Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

domingo, 29 de novembro de 2020

"Governar para quê?",

 por J.R. Guzzo

Uma das palavras mais ouvidas no governo federal nesses últimos meses é “governabilidade”. O que seria esse bicho? Segundo nos contam, trata-se daquele balaio de decisões moralmente lamentáveis e tecnicamente ineptas que os governos, coitados, são obrigados a tomar para conseguirem governar – ou fazem essas coisas feias, mas tidas como indispensáveis, ou não governam nada (em política, argumentam os que estão mandando, a prática deliberada do erro nem sempre é uma desvantagem). 

O governo do presidente Jair Bolsonaro, como sabem até as crianças com dez anos de idade, decidiu tempos atrás tornar-se governável em modo extremo – está fazendo tudo o que lhe pedem, e muito do que não lhe pedem, com o elevado propósito de governar o Brasil. Está dando certo para os governantes, ao que parece. 

E para os governados?A “governabilidade” pode ser uma coisa admirável na teoria política, mas na vida prática a pergunta que se tem de fazer é a seguinte: governar para quê? Se for para dar ao Brasil uma espécie de Dilma-2, o Retorno, com anos de crescimento zero que se alternam com anos de recessão, e com a população escalada para exercer a mesmíssima função, como escrava que trabalha dia e noite para sustentar a máquina estatal – bem, muito obrigado. 

É onde se encontra, após dois anos inteiros no comando, o governo atual: mais ou menos onde Dilma Rousseff nos deixou. 

O Estado continua a engolir (e a gastar) a maior fatia da renda nacional. 

A economia está onde estava em 2018. A alta burocracia deita e rola. O Centrão, o inimigo número 1 do erário nacional, é de novo a grande estrela do governo. As leis continuam servindo para proteger os políticos dos cidadãos, em vez de fazer o contrário. Praticamente nenhum índice de “performance”, salvo no agronegócio, saiu do lugar. O que adianta governar desse jeito?

Nesses dois anos, o governo não fechou, não de verdade, uma única empresa estatal – uma meia dúzia de subsidiárias foram vendidas por suas controladoras, e ficou nisso. De concreto, a única coisa que aconteceu foi a demissão do secretário-ministro encarregado da privatização, que nunca teve o que fazer. Não conseguiram fechar nem a empresa do “trem-bala”, um dos maiores contos do vigário do governo Dilma – o ministro dos Transportes acha que a empresa, que jamais colocou um metro de trilho no chão, é indispensável. Outra joia da coroa petista, a TV Brasil inventada por Lula, continua intacta.

Não foi cortado nenhum privilégio nas altas castas do funcionalismo. A população continua sendo extorquida pela mesma carga de impostos de sempre – 30%, ou mais, numa conta de luz, de telefone ou de farmácia. A economia permanece como uma das mais fechadas e menos capazes de competir do mundo. Na hora de fazer a indicação mais importante de seu governo, a de um novo ministro para o STF, Bolsonaro veio com o dr. Kassio, o preferido do Centrão e de um senador processado por corrupção.

O governo está no seu quarto ministro da Educação em dois anos, e não se mexeu um milímetro nos índices brasileiros na área, que continuam entre os piores do planeta; falaram o tempo todo de política, e os livros didáticos lidos nas escolas continuam insultando abertamente os militares, chamados de “torturadores”, os agricultores, acusados de viverem às custas do “trabalho escravo”, e o próprio governo eleito em 2018, que é denunciado nas aulas como fascista, racista, homofóbico, genocida e destruidor da Amazônia.

Quando lembrado de qualquer dessas coisas, Bolsonaro diz: “Então vota no Haddad”. É melhor mudar o disco. Uma hora dessas ele ainda vai ouvir: “E daí? Qual é a diferença?”

