Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

‘O vale-tudo dos partidos’

PUBLICADO NO ESTADÃO
 
Em 1988, ano da promulgação da Constituição pelo Congresso Constituinte, 61% dos brasileiros ouvidos em pesquisa de opinião pública do Ibope declararam ter preferência por um partido político. E apenas 38% se disseram apartidários, ou seja, sem simpatia por nenhuma das siglas partidárias que disputavam à época seu voto. No fim de 2012, 24 anos depois, isso se inverteu: em levantamento feito por encomenda do Estado, apenas 44% disseram preferir alguma sigla partidária, enquanto 56% não destacaram nenhuma. Nessa perda de empatia, nenhum partido se salvou: hoje há menos petistas, tucanos, peemedebistas, democratas do que em 2007.
A primeira explicação para esse declínio pode ser encontrada na frustração da cidadania quanto ao desempenho das agremiações partidárias. “Fiquei muito decepcionada. Desde 2005, só voto nulo. Não acredito em nenhum partido, apesar de existirem pessoas que respeito na política”, disse a escritora e socióloga Ivana Arruda Leite.
Esta manifestação de descrença não é isolada. Quem duvidar poderá compulsar o total de eleitores que decidiram não sufragar nenhum candidato ou partido nas eleições de 2012. Com uma abstenção de 16,41% dos eleitores em todo o País e altos índices de votos nulos e brancos, considerados inválidos, eles somaram mais de 35 milhões de votos não contabilizados no cômputo final. Este total representa 25%, ou seja, um quarto dos eleitores. Somente em São Paulo, mais de 2,4 milhões de votos, entre brancos, nulos e abstenções, deixaram de ser computados no resultado final pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O desencanto da cidadania pela atividade partidária chegou ao auge no ano passado, a maior parte do qual esteve sob o impacto da transmissão do julgamento do escândalo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o julgamento, foram expostas as vísceras da corrupção na política, tendo como principal alvo as relações espúrias entre partidos e o Estado. Os podres revelados no julgamento levaram à condenação figurões das bancadas da base governista: dos Partidos dos Trabalhadores (PT), Progressista (PP), da República (PR), do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e Trabalhista Brasileiro (PTB).
Este fator, contudo, não basta para explicar o esvaziamento da simpatia partidária. Afinal, os condenados mais importantes no processo foram dirigentes do PT, mas este se mantém no topo da preferência do eleitorado nacional com 24%. Obteve muito menos citações do que no último ano dos dois governos Lula (2010), quando o partido bateu o recorde de 41%, o que justifica a eleição de sua candidata, Dilma Rousseff. Mas, mesmo tendo caído quase pela metade, o prestígio mantido pelo PT, em pleno ano do mensalão, ainda representa quatro vezes o do segundo colocado, o PMDB (6%), seu principal aliado no governo, e do terceiro, o PSDB, maior partido da oposição, com 5%. O desprestígio dos tucanos é ainda mais impressionante ao se analisarem apenas os índices registrados no Sudeste, onde o partido sempre teve mais força, o que se comprova pela ocupação dos governos de dois Estados importantes, São Paulo e Minas: em 1995, 14% dos eleitores o citaram como preferido. Em outubro de 2012, este número caiu pela metade: 7%. O declínio vertiginoso revela, de um lado, um certo cansaço do eleitorado com a sucessão de gestões do PSDB e também constata a ausência de uma política clara e coerente que possa servir de alternativa à do PT e seus aliados, vencedores das três últimas eleições federais.
Deixando de lado as características de cada sigla, há uma explicação genérica para a queda geral da preferência do eleitor por cada uma delas. “Partidos não promovem mais grandes debates. Só se apresentam para a sociedade em período de eleição. Deixaram de ser referência. Não existe mais mobilização, a não ser a defesa do interesse do próprio partido”, disse Marco Antônio Teixeira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Outra justificativa a ser levada em conta para entender o desencanto com os partidos foi definida pelo publicitário Daniel Palma ao criticar o “tudo pelo poder”. O cerne da política é a luta pelo poder, mas o cidadão não aceita o vale-tudo hoje adotado como regra geral.

O monstro acordou

A imposição de censura à imprensa é um instrumento típico do arsenal de recursos usado por regimes de força — ou seja, ditaduras com variados graus de limitações à liberdade de pensamento e ação dos cidadãos.

