Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Quadrilha Lula-Dilma: PF adiou investigação de Abreu e Lima por três anos

Vinícius Sassine - O Globo

Polícia Federal de Pernambuco não deu andamento a inquérito sobre suspeitas de fraude

A Polícia Federal (PF) em Pernambuco manteve praticamente paralisado por três anos um inquérito aberto para apurar suspeitas de superfaturamento de R$ 1,3 bilhão nos principais contratos da refinaria Abreu e Lima, em construção em Ipojuca (PE). A investigação, instaurada em fevereiro de 2011, só foi retomada em maio deste ano, quando foram determinadas as primeiras perícias nos contratos. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a ser oficiado para que informasse eventual “repactuação dos contratos envolvidos”, ainda no início das apurações, mas não houve resposta nem cobrança por parte da PF.
Durante a tramitação do inquérito, os investigadores ignoraram a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que prosseguissem na apuração e consultaram a Justiça sobre a competência para atuar no caso, o que impediu a produção de provas num período de três anos e três meses.
Nessa período, o esquema de desvios de recursos e pagamento de propina, a partir dos contratos superfaturados de Abreu e Lima, operou sob o comando do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os dois firmaram acordo de delação premiada e citaram políticos envolvidos no esquema.
A Operação Lava-Jato, responsável pela prisão de Youssef e Costa, foi deflagrada em março deste ano, sob a condução da PF e do MPF no Paraná. O inquérito da PF em Pernambuco, instaurado a partir do encaminhamento de decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), ainda em 2010, sobre o superfaturamento de R$ 1,3 bilhão em Abreu e Lima, só foi retomado após vir à tona o escândalo envolvendo o doleiro e o ex-diretor da estatal.

TEMOR DE PRESCRIÇÃO DE CRIMES
Nos anos em que o procedimento ficou praticamente parado, os negócios de Youssef e Costa prosperaram. Laudo feito pela PF no Paraná mostra que, só da Sanko Sider, empresa subcontratada do consórcio liderado pela Camargo Corrêa, as empresas controladas pelo doleiro receberam R$ 31,4 milhões entre 2011 e 2013.
O delegado que assumiu a investigação em Pernambuco pediu que o setor técnico-científico da PF, em ofício enviado em junho deste ano, informasse a previsão para a realização das perícias. O temor era a prescrição de crimes relacionados ao suposto superfaturamento nos contratos. 
“Considerando o tempo que nos distancia dos fatos e o risco dos efeitos da prescrição, solicito informar uma previsão para a realização dos exames, nada obstando que haja oportuno pedido de prorrogação do prazo”, escreveu o delegado.
Além dos pedidos de perícia, a PF ampliou o foco das investigações com a retomada do inquérito. Serão identificados os responsáveis pelo projeto básico da refinaria, projeto executivo, planilhas de referência, execução dos contratos, fiscalização e assessoramento, como consta num despacho de maio.
Nos primeiros dias de funcionamento do inquérito, em 2011, a PF solicitou informações sobre o suposto superfaturamento às empreiteiras contratadas e à Petrobras. Os investigadores ouviram, em duas semanas, sete depoimentos de funcionários do terceiro escalão da estatal, responsáveis pela gerência direta dos contratos. A realização das oitivas, sem que o TCU tivesse enviado os documentos complementares, foi criticada pelo delegado que hoje comanda os trabalhos. No mais, o processo teve como andamentos apenas atualizações dos trabalhos do tribunal.
CASO VOLTOU PARA A PF EM JANEIRO

O primeiro questionamento da PF sobre a prerrogativa para fazer a investigação foi feito em setembro de 2012, após mais de um ano e meio sem avanços reais do inquérito. O argumento foi que, pelo fato de a Petrobras ser uma sociedade de economia mista, crimes praticados na companhia não seriam da alçada da Justiça Federal. Portanto, não caberia à PF conduzir o inquérito.
O MPF refutou a tentativa de encerrar o procedimento e orientou a continuidade. A PF, então recorreu à Justiça Federal, em dezembro de 2012, com uma consulta sobre a prerrogativa da investigação. A decisão não caberia ao MPF, mas ao Judiciário, conforme a PF em Pernambuco.
Essa consulta levou a mais um ano de paralisia, enquanto a Justiça ouvia as partes envolvidas e pedia informações à Controladoria Geral da União (CGU) sobre a existência de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas obras da refinaria. A decisão final, em dezembro de 2013, foi a de que a competência é de alçada federal. O caso voltou para as mãos da PF em janeiro deste ano.
O GLOBO procurou a Superintendência da PF em Pernambuco, a instituição em Brasília e o Ministério de Minas e Energia. Por ser feriado (Dia do Servidor Público), não houve expediente e os assessores não deram retorno.
FONTE ROTA2014

‘A régua’


VLADY OLIVER
Apesar de não acreditar num movimento orquestrado para fraudar as urnas nesta eleição, acredito sim em fraudes pontuais espalhadas por todos os rincões deste Brasil varonil. Todas contra Aécio. É o tal “efeito militância”, que saiu às ruas e invadiu as redes sociais com uma virulência e uma indecência até hoje inéditas para o cidadão comum ainda acostumado com a democracia. Ganhar no grito tem seu preço. Neste episódio insano, acho importante ressaltar mais uma vez o papel de nossas oposicinhas.

Já havia registrado aqui mesmo que Aécio Neves obteve uma grande vitória quando começou a vencer a pusilânime inércia ideológica do seu próprio partido, capitaneando a CPI do fim do mundo que finalmente vem desembocando na possibilidade de um impeachment. Sob a perspectiva histórica, Aécio representou o primeiro rompimento verdadeiro da dupla PT-PSDB, que sonhava mesmo com um socialismo rombudo eternamente instalado em nosso lombo, flertando com uma alternância cordata entre o ruim e o pior em nossas contas públicas.
Resta evidente que, quando uma eleição provoca uma rachadura tão grande e visível, as forças em cena não cederão até que a estrutura venha inteiramente abaixo. Se por um lado não será Aécio Neves que terá de anunciar o aumento indecoroso da gasolina, o racionamento de energia, o tabelamento de preços para conter a inflação nos moldes do kirchnerismo e outras vigarices decorrentes dessa fraude em andamento, por outro ficou claro que ele representa o grito de um pensamento oposicionista que não vai contemplar estupros institucionais calado e pisando nos astros, distraído.
Sinceramente, não tenho tantas esperanças. Já não as tinha mesmo quando se imaginava que o resultado da apuração poderia ser diferente. Se há algo de bom a comemorar na derrota da decência é que ser oposição neste estado de coisas nunca foi tão fácil. Basta querer. O Estado mais pujante da Federação vem sendo alvo de uma campanha difamatória sem precendentes. Nordestinos mandam paulistas “tomar banho” e paulistas mandam mineiros para lugares ainda mais indecorosos, num claro sintoma de que o país se prepara para rechaçar qualquer nova investida destes picaretas contra nossa combalida democracia.  O modelo se exauriu. Ganhou no grito e na intimidação, mas perdeu totalmente a legitimidade que já não tinha. Mostrou sua face pilantra e autoritária para quem quiser ver do que se trata essa camorra no poder.
O ano difícil de 2015 vai tornar-se insuportável. Sabemos o que eles querem para nós, o público pagante. Ligada em aparelhos, a democracia que queremos está na UTI, envenenada de véspera para que não se possa denunciar o já sabido. Anda estável, mas ainda não foi ouvida sobre onde foi parar o dinheiro desviado por essa camorra, num teatrinho mambembe digno dos melhores momentos de Macunaíma. Isto é o Brasil, meus caros. Não dá pra viver com um pingo de dignidade aqui. Uma lástima.

governo federal fica autorizado a comprar passagens com cartões corporativos.

