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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Redução compulsória da jornada prejudica emprego e produção

 Mateus Bernardino


As relações humanas de produção emergem naturalmente da busca mútua ou coletiva pela superação dos obstáculos materiais criados pela escassez.

A divisão do trabalho, como nos ensina a economia, é o instrumento mais precioso para cooperação entre indivíduos diferentes em aptidão e interesses, e dessa importante instituição decorrem toda especialização e o aprimoramento contínuo dos modos de produção e de organização que impulsionam a produção em massa de bens e serviços e permitem a satisfação das necessidades ilimitadas de consumo das sociedades mais avançadas.

A avaliação de custos, a previsão de lucros, as oscilações da rentabilidade, as necessidades de investimentos e as despesas com recursos humanos ou de capital são elementos que orientam preços e a viabilidade econômica das operações de produção e, consequentemente, a oferta e demanda por trabalho nas organizações produtivas.

Os costumes vinculados às rotinas de produção respondem, então, de forma vantajosa, às necessidades oriundas da própria indústria em sentido geral, mas são também, obviamente, balizados pelos valores que promovem e norteiam a conduta dos próprios indivíduos em sociedade que participam dos contratos de produção.

Isso explica toda a diversidade de modalidades de acordos, contratos, escalas e remunerações que encontramos em sociedades avançadas na divisão do trabalho e nos processos produtivos situados no limiar da fronteira tecnológica. Seria inviável equiparar sob um mesmo modelo organizacional e contratual profissões que exigem diferentes capacidades, competências, escalas e exigências de formação e qualificação.

Cada indústria, reforçamos, traz consigo uma demanda específica e alinha, naturalmente, elementos que orientam determinada divisão de tarefas, escalas e remunerações considerando a produtividade, a intensidade em capital humano, qualificações, competências individuais e talentos.

O mecanismo que permite que isso se ajuste espontaneamente é o sistema de preços, e, quanto menos o sistema de preços for influenciado politicamente por decisões governamentais, mais informações ajustadas ele condensa em seus valores numéricos em termos de apreciação social ou escassez relativa.

A liberdade para realizar contratos e a diversidade das organizações de produção promovem toda essa diversidade de modalidades contratuais. As próprias indústrias passam por necessidades específicas em termos organizacionais conforme evoluem, crescem, passam por crises, enfrentam a concorrência internacional ou assimilam inovações em termos organizacionais ou na oferta de bens e serviços.

Temos a exigência contínua de liberdade para a afetação do tempo de trabalho e de flexibilidade para mudanças organizacionais e nas modalidades contratuais para facilitar a adaptação do mercado de trabalho às oscilações e evoluções que ocorrem no sistema produtivo.

Em função de mudanças no consumo ou de inovações, variam a oferta e a procura de mão de obra, por isso é importante reduzir os custos trabalhistas associados às necessidades de recrutamento e desligamento, alinhando as especificidades de cada indústria à produtividade do trabalho.

Em uma economia de alta tecnologia e da revolução digital, é cada vez mais importante diminuir os entraves e obstáculos existentes à mobilidade da mão de obra para que as rápidas mudanças requeridas pelos serviços e indústrias possam alinhar de forma mais eficiente a estrutura organizacional e orientar adequadamente os empreendimentos.

A regulamentação, como veremos, promove exatamente o contrário. A fixação governamental de modelos de contrato cria fricções ao recrutamento, aumenta os custos de transação, engessa modalidades contratuais, fomenta o desemprego, a informalidade e a precarização, além de estimular o conflito de interesse entre trabalhadores empregados e desempregados.

Sua motivação principal não é a melhora das condições e dos níveis de vida dos trabalhadores, mas a capacidade de controlar as relações de produção pelo estado para, através disso, predar o máximo possível de valores oriundos dessas relações com o intuito de financiar despesas crescentes de governos ultraendividados.

A redução compulsória das horas de trabalho se insere nesse quadro de análise. Ao aumentar o custo horário do trabalho, ela promove a estagnação salarial das camadas de mais baixa renda, estimula desigualdades, reduz a competitividade e a atratividade para a produção no país e, invariavelmente, estimula mais endividamento.