Em todos os regimes democráticos de boa estrutura, há limites para a manifestação de opinião, visando a impedir e punir três tipos de abusos bem conhecidos: injúria, difamação e calúnia. Nada além disso, obviamente. ...


Mas é realmente espantoso que num país como o nosso, com um regime democrático firmemente estabelecido, descubra-se que juízes, supostamente guardiães das liberdades vitais para o sistema político, recorram à censura dos meios de comunicação.


Devemos à Associação Nacional de Jornais a descoberta — um tanto tardia — que o velho monstro despertou entre nós. Um levantamento da ANJ revela que em 2008 foram seis casos; no ano seguinte, dez episódios; depois, respectivamente, 16, 14 e 11.


Um caso típico aconteceu em Vitória, no Espírito Santo: a juíza Ana Cláudia Soares determinou ao jornal eletrônico “Século Diário” que eliminasse editoriais e notícias sobre ações de um promotor de Justiça.


Há registro de outros episódios recentes, em Macaé, no Estado do Rio, e no município gaúcho de Cachoeira do Sul. Ninguém prestou atenção porque foram decisões de efeito local.


O Supremo Tribunal Federal criou, em novembro do ano passado, no Conselho Nacional de Justiça, por iniciativa do hoje aposentado ministro Carlos Ayres Britto, o Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa. Registre-se que ele foi apenas criado: ainda não funciona.


E esse organismo não terá poderes de impedir o gosto de juízes pela censura: vai apenas examinar casos e discutir o problema. O próprio Ayres Britto já disse que o fórum não castigará qualquer juiz: sua principal atividade será estimular a discussão do problema.


Um porta-voz da ANJ, que terá assento no fórum, disse esperar que os juízes de primeira instância entenderão o recado implícito na criação do órgão. Mas talvez seja excesso de otimismo: pode-se considerar provável que juízes que não levam em conta o direito universal à liberdade de expressão também ignorem opiniões que não estejam acompanhadas por alguma forma de punição.


Afinal de contas, quem se porta mal e não é castigado muito raramente muda de comportamento. Isso vale tanto para crianças como para adultos.
 
