Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

"Motivos para a nota de risco do Brasil ir ladeira abaixo",

editorial de O Globo
Ao considerar que não existe mais margem para corte de gastos, a presidente Dilma reforça as análises negativas que se baseiam nas dificuldades para o ajuste


O rebaixamento da nota de risco do Brasil, anunciado ontem pela Santandard & Poor’s, é o segundo desde setembro do ano passado, e não foi surpresa. O quadro econômico do país e suas perspectivas justificam que de fato a nota de “BB+”, já no nível especulativo, passe para “BB”, a dois patamares da classificação de investimento seguro. E as duas outras agências mais consideradas do mercado, Moody’s e Fitch, deverão seguir o mesmo caminho.
A justificativa básica da S&P para mais este corte da nota do Brasil é que permanece alta a possibilidade de o governo não equilibrar o Orçamento. Ela estima que o déficit nominal médio será neste e no próximo ano de 8% do PIB, muito elevado, não muito distante do verificado em 2015. Assim, a dívida pública continua em marcha batida rumo aos preocupantes 70% do PIB, fronteira que alimenta o temor de um crescimento em bola de neve. Três anos seguidos de déficits nominais desequilibram qualquer economia.
Apesar de todos esses sinais de alerta, o governo Dilma se mantém impassível diante da catástrofe anunciada. A presidente já admite — grande avanço — encaminhar a reforma da Previdência à margem do fórum criado para discutir o tema, onde o ministro Miguel Rossetto atua para vetar qualquer mudança mais substantiva, como é preciso. Se escapar desse jogo de cartas marcadas, o Planalto conquistará uma vitória, mas tudo depende da proposta que fará ao Congresso. Nada é simples.
Fora as mudanças previdenciárias, o governo se mantém impassível, fingindo que os mecanismos que engessam e indexam o Orçamento não representam uma bomba com prazo para explodir e estilhaçar de vez as contas públicas. A presidente Dilma prefere a fórmula de mais impostos — como se a carga tributária já não houvesse chegado ao insano limite de 36% do PIB —, em que a volta da famigerada CPMF é a principal joia da coroa.
O entendimento planaltino é que não há mais nada a cortar. Ora, ora. Além do fato de que um Estado que gasta 40% do PIB sempre desperdiça uma parcela desta enorme despesa, há a gravíssima questão do engessamento dos gastos — abrange cerca de 90% do Orçamento — e da indexação de boa parte das despesas ao salário mínimo e à inflação. Isso faz com que, numa conjuntura em que a arrecadação tribuária federal cai 5,6%, devido a uma recessão acima dos 3%, os gastos previdenciários e afins — o grosso das despesas da União — sejam corrigidos em 10%. É óbvio que, assim, não se obterá qualquer superávit. A dívida explodirá.
O que faz o governo? Prepara-se para lançar um sistema de metas fiscais com o objetivo de escamotear os déficits verdadeiros. Trata-se da reedição da “contabilidade criativa” de Guido Mantega e Arno Augustin, bem como da própria presidente Dilma, por suposto. Não há mesmo como manter a nota de risco do país.
EXTRAÍDADEROTA2014BLOGSPOT

Caseiro do sítio de Lula não tem telefones dos supostos “donos”

Tiago Dantas e Silvia Amorim O Globo


O número do telefone celular de Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi entregue, na quarta-feira, à Polícia Ambiental de São Paulo como sendo um contato do proprietário ou responsável pelo sítio Santa Bárbara, em Atibaia, visitado 111 vezes pelo líder petista. O número foi informado pelo caseiro Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona, durante uma fiscalização, quando os policiais pediram o telefone dos donos, já que nenhum deles estava presente.
A vistoria aconteceu na tarde de quarta-feira. O Globo chegou à propriedade, no interior paulista, quando a equipe de fiscalização finalizava seu trabalho. Acompanhados de Maradona, policiais militares inspecionaram a área em que foi construído um anexo com quatro suítes no final de 2010 e o lago, que passou por reforma nos anos seguintes. A Operação Lava-Jato e o Ministério Público de São Paulo investigam se as obras executadas no sítio foram feitas por empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras como um agrado a Lula.
Ao Globo, o advogado disse, na quarta-feira, que não entende a razão pela qual seu número de celular foi fornecido à equipe de fiscalização pelo caseiro Maradona.
— Deve ter havido algum equívoco. Não sou responsável pelo sítio nem advogo mais para os proprietários. Meu escritório prestou consultoria na época da compra e venda. Pode ser que eles tivessem lá na portaria o número do telefone — afirmou Zanin.
SEM EXPLICAÇÃO…
Informado que não havia sido entregue o telefone de seu escritório, mas sim o de seu celular, ele respondeu:
— Eu não tenho como explicar isso.
Zanin é o advogado que tem defendido o ex-presidente nos casos do tríplex no Guarujá, no litoral paulista, e do sítio em Atibaia, registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Zanin é genro e sócio de Roberto Teixeira, também advogado e amigo de Lula desde os anos 1980. O escritório de Zanin e Teixeira prestou serviços aos proprietários na época da compra do imóvel.
Até semana passada, quando Bittar contratou o criminalista Alberto Toron, era Teixeira quem prestava esclarecimentos à imprensa sobre o sítio. Foi no escritório dele que o contrato de venda do imóvel foi assinado em 2010.
LOCALIZAR OS DONOS
Nenhuma atuação foi registrada pela Polícia Ambiental na quarta porque, segundo a Secretaria de Segurança Pública, é preciso, antes, localizar os donos. O pelotão de Atibaia que fez a fiscalização informou que foi ao local “para verificar uma suspeita de desmatamento indicada pelo monitoramento de imagens aéreas realizado rotineiramente”.
O Globo apurou que uma das irregularidades encontradas na quarta foi a construção do anexo à casa principal em cima de um córrego que passa pelo sítio, o que é proibido. A legislação ambiental exige que áreas de curso d’água não tenham construção numa faixa de 30 metros da margem.
A Polícia Ambiental vai requerer do proprietário a documentação referente a licenças ambientais. No início deste mês, o Globo divulgou que nenhum dos órgãos do governo de São Paulo (Cetesb e Daee) deu autorização ao sítio Santa Bárbara para que fossem feitas intervenções em área de preservação ambiental.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No linguajar policial, chama-se a isso “batom na cueca”. Não há como explicar que o caseiro do sítio não tenha os telefones dos supostos donos. Como dizia a grande compositora e cantora Maysa Monjardim, o mundo imaginado pelo casal Lula da Silva caiu(C.N.)






extraidadetribunadainternet

O PRAZER EM PROIBIR

 por Gilberto Simões Pires.
PROIBIÇÃO NADA SURPREENDENTE
Quem reside em Porto Alegre, ainda que tenha ficado indignado depois que tomou conhecimento de que a Câmara de Vereadores resolveu PROIBIR que bares e restaurantes coloquem recipientes com sal sobre as mesas, certamente não ficou minimamente surpreso.
SERES CELESTIAIS
Aliás, não é recente esta atitude dos vereadores de Porto Alegre, que imaginam ser SERES CELESTIAIS. Creem, pelas inúmeras proibições que aprovam, que vieram ao mundo, ou a Capital do RS, para cuidar da saúde dos porto-alegrenses. Fantástico, não?

SANEAMENTO BÁSICO
Ora, se realmente estivessem interessados em cuidar da saúde do povo, a primeira medida que os vereadores, assim como os políticos em geral, deveriam tomar, por unanimidade, seria a de BAIXAR IMPOSTOS.
A seguir, sem pestanejar, seria a de PROIBIR, imediatamente, que todas as residências deixassem de ter acesso ao SANEAMENTO BÁSICO.

SALÁRIOS
E uma terceira, que faria muito bem à saúde da sociedade como um todo, seria a Câmara de Porto Alegre aprovar, de imediato, a PROIBIÇÃO dos vereadores receberem salários para exercerem a função de representantes dos eleitores da Capital do RS.
Além de contribuir para a melhoria da saúde do povo, os vereadores ainda dariam um bom exemplo aos demais políticos do país.

SUBSTÂNCIAS BRANCAS
Quanto à disponibilidade de recipientes de sal nas mesas dos bares e restaurantes, o aconselhável é que os clientes viessem a ser educados e/ou informados sobre os males que produzem, não só o sal, mas também o açúcar e a cocaína, por exemplo, que formam o "trio assassino" do coração.