DEU NA COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

“Estende uma mão e, na outra, tem um punhal”
Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) sobre a proposta de ‘diálogo” de Dilma Roussef



Contrabando na MP 651 livra aéreas de impostos

Um dos “contrabandos” do governo na Medida Provisória 651 isenta as companhias aéreas de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, CSLL, PIS, PASEP e Cofins sobre passagens compradas com cartões corporativos até 2017. Pior: para driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda essa renúncia fiscal de R$ 19 milhões, a conta será paga pelo aumento de 0,38% para 6,38% no IOF de quem compra dólares para viajar.

Escândalos

É um duplo absurdo: a MP isenta as áreas de impostos e o governo federal fica autorizado a comprar passagens com cartões corporativos.

Balcão de negócios

Agora é habitual inserir “contrabandos” em medidas provisórias, no balcão de negócios do Congresso, desvirtuando os temas originais.

Enxertos

A medida provisória 651 recebeu 334 emendas, quase todas produto de lobbies inescrupulosos, fazendo-a saltar de 51 para 114 artigos.

Outras providências

A MP 651 trataria do Refis da Crise e outras medidas para dinamizar o mercado de capitais, mas no caput há a frase “outras providências”.

"O que esperar de Dilma nos quatro anos"

Aloísio de Toledo César O Estado de São Paulo

Neste momento de ressaca eleitoral é normal que as pessoas procurem imaginar como será o Brasil nos próximos quatro anos de governo de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores.
Nos Estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Norte e Nordeste, percebeu-se pelo resultado das eleições que a população não demonstrou interesse em mudar, ou seja, as pessoas pareceram estar satisfeitas com o atual governo (tanto assim que votaram por sua permanência). Isso deve ser respeitado.
Mas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Espírito Santo, em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul é grande o desconforto dos brasileiros com a circunstância de vivermos num país emperrado, que cresce menos do que a Bolívia e o Paraguai. Para muitos, o resultado da disputa eleitoral foi pior do que perder para a Alemanha de 7 a 1.
Enfim, neste segundo universo a ansiedade é maior. Ao contrário daqueles que demonstraram comodismo, e parecem achar que tudo deve continuar como está, os perdedores da eleição preocupam-se com o que poderá acontecer não só com o próprio País, mas com cada um de nós.
A ausência de crescimento econômico tem sido a tônica dos quatro anos anteriores do governo Dilma, mas como tanto ela como o Partido dos Trabalhadores continuarão a mandar as esperanças ficaram reduzidas. As mesmas pessoas, com os mesmos pensamentos, foram mantidas no poder e isso não provoca entusiasmo algum, causando a impressão do mesmo marasmo, da mesma água morna.
A toda hora se ouve que o País é um só e que não se deve raciocinar em cima do resultado das eleições. A presidente da República falou várias vezes ao longo da campanha eleitoral que vai tomar atitudes em favor da educação, da saúde, dos transportes e da segurança pública. Mas como ela já podia ter feito isso, e não fez, é normal que existam descrédito e desconfiança.
Na verdade, sempre se mostrou notória a fragilidade da presidente Dilma na forma de governar. Essa incapacidade lhe é intrínseca, ou seja, vem do seu interior, do seu intelecto e, quem sabe, até mesmo do seu coração. Por força da inaptidão, acabou por produzir um governo de encolhimento do País e de florescimento do sentimento de revolta dos que não se conformam com o marasmo.
Nos Estados em que ela perdeu as eleições a sede por desenvolvimento é muito mais expressiva, porém se mostra bloqueada pela pequenez da conduta governamental. Veja-se que a presidente, na tentativa de fazer um bom governo, chegou ao absurdo de constituir 39 ministérios, como se a presença maciça de mais políticos no poder resultasse em melhora.
O efeito foi contrário, tudo piorou, e esse número vergonhoso de ministérios serviu unicamente para inchar ainda mais a máquina pública e aumentar os gastos com pagamentos a servidores. Houve algum benefício? As reuniões da presidente da República com seus 39 ministros deveriam ser transmitidas pelas TVs oficiais e assim demonstrar aos brasileiros a inutilidade de tanta gente no governo.
Mas por que a presidente convocou tantos políticos para fazer parte de seu governo? Foi a forma que encontrou de anestesiar os partidos políticos no Congresso Nacional e cobrar cada um desses ministros nos momentos de votação de projetos de interesse da administração federal.
O absurdo dessa conduta conduziu a um resultado muitas vezes pior: o avanço no dinheiro público para satisfazer as baixas necessidades dos políticos que não são capazes de apoiar a presidente em função de ideias, mas somente de vantagens pessoais e econômicas.
Esse comportamento condenável levou à eclosão do escândalo do mensalão e, mais recentemente, ao da Petrobrás, que agora não é mais nossa, é deles.
Nessa realidade, em que a presidente reeleita tem como traço característico inaptidão tão expressiva e o Partido dos Trabalhadores continuará com mais força ainda, o sonho de um Brasil melhor, que crescesse mais e produzisse mais, ficou outra vez adiado.
A inabilidade de Dilma Rousseff nos últimos tempos foi tão marcante que chegou ao extremo de anunciar previamente a substituição do ministro da Fazenda, circunstância que introduziu mais insegurança ainda entre empresários, industriais e comerciantes. A repercussão no exterior foi péssima e se converteu na previsão, feita pela maior parte dos economistas, de que dificilmente esse Brasil petista atrairá investimentos externos, podendo, ao contrário, resultar na fuga de capitais.
Outra circunstância que desautoriza previsões otimistas está na segurança interna, ou seja, na falta dela. Parece inacreditável que continuem a ingressar no Brasil, pelas fronteiras de países vizinhos, as armas e drogas que alimentam o crime organizado e matam os nossos filhos e netos. Não se vê o menor esforço governamental para se aliar a esses vizinhos no necessário combate à produção das drogas e à entrada de armas, produzidas, sobretudo, nos Estados Unidos e na Europa. Esses países vizinhos, ocupados por governantes amigos do ex-presidente Lula, continuam a produzir cocaína e a permitir a entrada de armas a fim de serem exportadas clandestinamente para o Brasil.
Não se pode compreender a insensibilidade do atual governo para um problema dessa grandeza. A percepção que se tem é de que tudo continuará assim mesmo e que o companheiro Evo Morales continuará a dizer que a cocaína não é um problema na Bolívia. E não é mesmo: é um problema nosso. E para ele, um cocaleiro, isso não faz diferença alguma.
Sempre é bom lembrar que algum tempo atrás, quando a Petrobrás ainda era nossa, Evo Morales submeteu o Brasil e os brasileiros a uma odiosa humilhação, bloqueando as atividades da empresa na Bolívia da forma mais torpe. E nada lhe aconteceu.
fonte rota2014