Por Luiz Garcia
Fonte: O Globo -

ALENTOS PARA A VERDADE SUFOCADA III_2013

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
Professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
O desgaste das Forças Armadas é uma estratégia de neutralização das instituições democráticas para viabilizar o propósito permanente de tomada do poder pela esquerda socialista radical. Aí está o Foro de São Paulo que não esconde o objetivo de implantar regimes socialistas na América do Sul. A participação de lideranças nacionais e autoridades da República, inclusive do PT, nas reuniões e decisões tomadas no Foro sirva de alerta aos verdadeiros democratas
texto completo
É arriscado acreditar na sinceridade de novas posturas adotadas por expressões da liderança nacional, pois em muitos casos é apenas um recuo tático, haja vista a reação da Nação às explícitas estratégias de superfortalecer o Poder Executivo e controlar as instituições da sociedade e a mídia. Uma das estratégias é o Programa Nacional de Direitos Humanos-3 (PNDH3), sancionado em dezembro de 2009 pelo presidente Lula e elaborado conforme a linha revolucionária gramcista na Secretaria Especial de Direitos Humanos, então no Ministério da Justiça, com a participação da Casa Civil. Por sinal, eram órgãos chefiados por ex-militantes da luta armada, respectivamente, Paulo Vanucchi, Tarso Genro e Dilma Rousseff.
A Comissão da Verdade (CV), proposta no PNDH3, sempre teve a intenção de punir os agentes do Estado que combateram a luta armada, sendo o conhecimento da verdade histórica apenas um pretexto mal disfarçado. A História do Brasil, seus conflitos e períodos como a ditadura Vargas não precisaram de CV para serem conhecidos, bastando o trabalho de historiadores. A campanha pela revisão da Lei de Anistia está em andamento na mídia, TV, teatro e cinema, meios que se esforçam para cercear versões diferentes das divulgadas pela esquerda sobre a luta armada. Eis o recurso de quem tem a cabeça feita por ideias distorcidas e massificadas pela esquerda, sobre as quais não faz avaliações criteriosas e, portanto, não consegue rebater ou conviver com o contraditório.
Anistia desconsidera o crime e a punição, não visa fazer justiça, mas pacificar. É um instrumento político e não jurídico, que permitiu reconciliar a Nação em momentos históricos onde foi necessário pacificar o País, sem retrocessos, como na redemocratização em 1979. Se a anistia for revisada, este instrumento de pacificação perderá a credibilidade para a solução de futuros conflitos, com nefastas consequências que podem ser deduzidas. Mudanças assim só trazem insegurança jurídica.
A Lei de Anistia deve ser avaliada, também, do ponto de vista moral, uma vez que o STF já decidiu quanto a sua abrangência e legalidade. Ela foi fruto de um processo legislativo com negociação aberta, o AI/5 estava revogado e começara a abertura política. Houve a participação da oposição, OAB, Igreja, artistas, imprensa, amplos setores nacionais e até ex-guerrilheiros. Não foi auto-anistia, como no Chile, Argentina e Uruguai, só para agentes do Estado, mas geral e irrestrita. Por ser um instrumento político e não jurídico, o argumento de que o Estado não pode anistiar seus agentes não se sustenta, podendo-se citar a anistia na África do Sul e na Espanha, ambas no quartil final do século XX. É um absurdo dizer que a Lei não vale por ser de um governo autoritário, pois sendo assim o que seria da legislação de duas décadas – Previdência, INSS, FGTS, FUNRURAL – e dos tratados internacionais? Seria o caos! A esquerda radical a aceitou e por 30 anos nunca a contestou, mas agora, no poder, quer rever a Lei de forma unilateral, quebrando indignamente um acordo nacional. Leis não se alteram ao sabor de interesses de grupos políticos radicais, organizados e mobilizados, que se assumem como sociedade civil, representante da Nação.
Torturas foram cometidas pelos dois lados não sendo justo satanizar o torturador e endeusar o terrorista, pois ambos adotaram a máxima nem sempre aceitável de que os fins justificam os meios. O torturador é o criminoso que vê a sua vítima e sabe a quem está causando mal e o terrorista é o criminoso que mata, fere e mutila indiscriminadamente homens, mulheres, crianças, idosos, grávidas, que nada têm a ver com sua guerra ideológica. E o que dizer do sequestrador, mistura de terrorista e torturador? Não cabe agora julgá-los nem expô-los, pois isso quebra os fundamentos que regem uma anistia e, também, o princípio da prescrição em vigor na legislação nacional, inclusive para crimes de tortura.
Além disso, argumentar que, assim como os guerrilheiros, sequestradores e terroristas ficaram conhecidos e pagaram por seus crimes, os torturadores deveriam ser apresentados para a condenação ao menos moral não se sustenta, pois nem todos os primeiros são conhecidos, nem todos pagaram por seus crimes e muitos foram libertados para salvar a vida de gente sequestrada. A Nação também não viu a face de todos que planejaram, apoiaram ou executaram atentados, assassinatos, assaltos e sequestros ou participaram de tribunais de justiçamento de companheiros que abandonaram a luta armada. Que autoridades, hoje nos altos escalões da República, cometeram crimes e deixaram vítimas nunca indenizadas? Por que não serão ouvidas na CV, num flagrante desrespeito à Lei que a instituiu?
O Estado usou de violência legal para proteger a Nação contra grupos armados que tentavam tomar o poder pela força, atentando contra a lei, a ordem e as instituições. Compreendo a dor das famílias dos militantes mortos e desaparecidos da esquerda revolucionária, porém lamento muito mais pelos sacrificados em suas ações criminosas, pois muitas dessas vítimas e famílias nem sabiam a causa das mortes e mutilações, não foram indenizadas e algumas recebem vencimentos irrisórios. Já os envolvidos na luta armada sabiam dos riscos que corriam para implantar aqui uma ditadura do tipo cubano soviético ou chinês, responsáveis pelas maiores violações aos direitos humanos no século passado.

A morte dos direitos humanos

Se a Primeira Emenda cair ante os gays como aconteceu com a Magna Carta, será o fim dos verdadeiros direitos humanos nos EUA (e por extensão para o resto do mundo ocidental).

Esta semana marca o aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU em 1948. O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado no dia 10 de dezembro. Infelizmente, o dia é celebrado em grande parte por esquerdistas, que raptaram a expressão “direitos humanos” em tempos recentes para servir à sua agenda desviada. No entanto, os verdadeiros direitos humanos, como eram entendidos ao longo dos séculos, surgiram da visão de mundo bíblica e a condensam.

