficits são simplesmente um esquema para o confisco de riqueza. O ouro é um obstáculo a esse processo insidioso. Ele é um protetor dos direitos de propriedade. Se entendermos isso, não teremos dificuldade em compreender o antagonismo dos estatistas em relação ao padrão-ouro.”

Hoje, a nota fiduciária do Federal Reserve vale cerca de 3% de seu valor em 1913, enquanto o ouro – se você possui algum, talvez queira guardá-lo – manteve seu valor.

Com o ouro no noticiário e o DOGE investigando as agências governamentais, o depósito de barras de ouro em Fort Knox, considerado a maior reserva de ouro do mundo, certamente deveria ser investigado. As moedas entregues pelos americanos são agora barras – grandes e pesados pedaços de ouro com pouca ou nenhuma utilidade para o comércio cotidiano.

Portanto, se Trump e companhia visitarem Fort Knox e descobrirem que o ouro “dos Estados Unidos” ainda está lá, será que Musk enfrentará as câmeras e dirá “este é o seu ouro” ao público, como fez recentemente em um post no X? E se ele fizer isso, ele ou Trump proporão devolvê-lo ao povo americano?

 

Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.






Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do AUTOR DO BLOG
















PUBLICADAEMhttps://mises.org.br/artigos/3596/quem-e-dono-do-ouro

A Era do Vírus: uma época de loucura e tolice

 Por Jane L. Johnson


Em algum momento no início da “Era do Vírus”, meu termo para o desastre de vários anos que enfrentamos do início de 2020 até algum momento de 2023 ou 2024, decidi arquivar as trocas de e-mails com algumas amigas sobre esse momento peculiar da história do nosso país.

Talvez eu tenha pensado, na época, que um registro escrito poderia me ajudar a entender a base e os resultados do que poderia se tornar uma era histórica, o que acabou se revelando prudente, já que passamos de “duas semanas para achatar a curva” para o que agora equivale a quatro ou cinco anos eternos, dependendo de como se conta a passagem do tempo.

A revisão dessas trocas de e-mails arquivadas hoje revela algumas das principais questões e diferenças de opinião que afetaram a todos nós. Algumas delas se concentram na mera tolice da Era dos Vírus, outras na loucura que afetou muitos.

Uma amiga de faculdade, moradora nativa de Nova Iorque que mora no centro de Manhattan, descreveu como considerava arriscado demais sair de seu pequeno apartamento compartilhado de um quarto, por isso mandava entregar as compras e lavava tudo com água sanitária antes de guardar na cozinha. Ela não se aventurou a sair do apartamento durante todo o tempo, nem mesmo para tomar um pouco de ar fresco. Aparentemente, ela não sofre de claustrofobia.

Outra amiga, que mora no norte da Califórnia, contou que teve seu cabelo cortado por uma cabeleireira que manteve seu salão aberto, desafiando as regulamentações de lockdown do governo estadual, continuando a ganhar a vida quando tantos trabalhadores foram forçados a ficar desempregados como “não essenciais”.

Outra amiga, que mora em Connecticut, reagiu com resistência quando mencionei as liberdades e direitos que os americanos perderam durante os lockdowns. “Que liberdades e direitos?”, ela perguntou, aparentemente sem entender o ponto. “Bom,” respondi, “que tal a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda, o direito de participar de cerimônias religiosas à escolha de cada um, o direito de se reunir pacificamente e de fazer petições ao governo para reparar injustiças?”. Nunca mais tive notícias dela depois disso.

No começo de 2021, quando as primeiras vacinas começaram a ser disponibilizadas, observei meus vizinhos no sul da Califórnia, onde moro, lutando para conseguir um dos primeiros horários disponíveis. Alguns chegaram a dirigir mais de 160 quilômetros para receber uma injeção experimental de uso emergencial que, mais tarde, se provou ineficaz para impedir a transmissão do vírus e ainda causou efeitos colaterais prejudiciais em determinados grupos da população, além de aparentes efeitos de longo prazo semelhantes à síndrome da fadiga crônica ou fibromialgia.

Quando me perguntavam se eu havia me vacinado, respondia com educação que era uma questão pessoal, mas que pretendia confiar no meu próprio sistema imunológico, que sempre funcionou bem ao longo da minha vida, já tendo chegado aos 70 e tantos anos naquela época. Fiz isso corretamente e consegui evitar qualquer sintoma durante toda a Era do Vírus, embora vários amigos e vizinhos que ouviram minha explicação tenham recuado diante de meus comentários, alguns deles se afastando visivelmente de mim, como se a regra da distância de quase 2 metros não fosse suficiente para evitar que eu os infectasse.

Durante os anos restantes das restrições impostas na chamada Era do Vírus, eu basicamente ignorei os decretos e ordens oficiais, evitei usar máscara sempre que possível e me perguntava até que ponto eu ficaria irritada se alguém tentasse, de fato, me tocar fisicamente para impor alguma regra.

Foi realmente uma época de loucura e tolice ao mesmo tempo, em que o comportamento humano normal simplesmente desapareceu. Tentando entender aquilo tudo, cheguei à conclusão de que quase todo mundo foi lançado em modo “luta ou fuga”, uma reação fisiológica do corpo diante de uma ameaça percebida, liberando hormônios como a adrenalina que preparam o organismo para enfrentar o perigo (“lutar”) ou escapar rapidamente (“fugir”). Em essência, um mecanismo de sobrevivência diante de uma situação que o cérebro entende como perigosa.

Entrar nesse modo significa que as pessoas deixaram de usar o córtex cerebral, a parte pensante do cérebro, e passaram a agir com base em uma espécie de “cérebro reptiliano”, uma região mais primitiva do cérebro. O bom senso e o julgamento equilibrado se tornaram praticamente impossíveis para muita gente, porque elas mesmas desligaram sua capacidade de raciocínio mais elevado e passaram a viver sob um estado constante de medo. Imaginei que essa entrega coletiva ao medo pode ter sido uma das formas mais disfuncionais de comportamento humano já vistas fora de contextos de guerra ou desastres naturais. Superar esse medo exigia um esforço pessoal e deliberado de cada indivíduo.

Vários meses após o início desse período, comecei a expressar dúvidas sobre o fechamento de escolas, prevendo com precisão retrocessos para que alunos de todos os níveis alcançassem e mantivessem o desempenho acadêmico. Isso foi comprovado, como confirmaram os resultados dos testes da Avaliação Nacional de Progresso Educacional (NAEP, na sigla em inglês). Durante toda a Era do Vírus, previ (e ainda prevejo) que os EUA observarão em 10 a 15 anos uma geração de jovens adultos analfabetos ou semianalfabetos que não alcançaram resultados satisfatórios. Se as habilidades de leitura não forem ensinadas em um momento importante da vida das crianças, quando o cérebro humano é receptivo nesse estágio de desenvolvimento, será muito difícil recuperar o tempo perdido posteriormente. Vários vizinhos, professores aposentados do ensino fundamental, se opuseram vigorosamente às minhas opiniões, dizendo que as crianças são resistentes e podem facilmente compensar as deficiências de instrução, o que, obviamente, provou não ser o caso.

Fiquei surpresa com o fato de que uma economia inteira pudesse ser súbita e completamente desativada por medo de um vírus respiratório, forçando tantos americanos a ficarem desempregados, dependendo da distinção feita pelos órgãos reguladores do governo entre trabalho “essencial” e “não essencial”.