 

Conversa mole e credibilidade -

EDITORIAL O ESTADÃO

O ESTADO DE S.PAULO -

A presidente Dilma Rousseff completará seu primeiro mandato com as contas públicas em frangalhos, mas seu quase ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu um "esforço fiscal maior" nos próximos quatro anos. Escalado para tranquilizar os mercados, um dia depois da reeleição da presidente, ele foi mais parcimonioso nas informações do que tem sido no manejo do dinheiro público. Não contou como será o "esforço maior" - um tema fascinante, num país com um dos orçamentos mais engessados do mundo. Não explicou sequer como será fechado o balanço deste ano. O governo, limitou-se a dizer, deverá empenhar-se para alcançar "a melhor meta fiscal possível" em 2014. Nenhuma palavra, nenhum número, para dar uma ideia de como poderá ser essa meta, nem sobre o possível envio ao Congresso de um projeto de mudança da programação orçamentária. Mais que isso: o ministro encerrará sua longa passagem pelo governo com mais um exercício de contabilidade criativa? Sobre todos esses pontos, apenas silêncio. Se o seu objetivo era mostrar aos mercados uma firme condução da política econômica, a entrevista foi mais um fracasso.

"Temos muitas coisas para fazer até o fim do ano. Uma série de estímulos já foi dada e outros poderão vir. O dia seguinte ao da eleição", acrescentou o ainda ministro, "não é o momento de anunciar medidas". Também estas palavras ficaram sem explicação. Por que seria impróprio anunciar medidas logo depois da eleição? E como será possível acomodar novos estímulos num Orçamento já sobrecarregado de incentivos e com arrecadação insuficiente? Além disso, os estímulos adicionais deverão vigorar neste finzinho de ano ou só a partir de 2015?

O ministro nem sequer explicou por que será necessário um maior esforço fiscal. Afinal, a população, segundo ele, aprovou a política econômica executada nós últimos anos e por isso reelegeu Dilma. Se o governo acertou e se a sua política foi aprovada nas urnas, como disse o ministro, fica difícil entender qualquer mudança relevante, como deve ser um empenho maior para reduzir o desequilíbrio das contas públicas. Fiel ao estilo da presidente, o ministro passa longe do reconhecimento de qualquer erro. O padrão vale para todos os escalões. Um dia depois da entrevista de Mantega, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, descreveu a atual gestão das finanças públicas como "uma política fiscal forte".

Com essa política, disse Caffarelli, será possível, nos próximos anos, fazer a inflação sair "do teto" e levá-la para a "parte central", criando condições para os juros convergirem para o "patamar internacional". Embora sem reconhecer qualquer falha do governo, o secretário admitiu um ponto raramente mencionado por seus colegas: uma gestão prudente das contas públicas tornará mais fácil o combate à inflação e abrirá espaço para uma redução dos juros. Faltou explicar por que a inflação estaria tão longe da meta de 4,5%, se a política fiscal fosse realmente "forte".

Afinal, o ministro e seu auxiliar parecem atribuir pouca importância à "aprovação" eleitoral da política econômica. Não houve, durante a campanha, nenhuma discussão séria dessa política. Os concorrentes preferiram passar longe dos detalhes mais complicados - e mais importantes, a longo prazo - da gestão orçamentária, da estratégia de crescimento industrial, do combate à inflação e da administração das contas externas. A presidente e seus auxiliares podem continuar com suas bravatas. Quem acompanha os números e sabe analisá-los pode contar a história dos últimos anos com maior realismo.

Para essas pessoas a credibilidade do governo é muito baixa. De alguma forma, a presidente e o ministro percebem o problema. Podem considerar-se injustiçados, mas têm de reconhecer o perigo: sem a confiança dos investidores e dos mercados em geral, o crescimento continuará insuficiente e será impossível de sustentar as políticas sociais. Mas é preciso muito mais que promessas vagas e retórica populista para construir credibilidade. Nesse quesito, o governo continua falhando.




FONTE AVARANDABLOGSPOT

Não faltam propostas para a política econômica -

  EDITORIAL O GLOBO

O GLOBO -
Caso Dilma, reeleita, se convença de que é grave a situação de uma economia semiestagnada e com inflação alta, ela tem à disposição várias alternativas de reformas


No fictício mundo da racionalidade, imune a ideologias, tão logo fosse constatada, por graníticas provas, a falência da política econômica do primeiro governo Dilma, as mudanças mais óbvias e consensuais seriam feitas, para o país e a presidente trafegarem os próximos quatro anos sem enfrentar dificuldades hoje previsíveis. Mas, na vida real, não costuma ser assim. Se, porém, a recém-reeleita presidente compreender que é grave a situação de uma economia semiestagnada em meio a uma inflação elevada, e resolver de fato fazer aperfeiçoamentos e ajustes, propostas não faltam.

Ela não pode é levar a sério o ministro da Fazenda, Guido Mantega — de quem, na campanha, anunciou a demissão para 31 de dezembro, a fim de acalmar os mercados —, quando ele diz que a vitória eleitoral reflete o apoio da “população” à condução da economia. Esqueceu-se que a presidente perdeu onde é gerada a maior parte do PIB brasileiro.

Entre as críticas e sugestões publicadas, ganham realce as feitas, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, por José Alexandre Scheinkman. Hoje na Universidade de Columbia, com passagens pelas também universidades americanas de Chicago e Princeton, da qual é professor emérito, Scheinkman não se mantém distante do Brasil. Na campanha de 2002, chegou a assessorar o candidato Ciro Gomes, derrotado por José Serra na disputa para se saber quem iria decidir a eleição com Lula no segundo turno.

Uma política fiscal mais transparente e equilibrada é defendida por ele, como outros economistas. Como cortes de gastos são necessários, Scheinkman defende a redução de despesas de custeio e subsídios — estes, volumosos e nada explícitos no Orçamento. O “desmonte” de subsídios setoriais e do controle de preços — combustíveis, por exemplo — injeta mais eficiência na economia. Uma diretoria “adequada” no Banco Central, afirma, evitaria, por sua vez, o uso desse controle para debelar a inflação.