O Estado de S.Paulo
















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Partidos de esquerda encolherram após as eleições municipais

 Tiago Vasconcelos, Diário do Poder

O PT foi oficialmente substituído este ano pelo PDT e pelo PSB como os principais representantes da esquerda brasileira, mas os três partidos saíram reduzidos das eleições municipais de 2020. Todos elegeram menos prefeitos e vereadores entre a eleição de 2016 e 2020, cenário oposto dos partidos de centro e dos representantes da “velha política”. Não há mais partidos de esquerda entre os cinco maiores do País.

Em 2020, o PDT elegeu 3.345 vereadores, o PSB, 2.948, e o PT 2.584; respectivamente 11%, 18% e 7,5% a menos que na eleição de 2016.

O PT perdeu mais de 30% das prefeituras que conquistou em 2016. O PDT perdeu 8% e o PSB, impressionantes 40%.

MDB, PP, PSD, PSDB e DEM ocupam as cinco primeiras posições entre os partidos que mais elegeram prefeitos e vereadores este ano













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Em resposta à ONU, procuradores desmascaram advogados de Lula: simulavam serviços para praticar corrupção

 JORNAL DA CIDADE

O documento será encaminhado à ONU nos próximos dias.

Procuradores da República do Rio de Janeiro acusam os advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira de liderarem um esquema criminoso que tinha como objetivo desviar dinheiro público.

Trata-se de uma resposta à uma representação que os advogados do ex-presidente impetraram na ONU.

No documento, os procuradores esclarecem a legalidade das investigações contra os advogados na Operação E$quema $ e descartam qualquer tipo de perseguição.

“Nunca houve matizes ideológicas ou partidárias na atuação desta Força-Tarefa, que investiga e processa fatos ilícitos que remontam a uma corrupção estruturada e arraigada há décadas no Estado do Rio de Janeiro, com repercussão nacional”, diz o documento. “Perceba-se, inclusive, que as organizações criminosas imputadas por esta Força-Tarefa ao Sr. Sérgio Cabral Filho e ao Sr. Michel Temer, e desdobramentos investigativos daí advindos, estão, no campo político, indiretamente relacionadas às suas atuações como mandatários de altos cargos públicos e lideranças nacionais do partido MDB, que historicamente é oponente ao PT ”.

Os procuradores ainda demonstram que o esquema criminoso liderado por Teixeira e Zanin valia-se de falsos contratos com escritórios de advocacia, onde os serviços declarados não eram efetivamente prestados, mas remunerados a título de supostos honorários que, na verdade, retratavam “desvios e apropriação de verbas públicas”.

Os procuradores derrubam item por item o que classificam como “narrativas absolutamente irreais” da dupla acusada de liderar o esquema de corrupção que desviou mais de R$ 150 milhões dos cofres do Sistema S no Rio.

12 procuradores assinaram a contundente resposta.








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Dória, o líder de "centro-esquerda"

GUILHERME FIUZA

Dória, o líder de "centro-esquerda"

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Tarcísio entrega 4 pontes e 50,8 quilômetros de pista pavimentada na BR-154/MG

Blog República de Curitiba


O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), general Antônio Santos Filho, entregaram, nesta sexta-feira (27), 50,8 quilômetros de pista pavimentada na BR-154, no estado de Minas Gerais. A rodovia localizada no Triângulo Mineiro liga diretamente a BR-365/MG e a BR-364/MG, ligação do Centro-Oeste ao Sudeste do Brasil.

A nova pista pavimentada proporciona melhores condições de trafegabilidade aos usuários e promove o melhor escoamento dos produtos provenientes das indústrias produtoras de cana-de-açúcar e de álcool, agropecuária e agricultura da região.

As equipes da Autarquia atuaram com os serviços de implantação de 50,8 quilômetros, incluindo serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização horizontal, instalação de dispositivos de segurança, além da construção de 4 pontes na região. O investimento total na obra é de R$ 84.007.905,08.

Importância – Com a pavimentação da BR-154/MG os municípios de Ituiutaba, Campina Verde, Gurinhatã e o povoado de Bastos recebem melhorias em vários setores, como segurança, saúde, transporte e lazer, inclusive diminuindo o tempo da viagem entre os municípios.