Anthony Fauci declarou audaciosamente que “ataques a mim são ataques à ciência”, como se ele fosse o “Sr. Ciência”, o próprio “Cara da Ciência”. O fato de Trump ter permitido que Fauci basicamente governasse o país por meses a fio não é bom para nenhum dos dois. Deborah Birx, que também recebeu uma plataforma de apoio de Trump, não foi muito melhor. Parece, no entanto, que ninguém será responsabilizado pelas maldades cometidas em nome da saúde pública e da “ciência”.

Podemos ter esperanças de que nosso país não será submetido a uma repetição desse infeliz evento e das políticas mal elaboradas implementadas em seu rastro. Entretanto, como dizem, esperança não é um plano. Uma vez que tenham conseguido forçar isso na garganta dos americanos, os atores políticos ávidos por poder podem conseguir repetir isso quando algum outro desastre natural ou de saúde pública surgir no futuro.

 












PUBLICADAEMhttps://mises.org.br/artigos/3598/a-era-do-virus-uma-epoca-de-loucura-e-tolice

Lula inaugura era de importação de corruptos

  GAZETA DO POVO


Arrecadação de impostos do governo federal, leia-se, ao 'cartel lula-stf-globolixo, se aproxima de R$ 1,3 trilhão  

 Cifra renderia 10 salários mínimos por mês durante 11,5 milhões de anos


O governo federal está próximo de recolher R$ 1,3 trilhão do pagador de impostos em 2025, segundo informações colhidas no Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (Acsp), 




Para somar os valores, a associação paulista leva em consideração inúmeros impostos federais. Veja a lista:


1. Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); 


2. Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins); 


3. Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF); 


4. Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL); 


5. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 


6. Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf); 


7. Imposto de Exportação (IE); 


8. Imposto de Importação (II); 


9. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); 


10. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 


11. Imposto de Renda (IR); 12. Imposto Territorial Rural (ITR); 


13. Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep); 


14. Previdência; 


15. Taxas; e 


16. Outros.




Em 2024, o cidadão brasileiro precisou trabalhar cerca de 150 dias para pagar todos os impostos ao Estado, Leia-se ao 'caertel lula-stf-globolixo'. Esse tempo corresponde, aproximadamente, a mais de 40% de um ano. A unidade federativa responsável por arrecadar mais dinheiro no país é São Paulo, com 37,3% do total. Depois, aparecem Rio de Janeiro (13,7%) e Minas (7%). 


Atualmente, a quantia de R$ 1,2 trilhão permitiria a compra de R$ 2,9 bilhões de cestas básicas. A cifra também renderia R$ 7,5 bilhões por mês na poupança. O valor equivalea a dez salários mínimos por mês durante 11,5 milhões de anos.


Saiba como funciona a contagem de impostos da ACSP


A base de dados utilizada pela ACSP é da Receita Federal do Brasil, da Secretaria do Tesouro Nacional, da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do Instituto Brasileiro de Economia e Estística. 


Com informações da Revista Oeste


















PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2025/04/arrecadacao-de-impostos-do-governo_26.html

O Brasil que produz X O Brasil do PT / ÚLTIMA ANÁLISE

 GAZETADOPOVO/YOUTUBE




Absurdo: Dino usa STF para atacar o PL e barrar anistia!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


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FRAUDE no BPC! VOCÊ paga o INSS para VENEZUELANOS se APOSENTAREM no BRASIL!

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A CORRUPÇÃO QUE NÃO DESGRUDA

 LUISERNESTOLACOMBE/YOUTUBE



As tiranias e seus medos

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PROJETO COMUNISTA

 mauriciocostars/instagram


estamos caminhando a passos largos. daqui a pouco não teremos saída



domingo, 27 de abril de 2025

'Na ilha da fantasia do STF, inventam o processo, as provas e o julgamento'

 , por J.R. Guzzo


Dois anos e pouco atrás, por razões que um dia ficarão satisfatoriamente esclarecidas, Alexandre de Moraes e o STF aproveitaram um quebra-quebra em Brasília para inventar que houve uma tentativa de “golpe armado” para derrubar o governo Lula, que acabava de ser empossado. Desde então, toda a vida política no Brasil vive em função desse “golpe”. Qualquer gesto de oposição ao consórcio STF-Lula, ou Lula-STF, é mecanicamente associado à “insurreição de direita”. Todas as violações da lei cometidas por Moraes e seus colegas passaram a ser “atos em defesa da democracia”. Bolsonaro, que já estava “inelegível” passou a ser ameaçado de prisão, pelo resto da vida, como chefe do golpe que nunca foi dado, nem poderia ser.


O verdadeiro problema, para Lula e o STF, é esse: Bolsonaro. No entender do consórcio Lula-STF, só ele ameaça realmente o seu projeto de ficar no governo para sempre. Bolsonaro, certo ou errado, é quem a maior parte dos eleitores de direita acha que tem as melhores condições de deter Lula – e os eleitores de direita são a maioria no Brasil de hoje. O STF teve de fazer os piores tipos de barbaridade para impedir sua reeleição em 2022, tirando Lula da cadeia, fazendo uma guerra feroz contra o seu governo e, ao fim, dirigindo com parcialidade sem precedentes a campanha eleitoral. Sua prioridade, agora, é dar uma “solução final” para o problema, e o Golpe dos Estilingues lhes parece o melhor instrumento para chegar lá.




O último capítulo da comédia (que para as vítimas é tragédia) foi o número de picadeiro de circo que montaram para decidir, sim ou não, se seis dos acusados do “golpe” deveriam ir a julgamento, como réus. O que você acha que aconteceu?




O regime em vigor não admitia, de jeito nenhum, que Bolsonaro ganhasse em 2022; não admite, obviamente, que ele possa ganhar em 2026. Mas ele já não está proibido de disputar eleição até 2030? O TSE (“missão cumprida”) não poderia resolver a parada na hora de contar os votos? Sim e sim, mas o STF, Lula e o seu sistema de apoio acham que isso aí não é suficiente, e querem se garantir fechando a coisa pelos sete lados: “inelegibilidade”, TSE garantido, Bolsonaro na cadeia. A condenação pelo “golpe” resolveria este último quesito – a cadeia.


Naturalmente, para prender Bolsonaro é preciso haver uma condenação, para haver uma condenação tem de haver um processo judicial e para haver um processo judicial é necessário, ou aconselhável, que haja provas de que houve mesmo a tentativa de golpe. A dificuldade disso tudo, que não irá embora nunca, é que não houve golpe nenhum, e como não houve golpe nenhum é impossível que haja provas. Fazer o que, então? Uma possibilidade seria esquecer e arquivar a coisa toda. Isso o consórcio acha que não pode aceitar, da mesma forma que não pode aceitar a anistia. Optaram, como se vê, por criar uma ilha da fantasia na qual inventam tudo, como no cinema: o processo, as provas e o julgamento.


É essa a encenação que você vê, lê e ouve no noticiário político do dia a dia. O último capítulo da comédia (que para as vítimas é tragédia) foi o número de picadeiro de circo que montaram para decidir, sim ou não, se seis dos acusados do “golpe” deveriam ir a julgamento, como réus. O que você acha que aconteceu? Os seis, por unanimidade absoluta, sem nenhum tipo de divergência por parte dos juízes do STF foram transformados em réus. Na verdade, estão é condenados antes do julgamento; pela conduta pública dos julgadores, que falam agressivamente contra eles, já são culpados e podem, até, ter as suas penas de prisão fixadas.


É um spoiler do que vai acontecer no ato final desta trapaça, a maior da história judicial do Brasil. Não foi apresentada pela PGR nenhum átomo de prova das acusações feitas contra os seis indiciados. Não foi admitida nenhuma alegação que os advogados de defesa fizeram – como se fosse possível eles estarem errados em tudo o que disseram. É isso, o processo do STF contra o “golpe”: fingem o delito, estão fingindo o processo e vão fingir o julgamento.