O economista a entende que é preciso criar uma agenda para impulsionar a baixa produtividade brasileira. Hoje, diz, comparados aos índices americanos, a produtividade do trabalhador brasileiro está abaixo do nível de 1980. E, para enfrentar a questão, além da Educação, requer-se uma série de reformas microeconômicas, como a racionalização e simplificação do sistema tributário.

Ao mesmo tempo, deve-se integrar o Brasil à economia mundial, fazendo retroceder as reservas de mercado que têm sido estabelecidas. O assunto remete à questão do desenvolvimento tecnológico, em geral débil.

E quanto ao Bolsa Família, o sucesso do programa deve ser medido pela quantidade de famílias que se tornam independentes dele. Simples.

Nada há de pirotécnico nestas e outras propostas do gênero para recolocar o país no prumo. Mas como ideologias contam muito nessa hora, a racionalidade das críticas e sugestões de mudanças ficam em segundo plano, infelizmente.




FONTE AVARANDABLOGSPOT

A armadilha do plebiscito

- EDITORIAL O ESTADÃO

O ESTADO DE S.PAULO -


O PT está com pressa. Sabe que ganhou esta eleição presidencial por pouco e não quer correr o risco de receber o bilhete azul na próxima. Urge, portanto, "aperfeiçoar" o sistema representativo de modo a garantir um futuro sem surpresas desagradáveis nas urnas. É essa a razão pela qual Dilma Rousseff enfatizou, em seu discurso de vitória, a prioridade com que se dedicará doravante, entre todas as reformas que há muito tempo o País reclama, à reforma política. Com um detalhe que faz toda a diferença: uma reforma política cujo conteúdo será definido por plebiscito.

Não é de hoje que o PT questiona, à sua maneira, o sistema representativo em vigor no País, pelo qual o povo elege representantes que têm a responsabilidade de propor e aprovar as leis que regem a vida em sociedade, além de fiscalizar as ações do Poder Executivo. Assim, uma reforma política, que depende de novas leis, é responsabilidade constitucional do Congresso Nacional, como Dilma teve a prudência de observar em seu discurso.

Para o PT, esse sistema representativo não funciona. O presidente do partido, Rui Falcão, manifestou claramente essa convicção no dia seguinte ao da eleição, ao comentar o discurso de Dilma e a relação de suas propostas com as manifestações de rua do ano passado: "Nós, como partido que tem relações com os movimentos sociais, só vamos obter a reforma política com essas mobilizações. Pelo Congresso Nacional, seja na atual configuração, seja na futura, é praticamente impossível". Impossível é ser mais claro. Para o PT, o que funciona é a "democracia direta", aquela em que os donos do poder cuidam para que as pessoas não façam as escolhas erradas.

A Constituição brasileira prevê duas formas de consulta popular: o plebiscito e o referendo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define clara e sucintamente em seu site o que significam um e outro: "Plebiscito e referendo são consultas ao povo para decidir sobre matéria de relevância para a nação em questões de natureza constitucional, legislativa ou administrativa. A principal distinção entre eles é a de que o plebiscito é convocado previamente à criação do ato legislativo ou administrativo que trate do assunto em pauta, e o referendo é convocado posteriormente, cabendo ao povo ratificar ou rejeitar a proposta".

O PT insiste no plebiscito, claro, porque quer exercer sua influência como partido do governo para definir previamente o que deverá ser submetido ao escrutínio público. É importante lembrar que, quando, em resposta às manifestações de junho de 2013, Dilma propôs cinco itens prioritários para a reforma política, o primeiro deles era a reforma do sistema eleitoral. E o debate dessa proposta no meio político resultou em seu engavetamento, com o apoio dos aliados do governo, especialmente o PMDB, pela razão óbvia de que o PT a concebera na medida exata de suas próprias conveniências.

É natural, portanto, que mais uma vez Dilma Rousseff volte a propor, agora sob o impacto de sua reeleição, o uso desse instrumento: "Com o instrumento dessa consulta, o plebiscito, nós vamos encontrar a força e a legitimidade exigidas neste momento de transformação para levarmos à frente a reforma política".

Falta agora o PT combinar o jogo com seus aliados. Não será tarefa fácil, principalmente porque o mais importante deles, o PMDB, está muito satisfeito com o espaço que ocupa e não cogita de colocá-lo em risco. No ano passado, o vice-presidente Michel Temer, peemedebista, teve um papel decisivo na tarefa de fazer Dilma recuar na ideia do plebiscito. E outro importante líder do partido aliado e presidente do Senado, Renan Calheiros, já adiantou a opinião de que seria melhor pensar, talvez, num referendo.

Uma coisa é certa: a reforma política é necessária e urgente para corrigir as distorções que comprometem o sistema representativo e aperfeiçoá-lo em benefício da democracia brasileira. Mas é preciso evitar que essa reforma seja maliciosamente colocada a serviço do projeto de poder do lulopetismo. Este é um dos desafios que se colocam para a liderança oposicionista cuja responsabilidade será doravante cobrada por mais de 51 milhões de brasileiros.
FONTE AVARANDABLOGSPOT

'Dilma não tem direito a lua de mel',

O senador e ex-candidato a vice de Aécio Neves afirmou que oposição continuará a fiscalizar o governo de maneira "firme" e "sem transigência"

