Jornalista Andrade Junior

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

O amor e o show incongruente e contraditório em Davos

  Alex Pipkin 


Seis da manhã, de pé. Na verdade, não sei se já despertei, ou se estou sonhando acordado. Tomara que não.

O sonho não é nada bom, nada de amor. Ontem, assisti parte do jogo do colorado, na Copinha, contra o Ituano. Derrota no final. Prematuro para sofrer de pesadelos com Suárez… Será que minha memória encarnada “mais fresquinha” está impactando nos meus pensamentos e devaneios Veio à minha mente que já estava num país colorado.

De fato, reflexivamente, já tinha a convicção de que o Brasil, triste e inegavelmente, tinha abdicado da valorização do indivíduo em prol do contraproducente e populista coletivismo.

Adentrou-se a “era do amor”, e embalado por esse nobre sentimento, passei a tentar exercitar meu amor ágape. Luzes celestiais iluminavam-me na direção do amor incondicional, um amor humano, que se doa e que se entrega.

Até comecei a surfar a onda da sinalização de virtude, proclamando, em meus textos, que eu faço o bem! Evidente que não basta ser, tem que parecer ser. Porém, admito, ainda não estou evoluído o bastante para tal tipo de amor.

No sonho, o ministro da Fazenda no Brasil era marxista. Na realidade objetiva tupiniquim, Fernando Haddad, confessadamente, é um grande admirador das teses de Karl Marx. Evidente que meu amor ágape pifaria. Ou seria chamado de lunático. Eu desejo o bem para todos os brasileiros, só alcançável com as liberdades individual e econômica, ou seja, com a intensa economia de mercado.

O coletivismo se suporta na eliminação das liberdades individuais em favor do abstrato coletivo, e do devastador intervencionismo estatal.

Com o caneco branco repleto de café preto ao meu lado, fui buscar me nutrir do noticioso, a fim de me atualizar quanto aos fatos. Leio que Haddad e Marina Silva participam de um risível show na Suíça, o Fórum Econômico Mundial de Davos. Objetivam trazer investimentos estrangeiros para o país.

Com o ministro-marxista, e sua narrativa burlesca, incompetente e contraditória, será mais do que hercúlea sua tarefa. Haddad afirmou nesse show, que o ex-presidente deixou um enorme desequilíbrio nas contas, provocando um grave problema fiscal no Brasil.

O ministro-marxista, não só parte de premissas utópicas e errôneas, como igualmente mente e omite os fatos e os dados objetivos.

A abissal fábrica de incertezas rubra, a dos desastres anunciados, encobre que a propriedade do sinistro contexto – tá certo, eles abominam a propriedade privada – é, sem dúvidas, do novo velho governo rubro.

A PEC “fura-teto” permitiu despesas de R$ 170 bilhões acima do teto de gastos, a principal âncora fiscal do país.

Enquanto o economista-marxista está “pensando no povo”, a realidade do mercado de ações, o câmbio e, em especial, as expectativas para a taxa de juros no país, foram dar uma voltinha, com difícil retorno, nos céus azulados.

O ministro-marxista, incompetente, claramente, omitiu o nefasto impacto fiscal dessa PEC nas contas públicas. Muito pior tem sido a repercussão das medidas vermelhas no grau de risco verde-amarelo e, consequentemente, na formação de expectativas e nos correspondentes investimentos no país.

Nada novo. As teorias marxistas sempre se apoiam em falácias, descrevendo somente situações que corroboram seus devaneios matadores.

O espetáculo de Davos foi apenas mais um momento para sepultar a realidade objetiva, e de maneira real, demonstrar as contradições e os erros de políticas econômicas praticadas por governos canhotos.

Afirmei que, nessa vida, ainda não me sinto pronto para praticar o amor ágape. No entanto, devo admitir que essa turma do amor, das relações não republicanas, da incompetência e do desastre comprovado, tem me feito, de alguma forma, evoluir.

Todos esses atos “bondosos”, mas imperfeitos e falsos, auxiliam-me a reforçar, por contraposição, meus valores e princípios morais, aquilo que é demasiadamente escasso na turma do amor e da incompetência explícita.

Senhor, impossível exercitar o amor ágape, perdão! Por favor, desculpas!













publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/o-amor-e-o-show-incongruente-e-contraditorio-em-davos/

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