ADVERTÊNCIA
Antes de PROIBIR, os maus vereadores de Porto Alegre deveriam propor a colocação de mensagens de alerta nas embalagens e/ou recipientes de sal e açúcar, da mesma forma como já são usadas nos maços de cigarro. Dentro do estilo -MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE-.

MENTES DOENTES
Tal providência, correta e muito mais eficaz, pelas inúmeras decisões ridículas que a maioria dos vereadores toma, me parece impossível. Creio que tanto a autora da emenda, vereadora Sofia Cavedon (petista, obviamente) quanto os vereadores que aprovaram a PROIBIÇÃO, estão com suas mentes muito doentes. Seria por excesso de sal, açúcar ou pela outra droga branca???









extraídadepuggina.or

Por que Lula, um contumaz falastrão, refugia-se no silêncio?

 Com Blog do Noblat - O Globo
O homem, qualquer homem, é ele e suas circunstâncias.
Somente Lula conhece a real dimensão da enrascada em que está metido desde que se tornou alvo de investigações policiais. Somente ele sabe o que há de verdades e de mentiras em tudo que se diz e se publica ao seu respeito desde o escândalo do mensalão, passando por escândalos menores e desaguando no mar de lama do petrolão que ameaça tragá-lo.
Por isso fica difícil avaliar a correção ou o erro do seu comportamento dao sentir-se emparedado por sucessivas denúncias. A nos fixarmos nas mais recentes: a de que comprou um tríplex no Guarujá, reformado de graça pela construtora OAS, só desistindo dele mais tarde quando o assunto virou notícia.
E a de que oculta patrimônio quando se serve de um sítio em nome de terceiros reformado gratuitamente pela OAS e também pela Odebrecht, empresas contempladas durante seus governos com milionários contratos e metidas até o talo na roubalheira da Petrobras. Lula guarda um silêncio de ferro a respeito, considerado incômodo até mesmo por seus amigos.
Convocados pelo Ministério Público de São Paulo, ele e a mulher, Marisa Letícia, deveriam depor, hoje à tarde, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. Esperava-se que os dois respondessem a perguntas sobre a compra interrompida do tríplex. O Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu os depoimentos.
Atendeu a um pedido de liminar assinado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) que questiona a legitimidade do condutor do processo. Teixeira alegou que o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino feriu a lei ao antecipar em entrevista à VEJA sua decisão de denunciar Lula e a mulher por ocultação de bens.
A liminar foi concedida para “tão-somente” suspender a prática de qualquer ato pelo Ministério Público de São Paulo no processo de investigação de Lula até que o plenário do Conselho decida se o promotor Conserino violou ou não a lei. Quer dizer: o processo irá adiante com Conserino ou outro promotor.
Um dos deputados mais ligados a Lula, Teixeira não pediria a concessão de uma liminar sem antes consultar seu guia e mestre. Lula não autorizaria a Teixeira a pedir a liminar se não visse no ato de pedir vantagens para si e para Marisa Letícia. Que vantagens? A eventual troca de  promotor? O adiamento do interrogatório inevitável?
O procedimento esperado da parte de alguém inocente é que se apresse a dissipar todas as suspeitas que o alcançam, não deixando nenhuma pergunta sem resposta. Ninguém mais do que Lula deveria estar interessado em pôr um ponto final na “mais sórdida e gigantesca campanha de difamação que jamais atingiu um ex-presidente por aqui”.
Não é o que seus seguidores têm dito por aí afora?
Mas Lula, conhecido por seu espírito de luta, por uma disposição férrea para o confronto, por sua ousadia de preferir sempre o ataque à defesa, parece acuado. Vergonhosamente acuado. Como se de repente tivesse perdido a iniciativa. Como se a perplexidade que tomou conta dele fosse hoje muitas vezes maior do que seu instinto de preservação. Por quê?
Bom de gogó, por que ele não convoca uma entrevista coletiva de imprensa e responde sem tangenciar a todas as perguntas que lhe façam? Não uma entrevista com blogueiros amestrados, dependentes de verbas públicas, que já o entrevistaram tantas vezes amigavelmente. Afinal, Lula tem medo do quê? Esconde-se por quê? Cala-se por quê?
EXTRAÍDADEROTA2014BLOGSPOT

Lula ameaça Dilma de retirar apoio do povo nas ruas

Pedro do Coutto

Foi exatamente esse o aviso que o ex-presidente Lula endereçou à presidente Dilma Rousseff na reunião do conselho consultivo do PT, destacado na reportagem de terça-feira na edição do Estado de São Paulo, pelos repórteres Ricardo Galhardo e Ana Fernandes. Não há dúvida quanto a essa tradução política das palavras de Lula quando condicionou o prazo até junho para o Executivo conseguir mudar os indicadores sociais que resultam da política econômica colocada em prática.
Se isso não acontecer – acentua Ricardo Galhardo e Ana Fernandes – não vai ter povo (na rua) para defender o governo. Lula, na sequência, pediu empenho do partido para pressionar o Planalto, incluindo ministros, no sentido de adotar medidas econômicas menos conservadoras. Pelo conteúdo publicado, a substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa não resolveu a questão que o ex-presidente interpreta como um impasse decisivo, daí o prazo indiretamente fixado para uma alteração de rumos. Afinal, qual o motivo que o levou a estabelecer junho como um marco a ser ultrapassado.
Só se pode chegar a uma conclusão: se Dilma Rousseff não mudar de direção até junho, ele, Lula, se distanciará do poder. Não se pode fugir da imposição lançada. Pois, se fosse apenas uma opinião, o ex-presidente teria assinalado sua esperança de mudança. Mas não. Se ela não ocorrer, ele focará com o povo, deixando Dilma solitária à frente do governo.
CLIMA PESADO
A condicionante e a ameaça são pesadas. Sobretudo porque desferidas num momento em que ele, na verdade encontra-se na defensiva em face de Guarujá e Atibaia. Romper com a sucessora poderia se tornar um roteiro para rebater o silêncio de Brasília em relação à sua imagem e à sua posição em momento de tempestade.
Mas Lula, vale frisar, não está sozinho na tempestade. O despacho correto do juiz Sérgio Moro ao TSE, dizendo que doações eleitorais ao PT foram originárias de propinas pagas por empresários no processo de duplo assalto à Petrobrás, abalou os argumentos de defesa de Dilma e Michel Temer contra a ação do PSDB para que seja anulado o segundo turno das eleições de 2014. Pessoalmente, não creio em tal desfecho, uma vez que comissões ilegais abasteceram também a chapa liderada por Aécio Neves.
Entretanto, sem dúvida tornam mais difíceis as operações da defesa dos vitoriosos nas urnas, reeleitos que foram conjuntamente em outubro do ano passado pela margem de 3,5%. Um dos grandes acertos do Datafolha, cujo prognóstico apontava uma diferença de 4 pontos. Mas esta é outra questão.
LULA DE FORA
Dentro deste quadro, cresce o vulto da ameaça lançada no ar pelo ex-presidente. Significa, inclusive, que ele não se encontra disposto a lutar ao lado de Dilma e Temer para enfrentar o julgamento por parte do Tribunal Superior Eleitoral. Pelo contrário. Se anulado o segundo turno (a anulação do primeiro está fora de foco), quais seriam as regras para a nova convocação do eleitorado às urnas? Teriam que ser os mesmos candidatos? Ou poderiam ser mais outros? O TSE, nesse caso, terá que legislar na sentença, regulamentando-a.
De qualquer forma, Dilma, sozinha, sem Lula, seria fatalmente derrotada. Sua dependência de Lula, portanto, aumenta na hipótese de haver nova eleição.







EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Em fim de carreira, Lula está parecendo com Adhemar de Barros

Willy Sandoval

Esse episódio do Lularápio está me lembrando uma história do Adhemar de Barros, que na época da Segunda Guerra desapropriou e “roubou” uma pedreira de um alemão. Não querendo assumir publicamente a patifaria , passou a mineradora para um testa de ferro, que, apesar de semianalfabeto, de burro não tinha nada, o notório Vicente Matheus.
Passado o fim da guerra, Adhemar foi para cima do Vicente Matheus querendo a pedreira de volta, no que o astuto corintiano respondeu de cara: “Prove que é teu!”
Bem, o mesmo vai acontecer com Lula e sua famiglia: quando forem reinvindicar a propriedade do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, vão ouvir um sonoro: “Provem que é teu!”
Ainda mais porque o fim dessa quadrilha petralha no poder se aproxima, se Deus quiser, até mesmo mais rápido do que a gente pode imaginar, e aí essa gentalha da famiglia Lula da Silva não vai ter mais força para querer de volta o que nunca foi deles, segundo eles mesmos afirmam e reafirmam!







EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

Policiais, procuradores e juiz, todos conspiram contra Lula?

José Nêumanne Estadão

A família Silva, antes de o apelido do chefe, Lula, ter sido adicionado à própria denominação, morou numa modesta casa de vila operária no Jardim Assunção, em São Bernardo do Campo, há 40 anos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, hoje intitulado do ABC, não tinha mais de dar expediente no torno mecânico, para o qual fora habilitado pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai), e liderava greves operárias que desafiaram a legislação trabalhista da ditadura, abalando com isso as estruturas do regime tecnocrático-militar de exceção. Ele simbolizava então a nova classe operária brasileira e, assim, deu-se ao luxo de adquirir um sítio, que denominou Los Fubangos, às margens da Represa Billings, perto de casa, e atualmente está abandonado.
Agora, 40 anos depois, Luiz Inácio e Marisa Lula da Silva, que moram num apartamento dúplex em bairro nobre da mesma cidade do ABC, protagonizam um dos casos mais estapafúrdios, ridículos e bisonhos da história do sempre conflagrado direito fundiário no Brasil. A Polícia Federal (PF), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam a hipótese de o casal ter usado um tríplex no edifício Solaris, da construtora OAS, na praia das Astúrias de um balneário que já teve seus dias de glória, o Guarujá, e um luxuoso sítio na Serra da Mantiqueira, em Atibaia, no interior de São Paulo, para ocultar patrimônio, uma forma de lavar dinheiro ilícito.
A história do imóvel à beira-mar é absurda, de tão suspeita. A cooperativa dos bancários (Bancoop) fundada por Ricardo Berzoini, da casta dirigente do sindicato da categoria em São Paulo, sob a égide do amado companheiro Luís Gushiken, construiu-o e denominou-o Residencial Mar Cantábrico. Sob a presidência de outro famigerado sindicalista, João Vaccari Neto, a cooperativa é acusada há dez anos de haver ludibriado cerca de 3 mil famílias, cobrando delas penosas prestações mensais e não lhes entregando, como devia, moradias prontas para usar.
E NO SOLARIS…
Os compradores das unidades do edifício no Guarujá não têm de que se queixar. A empreiteira OAS encarregou-se de acabar as unidades não concluídas, mudou o nome para Solaris e beneficiou graduados militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual Lula é o principal líder. Mesmo com a Bancoop sob suspeita do MPSP há dez anos, esses beneficiários da generosidade possibilitada pela má gestão de Vaccari nunca arredaram pé de seus domínios com vista para o Atlântico. Figuram entre eles Simone, mulher de Freud Godoy, que foi segurança de Lula e “aloprado” acusado de ter falsificado dossiê contra José Serra, Vaccari, sua cunhada Marice Corrêa de Lima e, suspeita-se, o casal Marisa e Lula.
Não consta da saga do torneiro mecânico que ocupou o cargo mais poderoso da República que tenha dado expediente em agência bancária na vida. Nem que Marisa tenha tido uma banca de jornal ou qualquer bem que se possa aproximar semanticamente da palavra bancário, que orna a denominação da Bancoop. O líder dos oprimidos jamais emitiu um protesto ou uma palavra de agradecimento pelo sacrifício de milhares de bancários que acusam, até hoje em vão, na Justiça, o PT, que ele lidera, de ter malbaratado a poupança deles. Sempre atento ao rabo de palha alheio, ele também nunca protestou contra o uso do dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a pilhagem de que Vaccari é acusado.
A enxurrada de explicações que tem sido dada pelo casal também passa ao largo das suspeições dos agentes da lei em torno do empreendimento. A Operação Triplo X – assim batizada em referência ao tríplex pelo qual o casal pagou originalmente R$ 47.695,38, conforme o próprio ex informou ao Imposto de Renda na declaração feita para a campanha de 2006 – investiga a hipótese de a OAS ter usado os apartamentos para lavar propinas do petrolão.
REPASSE DE PROPINAS
Segundo o delegado Igor de Paula, “há indícios de que alguns desses imóveis foram utilizados para repasse de recursos de propina, a partir de contratos com a Petrobrás”. A PF e o MPF buscam, então, a razão lógica, no meio dessa barafunda de versões, para a OAS ter assumido o empreendimento a ponto de seu então presidente, Léo Pinheiro, ter acompanhado o casal Lula na visita ao único tríplex do prédio, em cuja reforma a empresa investiu R$ 1 milhão e que eles não tinham comprado. Hoje os dois estão juntos e misturados com a empresa panamenha Mossack Fonseca, acusada de possuir unidades no edifício e de estar ligada a firmas abertas no exterior por réus da Lava Jato.
Já era confusão de bom tamanho para o ex, mas ele ainda terá de explicar, na condição de investigado, por que um consórcio formado por empreiteiras acusadas de roubo do erário, a OAS e a Odebrecht, e o pecuarista falido José Carlos Bumlai, que usava no Palácio do Planalto um passe livre assinado por ele, comprou para um sítio em Atibaia pertencente a dois sócios de seu filho Fábio Luiz uma cozinha chique igualzinha à que a OAS encomendou para o tal apartamento.
ALMA VIVA
Mesmo protagonizando essa história implausível e no momento em que PF e MPF o investigam em Lava Jato, Zelotes e Solaris, Lula não perdeu a pose e disse a fiéis blogueiros que é “a alma viva mais honesta que há”. O jornalista Jorge Moreno deu no Globo ordem mais sensata à frase: “A alma honesta mais viva que há”. Faz sentido. Afinal, para continuar bancando o São Lula Romão Batista, o ex terá de convencer a Nação de que PF, MPSP, MPF, vítimas da Bancoop e o juiz Sérgio Moro advogam para o diabo contra a sua santidade.
Assim, Lula age como o recruta que se diz injustiçado pelo sargento que teima em fazê-lo marchar no passo do restante do pelotão, pois acha que só ele está no passo certo. O diabo é que ainda há na plateia da parada quem acredite que certo está ele, não juiz, federais e procuradores. Até quando terá o benefício da dúvida?
(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis) 





extraídadetribunadainternet

Se mentir, “dono” do sítio de Lula se tornará cúmplice de crime

Deu no Correio Braziliense

Procuradores da Operação Lava-Jato marcaram para o próximo dia 25 o depoimento do empresário Jonas Suassuna – um dos proprietários do sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família. A defesa de Suassuna havia encaminhado nesta segunda-feira (15/2) à força tarefa da Lava-Jato que uma petição para que o empresário fosse ouvido o mais cedo possível. Também tornou disponíveis os sigilos bancário e telefônico de Suassuna, a partir da data que os investigadores julgarem conveniente. Os procuradores marcaram a data do depoimento no final da tarde.
A Lava-Jato investiga obras feitas no sítio por empreiteiras como Odebrecht e OAS e apura se as benfeitorias foram alguma forma de compensação às empresas por contratos firmados com o governo. Também investiga a ligação do ex-presidente com o sítio, que também tem como proprietário formal o empresário Fernando Bittar. Suassuna e Bittar são sócios de um dos filhos de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
No depoimento à força tarefa, Suassuna vai reiterar informação já apresentada por outro advogado do empresário, Wilson Pimentel, de que é proprietário de parte do sítio, mas que Lula não tem participação no investimento.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Espertamente, Suassuna contratou advogado e se ofereceu para depor, antes de ser intimado. Mas não vai ser fácil se explicar. Na escritura, ele compareceu com R$ 1 milhão e seu sócio Fernando Bittar com apenas R$ 500 mil. Quer dizer, Suassuna teria 2/3 do sítio e Bittar apenas 1/3. Quando surgiu o escândalo, Bittar sumiu, depois contratou advogado e continuou mudo. Suassuna disse que não tem nada a ver com isso, alegando que Lula frequentaria a parte do sítio que pertence a Bittar. Agora, mudou a versão e confirma que é dono do sítio e está revoltado com os boatos sobre Lula. Revoltado? Passou esses meses todos “revoltado” e só agora resolveu se explicar? A história está muito mal contada. Recentemente, por intermédio de Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula, Suassuna contratou às pressas um agrimensor para demarcar 30 mil m² do sítio, que tem 173 mil m². Os números não batem, as contradições são gritantes. Se insistir em mentir, Suassuna vai se tornar cúmplice de crime de ocultação de patrimônio (lavagem de dinheiro). É aí que mora o perigo. (C.N.)






EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

Mesa do Senado recebe pedido de impeachment de Barroso

Carlos Newton
O médico e professor Ednei de Freitas,  encaminhou à Mesa do Senado um pedido de impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, tendo como justificativa diversos crimes de responsabilidade por ele cometudos, incluindo infração ao Código de Ética dos Servidores do Supremo Tribunal Federal, em seu Capítulo II, cujo artigo 5º tem a seguinte redação: ”O servidor não pode omitir ou falsear a verdade, ainda que contrária à pessoa interessada ou à Administração Pública, sendo condenável a prática habitual da opressão, da mentira e do erro”.
Na exposição de motivos, Freitas argumenta que o ministro, ao votar quando da apreciação das liminares contidas na Medida Cautelar embutida na ação movida pelo PCdoB (ADPF nº 378), mentiu por omissão.
“Ao ler, em plenário, o artigo do Regimento Interno da Câmara dos Deputados referente às votações secretas, deixou de ler a última locução do artigo 118, III: “e de outras eleições”. E assim mentiu porque estava com o Estatuto da Câmara dos Deputados em sua mão e dele fazendo a leitura. Dessa mentira, omitindo um trecho legítimo Regimento da Câmara, que é absolutamente constitucional, enganou alguns de seus pares que, acompanhando o voto fruto da leitura incompleta e “capenga” do ministro Barroso, votaram por anular uma eleição legítima, feita de acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, onde o ministro só poderia se intrometer se houvesse artigo ou item inconstitucional, já que o STF é o guardião da Constituição”, diz o pedido de impeachment.
ALTA VELOCIDADE
Salienta o requerente que, em função da alta velocidade com que a ADPF 378 tramitou (ação aberta e encerrada em seis dias), os demais ministros do Supremo não tinham condições de conhecer por inteiro o Regimento da Câmara dos Deputados, depositando assim total confiança na lisura do voto de Barroso.
Omitir a leitura de parte importante e decisiva de um artigo de lei, em sessão plenária do STF para julgar qualquer pleito, é omissão capciosa, deliberada; é o falseamento da verdade”, diz o pedido à Mesa do Senado, acrescentando que o ministro Barroso feriu o decoro da magistratura e fica incurso no Art. 39, item 5º, da Lei 1079/50 (Lei do Impeachment, que determina, textualmente, entre os crimes de responsabilidade de ministros do Supremo,”proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções”.
Esse crime, por si só, é suficiente para o afastamento do ministro de suas funções no STF. O fato é público e notório, a dispensar comprovação”, enfatiza.
CRÍTICA INDEVIDA
O requerente Ednei Freitas afirma que, não satisfeito, em seu voto o ministro denunciado fez críticas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, acusando-o de ter alterado o rito do impeachment a seu bel prazer, sem que isso realmente tivesse ocorrido, porque o parlamentar limitou-se a obedecer à Constituição, à Lei do Impeachment e ao Regimento da Câmara.
A esse respeito, o denunciante aponta que esse tipo de procedimento de Barroso é vedado a ministros do Supremo no Capitulo II das Normas De Conduta Ética, sessão I, artigo 7º, item II.
E intempestivamente, a seu talante, passou a legislar para a Câmara dos Deputados, o que não é a sua prerrogativa constitucional, porque a função de legislar é competência exclusiva do Poder Legislativo, e legislou um rito impossível e antidemocrático, criando na Câmara a eleição de chapa única, já que só podem ser candidatos os deputados indicados pelos líderes da bancada de cada partido”, prossegue o pedido de impeachment, acentuando:
Bem quis o ministro Barroso encontrar um meio de justificar a eleição de chapa única, invocando o dicionário Aurélio. Disse o ministro Barroso: “Li no Aurélio que eleição é a mesma coisa do que escolha”, fato a ser registrado nesta petição mas que nem merece comentário. Então, o ministro Luís Roberto Barroso mais uma vez falseou a verdade, o que é vedado pelo Código de Ética do Supremo Tribunal Federal. Comento ainda que a invasão a outro Poder da República, legislando para o Legislativo, teria semelhança a que em um dia qualquer, em sessão do pleno do STF, um deputado Federal lá entrasse, vestisse a Toga e passasse também a proferir votos em processos jurídicos”, diz o pedido, que já recebido pela Mesa do Senado, que tem a prerrogativa de abri processo contra ministro do Supremo, com julgamento final a cargo do plenário.





EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

Cartão corporativo provará se Rose viajou clandestina com Lula

Carlos Newton
Conforme revelamos em artigos anteriores, a presidente Dilma Roussef, para impedir que Lula se candidatasse em 2014, deu-lhe um xeque-mate, ameaçando divulgar os gastos que a amante dele, Rosemary Noronha, havia feito usando o cartão corporativo no Brasil e também no exterior, nas 34 viagens internacionais que fez integrando a comitiva presidencial. Na época, o ex-presidente estava decidido a se candidatar, havia incentivado a criação do movimento “Volta, Lula!”, que já mobilizava todo o PT, ia disputar a legenda na Convenção Nacional do Partido, que se realizaria em junho, e venceria com a maior facilidade.
A presidente Dilma não tinha a menor chance na Convenção, mas guardava uma carta na manga e usou contra Lula. Se ela realmente divulgasse as compras realizadas com o cartão corporativo pela então chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, que funcionava como uma espécie de “segunda-dama” nas viagens de Lula ao exterior, o efeito seria sinistro, Lula fatalmente perderia a eleição contra Aécio Neves, Marina Silva ou Eduardo Campos.
Na época, os jornalistas tentaram descobrir como Rose usava o cartão corporativo, mas o Planalto alegou que essas informações tinham de ser mantidas em segredo. O repórter Thiago Herdy, de O Globo, não se conformou e entrou na Justiça. O resultado é que o mandado de segurança 20.895 foi aceito e em breve serão reveladas todas as compras realizadas por Rose com o cartão corporativo, no período de 2003 a 2010.
INTERESSE COLETIVO
O julgamento no Superior Tribunal de Justiça foi em 12 de dezembro de 2014, tendo como relator o ministro Napoleão Nunes Maia. Seu parecer assinalou que o não fornecimento dos documentos e informações a respeito dos gastos efetuados com cartão corporativo “constitui ilegal violação ao direito líquido e certo do impetrante, de acesso à informação de interesse coletivo”, assegurado pela e regulamentado pela Lei de Acesso à Informação.
O acórdão do STJ acrescentou que “inexiste justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República ou de suas famílias”, salientando que a transparência das ações governamentais deve ser um comportamento constante e uniforme, pois a divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos.
Por fim, determinou “a prestação das informações relativas aos gastos efetuados com o cartão corporativo do Governo Federal, utilizado por Rosemary Nóvoa de Noronha, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/Razão social dos fornecedores“.
PLANALTO RECORRE…
A presidente Dilma mandou a Advocacia-Geral da União retardar ao máximo a divulgação das compras feitas por Rose. A AGU então apresentou embargos de declaração, pedindo explicações sobre o texto do acórdão, mas foram rejeitados. Na sequência, a AGU ajuizou recurso extraordinário, tentando transferir a decisão do processo para o Supremo Tribunal Federal, sob alegação de que o julgamento do STJ teria sido inconstitucional. No desespero, requereu simultaneamente medida cautelar para que o acórdão tivesse efeito suspensivo, ou seja, não fosse cumprida de imediato a determinação de a Presidência da República divulgar as compras do cartão corporativo de Rosemary.
A União pegou pesado na defesa de sua tese, recorrendo a uma argumentação que chega às raias do ridículo e do delírio. De início, alegou que o sigilo do cartão corporativo de Rosemary era “imprescindível à segurança da Presidência da República e, por consequência, do Estado“. Em seguida, advertiu que a divulgação do cartão corporativo “colocará imediatamente em risco a segurança do Presidente e do Vice-Presidente da República e seus familiares“, como se Dilma Rousseff, Michel Temer e suas famílias tivessem alguma coisa a ver com as estripulias matrimoniais do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva.
STJ MANDA CUMPRIR
Pelo Regimento do STJ, quem examina esses recursos é a vice-presidente, ministra Laurita Vaz. Em sua mais recente decisão, a 15 de outubro último, a magistrada mandou cumprir o acórdão, mas levou em conta o voto divergente da ministra Assussete Magalhães, que levantou a possibilidade de que a divulgação de dados posteriores ao ano de 2010 pudesse estar vedada pela Lei 12.527/2011, por dizer respeito ao mandato da atual Presidente da República, iniciado em primeiro de janeiro de 2011.
A relatoria Laurita Vaz seguiu esse entendimento e não quis misturar os mandatos de Lula e Dilma, ao emitir sua decisão: “Ante o exposto, DEFIRO PARCIALMENTE o pedido liminar, tão somente para impedir a divulgação de dados de utilização do cartão corporativo de Rosemary Nóvoa de Noronha posteriores a primeiro de janeiro de 2011. Citem-se os Requeridos para oferecer contestação”.
SERIA ROSE CLANDESTINA
Como não há efeito suspensivo na decisão do STJ e os requeridos são o jornalista Thiago Herdy e a Infoglobo, o acórdão terá de ser imediatamente cumprido, logo que for publicado. Portanto, as compras do cartão corporativo da ex-servidora Rosemary Noronha serão divulgadas de 2003 a 2010, ficando de fora apenas o período de 1º de janeiro de 2011 até o 24 de outubro de 2012, quando enfim a segunda-dama foi demitida da chefia de Gabinete da Presidência da República em São Paulo, em função do escândalo causado pela Operação Porto Seguro, desfechada em novembro de 2011 pela Polícia Federal, para investigar corrupção em agências reguladoras.
Detalhe fundamental: o mais importante, na revelação dos extratos do cartão corporativo, será a confirmação ou o desmentido das informações de que, em algumas das 34 viagens internacionais que fez acompanhando Lula, a servidora Rosemary Nóvoa de Noronha teria viajado clandestinamente, sem ter seu nome na lista oficial dos passageiros do Aerolula. Esta é a grande questão.
PROCESSO CONTRA ROSE
Além do explosivo cartão corporativo, há o processo a que Rose responde por corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica, tendo sido recentemente denunciada pelo Ministério Público Federal também por improbidade administrativa.
Segundo a Polícia Federal, o esquema viabilizava a negociação de pareceres técnicos com a ajuda de servidores de diferentes esferas da República, como o número dois da Advocacia-Geral da União (AGU), José Weber Holanda. Foram denunciados pelo Ministério Público Federal 24 envolvidos. E o relatório da PF destacou a atuação de Rosemary como um braço de influência política na estrutura da quadrilha.
Embora tenha sido demitida, junto com a filha Mirelle, que também fora contratada no governo Lula para cargo comissionado na Agência Nacional da Aviação Civil, Rosemary continua morando na mesma cobertura no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. Seus bens continuam bloqueados, mas já não tem a obrigação de comparecer todo mês à Justiça Federal em São Paulo, para mostrar que não fugiu do país. Pode circular a vontade, mas sai muito pouco de casa, a pedido de Lula, que não deixa a antiga companheira. passar necessidades.