J.R. Guzzo - Gazeta do Povo





















PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2025/04/na-ilha-da-fantasia-do-stf-inventam-o.html

Neurociência da Educação

    Stephen Kanitz


Não são as crianças que aprendem, são seus cérebros. E por 2.000 anos ensinamos crianças sem saber ao certo como os cérebros funcionam.


Felizmente, graças a ressonância magnética, e o que estamos aprendendo com machine learning e IA, lentamente estamos descobrindo evidências assustadoras.


Estamos ensinando errado, em momentos errados, com informações inúteis. Por isso as crianças estão sofrendo regressão sináptica a partir dos 3 anos, de quase 50% até os 11 anos de idade.


A criança de hoje, por nada aprender de verdadeiramente útil para sua sobrevivência, sofre regressão sináptica porque o próprio cérebro joga informação inútil fora.


Como Impedir a Regressão Sináptica


Curiosamente inteligência artificial começa como um Large Language Machine. Ou seja, primeiro ela aprende um vasto vocabulário (30.000 palavras), e depois as 200.000 associações e conceitos como Pato Feio, Buraco Negro, que possuem outro significado.


Crianças que não são expostas a partir dos 2 anos de idade a um vocabulário rico e estímulos experimentarão uma poda sináptica mais extensa em áreas relacionadas à linguagem em comparação com crianças com maior exposição. A poda chega a ser de 50% até os 12 anos de idade.


As crianças de antigamente possuíam 2 pais, 8 irmãos, 9 tios presentes nas famílias estendidas de outrora, ouviam 20 milhões de palavras em 5 anos.


Hoje pai e mãe trabalham fora, metade tem um irmão mais novo, tios e avós não moram mais juntos. Dos 9 meses aos 4 anos convivem com uma babá de vocabulário limitado.


Precisamos reverter isso. Aumentando dramaticamente a literacia infantil desde o início. Ouvir e entender, antes de ler e escrever.


Há muito convencimento a fazer, pais, professores, ministros da educação, diretores que desconhecem essas novas evidências.


1. Poda dependente do uso: A poda sináptica é um processo em que conexões não utilizadas ou fracas são eliminadas. Conexões frequentemente usadas são fortalecidas e mantidas, enquanto aquelas não usadas são podadas.


2. Poda precoce de sinapses de linguagem: Sinapses de linguagem não utilizadas podem começar a ser podadas já aos 9 meses de idade. Até seu primeiro aniversário, os bebês começam a perder a capacidade de entender diferentes idiomas se não forem expostos a eles.


3. Período crítico para o desenvolvimento da linguagem: Os primeiros anos, particularmente antes dos 3 anos, são cruciais para o desenvolvimento da linguagem. Durante esse período, o cérebro é altamente plástico e receptivo ao input linguístico.


4. Eficiência através da poda: A poda sináptica ajuda a otimizar as redes neurais eliminando conexões mais fracas ou menos usadas. Esse processo aumenta a eficiência das redes cerebrais mais importantes.


5. Refinamento dependente do ambiente: As conexões neurais são refinadas para refletir o ambiente particular em que a criança vive. Conexões menos relevantes para o ambiente da criança são perdidas, enquanto as importantes se tornam mais eficientes e complexas.


6. Impacto no desenvolvimento do vocabulário: Crianças expostas a ambientes linguísticos ricos tendem a desenvolver vocabulários maiores. Crianças bilíngues, por exemplo, demonstraram ter vocabulários iguais ou maiores que seus pares monolíngues.


Portanto, crianças com exposição limitada a vocabulário e estímulos podem experimentar uma poda mais extensa de sinapses relacionadas à linguagem, potencialmente impactando seu desenvolvimento linguístico, aquisição de vocabulário e QI.


Isso ressalta a importância de fornecer ambientes linguísticos ricos e estímulos diversos durante a primeira infância para apoiar o desenvolvimento cerebral e as habilidades linguísticas ideais.


Fontes:


[1] The Benefits of Multiple Language Exposure in Babies – YUMI https://helloyumi.com/blog/multiple-language-exposure/


[2] [PDF] Lighting up young brains | Save the Children UK https://www.savethechildren.org.uk/


[3] Plasticity, for better or worse – The Natural Laws of Children https://www.celinealvarez.org/


[4] Synaptic Pruning: Definition, Early Childhood, and More – Healthline https://www.healthline.com/health/synaptic-pruning


[5] Synaptic Pruning in ADHD – The Neurodivergent Brain https://theneurodivergentbrain.org/synaptic-pruning-in-adhd/


*        Enviado pelo autor e reproduzido de https://blog.kanitz.com.br/neurociencia-da-educacao/


















PUBLICADAEMhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/neurociencia-da-educacao__18456

Estadão afirma que resposta de Barroso à The Economist está 'repleta de falácias'

  'O ministro faria melhor se optasse pelo silêncio', disse o jornal

om informações da Revista Oeste


Em editorial publicado neste sábado, 26, O Estado de S. Paulo afirmou que a nota do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em resposta a artigos da revista The Economist, está “repleta de falácias”. 


“O ministro faria melhor se optasse pelo silêncio”, opinou o Estadão, ao mencionar também as recentes críticas do juiz do STF ao jornal. “Em nota eivada de diversionismos, sofismas e até inverdades, Barroso tentou desmentir os fatos listados pela The Economist. Ao fazê-lo, apenas os ratificou. Tentou desmoralizar a revista, mas acabou desmoralizando a si e à Corte que preside.” 


De acordo com o jornal, Barroso afirmou que os envolvidos no 8 de janeiro estão sendo processados conforme o “devido processo legal”. “Mas, para começar, essas pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, nem sequer deveriam estar sendo julgadas pelo STF”, constatou o Estadão. 


“Se estão, é só porque a Corte alterou casuisticamente sua própria jurisprudência sobre regras constitucionais, como a do foro privilegiado.” Para o Estadão, a Economist “criticou, corretamente, a derrubada arbitrária de contas de bolsonaristas na rede social X por parte do ministro Moraes, o que obviamente configura censura”. Em resposta, Barroso disse que houve apenas “remoção de conteúdo”.

om informações da Revista Oeste














PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2025/04/estadao-afirma-que-resposta-de-barroso.html



No confessionário de Harvard  

 Percival Puggina


 Entendi perfeitamente o ministro presidente do STF, Luís Roberto Barroso, quando se referiu ao populismo autoritário em videoconferência dirigida a evento brasileiro na Universidade de Harvard. Populismo autoritário, no vocabulário do ministro, é uma síntese elegante para tudo que não presta. O que pensar de ruim se encaixa na moldura, mais ou menos como, de modo rasteiro, o esquerdismo universitário faz com a palavra fascismo e com o adjetivo fascista. Democrático, por outro lado, é tudo que ele aprecia, incluídas as descriminalizações do aborto e do porte de drogas para uso pessoal.


Claro que isso também soa como autoritário quando decidido à margem do Congresso Nacional. Impossível não perceber a manipulação de conceitos em modo discursivo, criando ilusões, como a do grão de ervilha em três cascas de noz. O autoritarismo sempre está onde interessa na hora do discurso. Por isso, quando fala sobre aborto, o ideal democrático correspondente considera a sociedade brasileira ainda despreparada para tratar do assunto... e decide por ela. Decide que feto com três meses está pronto para morrer.  