Nosso artigo traz algumas reflexões importantes a levar em conta sobre esse assunto.

Remunerações, Custos, Sindicatos e a Padronização dos Contratos

O mercado espontaneamente organizado edificou costumes e normas sociais baseadas nas necessidades específicas de diversas indústrias e também assimilou valores comunitários em relações voluntárias que moldaram as rotinas de produção em sociedades abertas ao comércio internacional. Algumas rotinas acabaram sendo inscritas em regulamentações após negociações ou processos de barganha entre as partes envolvidas e organizadas politicamente.

É importante entender que, nas sociedades ancoradas na economia de mercado e na propriedade privada, não é o governo que determina as regras contratuais na esfera privada ou alinha os termos dos contratos de trabalho. O mercado cria as regras, mas também contorna, desafia, inova, orienta e se sobrepõe a regras ineficientes, tendendo a alinhar constantemente as rotinas de produção a um modo de organização que se torne economicamente viável.

Essa informação é importante para raciocinar adequadamente sobre o papel das regulamentações na dinâmica de funcionamento das relações de produção e contratos de trabalho, pois o controle de preços e a generalização do intervencionismo em diversos campos da vida social estimularam o entendimento errôneo a respeito de diversos temas sensíveis, entre eles a questão das remunerações.

Muitos pensam que, não fosse a ação do governo, o ritmo das remunerações permaneceria estagnado, ou que os ajustes anuais do governo ao salário mínimo são o que proporciona um crescimento dos salários, e que seria responsabilidade do governo determinar o alinhamento das remunerações em termos de crescimento da produção, agindo, então, como paladino da “justiça social” ao realizar constantemente aumentos marginais ou correções da inflação monetária (a qual ele próprio engendrou) nos níveis dos salários “mínimos”.

A remuneração da mão de obra responde vantajosamente à evolução do ritmo de crescimento da produção, ao crescimento da produtividade e à evolução dos custos de vida. Empreendimentos intensivos em mão de obra qualificada não dependem do número de horas trabalhadas e puxam as remunerações para cima; é o jogo da oferta e da procura por mão de obra que garante o crescimento dos salários em determinadas tarefas ou a queda em outras.

Ilustrativamente, as remunerações nos Estados Unidos ou na Inglaterra evoluíram dramaticamente para todas as classes de renda ao longo de dois séculos sem qualquer existência de regulamentação em termos de salário mínimo.

O salário mínimo é, na verdade, uma política de desemprego e escassez de mão de obra, e, no caso brasileiro, explica boa parte da informalidade, ainda mais porque o custo da mão de obra para empresas é praticamente o dobro do seu valor, ele não respeita as regionalidades e seu preço está acima da qualificação média da mão de obra brasileira, ficando, então, desalinhado em termos de produtividade real.

No caso das normas sobre tempo de trabalho, antes da existência de qualquer regulamentação estatal que padronizasse isso nos contratos, em função das demandas de cada indústria, por exemplo, já era um costume ancorado na vida comunitária descansar aos domingos, trabalhar durante o dia ou gozar anualmente de um período de férias.

No entanto, foi a partir de uma demanda de grupos de pressão e sindicatos laborais em conluio com organizações patronais que o governo buscou, através da padronização contratual, inscrever “direitos” ou regras comuns a todos os trabalhadores tomados de maneira homogênea, dentro da lógica socialista segundo a qual os homens são todos iguais e devem ter “direitos” e aspirações semelhantes.

Essas iniciativas são tomadas desconsiderando os custos reais de cada indústria em particular, as regionalidades ou as evoluções trazidas por inovações tecnológicas. O contrato estabelece um número máximo de horas trabalhadas semanalmente, e uma redução compulsória desse tempo implica um aumento do custo horário do trabalho, um desalinhamento ainda maior desse valor em termos de produtividade, inviabilizando mais operações de produção, além de criar uma verdadeira confusão normativa e custos suplementares de transação para que as empresas se adaptem.