EXTRAÍDADEATRIBUNADAINTERNET

Contagem regressiva para a Operação Lava Alma

Jorge Barbosa Pontes

A Operação Pixuleco – deflagrada pela Polícia Federal no início do mês de agosto do ano passado – e a Operação Triple X, recentemente realizada pelo DPF, guardam um componente singular. Elas tiveram o condão de provocar na sociedade brasileira uma sensação de prenúncio, isto é, de que uma ruptura muito forte, algo efetivamente definitivo está para ocorrer. Há indícios de que se iniciou a contagem regressiva para assistirmos o golpe final na impunidade crônica, essa odiosa característica brasileira que tanto menoscabou o cidadão comum, pagador de impostos, mormente nessa última década. Em suma, quem não estava acreditando, começou até a acreditar.
E não bastasse o golpe na impunidade, a Lava Jato descortinou, também, que a corrupção e as fraudes em concorrências públicas foram aperfeiçoadas e institucionalizados, encontrando-se fortemente arrimadas em plataformas oficiais – de governo – contando com suporte e escudos políticos sem precedentes.
Não seria nenhum exagero afirmar que observamos o surgimento de um novo fenômeno da criminologia: o crime sistêmico institucionalizado. Essa modalidade posiciona-se alguns andares acima do agora convencional “crime organizado”. Não há nada mais complexo e desafiador do que combater uma estrutura delituosa que se encontra incrustada no estado brasileiro, com autoridades e agentes nomeados em diário oficial, indicados e escolhidos a dedo para delinquir, fraudar e garantir a impunidade do grande esquema. Além das fraudes e dos enormes prejuízos perpetrados contra empresas públicas, observamos, nesse pacote abjeto, desvios cometidos em desfavor da democracia e, ainda, o enriquecimento ilícito dos operadores desse crime sistêmico institucionalizado.
FLAGELO DA IMPUNIDADE
A bem da verdade, ninguém sofre tanto com o flagelo da impunidade no Brasil como aqueles que militam na atividade da persecução penal, que compreende a investigação e o processo criminal. Agentes e delegados federais, procuradores da república e juízes federais invariavelmente encerram suas carreiras com a impressão de que enxugaram gelo por trinta e cinco longos anos.
Nada mais frustrante do que investigar criminosos e esquemas durante anos a fio e, ao final, observá-los escaparem incólumes pela tibieza das nossas leis, pela prescrição causada por nosso absurdo sistema recursal e por institutos anacrônicos como o foro privilegiado. Podemos contar, em uma de nossas mãos, os cidadãos poderosos que, ao cometerem crimes, efetivamente cumpriram penas restritivas de liberdade em nosso país.
Em recente reunião com colegas policiais do FBI, pudemos perceber, constrangidos, a dificuldade que tínhamos para “explicar o Brasil”. Está cada vez mais difícil de explicar o nosso país, explicar o que aqui ocorre, como ocorre e porque ocorre.
Por isso, a prisão do cabeça, do capo, do responsável-mor pelo esquema do chamado “Petrolão”, que, de forma sistêmica e institucionalizada, minou empresas e dilapidou o patrimônio do país, muito antes de ser um trauma, será, na realidade, a redenção de toda uma sociedade, até então profundamente aviltada pela intocabilidade dos nossos criminosos do andar de cima.
O CHEFE SUPREMO
Se não investigarmos, processarmos e condenarmos absolutamente todos os envolvidos no “Petrolão” e, principalmente, o seu chefe supremo, seja ele quem for, não teremos mais moral para prendermos um mero ladrão de galinhas.
O que merece ser de fato comemorado, como o grand finale da Lava Jato, é, sobretudo, a vitória das instituições do estado brasileiro, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça, desta feita conduzidos por uma geração jovem, composta de profissionais idealistas e extremamente preparados.
Nos arriscamos a afirmar que hoje nada existe de mais relevante para o Brasil do que a bem-sucedida ultimação da Operação Lava Jato, que já poderíamos rebatizar de “Operação Lava Alma”, uma vez que lavará a alma de todos os brasileiros. O Juiz Sérgio Moro e a equipe de Agentes, Delegados e Procuradores da República que, em Curitiba, conduzem a Lava Jato, merecem nosso respeito e os nossos olhares mais auspiciosos.
O dia 13 de março de 2016 fará ecoar nas ruas o grito uníssono do povo brasileiro, em repúdio à corrupção e pela blindagem e autonomia desses homens e mulheres que estão, a serviço do estado, fazendo a história da justiça em favor da nossa sociedade.







EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

O ESPELHO

MIRANDA SÁ
“Eu preferia ser louco com a verdade a ser sadio com as mentiras”
(Bertrand Russel)

Para quem tem lido os meus artigos e crônicas, conhecendo o meu estilo, é evidente que não espera que eu venha discorrer sobre a Física e sua complexa vertente, a Ótica, escrevendo “O Espelho”.

O espelho – palavra originária do latim, speculum – é uma superfície reflexiva com uma direção definida. Há vários tipos de espelhos, plano, esférico, côncavo e convexo – estes últimos fazendo-nos rir nos parques de diversão.

