Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Cruz, foice, martelo e outras misturas perigosas na China,

por Vilma Gryzinski
De forma geral, tudo o que achamos que acontece ou aconteceu na China não só não é verdade, como é seu exato oposto.
A religião cristã, por exemplo. Ao contrário do que aconteceu nos países onde missionários católicos, geralmente jesuítas, propagaram a versão cordata da palavra de Jesus, na China houve uma monumental revolta de inspiração cristã.
A rebelião de Taiping aconteceu na segunda metade do século 19 e durou quinze anos, deixando um número catastroficamente chinês de vítimas: entre 20 e 30 milhões.
Na prática, foi uma guerra civil. Seu líder, Hong Xiuquan, teve sonhos proféticos depois de falhar quatro vezes no exame imperial, o megaconcurso público de história milenar. Acordou achando que era irmão de Jesus.
O budismo tibetano, tão fascinante para muitos ocidentais em busca de iluminação e paz interior, gerou uma escola agressivamente política, a dos Chapéus Amarelos. Tinha enorme influência sobre os imperadores da dinastia Qing, a dos conquistadores da Manchúria.
O poder e a extraordinária quantidade de rituais mágicos dos Chapéus Amarelos contribuíram para deteriorar a influência dos últimos imperadores.
A República Chinesa que encerrou a monarquia acabou derrubada pela Revolução Comunista, em 1949, propiciando perseguições religiosas de especial virulência até pelos padrões do comunismo real.
Um ano depois, o Tibete, relativamente isolado durante a guerra civil, foi invadido, tornando-se o mais tragicamente exemplar caso de repressão. Como era uma teocracia dirigida diretamente pelos lamas e com uma população extremamente religiosa, sofreu a mais violenta intervenção.
As cinco religiões reconhecidas – Budismo, Islamismo, Catolicismo, Protestantismo e Taoísmo – passaram a ser subordinadas,  cada uma, à respectiva Associação Patriótica. Os poucos católicos tiveram que escolher entre se submeter ou continuar, em segredo extremo, a seguir a liderança do papa.
A reafirmação do poder do Estado sobre as instituições religiosas está na origem de iniciativas recentes como obrigatoriedade de hasteamento da bandeira chinesa, aquela vermelha com cinco estrelas no alto.
A maior representa o sacrossanto Partido Comunista, e as quatro menores simbolizando as classes sociais. A foice e o martelo do desenho original não entraram, mas continuam a figurar em toda a iconografia do partido.
A abertura econômica e a pacificação política iniciadas há quarenta anos, trouxeram, evidentemente, um renascimento religioso. O entusiasmo evangélico, originário dos Estados Unidos irradiou para a China, enxugando a religião católica.
Dos cem milhões de cristãos existentes hoje na China, a grande maioria é protestante. Os católicos, oficiais ou no “armário”, cuja tradição remonta ao legendário jesuíta Matteo Ricci, hoje estão perto de ser rifados por outro integrante da Companhia de Jesus, o papa Francisco, em nome da unificação.

“Lei da Bandeira”

O cristianismo ainda tem uma aura de atração, em especial pela conexão com o sucesso econômico em vizinhos como a Coreia do Sul. Mas tanto católicos quanto protestantes são proibidos de praticar a religião em ambientes fora das instituições oficiais.
Os muçulmanos são na maioria da etnia uighur, um povo da Ásia Central. Atingidos, inevitavelmente, pela ascensão do fervor fundamentalista, os uighurs são considerados uma grave ameaça à unidade nacional e tratados com medidas cada vez mais restritivas.
Não podem usar barba, cobrir o rosto ou seguir o Ramadã, uma vez que manter o ritmo normal de trabalho e comércio é compulsório. As mesquitas e escolas islâmicas são vigiadíssimas.
No Tibete, foram proibidas atividades religiosas para crianças agora durante as férias de verão no hemisfério norte. Os pais têm que assinar um documento se comprometendo a não expor os filhos à religião.
A explicação dada para o aperto como a “lei da bandeira” pelo jornal em inglês do Diário do Povo, a voz oficial do Partido, mostra uma das maiores fragilidade do novo império chinês, a insubmissão de regiões etnicamente diferentes da maioria dos chineses, do tronco han.
“A bandeira nacional é um símbolo do país que precisa ser respeitado por todos os seus cidadãos”, escreveu o Global Times – repetindo quase que ipsis litteris o que diz o presidente Donald Trump.
“Para um país multiétnico e multirreligioso como a China, reforçar a consciência nacional e cívica do povo é de particular importância.”
“As religiões são excludentes. A chave para que vivam em harmonia é sustentar sua identidade nacional. Se o sentido conjunto de identidade nacional desmoronasse, o país se dividiria ou até correria o risco de guerra.”
A Rebelião de Taiping foi muita estudada por líderes comunistas. Hong Xiuquan (a pronúncia aproximada é xiuchuan) fez uma reforma agrária e promovia uma espécie de coletivismo. Seu exército de voluntários chegou a dominar um terço do território chinês.
Tinha também um caráter nacionalista, por se rebelar contra o domínio manchu. Seu objetivo era instaurar o Taiping Tianguo, ou Reino Celestial da Grande Harmonia.