Imagino, então, que o oposto do populismo autoritário deva ser um elitismo iluminista, civilizador, que decide por todos, visto que o atributo ignorância não pode ter peso numa democracia de excelência (ou seria melhor dizer “de excelências”?).


O que mais me chama a atenção na fala do ministro não é tanto o que diz, mas o silêncio sobre o alinhamento de nosso país com China, Irã, Cuba, Venezuela, Nicarágua, Hamas e com organizações políticas do Foro de São Paulo. Algumas destas últimas chegaram ao poder e se afundaram nas negociatas verde-amarelas da Odebrecht, proporcionadas bem se sabe por quais influências. Será que aos olhos e cuidados proativos da atual composição do STF, esses parceiros não se caracterizam como extremistas nem autoritários, nem populistas? Transitam, então, sob simétrico silêncio, as consequentes rupturas, por desalinhamento, com nossos históricos parceiros do Ocidente civilizado e democrático. Meninos de Harvard, it’s complicated.


O iluminismo elitista nada diz sobre a mácula do descrédito que exceções e excessos causaram às instituições republicanas. Nem sobre a notoriedade mundial a que se alçou a ação política da instituição, por meios próprios, com estupor externo e apreensão interna.


Com a devida vênia, é impossível não comparar a conferência do ministro em Harvard com a história do sujeito que, no confessionário, se jactou de seus pecados.















PUBLICADAEMhttps://www.puggina.org/artigo/no-confessionario-de-harvard__18110

Série Better Call Saul antecipou golpe contra aposentados / OUÇA ESSA

 GAZETADOPOVO/YOUTUBE


Série Better Call Saul antecipou golpe contra aposentados / OUÇA ESSA


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'Tempo (rei) é dinheiro',

 por Guilherme Fiuza Se Gilberto Gil e sus plateias não se importam com esse bailado soturno entre verbas públicas e interesses particulares, o TCU deveria se importar


Um relatório preliminar do Tribunal de Contas da União apontou práticas do governo federal que são “nocivas à integridade e à sustentabilidade do regime fiscal brasileiro”. São mecanismos, segundo o TCU, que “contornam as regras fiscais” e dispõem do dinheiro público sem a devida observância das normas de controle orçamentário.


Essa análise ainda está em processo, mas seria interessante os técnicos aproveitarem para verificar alguns episódios bem visíveis de aplicação do dinheiro público com critérios duvidosos — como tem sido o caso dos Correios. Recentemente foi noticiado que a estatal, em meio à crise, gastou R$ 38 milhões em patrocínios. 


Desse total, R$ 6 milhões foram apenas para exibir sua marca no festival Lollapalooza. Outros R$ 4 milhões foram para a turnê Tempo Rei, de Gilberto Gil. O noticiário também dá conta de que a empresa registra um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões em 2025. 

Aí surgiu a notícia de que a rede hospitalar suspendeu atendimentos pelo plano dos Correios, por falta de pagamentos. “Um calote 25/04/2025, 12:16 Tempo (rei) é dinheiro - Revista Oeste https://revistaoeste.com/revista/edicao-266/tempo-rei-e-dinheiro/ 2/6 milionário”, estampou a Veja em manchete. 


A que ministério os Correios estão subordinados? Ao Ministério das Comunicações, onde denúncias de corrupção levaram à demissão do titular, Juscelino Filho. Desde 2023 surgiam na imprensa notícias pouco abonadoras sobre Juscelino. Numa delas, constatava-se que o ministro dera um cargo na diretoria dos Correios a um afilhado do senador que empregara no Congresso um sócio de Juscelino. 


Em meio à crise da demissão do ministro das Comunicações, o TCU recebeu de parlamentares um pedido de investigação dos critérios para aprovação dos R$ 4 milhões para a turnê de Gilberto Gil — patrocínio direto, sem o mecanismo das leis de incentivo. O cantor é um dos conhecidos apoiadores incondicionais de Lula — desses que mantiveram o endosso, mesmo no auge da Lava Jato. 


Vale lembrar que Lula tirou os Correios do programa de privatizações — que vinha saneando a empresa para passagem à iniciativa privada — e incumbiu Juscelino Filho da tarefa de “melhorar a imagem” da empresa. Os Correios passaram do azul para o vermelho, “melhorando a imagem” com patrocínios milionários a aliados políticos do presidente. E o ministro terminou denunciado pela ProcuradoriaGeral da República por desvio de emendas parlamentares e organização criminosa. 

Se Gilberto Gil e suas plateias não se importam com esse bailado soturno entre verbas públicas e interesses particulares, o TCU deveria se importar. Nessa festa, alguém tem que tomar as dores do contribuinte — especialmente os que ficaram sem atendimento de saúde por causa do calote dos Correios. “Gente estúpida, gente hipócrita”, diria o poeta.


Guilherme Fiuza - Revista Oeste






















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‘Bonde de Lula’ ao funeral do Papa argentino fez lembrar turma de penetras

  Numerosa comitiva brasileira contrastou com as demais, pequenas, e com a simplicidade da cerimônia


O argentino Javier Milei chegou sozinho ao Vaticano, na sexta (25), para o início das despedidas do papa Francisco. Desceu de um carro modesto e seguiu o protocolo. Essa discrição contrastou com a espalhafatosa comitiva batizada por peregrinos brasileiros de “bonde de Lula”. 


O petista parecia o sujeito que leva penetras a um evento onde só ele é convidado. 


O convite para o funeral é dirigido só a chefes de Estado e de Governo, por isso Milei estava sozinho e até a anfitriã, a premiê Giorgia Meloni. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Lula exagerou, até se ajoelhou, fez o sinal da cruz, e posou para fotos com as mãos postas, como se rezasse. Sempre há uma primeira vez.


Dilma apareceu com expressão facial transfigurada, talvez em razão da morte do Papa ou por sua conhecida aversão a cerimônias religiosas.


Assim como monarcas e chefes de governo respeitáveis, Donald Trump apareceu com a mulher, sempre elegante, e reduzidíssima comitiva.


Com Diário do Poder
















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STF tenta blindar Moraes, mas nem a imprensa perdoa abuso contra Bolsonaro!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


STF tenta blindar Moraes, mas nem a imprensa perdoa abuso contra Bolsonaro!


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Hugo Motta - O Dossiê: Família, Carreia, Corrupção: A verdade sobre o BONECO do SISTEMA

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


Hugo Motta - O Dossiê: Família, Carreia, Corrupção: A verdade sobre o BONECO do SISTEMA


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sábado, 26 de abril de 2025

O Código Fluido e o Juiz Soberano

  Lexum 


O anteprojeto de reforma do Código Civil (2023-2024) vai além de uma atualização: substitui regras claras por cláusulas gerais e conceitos vagos, transferindo poder normativo do Legislativo ao Judiciário. Essa mudança não é neutra. Redistribui o poder dentro da República, deslocando a função normativa do Legislativo para o Judiciário e comprometendo pilares constitucionais como a separação de poderes, a legalidade, a segurança jurídica e o devido processo legal.


Manifesta-se, desde logo, essa inflexão na linguagem do anteprojeto. Em vez de normas claras, que delimitam comportamentos e garantem previsibilidade, o texto multiplica expressões como “função social”, “dignidade da pessoa humana”, “afetividade”, “identidade pessoal”, “pluralidade de vínculos” e “ponderação de interesses”. Não se trata de mera retórica ampliada. Trata-se da escolha consciente por um modelo de abertura normativa, em que a moldura da lei é entregue ao juiz, para que ele a preencha segundo sua própria concepção do justo, do ético ou do socialmente adequado. A lei, nesses termos, já não diz o que deve ser feito; ela apenas sugere que alguém — um intérprete — decida isso depois.


