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NOS JARDINS DA CIDADE.

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terça-feira, 6 de maio de 2025

'O Cavalo de Troia do STF',

 por Ana Paula Henkel  A história não perdoa traidores, e Hugo Motta escreve seu epitáfio


V olte no tempo, para quando os gregos, com um cavalo de madeira gigante, enganaram os troianos, escondendo traição em um presente reluzente. Seduzidos pela falsa vitória, os troianos arrastaram o embuste para dentro das muralhas, ignorando os gritos de Cassandra e Laocoonte. À noite, os guerreiros gregos emergiram, abriram os portões, e Troia virou cinzas. 


Em 2025, o Brasil tem seu próprio Cavalo de Troia: Hugo Motta, o jovem presidente da Câmara dos Deputados que escalou o poder com promessas tão falsas quanto aquele equino ancestral. Eleito sob a bandeira do Projeto da Anistia, um projeto de lei para libertar cidadãos injustamente presos pela cruzada política de Alexandre de Moraes, Motta revelou sua verdadeira face. 


Após um jantar aconchegante na casa de Moraes e uma viagem ao Japão com o presidente Lula, envolto em mais um grande escândalo de corrupção — agora roubando aposentados e velhinhos —, Motta decidiu que o PL da Anistia “não era tão importante”. Surpresa! Conheçam o mais novo fantoche do Supremo Tribunal Federal, um traidor sem espinha que trocou a coragem do discurso de proteger a Constituição por um lugar à mesa do STF. 


O jovem deputado, com aura de velha política, também está tergiversando sobre a CPI do INSS, que investigaria o roubo de pensões de idosos. Motta não é líder; é marionete, protegendo corruptos e ecoando traições históricas.

Narrado na Ilíada de Homero, a história do Cavalo de Troia é a metáfora perfeita para Motta. Por volta do século 8º a.C., os gregos, exaustos após uma década de cerco, construíram um cavalo de madeira, esconderam guerreiros dentro dele e o ofereceram como presente. Os troianos, deslumbrados, ignoraram todos os alertas de perigo, celebraram a “oferta” e arrastaram-no para dentro da cidade. Naquela noite, os gregos escondidos saíram do cavalo, e Troia foi invadida. 


Motta segue o mesmo roteiro. Ele se apresentou com sorrisos e promessas de defensor da justiça, garantindo que pautaria o Projeto da Anistia para corrigir as prisões arbitrárias ordenadas por Moraes, que, sob o pretexto de “proteger a democracia”, silenciou dissidentes após o 8 de janeiro de 2023. Esse dia, longe de ser um golpe, foi um protesto caótico, explorado para justificar uma caça às bruxas contra cidadãos comuns, muitos presos sem provas sólidas, rotulados como ameaças por postagens, opiniões ou até um batom. 


Motta, com sua juventude e discurso inflamado, convenceu aliados de que seria o porta-voz da correção desses abusos. Assim como os troianos, congressistas da ala da direita compraram a fachada reluzente de Motta, entregando-lhe os votos para liderar a Câmara. Mas Motta mostra agora que pode ter sido uma armadilha, um cavalo recheado de traição, pronto para abrir os portões aos interesses do STF e do Planalto. 

Jantares, viagens e conchavos A primeira facada foi dada em março, com um jantar na residência de Alexandre de Moraes em Brasília. Entre figurões do STF e aliados do governo, Motta e Moraes cruzaram a noite imersos no poder. Entre outros bajuladores, Moraes lembrou a todos quem dita as regras em Brasília. O presidente da Câmara, com sua juventude e suposta ousadia, poderia ter resistido e usado sua posição para frear o autoritarismo que vem destruindo o Brasil. Mas dobrou os joelhos e mudou de lado. 


Antes da eleição da Câmara, o paraibano bradava que o Projeto da Anistia era vital, uma tábua de salvação para presos sob acusações frágeis e forjadas, muitos sem direito a um julgamento justo, apenas por desafiarem o establishment. 


Depois do jantar, deu de ombros, dizendo que o projeto não é tão importante assim. Se isso não é um movimento de Cavalo de Troia — infiltrar-se com falsas promessas e depois trair o movimento que o sustentou —, então o que é? Motta não é apenas um vira-casaca; ele se tornou mais um cãozinho de Moraes, abanando o rabo por migalhas de aprovação do STF. Muitos especularam que pressões — ou até chantagem — o teriam dobrado. O jantar marcou Motta como apenas mais um peão, um jovem promissor reduzido a eco das ordens do Supremo. 


A viagem ao Japão com Lula, em abril, foi o segundo ato da traição. Lula, cuja carreira é manchada por escândalos de corrupção, fez questão de levar Motta em sua comitiva de luxo. O que aconteceu em Tóquio? Talvez acordos nos bastidores ou apenas o brilho do poder presidencial, mas o Motta que voltou é ainda mais subserviente. Segundo aliados, ele voltou mais alinhado ao Planalto, rindo de piadas no avião e distante de suas promessas. Ao retornar, intensificou o desprezo pelo Projeto da Anistia, ignorando os apelos de aliados e das famílias dos presos, que lotam audiências na Câmara com cartazes e lágrimas. 


A mensagem é clara: Motta não lidera; ele segue ordens, dançando ao som de Moraes e Lula, enquanto os inocentes apodrecem em celas e a confiança de seus eleitores vira pó.

Agora, o escândalo do INSS expõe ainda mais sua covardia. A fraude, que atinge milhões de idosos, envolve associações como o Sindnapi, cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula. A oposição, liderada por deputados como Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Nikolas Ferreira (PL-MG), reuniu 185 assinaturas para instalar uma CPI na Câmara, exigindo respostas. Mas Motta, o guardião da Casa, foge. 


Ele alega uma “fila” de 11 outros pedidos de CPI e recusa-se a priorizar a investigação que poderia expor a corrupção no coração do Planalto. No Senado, Damares Alves (Republicanos-DF) busca uma CPMI, já com 27 assinaturas, para contornar sua relutância. Enquanto isso, os aposentados, especialmente na Paraíba, terra de Motta, sofrem com pensões mutiladas. A história é implacável com covardes — e Motta está com um bilhete só de ida para a infâmia. 


Traições históricas O Brasil já viu traições assim. Em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca, monarquista leal que serviu Dom Pedro II por décadas, liderou o golpe que proclamou a República, depondo o imperador sob o pretexto de “progresso”. Pressionado por elites republicanas e militares, Deodoro traiu seu juramento, enganando o imperador e o povo que confiava na estabilidade da monarquia. Dom Pedro II, exilado na França, morreu em 1891, enquanto Deodoro presidiu um regime instável, marcado por crises e corrupção — mentiras que derrubaram um imperador, um eco da falsidade de Motta ao prometer justiça e entregar subserviência. Deodoro, como Motta, trocou lealdade por poder. 


Em 1780, o general Benedict Arnold, herói da Revolução Americana, por pura ganância e embebedado no poder, traiu seus compatriotas e planejou entregar West Point aos britânicos por dinheiro. 


Descoberto, fugiu, e seu nome virou sinônimo de traição. Vidkun Quisling, primeiro-ministro da Noruega nos anos 1940, se aliou aos nazistas, entregando seu país aos capangas de Hitler para salvar a própria pele. Executado em 1945, o nome de Quisling é lama, uma entrada no dicionário para entreguismo e covardia. 


