Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Desembargadora presa na Bahia movimentou R$ 17 milhões

Paulo Roberto Netto e Breno Pires, O Estado de São Paulo
                 FOTO ANDRADE JUNIOR
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, presa na sexta, 29, na Operação Joia da Coroa, movimentou em suas contas bancárias R$ 17,49 milhões, entre créditos e débitos, de 1.º de janeiro de 2013 até agora. Desse montante, R$ 1,56 milhão está ‘a descoberto’, porque não apresenta origem/destino destacado.
A informação consta do Relatório de Análise Preliminar de Movimentação Bancária 001, documento encartado nos autos da Operação Faroeste, primeira fase da investigação que aponta ‘teia de corrupção’ que teria sido instalada no TJ da Bahia.
Maria do Socorro foi presa em regime preventivo na sexta, 29, por ordem do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça. Grampos da Polícia Federal flagraram a magistrada supostamente tentando embaraçar as investigações.
A abertura de dados bancários indica que, do crédito total de R$ 8,75 milhões por ela recebidos naquele período, R$ 2,09 milhões se enquadram na rubrica ‘pagamentos salariais’.
Para a PF e o Ministério Público Federal esses dados indicam ‘volume de ganhos totalmente incompatível com os vencimentos recebidos como servidora pública pela investigada’.
O valor total de saques de Maria do Socorro foi de R$ 764,13 mil.
Além de Maria do Socorro são alvo da Operação Faroeste outros três desembargadores, inclusive o atual presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Gesivaldo Britto, e dois juízes de primeira instância, todos afastados das funções por 90 dias.
Foto: Reprodução
No dia 19 de novembro, a PF fez buscas no gabinete de Maria do Socorro e também em sua residência – no guarda-roupas da magistrada, os federais encontraram R$ 100 mil em dinheiro vivo, entre reais, euros e dólares. Também foram encontradas obras de arte, colar de ouro, brincos e três Rolex.
A PF atribui à desembargadora ligação próxima ao empresário Adailton Maturino que os investigadores dizem se identificar como ‘cônsul’ da Guiné Bissau na Bahia e a ele imputam o papel de mentor do esquema de venda de sentenças judiciais na Corte baiana – o que é negado enfaticamente por seus advogados.
Ainda na presidência do TJ, destaca a investigação, Maria do Socorro ‘expediu diversos ofícios a fim de dar cumprimento ao desiderato criminoso de Adailton Maturino’.
COM A PALAVRA, A DEFESA
A reportagem busca contato com a defesa da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago. O espaço está aberto para manifestação (paulo.netto@estadao.com)
COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA BAHIA
Quando a Operação Faroeste foi desencadeada, em 19 de novembro, o Tribunal de Justiça informou:
“O TJBA foi surpreendido com esta ação da Polícia Federal desencadeada na manhã desta terça-feira (19/11/19). Ainda não tivemos acesso ao conteúdo do processo. O Superior Tribunal de Justiça é o mais recomendável neste atual momento para prestar os devidos esclarecimentos. A investigação está em andamento, mas todas as informações dos integrantes do TJBA serão prestadas, posteriormente, com base nos Princípios Constitucionais.
Pelo princípio do contraditório tem-se a proteção ao direito de defesa, de natureza constitucional, conforme consagrado no artigo 5º, inciso LV: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ele inerentes.”
Ambos são Princípios Constitucionais e, também, podem ser encontrados sob a ótica dos direitos humanos e fundamentais. Logo, devem sempre ser observados onde devam ser exercidos e, de forma plena, evitando prejuízos a quem, efetivamente, precisa defender-se.
Quanto à vacância temporária do cargo de presidente, o Regimento Interno deste Tribunal traz a solução aplicada ao caso concreto. O 1º Vice Presidente, Desembargador Augusto de Lima Bispo, é o substituto natural.”










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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Onze meses e ninguém “mete a mão” na Petrobras, BNDES, ministérios...

ALEXANDRE GARCIA

Onze meses e ninguém “mete a mão” na Petrobras, BNDES, ministérios...


Eduardo Bolsonaro 'esfrega verdades' em Maria do Rosário e defensores de Lula ao rebater ataques

FOLHA POLITICA
               FOTO ANDRADE JUNIOR
Eduardo Bolsonaro 'esfrega verdades' em Maria do Rosário e defensores de Lula ao rebater ataques

Esquerda chora perda de verbas

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
    FOTO ANDRADE JUNIOR
A esquerda e seus aliados choramingam por causa da perda do primado sobre financiamentos públicos da cultura, controlados pela mesma elite de sempre desde os tempos em que Geisel nomeou Celso Amorim, o ex-chanceler de Itamar e Lula que fala mal do Brasil nas cúpulas dos órgãos internacionais pelo mundo afora. Não há por que Bolsonaro manter esse monopólio rezando na cartilha deles. Mas não merecem aplausos de pé nomeações para novos presidentes da Funarte e da Biblioteca Nacional com aparelhamento com sinal trocado. Certo fez Ipojuca Pontes no governo Collor, embora, a bem da verdade, àquela época o hoje senador não resistiu à pressão da turma do uísque escocês e do vinho importado e três vezes premiado e o mandou para Buenos Aires