Visita – Durante a visita o ministro Tarcísio e o diretor-geral do DNIT, general Antônio Santos Filho, visitaram as obras de implantação da Trincheira do Taiaman, na BR-365/MG, na travessia urbana de Uberlândia. O empreendimento conta com 73% dos serviços concluídos. A previsão é que a trincheira seja entregue em junho de 2021.













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MARADONA MORREU... HÁ MUITO TEMPO.

 por Harley Wanzeller.

Diego Maradona foi um exemplo! 

Em regra, quando alguém falece, somos tomados por um sentimento de nostalgia que busca na personalidade de quem se foi algo que convencionamos definir como legado. Passamos a ter a nítida sensação de que aquele corpo inanimado estendido diante de nós tem uma enorme capacidade para ressaltar o bem praticado em vida, suavizando até mesmo figuras fascínoras, bandidas e mendigas espirituais. Nestes momentos, o sentimento dos vivos passa a ser complacente, benévolo, numa tentativa frenética de extrair de todos o que há (ou o que houve) de melhor. 

Não foi diferente comigo. Assim que soube do falecimento de Maradona, me veio a lembrança da vida e história de Ayrton Senna, em especial o dia de sua morte. 

Muitos que agora leem não souberam o gosto de correr para uma TV na manhã de domingo, em uma época onde os heróis não estavam no YouTube ou pulando feito micos amestrados no Tik-Tok. Naquela época, a Fórmula 1 tinha muita graça quando a chuva vinha para pista, e um único piloto dava o "ar da sua graça". 

Engana-se quem pensa que só os brasileiros pensam assim. Não mesmo! Qualquer ser humano que minimamente sabe o que é este esporte, e ao menos já consiga enxergar em seus cabelos o charme do tom da idade, sabe bem sobre o sentimento que estou falando. 

Quando Ayrton Senna faleceu, eu tinha 14 anos. Recebi a notícia sem qualquer exagero, mas com a mesma importância com que o mundo a recebeu - com um estrondoso "não é verdade". Naquele mesmo ano, tive a oportunidade de visitar o principado de Mônaco e ver, com meus próprios olhos, o tamanho de Senna quando um vendedor de souvenir chorou ao falar dele para puxar assunto com os turistas brasileiros. A cada curva de Mônaco era empregada sua marca. A pista mais tradicional do circuito tinha dono, e ainda tem. 

Esse estrondo ecoa na minha cabeça até hoje, passados mais de 26 anos. Digo isto pois há pouco tempo assisti a um documentário sobre a sua carreira e vida, que se encerrou com o Tema da Vitória. Meus filhos não entenderam bem a minha reação: chorei como se tivesse voltado a 1994, e perdido um ente querido naquele exato momento. 

O que fez de Ayrton Senna ser o Ayrton do Brasil? 

Passado o tempo, a lembrança de sua vida traz um homem temente a Deus, que encontrava o divino em cada dificuldade que se apresentava - o que é muito difícil, pois em geral nos lembramos de Deus quando nos convém. Não o conheci na vida privada, mas nas manifestações públicas, nunca ouvi Ayrton se colocar em posição de superioridade, ou mesmo transparecer soberba diante de quem perguntava algo. Ao contrário, o via com uma personalidade capaz de transpirar a gentileza de lorde nos momentos de descontração, e a altivez de um sábio guerreiro quando era necessário enfrentar os arroubos do politicamente correto, como na célebre entrevista concedida a Jackie Stewart (1), ou quando teve que enfrentar as injustiças impostas pelo sistema (2) em nome da verdade. 