Diferente da maioria dos ativistas de esquerda que exploram o Dia Internacional dos Direitos Humanos como uma oportunidade para atacar o Cristianismo e defender a perversão sexual, eu sou na verdade um advogado de direitos humanos com treinamento especial fornecido pela ONU em Strasbourg. Também sou autor da Declaração de Riga pela Liberdade Religiosa, Valores Familiares e Direitos Humanos (www.defendthefamily.com/intl/) que documenta que a liberdade religiosa e os valores familiares têm sido firmemente defendidos em 4 mil anos de leis escritas sobre direitos humanos, mas que o “direito” ao homossexualismo é uma invenção da esquerda moderna.
Além disso, esse “direito à sodomia” na verdade solapa os verdadeiros direitos humanos, como exemplificado pelo colapso da Magna Carta no Reino Unido. O primeiro princípio daquele venerável documento de direitos humanos declara que “A Igreja da Inglaterra será livre”. Esse princípio, estabelecido na pedra fundamental da jurisprudência britânica em 1215, manteve-se inabalado por quase 800 anos até que a ascensão do movimento gay na última década alcançou o poder de redefinir a liberdade religiosa como “homofobia” e de esmagá-la debaixo da sola de seus coturnos rosas.
Um dos pontos altos das minhas viagens pelo mundo foi ter a oportunidade de ver uma das cópias manuscritas originais da Magna Carta na catedral de Salisbury, na Inglaterra. É uma de apenas três remanescentes das onze que existiam. Isso foi em 1997, quando estava em vias de concluir meus estudos no Instituto de Direitos Humanos Internacionais na Universidade de Strasbourg. Naquele tempo a Magna Carta ainda vigorava.
Exatamente 10 anos depois, em 2007, a caminho de Varsóvia para falar sobre direitos humanos no Congresso Mundial das Famílias IV, dei uma parada rápida em Dublin, Irlanda. Lá encontrei um ativista cristão que estava literalmente se escondendo da polícia sob ameaça de prisão por falar contra o homossexualismo nas vias públicas, violando as novas Regulamentações de Orientação Sexual (SRO). A força da Magna Carta não poderia mais proteger esse irmão cristão. Após oito séculos ela foi finalmente violada, e foi por militantes ativistas do movimento gay. As notícias vindas do Reino Unido desde então pintam um quadro cada vez mais lúgubre para os cristãos.
Hoje em dia só existe um documento de direitos humanos que ainda vigora como uma barreira à agenda homossexual no Ocidente: a Primeira Emenda Constitucional dos Estados Unidos. De fato, ela é a fonte das cláusulas de liberdade religiosa e de expressão da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, na qual se baseiam todas as leis e todos os tratados sobre direitos humanos. (A primeira metade da Declaração Universal foi escrita pelos americanos, e a última parte pelos soviéticos nos dias que se seguiram à conclusão dos julgamentos em Nuremberg dos nazistas pelas forças aliadas).
Mas apesar do surgimento da Declaração Universal e de todo o seu legado estatutário, nenhum país do mundo tem sido tão vigoroso na defesa das liberdades religiosas e de expressão quanto os Estados Unidos, devido à Primeira Emenda. No entanto, mesmo enquanto celebramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Primeira Emenda está sob cerco pelas mesmas forças que derrubaram a Magna Carta. Nos últimos anos, ela tem sobrevivido a uma série de ataques que continuam a crescer em frequência e severidade, sem sinal de desistência.
Em menos de um mês, em 7 de janeiro de 2013, irei comparecer a um tribunal federal aqui em Springfield, Massachusetts com meu advogado do Conselho da Liberdade. Na ocasião, ele irá apresentar a nossa argumentação oral para defender o nosso pedido de extinção do processo contra mim por “crimes contra a humanidade”. (www.scottlively.net/2012/06/26/motion-to-dismiss-smug-lawsuit/) Estou sendo processado pela organização Minorias Sexuais Uganda (SMUG) por pregar contra o homossexualismo naquele país. O que está em questão é a força da Primeira Emenda para proteger o direito de pregar o Evangelho em um país estrangeiro.
Basicamente, os requerentes sustentam que a mesma aceitação europeia dos “direitos humanos” homossexuais que deu poder às regulamentações de orientação sexual no Reino Unido e derrubou a Magna Carta representa uma nova norma internacional que deve ser defendida por todo o mundo. Deste modo, mesmo que a pregação contra o homossexualismo seja um discurso protegido tanto em Uganda quanto nos EUA, me responsabilizam legalmente com base na interpretação de “lei internacional” feita pela SMUG. Apesar disso, parece ridículo, mas igualmente pareceu a ideia das regulamentações de orientação sexual que se tornaram lei no Reino Unido.
Gostaria de aproveitar a oportunidade deste aniversário para pedir por orações. Não tanto para mim mesmo, mas para os EUA. Porque a derrota para esses requerentes sob essas alegações iria significar uma violação da Primeira Emenda da mesma forma que da Magna Carta. Se a Primeira Emenda não pode proteger meus direitos de liberdade religiosa e liberdade de expressão em um país estrangeiro, tanto menos ela irá proteger todos nós em nosso próprio país. De fato, não já começamos a ver a “orientação sexual” sobrepujar a liberdade religiosa (e em menor extensão a liberdade de expressão) como uma tendência legal? Quão pior será se os tribunais federais aceitarem o raciocínio jurídico europeu em suas decisões?
Meus amigos, entendo a gravidade do que estou dizendo. Se a Primeira Emenda cair ante os gays como aconteceu com a Magna Carta, será o fim dos verdadeiros direitos humanos nos EUA (e por extensão para o resto do mundo ocidental). Não há a quem recorrer. A Primeira Emenda é o último bastião de liberdade aos cristãos. Se ela cair, uma grave perseguição a todos os que ousarem falar a verdade da Bíblia estará muito próxima. Orem fervorosamente para que ela prevaleça!