Um dia depois da derrota de Aécio Neves na disputa presidencial, o candidato a vice da chapa tucana, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que a presidente Dilma Rousseff "não tem direito à lua de mel" e prometeu fazer oposição "firme" e "sem transigência". Aloysio e Aécio foram eleitos senadores em 2010 - o primeiro, por São Paulo, e o segundo por Minas - e retornam às atividades parlamentares após o fim das eleições.
"Não tem por que diminuir a intensidade da oposição. Ela (Dilma) não tem direito à lua de mel que todo governante recém-eleito tem quando tem novo mandato", afirmou o senador. "Nós vamos trabalhar para cobrar aquilo que ela prometeu (na campanha), para revelar aquilo que ela escondeu. Ela não terá trégua da nossa parte." Para Aloysio, o PSDB deixou as eleições deste ano "com um mandato": o de endurecer a oposição.
Com a derrota de Aécio, o PSDB está focado a partir de agora em manter o tom duro de oposição a Dilma usado ao longo da campanha eleitoral. O partido tem como objetivo levar ao Congresso um discurso afinado com o adotado pelo partido principalmente em São Paulo, onde capitalizou praticamente sozinho o sentimento antipetista dos eleitores.
Além de Aécio e Aloysio, o PSDB contará com outros nomes combativos da sigla para defender essa nova postura, como José Serra (SP), Alvaro Dias (PR) e Tasso Jereissati (CE). Em 2015, a bancada do PSDB no Senado será menor: a legenda conta hoje com doze parlamentares e terá dez membros a partir do ano que vem.
Na Câmara dos Deputados, onde o PSDB aumentou sua bancada - saltou de 44 para 57 parlamentares -, o partido já se articula para fortalecer a oposição. Nesta terça-feira, representantes de partidos do bloco oposicionista se reunirão na casa do deputado Mendonça Filho (DEM-PE) para começar a alinhar discursos e traçar estratégias.
"Nós não vamos afrouxar as nossas convicções. Quem ganha governa. Quem perde fiscaliza", disse o deputado reeleito Duarte Nogueira (PSDB-SP), que participará do encontro em Brasília. "Nossa oposição vai ser muito intensa e durante todo o mandato (de Dilma). Vamos cobrá-la dos compromissos assumidos."
Diálogo – Alguns parlamentares são céticos sobre a disposição de Dilma em dialogar com a bancada oposicionista no segundo mandato. O deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB em Minas, disse que a presidente "não tem vocação para o diálogo" e é dona de uma "índole autoritária".
"Em momento algum a presidente propôs um diálogo com a oposição. Ela não teve a humildade de mencionar nada em relação aos 48 milhões de eleitores que a rejeitaram e o que fez foi um discurso em que reafirma a continuidade", afirmou o deputado mineiro. "E não acho que depois de certa idade as pessoas mudem. Não creio nessa conversão súbita, não creio que mude sua índole autoritária. Nossa oposição não vai titubear em vocalizar o desejo de metade do Brasil", afirmou.
Para Duarte Nogueira, conversar com a oposição seria "um bom começo" da presidente. O tucano sugeriu que Dilma fizesse o mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua gestão, mantendo canais de diálogo com representantes de fora da base aliada. "Se ela (Dilma) quiser, para efeito de início de diálogo, pode sentar para conversar com a gente para explicarmos as nossas teses, que podem ser unidas às ideias que ela já tem. Fica aqui minha sugestão", afirmou. 
(Com Estadão Conteúdo) 



fonte rota2014

 

diz Aloysio Nunes


"Retroceder nunca, render-se jamais"

Com Blog Felipe Moura Brasil
Sem luto, porque meu país não morreu. Sem ressaca, porque não bebo. Sem ódio, porque não sou petista. Sem amarelar, porque não sou Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, 27 de outubro, depois do post sobre o resultado das urnas, eu apenas descansei de um mês insone de cobertura eleitoral.
  Sem clipping de notícias. Sem roubar ideias alheias. Quase sem publicar artigos dos outros. Meus leitores entram na minha página para ler minhas opiniões, análises, crônicas, denúncias, e quem sabe se divertir um pouco com o humor que não encontram na maioria dos “especialistas” da grande mídia. Aos MAVs do PT, os mais assíduos entre meus leitores, já perguntei no Twitter se renovaram seu contrato pelos próximos quatro anos e vão continuar garantindo a minha audiência com todo o amor que me devotam. Assunto, decerto não faltará.
Aos que me dão mil ideias mirabolantes para documentários, vídeos, filmes, encontros, seguirei perguntando se eles já têm os patrocínios ou se bancarão a coisa toda do próprio bolso. Poucas coisas me impressionam mais no Brasil do que a naturalidade com que se terceiriza a responsabilidade individual. Nem a vitória dos corruptos leva as pessoas a refletir sobre o que poderiam ter feito para evitá-la.
Em 2009, a propaganda de Lula já chegava a 5.297 veículos. Com o PT no Planalto, o número de meios de comunicação que recebem verbas de publicidade federal tinha aumentado em 961%. Os comerciais do petista passaram de 21 TVs e 270 rádios quando ele tomou posse para 297 TVs e 2.597 rádios no fim de 2008. Não vou pesquisar em quanto isto está hoje, porque teoricamente estou descansando. Mas vocês podem imaginar. E os membros da elite que agora reclamam do suposto voto do Nordeste (como se Dilma não tivesse obtido outros milhões em suas próprias regiões)? Com quanto dinheiro contribuíram para a criação ou extensão de veículos de oposição por lá? Todos nós sabemos a resposta. A VEJA hoje cumpre praticamente sozinha a função de informar o país sobre a roubalheira petista.
Nossa cultura é a do resmungo ineficaz contra o mal que dele se alimenta. Os anseios separatistas dos desiludidos do Sul e do Sudeste são a mais nova prova disso: apenas legimitam o rótulo de ódio que o PT cola na testa dos adversários.
Os advogados do partido já controlam o TSE e agora dominarão, a exceção de Gilmar Mendes, o STF inteiro. O julgamento dos escândalos de corrupção, se ela chegar a gerar escândalo, será tão confiável quanto a apuração das urnas eletrônicas – e a presidente ainda quer fazer plebiscitos que legitimem por essas vias supostamente democráticas as “reformas” de sua agenda política, celebrada pelos demais ditadores e membros do Foro do São Paulo.
Aécio Neves, ainda que sua campanha tenha cometido erros na hora de pregar para não convertidos, conseguiu unir metade do país contra o PT e já deveria ter entendido, ao contrário do que seu lamentável discurso de derrotado mostrou, que não há união, nem reconciliação possível com essa gente que tentou destruí-lo. Há, sim, reflexão e oposição, dia e noite, mesmo durante o descanso.
Obrigado aos meus leitores pela companhia na luta. Aqui, não cederemos jamais.



fonte rota2014

Financial Times: País precisa 'desesperadamente' de choque de credibilidade. Com a quadrilha Lula-Dilma, esperar sentado...

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE - AGÊNCIA ESTADO

Em editorial, Financial Times afirma que governo Dilma precisa mudar e recuperar a confiança do setor privado

Londres - O jornal britânico Financial Times publica editorial na edição desta terça-feira, 28, em que defende mudanças urgentes nas políticas econômicas após a reeleição da presidente da República. "Dilma Rousseff deve agora traçar um novo curso para um país dividido que sofre de desaceleração da economia em meio a um ambiente global cada vez mais difícil. A necessidade de mudança é urgente", diz o jornal que diz que o Brasil "precisa desesperadamente de um choque de credibilidade".

O principal jornal de economia europeu defende que Dilma "precisa abandonar a retórica da luta de classes da campanha e realizar um esforço genuíno e sustentável para recuperar a confiança do sul do País". Ao lembrar que o sul brasileiro votou "esmagadoramente" contra a reeleição, o FT diz que sem o apoio da região "há pouca esperança de alcançar o maior investimento que o Brasil precisa".
Para amenizar essa divisão criada pelas eleições, o FT defende mudanças. "Para recuperar a confiança do setor privado, o Brasil precisa desesperadamente de um choque de credibilidade". O jornal diz que a agenda da presidente reeleita é "longa", mas a tarefa mais urgente é a nomeação de um novo ministro da Fazenda "com estatura e autonomia suficientes para resolver os problemas econômicos do Brasil". "Se ela não o fizer, os mercados financeiros irão forçar um ajuste. Os investidores não estão dispostos a dar o benefício da dúvida", diz o FT.
Além do editorial, o jornal publica uma ampla chamada na capa do jornal com foto de uma eleitora comemorando a reeleição. Há, ainda, uma reportagem que destaca a expectativa de que o segundo mandato de Dilma pode ter um tom mais "reconciliador" após a pequena vantagem nas urnas. Essa expectativa é compartilhada por analistas ouvidos pelo FT e acontece a despeito do forte ajuste dos preços dos ativos visto nessa segunda.
fonte rota2014

Pouco espaço para errar -

  EDITORIAL FOLHA DE SP

FOLHA DE SP -


Reeleita com a menor margem de votos que o Brasil já registrou, a presidente Dilma Rousseff (PT) experimentou, um dia após sua vitória, novas doses do mesmo "apoio" que o PMDB sempre lhe garantiu.