Na Revolução Francesa, os girondinos, moderados que apoiaram a República, recuaram em 1793 diante do terror jacobino, mas foram guilhotinados mesmo assim. Motta segue o mesmo roteiro.

Nota de rodapé Ele poderia ter honrado o Projeto da Anistia, enfrentado o absoluto descontrole de Moraes, ou apoiado a CPI do INSS para expor a corrupção e corrigir os terríveis roubos cometidos contra os aposentados. Teve a chance de se manter firme, de honrar as alianças que o alçaram ao poder, de lutar por aqueles injustamente esmagados pela cruzada de Moraes. Em vez disso, cedeu e escolheu jantares, viagens e conchavos, temendo o STF ou Lula — ou apenas seduzido pelo poder. 


Motta teve a chance de ser líder, de marcar a história com coragem. Optou por ecoar Deodoro, Arnold e Quisling, cujos legados são puro desprezo. Os troianos pagaram por sua ingenuidade vendo Troia queimar. Os aliados de Motta, que o elegeram, veem suas esperanças incineradas. A história não perdoa traidores, e Motta escreve seu epitáfio. 


Quando os livros de história se fecharem, Hugo Motta não será um herói. Será uma nota de rodapé, um fantoche covarde que deixou a justiça queimar enquanto brindava com o incendiário. 


Vergonha, Hugo Motta. A história está assistindo — e sua memória é implacável.


Revista Oeste



















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Surtado! Flávio Dino dá chilique e ameaça líder do PL!

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B4NDIDOS COM FUZIL, cidadão de bem sem porte. A cultura do PT é proteger o crime!

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O Brasil incentiva o ócio e a improdutividade, castiga quem produz e trabalha. Um país assim está fadado ao fracasso




segunda-feira, 5 de maio de 2025

Paralisia diante do roubo de R$ 6 bi dos aposentados ilustra morte cerebral do governo Lula,

  afirma J.R. Guzzo  Aconteceu um terremoto – mas o presidente e os seus 40 ministros ficam olhando para a ruína como se o problema fosse do governo da Transilvânia 


A maior parte das pessoas de bom senso sabia que Lula iria fazer um governo horrível nesta sua terceira passagem pela presidência da República. Mas nem todos tinham ideia de que seria tão horrível como está sendo. Esqueçam a inépcia sistêmica do governo para tomar uma única decisão certa, a estupidez-raiz de todas as suas ideias e até mesmo a roubalheira psicótica que está aí. 

Isso já estava contratado desde que o TSE anunciou que Lula tinha ganho a eleição de 2022. O que choca, a essa altura, é a morte cerebral do governo — não tem mais a capacidade de reagir a nenhum estímulo, e tornou-se um cadáver depositado na UTI à espera de que desliguem os aparelhos. 

Nada ilustra tão bem essa situação quanto a paralisia de Lula e seu estado-maior diante do que pode estar sendo o pior crime cometido até agora no governo, ou o mais perverso: o roubo, já na altura dos R$ 6 bi, do dinheiro dos aposentados do INSS, através de descontos ilegais em seus pagamentos. 

Por qual razão o ministro da Previdência Social não foi demitido logo que se anunciou a calamidade — mesmo depois que ele próprio admitiu ter conhecimento do trem fantasma que corria no INSS? Ou: o que mais ele precisaria fazer para ser posto na rua? Tudo o que Lula fez, em sua primeira reação, foi nomear um outro diretor para o INSS — e anunciar, via seus serviços de propaganda, que era ele, e não o ministro, que tinha escolhido o substituto. 

Machão, não é? 

É o disparate em cima do disparate. Se o ministro da Previdência Social está proibido de nomear o chefe do INSS, que é a essência de toda a ideia de “previdência social”. Tenha acesso ao melhor conteúdo jornalístico independente de um jeito fácil e rápido seu cargo? Esse ministério, por sinal, nem existia; só existia o INSS, e ninguém jamais sentiu a mínima falta de um ministro em cima dele. Lula inventou o raio do Ministério da Previdência Social para cuidar do raio do INSS, mas agora diz que o ministro que nomeou não pode nem encostar a mão ali.

É, cada vez mais, um governo em estado de catalepsia. Aconteceu um terremoto — mas Lula e os seus 40 ministros ficam olhando para a ruína como se o problema fosse do governo da Transilvânia. O próprio irmão do presidente da República, em pessoa, está metido nessa traficância; o seu sindicato levou 550% a mais do que levava, cinco anos atrás, do dinheiro roubado dos aposentados. Tudo bem aí? 

A única desculpa do governo é que a ladroagem vinha do passado. Tipo assim: “Roubei um carro, mas vivem roubando carro por aí. A culpa é de quem roubou antes”. Sobra, enfim, o ministro criogenizado. O homem não é fácil — já conseguiu ser demitido por corrupção no governo Dilma, em 2011. É a cara do governo Lula


Texto publicado originalmente no O Estadão

Revista Oeste


















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O julgador como agente político: uma crítica republicana à entrevista de Barroso

 Lexum 


A entrevista concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, a O Globo expõe uma compreensão da função constitucional do Judiciário que conflita com os princípios fundamentais de um constitucionalismo republicano. Suas declarações, marcadas por uma visão que posiciona o STF como protagonista político — como ao classificar os atos do 8 de janeiro como “imperdoáveis” e sugerir a conclusão do julgamento de Bolsonaro antes das eleições —, revelam um risco real de erosão das garantias individuais que a Constituição de 1988 se propôs a preservar. A análise crítica desse posicionamento, à luz das ideias de Randy Barnett em Our Republican Constitution, destaca não apenas uma falha teórica, mas uma ameaça concreta à liberdade.


No cerne da crítica, está a confusão entre proteger a democracia e governar em nome dela. Ao afirmar que “o que aconteceu no 8/1 é imperdoável” e rejeitar a anistia para os envolvidos, Barroso assume uma postura que extrapola os limites da atuação judicial, tratando o STF como um agente de transformação social e política e não como um guardião imparcial dos direitos individuais. Barnett é categórico ao defender o oposto: “First come rights, then comes government.” Para ele, e para qualquer leitura republicana genuína, a função do Judiciário é proteger os direitos de todos, inclusive dos dissidentes, e não moldar a sociedade ou o cenário político.


A entrevista de Barroso confirma uma mentalidade que vê o STF como encarregado de corrigir a sociedade em vez de limitar o poder estatal. Ao sugerir que seria “desejável” concluir o julgamento de Bolsonaro antes das eleições e que o Congresso deveria reduzir as penas dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro para evitar “ressentimentos”, Barroso revela uma intenção clara de influenciar o cenário político e social, reforçando a visão de que o STF deve atuar como um agente de transformação e não como um guardião imparcial. Essa visão é incompatível com o modelo republicano descrito por Barnett, em que o Judiciário atua como freio institucional, não como agente de transformação política.