Truques mágicos

Ao contrário de povos que têm como mitos fundadores a criação de origem divina dos primeiros homens e uma hierarquia de divindades, o mito original da China não tem deuses, mas um “imperador perfeito”, que mantém o equilíbrio cosmológico entre os princípios complementares e, assim, beneficia o povo.
A mistura de taoísmo, confuncionismo e budismo que se tornou preponderante na China nem sequer é uma religião.
Os antepassados são obrigatoriamente cultuados (e alimentados) porque podem atrapalhar a vida dos viventes com tramas perversas e produzir “má sorte” – para não falar aquela palavra da qual os chineses têm pavor.
Os surtos de religiosidade e misticismo, como os propiciados pelo budismo tibetano, são absorvidos e incorporados, como tudo, pela imensidão territorial, temporal e da China. Os Chapéus Amarelos desenvolveram sua influência com os khans, os comandantes mongóis, impressionados com suas artes divinatórias e outros truques mágicos.
O poder de influência dos lamas se repetiu nas últimas com atores de Hollywood e outras celebridades ocidentais, mas o paciente círculo de ferro estabelecido pelo regime está se comprovando muito mais forte.
O Dalai Lama, mais prodigioso do que qualquer gênio do marketing na capacidade de conquistar simpatias, teve câncer de próstata e se recolheu. O regime chinês disse que vai escolher o sucessor (“Primeiro, os comunistas chineses teriam que aceitar a teoria da reencarnação”, foi seu estoico comentário.)
Em março passado, pouco antes da Semana Santa, o bispo Guo Xijin, da igreja católica rebelde, foi preso “preventivamente” por se recusar a celebrar a missa de Páscoa em conjunto com o bispo aprovado pelo Estado.
Francisco, o papa argentino, acha que conseguirá resolver a questão das “duas igrejas” aceitando um acordo em que Roma deixaria de nomear os bispos chineses. Apenas teria uma espécie de direito de veto aos escolhidos pelo regime.
Dá para acreditar?
Como para todas as situações do universo existe um provérbio de Confúcio que se encaixa, hoje vamos terminar com este: “Podemos conquistar a sabedoria através três métodos. Primeiro, através da reflexão, que é o mais nobre. Segundo, através da imitação, o mais fácil. E, terceiro, através da experiência, o mais árduo.”
Veja













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Previdência: idade mínima de 65 anos valerá somente para os novos trabalhadores

Geralda Doca, O Globo
A proposta de reforma da Previdência que o presidente Jair Bolsonaro enviará ao Congresso prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos – para homens e mulheres – somente para os novos trabalhadores. Ou seja, para quem ingressar no mercado de trabalho depois da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC). 
Para quem já está no mercado de trabalho, não haverá uma idade mínima expressa em lei, mas um sistema de contagem de pontos (somando idade e tempo de contribuição) para ter acesso à aposentadoria, tanto no setor privado (INSS) quanto no serviço público. Por essa fórmula, quem começou a trabalhar mais cedo poderá pedir o benefício antes dos demais.
O texto ainda precisa ser avaliado pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, Bolsonaro não apoia a ideia da mesma idade para homens e mulheres .
O sistema de pontos já existe para os trabalhadores do setor privado e servidores públicos, mas as regras serão endurecidas. Hoje, para ter acesso à aposentadoria no INSS, com valor integral, é preciso alcançar uma nota de 86/96 pontos. Com a reforma, a partir de janeiro de 2020, haverá o acréscimo de um ponto a cada ano até atingir 105 pontos para homens e mulheres. No modelo atual, o limite é de 90/100 pontos.
A contagem de pontos também funciona no serviço público e garante aposentaria integral para quem ingressou até 2003. Ela também é de 86/96 pontos e subirá da mesma forma que os trabalhadores do setor privado (um ponto a cada ano a partir de janeiro de 2020), até atingir 105 pontos para homens e mulheres.
No caso dos professores, que têm regras diferenciadas, o somatório é de 81/91 pontos. A partir de janeiro de 2020, será acrescentado um ponto a cada ano até atingir 100 pontos para homens e mulheres. A proposta de reforma da Previdência do governo prevê idade mínima de 60 anos para os professores .
Apesar das declarações contrárias de integrantes do núcleo do governo e do Legislativo sobre uma mesma idade mínima de aposentadoria para todos, técnicos da área econômica avaliam que as mulheres que estão ingressando agora no mercado de trabalho têm condições semelhantes às dos homens. Diante disso, avaliam que fixar idade mínima igual só para os novos enfrentará menor resistência.
Atualmente, não existe idade mínima no INSS e os trabalhadores podem se aposentar ao completar 35 anos de contribuição (homem) e 30 anos (mulher ). Mas se forem ainda jovens, têm o valor do benefício reduzido. Quem não consegue atingir esse tempo, pode se aposentar por idade: 65 anos (homem) e 60 anos (mulher). No serviço público, há uma idade mínima de 55 anos (mulher) e 60 anos (homem)