Augusto Nunes enumera as inúmeras “delinquências” de Lula, maior ladrão da República, e vaticina: “nunca mais será candidato” (vídeo)

Jornal da Cidade
  FOTO ANDRADE JUNIOR
Fala-se muito nos casos de corrupção de Lula, que envolvem o triplex de Guarujá e o sítio de Atibaia, porém é preciso sempre salientar que o ex-presidente responde a inúmeros outros processos, onde o desvio de dinheiro público foi bem maior do que nesses casos mais famosos.
Foi o que fez o respeitado jornalista Augusto Nunes, enumerando mais alguns casos de ‘delinquências’ do meliante:
Favorecimento para a Odebrecht em Angola.
Propina para a sede do Instituto Lula.
Favorecimento espúrio na compra de aviões de caça.
Propina para beneficiar empresas na edição de uma Medida Provisória.
Interferência nos negócios de uma empresa brasileira na Guiné Equatorial.
“E outras duas ou três delinquências”, complementa Nunes.
Para o jornalista, o ‘prontuário’ do petista é de ‘provocar inveja até em chefão do PCC’.
Veja o vídeo:

Governo Bolsonaro veta 40% das indicações políticas (sob Lula-Dilma, indicados ou eram corruptos ou davam cobertura a corruptos. Sem exceção)

Com informações de Vera Rosa e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo
O governo rejeitou quase metade das indicações políticas feitas até agora para o preenchimento de cargos federais, apesar de ter acelerado a distribuição das vagas, desde julho, para votar projetos de seu interesse no Congresso, como a Previdência. 
Levantamento obtido pelo Estado revela que, dos 1.061 pedidos de nomeações apresentados por deputados e senadores, 430 (40,52%) foram vetados, 324 aceitos e outros 307 ainda estão sob análise. 
O partido mais favorecido foi o PSD (154 cargos) do ex-ministro Gilberto Kassab, hoje secretário licenciado da Casa Civil no governo de João Doria, seguido pelo DEM (107) do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ambos do bloco partidário conhecido como Centrão. 
Sob o título “Nomeações, Revisões e Modelagem”, as planilhas em poder do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, mostram indicações políticas feitas em um universo de 10.446 cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) em vários Estados. A lista inclui Incra, Funasa, ministérios da Saúde e da Agricultura, Ibama, Dnocs e Codevasf, por exemplo. 
A falta de indicações leva a um grande número de cargos vagos. Há cerca de 15 mil vagas para preencher em universidades, 8 mil destinadas exclusivamente a servidores, 1 mil em autarquias, 15 em empresas no exterior, 89 de natureza especial – como as de secretário executivo – e outras em estatais. Só no Rio há 43 empresas públicas e 1.020 postos em conselhos. 
Ramos disse, porém, que não há toma lá, dá cá. “Esse processo de nomeações é criterioso, segue a transparência pública e não escondemos nada. Foi tudo mapeado”, afirmou o ministro, responsável pela articulação do Planalto com o Congresso. 
Nessa “investigação”, que inclui o monitoramento das redes sociais, o governo descobriu “indicações cruzadas” de parlamentares, mas ainda tenta identificar os padrinhos das nomeações. “Às vezes, o senador tem cargo e não quer mais se expor. Então, pega um deputado do Estado dele para pedir o cargo”, disse Ramos. 

Pente-fino

De acordo com Ramos, 430 vetados não passaram pelo pente-fino do governo porque não se enquadravam no perfil desejado. O Sistema Integrado de Nomeações e Consultas é uma plataforma que traz informações de toda ordem, até mesmo sobre denúncias e processos judiciais. 
“De vez em quando há uma chiadinha aqui, outra ali, mas o problema é que alguns indicados não passam. Não dá para um veterinário ir para a direção do Dnit”, argumentou o ministro, em uma referência ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. 
Em reunião realizada no último dia 20, Ramos foi cobrado por deputados do Centrão. O líder do Republicanos, Jonathan de Jesus, e o do PL, Wellington Roberto, reclamaram não só de cargos como das emendas represadas. “Podem tirar os cargos que não quero nada. Podem demitir todo mundo”, esbravejou Roberto, acompanhado por Jonathan. “Foi uma reunião tensa e, de certa forma, desagradável, mas eu disse que minha palavra eu honraria”, declarou o ministro Ramos. 