Para Barnett, a Constituição deve proteger o povo, entendido como um conjunto de indivíduos soberanos — e não como um ente coletivo, homogêneo, cuja vontade majoritária pode ser imposta contra as minorias. Barroso, ao tratar o “povo” como uma entidade una que precisa ser “salva” de si mesma, alinha-se à visão coletivista que Barnett critica, na qual “We the People” é interpretado como um corpo orgânico e não como indivíduos dotados de direitos inalienáveis. Em Our Republican Constitution, Barnett argumenta que essa visão majoritária, típica da “Democratic Constitution”, permite que a vontade coletiva prevaleça sobre os direitos individuais, justificando restrições à liberdade que comprometem a essência de uma república. Em Restoring the Lost Constitution, Barnett alerta que essa ficção de “We the People” é perigosa, pois permite que facções que alegam falar pelo “povo” restrinjam as liberdades de todos, um risco evidente nas ações intervencionistas de Barroso.


Quando ministros deixam de aplicar a Constituição de maneira neutra para assumir a missão de “educar” ou “redimir” o povo, o Judiciário ultrapassa sua função e ameaça a própria liberdade que deveria resguardar.


O discurso do ministro não é apenas problemático em seu conteúdo, mas também em sua forma. Barroso recorre a técnicas argumentativas que Arthur Schopenhauer descreveu em sua Dialética Erística, e às heurísticas cognitivas estudadas por Daniel Kahneman, que amplificam percepções e distorcem o debate racional. A insistência em qualificações morais absolutas — como a classificação dos atos do 8 de janeiro como “imperdoáveis” — ilustra o uso do ad misericordiam, apelo à emoção para bloquear o exame jurídico sereno. Ao assumir a culpa dos acusados como ponto de partida, Barroso incorre na petitio principii, validando medidas excepcionais sem submetê-las a crítica racional.


A utilização da heurística da disponibilidade é igualmente evidente: ao destacar de forma reiterada episódios de violência e caos, como a “tentativa de explodir bombas” e os “acampamentos em frente a quartéis”, cria-se a impressão de um perigo constante que justificaria a suspensão de garantias fundamentais. No entanto, como alerta Barnett, as crises não podem servir de justificativa para a expansão ilimitada do poder estatal. Medidas emergenciais que violam direitos básicos, se normalizadas, corroem precisamente aquilo que a Constituição existe para proteger.


As ações mencionadas por Barroso na entrevista — bloqueios de redes sociais, censura de conteúdos e repressão ampliada — devem ser entendidas dentro do fenômeno que Barnett descreve como a ascensão do executive-administrative state: um modelo em que, sob o pretexto de proteger o bem comum, instituições de governo passam a legislar, julgar e executar com autonomia crescente, à margem dos controles constitucionais tradicionais. Em Restoring the Lost Constitution, Barnett propõe uma “Presumption of Liberty”, segundo a qual qualquer restrição à liberdade deve ser presumida inconstitucional, cabendo ao governo provar sua necessidade e adequação. Em Our Republican Constitution, ele vai além, defendendo um “judicial skepticism” que exige dos juízes uma postura cética para avaliar se tais medidas são racionais e não arbitrárias, protegendo assim os direitos individuais contra abusos do poder estatal.


A abordagem de Barroso, que presume a legitimidade dessas medidas com base em uma narrativa de crise, inverte essa lógica, violando os princípios que deveriam guiar um Judiciário comprometido com a proteção das liberdades individuais.


Embora Barnett tenha se referido ao contexto americano, a adaptação ao Brasil é direta: o STF, ao acumular funções típicas dos três poderes sob a justificativa da “defesa da democracia”, aproxima-se perigosamente daquilo que deveria combater. Nos Estados Unidos, Barnett critica a deferência excessiva do Judiciário ao Congresso durante a era progressista, quando a Corte permitiu a expansão do poder estatal em nome da vontade majoritária. No Brasil, o STF sob Barroso segue um caminho semelhante, mas com um agravante: aqui, a Corte não apenas defere, mas toma para si o papel de legislar e executar, assumindo uma função de “poder moderador” que a Constituição de 1988 não lhe confere.


Em Restoring the Lost Constitution, Barnett argumenta que cláusulas constitucionais que limitam o poder estatal, como as que protegem direitos não enumerados, foram “perdidas” devido a interpretações judiciais que as ignoraram ou distorceram, criando um “mar de poderes governamentais” em vez de um “mar de liberdade”. No Brasil, a atuação do STF sob Barroso, ao justificar medidas como censura e repressão, contribui para uma perda semelhante das garantias constitucionais da Constituição de 1988, que deveria proteger as liberdades individuais contra abusos de poder.


É necessário esclarecer que os eventos citados por Barroso, como os do 8 de janeiro, não configuraram ameaças reais às instituições brasileiras, mas sim um quebra-quebra com vandalismo, que, embora condenável, não justifica a narrativa de crise institucional que embasou medidas de exceção. Como Barnett observa, a função de uma Constituição não é ceder diante de episódios de desordem, mas enfrentá-los com o rigor da legalidade. O argumento de que medidas excepcionais eram necessárias para proteger a democracia deve ser confrontado com o princípio de que a liberdade individual só pode sobreviver se os limites constitucionais forem respeitados, especialmente em momentos de comoção social. No modelo republicano de Barnett, episódios como esses não justificam a suspensão dos direitos; antes, exigem ainda maior rigor em sua proteção.


O Supremo Tribunal Federal, pela Constituição de 1988, é o guardião das liberdades fundamentais e da separação de poderes. Seu papel não é alinhar-se a vencedores eleitorais nem corrigir o eleitorado, mas assegurar que a liberdade seja preservada mesmo contra a vontade da maioria ou contra os impulsos excepcionais de momentos de comoção social. Quando um ministro assume posturas que sugerem a intervenção direta do STF no cenário político, como ao propor a conclusão de julgamentos para influenciar eleições, ele não apenas compromete a imparcialidade da Corte — compromete a própria ideia de um Direito que se impõe a todos, inclusive ao próprio Estado.


A república não se sustenta pela vitória de um lado sobre outro, mas pela preservação constante dos direitos individuais contra o abuso de todos os lados. No Brasil, como nos Estados Unidos descritos por Barnett, o verdadeiro teste do constitucionalismo republicano não está na facilidade de aplicar a Constituição em tempos de normalidade, mas na coragem de defendê-la nos momentos de crise.


Ao erguerem a bandeira de intervenção política em nome da democracia, ministros traem a função contramajoritária que a Constituição lhes atribui. Em Our Republican Constitution, Barnett critica a deferência excessiva do Judiciário à vontade majoritária, como em casos históricos que permitiram a discriminação racial sob a justificativa de atender à “vontade do povo”, argumentando que tal postura mina a proteção dos direitos individuais. A atuação de Barroso, ao alinhar o STF a objetivos políticos, reflete essa deferência criticada por Barnett, tornando a liberdade de todos mais frágil — justamente no momento em que ela mais precisa ser defendida.


*Leonardo Corrêa – Advogado, LL.M pela University of Pennsylvania, Sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, um dos Fundadores e Presidente da Lexum.










PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/o-julgador-como-algente-politico-uma-critica-republicana-a-entrevista-de-barroso/

INSS: investigados pela fraude têm Ferrari, Rolls-Royce e 11 Porsches. Ué! Faz sentido. A quadrilha do ex-presidiário é poderosa e tem proteção suprema...