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SERGIO MORO da Lapada em Jornalista da GLOBO apos tentativa de LACRAÇAO SOBRE ELE

NOTÍCIAS BRASIL

Jornalista da GLOBO tenta LACRAR pra cima de SERGIO MORO ACABA LEVANDO LAPADA NA CARA CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO

Moro diz que é ministro da Justiça e não defensor de agentes de governo que cometem crimes, como acontecia antes

TOMAZ FILHO
O ministro da Justiça Sérgio Moro disse há pouco que nada será como antes.

Referi-se ao fato de seus antecessores terem ocupado o cargo de ministro da Justiça, e, ao mesmo tempo, agirem como advogados de defesa de integrantes da organização criminosa do Lula.

Casos notórios de Márcio Thomaz Bastos no Mensalão e José Eduardo Cardozo no impeachment de Dilma.

Os dois atuaram ostensivamente como advogados de defesa de bandidos instalados nos governos corruptos da dupla medonha Lula e Dilma.

O sentimento de Moro é o mesmo da sociedade. Ou melhor do lado bom da sociedade. Felizmente, a maioria.

Não se vai exigir que organizações criminosas como o PT e seus puxadinhos, o PCC ou o comando vermelho apoiem o projeto de Moro.

O ministro da Justiça do governo Bolsonaro havia sido provocado por um 'repórter' da Folha de São Paulo sobre as denúncias envolvendo um colega seu, de Moro, no novo governo.

O homem que mandou Lula para o xilindró foi curto e grosso:

"Não sou ministro da Justiça e defensor de ministros..."

Os brasileiros agradecem.

O Brasil está mudando.

