Planilhas


Ramos afirmou que, na passagem do governo de Dilma Rousseff para Michel Temer, as informações contidas no banco de dados foram apagadas. Na gestão Temer, o então ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, produzia planilhas detalhadas sobre votações e cargos, mas, de acordo com a Secretaria de Governo, esses documentos não foram repassados. “Estamos fazendo aqui a revisão de todas as funções e cargos. É um trabalho de chinês”, declarou.





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"É irônico o petismo usar argumento similar ao dos militares para justificar década perdida",

 por Samuel Pessôa

"Conversa com Nelson"



Meu colega Nelson Barbosa apresentou neste espaço, na sexta (29), sua leitura da crise que levou à recessão de 2014-2016 e à lenta retomada posterior.
Para Nelson, metade da crise foi externa (queda dos preços das commodities) e a outra metade foi interna.
A parte interna é dividida em três. Erros de condução de política econômica entre 2012 e 2014; política contracionista excessiva em 2015; e os impactos da Operação Lava Jato sobre a construção civil.
Fazendo uma contabilidade simplista, os erros de política econômica do petismo "puro-sangue" seriam responsáveis por 1/3 de 1/2, ou seja, por 1/6 da crise.
Há exageros tanto na atribuição de parcela significativa da depressão à queda dos preços das commodities quanto na alegação de que a Operação Lava Jato responde pela integralidade da queda da construção civil.
Uma discordância que tenho com Nelson é localizar somente entre 2012 e 2014 os erros de condução de política econômica. Penso que todo o intervencionismo que começou em 2006/2007 cobrou seu preço alguns anos à frente.
O intervencionismo –em razão de ter estimulado um número enorme de projetos mal desenhados e mal executados– levou ao endividamento de diversos setores, sem gerar caixa. Os investimentos maturaram mal.A evidência desse fato é claríssima. Os dados de taxa de retorno das empresas abertas e das principais empresas fechadas mostram queda acentuada a partir de 2009.
De maneira geral, a atribuição excessiva da crise à Lava Jato desconhece que o esgotamento fiscal do Estado brasileiro --Tesouro, caixa das estatais e bancos públicos– resulta de medidas e decisões tomadas bem antes de 2012.
A superestimação do peso da queda dos preços de commodities na crise atual me faz lembrar da defesa que os militares faziam da política econômica desenvolvimentista de Geisel: a "culpa" da crise dos anos 1980 era do governo americano, que resolveu subir os juros, e dos árabes, que elevaram o preço do petróleo.
Nós, da esquerda, respondíamos que ter tomado decisões –como contratar empréstimos a juros flutuantes e descuidar de fontes alternativas de energia– que expuseram a economia a esses riscos era responsabilidade do governo.
É irônico ver o petismo empregar hoje argumentos semelhantes aos dos militares para justificar a sua década perdida.
Certamente a crise seria muito menor: se não tivéssemos alterado o marco regulatório do petróleo; se não tivéssemos iniciado um ambicioso programa de substituição de importação no setor; se não tivéssemos endividado excessivamente a Petrobras; se não tivéssemos atrasado em cinco anos os leilões de petróleo; etc.
Finalmente, discordo da crítica à política de Joaquim Levy. Achar que o reajuste dos preços represados e o tímido ajuste fiscal de 2015 respondem pela crise é inverter causa e efeito.
A inflação estava muito elevada. Adicionalmente, havia hiperemprego, isto é, a taxa de desemprego estava abaixo da natural. Não fazer o dolorido ajuste de Levy seria aceitar a aceleração permanente da inflação.
Não havia alternativa: ou o ajuste de Levy ou a inflação. E esta, uma vez inercializada, custa muito mais a ser debelada. Dilma, em seu primeiro ano no segundo mandato, não foi Macri. Acertou. Sempre reconheci esse fato.
Fernández, na Argentina, enfrentará este dilema: ajuste ou aceleração da inflação. Penso que a Argentina escolherá a permanente aceleração inflacionária. O fim desse processo --pode demorar-- é a hiperinflação, como ocorre na Venezuela. 




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Samuel Pessôa
Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV) e sócio da consultoria Reliance. É doutor em economia pela USP
Folha de São Paulo