Ayrton não nasceu o melhor. Não era o melhor (3). Mas se tornou o melhor piloto de todos os tempos. O que o transformou foi a consciência de que deveria melhorar a cada dia, que deveria entender que nem tudo se entende, que o tempo de Deus deve ser respeitado, e que o trabalho dignifica o homem. Seus sonhos não eram nada pequenos, mas acabaram se convertendo em realidade diante de cada degrau que insistia subir na escada da vida. Quando caia, sabia que não importava o número de quedas, e sim quantas vezes teria forças para se levantar. Honrava sua família, acima de tudo, e substituía a vaidade (presente em todos nós) pela caridade - seja na ajuda material ou no exemplo dado, o qual salvou e ainda salva muitas pessoas. (3)

Em suma, Ayrton não era um santo. Não passava de um pecador que aceitava as circunstâncias impostas, e as vencia. Entendia de suas misérias como ninguém mais, e por isso buscava incessantemente superar-se, evoluindo perante Deus e perante o espelho. Era aquele homem tão capaz de ganhar um grande prêmio com um carro quebrado (4), quanto de parar a corrida no meio para salvar Erik Comas, um companheiro pouco famoso que precisava sair de seu carro acidentado antes que o pior acontecesse (5). Este era Ayrton. Ou melhor, Ayrton Senna do Brasil, como era conhecido pelo povo. 

A esta altura, você, leitor, muito provavelmente já se questionou: o que a vida e o legado de Senna tem a ver com a vida e morte de Maradona?

É verdade. Tenho que dar razão à dúvida. As pessoas e exemplos não se comunicam. São antagônicos. 

Mas é a partir daí que tiro as verdadeiras lições sobre a figura de quem hoje tentei falar. 

O legado de Maradona é o extremo oposto da virtude. E não digo isso com qualquer desmerecimento ao morto pois ele próprio, Maradona, elegeu os caminhos que o levaram às mortes física e moral, ocorridas muito antes de seu falecimento. 

Como um "bom socialista", Maradona pregava a socialização daquilo que não era seu, torrando o seu dinheiro com drogas e luxos que ele próprio dizia combater. Se vangloriava de trapaças conseguidas dentro das quatro linhas, ensinando aos demais que o certo seria levar vantagem em tudo, a qualquer preço (6). Era um pobre coitado, nada profissional, que colocava todas as suas esperanças no prazer desenfreado, apostando que era o próprio deus encarnado. Se gabava ate mesmo das seitas criadas em torno de seu nome - nada mais apropriado para uma figura tosca e desprezível. 

Não nego, com isso, a genialidade do futebolista Maradona. Mas isso não o torna melhor do que realmente foi. Aliás, é essencial que reconheçamos sua genialidade pois, só assim - a partir de exemplos como o dele - é que podemos entender qual o fim de um ser humano que decide, deliberadamente, destruir todos os talentos concedidos por Deus. É a partir dos "Maradonas" da vida que confirmamos Deus nos respeitando em nosso poder de decisão, no exercício do livre arbítrio, da livre consciência e da livre complacência, tão bem abordados por São Bernardo de Claraval. 

Não tenho dúvida de que somos livres para fazer o que quisermos. Mas Maradona nos prova que não devemos fazer aquilo que não nos convém, pois a liberdade, quando mal utilizada, direciona o Homem às consequências inarredáveis de suas próprias decisões. E por isto mesmo, creio que será muito lembrado, mas por motivos nada nobres. 

Este foi o legado de Diego Armando Maradona, um homem viciado, que tomou a canalhice como estilo de vida e foi incapaz de perceber a própria miséria, se vendo obrigado a viver o ocaso abraçado às consequências de todas as decisões formadoras daquilo que ele próprio passou a ser. 

Maradona, enfim, foi um gênio da bola. Isso é inegável. 

Mas acima de tudo, foi o pior dos exemplos. E por isso, será lembrado. 

Que Deus tenha misericórdia de sua alma. 