Tradução: Luis Gustavo Gentil

Do documento original “The Death of Human Rights” enviado pelo Dr. Scott Lively para Julio Severo - www.juliosevero.com.

O ditador na Cúpula

Que um Castro não eleito democraticamente se converta na principal ligação entre a União Européia e a América Latina, era algo material e moralmente inconcebível uma década atrás.

Raúl Castro presidindo um organismo regional integrado fundamentalmente por governos democráticos, é uma aberração que demonstra a falta de respeito que os governantes da América latina se têm a si mesmos.
A Cúpula em Santiago do Chile, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe, CELAC, na qual Castro assumirá a presidência pro-tempore da entidade regional, demonstra a falta de convicções democráticas dos mandatários latino-americanos. 
As credenciais democráticas de Raúl Castro são as mesmas de seu irmão Fidel, que só podia apresentar para legitimar seu mandato as que ostentavam Augusto Pinochet, Francisco Franco, Lenin ou Joseph Stalin, porque há que admitir, com constrangimento, que foram os povos da Itália e Alemanha os que elegeram Benito Mussolini e Adolph Hitler em seus primeiros mandatos.
Porém, se apenas a presença do ditador cubano já é um desafio aos mais elementares princípios democráticos, e que o Paraguai, país-membro da CELAC, não fosse convidado ao encontro porque o Senado depôs em um julgamento apegado à Constituição do país o presidente Fernando Lugo, um aliado incondicional do chavismo e dos países que estão associados ou relacionados com o Socialismo do Século XXI, confirma além de toda dúvida, que na América não há uma liderança democrática capaz de enfrentar o populismo sustentado nos petro-dólares do chavismo.
Cuba ocupa temporariamente a presidência da CELAC, não porque reúna os requisitos necessários para representar o hemisfério, senão porque uma jogada política dos gestores do projeto, os mandatários da Venezuela e Equador, Hugo Chávez e Rafael Correa respectivamente, o tornaram possível.
Correa e Chávez, as máximas representações do despotismo eleitoral no hemisfério, influenciaram na Cúpula de Caracas, em dezembro de 2011, para que Raúl Castro presidisse a organização depois de Sebastián Piñera, chefe de Estado do Chile, um presidente eleito em eleições plurais e livres, que substituiu a Costa Rica, onde também o governante é eleito livremente pelos cidadãos, nessas funções.
Uma jogada suja na qual participaram todos os governos do continente, procurando dar legitimidade moral à ditadura cubana.
É conhecido que o propósito da CELAC é deslocar a Organização dos Estados Americanos (OEA) porque, apesar da incapacidade do organismo regional para defender a democracia e a liberdade no continente, os líderes do Socialismo do Século XXI necessitam de uma entidade na qual não estejam os Estados Unidos e o Canadá, para exercer uma maior influência e controle.
É certo que os governantes do hemisfério foram historicamente complacentes com a ditadura cubana, porém, que um Castro não eleito democraticamente se converta na principal ligação entre a União Européia e a América Latina, era algo material e moralmente inconcebível uma década atrás.
Para alguns, o pragmatismo em política é quase obrigatório para conseguir resultados concretos, mas a fronteira com o oportunismo, a indiferença e a cumplicidade com crimes morais e materiais, é apenas perceptível, e estes últimos caracteres são o que se aprecia na maioria dos líderes políticos do hemisfério.
A frivolidade e o deixar passar caracterizaram os presidentes da América Latina, que por décadas fecharam os olhos ante o que acontece em Cuba, e até guardaram silêncio quando a ditadura da ilha lhes tentou desestabilizar.
Porém, a liderança que o regime de Raúl Castro assume por eleição dos governos da América também gera questionamentos e críticas no que diz respeito à União Européia, supostamente a instância governamental mais comprometida com a liberdade e o respeito aos direitos humanos.
Em certa medida o fato de que a União Européia aceite Cuba como representante temporária de 33 governos da América, resta aos questionamentos do Bloco ao governo da ilha o sustento moral necessário para continuar com uma política originada em 1966.
O continente enfrenta uma séria crise de valores que pode levar ao estabelecimento em todo o hemisfério de ditaduras eleitorais que, associadas entre si, conformem agrupamentos capazes de atuar em bloco contra aquelas instituições e países que não adiram a seus desejos. Exemplo do que pode ocorrer padeceu Honduras e vive o Paraguai. Entretanto, o golpe institucional que se produziu na Venezuela no passado dez de janeiro, quando Hugo Chávez não se juramentou como presidente, tal e como dispunha a Constituição, não causou impacto nas relações deste país com o resto do continente.
São os países que não se ajustam às regras da equipe que originalmente constituem Cuba e Venezuela e que foram se estendendo a outras nações, os que correm o risco de ser excomungados, se não cumprem as regras que impuseram os autocratas eleitos pelo voto popular.