  Empresários, lobistas, servidores públicos e seus familiares são suspeitos de participar do esquema bilionário


Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema bilionário de fraude contra aposentados do INSS. Empresários, lobistas, servidores públicos e seus familiares são suspeitos de participar do esquema, ostentando uma vida luxuosa com imóveis de alto valor, joias e uma vasta frota de carros de luxo, incluindo Ferraris, RollsRoyces e onze Porsches. 

A Operação Sem Desconto, foi deflagrada em 23 de abril, com a execução de 211 mandados de busca e apreensão contra investigados do escândalo do INSS. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que diversos veículos, entre eles uma Ferrari e um Rolls-Royce, foram apreendidos, somando um valor acima de R$ 15 milhões em um dos alvos. 

Entre os investigados está Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, sua companheira Thaisa Hoffmann Jonasson e duas empresas das quais ela é sócia, que receberam recursos do esquema. A frota de veículos deles é composta por pelo menos nove carros, avaliados em mais de R$ 3 milhões, conforme a tabela Fipe. 

Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, também é um dos principais alvos das investigações. Ele, sua mulher e o filho possuem dezenas de carros e motos registrados em seus nomes ou em nome de empresas relacionadas. 

Descobertas durante as buscas por fraude do INSS 

Durante uma busca na residência do filho de Carlos Camilo, foi encontrada uma BMW de R$ 250 mil e um Audi de R$ 780 mil, que não estavam presentes em uma segunda diligência. Na segunda busca, foram apreendidos cinco carros e duas motos, incluindo uma Triumph Tiger de R$ 130 mil e um Porsche Taycan de R$ 500 mil. A família Antunes acumulou mais de 30 veículos, cujo valor total ultrapassa R$ 7 milhões. 

A investigação também revelou transferências de veículos entre os suspeitos, como o Porsche Taycan que era de Antonio Carlos e foi transferido para Thaisa Hoffmann Jonasson. Ela também aparece como proprietária de um Volvo de R$ 300 mil, que, segundo registros, pertence à empresa Brasília Consultoria, associada aos investigados.

Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da entidade Amar Brasil, é outro nome citado. A entidade recebeu R$ 143,2 milhões em descontos de aposentadorias em dois anos. A empresa Orleans Viagens e Turismo, que recebeu R$ 5,2 milhões da Contag, também está sob investigação. 

Ela possui 12 veículos, sendo a maioria de alto padrão, como um Porsche 911 e um Dodge Ram Rampage. Além disso, Milton Salvador de Almeida Júnior, sócio de empresas ligadas ao “Careca do INSS”, é dono de uma réplica de Porsche Spyder 550 fabricada pela Chamonix. Estas descobertas destacam a extensão do esquema, que afetou muitos aposentados.

Operação Sem Desconto As fraudes foram detalhadas depois da deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal, em 23 de abril. 

Os agentes federais cumpriram 211 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária no Distrito Federal e em 13 Estados. Seis pessoas foram afastadas de suas funções devido à operação, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que depois pediu demissão. Outros afastados foram:

• Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho, procurador-geral do INSS; 

• Vanderlei Barbosa dos Santos, diretor de Benefícios no Cidadão; 

• Giovani Batista Fassarella Spiecker, coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente; 

• Jucimar Fonseca da Silva, coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios; e

• Um policial federal cuja identidade não foi divulgada.

Revista Oeste



















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Em pronunciamento à nação, Lula diz que seu governo 'desmontou' esquema fraudulento no INSS

 PAVINATTO/REVISTAOESTE/YOUTUBE


Em pronunciamento à nação, Lula diz que seu governo 'desmontou' esquema fraudulento no INSS

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O roubo de R$ 6,3 bilhões do INSS no governo Lula 3

 


O roubo de R$ 6,3 bilhões do INSS no governo Lula 3 

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A anistia tá na Constituição. A censura e o abuso de poder, não!

 ESTEFANESAMPAIO/INSTAGRAM


A anistia tá na Constituição. A censura e o abuso de poder, não!



'Onde os idosos não têm vez',

 por Tiago Pavinatto Lula nada soubera do Mensalão, nada sabia do Petrolão e, agora, nada sabe do abjeto escândalo que, ao que se sabe até o momento, tungou mais de R$ 6 bilhões dos aposentados e pensionistas


A firmar que Rute é boazinha, e Raquel, má é verdade tão patente e incontestável quanto o fato de que o candidato Lula sempre sabe de tudo (todas as respostas para todas as perguntas decorrentes de todos os males do Brasil… incluindo as saúvas), enquanto o Presidente Lula nunca sabe de nada. Nada soubera do Mensalão, nada sabia do Petrolão e, agora, nada sabe do abjeto escândalo, exponencial e vertiginosamente metastatizado sob seu terceiro mandato presidencial — ou seria “mandado” presidencial? —, que, ao que se sabe até o momento, tungou, direto da fonte (o INSS), mais de R$ 6 bilhões dos aposentados e pensionistas brasileiros. 


Wadih Damous foi colocado por Lula na Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacom) e, mesmo diante de um aumento de 500% nas reclamações sobre os descontos não autorizados em aposentadorias, nada fez. Desde 2023 até o presente, o número de reclamações ignoradas caminha para 800. Mas bastou uma única reclamação do ministro Alexandre de Moraes contra o Google para que a Senacom de Wadih Damous silenciasse a opinião da multinacional contra o projeto de lei de “regulação” das redes sociais “contra” a “desinformação”

Lula não deve saber nada disso. Afinal, Damous, o Wadih, está prestes a ser promovido pelo mesmo Lula ao posto de diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — promoção patrocinada por um empresário regulado pela ANS, o famigerado Júnior da Amil. Famoso por cancelar planos de idosos no curso de internações e de famílias inteiras em razão de filhos autistas, Júnior é muito generoso com Lula, como no caso da carona que deu a ele, então presidente recém-eleito, e Janja em um voo direto até o Egito no seu Gulfstream G600 (um brinquedo de cerca de R$ 300 milhões).

De igual maneira, Lula não fazia ideia da incompetência de cinco ministros de Estado que ele nomeou pessoalmente: 


(i) nem dos seus dois ministros da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino e Ricardo Lewandowski — chefes daquele mesmo Wadih (a Senacom é órgão subordinado ao Ministério da Justiça) —, sujeitos que enganaram o presidente a ponto de levá-lo a acreditar que detinham “notável saber jurídico”. Seria irresponsável, pois absurdo, cogitar que Lula, ao nomeá-los, tenha violado o critério constitucional do “notável saber”, requisito legal indispensável (sob pena de nulidade) para o cargo de ministro do Supremo (tão absurdo que uma aniquilação presidencial desse parâmetro teria sido desmascarada ao longo das rigorosas sabatinas no Senado); 


(ii) nem de Carlos Lupi, o seu ministro da Previdência Social, que alega absoluta incapacidade para qualquer providência decorrente de previdência pessoal ou diante de farta evidência repassada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), chegando a interceder pela nomeação de um suspeito ao cargo de procurador geral do INSS. Leia-se: exigir que uma suspeita raposa vigie o galinheiro; 

(iii) nem de Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, responsável pelo Cadastro Único para Programas Sociais, cujos dados vinham sendo manipulados para a inclusão de beneficiários fictícios; 


(iv) nem mesmo de André de Paula, ministro da Pesca e Aquicultura, citado nas investigações pelas concessões irregulares de registros para a solicitação de benefícios previdenciários, especialmente no Estado do Maranhão, que elegera Flávio Dino senador. 