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"Ditadura socialista",

por Denis Lerrer Rosenfield
 A profunda crise que assola a sociedade venezuelana deve ensinar uma lição ao continente. O que mais se vê é a demonização rasteira de Nicolás Maduro, como se fosse ele o maléfico criador desse sistema. Nos últimos 20 anos observou-se na imprensa brasileira uma perversa complacência com o desmantelamento do Estado de Direito na Venezuela, liderado por Hugo Chávez, em nome, bem entendido, do "socialismo do século 21".
O grande amigo do PT fez o que Lula e Dilma não tiveram êxito em realizar no Brasil: esgarçar o tecido social até o ponto de ruptura. Reclamam eles de uma obra incompleta, abortada pelo impeachment!
Neste momento dramático, é importante rememorar alguns pontos importantes para o debate em torno da situação lastimável em que a Venezuela se encontra, pois tal situação não se deu da noite para o dia. 
Chávez foi eleito presidente em 1998 com o discurso de tirar o país de um largo período de crises econômicas e institucionais. Diante do desgaste generalizado dos partidos políticos tradicionais, prometeu sanear o país da corrupção, trazendo prosperidade, progresso, direitos e benefícios sociais. As benesses sociais, como se sabe, foram distribuídas a torto e a direito com finalidade eleitoreira, sem nenhum controle fiscal.
Seu discurso, muito comum nas esquerdas latino-americanas, estava centrado na multiplicação de direitos – sociais, ambientais, indígenas – e ele acabou sendo saudado como o suprassumo do suposto "progressismo" no continente. Gozando de enorme prestígio quando de sua eleição, Chávez logo convocou um referendo para instituir uma Assembleia Nacional Constituinte. Com ampla aprovação popular, o referendo de abril de 1999 foi um sucesso retumbante, que viu a população manifestar-se pela elaboração de uma nova lei fundamental. Foi o início da destruição da democracia por meios democráticos. A esquerda latino-americana começava a delirar!
Com o referendo constitucional de 1999, a empreitada chavista consolidou-se com a Constituição da República Bolivariana, publicada em 15 de dezembro do mesmo ano, que continua vigente. Dentre as muitas inovações da nova Constituição, dois elementos restam suficientemente claros.
A carta fundamental colocou, em primeiro lugar, um amplo rol de direitos fundamentais, na tentativa aparente de resgate de valores morais, identitários e de união. Na verdade, levava a cabo o solapamento do Estado de Direito, com o poder político se liberando de qualquer limite. Foi o estabelecimento do Führerprinzip, o líder político que tudo pode, acima da própria Constituição. 
O perigo que poucos enxergaram à época estava na ausência de freios e contrapesos eficazes, pois parte considerável da separação de Poderes da antiga Constituição de 1961 foi eliminada. O mandato presidencial teve seu período ampliado de cinco para seis anos, agora com a possibilidade de reeleição imediata. Além de se abrir a possibilidade de o presidente ficar 12 anos no poder, o Congresso Nacional Venezuelano (antes dividido entre Câmara dos Deputados e Senado, como no Brasil) foi desmantelado e substituído pela unicameral Assembleia Nacional.
A ideia que permeava a nova Constituição do chavismo era a de ter um Legislativo gradualmente enquadrado pela retórica socialista, capaz de votar emendas constitucionais por maioria simples. Chávez encontrou a fórmula que precisava para sua ditadura plebiscitária, um sistema constitucional sempre manobrável, governando por meio de sucessivos referendos populares.
Chávez elegeu-se para debelar as graves crises econômicas dos anos 80 e 90. Mas esses problemas foram substituídos por outro tipo de crises políticas a partir do ano 2000, criadas por ele mesmo, em que a solução apontada era sempre a mesma: referendos populares. A suposta democracia direta, tão almejada pela esquerda brasileira, foi um dos remédios constitucionais de que o chavismo lançou mão. O Legislativo foi sendo progressivamente enfraquecido, tornando-se um apêndice de um Executivo todo-poderoso. O caminho da ditadura estava pavimentado.
Some-se a esse cenário o desmantelamento gradativo do Judiciário, aparelhado por partidários do regime, e o cerceamento da liberdade de imprensa. Tudo isso sob aplausos das esquerdas latino-americanas, pois Chávez realizou às claras tudo o que muitos líderes socialistas do continente almejavam.
Como não havia preocupação alguma em defender o liberalismo econômico e político e a democracia parlamentar, o sistema implementado teve como fim a destruição do arcabouço democrático. As promessas vazias de um futuro melhor e mais alvissareiro são parte integrante da ideologia do chavismo e eclipsaram, para os incautos, a natureza radical do regime.
Com a Emenda Constitucional de 2009, aprovada por referendo popular, permitiu-se a reeleição indefinida para cargos eletivos, além de se aumentar o poder discricionário do presidente. Como se tudo isso não fosse suficiente, muitas das eleições foram fraudadas sistematicamente pelo Executivo em conluio com o Judiciário bolivariano. Com o agravamento da situação econômica, causado pelo próprio regime, Maduro terminou por enveredar para o uso sistemático da violência, da repressão política e da tortura, tudo em nome, evidentemente, da luta pelo socialismo e contra o imperialismo!
A crônica desse verdadeiro desastre político tem como final uma nação estraçalhada. Governando por decretos e escudado por referendos populares cada vez mais fraudulentos, Chávez e, agora, Maduro cometeram todo tipo de atrocidades para se manterem no poder. Foram coerentes com o seu projeto socialista! A "revolução bolivariana", que hoje mais parece uma piada de mau gosto, consagrou um modelo de opressão que deixaria os ditadores mais sanguinários com inveja. Tudo sob os aplausos das esquerdas da América do Sul.
*PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS

O Estado de São Paulo






























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"Algumas reflexões diante da lama",

por Fernando Gabeira
 Difícil não ser caótico para descrever uma catástrofe.
“O Rio? É doce/ A Vale? Amarga/ Ai, antes fosse/ Mais leve a carga” (Carlos Drummond de Andrade).
Viajei triste para Brumadinho. Estou cansado de desastres. Conheço até sua lógica: tristeza, indignação, medidas urgentes para acalmar os ânimos e logo depois o esquecimento.
A única forma de suportar o que veria era levar a obra de Drummond na viagem. Ninguém melhor do que ele descreveu as relações das mineradoras com a paisagem e mesmo com as almas. Talvez seja o melhor caminho para entender toda essa história.
Drummond era ao mesmo tempo a testemunha e o profeta. Morreu antes do desastre de Mariana, não viveu a fase trágica que se completa agora com o desastre em Brumadinho. A maneira como descreve Itabira é um desastre em câmera lenta.
Depois de Mariana, passei a seguir o trilho da mineração. Cobri um vazamento de alumínio nos igarapés de Barcarena, no Pará. Em seguida, o rompimento do mineroduto em Santo Antônio do Grama.
Não foram em barragens, onde se situa o maior perigo, sobretudo a do tipo de Mariana, que deveria ser proibida. Era uma decorrência do desastre. Mas onde estavam governo e Parlamento? Muito próximos da indústria, muito longe das pessoas e da natureza.
Onde estava a Justiça no caso de Mariana? Por que tão lenta? No ano passado, estive lá e nos escombros comentei a decisão de um juiz de suspender o processo contra a Samarco. Chicanas.
Tenho um pouco de escrúpulo em dizer: isto não pode se repetir. As coisas se repetem tanto. O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, assumiu o cargo com o slogan “Mariana nunca mais”. Agora, a Vale quer prometer Mariana e Brumadinho, nunca mais. É só ir empurrando o nunca mais para o fim e acrescentando alguns nomes antes dele.
Lembra-me dos trens italianos, rapido, molto rapido, rapidissimo .
Acreditamos demais na palavras. O presidente da Vale estava na plateia em Davos quando o presidente Bolsonaro afirmou que o Brasil é o país que mais protege o meio ambiente no mundo. Falava apenas da relação das florestas com agricultura e pecuária.
Isso é um problema antigo com Bolsonaro. Ele teve a ideia de fundir o Ministério da Agricultura com o do Meio Ambiente. Argumentei que o meio ambiente era mais amplo, crise hídrica, saneamento básico, estendia-se até o licenciamento no pré- sal.
A pressão de todos os lados o fez recuar: manter o Ministério do Meio Ambiente. Mas, ao falar em Davos, de novo ele abstraiu o meio ambiente e o reduziu à questão do campo.
Bolsonaro dizia na campanha que o Ibama é uma indústria de multa. O Ibama não recebeu, por exemplo, nenhum centavo da multa de R$ 250 milhões aplicada à Samarco. É uma indústria completamente falida. Seus devedores não pagam.
Não vou argumentar mais, o desastre fala por si: toneladas de lama, bombeiros rastejando no barro fétido, uma vaca atolada, uma antena de TV flutuando, uma caixa-d’água, o desespero das famílias. A sirene que não tocou, e a lama levou os hóspedes da Nova Estância, a própria pousada foi arrastada. Eles tinham um plano de fuga. E a sirene não tocou. Eram 34, ao que me consta. E mais um bebê na barriga da mãe, mulher de um arquiteto brasileiro que vivia na Austrália e veio conhecer Inhotim. E a sirene não tocou.
A resposta geral do governo Bolsonaro foi rápida. Vem aí um Plano de Segurança das Barragens. Faltou aparecer o responsável pela Agência Nacional de Mineração. Pode ser que não tenha visto, estava no meio do desastre.
O que mais temo no pós-desastre é o esquecimento. Triste como a música do Piazzolla “Oblivion”. É um país se esquecendo de si próprio. Essa talvez seja a resposta para a pergunta mais adequada. Por que o que não pode se repetir tem se repetido? Esquecimento. Mas, pelo menos, a obra de Drummond lembrará para sempre as origens do drama:
“Quantas toneladas exportamos/ De ferro?/ Quantas lágrimas disfarçamos/ Sem berro?”

Nem tudo, entretanto, será esquecimento. Trezentos e quarenta e oito pessoas soterradas pela lama ficarão para sempre na memória das famílias, dos amigos, dos bombeiros de vários pontos do Brasil, dos soldados israelenses, voluntários, repórteres amadores, todos que se aproximaram física ou emocionalmente da tragédia. Carregam na memória o capítulo trágico do testemunho poético de Drummond.