domingo, 1 de dezembro de 2019

"O misterioso caso de certo sítio em Atibaia",

 por Percival Puggina
Nota do autor: Por oportuno, reproduzo o artigo que escrevi em 16 de novembro do ano passado, antes do julgamento do caso pela 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba.
O rapaz, de nome Fernando, acalentava o sonho de possuir um sítio na aprazível Serra de Itapetinga para ali reunir amigos e familiares em momentos de convívio. Como não dispusesse dos meios necessários, juntou-os entre pessoas de suas relações e adquiriu, após muita busca, no município de Atibaia, uma propriedade com as características almejadas.
Vencida essa etapa, cuidou, então, de dar jeito nas benfeitorias existentes. Tanto a moradia quanto as demais construções e áreas de lazer precisavam de reformas que seriam custosas. Mas nenhuma dificuldade ou restrição financeira afastava o proprietário de seu objetivo.
Fernando, como se verá, era robustecido pela têmpera dos vencedores.
Se havia obra a ser feita no seu sítio, nada melhor do que confiá-la à maior empreiteira do Brasil.
Marcelo Odebrecht, requisitado, deslocou gente de suas hidrelétricas, portos e plataformas de petróleo, subiu a serra e assumiu a encrenca: casa, alojamento, garagem, adega, piscina, laguinho, campinho de futebol. Tudo coisa grande, já se vê.
Vencida essa etapa, o ambicioso proprietário se deu conta de que as instalações da velha cozinha remanescente não eram compatíveis com os festejos que ansiava por proporcionar aos seus convidados.
Para manter o elevado padrão, Fernando não deixou por menos. Deu uma folga à primeira e convocou a segunda maior empreiteira do Brasil, a OAS.
E o pessoal de Léo Pinheiro para lá se tocou, prontamente, a cuidar da sofisticada engenharia culinária do importantíssimo sítio. Afinal, uma obra desse porte não aparece todo dia.
Opa! Problemas de telefonia. Como habitar e receber amigos em local com tão precárias comunicações?
Inconveniente, sim, mas de fácil solução. Afinal, todos nós somos conhecedores da cuidadosa atenção que a OI dispensa a seus clientes. Certo? Bastou comunicar-lhe o problema e uma nova torre alteou-se, bem ali, no meio da serra.
Concluídas as empreitadas, chaves na mão, a surpresa! Quem surge, de mala e cuia como dizemos cá no Sul, para se instalar no sítio do Fernando? Recém-egressa da Granja do Torto, a família Lula da Silva veio e tomou conta. Veio com tudo.
Com adega, santinha de devoção, estoque de DVD, fotos de família e promoveu a invasão dos sonhos de qualquer militante do MST. Lula e os seus se instalaram para ficar e permaneceram durante cinco anos, até o caso chegar ao conhecimento público.
Quando a Polícia Federal fez a perícia no local não encontrou um palito de fósforos que pudesse ser atribuído ao desafortunado Fernando. Do pedalinho ao xarope para tosse, era tudo Lula da Silva.
Eu não acredito que você acredite nessa história. Aliás, contada, a PF não acreditou, o MPF não acreditou e eu duvido que algum juiz a leve a sério. Mas há quem creia, talvez para não admitir que, por inconfessáveis motivos, concede a Lula permissão para condutas que reprovaria em qualquer outro ser humano.








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"Rumo à miragem - Lula mentiu a si próprio ao dizer que não havia corrupção em seu governo",

por JR Guzzo
Há quantos anos Lula não ouve alguém lhe dizer a verdade - não entre as pessoas com quem fala e que falam com ele? 
Dez anos? Vinte? Trinta? 
Não é uma pergunta à toa, a começar pelo fato de que trinta é o triplo de dez, e faz o triplo de mal ficar durante tanto tempo assim selado dentro de um ambiente a vácuo, onde é proibida a entrada dos fatos e onde 100% das pessoas só falam aquilo que você quer ouvir. 
Pior que isso, como ensina o bom senso, é que escutar a verdade pode doer na hora, mas viver na mentira vai machucar para sempre. 
Não poderia haver melhor prova dessa desventura do que o abismo em que o próprio Lula está metido hoje.
Não é preciso ser nenhum Prêmio Nobel para ver que se alguém nunca ouve a verdade, acaba se tornando incapaz, também, de dizer a verdade. 
Eis aí um problemão, no caso de Lula. 
Foi desligada, em algum lugar do seu circuito mental, a válvula que leva o indivíduo normal a dar a resposta certa quando alguém lhe pergunta, por exemplo, que horas são, ou qual foi o resultado do futebol. 
O ex-presidente dá a impressão de que não consegue mais perceber a diferença entre o verdadeiro e o falso – ou, se percebe, prefere ficar com o falso. 
Pior ainda, fica injuriado toda vez que sai da bolha onde vive, cercado por gente que lhe diz exclusivamente o que ele exige ouvir, e vê a verdade contrariar as fábulas que quer passar adiante para o resto do mundo. 
Essa realidade só é apresentada a Lula por quem está fora do seu vasto cordão de puxadores de ego –  e que ele considera, sem nenhuma exceção, como inimigos. 
É lógico, aí, que diga que está sendo caluniado, perseguido e impedido pela extrema direita de ser de novo o presidente deste País.
Lula se arruinou por causa das próprias mentiras, ou da incapacidade patológica de reconhecer a realidade – o que, talvez, dê na mesma. 
As mentiras mais perigosas, muitas vezes para o próprio mentiroso, são aquelas que são ditas por quem acha que está dizendo a verdade, ou finge que está. 
O ex-presidente perdeu o poder, foi à falência na sua carreira política, passou mais de um ano e meio na cadeia e vive, hoje, num estado de desgraça judicial permanente, porque proibiu que lhe dissessem a verdade – e, pior ainda, proibiu a si próprio de procurar por ela. 
Mania de grandeza em estágio clínico? 
Psicoses escondidas nas zonas mais escuras da mente? Egoísmo degenerativo? 
É melhor deixar essas coisas com os profissionais da psiquiatria. 
O fato é ele que ficou machucado para sempre.
Nunca ocorreu a Lula ter cometido algum erro, nem que possa ter tido qualquer tipo de responsabilidade em absolutamente nada que lhe aconteceu de ruim. 
Mentiu a si próprio achando que não havia corrupção em seu governo, e que nada iria lhe acontecer por conta de seu casamento com empreiteiros de obras, piratas disfarçados de empresários (“campeões nacionais”) e ladrões da Petrobrás. 
Fechou-se num mundo imaginário onde ninguém lhe dizia, nem ele permitia que lhe dissessem, que o convívio íntimo com políticos venais, fornecedores vigaristas do governo e toda a espécie de corruptos poderia, um dia, dar problema. Acreditou que o PT não sairia nunca do governo. 
Em vez de pagar pelo maldito triplex e pelas reformas no raio do sítio – e pronto – exigiu fazer tudo do seu jeito. 
Não quis ouvir um único advogado capaz de lhe mostrar as realidades da sua metástase perante o Código Penal. 
Quando a casa caiu, a culpa foi de Sérgio Moro, do FBI, das elites, da imprensa, “deles” – nunca de um erro seu.
Solto, Lula continua vivendo na sua miragem. 
No deserto, o viajante vê um oásis à frente. 
O ex-presidente vê a si próprio como já foi um dia. 
O problema, para ambos, é que as miragens desmancham quando se chega perto delas.