"A bancada do PMDB não será aliada automática para qualquer matéria", asseverou o deputado federal Eduardo Cunha (RJ), líder do partido na Câmara, durante entrevista a jornalistas do portal UOL.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota em que questiona a ideia de um plebiscito para realizar uma reforma política, proposta definida por Dilma como prioridade do segundo mandato. Para o senador, o mecanismo mais apropriado seria um referendo --em que a população só ratifica ou rejeita mudanças aprovadas pelo Congresso.

A volumosa base aliada de Dilma, que não primou pela fidelidade nestes quatro anos, talvez encontre, na diminuição do capital eleitoral da presidente, pretexto para ampliar sua rebeldia. A oposição, por sua vez, poderá tirar do mesmo fato o ânimo de que precisa para se revigorar.

Pelo menos no Senado, a bancada do PSDB, com dez cadeiras (a terceira maior), terá nomes de peso. Ao mineiro Aécio Neves, que voltará fortalecido da disputa presidencial, se somarão os ex-governadores José Serra (São Paulo), Antonio Anastasia (Minas Gerais) e Tasso Jereissati (Ceará).

Nos Estados, permanece razoável equilíbrio de poder. Verdade que a maioria das unidades da Federação dificilmente deixará de se alinhar ao Planalto, mas o PSDB, governando Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e São Paulo, estará à frente de 72 milhões de pessoas, ou pouco mais de um terço da população nacional.

Em termos de recursos, os cinco Estados que serão comandados pelos tucanos arrecadaram, em 2013, um total de R$ 545 bilhões. Os cinco que o PT governará (AC, BA, CE, MG e PI) tiveram, juntos, R$ 114 bilhões de receita, enquanto os sete do PMDB (AL, ES, RJ, RS, RO, SE e TO) computaram R$ 288 bilhões.

Esse contrapeso oposicionista e a quase paridade eleitoral são positivos para o país. A presidente Dilma Rousseff --e o PT-- sabe que, pelos próximos quatro anos, terá pouco espaço para errar.
fonte avarandablogspot

A economia devastada -

EDITORIAL O ESTADÃO

O ESTADO DE S.PAULO -


Fracasso de ponta a ponta em seu primeiro mandato, a política econômica foi assunto secundário no primeiro discurso da presidente Dilma Rousseff logo depois de confirmada a reeleição. Numa rápida menção ao tema, ela prometeu "dar impulso às atividades econômicas", em especial à indústria. Terá de ser um impulso e tanto para desatolar a produção. A economia crescerá este ano 0,9%, se estiver correta, pelo menos desta vez, uma previsão do ministro da Fazenda, Guido Mantega (ele citou esse número na semana passada). Confirmada a projeção, terá sido um desempenho humilhante, se comparado com o de outros emergentes e até com o de alguns países avançados, como os Estados Unidos.

Nesse caso, a presidente Dilma só poderá exibir, depois dos primeiros quatro anos de mandato, um crescimento acumulado de 7,28%, com ritmo anual médio de 1,77%, um dos mais baixos em mais de um século de República.

Mas poucos são bastante otimistas para apostar nesse resultado. Na sexta-feira, dois dias antes da votação do segundo turno, a mediana das projeções do mercado financeiro estava em 0,27%. No começo do mês, o Fundo Monetário Internacional (FMI) havia anunciado sua nova estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, de 0,3%. Na América do Sul, só Argentina e Venezuela, em recessão, devem exibir números piores neste ano.

Não haverá crescimento maior que o dos últimos quatro anos sem expansão dos investimentos produtivos. Mas o setor privado continua investindo pouco, assim como o governo, e neste ano encolheram tanto a produção quanto a importação de máquinas e equipamentos. Condição essencial para o empresário investir é a confiança nas instituições e na condução da política econômica.

Essa confiança, no caso brasileiro, é tão baixa quanto aquela evidenciada pela evolução dos números do mercado de capitais. Ontem de manhã, o Ibovespa, da bolsa paulista, chegou a cair 6%, enquanto ações da Petrobrás despencavam quase 14%. Mas o impacto da reeleição pode até ser moderado, nestes primeiros dias, porque as consequências da vitória petista já estavam em parte incorporadas nos preços dos papéis.

No caso da Petrobrás, a desconfiança continua refletindo os problemas associados aos controles de preços de combustíveis, as perdas derivadas de maus investimentos, os tropeços de uma administração prejudicada pelo aparelhamento e, é claro, a percepção incompleta da extensão da pilhagem ainda sob investigação.

Má administração, agravada por decisões sujeitas a conveniências pessoais e político-partidárias, também marcou a história dos bancos estatais nos 12 anos de governo petista. Só uma cuidadosa auditoria - solução rejeitada em pronunciamentos de campanha pela presidente Dilma Rousseff - mostrará a gravidade real dos danos. Parte do quadro, incluídas algumas perdas mais visíveis do BNDES, já é conhecida.

Problema especialmente importante é a promiscuidade entre o Tesouro e os bancos federais. Além de servir a políticas mal concebidas e mal executadas de estímulo ao investimento, essa promiscuidade prejudicou a administração do orçamento. Mas também serviu, ao mesmo tempo, à famigerada contabilidade criativa das finanças públicas, por meio de manobras com dividendos.

Não haverá recuperação de confiança nem se diminuirá o risco de rebaixamento do crédito brasileiro pelas agências de classificação, sem um esforço muito claro de correção da política orçamentária. Sem isso, também será inútil qualquer discurso a respeito de combate à inflação. Com as contas públicas em desordem, sobrará apenas um instrumento - os juros elevados - para conter a expansão dos preços e conduzir a inflação à meta de 4,5% ao ano. Para 2014, projeções de mercado apontam uma taxa de 6,45%.

O emperramento da indústria e do investimento reflete-se na piora das contas externas e na perda de qualidade dos empregos criados. Nenhum desses problemas se resolve com inflação, desordem fiscal e protecionismo. Nada, nas palavras e atitudes da presidente, indica o aprendizado desses fatos.