Pobre Lula… por nada saber, sequer podia suspeitar do suposto envolvimento de seu próprio irmão, o Frei Chico, que, de Frei, está tanto para o voto sacerdotal de pobreza quanto João está “de Deus”.

Tanto Lula nunca sabe de nada, que entrará para os livros de história como o presidente mais desinformado. Nunca antes na história deste país existiu alguém tão desinformado. 




Contudo, uma vez que os ministros supremos lotados no Supremo julgam ser a desinformação o mal maior do Brasil, causa espanto que Lula ainda permaneça no cargo. Afinal, se a Constituição de 1988 — a qual juram respeitar e proteger — determina que o Estado ampare os idosos, garantindo-lhes proteção especial ao lado de crianças, vulneráveis e consumidores, o assalto aos aposentados e pensionistas atenta mais contra o Estado de Direito brasileiro do que o trecho de um rascunho de proposta de minuta que cogite males a autoridades nacionais. Ao contrário dos nossos idosos, as nossas autoridades não contam com essa proteção especial constitucionalmente exigida do Estado.


Será que os nossos ministros da Corte Constitucional não leram a nossa Constituição e, do mesmo modo que o presidente Lula, não sabem de nada?

Se de nada sabem, como é possível reconhecer o “notável saber” de cada um deles? Teriam enganado os senadores da República? Ou os nossos senadores também nada sabiam e nada sabem acerca do que deveriam saber e daquilo que poderiam fazer ou os nossos ministros supremos sabem muito sobre eles — hipótese na qual a última instância do nosso Poder Judiciário nada sabe do Direito e tudo sabem do errado.


Que angústia! Talvez seja melhor nem saber, mas sempre sabendo que Lula de nada sabia. Nem venham, depois, algum juizeco e outro promotorzinho acusar e condenar Lula a partir de “colaborações premiadas” obtidas de suspeitos presos com a finalidade de delatar. Verdadeiras confissões de culpa alheia amparadas em boatos e testemunhos de segunda mão. A jurisprudência é pacífica: tal método só se admite contra os presidentes adversários do presidente Lula.


Por que não a Lula? Porque Lula é o Filho do Brasil. O maior deles. É o mais grandessíssimo filho, pois, da indelével lição de Paulo Freire, Lula é o símbolo da realização do sonho de todo brasileiro cativo: a prova do triunfo da vontade do oprimido que se torna o mandatário geral dos opressores. 


Tiago Pavinatto - Revista Oeste













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Primeiro de maio ou primeiro de abril?

 LUISERNESTOLACOMBE/YOUTUBE


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Vazio mental e tirania no vocabulário esquerdista

 PERCIVAL PUGGINA/YOUTUBE



LULA coloca COMUNISTA no STF para CONFISCAR sua propriedade privada!

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


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domingo, 4 de maio de 2025

Civilidade jurídica

 Lexum 


Muito se enaltecem a Constituição e a atuação do Poder Judiciário como uma espécie de ápice do ideal civilizatório.


Contudo, tantas vezes já se viu que uma Constituição extensiva e excessivamente principiológica, aliada a um Poder Judiciário ativista, não significam muita coisa, na verdade podem representar inclusive um golpe ao Estado de Direito!


O Terceiro Reich manteve uma complexa estrutura jurídica, dotada de códigos, juízes e tribunais. Os nazistas chegaram ao poder por meios em grande parte legais, e Carl Schmitt, o mais notório dos juristas alemães, ofereceu a base teórica para que os tribunais se sentissem legitimados a suspender as liberdades em nome de uma ideia mística de unidade do povo e da autoridade do Führer.


Os tribunais soviéticos nunca deixaram de celebrar seus rituais formais: julgamentos encenados, confissões extraídas sob tortura, sentenças proferidas em nome da “justiça popular”, pantomimas legais em que aplicavam a lei de acordo com os grandes objetivos do sistema.


Tudo feito dentro da ordem, em nome da ordem e visando à ordem.


O itinerário é sempre o mesmo: concentrar-se na ideia de exceção, construir a convicção geral de que o momento presente é excepcional e que exige uma atuação dura e exemplar das Cortes, que justifica inclusive e, sobretudo, a elasticidade e a arbitrariedade das interpretações da lei.


Ora: não é a existência de um sistema jurídico que assegura a liberdade e o Estado de Direito, mas a forma como esse sistema concebe a autoridade.


Frases como “se o juiz decidiu, está decidido” ou “decisão não se discute, se cumpre” resultam da fantasia de que, se há Judiciário, há justiça, legalidade e respeito ao Estado de Direito. Nada mais falso.


Devendo ser cumpridas ou não as decisões, o cidadão tem todo o direito de discuti-las sob o ponto de vista de sua legitimidade e conformidade ao que estabelece a lei.


A experiência americana, a mais longeva democracia constitucional do Ocidente, não por acaso se ancora na tripartição dos poderes, no governo limitado pela lei e no respeito e aplicação do texto constitucional tal como concebido por seus fundadores.


E, como séculos depois enfatizou Antonin Scalia, um dos Justices da Suprema Corte: “A Constituição é uma lei — e não um texto vago à espera de um intérprete iluminado.”


A previsibilidade do direito não é um detalhe técnico, mas seu fundamento. As leis são o que está escrito, não o que os juízes acham que está escrito ou o que deveria estar escrito.


Um regime claramente autoritário, porém com regras bem definidas, acaba sendo menos opressor do que aquele em que tudo depende da interpretação deliberada e casuística dos juízes. Ao menos o indivíduo sabe, no primeiro cenário, com o que está lidando.


O atual e disseminado ativismo judicial, que transforma o juiz em legislador moral, dotado de um mandato implícito para, acima dos demais poderes, recivilizar e reordenar a sociedade, definir políticas públicas, redesenhar instituições e reordenar relações sociais, vem a ser a mais absoluta corrupção dos valores e concepções que fizeram a força e a longevidade das democracias liberais, especialmente a americana.


Os liberais sabem há muito: o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente e conduz a delírios autorreferenciais de grandeza e onipotência, nublando a capacidade de dialogar com a realidade.


É o que temos visto.


*Sergio Lewin – Advogado e Fundador da Lexum.










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19 emendas do PT facilitaram roubo aos aposentados, afirma Rogério Marinho

 DIÁRIODOPODER


Secretário Especial (com status de ministro) da Previdência e do Trabalho entre 2019 e 2020, o senador Rogério Marinho (PL-RN) é dono de boa memória, como demonstrou no Senado. Ele lembrou que a medida provisória nº 871/19 do então presidente Jair Bolsonaro, destinada a proteger aposentados dos descontos de sindicatos e associações picaretas, teve 19 emendas de parlamentares do PT que, percebe-se agora, facilitaram o maior roubo de sempre, na Previdência, contra os aposentados: R$6,3 bilhões.

MP 871 desfigurada


A MP resultou na lei 13.846, que depois seria desfigurada de uma vez por todas, abrindo caminho para o roubo só agora investigado.


Meio milhão de alertas


Em 2022, houve 24 mil reclamações de descontos não autorizados, e no ano seguinte, com PT no poder, as queixas subiram para 459.885.


Esquerda por trás


Rogério Marinho leu da tribuna a lista de entidades picaretas que mais roubaram os velhinhos do INSS. Todas são ligadas à esquerda.