Tradução: Graça Salgueiro
 

BOTANDO OPONENTE PARA DORMIR

Sim, tudo funciona perfeitamente quando o adversário está parado para todos os seus movimentos ... as coisas são bem pouco diferentes quando há um ataque frenético com socos lançados ao para todo lado. Apenas may thai, kickboxing e jiujitsu pode realmente proteger. O resto é acrobacias e movimentos de circo.

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rihana semi-nua

Eu não entendo e sempre me perguntei por que algumas meninas usam tais
vestidos que são completamente translúcidos à luz do  flash e acabam saindo sem sutiã.
Rihanna sabia exatamente o efeito que teria com seu vestidinho, mas decidiu sair assim mesmo, sem sutiã. Obviamente que os paparazzi não dormiram no ponto e os seguranças (sic) da cantora até que tentaram evitar mas não foi possível. É interessante lembrar, também, que muitas garotas saem com vestidinhos bem apertadinhos e curtinhos ao extremo, depois, na rua ficam puxando para baixo na tentativa de evitar que o que elas desejavam mostrar fiquem expostos demais.. É ilógico ou irracional?






LADRÃO

É assim que se faz. Máquina iraniana para cortar os dedos em ação
Autor fotos masun

Há alguns dias, o governo iraniano apresentou um novo dispositivo de alta tecnologia para a punição dos ladrões - uma máquina para cortar os dedos. O homem foi acusado de roubo e traição familiar. Além de cortar os dedos, ele também recebe 99 chibatadas em praça pública e três anos de prisão.Pena que no Brasil não é assim. Ladrão com os dedos decepados e os que abusam sexualmente de mulheres indefesas terem o pinto cortado..Acredito que teriamos uma boa limpeza e verdadeiro senso de punição..







EU BEBO SIM...