Desemprego, Endividamento e Normas Coletivas

A redução compulsória do tempo de trabalho foi adotada inicialmente em países desenvolvidos, industrializados, com alta produtividade, mão de obra qualificada, níveis baixíssimos de informalidade, próximos da fronteira tecnológica, para atender a perfis de trabalhos cada vez mais inscritos em serviços, onde a necessidade de flexibilidade e rotatividade são maiores e os ganhos em termos de desenvolvimento tecnológico permitiram economias de tempo consideráveis para realização das tarefas.

Mas isso não se fez sem inconvenientes. Na verdade, em todos os lugares onde foi adotada e generalizada, a redução compulsória do tempo de trabalho para 35 horas fracassou, sendo o caso mais notório o da França, onde a medida ou não é respeitada ou é subsidiada, e contribui, como esperado, para a estagnação econômica e para um aumento do endividamento público, que já ultrapassou os 110% do Produto Interno Bruto (PIB). Na altura de sua criação, a dívida girava em torno de 60%.

O argumento principal, na época de sua criação, era de natureza pretensamente econômica, ao contrário do que ocorre no Brasil, onde a política responde estritamente a uma demanda por mais tempo de lazer.

A redução do tempo de trabalho serviria para combater o desemprego, de acordo com a lógica socialista, segundo a qual, assim como a renda, a quantidade de horas de trabalho “disponíveis” em uma economia é um bem coletivo a ser repartido de forma mais equitativa entre todos e de maneira mais equilibrada.

Obviamente, a medida não produziu qualquer impacto sobre o nível médio de emprego; pelo contrário, a França continua sendo um dos lugares com a maior média duradoura de desempregados da Europa. O país está em um ciclo vicioso comparável ao que começa a prevalecer no Brasil, onde os incentivos ao trabalho e à produção são baixos por causa do intervencionismo e do aparato redistributivo estatal.

A redução compulsória do tempo de trabalho naquele país existe formalmente, mas não reduziu efetivamente ou drasticamente o tempo médio de trabalho, que passou apenas a ser compensado por horas extras, cujos custos fiscais são, em grande parte, subsidiados pelo governo, sobretudo para empregos com remuneração baixa, próximos do salário mínimo. Não por acaso, foi necessário criar modalidades específicas para contratos intermitentes e medidas que atendem a modalidades alternativas, tentando reduzir o aumento do custo da mão de obra.

Permaneceu todavia seu custo econômico e político, notadamente em termos de competitividade e endividamento, na medida em que ela perdura mediante subvenções custosas ao orçamento ultraendividado do governo. Como consequência, houve uma estagnação da evolução das remunerações situadas próximas ao salário mínimo; a medida é tão ruim financeiramente para o empregador quanto para o empregado.

Já no caso brasileiro, estamos falando de um país subdesenvolvido, com altos índices de informalidade e baixa produtividade da mão de obra; por isso, criar mais obstáculos regulatórios ao emprego e aumentar o custo do trabalho pode ter consequências  ainda piores do que em países desenvolvidos e deveria ser uma das últimas prioridades para o progresso social no país.

Aqui, assim como lá, onde o desligamento é mais difícil no setor público, escolas, hospitais e empresas estatais já custam caro aos contribuintes, mas essa medida vai agravar ainda mais o custo de manutenção desses “ativos”, seja criando necessidade de mais cargos, seja tendo que pagar horas extras infindáveis para conseguir manter níveis de prestação de serviços, ou seja, mais endividamento.

Nos lugares onde a redução das horas foi implementada, o mercado de trabalho é mais móvel e dinâmico, existem políticas de reinserção profissional e medidas fiscais e regulatórias procurando atenuar o custo dessa política.

Falamos aqui principalmente de reformas que procuram promover a flexibilidade (como no caso das medidas Hartz na Alemanha), absorver as necessidades de mobilidade e flexibilização criadas pelas novas tecnologias e plataformas digitais em matéria de emprego, promover maior agilidade nos processos de recrutamento e dispensa, maior diversidade em modalidades contratuais, redução de altos custos fiscais e regulatórios associados a contratos de duração indeterminada, além de incentivos fiscais para o primeiro emprego de jovens ou para o recrutamento de idosos.