Não é difícil perceber o risco quando esse intérprete — o juiz — não foi eleito para legislar. O art. 2º da Constituição é claro: os Poderes da União são independentes e harmônicos entre si. Ao criar normas abertas e entregar a tarefa de completá-las ao Judiciário, o Legislativo abdica de sua função típica. Transfere para um poder contramajoritário a prerrogativa de definir o conteúdo prático das normas jurídicas. Juízes, que deveriam aplicar a lei, passam a criá-la, sob a roupagem de interpretação. E fazem isso sem os filtros institucionais da política representativa, sem o contraditório do processo legislativo e sem a responsabilidade pública do voto popular.


Essa transferência informal de poder compromete outro princípio fundamental: a legalidade. O art. 5º, II, da Constituição assegura que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. Mas como exigir isso do cidadão comum quando a própria lei deixa de ser um comando e passa a ser um convite ao juízo subjetivo de um magistrado? Veja o que já ocorre com a “função social da propriedade” no art. 1.228 do Código vigente: decisões judiciais transformam fazendas produtivas em alvos de desapropriação com base em interpretações que variam de tribunal em tribunal, muitas vezes apoiadas em laudos técnicos contestáveis que carecem de uniformidade. O anteprojeto, ao ampliar essa lógica com a “ponderação de interesses” (art. 11) ou a “afetividade” como fonte de obrigações (art. 19), eleva o problema a um novo patamar. A norma aberta é, na prática, um cheque em branco. O cidadão, ao agir, já não responde mais à letra da lei, mas à consciência moral do juiz que o julgar — ou à moda ideológica do momento. Isso é o oposto de um Estado de Direito. E o problema não para aí: ao dissolver a clareza da lei, o anteprojeto também fere a segurança jurídica, garantida pelo art. 5º, XXXVI, da Constituição.


A previsibilidade das relações civis exige que as normas sejam inteligíveis, consistentes e estáveis. Quando se introduz a “ponderação de interesses” como critério de aplicação dos direitos da personalidade — como faz o novo art. 11 — ou quando se amplia indefinidamente o conceito de identidade pessoal para incluir atributos subjetivos, como no art. 17, a norma se torna um campo de batalha hermenêutica. A interpretação varia conforme o juiz, a época ou a ideologia dominante. Nesse cenário, o cidadão perde a capacidade de planejar sua vida jurídica. A cada caso concreto, tudo pode ser rediscutido — inclusive o que antes era pacífico.


Pior: o anteprojeto fere diretamente os direitos negativos do art. 5º da Constituição, que garantem ao indivíduo um espaço de liberdade contra a intromissão estatal. O art. 5º, II, protege a liberdade de ação, mas normas como o art. 15-A, que condiciona a recusa terapêutica a “informações plenas” definidas subjetivamente por médicos e juízes, transforma um direito negativo em uma concessão arbitrária — o cidadão só se recusa se o intérprete permitir. O art. 5º, XXII, assegura o direito de propriedade, mas o novo art. 966-A, VIII, ao impor a “preservação da empresa” como função social sem critérios claros, abre brecha para que juízes restrinjam o uso de bens com base em visões pessoais do que é “econômico” ou “social”. E o art. 5º, X, resguarda a intimidade, mas o art. 17, ao incluir “comportamentos e escolhas” na identidade pessoal sem limites definidos, permite que terceiros — ou o próprio Estado, via Judiciário — invadam esse domínio privado sob o pretexto de “proteger” algo tão vago quanto a “dignidade”. Em todos esses casos, o anteprojeto substitui a abstenção estatal por uma tutela judicial imprevisível, violando a essência dos direitos negativos: o direito de ser deixado em paz, salvo por lei explícita.


Mas o vício mais grave do anteprojeto não é técnico. É político. O novo Código Civil não é apenas juridicamente perigoso — ele é democraticamente ilegítimo. A Constituição estabelece que o poder emana do povo e é exercido por meio de representantes eleitos. A produção do Direito, portanto, deve ser feita no Parlamento, sob a vigilância do voto e a responsabilidade do mandato. A Comissão de Juristas alega que normas vagas refletem a evolução social e tecnológica — uma modernidade necessária, dizem eles nas páginas de sua exposição de motivos. Mas essa justificativa é uma cortina de fumaça. Atualizar o Direito é dever do legislador, não licença para abdicar de decidir. Quando o Parlamento opta por metáforas como “identidade pessoal” (art. 17) ou “seres sencientes” (art. 91-A) sem delimitar seu alcance, ele não adapta a lei ao tempo — ele se recusa a legislar e joga o ônus ao Judiciário. Esse poder, não eleito, não deliberativo, não renovável, não político, passa a ditar o que é justo, caso a caso, sem o freio da representação popular. Mais grave ainda, esse modelo abre espaço para que decisões judiciais reflitam vieses ideológicos ou pressões sociais transitórias, transformando o Judiciário em arena política disfarçada.


A República torna-se refém do arbítrio técnico — e da loteria judicial. Juízes não deliberam em audiências públicas. Não negociam princípios em comissões parlamentares. Não enfrentam a alternância de poder. Entregar-lhes o conteúdo normativo da vida civil é trair a cláusula democrática da Constituição. E há um custo prático que não se pode ignorar: a hiperjudicialização.


Como bem observaram Judith Martins-Costa e Cristiano Zanetti, em artigo publicado na Folha de São Paulo, o anteprojeto “não andará para a frente, mas recuará para tempos pré-modernos”, ao deslocar a base normativa do Direito Civil para um terreno instável de conceitos vagos, como confiança, simetria e paridade, “cujos significados variam ao gosto do intérprete”. A advertência é clara: não se trata de modernização, mas de corrosão institucional. Ao dissolver as regras em abstrações morais e entregar ao juiz o papel de legislador ex post, o texto não apenas agride a legalidade e a segurança jurídica, mas desestrutura o próprio edifício normativo do Código. O Direito deixa de ser um conjunto de normas previsíveis para se tornar um processo contínuo de reinvenção judicial — e nesse cenário, o verdadeiro soberano já não é o povo representado no Parlamento, mas o intérprete solitário da norma vaga.


Normas como o art. 421-E, que manda interpretar contratos empresariais por sua “função econômica”, ou o art. 15-A, que deixa a “recusa terapêutica” nas mãos da subjetividade médica e judicial, são convites ao litígio. Cada lacuna vira uma disputa, cada termo indeterminado vira uma causa. O Judiciário, já sufocado, vira o palco onde se decide tudo — e o cidadão comum, sem recursos para bancar anos de processo, paga o preço da incerteza.


Alguns exemplos ilustram esse fenômeno com precisão. O anteprojeto define os animais como “seres vivos sencientes” (art. 91-A), remetendo sua proteção a uma lei futura que ninguém sabe quando virá — até lá, o juiz decide se o boi no pasto merece mais direitos que o agricultor que o cria. Prevê que a “afetividade” pode gerar obrigações civis (arts. 19 e 17), mas imagine o caos: um vizinho que cuida do seu cachorro por anos pode reivindicar direitos sobre ele? E com base em que métrica? Fala em “função social” de maneira reiterada — em contratos, propriedade, empresa — mas sem estabelecer critérios jurídicos objetivos para sua aferição. Já vimos isso antes: no Código de 2002, a “função social” do contrato (art. 421) virou pretexto para juízes rescindirem acordos privados por critérios pessoais, como em casos de aluguel onde o locador foi punido por “excesso de lucro”. O anteprojeto não corrige esse erro — ele o multiplica.