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OS CONSERVADORES ADVERTEM: NÃO VIERAM A PASSEIO

 por Christian Edward Cyril Lynch
 Pra quem achava que o governo estava derretendo; que sua base era incerta e iria se pulverizar etc; a derrota de Renan Calheiros foi um banho de água fria. Os métodos empregados mostram que a turma conservadora não veio pra brincadeira. Fizeram questão de passar o rodo em um poderoso político da República, símbolo do antigo estado de coisas contra o qual foram eleitos. Puseram abaixo um colosso da política profissional, contra todos os prognósticos da imprensa. Desejaram dar uma demonstração pública de que a república tem novos donos, e conseguiram.
E a julgar pelo discurso de posse do novo presidente do Senado, o STF que se cuide. Esse sujeito (Al Capone ou coisa parecida - ainda nem decorei o nome dele) já deu a entender que vai ignorar todas as decisões da suprema corte que julgue de competência exclusiva do Senado. Isso significa uma concepção de relação entre os poderes que exclui o judiciarismo e reafirma a autoridade do Senado, ou seja, dos políticos conservadores eleitos, contra os juízes de tipo Barroso. Mostra compromisso com uma concepção de relação entre os poderes mais próxima de juristas antijudiciaristas e antiliberais, como Ives Gandra Martins.
Não dá pra saber se vai dar certo. Mas os senadores conservadores mostraram que estão dispostos a suprir a falta de traquejo com voluntarismo e alguma brutalidade, se necessário. O novo establishment parece ter mais força do que a esquerda e a imprensa liberal estavam dispostos a admitir. Ou seja, não estão dispostos a admitir também que o escândalo do Flávio mele seus planos de poder. Aguardemos o Bolsonaro sair do hospital pra ver o que acontece.

* Extraído do Facebook do autor, em https://www.facebook.com/1004252267/posts/10215665564444522/


























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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Discurso de Bolsonaro é intensamente aplaudido no Congresso Nacional após leitura por deputada

FOLHA POLITICA
Discurso de Bolsonaro é intensamente aplaudido no Congresso Nacional após leitura por deputada

Abre o olho, Rodrigo Maia!

TOMAZ FILHO
Reeleito presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia diz que pacote anticrime ‘não pode atrapalhar reforma da Previdência’.

As duas coisas não são incompatíveis.

A reforma da Previdência é imprescindível. A caça aos corruptos, idem.

Alguém aí falou em atrapalhar a reforma da Previdência? 

Não, né!

Quer dizer, políticos meliantes, sim.

O problema é que o projeto de Sergio Moro pega muitos políticos pelo pé.

Se Maia insistir em dificultar o trâmite da moralização do país para contemplar velhos parceiros da política, pode se dar mal. 

O anti-Lula e o anti-Renan podem agregar mais uma campanha: o anti-Maia.

Abre o olho, Rodrigo!

























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Kátia Abreu simboliza a promiscuidade que domina o país desde a redemocratização

TOMAZ FILHO
A senadora Katia Abreu sempre foi coadjuvante.

Ganhou notoriedade como ministra no governo corrupto de Dilma Rousseff.

Ninguém serve a um governo desastrado impunemente.

Durante o processo de impeachment da 'presidenta', 'laranja' do Lula, mais célebre dos larápios da Lava Jato, a senadora do Tocantis 'fez o diabo' para impedir a moralização do país.

Ao lado dos notórios Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, e Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, armou para que mesmo perdendo o mandato, a terrorista tivesse os direitos políticos preservados.

Uma agressão aos brasileiros, que cobravam a retirada de cena da indigitada 'presidenta'.

Transitar espetacularmente de um partido, PFL/DEM, que saiu do ventre da Arena para o PT, já então consagrado como uma organização criminosa, em face do Mensalão e outros crimes, expôs o caráter de Abreu.

O assalto à Mesa do Senado para melar a eleição não deveria causar surpresa.

Depois de conviver os últimos anos na organização criminosa do Lula, não se poderia esperar gesto diferente.

Kátia Abreu simboliza a promiscuidade que domina o país desde a redemocratização.

Os governos Sarney, Collor, FHC e, sobretudo os 16 anos de PT-PMDB, levaram a corrupção à exaustão.

Sempre lembrar que tipos como Renan e Padilha estavam no governo desde FHC.

O povo nas ruas e nas urnas expurgou grande parte dessa gentalha.

Veremos se os novos tempos e os novos políticos confirmam as expectativas do povo brasileiro.

Kátia Abreu, pau mandado de criminosos como Lula, Dilma e Renan, simbolizava a velha política.