No Brasil, ao contrário, estimulamos a dependência coletiva dos mais vulneráveis a programas governamentais, não condicionamos devidamente as regras de adesão a esses programas em termos de emprego, não estimulamos programas de reinserção profissional, retiramos por meio da predação altos valores das remunerações dos trabalhadores e, consequentemente, promovemos o assistencialismo e a informalidade.

Conclusão

Um aspecto particularmente esquecido nesse debate sobre a redução das horas de trabalho e que, no entanto, já repercute nos lugares onde a regra foi aplicada é o aumento da pressão em termos de produtividade e da exigência de mais agilidade para a realização das tarefas, na medida em que os empregados deverão cumpri-las em um tempo menor, o que aumenta, em vez de diminuir, os sintomas de estresse e piora a qualidade de vida.

O “combate” de movimentos como a Vida Além do Trabalho erra de alvo, mas, ironicamente, por mais que ignore, comete o mesmo erro que seus verdadeiros e desconhecidos adversários: sindicatos e movimentos laborais e patronais que “lutaram” para fixar, padronizar, estatizar e engessar as regras de funcionamento dos contratos de trabalho, além de políticos e homens do governo em busca de bons resultados em escrutínios eleitorais e de arrecadação para subsidiar despesas crescentes de um estado cada vez maior e interventor.

A regra engendrará insatisfação nas pessoas de mais baixa renda ao ver seus salários estagnados ou evoluindo em ritmo ainda mais lento que os salários dos mais qualificados e de maior renda. Insatisfação previsível também daqueles que perderão seus empregos, ou daqueles que querem trabalhar mais para aumentar seus ordenados, mas acabam esbarrando nas restrições impostas pela norma, que aumenta o custo das horas extras para as empresas.

Os sindicatos e políticos acabam, por essas inciativas que buscam pressionar normas em negociações salariais demasiadamente acima da produtividade do trabalho, favorecendo determinados trabalhadores empregados em detrimento da massa de desempregados, que acaba encontrando menos oportunidades de emprego e deverá, cada vez mais, continuar recorrendo à informalidade e à assistência.

Por mais que essa medida encontre alguma sustentabilidade em países ricos europeus, ela seria extremamente custosa para o Brasil. A produtividade da mão de obra no país já é baixíssima e está estagnada há décadas, a informalidade representa quase 40% da economia em um cenário no qual o custo dessa mão de obra já é alto.

Encontramo-nos no mesmo tipo de armadilha assistencialista que a França e outros países europeus sem sequer termos atingido patamares de desenvolvimento e, pior que isso, ainda tentamos reproduzir medidas fracassadas que não deram certo por lá.

Precisamos caminhar no sentido inverso, promover a liberdade de negociação e contratação, estimular diversidade de modalidades contratuais e permitir que as forças da oferta e da procura de emprego consigam se ajustar de maneira mais dinâmica em função da produção, além de desestimular a informalidade, melhorar a formação para aumentar a produtividade, reduzir o estatismo, o desemprego e permitir crescimento real da renda média.

Não é apenas um cajuzinho

   Dartagnan da Silva Zanela    


   Navegar é preciso, viver não é preciso, diz o poeta; mas, hoje em dia, tornou-se praticamente impossível não singrarmos com nossa nau existencial pelo remanso das águas virtuais da internet. E, em meio às venturas e desventuras deste mundo de possibilidades sem fronteiras, é muito difícil não nos depararmos com um ou outro vídeo ou postagem falando das bonitezas da filosofia e do quanto esse trem nos faria um bem danado.

As pessoas que entram nessa vibe dizem que curtem esse embalo porque gostam muito de trocar opiniões com outras pessoas e, é claro, de discutir. Bem, isso pode ser divertido, pode inclusive ajudar a desenvolver habilidades retóricas que podem ser muito úteis em nossa vida, mas o fiar do nosso passo por essa trilha não nos leva ao filosofar, porque isso não é filosofia nem aqui, nem na casa do chapéu.

O filosofar é, em sua essência, a procura amorosa e abnegada pela verdade; é a procura da unidade do conhecimento na unidade da consciência e vice-versa. Em resumidas contas, filosofar é aprender a morrer. Por isso, não se pode tratar a filosofia como sendo um tipo exótico de entretenimento. Não que não possamos fazer isso, mas algo me diz que não deveríamos ser levianos a tal ponto porque, no ato de filosofar, devemos ter sempre presente a brevidade da vida, a real presença de nossa mortalidade.