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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Promessas da vitória -

EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE

CORREIO BRAZILIENSE -


Depois de vitória apertada, cujo vencedor só se tornou conhecido com a apuração das últimas urnas, a presidente reeleita fez o que se esperava que fizesse. Falou à nação. Cercada de correligionários e líderes dos partidos que compõem a coligação, Dilma Rousseff leu discurso do qual sobressaem duas ideias-chave. De um lado, convoca à união e ao diálogo. De outro, promete reforma política e combate efetivo à corrupção.

O resultado (51,6% contra 48,4%) e a distribuição regional dos votos válidos dão clara ideia da divisão do país. Dois Brasis emergiram da campanha marcada por agressões e poucas propostas. Um deles, que abrange os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, pede mudanças - avanços nas conquistas amealhadas ao longo de 25 anos da Constituição Cidadã. O outro quer, sobretudo, continuidade dos programas sociais sem, contudo, abdicar de progressos.

Daí por que a presidente repetiu tantas vezes o verbo continuar. É bom que Dilma esteja, como parece estar, atenta às diferenças de expectativas e se empenhe em satisfazê-las. Numa nação tão desigual quanto a nossa, a heterogeneidade não significa ilhas distantes de imenso arquipélago de 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Ao contrário. É quadro natural no país cujo processo de desenvolvimento ocorreu em épocas e estágios distintos.

O desafio da petista, como frisou no discurso que sucedeu à proclamação do resultado do pleito de 2014, é a construção de pontes. Merece aplauso a promessa de diálogo. A dificuldade de conversar foi uma das marcas do mandato da presidente. Em política, a escassez de troca de ideias cria ressentimentos, impede a renovação e compromete o andamento de projetos.

Parlamentares, ministros, governadores, assessores, empresários, servidores públicos, ONGs precisam ter canais de comunicação com o Planalto. O cenário do país que Dilma herdará de si mesma apresenta nuvens carregadas: economia estagnada, inflação teimosa, dados maquiados, base política fragmentada, oposição robustecida, denúncias de corrupção arrasadora, educação sem qualidade, segurança precária, saúde na UTI, burocracia indomável, Estado inchado e ineficiente.

Unir forças, convocar quadros competentes, promover faxina rápida e efetiva nos "maus-feitos" que indignam a sociedade e parecem plantar raízes profundas - são passos iniciais importantes para provar que o discurso não se resume a palavras soantes. É fato. Promessa que chama a atenção é o empenho para "deflagrar a reforma política por meio de plebiscito". Vale lembrar que os brasileiros ouviram as mesmas juras depois dos protestos de 2013. O compromisso não avançou. Avançará agora?





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Eleições e mídias sociais -

EDITORIAL GAZETA DO POVO - PR

GAZETA DO POVO - PR -

Ainda estamos aprendendo a bem usar as mídias sociais, inclusive em momentos sensíveis como o período eleitoral


O período eleitoral fez o Brasil bater um recorde mundial: o de interações nas mídias sociais. De 6 de julho, primeiro dia de campanha, até a noite de 26 de outubro, foram 674 milhões de interações só no Facebook, envolvendo 48,3 milhões de pessoas (pouco menos de um quarto da população brasileira). No último domingo foram quase 50 milhões de interações, considerando apenas as menções aos nomes dos candidatos ou expressões que remetem explicitamente à votação – o número real, assim, pode ser ainda maior. O comentário jocoso segundo o qual o lado bom destas eleições foi que as pessoas passaram a discutir política como discutem futebol, e o lado ruim foi o de que as pessoas passaram a discutir política como discutem futebol, dá uma ideia do potencial das mídias sociais, mas também de como elas podem ser desvirtuadas.

Mídias como o Twitter e o Facebook serviram, por exemplo, para divulgar toda sorte de mentiras sobre candidatos, assimiladas e passadas adiante sem espírito crítico. O absurdo preconceito contra os eleitores de Dilma Rousseff, especialmente os nordestinos, já mereceu nosso repúdio logo após o primeiro turno – preconceito, aliás, que, não bastasse ser abjeto, ainda se baseia em premissas frágeis, pois a presidente reeleita teve uma proporção considerável de votos no Sul/Sudeste, enquanto Aécio Neves conseguiu adesões consideráveis em vários estados do Norte e Nordeste, mesmo tendo perdido. O preconceito regional só enxerga a divisão em “estados vermelhos” e “estados azuis” e ignora todas essas nuances.

Isso faz soar ainda mais ridículo o clamor separatista que começou a pipocar nas mídias sociais logo após a divulgação do resultado do segundo turno. A Gazeta do Povo, que no passado lutou para que o estado do Paraná não fosse partido em dois, não pode endossar esse tipo de delírio que apenas confirmaria o discurso da divisão, repetidamente usado para demonizar a oposição ao atual governo. A única coisa que os que tomam a internet clamando pela secessão fazem é dar munição para ainda mais sectarismo. Somos todos brasileiros, e é pelo bem deste país que devemos trabalhar. É fato que há estados que recebem do governo federal muito menos do que entregam a ele. O próprio Paraná é um exemplo disso. Mas a indignação, ainda que seja justa, precisa ser bem canalizada, como no caso da luta por um pacto federativo mais racional.

Se o separatismo chama a atenção pelo ridículo, os pedidos de impeachment da presidente chamam a atenção pela precipitação característica de maus perdedores. As manifestações se baseiam, muitas vezes, em palavras de ordem genéricas que poderiam funcionar no Paraguai – onde a Constituição mal redigida permitiu o impeachment de Fernando Lugo por “mau desempenho de funções” –, mas não no Brasil. O que haveria de mais próximo a um crime de responsabilidade seria o suposto conhecimento, por parte da presidente, dos esquemas de propina na Petrobras. Mas falar em impeachment antes que se conclua toda a investigação – que está apenas começando – a respeito de um golpe nada simples em sua operação é, para usar uma palavra da moda, uma leviandade.

É preciso reconhecer que nem o preconceito, nem o separatismo, nem os pedidos de impeachment têm sido alimentados pelo comando da campanha derrotada; são muito mais a manifestação da revolta de uma parcela da população que tem acesso a meios de amplificar sua opinião pessoal e que ganha força no contato com quem tem uma visão semelhante – aliás, o fato de as redes de amizades acabarem concentrando pessoas com pontos de vista parecidos serve para alimentar a polarização, diminuindo as chances de conhecer e entender quem pensa de outra maneira. As mídias sociais já não são uma realidade nova, mas ainda estamos aprendendo a bem usá-las, inclusive em momentos sensíveis como o período eleitoral. Vale a pena explorar seu potencial extraordinário; não nos desanimemos com os absurdos. Que saibamos vencer a tendência à polarização com abertura ao outro e à exposição serena de ideias. Vamos tratar de política na internet com convicção, sim, mas sem paixões cegas.