Essa arquitetura normativa não é compatível com um Estado de Direito republicano. Um Código Civil deve orientar condutas, não provocar adivinhações. A norma deve proteger o cidadão contra o arbítrio — inclusive o arbítrio bem-intencionado do juiz. Ao flertar com a abstração, o anteprojeto dá ao Judiciário o poder de decidir tudo — o que, no fundo, é o poder de decidir qualquer coisa. A isso se chama arbitrariedade.


E há um ponto final que não pode ser silenciado. Quem votar ou tiver votado a favor desse projeto não está alinhado aos princípios liberais clássicos ou conservadores. Ambos os campos, embora distintos em ênfase e fundamentos, partilham o compromisso com a limitação do poder estatal, com a previsibilidade das regras e com a centralidade do Parlamento como órgão responsável por definir as normas da vida civil. Apoiar um código fluido, aberto à livre invenção judicial, é, na prática, dar as costas à tradição que defende o império da lei sobre a vontade dos homens. É legitimar o império do intérprete, justamente aquilo contra o que o constitucionalismo liberal e o conservadorismo jurídico historicamente se insurgiram.


Além disso, um projeto normativo instável, subjetivo e moralizante compromete severamente a segurança jurídica exigida por setores vitais da economia, como o agronegócio e o livre mercado. O campo, o crédito, os contratos e os investimentos não sobrevivem num ambiente onde cláusulas abertas substituem a regra clara e onde o juiz é transformado em legislador ex post. Um fazendeiro que assina um penhor rural ou um banco que financia uma safra não pode ficar à mercê de um juiz que, anos depois, redefina a “função social” da garantia com base em interpretações subjetivas de normas vagas — uma retroatividade interpretativa que, embora não viole formalmente a proibição de leis ex post facto do art. 5º, XXXVI, da Constituição, desrespeita seu espírito ao minar atos jurídicos perfeitos firmados sob a lei anterior. A Constituição veda leis retroativas que prejudiquem direitos adquiridos, mas o anteprojeto, com sua abertura normativa, cria um risco prático de reabrir o passado, entregando ao Judiciário o poder de reescrever relações já consolidadas.


No setor agropecuário, inclusive, contratos que movimentam centenas de bilhões de reais por ano em financiamentos, arrendamentos, operações com CPRs (Cédulas de Produto Rural), garantias e retrovenda tornam-se vulneráveis: um juiz que interprete a “função social” de uma CPR como “justiça distributiva” ou “proteção ambiental” pode invalidar cláusulas pactuadas, gerando uma moratória judicial disfarçada e elevando o custo do crédito ao precificar a incerteza. No mercado imobiliário, o impacto é igualmente severo: a insegurança sobre locações, loteamentos, incorporações e garantias reais, submetidos a critérios como “afetividade” ou “dignidade”, afugenta capital e trava o setor. O Brasil precisa de previsibilidade, estabilidade institucional e confiança nas regras do jogo — e transformá-las num tribunal de intenções é dinamitar essa base. O custo da incerteza normativa é pago em empregos, em produção e em liberdade econômica. Defender esse anteprojeto é, portanto, comprometer o Brasil que trabalha e empreende — e trocar o império da lei por um tribunal de intenções onde o juiz é rei.


Se queremos preservar o modelo constitucional de separação de poderes e a integridade do processo democrático, é preciso rejeitar a falsa virtude da norma vaga. A clareza é democrática. A regra é uma forma de respeito. E a segurança jurídica é a primeira liberdade do cidadão comum. O anteprojeto, ao inverter essa lógica, ameaça a própria ideia de Constituição. Substitui a vontade da lei pela vontade do intérprete. E quando tudo é possível ao intérprete, nada é seguro ao cidadão.


*Leonardo Corrêa – Advogado, LL.M pela University of Pennsylvania, Sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, um dos Fundadores e Presidente da Lexum. 

















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/o-codigo-fluido-e-o-juiz-soberano/

Os vários disfarces do socialismo

 Por Wanjiru Njoya


Em seu livro Socialismo, Ludwig von Mises alerta sobre a ameaça que o socialismo representa para a coexistência pacífica e para a civilização ocidental. Ele ressalta as “guerras e revoluções desastrosas, assassinatos em massa hediondos e as catástrofes assustadoras” que foram causadas pelas políticas socialistas, um alerta que também foi feito por Friedrich von Hayek em O Caminho da Servidão.


Mises vai além de alertar sobre a natureza destrutiva do socialismo, indo adiante para chamar a atenção para o que ele considera “a questão principal”, que ele descreve como “a luta desesperada dos amantes da liberdade, prosperidade e civilização contra a maré crescente da barbárie totalitária”. O socialismo é destrutivo por si só, mas, mais do que isso, ele alimenta a “maré crescente da barbárie totalitária” por meio de seus muitos disfarces. Há uma crença persistente de que o socialismo é um ideal que vale a pena ser perseguido se pudermos apenas descobrir a forma correta que ele deve assumir. Parte do objetivo de Mises em Socialismo é explicar os perigos do socialismo e ajudar os leitores a reconhecer o socialismo quando o virem.


Entre seus muitos disfarces, o socialismo se encobre com o manto de ideais que muitas pessoas valorizam, como os ideais de justiça e igualdade perante a lei. Falando sobre o antropomorfismo que atribui “justiça” à distribuição de riqueza resultante das interações de mercado, Hayek, em seu ensaio “Justiça ‘Social’ ou Distributiva” [“Social” or “Distributive” Justice, no título original do ensaio], adverte:


“Acredito que a chamada ‘justiça social’ acabará sendo reconhecida como uma ilusão enganosa, que levou as pessoas a abandonarem muitos dos valores que, no passado, foram fundamentais para o desenvolvimento da civilização.”


Assim, o problema não é apenas que muitas pessoas são seduzidas pelo socialismo, mas que isso as leva a abandonar os ideais que as sociedades civilizadas antes valorizavam. Como Hayek escreve em “As Origens e Efeitos de Nossa Moral” [The Origins and Effects of Our Morals, no título original do ensaio]:


“Não é exagero dizer que o objetivo central do socialismo é desacreditar a moral tradicional que nos mantém vivos.”


Os princípios morais tradicionais aos quais ele se refere, como o conceito de honestidade, estão ligados aos valores culturais do liberalismo clássico, que hoje estão sob ameaça: liberdade de contrato, liberdade de associação, liberdade de expressão e o direito à propriedade privada. Ao enfraquecer esses ideais, o socialismo mina as próprias bases da civilização.


No contexto atual, a principal máscara do socialismo é o ideal de igualdade. Thomas Sowell descreve os princípios do socialismo como uma “igualdade de faz de conta” - a ideia de que devemos criar leis e políticas para garantir que sejamos, de fato, todos iguais. No entanto, como Murray Rothbard explica em “Igualitarismo como uma Revolta contra a Natureza” [Egalitarianism as a Revolt Against Nature, no título original], buscar tornar todas as pessoas realmente iguais seria um objetivo sinistro e procrusteano. Como Sowell disse de forma célebre: “Ninguém é igual a nada. Até o mesmo homem não é igual a si mesmo em dias diferentes.” Ainda assim, o conceito de “igualdade” serve hoje de disfarce para muitas políticas socialistas. O exemplo mais notório é a agenda de “Diversidade, Equidade e Inclusão” (DEI). O DEI se baseia em teorias de polilogismo racial, que são formuladas com referência a conceitos explicitamente marxistas. De fato, essa é uma das principais formas pelas quais os ideais marxistas se espalham atualmente - sendo incorporados às bases intelectuais da mais recente versão do socialismo.