Aliás, não apenas Sócrates, Sêneca e companhia nos convidam a fazer isso, mas grandes santos como Santo Afonso de Ligório também o fazem; porque é apenas diante do nosso destino derradeiro que conseguimos estabelecer um substancial contato com a realidade e, desta forma, compreendermos quem nós somos e, principalmente, quem nós deveríamos ser.

Sobre isso, há uma historieta sobre Filipe II, rei da Espanha, de quando estava em seu leito de morte. Conta-se que, certa noite, ele mandou chamar seu filho e, quando estava diante dele, levantou o manto com que se cobria, expondo o peito já roído pelos vermes, e então disse ao rapaz: "Vede como se morre e como se acabam todas as grandezas deste mundo".

Pois é, vaidade das vaidades, sim, tudo neste mundo é apenas isso: vaidade. Todos nós sabemos de cor e salteada essa passagem do Eclesiastes, mas, infelizmente, raramente permitimos que as profundezas abissais de suas palavras lavem nossas feridas e mágoas, decepções e fracassos. Isso porque o filosofar tornou-se apenas uma modinha, um jargão de rede social, apenas mais uma onda de verão (ou de qualquer estação), e não mais uma atitude que leva o indivíduo a procurar o fundamento da vida e da realidade que se faz presente nas sutilezas da nossa existência.

*            O autor,  Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "O SEPULCRO CAIADO", entre outros livros.















publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/nao-e-apenas-um-cajuzinho__18607

DADOS OFICIAIS MANIPULADOS

 gilbertosimõespires/pontocritico


ESTATÍSTICAS NADA CONFIÁVEIS

Mais do que sabido, nos países COMUNISTAS OU SOCIALISTAS, tipo -China, Cuba, Coreia do Norte-, por exemplo, as ESTATÍSTICAS OFICIAIS sempre foram vistas com grande DESCONFIANÇA mundo afora. Como tal são bastante questionadas pelas instituições internacionais, que, gostem ou não, entendem que os DADOS OFICIAIS dos países -COMUNISTAS são PRODUZIDOS com o propósito de serem utilizados em PROPAGANDAS POLÍTICAS ou para VALIDAR O CUMPRIMENTO DE METAS PLANEJADAS PELO ESTADO.

BRASIL COMUNISTA

Como o presidente LULA, em inúmeras oportunidades afirmou, alto e bom som, que ser chamado de COMUNISTA é MOTIVO DE ORGULHO, isto é mais do que bastante para admitir que a sua GRANDE E MAIOR INTENÇÃO é FAZER DO BRASIL UM PAÍS COMUNISTA, como de resto sempre disse e se comprometeu -abertamente- nos encontros anuais promovidos pelo FORO DE SÃO PAULO, organização que foi criada em 1990 por Lula e Fidel Castro e que reúne diversos países da região da América Latina e Caribe.

IBGE

A partir dessas INCONTESTÁVEIS INFORMAÇÕES, não pode ser visto com SURPRESA o FATO do presidente LULA ter escolhido, em agosto de 2023, o -COMUNISTA- Márcio Pochmann para presidir o IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, tido e havido como INSTITUIÇÃO PROVEDORA DE DADOS OFICIAIS DO BRASIL. Pois, desde então o -Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística- percebeu  que o papel de Pochmann tinha tudo a ver com a MANIPULAÇÃO DE DADOS OFICIAIS. E mais recentemente, em NOTA TÉCNICA o sindicato cita inconsistências em relação a referências internacionais, como os -Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais da ONU-. Mais: reafirmou a defesa do IBGE como órgão de Estado (e não de governo), com autonomia técnica e rigor científico, e anunciou que seguirá denunciando tentativas de esvaziamento institucional.