 

(*)Harley Wanzeller é magistrado federal do TRT-8, cronista e escritor conservador.




















publicadaemhttp://www.puggina.org/artigo/convidados/maradona-morreu-ha-muito-tempo/17318







Bolsonaro expIode com jornalista! fala das Eleições nos EUA, China, faz grave alerta e mais

 FOCO DO BRASIL

Bolsonaro expIode com jornalista! fala das Eleições nos EUA, China, faz grave alerta e mais

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MANCHETES DE JORNAIS INTERNACIONAIS HOJE

 ANDRADE JUNIOR






CAPAS DOS JORNAIS NACIONAIS HOJE

 ANDRADE JUNIOR












GOLS DESTE SÁBADO DOS PRINCIPAIS CAMPEONATOS!

 gols da rodada

GOLS DESTE SÁBADO DOS PRINCIPAIS CAMPEONATOS! 28/11/2020 HD


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"O balaio da política",

  por Marcelo Tognozzi

No fim dos anos 1930 dois políticos trabalhavam dioturnamente para pavimentar o caminho até a Presidência da República. O paulista Armando de Sales Oliveira fora interventor em São Paulo, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas. Engenheiro formado pela tradicional escola Politécnica era um homem refinado, filho de senador e membro nato da oligarquia paulista certificado pelas cotas de sócio do jornal O Estado de S. Paulo, fundado e comandado pela família Mesquita. Sales apoiara a Revolução de 1930 contra o então presidente Washington Luís e seu candidato paulista Júlio Prestes, na esperança de que a força da nova economia e da nova elite industrial paulista se impusesse mais cedo ou mais tarde.

A 2.800 quilômetros de São Paulo, outro político refinado também apoiou a Revolução como governador da Paraíba eleito pela Aliança Liberal, o partido de Getúlio. Era José Américo de Almeida, que mais tarde seria ministro da Viação e embaixador. Diferentemente de Armando, homem da matemática e da engenharia, Zé Américo era poeta e escritor, autor do clássico A Bagaceira. Cada um ao seu estilo, Armando era pragmático, desenvolvimentista, pioneiro da geração de energia elétrica, autoritário e acreditava em progresso e dinheiro. Metia o dedo na tomada com gosto.

Zé Américo era o oposto: matreiro, sutil, capaz de conversar horas a fio sem sair lugar. Aquele tipo que conseguia tirar as meias sem tirar os sapatos. Mas não menos autoritário: comandou a repressão aos revoltosos de Princesa como secretário de Segurança do governador João Pessoa. Era uma espécie de coronel de fino trato, envernizado, perfumado e elegante. Em 1934 tentou seduzir o então tenente Ernesto Geisel, secretário de Fazenda da Paraíba, acenando com uma cadeira de deputado, mas o gaúcho, reto e direto, disse que preferia a farda. A bordo dela Geisel desembarcou na Presidência da República 40 anos depois.

Em 1936, Armando Sales saíra da condição de interventor para a de governador eleito. Zé Américo dava expediente como ministro do Tribunal de Contas da União. Estavam agora a 400 quilômetros de distância um do outro, mas o paraibano julgava ter certa vantagem porque trabalhava na Praça da República, a 3 quilômetros do Palácio do Catete, onde Getúlio despachava.

Ambos comemoraram o Réveillon de 1937 em grande estilo. Tinham uma campanha pela frente, com a eleição marcada para janeiro do ano seguinte. Sales deixara o governo de São Paulo para mergulhar de cabeça no seu projeto de candidato de oposição ao governo. Zé Américo conseguiu articular apoio entre os principais membros do governo, embora Getúlio nunca o tenha chamado de “meu candidato”. O champanhe do Réveillon virou vinagre em novembro, 3 meses antes do pleito, quando Getúlio anunciou o Estado Novo, um golpe que endureceu o regime e mandou para o cemitério as candidaturas de Armando e Zé Américo.

Sales recebera um sinal de Getúlio quando foi até o presidente informar da sua candidatura irreversível e ouviu dele que o Brasil vivia um clima de guerra e as eleições poderiam ser inoportunas naquele momento. Ofereceu a Sales o Ministério da Fazendo ou o Banco do Brasil, que o paulista recusou polidamente.