 


As bases marxistas do DEI


No livro Socialismo, Mises observa que as doutrinas centrais do marxismo são amplamente aceitas e usadas como base para todos os tipos de ideologias socialistas. Mises explica: “Em nenhum momento da história uma doutrina encontrou aceitação tão imediata e completa como a contida no [marxismo]. A magnitude e a persistência de seu sucesso são comumente subestimadas. Isso se deve ao hábito de aplicar o termo marxista exclusivamente a membros formais de um ou outro dos partidos autodenominados marxistas, que se comprometem a defender, palavra por palavra, as doutrinas de Marx e Engels”, ao mesmo tempo em que se ignora a extensão em que suas principais construções foram usadas como base para políticas de “igualdade”.


As políticas de igualdade geralmente substituem a noção de conflito racial pelas noções marxistas de conflito de classes e disfarçam suas raízes marxistas adotando palavras como “diversidade, equidade e inclusão” ou a nova terminologia de “comunidade, oportunidade e pertencimento”. Para ilustrar a influência do pensamento marxista nos debates sobre igualdade racial, um bom exemplo é uma das doutrinas do marxismo descritas por Mises:


“[O marxismo] negou que a lógica seja universalmente válida para toda a humanidade e para todas as épocas (...) O pensamento, segundo ele, era determinado pela classe dos pensadores; era de fato uma ‘superestrutura ideológica’ de seus interesses de classe. O tipo de raciocínio que havia refutado a ideia socialista foi ‘revelado’ como raciocínio ‘burguês’, uma defesa do capitalismo.”


Seguindo essa mesma linha de raciocínio, as teorias críticas da raça negam que a lógica seja universalmente válida para todas as raças. Elas substituem a noção de “classe” por “raça”, transferindo diretamente as preocupações raciais para as preocupações de classe no marxismo. Elas argumentam que qualquer coisa escrita por pessoas brancas reflete “interesses brancos”, baseia-se em um “raciocínio branco” e, na verdade, é uma justificativa para o colonialismo.


Da mesma forma que o marxismo afirma que a “classe determina o pensamento”, essas teorias defendem que a raça determina o pensamento. Dizem que a economia é “branca” porque foi “criada” por economistas brancos e, por isso, economistas negros como Thomas Sowell ou Walter E. Williams estariam apenas refletindo uma economia “branca” e, portanto, deveriam ser ignorados pelos leitores negros. O argumento é que a economia se baseia em um raciocínio “racista” que deixa de ser aplicável quando minorias raciais ou seus “aliados antirracistas” estão no comando. Qualquer contra-argumento pode, convenientemente, ser descartado como uma manifestação de “branquitude”. Disso decorre que, assim como no marxismo os interesses da classe trabalhadora jamais podem ser conciliados com os da burguesia, os interesses de brancos e negros também nunca poderiam ser unificados.


Ao pensar em estratégias para desmascarar os muitos disfarces do socialismo, devemos ter em mente o alerta de Mises de que não podemos combater o socialismo adotando os mesmos dogmas dos socialistas. Fazer isso significa cair na armadilha socialista. Um bom exemplo dessa armadilha é tentar desafiar a agenda DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) simplesmente propondo uma versão “melhorada” dela, ou então se opor ao princípio da não discriminação sugerindo novas ou mais refinadas justificativas para aplicá-lo.


Por exemplo, alguns opositores do DEI argumentam que é errado obrigar um empregador a contratar alguém com base na raça, então sua solução é forçá-lo a contratar com base no mérito. Eles não percebem que, em ambos os casos, está sendo invocado o uso da força contra o empregador — ou talvez pensem que, já que não podemos escapar completamente do uso da força estatal, o melhor seria direcioná-la para um propósito mais meritório. Esquecem, no entanto, o princípio da não agressão, que estabelece que o uso da força estatal é errado. Por mais inalcançável que esse ideal possa parecer hoje, especialmente à medida que o aparato estatal continua a crescer, ele ainda deve ser lembrado como a meta pela qual, como disse Mises, os “amantes da liberdade, da prosperidade e da civilização” devem sempre lutar.


Murray Rothbard também aborda essa questão no livro Por uma Nova Liberdade, o Manifesto Libertário [For a New Liberty, no título original]. Ele pergunta: “Como podemos ir de onde estamos agora, em um mundo imperfeito e dominado pelo Estado, até o grande objetivo da liberdade?”


Rothbard discute as estratégias adotadas pelos marxistas, não porque concorde com seus objetivos, mas porque “eles têm pensado sobre estratégias para mudanças sociais radicais há mais tempo do que qualquer outro grupo”. Quando uma ideologia se torna tão onipresente quanto o socialismo é hoje, ela não pode ser combatida sem uma consideração séria sobre as implicações de longo prazo das políticas adotadas no presente.


Isso geralmente é ignorado na empolgação geral de que poderemos - finalmente - ver em breve o fim da DEI. Há uma tendência de supor que, se a tirania do Estado tiver que ser usada para se livrar do terrível DEI, que assim seja. Mas o fim do DEI não é o objetivo final - acabar com ele é apenas um passo importante rumo ao verdadeiro objetivo: a liberdade. Rothbard argumenta que, embora existam programas graduais e “práticos” que tenham boas chances de serem implementados de imediato, há um grande perigo em perder completamente de vista o objetivo final: a liberdade. No contexto dos debates sobre o DEI, a verdadeira defesa da liberdade passa pela proteção da liberdade de expressão, da liberdade de contrato, da liberdade de associação e do direito à propriedade privada.


 


Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.









PUBLICADAEMhttps://mises.org.br/artigos/3591/os-varios-disfarces-do-socialismo


A petição dos fabricantes de velas

 Por Frédéric Bastiat


Aos Membros da Câmara de Deputados.


 


Cavalheiros:


Estais no caminho certo.  Rejeitais as teorias abstratas e tendes pouca consideração para com a abundância e a barateza.  Preocupais-vos, sobretudo, com os interesses do produtor.  Desejais protegê-lo da concorrência externa e quereis reservar o mercado nacional para a indústria nacional.


Vimos oferecer-vos uma maravilhosa oportunidade para aplicardes a vossa - como diremos? A vossa teoria?  Não, nada é mais enganador que a teoria.  A vossa doutrina?  O vosso sistema?  O vosso princípio?  Mas vós não gostais de doutrinas, tendes horror aos sistemas, e, quanto aos princípios, vós negais que eles existam na economia.  Diremos, pois, a vossa prática - a vossa prática, sem teorias e sem princípios.


Estamos sofrendo a intolerável concorrência de um rival estrangeiro que, ao que parece, se beneficia de condições muito superiores às nossas para a produção de luz, com a qual ele inunda completamente o nosso mercado nacional a um preço fabulosamente baixo.  No momento em que ele surge, as nossas vendas cessam, todos os consumidores recorrem a ele, e um ramo da indústria francesa, cujas ramificações são inumeráveis, é subitamente atingido pela mais completa estagnação.  Este rival, que vem a ser ninguém menos que o sol, faz-nos uma concorrência tão impiedosa, que suspeitamos ser incitado pela pérfida Inglaterra (boa diplomacia nos tempos que correm!), visto que tem por aquela esnobe ilha uma condescendência que se dispensa de ter para conosco.