O Estado de São Paulo














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Congresso quer R$ 9,5 bi sem fiscal

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
TCU fez pesquisa sobre destino de emendas orçamentárias dos parlamentares e descobriu o óbvio: os congressistas as usam para prover interesses particulares muito mais do que por demandas do cidadão. A divulgação dessa pesquisa vem a calhar, porque está para ser votado a qualquer momento na Câmara projeto de Gleisi de 2015 (quando ela ainda estava no Senado) para retirar a fiscalização do governo federal e do TCU, transferindo a decisão somente para os próprios interessados, deputados e senadores. Trata-se de uma bolada de R$ 9,5 bilhões, R$ 15,9 milhões por parlamentar.

"Lula, a caricatura de um sacripanta",

por Júlio César Cardoso
    POR DO SOL FOTO ANDRADE JUNIOR
Que tanta vileza simboliza essa figura caricata e arrogante!
Uma vergonha nacional.
Boca suja por natureza, só expele vocabulário chulo. E ainda existem parvajolas que ficam inebriados com as suas sacadas idiotas e incivilizadas.
Há algum tempo, chamou as parlamentares Maria do Rosário e a ex-senadora Fátima Bezerra de mulheres de grelo duro.
E estas se comportaram como duas ovelhinhas ingênuas desmamadas e fingiram não se incomodar ou deram explicações esfarrapadas para não melindrar o falso demiurgo, como procedeu a deputada Maria do Rosário a um jornalista de emissora de rádio gaúcha, que, interpelada, tergiversou que Lula tenha a ofendido.
Moral da história: ambas as parlamentares assumiram ou engoliram no seco as descortesias e incivilidades recebidas.
Agora, mais recentemente, ao escapar da prisão, facilitada pelos indecorosos membros do STF, Lula disse que saia da prisão com a tesão de um jovem de 20 anos de idade, certamente, tomando bastante viagra para não decepcionar a sua nova ou velha namorada, talvez da época em que convivia com a falecida esposa.
Como se observa, trata-se de um indivíduo sem caráter, o qual pelas evidências atraiçoava a sua esposa Marisa e não teve nenhum escrúpulo e respeito de jogar culpas das irregularidades praticadas nas costas da falecida.
Lula é um autêntico sacripanta. E o que nos espanta é ver a galera de parlamentares abobados - Maria do Rosário, Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, Humberto Costa, José Guimarães, Gleisi Hoffmann e outros – sem perder a pose, continuar a venerar tão caricata figura.
De autor desconhecido:
"O liberto não ficou com a família, filhos e netos... Não foi visitar os túmulos da esposa, do irmão e do neto morto recentemente. Foi fazer palanque, entrar em jatinho, comer do bom e do melhor e fazer palanque político de novo. Esta carniça não valoriza ninguém, nem mesmo a família!”
E para corroborar o atestado de má conduta do ex-presidente Lula, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), por unanimidade, elevou a pena de Lula, no caso do sítio Atibaia, de 12 anos e 11 meses para 17 anos, um mês e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.