Proibição suspeita


No Senado, o líder do PT pediu e Marinho deu aparte, mas líder de fato do governo, Davi Alcolumbre, proibir o debate, levantando suspeitas.


Diário do Poder





















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Teve prisão na CPI das Bets? Teve, sim senhor! / EM BAIXA

 EM BAIXA/GAZETADOPOVO


Teve prisão na CPI das Bets? Teve, sim senhor! 


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https://www.youtube.com/watch?v=cPteEaNeXhY

Feliz Dia do Capital!

 É ele quem permite que o trabalhador seja produtivo e tenha um maior padrão de vida

Por Scott Kjar


Ao redor de todo o mundo, 1º de maio, celebra-se o dia do trabalhador.  Levando-se em conta a contínua e irrefreável expansão dos governos, cujo fardo tributário recai majoritariamente sobre os assalariados, achatando seus rendimentos, a data vem se tornando a cada dia mais emblemática e importante.

No entanto, o objetivo principal da data -- ao menos o seu original -- é celebrar o trabalhador como sendo o responsável pelo grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo.  Mas este argumento possui várias falhas.

Nossa evolução

Por 10.000 anos, desde a antiga Suméria até a Revolução Industrial, o trabalho extenuante era o segredo da organização econômica. A agricultura era a principal atividade econômica, e se baseava totalmente na mão-de-obra física e no trabalho exaustivo. Um ser humano sem absolutamente nenhuma ferramenta ou maquinário (capital) tinha de furar um buraco no chão com seu próprio dedo e jogar ali dentro uma semente.

A mudança para o uso de gravetos e outros pedaços de pau foi um exemplo da evolução do capital. 

E a mudança deste arranjo para o uso de arados de metal representou uma imensa alteração na estrutura de produção, uma alteração totalmente baseada no uso intensivo de capital. 

O desenvolvimento de uma coleira de cavalo -- um pedaço de capital -- permitiu um enorme aumento na produtividade da agricultura. Literalmente, toda a mão-de-obra do mundo era incapaz de fazer aumentar a oferta de alimentos; porém, simples aprimoramentos no capital levaram a um substancial crescimento na produção agrícola.

Em um mundo baseado no trabalho, caçar animais era uma atividade precária, dado que animais frequentemente eram mais bem munidos de armas do que os seres humanos. Um ser humano utilizando apenas suas próprias mãos não é páreo para um búfalo; com efeito, um ser humano utilizando apenas a sua inteligência e suas próprias mãos dificilmente conseguirá capturar sequer um pequeno coelho. 

O desenvolvimento das armadilhas para animais, por exemplo, foi um progresso que permitiu que presas pequenas fossem capturadas com riscos mínimos para o capturador. 

O uso de lanças representou outro aprimoramento do capital, permitindo que um pequeno grupo de homens exitosamente caçasse grandes animais. E a invenção das armas de fogo permitiu que um homem pudesse matar até mesmo o maior dos animais a uma grande distância.

Em um mundo baseado inteiramente no trabalho, o comércio entre as regiões exigia que os homens levassem semanas, meses ou até mesmo anos para percorrer montanhas, áreas nevadas ou florestas inóspitas. E este trabalho excruciante gerava apenas pequenas quantidades de comércio, dado que os comerciantes -- limitados pela própria força física e pela necessidade de carregar comida e conduzir um enorme grupo de animais -- eram capazes de transportar, de forma segura e eficaz, apenas uma pequena quantidade de bens, frequentemente não mais do que uns 100 kg.

Já em nosso mundo baseado no uso de capital, o comércio é feito por meio de caminhões, aviões, trens e enormes navios com capacidade para várias toneladas. 

Com efeito, é muito provável que, neste nosso mundo baseado no capital, ocorra em um só dia um volume de comércio muito maior do que aquele que ocorria em um ano, em uma década ou, possivelmente, até mesmo em um século inteiro antes da Renascença. 

Hoje, usufruímos prazeres e magnificências que eram inimagináveis há até mesmo 100 anos. Dirigimos automóveis confiáveis, temos luz e inúmeros aparelhos elétricos em nossas casas, produzimos em massa e rapidamente, todos e quaisquer tipos de antibióticos e vacinas, temos ar condicionado, viagens aéreas, geladeiras, congeladores, televisão de tela plana, filmes sob demanda, celulares, motoristas ao toque da tela de um celular, computadores, notebooks, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas e por aí vai. E para não mencionar "raridades", como rádios, toca-discos, CD players, DVD e videocassetes.

Livros que antes tinham de ser meticulosamente reproduzidos um de cada vez -- com trabalho -- hoje são reproduzidos aos milhares tanto por meio de fotocópias e impressoras quanto por meios puramente digitais.  Com efeito, você pode ler este texto na internet por meio do seu computador, notebook, tablet, smartphone ou simplesmente por meio de papel e impressora. Você escolhe.

Um voo intercontinental de algumas horas substitui semanas de viagem dentro de um navio primitivo -- viagem esta que apresentava enormes chances de resultar em tragédia. E mesmo um navio primitivo havia ao menos tornado possível as viagens intercontinentais, algo que era uma impossibilidade em um mundo baseado exclusivamente no trabalho humano (imagine ter de nadar todo o Oceano Atlântico!). Uma mensagem que demorava dias para ser transportada por meio de cavalos é hoje instantaneamente entregue via celulares e emails.

Por meio de um celular ou de um notebook, podemos acessar absolutamente todos os cursos do MIT. Os portais de informações são infindáveis e impressionantes. Podemos jogar jogos e nos comunicar gratuitamente com qualquer outra pessoa que tenha acesso à internet. Mesmo o simples ato de ligar a televisão nos fornece acesso imediato a várias centenas de estações. A explosão da informação disponibilizada em tempo real em nossas vidas é tão vasta e profunda que é impossível de ser acuradamente descrita.

E eis o crucial: não mais é só para uma elite; é para todos. 

O que permitiu esta magnífica criação de riqueza foram investimentos em capital feitos por capitalistas, os quais geraram as mudanças tecnológicas que hoje nos permitem produzir mais com cada vez menos recursos. 

O trabalho é importante, sem dúvida, mas o que realmente nos faz ricos é o capital e a tecnologia que tornam o trabalho mais produtivo.

E um ótimo exemplo de como esta acumulação de capital favorece principalmente os trabalhadores pode ser observado na própria Revolução Industrial, contrariamente a todos os clichês que você certamente já ouviu sobre aquela época. Durante a Revolução Industrial, os aluguéis cobrados sobre a terra permaneceram praticamente inalterados, o que significa que os ganhos da industrialização não foram absorvidos pelos proprietários de terra. As taxas de juros permaneceram praticamente inalteradas, o que significa que os ganhos da industrialização não foram absorvidos pelos capitalistas. Já os salários -- principalmente da mão-de-obra de baixa qualidade -- explodiram. Tudo em decorrência da acumulação de capital.

O capital é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais e um maior padrão de vida para todos. Trabalhar menos, produzir mais e ter mais qualidade de vida é o resultado direto da acumulação e do uso do capital.