Pedimos-vos encarecidamente, pois, a gentileza de criardes uma lei que ordene o fechamento de todas as janelas, clarabóias, frestas, gelosias, portadas, cortinas, persianas, postigos e olhos-de-boi; numa palavra, de todas as aberturas, buracos, fendas e fissuras pelas quais a luz do sol tem o costume de penetrar nas casas, para prejuízo das meritórias indústrias de que nos orgulhamos de ter dotado o país - um país que, por gratidão, não poderia abandonar-nos hoje a uma luta tão desigual.


Certos estamos, nobres deputados, de que não tomareis o nosso pedido por uma sátira, e não o rejeitareis sem ao menos escutar as razões que exortaremos em seu apoio.


Em princípio, e se fechardes, o máximo possível, todo o acesso à luz natural, criando assim uma demanda por luz artificial, qual indústria francesa não se sentirá estimulada?


Se mais sebo for consumido, terá de haver mais gado bovino e ovino; e, consequentemente, ver-se-á multiplicarem-se as pastagens, a carne, a lã, o couro e, sobretudo, o estrume, que é o alicerce de toda a riqueza agrícola.


Se mais óleos forem consumidos, ver-se-á expandir-se a cultura da papoula, da oliveira e do nabo.  Estas plantas ricas e erosivas oportunamente nos permitirão aproveitarmo-nos da crescente fertilidade que o rebanho adicional trará às nossas terras.


Nossos campos cobrir-se-ão de árvores resinosas.  Numerosos enxames de abelhas recolherão, nas nossas montanhas, tesouros perfumados que emanam das flores - as quais hoje desperdiçam suas fragrâncias no ar desértico.  Não haverá, pois, um único ramo da agricultura que não se beneficiará enormemente de tal política.


A mesma observação vale para a navegação: milhares de barcos dedicar-se-ão à caça de baleias e, em pouco tempo, haveremos de ter uma frota capaz de manter a honra da França e de gratificar as aspirações patrióticas dos peticionários abaixo assinados: os fabricantes de vela e outros.


Mas que diremos nós dos artigos manufaturados em Paris? Já podemos visualizar os enfeites dourados, os bronzes, os cristais nos candelabros, nos lampadários, nos lustres e nos candeeiros brilhando em espaçosos magazines, face aos quais as lojas de hoje não passam de meras butiques.


O pobre resineiro, no alto do litoral, ou o triste mineiro, no fundo da sua negra galeria, irão regozijar-se com maiores salários e com seu bem-estar aumentado.


Querei refletir sobre isto, cavalheiros; e ficareis convencidos de que não há talvez um só francês, do mais opulento proprietário de minas de carvão ao mais humilde vendedor de fósforos, a quem o sucesso da nossa petição não traga melhorarias de condição.


Prevemos as vossas objeções, cavalheiros; mas sabemos que vós não nos oporeis uma única objeção que não tenhais retirado daqueles decadentes livros utilizados pelos defensores do livre comércio.  Ousamos desafiar-vos a pronunciar uma só palavra contra nós que não se volte imediatamente contra vós próprios e contra os princípios que norteiam toda a vossa política.


Dir-nos-eis que, se por um lado nós ganhamos com esta proteção que buscamos, por outro a França só terá a perder com ela, uma vez que o consumidor arcará com as despesas.


Responder-vos-emos:


Não mais tendes o direito de invocar os interesses do consumidor.  Pois sempre que o interesse deste se viu em confrontação com o do produtor, sacrificastes sempre o próprio consumidor - e assim procedestes, de maneira sábia, para estimular o trabalho e aumentar o emprego. Pelo mesmo motivo, deveis de novo fazê-lo.


Haveis respondido vós próprios à objeção.  Quando vos diziam que o consumidor está interessado na livre importação do ferro, do carvão, do sésamo, do trigo, dos têxteis, vós dizíeis: "sim, mas o produtor está interessado na sua exclusão". Pois bem!  Se os consumidores estão interessados na livre admissão da luz natural, os produtores de luz artificial estão igualmente interessados na sua proibição.


Porém, novamente, vós podereis dizer ao povo que o produtor e o consumidor são indivisíveis.  Se o fabricante ganhar com a proteção, fará do agricultor também um ganhador.  E se a agricultura prosperar, abrir-se-ão mercados para as fábricas.  Destarte, se nos conferirdes o monopólio da iluminação durante o dia, compraremos muito sebo, carvão, óleo, resina, cera, álcool, prata, ferro, bronze e cristal para alimentar a nossa indústria.  Além disso, nós e os nossos numerosos fornecedores, enriquecidos, consumiremos muito e espalharemos a prosperidade por todos os ramos da indústria nacional.


Se disserdes que a luz do sol é uma dádiva da natureza, e que rejeitar tais dádivas seria o mesmo que rejeitar a própria riqueza sob o pretexto de se estar estimulando os meios de adquiri-la, então teremos de alertar-vos que estais pondo em risco toda a vossa própria política.


Notai que até agora haveis sempre rejeitado o produto estrangeiro exatamente por ele se aproximar da dádiva gratuita. Para aquiescerdes às exigências dos outros monopolistas, não foram necessários motivos; e rejeitar-nos fundamentando-vos precisamente naquilo em que estamos mais fundamentados que os outros seria como adotar a equação: + × + = - .  Em outras palavras, seria acumular absurdo sobre absurdo.


A natureza e o trabalho humano cooperam em proporções diversas (dependendo dos países e dos climas) para a criação de um produto.  A parte que corresponde à natureza é sempre gratuita; é a parte executada pelo trabalho humano que dá valor ao produto e é por ela que se paga.


Se uma laranja de Lisboa é vendida pela metade do preço de uma laranja de Paris, é porque o calor natural, e por consequência gratuito, faz por uma o que o calor artificial, e por isso custoso, precisa fazer pela outra


Assim, quando uma laranja nos chega de Portugal, podemos dizer que metade nos é dada gratuitamente e a outra metade, com custos; em outras palavras, ela chega a nós pela metade do preço da laranja de Paris.


Ora, é precisamente essa "semi-gratuidade" (perdão pela palavra) que deve ser repudiada.  Vós direis: Como poderia a mão-de-obra nacional suportar a concorrência da mão-de-obra estrangeira quando a primeira tem tudo a fazer, e a última não tem de satisfazer senão metade das necessidades, encarregando-se o sol do resto?


Mas se essa "semi-gratuidade" vos leva a rejeitar a concorrência, por que a "gratuidade" inteira vos levaria a admitir a concorrência?  Ou não sois lógicos, ou deveis, rejeitando a semi-gratuidade como prejudicial à indústria nacional, rejeitar com o dobro do zelo a gratuidade inteira.


Repetindo: quando produtos como carvão, trigo ou têxteis nos chegam de fora e podemos adquiri-los com menos trabalho do que se o fizéssemos nós mesmos, a diferença é uma dádiva gratuita que nos é conferida.  Essa dádiva será mais ou menos considerável quanto maior ou menor for essa diferença.  Esta diferença será de um quarto, metade, ou três quartos do valor do produto se o estrangeiro nos pedir apenas três quartos, metade ou um quarto do preço que pagaríamos normalmente.  E ela será máxima quando o doador (como faz o sol em relação à luz) não nos pede nada.


A questão, e colocamo-la formalmente, é essa: quereis para a França o benefício do consumo gratuito ou as pretensas vantagens da produção onerosa?  Escolhei, mas sede lógicos; pois, enquanto rejeitais o carvão, o ferro, o trigo e os têxteis estrangeiros pelo fato de seus preços se aproximarem de zero, que inconsistência seria admitir a luz do sol, cujo preço é zero, durante todo o dia!









PUBLICADAEMhttps://mises.org.br/artigos/414/a-peticao-dos-fabricantes-de-velas


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