MANIPULAÇÕES ESTATÍSTICAS

Como se vê, pelas mãos e mentes de Lula, Pochmann e a esquerdalha em geral, o BRASIL já aparece entre os países COMUNISTAS cujas ESTATÍSTICAS OFICIAIS estão sendo VISTAS E/OU PERCEBIDAS COM -DESCONFIANÇA-. Aliás, basta ver o cálculo da TAXA DE DESEMPREGO DO PAÍS, onde o contingente enorme de brasileiros que recebem o BOLSA FAMÍLIA ficam fora da lista de DESEMPREGADOS. Que tal?






























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/dados-oficiais-manipulados

ESCANDALO DE 45 BILHÕES

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ESCANDALO DE 45 BILHÕES



NÓS TINHAMOS QUE AGRADECER

 EDUARDOOINEGUE/FACEBOOK


NÓS TINHAMOS QUE AGRADECER



O ERRO DO NIKOLAS FERREIRA

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O ERRO DO NIKOLAS FERREIRA



Vivi pra ver Globo dizer que STF virou BALCÃO DE NEGÓCIOS: querem que Lula salve Toffoli!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


Vivi pra ver Globo dizer que STF virou BALCÃO DE NEGÓCIOS: querem que Lula salve Toffoli!


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Moraes xinga jornalistas de criminosos: nós avisamos que isso ia acontecer!

 ANDRÉMARSIGLIA/YOUTUBE


Moraes xinga jornalistas de criminosos: nós avisamos que isso ia acontecer!



DÍVIDA, IMPOSTOS e CAOS: o RAIO-X FISCAL do BRASIL

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


DÍVIDA, IMPOSTOS e CAOS: o RAIO-X FISCAL do BRASIL


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MULHER TRANS É HOMEM

 CLAUDIAFEITOSA/FACEBOOK


MULHER TRANS É HOMEM



PROFESSORES VÃO LEVAR PREJUIZO ENORME

 MOTTA/X


PROFESSORES VÃO LEVAR PREJUIZO ENORME



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A guerra de narrativas e a busca pela verdade

GABRIELJUBRAN/INSTITUTOLIBERAL


O Papa Leão XIV afirmou em entrevista recente que as ideologias adquiriram poder maior que a experiência real da humanidade. Não poderia concordar mais com a afirmação. Vivemos em tempos (alguns milhares de anos, mas com ênfase na contemporaneidade) em que a disputa política e social se organiza menos pela realidade objetiva e mais pela força das narrativas. Notícias, interpretações e versões competem por espaço, buscando moldar não apenas opiniões, mas a própria percepção do real. Esse fenômeno, frequentemente descrito como “guerras de narrativas”, não só molda concepções individuais, mas uma série de decisões políticas.

José Ortega y Gasset, em A Rebelião das Massas, escrita no contexto de uma Europa convulsionada pelas crises do entreguerras, aponta uma interessante análise que parece antecipar de forma inquietante as dinâmicas atuais de polarização, manipulação discursiva e dissolução da verdade em favor da conveniência coletiva. Gasset parte da constatação de que a modernidade ampliou a participação das massas na vida pública. Isso, em si, não seria negativo, pela democratização do processo, mas gera problemas quando o chamado “homem-massa” se torna protagonista. Ele define esse tipo humano não como alguém pertencente a uma classe social específica, mas como uma atitude de espírito. É importante reafirmar que não se trata de uma classe social, mas de um estado de espírito. Não se trata de um número, mas de uma disposição comportamental.

O homem-massa é aquele que não sente necessidade de justificar suas crenças ou de reconhecer sua limitação. É o indivíduo que toma como dado tudo o que encontra à sua disposição – a técnica, a ciência, as instituições -, sem compreender o esforço histórico que as produziu. Essa despreocupação com os fundamentos da vida civilizada conduz a uma perigosa superficialidade, pois troca-se a verdade por preconcepções. Ganham espaço para o homem-massa as opiniões fáceis, slogans confortáveis e certezas herdadas do grupo. Deixa-se de lado qualquer esforço de reflexões para além do óbvio.