Que seja sepultada - Abreu e a velha política - para o bem da nação.

Em tempo: o eleitor de Minas Gerais corrigiu a manobra de Renan e Lewandowski, impedindo que Dilma fosse ao Senado. A melancólica 'presidenta' ficou em quarto lugar.

Em tempo II: senadores corrigiram neste fim de semana o equívoco dos eleitores de Alagoas, que deram um novo mandado a Renan.



































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"Ocaso dos caciques",

por Dora Kramer
 O que será do Senado sob a gerência de Davi Alcolumbre só o tempo e as circunstâncias poderão dizer. Fato consumado, contudo, é que não só a derrota em si, mas a maneira pela qual Renan Calheiros foi limado do processo sucessório da Casa representa o fim de uma dinastia de caciques que já havia sido em larga escala dizimada pelas urnas.
Ainda que um ou outro siga com mandato a mudança de ares teve o condão de lhes cortar as asas e as cordas vocais. Quem acredita que Calheiros terá garantido espaço de destaque como um grande líder de oposição ao atual governo, se esquece do derretimento de gente como Jader Barbalho que já deu as cartas na República, presidiu o Senado, voltou depois de ter sido obrigado a renunciar e de cumprir um mandato como deputado federal, mas nunca mais teve a mesma influência, hoje é mais um entre os 81 senadores e nada mais.
José Sarney desistiu de tentar renovar o mandato ao se desgastar ao longo de três períodos na Presidência do Senado e Antônio Carlos Magalhães muito antes de ser abatido pela doença já tinha perdido a aura de “malvadeza” que lhe fez a fama. Renan Calheiros era um remanescente desse grupo que, à exceção de mandatos tampões decorrentes de renúncias circunstanciais, se alternou no comando do Senado nas últimas décadas.
O senador até agora considerado imbatível no quesito dominação de apoios internos, foi vítima da própria arrogância que o impediu de perceber a mudança do rumo dos ventos. Achou que poderia renovar e dobrar a aposta. Tombou vítima de uma série de manobras que já havia aplicado quando no poder e que dessa vez foram adotadas contra ele. Subestimou o adversário e, com isso, levou junto o MDB que pela primeira vez em muitos anos está fora do comando do Poder Legislativo, campo essencial para a atuação do partido.

