Alex Pipkin
Ă mesmo surpreendente – e funesto – como as pessoas foram se acostumando com o desastre, a escuridĂŁo, a mentira e a liquidação da cultura ocidental. Ă, de fato, espantoso como elas se anestesiaram frente aos acontecimentos negativos na vida econĂŽmica e social.
Eu diria que elas renunciaram à lógica e à realidade objetiva. Doutrinação, enganação, cansaço, e/ou falta de alternativas podem ser elementos explicativos.
Certo que os apologistas da ideologia do fracasso estĂŁo por todas as partes e em grande nĂșmero. A dissonĂąncia cognitiva nĂŁo os deixa realizar que sĂŁo meras peças de manobra no grande tabuleiro dos interesses de uma (des)elite que sĂł pensa naquilo: mais poder.
Parece nĂŁo adiantar argumentar validamente sobre a “verdade verdadeira”; conversa-se com surdos.
Nesse jogo sujo, ineptos e iludidos rezam diariamente pelo Estado grande, o “salvador” de suas pobres vidas – o propagador do cĂąncer incurĂĄvel do intervencionismo corrupto.
A construção Ă© lenta e penosa, a destruição Ă© rĂĄpida como um piscar de olhos. Como lĂderes psicopatas e perversos conseguiram converter jovens mimados e revoltados em guerreiros da destruição dos valores civilizacionais virtuosos? Como lograram cancelar a cultura “de verdade”, embasada nos valores judaico-cristĂŁos, em prol do imediatismo de viver segundo seus desejos e sentimentos, desconectados dos valores civilizacionais basilares e sustentados nas areias movediças das crenças, das falĂĄcias e da vitimização?
Sob o “vĂ©u da ignorĂąncia”, disfarçados de nobreza, diversidade e inclusĂŁo, assumiram o protagonismo dos valores virtuosos a ser cultuados. Quem diverge transforma-se num herege, negacionista.
Não hå mais fronteiras lógicas para o crescimento do engodo e da vitimização. Parecem não existir instrumentos para desarmar a névoa da ilusão e das paixÔes sectårias.
Os donos do mundo e das retĂłricas e falĂĄcias sĂŁo agentes estatais, polĂticos e outros polĂticos vestindo togas negras, disfarçados de juĂzes. Esses sĂł se preocupam, narrativamente, com o povo, concedendo privilĂ©gios e mais (des)direitos absurdos, que, a despeito de proclamarem o bem-estar geral, hipotecam o futuro da nação tupiniquim.
As migalhas regaladas no presente sĂŁo o veneno para um futuro alvissareiro. As pessoas parecem ter terceirizado o ato de pensar para outros de suas tribos, evidente, que nĂŁo pensam. Assumiu o volante transloucado a escassez de racionalidade. Sumiu a capacidade de pensar logicamente a fim de se fugir das contradiçÔes. Ă a lĂłgica que permite que se identifiquem falĂĄcias e o que nos faz tomar decisĂ”es embasadas em evidĂȘncias. Sem ela, mandam os preconceitos cognitivos.
EvidĂȘncias estĂŁo nos fatos da realidade, nĂŁo em suposiçÔes, achismos e/ou crenças. Programas de mais direitos, menos deveres, tornaram-se incontestĂĄveis. Retrocessos populistas estĂŁo sempre Ă mesa, tais como polĂtica industrial, estatais para compadres, polĂticas identitĂĄrias descabidas, enfim, tudo para o voto e/ou ganhar um quinhĂŁo.
Nada das evidĂȘncias vencedoras. Nada de desregulamentação econĂŽmica, corte de impostos, redução da mĂĄquina estatal e a nĂŁo intromissĂŁo do Estado em nossas vidas.
NĂŁo me contento com esse “admirĂĄvel mundo novo”. Ă seguro que Ă© necessĂĄrio preservar a verdade e aquilo que deu e dĂĄ certo.
Evidente que necessitamos estar abertos para aprender e rever, a partir de novas informaçÔes e fatos, nĂŁo em embustes, falĂĄcias e crenças despropositadas. A boa notĂcia Ă© que a verdade, timidamente, aparece aqui e ali – do lado, por exemplo, na Argentina.
Contudo, a mĂĄ notĂcia Ă© que, depois de viver muito tempo no escuro das cavernas progressistas, uns jĂĄ eram dotados da cegueira, outros podem ficar cegos pela luz da verdade. Veremos.
PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-verdadeira-cultura-por-um-fio/
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