Nas guerras de narrativas, a lógica descrita por Ortega reaparece com clareza. A disputa não gira em torno da veracidade objetiva dos fatos, mas da sua capacidade de mobilizar emoções, consolidar identidades e reforçar a sensação de pertencimento a uma coletividade. Tudo isso em massas, Movimentadas pelas preconcepções, sem reflexão. O critério que guia a adesão deixa de ser “isso é verdadeiro?” para se transformar em “isso beneficia em algo o meu grupo?”. O homem-massa, ao recusar a disciplina do pensamento crítico, desenvolvida e apurada ao longo de séculos de experiência humana, se mostra vulnerável ao apelo das narrativas que confirmam seus pré-conceitos. Para ele, não há exigência de provas, mas apenas de utilidade.

Ortega, em escrita brilhante, apontava de forma clara esse risco. A indiferença das massas diante da verdade, ou ao menos de sua busca e perseguição, abre espaço para a tirania da opinião, na qual a realidade é continuamente deformada para se ajustar às conveniências do momento. Esse comportamento não é fruto de ignorância bruta, mas de uma confiança e prepotências desmedidas. Ortega descreve o homem-massa como “satisfeito consigo mesmo”, convicto de que sua simples condição de ser “como todos os outros” já o legitima a opinar e decidir sobre tudo. Quando a opinião de todos é lastreada apenas nas conveniências, a verdade passa a ser apenas o que a maioria decide acreditar.

Contra essa tendência, Ortega valoriza a figura do “homem excelente”. Trata-se daquele que reconhece suas insuficiências, que se sente obrigado a buscar algo maior do que si mesmo e que se dedica à disciplina do conhecimento e da cultura. O homem excelente não aceita a facilidade da opinião comum, mas cultiva a dúvida metódica e a humildade intelectual. Para Ortega, a civilização só se sustenta se existir uma minoria criativa e responsável, capaz de manter viva a busca pela verdade. Esse grupo não pode se definir por sangue ou riqueza, como na antiga aristocracia, mas por uma disposição espiritual de autoexigência.

Em tempos de redes sociais, algoritmos e polarizações políticas, a atualidade dessa reflexão é evidente. Vivemos um cenário em que o espetáculo muitas vezes substitui o debate, e a política se transforma em palco para performances calculadas. É o que vemos em nossa política brasileira. O fluxo contínuo de informações, estimulado pelos próprios parlamentares, inclusive, intensifica a fragmentação da realidade, já que cada grupo encontra justificativa para sua visão em bolhas discursivas.

A dissolução da verdade em narrativas tem consequências profundas. Em primeiro lugar, enfraquece o espaço público como lugar de construção de ideias, através dos contrapontos da dialética, substituído pela mera troca de ataques e pela arte da retórica barata. Em segundo lugar, gera instabilidade política, já que qualquer dado pode ser imediatamente deslegitimado por narrativas alternativas que encontram público receptivo.

Ortega y Gasset aponta direções. Sua insistência na necessidade de minorias criativas pode ser lida hoje como um chamado à responsabilidade das lideranças intelectuais, políticas e culturais.

Em vez de competir pelo domínio de narrativas, tais lideranças deveriam restaurar a centralidade da verdade como horizonte comum. Isso não significa acreditar em uma verdade absoluta e imutável, mas em um compromisso compartilhado com métodos sérios de verificação, com a honestidade intelectual e com a disposição de rever posições diante de evidências. O que seria a verdade foi a única pergunta a que Jesus Cristo não respondeu. É esse espírito que distingue o homem excelente do homem-massa, a consciência de que não basta ter opinião, é preciso submetê-la ao teste da razão.

O desafio contemporâneo é cultivar esse ethos em meio a uma cultura de superficialidade. A educação, a ciência e o jornalismo, por exemplo, desempenham papel central nesse processo, pois são esferas que podem, em princípio, oferecer resistência à tirania das narrativas. Mas, para isso, precisam recuperar a confiança pública, mostrando-se independentes das paixões partidárias e comprometidos com a busca do real. Sem esse esforço, a verdade se degrada em arma retórica, a política em espetáculo vazio e a sociedade em um campo de batalha de versões inconciliáveis.

*Gabriel Jubran é cientista político, sócio da Civitas RelGov, diretor do Ranking dos Políticos e associado do IFL Brasília.
















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-guerra-de-narrativas-e-a-busca-pela-verdade/

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