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O CONSELHO DE SIMON BOLÍVAR PARA JEAN WYLLYS

por Leandro Govinda, Promotor de Justiça MP/SC.
 Simon Bolívar, um dos ícones esquerdistas do século XIX, ao fugir da Colômbia, escreveu uma carta ao General Flores, governante do Equador, dizendo que, após 20 anos de governo, tinha algumas certezas, entre as quais a de que "a única coisa a se fazer na América é ir embora" (1). Atento a esse conselho e supostamente por sofrer ameaças de morte, o ex-deputado Jean Wyllys renunciou ao seu mandato e também fugiu. O parlamentar não revelou o seu destino, mas aposto que deve ser alguma nação civilizada, desenvolvida e, claro, capitalista, afinal não passa pela cabeça dos esquerdistas viverem em Cuba, Venezuela, Bolívia ou Coréia do Norte.
Particularmente, não condeno a opção de Jean. Trata-se de uma decisão inteligente e sensata e não oportunista. Acredito sinceramente que ele tenha mesmo receio de ser assassinado. Esse pesadelo é compartilhado por todos os brasileiros, pois vive-se num dos países mais violentos do mundo. São sessenta mil vidas ceifadas violentamente ano após ano no Brasil. Um cidadão por aqui tem mais chance de ser baleado ou esfaqueado do que um soldado em combate na Síria. Nesse contexto, a melhor saída para o Brasil é o mesmo aeroporto. Quem tem condições, pode e deve ir embora, como já o fizeram tantos artistas globais, modelos e empresários, que, por vezes, até conservam os seus negócios no Brasil, mas salvam as suas famílias da selvageria das metrópoles tupiniquins. A ponte aérea agora não é mais Rio-São Paulo, mas Rio-Miami, o destino preferido desses brasileiros afortunados, inclusive daqueles que, por aqui, vociferavam contra o imperialismo do Tio Sam.
O oportunismo de Jean consiste em explorar politicamente a sua opção pessoal de mudar de país para desfrutar de uma vida mais tranquila e segura. Só faltou combinar com os diretores da Vale. O plano do ex-deputado foi atropelado pela tragédia de Brumadinho. A lama da barragem da mineradora soterrou centenas de vidas e, por tabela, varreu o calor dos holofotes que Jean tanto ansiava. Que azar. Jean deveria ter a decência de admitir que está indo embora porque o seu projeto pessoal de poder naufragou e, diante do novo cenário político nacional, tem pouco ou nada para contribuir com a nação. É infantil e ridículo querer tratá-lo como um exilado político, como o fizeram os esquerdopatas em fase mais aguda das suas doenças mentais.
Se as ameaças sofridas são verdadeiras, a decisão de Jean, além de oportunista, é covarde, porque foge de uma violência que ele e seu partido cultivaram ao longo das últimas décadas. São os esquerdistas que tratam o policial como bandido, e os criminosos como vítimas da sociedade capitalista, lutam pelo desencarceramento em massa de condenados e cultuam vagabundos como ícones da resistência contra o estado opressor. A explosão da violência no Brasil é fruto direto da política de idolatria da bandidagem e demonização da atividade policial, com o consequente empoderamento (a esquerda adora essa expressão) das organizações criminosas. Essas políticas nefastas são inteiramente de responsabilidade dessa ideologia esquerdista que há anos domina os poderes constituídos e corrompe as mentes de administradores, legisladores, juízes e promotores de justiça.
Os criminosos que supostamente ameaçaram Jean são do mesmo tipo que matam, roubam, estupram, sequestram, traficam e ameaçam os brasileiros nas ruas e nas suas casas. Se Jean fosse coerente, não deveria ter medo do bandido que lhe ameaçou, mas sim compaixão. Não deveria empreender esforços para que esse bandido fosse investigado e punido segundo os ditames de um Código Penal reacionário, mas sim lutar para que lhe fosse conferido um tratamento progressista que preservasse a sua dignidade. Aliás, Jean poderia ter conservado o seu mandato para oferecer ao seu algoz um cargo comissionado em seu gabinete, livrando-o da pobreza, já que a justificativa número um da esquerda para o banditismo é a falta de oportunidades. Para ser coerente, Jean deveria ter ficado no Brasil e sofrer junto com todos os brasileiros as mazelas da violência que ele e seus companheiros promoveram nos últimos anos.
Pelo visto, o criador está com medo da criatura. Enquanto o bandido está solto na favela, a esquerda caviar reputa-o um pobre coitado e inofensivo. Mas quando o bandido bate na sua porta, daí nada melhor do que ligar para o 190.
*Publicado originalmente no blog do autor https://leandrogovinda.blogspot.com/2019/02/o-conselho-de-simon-bolivar-para-jean.html?m=1






























extraídadepuggina.org

Mesmo com dois aliados na Câmara e no Senado, Bolsonaro precisará de interlocutores qualificados para aprovar as reformas

TOMAZ FILHO
As vitórias de Rodrigo Maia na Câmara dos Deputados e de Davi Alcolumbre no Senado representam uma vitória importante de Jair Bolsonaro.

Em tese, pode facilitar o tramite dos projetos do governo nas duas casas.

Mas, o Palácio do Planalto precisa fazer a sua parte. De inicio, carece de interlocutores com o Parlamento.

Ao contrário de governos anteriores, que praticavam o toma-lá-dá-cá, Bolsonaro deve buscar o quanto anos alguém que pacifique o entendimento com o Congresso Nacional.

Se Maia ganhou com naturalidade a presidência da Camara, Alcolumbre teve o apoio inestimável das redes sociais para desconstruir Renan Calheiros.

A mobilização na rede foi essencial para comover senadores. Tanto que apenas velhos patifes do Senado tiveram coragem de posar ao lado de Renan.

Katia Abreu, Fernando Bezerra Coelho, Humberto Costa, Jader Barbalho, Eduardo Braga e similares não se intimidaram. Têm uma folha corrida suja demais para serem acuados.

Mas, diante da necessidade de promover as reformas neste primeiro ano de governo, Bolsonaro carece de apoios, além da rede social.

Quanto antes estiver no seu entorno gente séria e competente para o jogo com os congressistas, mais rápido avançará nas reformas que o pais aguarda.

A pressão popular é importante, porém o trato com Câmara e Senado estará à flor da pele.

No grito, não vai funcionar. É preciso jeito para sensibilizar o Congresso Nacional a aprovar medidas impopulares.

Mesmo com dois aliados na Câmara e no Senado, Bolsonaro precisará de interlocutores qualificados para aprovar as reformas.

A bola está com Bosonaro.











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