O golpe de Getúlio tinha até Constituição pronta, escrita e revisada por Francisco Campos, o famoso Chico Ciência que 30 anos mais tarde também deixaria suas digitais na Constituição de 1967 formatada pelos militares. Getúlio não queria Zé Américo e nem muito menos Armando. Para ele faltava ao paulista um certo jogo de cintura, que sobrava no paraibano. E ainda havia a ameaça de um golpe integralista, que Getúlio registra em detalhes em seu diário numa anotação de 1º de dezembro de 1937.

O Estado Novo veio depois de intensa propaganda anticomunista e uma fake news chamada Plano Cohen. Fechou o Congresso, acabou com os partidos políticos, censurou a imprensa e encheu as cadeias de adversários políticos. Zé Américo ficou no TCU até 1947, votou a ser ministro da Viação no segundo governo de Getúlio e morreu em 1980 aos 93 anos. Sales foi exilado, morou nos Estados Unidos e Argentina, voltou ao Brasil em abril de 1945, fundou a UDN e morreu em 17 de maio aos 57 anos.

De fato, 5 meses depois daquela anotação no diário, em 11 de maio de 1938, os integralistas tentaram invadir o Palácio Guanabara, residência oficial do presidente, com objetivo de matá-lo. O intenso tiroteio durou horas e terminou com um saldo de 8 mortos e Getúlio guardando seu parabélum na cintura e fumando um charuto enquanto se refazia da refrega.

O Brasil nunca foi para amadores. Getúlio inaugurou uma nova era dos profissionais com a Revolução de 1930. Não havia outra opção: era ele ou ele. A tentativa de renovação política feita por Armando Sales e Zé Américo tinha um perfil de centro, com Armando um pouco mais à direita e Américo mais à esquerda, sendo que no caso deste último muito mais por oportunismo que por convicção.

Nas últimas décadas nossos políticos resistiram o quanto puderam à renovação. Ela veio pela força em 1964, mas envelheceu e caducou em 20 anos, deixando que os adversários dos idos de 1950 voltassem ao protagonismo. O PT foi algo novo, mas Lula seguiu ao pé da letra a cartilha getulista e manteve as duas opções: ele ou ele.

O sistema moeu os inocentes, politizou o serviço público, a Justiça e as forças de segurança, a ponto de nos últimos anos juízes e procuradores ocuparem mais espaço na mídia falando de política que aqueles eleitos para isso. Tudo que um dia foi novo envelheceu rápido.

Bolsonaro, Lula, João Doria, Rodrigo Maia, ACM Neto, Gilberto Kassab, Guilherme Boulos, Davi Alcolumbre, Ratinho Junior, Fabio Faria, Flavio Dino e outros políticos chegaram lá pela legitimidade do voto. Os ministros do Supremo, delegados, procuradores da República, sindicalistas e tantos outros ganharam seu naco de poder pela influência, amizade e também, claro, pelo concurso público. Todos trabalham dioturnamente pela conquista e manutenção do seu lote de poder. Uns com mais competência, outros menos.

A diferença entre o Brasil de hoje e o de 90 anos atrás é que a política virou um balaio superpopuloso, com todo tipo de gatos, muitos deles gatinhos herdeiros. Temos um poder cada vez mais dividido, cada um cuidando de segurar seu espaço naquilo que vulgarmente chamamos instituições, mas que no fundo são ilhas onde cada um foca nos seus próprios interesses e a renovação virou pura demagogia. Aquela habilidade de tirar a meia sem tirar o sapato, já faz tempo entrou para o folclore do século passado.

Poder360




















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"Moro, o ‘fofoqueiro’ sem provas",

  escreve Gonçalo Mendes Neto


No afã de se tornar político, deu ouvidos a quem não devia e só fez bobagens.

Tivesse Moro deixado o governo em silêncio, manteria o respeito que conquistou como juiz.

Resolveu sair atirando e fazendo acusações levianas e mentirosas.

Perdeu o respeito. Virou um mero fofoqueiro.