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A mensagem das urnas -

EDITORIAL O GLOBO

O GLOBO -
A eleição presidencial mais parelha dos 125 anos de República deixa o país dividido entre os que produzem e pagam impostos e os beneficiários de programas sociais


A 21ª eleição presidencial direta ganha o merecido destaque nos 125 anos de história da República brasileira. O seu desfecho foi não só o mais parelho desde 1989, quando Collor venceu Lula, como de todos os tempos, com a vitória da candidata petista à reeleição, Dilma Rousseff, por apenas 3,2 pontos percentuais sobre o oposicionista tucano Aécio Neves, metade da já estreita margem observada em 89: 51,64% contra 48,36%, uma diferença, em grandes número, de 3 milhões de votos, equivalente a um eleitorado pouco maior que o da Paraíba. O desenho esboçado no primeiro turno, com a divisão do país em dois grandes blocos, recebeu traços mais fortes: grosso modo, o Norte-Nordeste perfilado ao PT, o Sudeste-Sul-Centro/Oeste com a oposição. Fica evidente que o país que produz e paga impostos — pesados, ressalte-se — deseja o PT longe do Planalto, enquanto aquele Brasil cuja população se beneficia dos lautos programas sociais — não só o Bolsa Família —, financiados pelos impostos, não quer mudanças em Brasília, por óbvias razões.

Este comportamento eleitoral previsível foi explorado pelo PT. A campanha de Aécio denunciou uma série de golpes baixos desfechados para aterrorizar beneficiários desses programas — considerando os dependentes, apenas o Bolsa Família congrega uma clientela de 50 milhões de pessoas, um quarto da população brasileira, muitos deles eleitores. Há registro de mensagens recebidas por bolsistas de que Aécio acabaria com o BF, o mesmo tendo ocorrido com participantes do Minha Casa Minha Vida. Quem teria acesso a esses cadastros a não ser gente do governo? A arma do terrorismo é peça de artilharia da marquetagem eleitoral já conhecida. Mas, desta vez, seu emprego teria aumentado de escala.

Partidos do governo, num país como o Brasil, de grandes desníveis sociais e regionais, costumam cavar trincheiras nas áreas mais pobres, por serem elas as mais dependentes de repasses de recursos públicos. Não é novidade. A ressalva está na demarcação de um forte sentimento antipetista no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, mais que em outros pleitos.

A avassaladora antipetização do Estado de São Paulo, o mais populoso e rico da Federação, leva mensagem que precisa ser decifrada pelo Planalto e partido. O mais otimista tucano não poderia esperar que um mineiro receberia 15,3 milhões de votos no estado, 64,3% do colégio eleitoral paulista, contra 35,6% confiados a Dilma. Foi dura a derrota do PT no estado em que nasceu, inclusive na região específica do ABC, na qual o movimento sindical dos metalúrgicos, na década de 70, gerou Lula e outras lideranças do partido e da CUT.

Em contrapartida, o mais pessimista tucano não imaginaria que Aécio perderia na própria Minas, no primeiro turno e no segundo. No primeiro, além de ficar atrás de Dilma, não conseguiu que seu candidato Pimenta da Veiga impedisse Fernando Pimentel (PT) de vencer a eleição para governador no primeiro turno. No segundo, o máximo que o tucano conseguiu foi reduzir danos, perder para Dilma por uma diferença menor (52,4% a 47,6%). O equívoco na escolha para disputar Minas de um político já desligado do Estado, uma demonstração de excesso de confiança, se somou à enorme e nada surpreendente vitória de Dilma no Nordeste e Norte para explicar a derrota de Aécio, na maior chance que a oposição teve de voltar ao Planalto desde a primeira vitória de Lula, em 2002.

Foi, portanto, com justificada alegria que Dilma, Lula e correligionários subiram ao palco, num hotel em Brasília, na noite de domingo, para comemorar a difícil vitória. O fato de Dilma e Lula estarem de branco, e uma bandeira do Brasil ficar exposta no púlpito, foi um símbolo positivo: os dois fizeram questão de não trajar o vermelho partidário, forma de sinalizar uma adequada preocupação em engavetar, pelo menos naquela hora, a paixão partidária. Que continue assim.

No primeiro discurso como candidata reeleita, a presidente reforçou a mensagem simbólica ao dar um importante aceno, mesmo sem admitir a divisão do país: “algumas vezes na história, os resultados apertados produziram mudanças mais fortes e rápidas do que as vitórias amplas. (...) Minhas primeiras palavras são de chamamento da base e da união. (...) Esta presidente está disposta ao diálogo, e esse é meu primeiro compromisso no segundo mandato: o diálogo."

O discurso, infelizmente, teve partes contraditórias, como se houvesse sido escrito por dois redatores diferentes. Esta parte da proposta de diálogo, e uma outra, em oposição ao entendimento, de defesa de uma reforma política por meio de plebiscito, já rejeitada pelo Congresso, no ano passado, quando a ideia foi gestada em frações nacional-populistas do PT, em meio às manifestações de junho, e levadas a Dilma.

Ora, se em 2013 a ameaça de inspiração chavista de escantear o Congresso por meio de uma consulta popular para viabilizar projetos petistas — eleição em lista fechada, financiamento público de campanha, etc — já não prosperou, na próxima legislatura é que não vingará mesmo. Afinal, no Congresso que assume em 2015, o PT continuará o maior partido da Câmara (70 deputados), porém com a supressão de 18 cadeiras. O PMDB, contra o plebiscito, perderá menos deputados — 66 contra 71 —, e ainda haverá um PSDB com 54 cadeiras, dez a mais que no Congresso que está em fim de legislatura. Isso sem considerar a forte bancada que a oposição terá no Senado, com a volta dos tucanos José Serra (SP) e Tasso Jereissatti (CE), que se juntam a Aloysio Nunes e Aécio, donos de ainda quatro anos de mandato, tendo o candidato derrotado por Dilma saído da eleição como forte líder das oposições. A melhor alternativa é negociar alterações tópicas e eficazes: cláusula de barreira e fim das coligações em eleições proporcionais.,

Erra Dilma ao anular seu aceno de diálogo com a reafirmação de uma proposta que crispará os ânimos a partir de 2015. Entende-se que ela, no domingo, precisava animar a militância. Mas exagerou. Em vez de semear conflitos, a presidente reeleita deve tratar de começar a desatar nós cegos que existem na economia — razão pela qual os mercados regiram ontem com mau humor aos mais quatro anos deste governo. Esta urgente lição de casa passa pela escolha de nomes para postos-chave da área econômica que mostre que a presidente não cometerá o erro fatal de dobrar a aposta numa política fracassada. Os sinais são gritantes: inflação engessada em torno do limite superior da meta (6,5%), estagnação na produção com inexoráveis reflexos no mercado de trabalho — um trunfo eleitoral que se esvai —, contas externas em sério desequilíbrio e contas públicas desalinhadas e em total descrédito.

Este quadro também foi denunciado pela metade do país que ficou na oposição. Faz parte da mensagem a ser entendida.



fonte avarandablogspot

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