O lago em que Narciso se mirava era um espelho; mas os espelhos artificiais, segundo historiadores, surgiram a 6.000 a.C.. Eram pedaços de obsidiana ou placas de bronze polidos com areia. No Egito e na Mesopotâmia foram feitos de cobre e na China com cristais.

Os primeiros espelhos de vidro apareceram no antigo Líbano com uma camada de ouro no lado posterior; de lá foram para Roma e bem mais tarde, no Renascimento, artesãos alemães criaram um processo substituindo o ouro por uma fina amálgama de mercúrio. Depois veio o uso da prata e do estanho tal como conhecemos.

A imagem humana refletida no espelho é tema de várias manifestações culturais; no cinema temos um filme recente de 2013 “O Espelho” (lançado no Brasil em 2014) dirigido por Mike Flanagan, um drama psicológico, que indico aos cinéfilos.

O nosso genial Machado de Assis tem um conto com o título “O Espelho” no seu livro “Papéis Avulsos” – oferecendo uma interessante abordagem psicossocial. Sua teoria gira sobre a personalidade produzida pelas forças sociais que, por sua vez, existem graças à personalidade…

Machado nos inspira a espelhar a realidade e o nosso epigrafado, Russel (pensador da minha admiração pessoal) nos faz olhar o espelho para distinguir a verdade e a mentira.

Assim chegamos à política brasileira onde transborda a lama da mentira, que vem de cima para baixo, em conseqüência do rompimento das barragens da honestidade e da ética.

A impostura dos governantes que não engana mais ninguém é defendida apenas por 7% dos brasileiros comprometidos com a grande fraude lulo-petista; são os aparelhados sem concurso na administração pública, ou conformados com os restos do banquete da corrupção.

Na visão da esmagadora maioria dos brasileiros o PT-governo espelha o oposto do reflexo luminoso da verdade. Temos na presidência da República uma impostora criada pelo marketing fraudulento e astucioso, eleita por propinas e promessas eleitorais mentirosas.

O lado posterior da imagem real do espelho nacional, a camada de prata, foi surrupiada pelos pelegos no poder, na prática desonesta que vai da destruição da Petrobras, a venda criminosa de medidas provisórias até o furto da coisa pública, como fez Lula da Silva levando bens do Palácio da Alvorada para uso pessoal.

No filme “O Espelho” a protagonista (Kaylie) acredita na existência de um espelho assombrado e convence seu irmão (Tim) a quebrá-lo, acabando com a maldição que ele contém.

Proponho que quebremos o espelho do poder lulo-petista no Brasil, para dar um fim nas mentiras, na roubalheira e na hipocrisia reinante. Dizem que quebrar um espelho dá sete anos de azar; mas, da minha parte, me disponho a correr o risco…
EXTRAÍDADETRIBUNADAIMPRENSA

Reformas estruturais -

 SACHA CALMON ESTADO DE MINAS
Dilma acha que o crescimento da economia depende de crédito público subsidiado a empresários e empresas estatais, além de crédito ao consumidor, já exausto de prestações a pagar. Nem uma coisa nem outra. As empresas estatais são ineficientes e corruptas, como estamos a ver. "O que é do Estado não é de ninguém" no dizer dos anarquistas, movimento político que desapareceu depois de Kropotkin (forte na Rússia, na Espanha e em São Paulo do início do século 20).

Um país com uma taxa de juros básica de 14,25%, que é o preço que o Tesouro brasileiro paga para se endividar, tomando dinheiro do investidor financeiro, não deve obrigar bancos oficiais a emprestar dinheiro aos empreendedores a 6% ou 7% (a diferença aumenta a dívida pública bruta, pois a conta do subsídio é bancada pelo Tesouro). Vejam os EUA, os países da UE, Japão e China. A taxa básica é zero, um pouco acima de zero ou mesmo negativa. É como estimulam as pessoas a gastar na compra de bens e serviços, reanimando a produção, em vez de investirem no mercado financeiro, cujas aplicações rendem pouco (política monetária).

Outra coisa é a política fiscal, que segue de perto a economia doméstica. Não se deve gastar mais do que se arrecada com os tributos, que são, digamos assim, o "salário" dos governos. É claro que, além do seu "salário", o Tesouro pode pegar dinheiro emprestado no país e no exterior ou de estrangeiros, como vimos há pouco. O que não se pode é aumentar a dívida pública, que tem que ser paga sob pena de, não o fazendo, perder eficácia e confiança. Ela acaba de alcançar 70% do PIB e segue crescendo. Até quando?

O Brasil está pelo avesso. Taxas altas de juros são usadas para atrair investidores e esfriar o consumo aquecido de bens e serviços, que geram inflação de preços (inflação de demanda). Mas, entre nós, o consumo e a renda estão em baixa, recessão.

Existe inflação por causa de dois fatores: indexação de salários, de contratos, do funcionalismo e aumento do preço unitário do bem ou serviço para compensar a perda das vendas (o normal é ganhar no volume, na escala, e não por unidade de produto ou serviço vendido). Os agentes econômicos defendem a sua margem de lucro ou quebram, daí o paradoxo nacional de inflação com recessão, pois a tributação é muito alta (inflação de custos). Onde já se viu um país em recessão com inflação alta? É o Brasil (com suas jabuticabas).

Acontece o paradoxo em razão de o governo aumentar, por decreto, o salário mínimo acima da produtividade do trabalho, que, por sua vez, é indexador de outras obrigações: pensões, aposentadorias, etc. Além disso, o governo resiste a liquidar de vez com a "cultura da indexação": aluguéis, contratos civis e comerciais e outros preços automaticamente reajustados baseados em índices, como o IGPM, IPCA etc. "Carry over", um arrasto contínuo (inflação inercial, retroalimentada). Acresçam-se a essa estupidez os altos custos dos tributos (37% do PIB), a incidir sobre a folha de pagamento e lucro bruto antes de deduzir as despesas incorridas para obtê-lo. Tributo é custo como os salários e energia elétrica. A nossa inflação é de custos, e não de demanda.

O governo pendura sobre o faturamento diversas contribuições, PIS, Cofins, e sobre a folha etc. Sobre o lucro líquido, faz incidir o imposto sobre a renda e a CSSL (um adicional do Imposto de Renda), sem contar o IPI e o ICMS. Ponha tudo isso no liquidificador e obtenha o suco do preço inflado pela tributação sobre os custos de produção e circulação de bens e serviços.

As receitas são simples: diminuir a carga tributária sobre a produção (reforma tributária). O Departamento Nacional de Produção Mineral só tem quatro fiscais em Minas, mas cobra taxas e licenças por qualquer ato do particular minerador. Deixar que patrões e empregados exercitem a livre negociação (reforma da CLT caduca), liberalizar, enfim, a economia, privatizar tudo. Todos os preços devem ser negociados, e não indexados (livre mercado).

Desde a Constituição de 1988, de viés assistencialista, os orçamentos ficaram vinculados a determinadas despesas. Temos que desvincular. Quem vincula são o Executivo e o Legislativo. Acudir em cada momento o que merece ser acudido. A fórmula rígida da Constituição não resolveu problema nenhum. Logo deve ser mudada.

Se, em cima disso, há governos incompetentes como o de Dilma, a desgraça está feita. Em vez de investir em infraestrutura, o PT gasta fortunas para transpor as águas minguadas do São Francisco e dá bolsa às famílias das "facções criminosas", por filho. Até o bônus demográfico está passando: nascem poucos e outros pararam de morrer, daí as despesas crescentes com aposentadorias e pensões. Quando podia, Lula não tocou na Previdência. Dilma o fará? Há que planejar. Desde quando o PT ouviu falar nessa palavra?