Prestando a devida homenagem

Somos realmente abençoados de viver nesta era. A expansão do capital nos permitiu chegar a um nível de conforto jamais sonhado até mesmo por monarcas e imperadores de alguns séculos atrás. Com efeito, vivemos hoje muito melhor que um bilionário americano há 100 anos. 

É hora de repensar este incorretamente rotulado "dia do trabalhador" e prestar o devido reconhecimento e homenagem àquilo que realmente torna a nossa vida mais fácil e prazerosa: o capital.

Logo, feliz dia do capital!





















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FESTA NO PUXADINHO DO PT

 ESTUDIO5ELEMENTO/INSTAGRAM


Na festa dos 60 anos da Globo, Daniela Lima se soltou enquanto o estúdio vibrava num clima de euforia totalmente alheio à crise do país. A celebração parecia mais um sarau soviético em homenagem à boa embalagem da tragédia.





PT nem ESCONDE mais! CARGOS em conselhos VIRAM MAMATA oficial do LULISMO!

 RUBINHONUNES/YOUTUBE

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Invertida! Moraes não intima Paulo Figueiredo por medo de Trump!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE

Invertida! Moraes não intima Paulo Figueiredo por medo de Trump!

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sábado, 3 de maio de 2025

'A ditadura e a ladroagem',

 por J.R. Guzzo O objetidio da esquerda brasileira hoje é roubar tudo o que puder ser roubado, dos velhinhos do INSS aos respiradores que não são entregues, das marmitas às obras públicas, e daí ao infinito


O Brasil está vivendo hoje uma situação que nunca experimentou — o regime da ditadura meia-boca. É algo inédito em 525 anos de uma história na qual os governos, de todos os tipos e de todas as naturezas, tiveram a obsessão única de governar contra o povo e a favor de si próprios. Não têm coragem para ser uma ditadura de primeira qualidade, como é o caso de uma boa Coreia do Norte ou de uma boa Cuba — ou talvez não consigam chegar lá. Mas, para grande parte dos efeitos práticos, funciona como aquela boa, velha e honesta ditadura que você conhece tão bem. 


A única lei que realmente vale é a vontade de quem manda no exército e na polícia, e quem manda não aparece como o clássico Hitler, Fidel Castro ou Luís XV de escola de samba. É uma espécie de “coletivo” de magistrados que não foi eleito por ninguém, como um conselho de pajés de alguma tribo primitiva que morre de medo deles. Já faz seis anos que governam o Brasil. 


Essa ditadura marca barbante, que só consegue amarrar o país porque tem diante de si a classe política mais covarde que já se viu por aqui desde o governador-geral Tomé de Sousa, faz cada vez mais questão de se exibir em público no papel do “aqui quem manda é o Supremo”. Não somos mais apenas um “departamento técnico” do Estado, diz o presidente Luís Roberto Barroso, mas, sim, um poder político que se viu forçado a governar o país pela evidente falta de capacidade dos brasileiros, e dos seus representantes eleitos, para governar a si próprios. 


Quer dizer: isso é o que o STF acha, e se o STF acha você tem mais é de não amolar, “mané”, senão o Alexandre de Moraes te prende como “golpista”. Em seu último surto de narcisismo patológico e sempre mal-intencionado, o grupinho que manda no tribunal — os outros só fazem número na ponta-esquerda, como diziam os velhos locutores de futebol no tempo em que jogador machucado não podia ser substituído — tomou uma decisão realmente espetacular. 

Segundo a Folha de S.Paulo, o STF negociou, e aparentemente acertou, um projeto de lei — sim, nada menos que um projeto de lei — para reduzir as penas selvagens que o ministro Moraes socou nos envolvidos no quebra-quebra do dia 8 de janeiro. Alô, alô? Como assim, cara pálida — quer dizer que agora o STF “negocia” a aprovação de leis com o Congresso Nacional? Isso aí não existe. Nem o STF nem o Congresso, se aquilo que está escrito na Constituição Federal valesse um Rolex paraguaio, têm de “negociar” absolutamente nada entre si. 


Fazer e aprovar projetos de lei é tarefa exclusiva do Congresso; o STF tem tanto a ver com isso como tem a ver com as relações entre o seno e o cosseno. O tribunal tem unicamente de julgar as causas levadas até ele; não pode legislar, nem aprovar, nem reprovar, nem “negociar” o que os parlamentares decidem. Mas isto aqui não é mais, há muito tempo, uma democracia. Quem manda é o STF, e o Congresso fica de quatro, dizendo “bate mais em mim, sinhô, bate mais”. 


Quer dizer que agora, abertamente, o STF tem de dar sua aprovação prévia às leis apresentadas no Congresso? E se os ministros Moraes e Flávio Dino, que segundo a Folha “concordaram” com o projeto de redução das penas, não tivessem concordado? A lei não sairia? É uma aberração a céu aberto, mais uma, nesse regime de concubinato que está aí. No período de Bolsonaro o STF não deixou o governo governar.


Agora, com Lula — que tirou da cadeia e pôs na Presidência da República —, faz o exato contrário. Governa em consórcio com o PT, Psol, PCdoB e coisas que os valham, num sistema de tchutchucas mútuos. Nos dias pares o STF é tchutchuca do governo Lula. Nos dias ímpares o governo Lula é tchutchuca do STF. No caso, Lula parece ter chegado à conclusão de que 14 anos de prisão para a cabeleireira do batom, e outros atos de demência aberta como esse, não vão lhe render um único e mísero voto. Não aceita a anistia, porque nem a sua religião nem o seu caráter permitem, mas ao mesmo tempo não quer mais ser sócio da ferida na testa que são as sentenças de Moraes. 


Também, ao que parece, está se cansando de aplaudir o ministrochefe do STF em tudo e qualquer coisa. O governo veio então com essa história da redução das penas — que vai acabar soltando todo mundo sem a necessidade de votar anistia nenhuma, e perder a votação. O Supremo, no seu dia de tchutchuca, agasalha.

Como é que fica, então? O STF, logo de saída, não queria aceitar nem um minuto na redução da pena de ninguém. Ao contrário, todo mundo ali dentro continua babando na gravata por mais castigo, mais cadeia, mais multa, mais mata-esfola-e-pisa-em-cima para os “golpistas” de Alexandre de Moraes e seus devotos no plenário e na mídia em geral. Mudaram de ideia: o péssimo teve um upgrade para aceitável, pelo jeito e por razões que nem o STF nem Lula vão explicar com clareza. Mas como fica a pregação 100% pétrea e histérica de ambos até agora, jurando que houve, sim, senhor, uma tentativa de golpe armado, que tinham provas “robustas” da culpa de todos os que foram e poderão ser condenados e que dizer o contrário configurava crime de direitismo bolsonarista? 


E os editoriais da mídia, afirmando que a anistia é inaceitável, inconcebível e inexplicável? Quer dizer que anistia não pode, mas liberou geral pode? Quer dizer que, no fim das contas, não houve golpe? Não faz nenhum nexo. Mas fazer nexo é a última preocupação do regime. O que vale aqui é a força, não a razão — o mandamento número 1 de todas as ditaduras. 