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"Brasil... entre lobos e hienas", por Marcelo Rates Quaranta

por Marcelo Rates Quaranta
Eis que o Brasil avança, sôfrego, a duras penas, com nossos sacrifícios somados numa hercúlea tarefa de tirar o país da areia movediça acumulada por décadas de desmandos e assaltos, praticados por inumanos da pior espécie.
Eis que conseguimos ainda nos chamar BRASIL porque provamos a velha máxima de que somos brasileiros, e o brasileiro não desiste nunca, contudo, nossas maiores barreiras ainda são montadas pelo nosso próprio povo, que insiste em eleger os corsários do poder, viciados na velha política da abordagem sorrateira e do butim.
Eu vou contar-lhes o porquê...
Recentemente o Brasil foi vítima de uma facada pelas costas, desferida por um grupo de pessoas que escondem sob suas togas o que há de mais vergonhoso e desprezível pela falta de padrões minimamente éticos.
Pessoas que são regiamente pagas com nossos impostos para fazerem justiça, no entanto, que da maneira mais descarada possível optaram por desonrar seus cargos e os anseios dos brasileiros, e com desmedida violência estupraram o artigo primeiro da Constituição que juraram defender:
“Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”
Na contramão dos seus compromissos, viraram-nos as costas e se submeteram ao triste e nefasto ato de defender os interesses daqueles que por tanto tempo nos roubaram não só o dinheiro como também a esperança.
Seis paus mandados que não foram escolhidos por nós, sem qualquer pudor investiram-se de um poder absoluto, colocaram-se na posição de semideuses e decidiram momentaneamente os rumos de uma nação já tão sofrida com as injustiças, definindo-lhe uma trajetória desastrosa. Hienas! Tornaram-se servis aos lobos, em troca dos restos que estes lhe deixaram quando fizeram da nação a sua carniça.
Mas restava-nos uma esperança... Tínhamos ainda o Legislativo - o outro Poder que poderia fazer frente aos descalabros cometidos pelas hienas do Judiciário, e nós nos mobilizamos em pedir aos representantes que nós elegemos, para que tirassem de lá as hienas piores.
Nossa esperança baseava-se na crença de que em qualquer país civilizado e cujos políticos tivessem senso de patriotismo, os representantes eleitos por nós imediatamente levantariam a bandeira em nossa defesa, e em respeito a quem é sacrificado para pagar seus salários, abraçariam a causa de eliminar as hienas, tirá-las o poder e corrigir as distorções impostas por elas.
Doce e breve ilusão... Esse não é o caso do Brasil, pois estamos falando exatamente dos lobos que fizeram do país a carniça, e que são amigos das hienas.
Como esperar que lobos como Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre façam alguma coisa, se agora possuem a oportunidade fazer um acordo com as hienas de toga e defenderem a si próprios e a outros comparsas de suas alcateias?
Ambos são seres tão disformes que mal conseguem se reconhecer e são dotados de um incontestável nanismo de caráter. Se perguntássemos a eles quem são e o que fazem, suas respostas viriam recheadas de adjetivos cheios de superlativos mentirosos, tanto quanto mentirosa e disforme é a atuação política deles, que não representam nada e a ninguém, a não ser os próprios interesses.
Maia, não é o gigante que pensa ser. As únicas coisas que nós conseguimos enxergar de gigantismo nele, e de forma bastante acentuada, são sua ambição desmedida, sua falta de caráter, sua vaidade, sua incompetência e a sua falta de compromisso com o povo brasileiro. E nesses aspectos ele e o Alcolumbre competem tão de perto que fica difícil perceber qual é o pior.
Apesar de achar que representa o povo brasileiro por ser Presidente da Câmara, isso não é uma verdade. Ele não representa o nosso povo e nem mesmo aos seus parcos eleitores. Com uma votação pífia de apenas 74.232 votos, o que representa 0,96% do eleitorado do Rio de Janeiro, ficou em 13º lugar entre os Deputados eleitos pelo Rio, alcançando menos que 1/4 da votação do Hélio Negão. Até a estreante Janaína Paschoal conseguiu, para Deputada Estadual por São Paulo, quase 28 vezes a quantidade de votos do Rodrigo Maia.
Será que ele consegue dimensionar o próprio tamanho político? E foi esse mesmo lobo quem disse que "O congresso (a casa do povo) não é um cartório para carimbar as vontades do povo". Quem ele pensa que é?