EXTRAÍDADEAVARANDABLOGSPOT

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A ressentida e a vigarista

AUGUSTO NUNES  Direto ao Ponto
“Não quero morrer amanhã e tudo isso ficar na tumba, eu quero falar e fechar a página”, disse Mirian Dutra para justificar a punhalada desferida nas costas de Fernando Henrique Cardoso, com quem teve um caso amoroso quando trabalhava na TV Globo em Brasília e o ex-presidente era ainda senador. O romance durou seis anos. Durou quase 30 o silêncio quebrado nesta semana por duas entrevistas. O pote até aqui de mágoa, esse vai durar para sempre, avisa o caótico desfile de denúncias contraditórias, acusações explícitas ou insinuadas, fatos e fantasias irrompendo de braços dados, cobranças indevidas e cachos de queixumes. Tudo somado, está claro que Mirian Dutra é uma prisioneira do ressentimento.
Não há cura para esse oitavo pecado capital. Primo da ira, do orgulho e da cobiça, o ressentimento costuma ser equivocadamente confundido com a inveja, da qual é irmão. As diferenças superam as semelhanças. Invejar, por exemplo, pode ser intransitivo; a inveja frequentemente dispensa objetos diretos. Ressentir (que segundo os dicionários significa “sentir novamente”) é verbo necessariamente transitivo. É sempre conjugado contra alguém, alguma coisa, alguma entidade. No caso de Mirian Dutra, os alvos do ressentimento são FHC, que responsabiliza por não ser feliz, e a TV Globo, que obstruiu os caminhos que a levariam ao sucesso profissional.
“A memória do ressentido é uma digestão que não termina”, constatou o filósofo alemão Friedrich Nietzsche. O ressentido pensa todo o tempo no ajuste de contas. E invariavelmente acredita que sua infelicidade resultou de erros cometidos por outros. A mulher ressentida precisa acreditar que seu único erro foi amar demais. Aos 55 anos, segue enxergando no espelho uma jovem ingênua apaixonada pelo sedutor desalmado que, depois de induzi-la a dois abortos, tratou de afastá-la do país quando o filho Tomás nasceu, para manter em segredo um pecado que, descoberto, colocaria em risco o projeto presidencial acalentado desde criancinha. Com a cumplicidade da Globo, que ampliou a sequência de erros com a decisão de não renovar o contrato vencido em novembro.
As estações do calvário impostas pela emissora de TV são igualmente cruéis. Redesenhada pela memória de uma ressentida juramentada, a vida mansa em capitais europeias virou desterro, o expediente curto ficou com cara de menoscabo e o salário de milhares de dólares tornou-se um quase nada se comparado ao tamanho do talento sufocado. “Sou a última exilada”, comunicou a desterrada de araque. Haja conversa fiada. Até o gramado do Congresso sabia da relação extraconjugal entre o senador e a jornalista. Em 1994, Ruth Cardoso foi informada pelo próprio marido do que ocorrera. E Mirian reiterou anos a fio que um biólogo era o pai do menino que FHC sempre tratou como filho.
Além das quantias em dinheiro com que foi contemplado desde o dia do parto, o fruto do romance malogrado ganhou do ex-presidente um apartamento avaliado em 200 mil euros. Em 2009, Fernando Henrique assumiu publicamente a paternidade de Tomás. Meses depois, dois exames de DNA atestaram que o pai biológico era outro. Amparado nos laços afetivos, FHC não mudou de ideia. “Ele sempre será meu filho”, explicou. Mirian contestou a autenticidade dos exames, afirmou que a admissão de paternidade nunca foi oficializada, culpou FHC pela fragilidade dos vínculos que unem Tomás à mãe e acusou o objeto do ressentimento de ter forjado contratos com uma empresa com braços no exterior para consumar as remessas de dinheiro.
“Mas os recursos sempre saíram da renda dele”, ressalvou. Foi o que ressaltou o ex-presidente na nota divulgada no mesmo dia da entrevista publicada pela Folha. Com a elegância possível, a vítima do acesso de cólera dissipou as zonas de sombra produzidas pela entrevistada, rebateu as acusações, declarou-se pronto para outros testes de DNA e deixou claro que, por mais constrangedoras que tenham sido as declarações, não tem motivos para preocupar-se com o que diz a ex-namorada. De novo, FHC fez o contrário do que Lula faz. Mas o PT reagiu à providencial reaparição de Mirian Dutra com a euforia dos colonos de velhos faroestes que, entrincheirados no círculo de carroções atacados por índios, ouvem o clarim que anuncia a chegada da cavalaria americana.
Apavorados com as evidências de que as bandalheiras no sítio em Atibaia e no triplex do Guarujá anteciparam a morte política de Lula, alguns devotos da seita agonizante se empoleiraram na manifestação de ódio da ex-amante sem esperança para convencer o país de que nada do que o chefe fez é mais grave do que FHC foi acusado de fazer. Como no PT não há limites para o cinismo, nem para o ridículo, querem que o ex-presidente seja investigado pela Operação Lava Jato. Se houver algo a apurar sobre Fernando Henrique, que venham as investigações. Mas que sigam adiante, e em ritmo menos exasperante, os inquéritos e processos que cuidam dos crimes cometidos por Lula e sua amante Rosemary Noronha. O Brasil decente exige que seja concluído o que a Operação Porto Seguro começou em 23 de novembro de 2012.
Faz três anos e três meses que o país que presta aguarda o desfecho do escândalo em que o chefe supremo se meteu ao lado de Rose ─ e a punição dos delinquentes que embolsaram milhões de reais com o tráfico de influência e o comércio de pareceres pilantras. Faz três anos e três meses que os que cumprem as leis são afrontados pela mudez malandra do farsante que promoveu uma gatuna de quinta categoria a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo. Faz três anos e três meses que o Estado Democrático de Direito é desafiado pelo poço de arrogância que nunca deu um pio sobre a chanchada pornopolítica que estrelou em dupla com a Segunda Dama.
Abalroado pela divulgação parcial das patifarias desvendadas pela Operação Porto Seguro, o reizinho enfim destronado reprisou o ritual a que obedece quando pilhado em encrencas de bom tamanho: emudeceu, evadiu-se da cena do crime e foi para o exterior esperar que a poeira baixasse. Três semanas depois, recuperou a voz para dizer que nada tinha a dizer sobre “assuntos íntimos”. De lá para cá, não recitou uma única e escassa palavra aproveitável sobre o caso de polícia que apresentou ao país, além da Primeiríssima Amiga, os bebês de Rosemary.
Foi o primeiro escândalo que Lula não pôde terceirizar. Não houve intermediários entre os parceiros de alcova. Não há bodes expiatórios a mobilizar. É compreensível (e intolerável) que fuja como o diabo da cruz de pelo menos 20 perguntas sem resposta:
1. Onde e quando conheceu Rosemary Noronha?
2. Como qualifica a relação que manteve com Rose há 17 anos?
3. Por que escolheu uma mulher sem experiência administrativa para chefiar o gabinete presidencial em São Paulo?
4. Por que pediu a Dilma Rousseff que mantivesse Rose no cargo?
5. Por que Rose foi incluída na comitiva presidencial em mais de 20 viagens internacionais?
6. Por que Rose usava passaporte diplomático?
7. Por que o nome de Rosemary Noronha nunca apareceu nas listas oficiais de passageiros do avião presidencial divulgadas pelo Diário Oficial da União?
8.  Todo avião utilizado por autoridades em missão oficial é considerado Unidade Militar. Os militares que tripulavam a aeronave sabiam que havia uma clandestina a bordo?
9. Por que Marisa Letícia e Rose nunca foram incluídas numa mesma comitiva?
10. Quais eram as tarefas confiadas a Rose durante as viagens?
11. Como foram pagas e justificadas as despesas de uma passageira que oficialmente não existia?
12. Por que nomeou a pedido de Rose os irmãos Paulo e Rubens Vieira para cargos de direção em agências reguladoras? Conhecia os nomeados?
13. Por que Rose tinha direito ao uso de cartão corporativo da Presidência ?
14. Por que foram mantidos em sigilo os pagamentos feitos por Rose com o cartão corporativo ?
15. Como se comunicava com Rose? Por telefone? Por e-mail?
16. Sabia das reuniões promovidas por Rose no escritório da presidência? Depois das reuniões, era informado sobre o que fora decidido pelos integrantes da quadrilha?
17. Por que os honorários dos advogados de Rose são pagos por Instituto Lula?
18. Encontrou-se com Rose nos últimos 3 anos e 3 meses?
19. Nunca soube de nada?
20. O que foi que disse em casa?
Sem medo da sordidez do PT, FHC replicou imediatamente ao que disse a ex-amante ressentida. Favorecido pela tibieza da oposição oficial, Lula jamais comentou o que fez a concubina vigarista.