O regime de exceção imposto ao país pelo consórcio que se formou entre o STF e o governo Lula não se baseia em ideologia nenhuma. Falam, é claro, que são guerreiros da distribuição de renda, das “políticas públicas” para acabar com a pobreza e do socialismo em geral. São claramente neuróticos na discurseira “pró-igualdade”, pró-impostos em cima dos “ricos” e pródoutrinas pelas quais homem pode tirar documento com nome de mulher e jogar no time de basquete feminino, ou entrar no banheiro das mulheres. São ferozmente contra a “mudança do clima”, o “racismo” e a classe média — para não falar no agronegócio, nos alimentos industrializados e nas cores verde e amarela, que consideram um símbolo do “fascismo. Têm, talvez mais do que tudo, um ódio sem limites ao proletário que quer melhorar de vida. Mas as “causas” são pura mentira. O que eles querem mesmo é outra coisa.


O objetivo, a estratégia e a raison d’être da esquerda brasileira de hoje não têm nada a ver com a “propriedade coletiva dos bens de produção”, a “mais valia” e os outros contos do vigário básicos do comunismo-raiz. Ninguém ali está interessado em “socialismo”, e muito menos no fim da propriedade privada. O que todos eles querem, de verdade, é roubar tudo o que puder ser roubado neste país, dos velhinhos do INSS aos respiradores que não são entregues, das marmitas às obras públicas que custam dez vezes mais do que o que valem, e daí ao infinito. Os sociólogos têm horror de ouvir essas coisas, mas são os fatos. A esquerda, via Lula, chegou ao governo no Brasil em 2003. Começou a roubar ali e não parou nunca mais, até hoje (Veja a matéria de Silvio Navarro nesta edição).


É para isso que foi montada a ditadura duplex STF-Lula — para meter a mão no Erário, mais do que qualquer outra coisa. A chave de tudo é uma noção de ordem estritamente prática: a corrupção é muito melhor quando tem apoio, parceria e proteção de um regime totalitário, a começar pelos tribunais que decidem quem vai preso e quem fica solto. Sempre se roubou no Brasil, mas o PT e seus parceiros descobriram por conta própria que pode haver dois tipos de corrupção. 


Uma coisa é corrupção num sistema onde, de repente, aparece uma Operação Lava Jato e a casa cai, com a gataria gorda indo para o xadrez e a devolução de bilhões em dinheiro roubado. Outra coisa, que muda tudo, é roubar sem perigo de Lava Jatos, ou qualquer coisa que possa colocar em risco a impunidade dos ladrões. 


Meter a mão no Tesouro Nacional, então, vira uma atividade mais segura do que ir à missa — e, se uma ditadura for a solução para isso, viva a ditadura. Que tal roubar R$ 6 bilhões metendo a mão do bolso dos aposentados do INSS sem correr risco nenhum — nem o de perder o emprego? É outra vida. 


Hoje o grande lema do Estado brasileiro, como o “Ordem e Progresso” da bandeira nacional, é: “Roube que o Supremo Garante”. Há, na verdade, uma jurisprudência inteira e pacífica de proteção à roubalheira. O sujeito consegue provar perante o STF que roubou o Erário? Então está absolvido, e pode receber indenização em dinheiro. Se é ministro, como no caso do assalto do INSS, se segura no cargo. Se é a CBF, tem a proteção e os serviços de advocacia da própria “suprema corte”, como diz Lula. A grande teoria, em resumo, é que “o Estado” precisa cobrar cada vez mais imposto para distribuir o dinheiro arrecadado aos “pobres”. A prática é que privatizam o Estado em benefício próprio e transferem os impostos para o seu bolso, direto. 


O modus operandi clássico, como diz a polícia, era passar bilhões de dólares para as empreiteiras de obra e, depois, receber de volta sua parte na forma de propinas. Podia ser, como se inventou no complexo Lula-Dilma, saquear a Petrobras até as portas da falência — ou fazer negócios ruinosos como a compra de refinarias-sucata e de sondas marítimas jamais entregues. Com o súbito terremoto da Lava Jato, que ninguém esperava, e o pega pra capar das delações, confissões e cadeia para os campeões nacionais da ladroagem, o sistema mudou. Antes de mais nada, em primeiríssimo lugar, foi obviamente necessário acabar com a Lava Jato — atingida essa meta, estão tentando dobrar os resultados com uma espécie de “Tesouro Direto”. Para simplificar: tiram R$ 4 milhões do Tesouro, via Correios, e colocam direto do bolso de Gilberto Gil, por exemplo. 

Isso é só uma gota no oceano; pense um pouco no oceano inteiro, que vai do roubo dos 6 bi dos aposentados aos 20 bi devolvidos à Odebrecht e irmãos Batista, de leilão de arroz a furto de quentinhas, e daí ao fim do mundo. Estão roubando tanto, mas tanto, que às vezes nem conseguem roubar aquilo tudo que poderiam roubar. Os artistas chapa-branca e amigos de Lula, por exemplo, foram autorizados a meter a mão em quase R$ 17 bilhões, via “Lei Rouanet”, em 2023, mas pegaram só R$ 2,2 bi. Ou seja: não deu para roubar o tanto que o governo queria. O INSS, de novo ele, estava fazendo promoção de um grotesco “adiantamento” sobre os pagamentos dos aposentados — com juro. Só travou porque os próprios bancos reclamaram, já que o dinheiro tinha de ser adiantado por eles mesmos. Acaba sendo uma coisa cômica. 


Dá bem para perceber por isso tudo — e por tudo que não foi escrito aqui para não encher a paciência do leitor — que existe uma relação absolutamente carnal entre o fim da Lava Jato, que foi liquidada a pau pelo STF para interromper o combate à corrupção, e a implantação da ditadura-gambiarra que está aí. Do jeito que estava, com os peixes graúdos do PT e magnatas da roubalheira sendo mandados a qualquer momento para o xadrez, não dava para continuar. Foi preciso, para salvar o couro e o bolso de todos, suprimir no Brasil o que diz a lei — e para fazer isso o STF, em parceria com Lula e a esquerda, deu a si próprio os poderes totalitários que mantém até hoje. Os ladrões não petistas, é claro, também se beneficiaram com o acerto, mas não houve objeções. Más companhias e purezas ideológicas não preocupam há muito tempo o “campo progressista”. 


O fato, nu e cru, é que a esquerda abandonou o mundo dos trabalhadores e entrou de corpo e alma no mundo encantado dos bens materiais — algo tão curioso quanto seria ver a Igreja Católica abandonar o Credo, a hóstia consagrada e a reza do terço. Basta ver as realidades do dia a dia. Sua grande “causa” do momento é a semana com apenas quatro dias de trabalho — mas quem está gritando por isso não são os operários, e sim os estudantes que não trabalham. Neste Primeiro de Maio que acaba de passar, o governo Lula simplesmente não promoveu nenhum ato público. Não quis repetir o desastre que foi a sua tentativa de comemorar o Dia do Trabalhador no ano passado; em vez de mobilizar a classe operária, Lula e os seus socialistas consomem a vida em conversinhas com Alexandre de Moraes, com os Mottas e Alcolumbres, e com os escroques que roubam sem parar o Erário. 


Houve um tempo — alguém ainda se lembra? — em que o grande mandamento da esquerda era: “Trabalhadores de todo o mundo — uni-vos!”. No Brasil da junta STF-Lula a coisa é outra. O que dizem hoje é: “Precisamos estancar a sangria. 

J.R. Guzzo - Revista Oeste
















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MANDE PARA SEU AMIGO JUMÊNCIO...

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