Honestidade é algo que passa longe de Rodrigo Maia. Foi mais um a ajoelhar-se diante do Léo Pinheiro em busca de doações da OAS, sabe-se lá em troca de quê, já que sabidamente empreiteiras não são casas de caridade e nem fazem doações sem que haja algum interesse escuso por trás.
Em função de um inquérito iniciado devido às mensagens de celular trocadas entre Rodrigo Maia e o Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, a Polícia Federal ao concluir suas investigações demonstrou indícios do envolvimento de Maia em corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Nesse inquérito ele foi acusado de prestar “favores políticos” e defender interesses da OAS no Parlamento em 2013 e em 2014, cuja ajuda consistia na apresentação de emenda a medida provisória que criava regras para a aviação regional, dispositivo de texto formulado sob encomenda para agraciar a construtora. Além disso, pediu 1 milhão de reais para a campanha do seu papai César Maia, mas o repasse foi apenas uma tentativa de ocultar a procedência da propina.
Em março e 2017, documentos liberados pelo STF acusavam Rodrigo Maia de ter pedido e recebido da Odebrecht uma propina num valor de 600 mil reais, além de outros recursos ainda não contabilizados. No ano passado, 2019, Polícia Federal concluiu um relatório sobre uma investigação contra ele e o pai, onde atribuiu a ambos os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, e dentre as provas usadas estão os depoimentos dos delatores da empreiteira, registros de suas entradas na sede da Odebrecht e os registros das ligações entre Maia e empresa, que garanto que não foram para tricotar sobre o time pelo qual o chamam: Botafogo.
É a esse lobo que pedimos pela revisão da prisão em segunda instância? É claro, que o Nhonho vai trabalhar firme por um acordão que elimine a PEC da prisão em segunda instância. pois é ele mesmo é um provável futuro "hóspede" de alguma "hospedaria prisional".
Agora vamos falar do outro lobo, o Alcolumbre.
Davi, ao assumir a Presidência do Senado, apoiado por Onix Lorenzoni, até pareceu ser uma opção viável para fazer o Brasil avançar no combate à corrupção. Pensamos que era um cordeiro, mas, mais uma vez nos enganamos. Era o outro lobo, só que na pele do cordeiro. Ao contrário do personagem bíblico que lhe empresta o nome, não se encheu de coragem para derrotar o Golias da corrupção, da má gestão e da roubalheira. Em vez disso, dispôs-se a abater o gigante chamado Brasil e com cinco pedras nas mãos, a cada obscuro ato, acerta uma pedra entre os olhos do povo brasileiro, pois não passa de um covarde,
Alcolumbre é outro lobo anão político que pensa ser gigante. Oriundo de um dos Estados mais atrasados do Brasil e cuja taxa de analfabetismo é bastante acentuada (6,5% e 15º lugar em analfabetismo), ainda assim amealhou apenas 94.278 votos e nem de longe pode-se dizer que representa o seu próprio povo, que dirá o Brasil como um todo. Também é vaidoso, sedento de poder e nada comprometido com o país. É como aquela tartaruga no alto do poste: Ninguém sabe o que foi fazer lá, não tem utilidade alguma lá, mas está lá.
Após engavetar os pedidos de impeachment contra a pior das hienas, Gilmar Mendes, agora Alcolumbre trabalha para também não deixar que a prisão em segunda instância volte a vigorar. Sua ambição de poder é tão grande, que dispôs-se a proteger as hienas para que essas não investissem contra os senadores que respondem a processos no STF, e que não são poucos. Com isso, acredita piamente que os outros senadores se curvarão a ele, e o projetarão como uma estrela de primeira grandeza no Senado, o que nunca será.
Chega ser cômico que as mais importantes decisões em defesa do Brasil estejam nas de dois indivíduos malfazejos que, juntos, obtiveram apenas 168.510 votos, o que não significa nem 0,008% da população brasileira. Enquanto isso, o Brasil continua sendo a carniça na boca das hienas e dos lobos.
Cabe a nós, brasileiros do bem, lutarmos contra esses animais que se alimentam do nosso trabalho, do nosso sacrifício, do nosso suor e da nossa dor. Cabe nós clamarmos por uma providência que enfim coloque ordem nessa selvageria, para que possamos voltar a crescer e quem sabe alcançar um lugar de respeito no mundo, em vez de sermos vistos como o país da corrupção abençoada.
Brasileiros, o nosso destino depende da nossa força e da nossa luta.




