EXTRAÍDADEAUGUSTONUNESDIRETOAOPONTOVEJA

O sonho transformado em pesadelo

Carlos Chagas 

Há pelo menos três anos o ex-presidente Lula anuncia imediatas viagens pelos Estados, iniciando ampla temporada de renovação do PT. Bem antes da blitz que se abateu sobre sua vida particular e antecedendo, mesmo, suas primeiras desavenças com a sucessora, vinha o primeiro companheiro alertando para a necessidade de balançar a roseira do partido, apagando a crescente imagem de que cada um preocupava-se mais em ocupar maiores espaços de poder, cargos , funções e até ministérios. Também começavam a empenhar-se em aumentar suas contas bancárias.
Privilegiados proletários mudavam de classe, até permitindo-se essa facilidade ao mais importante deles, quem sabe por direito divino.O irônico é ter o Lula percebido a metamorfose, ainda que se julgasse no direito de estar acima e além da lei, como todo grande governante.
O diabo é que as viagens não saíram. As tais caravanas não deixavam os camelódromos. O máximo uma ou outra incursão ao Norte ou ao Nordeste. O resultado aí está: verdadeiro ou fictício, o alvo recebe flechas cada vez maiores de adversários, aliados e de indiferentes. O ex-presidente insurge-se, ainda que com certa educação, diante do modelo adotado por Madame diante da crise, ou seja, a volta da CPMF, a reforma da Previdência Social, a supressão de direitos sociais, o aumento de impostos e de preços, a desindexação e demais maldades.
Distancia-se, o Lula, do outrora caminho amplo e aberto do retorno ao palácio do Planalto em 2018, hoje premido por acusações verdadeiras, ou nem tanto, de proprietário de triplex, sítios de luxo, conferencista sem conferência e sucedâneos.
LULA HESITANTE
Faz muito já deveria ter iniciado o périplo da recuperação de sua base. Hesita. Apoiar-se na juventude ainda intocada pelos vícios do poder seria a salvação, ignorando-se se por pudor, desilusão ou descrença prefere perder tempo. Tem consciência de que a perda de popularidade não atinge apenas a sucessora. Só andando para a frente conseguirá recuperar o tempo perdido, se for possível.
Em pequenos arraiais petistas sente-se uma espécie de ânimo juvenil capaz de estimular o chefe maior não apenas a salvar-se, mas a salvar o partido, mesmo precisando atropelar parte do projeto agora adotado por Dilma. Se for preciso isolá-la ou mesmo sacrificá-la, outra alternativa não haverá, se o resultado final vier a ser a preservação do poder. Ou do sonho transformado em pesadelo.
O que positivamente não dá é ficar o Lula protestando em casa, Dilma aderindo aos adversários, no palácio, e o povão pagando mais impostos e praguejando contra o custo de vida…








EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

Senadores de segunda classe

Carlos Chagas
Quando o Tiririca pediu votos pela primeira vez, empolgou o eleitorado paulista com o “pior não fica”. Tornou-se o deputado federal mais votado de nossa historia. Anos antes perguntaram ao saudoso dr. Ulysses como imaginava o futuro Congresso e ele não vacilou: “pior do que o atual, só o próximo.”
Pois não é que do alto de sua experiência de noventa anos, mestre Hélio Fernandes ilumina a crônica política com a afirmação de que, “no Brasil, o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera”.
Na sexta-feira passada, depois detê-lo por 85 dias de prisão na Policia Federal e na Polícia Militar do Distrito Federal,  o Supremo Tribunal Federal soltou o senador Delcídio do Amaral, líder do PT. Estava preso por haver obstruído a investigação de uma das múltiplas roubalheiras de um dos escândalos da Petrobras.
Saiu da cadeia para casa porque naquela noite a sessão havia sido suspensa, mas amanhã ocupará o plenário como integrante da bancada do PT, pois apesar de preso, não perde o mandato. Até continuou recebendo vencimentos e vantagens. O poder público permaneceu provendo-lhe as refeições, até a noite da libertação.
MANDATO PELA METADE
Delcídio é senador, mantém seu mandato, mas apenas pela metade. Quando o sol se põe, obriga-se a tomar o caminho de casa. Ficará vigiado de longe, só para saber se não escapuliu para a casa de um amigo, um cinema ou um restaurante. Estará proibido de frequentar as sessões noturnas do Senado, mas seu voto valerá tanto quanto o de qualquer outro, durante o dia. Descobre-se, agora, a existência de senadores de segunda classe, por obra graça da mais alta corte nacional de justiça.







EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET

As certezas absolutas sobre Lula

Editorial do Estadão:
A tigrada petista deflagrou há alguns dias uma campanha para defender seu timoneiro, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre quem pairam suspeitas espantosas para um homem que assegura ser o mais honesto do Brasil. O slogan da campanha é “Lula, eu confio”, com o qual a militância pretende dizer que é capaz até de pôr a mão no fogo pelo ex-presidente. Isso é que é coragem. Afinal, não são poucas nem superficiais as evidências de que Lula anda escondendo detalhes – pois, como se diz, o diabo está nos detalhes – de suas relações com os maiores empreiteiros do Brasil.
Mas a militância pode ser irracional. E, nesse caso, não se pode esperar dela nenhuma consideração pelos fatos, caso estes contrariem suas certezas, nem pelas instituições, se estas insistirem em investigar seus líderes. Que essa turma acredite, portanto, que Lula seja vítima de injustiça, como resultado da mancomunação de “setores” do Judiciário, da Polícia Federal e da imprensa, é perfeitamente compreensível. O que não é compreensível – nem tolerável – é que a presidente da República, Dilma Rousseff, tenha despido a indumentária institucional, que exige respeito aos demais Poderes, e vestido a fantasia da militante, para dizer que Lula é “objeto de grande injustiça”.
Ora, quem Dilma julga ser para antecipar-se às investigações a respeito de Lula – e a um eventual julgamento do ex-presidente pela corte apropriada – e declarar que o líder petista está sendo injustiçado? De que informações Dilma dispõe para sugerir que o trabalho das autoridades judiciárias sobre seu padrinho já produziu “grande injustiça”, nesta etapa em que apenas indícios estão sendo colhidos e nenhuma acusação formal foi feita? Que dirá Dilma, então, se e quando Lula for formalmente acusado? Cometerá a imprudência de declarar que se trata de um processo “político”, tal como os petistas qualificaram o julgamento da quadrilha do mensalão?
Quando se elegeu presidente, Dilma jurou respeitar e fazer respeitar a Constituição, e nela está expressamente escrito que ninguém está acima da lei. Pois os petistas, Dilma à frente, parecem considerar que Lula está tão acima da lei que nem sequer deve ser investigado, seja lá por que motivo for, porque, afinal, conforme as palavras da presidente, “o país, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança com as características do presidente Lula”.
Dilma se pronunciou dessa forma, deixando de lado a cautela que seu cargo exige, depois de ter sido cobrada por Lula, que esperava ser defendido pela sua criatura de um modo mais enfático. Ordem dada, ordem cumprida. A presidente poderia ter dito simplesmente que, assim como o resto do país, espera que tudo se esclareça no prazo mais breve possível. Essa teria sido a atitude correta. Mas Dilma preferiu o caminho da ilação irresponsável para defender seu guia.
Provavelmente por determinação de Dilma, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, foi na mesma linha inconsequente. “Como pessoa que conhece o presidente Lula há muito tempo, eu sempre o tive como um grande líder, eu sempre o tive como uma pessoa que se comporta com absoluta lisura”, disse Cardozo, ao comentar as investigações. Assim, para o ministro sob cuja pasta atua a Polícia Federal, a “absoluta lisura” de Lula deveria descartar liminarmente qualquer suspeita a respeito do líder petista.
O barulho em torno do caso, sugeriu Cardozo, se deve apenas ao fato de que “muitos setores da oposição” estão interessados em “criar situações que atinjam a imagem de uma pessoa que foi um presidente indiscutivelmente aplaudido durante todo o período de sua gestão pelas substantivas melhoras e mudanças que empreendeu no país”. Para o ministro, portanto, Lula é na verdade vítima de forças perversas, que não se conformam com sua popularidade.
Que os militantes petistas queimem a mão por colocá-la no fogo por Lula é problema apenas deles; que Dilma e seus ministros se chamusquem para defender o ex-presidente, ignorando seu papel como funcionários a serviço do Estado, é problema de todo o país.







extraídadacolunadeaugustonunesopiniaoveja

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More