Em seu depoimento para a Polícia Federal no dia 12 de novembro, no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a organização dos tais ‘atos antidemocráticos’, o ex-ministro afirmou que ‘havia comentários correntes de pessoas de dentro do governo da existência do denominado gabinete do ódio’. Disse ainda que tomou conhecimento por meio de ‘comentários entre ministros de governo’, que Carlos Bolsonaro fazia parte do tal ‘Gabinete do Ódio’.

Fez isso sem citar nomes, sem dizer quem foram os tais ministros.

Como juiz que foi um dia, deveria saber que o valor probante de seu testemunho é zero.

A intenção, pelo visto, é gerar manchetes na ‘mídia do ódio’ na tentativa de atingir politicamente o presidente da República.

Moro entregou sua reputação para a galera que quer derrubar o presidente, mas que não tem nenhum apreço por ele mesmo.

Está efetivamente fazendo algo típico de traidores.

Vendeu sua reputação e rasgou sua biografia.

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

JORNAL DA CIDADE














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sábado, 28 de novembro de 2020

Em nota técnica, Anvisa se posiciona, rebate Doria e demonstra que vacina não pode ser aplicada “na marra”

 JORNAL DA CIDADE

Em sua mais recente aparição, o tresloucado governador afirmou que a vacina chinesa poderá ser introduzida no Brasil mesmo sem a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A insistência e a impertinência do pequeno ditador, deixam a transparecer que interesses obscuros e inconfessáveis estão por trás de suas atitudes.

Nesse sentido, em nota oficial, eminentemente técnica, a Anvisa rebateu as ‘insanidades’ proferidas por João Doria e demonstrou que o registro de qualquer vacina pela Anvisa é absolutamente necessário para garantir a segurança do povo brasileiro.

Eis a nota:

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio dessa nota, vem prestar os seguintes esclarecimentos à sociedade brasileira:
O Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos para a Anvisa.
Até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues.
Em reunião realizada entre a Agência e o Instituto Butantan, nesta quinta-feira (26/11), o Butantan afirmou que o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto.
A Anvisa informa que eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil.
A vacina CoronaVac NÃO está sendo testada nos EUA e na Europa.
A vacina CoronaVac está sendo testada na China, na Turquia, na Indonésia e no Brasil.
O registro de vacinas pela Anvisa tem como objetivo garantir à população brasileira que os requisitos técnicos necessários à fabricação e ao uso em massa da vacina sejam cumpridos.
Mesmo após o registro em algum outro país, a avaliação da Anvisa é necessária para verificar pontos que não são avaliados por outras agências internacionais, tais como:
1. Evidências de que a vacina é eficaz e segura em brasileiros.
2. Condições técnico-operacionais da fábrica da vacina que virá para o Brasil.
3. Prazos de validade e medidas de qualidade para preservação da vacina, considerando as condições climáticas de nosso país.
4. Medidas para acompanhamento e tratamento dos efeitos colaterais da vacina ocorridos nos indivíduos vacinados aqui no Brasil.
A Anvisa tem adotado uma série de medidas para evitar retrabalho e esforços desnecessários e, por isso, é possível considerar análises realizadas por outras agências para sua decisão.
Contudo, é importante esclarecer que o reconhecimento tácito da aprovação por outras agências para registro de vacinas aqui no Brasil não é previsto em lei e pode representar risco à população brasileira.
A Anvisa desempenha um papel essencial na proteção dos brasileiros contra ameaças como doenças infecciosas emergentes, incluindo a pandemia da Covid-19. Assim, a avaliação das vacinas pela Agência passa por uma análise rigorosa dos dados laboratoriais, de produção, de estabilidade e clínicos para garantir a segurança e a eficácia desses produtos. Esclarecemos que, atualmente, não há vacinas disponíveis para a prevenção da Covid-19 registradas no Brasil.
Por fim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Estado brasileiro, mantém o compromisso de atuar em prol dos interesses da saúde pública.”














PUBLICADAEM http://rota2014.blogspot.com/2020/11/em-nota-tecnica-anvisa-se-posiciona.html


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