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Quadrilheiros de Lula reconhecem que foi bola nas costas soltar o maior ladrão da República

JOSÉ TOMAZ
               FOTO ANDRADE JUNIOR
Segmentos mais racionais (?) do PT e de seus puxadinhos (Psol, STF, PDT, PCC, PCdoB...) estão num dilema infernal.

Com o não atendimento do 'povo' ao chamamento do criminoso Luiz Inácio Lula da Silva para ir às ruas quebrar tudo, 'como fazem os chilentos', os mais sóbrios (?) integrantes da organização criminosa comandada pelo celerado chegaram à conclusão de que o maior ladrão da República era mais útil ao movimento 'volta corrupção' se permanecesse no xilindró.

Estão convictos de que foi uma 'bola nas costas' pressionar os companheiros plantados no STF para soltar o larápio maior.

Óbvio, que os bandoleiros não desistiram de arruaças, como se fez no Chile, na Bolívia, seguindo orientação do Foro de São Paulo.

Mas, já perceberam que será difícil mobilizar  'multidões', mesmo com toda a grana roubada por Lula e quadrilha dos cofres da Petrobras, BNDES, BB, Caixa, Eletrobrás, fundos de pensão... 

Além de o povo brasileiro, a imensa maioria, desprezar a corrupção e a baderna, o governo está atento aos movimentos dos criminosos, há pouco expelidos do poder.

A propósito, lembram da declaração de Marco Aurélio Collor de Mello de que Lula não deveria ser preso, porque convulsionaria o país?
A manobra da facão do Supremo, com o apoio da velha imprensa corrupta, para soltar Lula e outros celerados não teve o efeito desejado pela escória que pretende o retorno da bandalheira.


Em tempo: notaram que o MST parou de invadir propriedades públicas e privadas? 

Em tempo 2: notaram que há 11 meses redondos não há um único caso de corrupção na máquina pública? 

Em tempo 3: a devastadora passagem de Lula e gangue pelo Palácio do Planalto e arredores ainda está fresca na memória do cidadão.










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A GRANDE MENTIRA

por Percival Puggina
   FOTO ANDRADE JUNIOR
Há um número significativo de pessoas para as quais a causa da pobreza no Brasil é a concentração da riqueza “nas mãos de uns poucos”. Ou, em outras palavras, que os pobres são pobres porque os ricos são ricos. Ou ainda, numa perspectiva instrumental, que para acabar com a pobreza é preciso dividir a riqueza (a palavra mais usada é “partilhar”).
 Mensagens assim são disparadas cotidianamente desde várias fontes, nos meios de comunicação, nas redes sociais, nas salas de aula, nos sindicatos, nas igrejas, nas conversas de bar e nos ambientes culturais. Sob tal bombardeio de inverdades seria impossível que o conceito não derrubasse as resistências que a razão pudesse propor, fazendo de toda riqueza um mal e de todo rico um sujeito perigoso.
Andaríamos mais rapidamente e melhor na direção certa se entendêssemos o quanto é enganadora  essa leitura ideológica, a partir da qual a utopia socialista é receitada como remédio no teclado do micro, na folha do livro, na coluna do jornal e na sala de aula.
Existem explicações muito mais racionais para a pobreza de tantos brasileiros e para a pobreza do país. O Estado brasileiro se agigantou e engole mais de 40% do PIB nacional, gerando uma brutal concentração de renda em torno de si mesmo e obrigando os cidadãos a trabalharem de 1º de janeiro até 31 de maio para pagar impostos. Tais impostos são pagos para um retorno em serviços que, ou não são prestados, ou não têm a qualidade que se deveria esperar.
A corrupção e os corporativismos atacam, simultaneamente, o bolso dos cidadãos gerando uma apropriação privada de recursos que, em tese, deveriam estar a serviço de todos, produzindo desenvolvimento econômico e social. Os dois fatores espantam investidores externos e tornam o país pouco atrativo a quem tenha destinos mais seguros para seus recursos.
Nosso modelo institucional é causa de permanente instabilidade política e de crises que se sucedem umas às outras, somando-se aos fatores de risco do país. A irracionalidade do presidencialismo dito de “coalizão” transforma o voto parlamentar em commodity com preço no mercado dos interesses em jogo, levando a corrupção para dentro do parlamento. 
Por mais que pareça lugar comum, a afirmação segundo a qual a maior riqueza de um país é representada pelo seu povo, não pode ser negligenciada ao avaliarmos os motivos da existência de tantos pobres e de tão evidentes sinais de pobreza no Brasil. Uma rápida busca no Google evidenciará que algo entre 60 e 82% dos postos de trabalho abertos no país não são providos por falta de capacitação dos pretendentes. É reprodutor de miséria e causa de baixo desenvolvimento social um sistema de ensino de pouca qualidade. Todo ano, em proporções demográficas, apresentam-se ao mercado de trabalho jovens egressos do ensino médio que não conseguem montar uma regra de três, não sabem interpretar o que leem e não se expressam de modo adequado no idioma nacional. Onde encontrar o bom emprego e o salário digno? Ademais, há uma razoável possibilidade de que parcela significativa de tais jovens tenha recebido, em sala de aula, a lição freireana de que é oprimida pelo capitalismo opressor...
Por incrível que pareça, é dentro desse cenário que a grande mentira encontra seu público, disperso em todas as classes sociais. Chega a ser criminoso atribuir à empresa privada, ao investidor, ao empregador, ao gerador de riqueza as culpas pela pobreza visível no país e, ao mesmo tempo, perversamente, inocentar os verdadeiros responsáveis: o Estado e a carga tributária, a corrupção e os corporativismos, a irracionalidade do modelo institucional, a instabilidade política e a má qualidade da Educação.












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