ISSO MESMO, BEBE, BEBE MUITO DEPOIS VOCÊ PODERÁ ATÉ FAZER PARTE DE UMA COMPILAÇÃO DESTA QUE ESTÁ RODANDO NA INTERNET.. DIVIRTA-SE, MAS NÃO ESQUEÇA SE VOCÊ É CHEGADO A MAIS UM GOLEZINHO, A PROXIMA VITIMA PODE SER VOCÊ


A violência da luta armada urbana

A violência da luta armada urbana
F.Dumont, janeiro de 2013
Contam-se aos milhares os casos conhecidos da violência comunista contra a pessoa, escudada num estranho valor moral que privilegia a revolução proletária em relação ao indivíduo, os fins justificando os meios.
Merleau-Ponty tentou explicar essa violência: "A astúcia, a mentira, o sangue derramado, a ditadura, são justificados se tornam possível o poder do proletariado e dentro desta medida somente." 1
A violência, segundo a esquerda radical, seria válida se cometida em nome da classe operária e de seu representante, o Partido Comunista, em suas múltiplas e atomizadas nuances.
Lenin, em seu "testamento", havia indicado seis homens que poderiam substituí-lo na condução do Estado Soviético: Stalin, Zinoviev, Kamenev, Rykov, Bukharin e Trotsky.
Stalin, elegendo-se Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), não conseguiu eliminar a oposição que lhe faziam os grupos internos dirigidos pelos outros cinco.
Na década de 30, a URSS vivia sob o clima da ameaça de uma guerra mundial e da questão sobre se seria possível enfrentá-la com a existência de uma oposição interna a Stalin, na cúpula do PCUS.
Os denominados "processos de Moscou" foram as respostas dessa questão e os opositores, sucessivamente, eliminados. Zinoviev e Kamenev foram fuzilados em 1936, Rykov em 1937, Bukharin em 1938 e Trotsky, que já estava banido da URSS desde 1929, foi assassinado em 1940, no México.
E isto para citar, apenas, os dirigentes da cúpula do PCUS.
Torna-se difícil, entretanto, imputar a Stalin a única culpa pelos crimes, como desejava Trotsky. Em um regime que dá a uma classe um poder total e ditatorial, qualquer homem poderia utilizá-lo para impor o terror sobre as demais parcelas da sociedade.
Alguns anos mais tarde, Tito, chefe do governo iugoslavo, afirmaria que os erros e os crimes cometidos resultavam mais do sistema soviético do que das falhas morais do ditador, cuja ascensão tal sistema proporcionou.
De qualquer modo, foi Stalin quem inaugurou a violência comunista contra seus opositores.
No Brasil, fanatizados pela mesma ideologia e animados pelos mesmos propósitos que os conduziram à Intentona de 1935, os comunistas deram seguidas demonstrações de inaudita violência, ao perpetrarem crimes, com requintes de perversidade, para eliminar, não só seus "inimigos" - as forças policiais -, mas, muitas vezes, seus próprios companheiros.
O "Tribunal Vermelho", criado para julgar, sumariamente, todos aqueles que lhes inspiravam suspeitas e receios, arvorava-se em juiz e executor, fornecendo, às organizações comunistas, um espectro patético e trágico.
A seguir, observa-se um quadro estatístico dos assaltos criminosos dos comunistas, na luta armada urbana que desencadearam no Brasil, de 1964 a 1973, quando a violência foi levada aos limites do absurdo.

ANOS                                         64    65       66         67      68       69      70     71   72    73 TOTAL
BOMBAS                                    01     03       17        12       58       80      11    15    02    01    200
BANCOS                                   00     00       00        02       23     121   100     20    22    01      289
TRANSPORTE DE VALORES   00      00      00        00       06       20     27    18    03    00       074
EMPR. ARMAS/EXPLOSIVOS   00      00      00        01       08       16     11     11    05    00      052
ORGANIZAÇÕES MILITARES   00      00      00        00       13      19      13     05    03    00      053
ASSALTOS DIVERSOS            00      00      00        00       33    149    184   428    40    08       842
Não estão computados os roubos e incêndios de veículos. Para cada ação, sabe-se que roubavam de um a dois carros. Pode-se, sem medo de errar, estimá-los em mais de mil.
Não aparecem, também, os sequestros de diplomatas (5 em 1969/70) e sequestros de aviões (13, de 1969 a 1972).
Quanto aos crimes contra a pessoa, entre vítimas civis inocentes e forças legais, tivemos 115 mortos, 597 feridos e 18 justiçamentos. E, tudo isso, apenas contando as ações armadas na luta urbana, sem somar as ações da guerrilha rural do Araguaia.
Esse quadro, entretanto, é uma pálida estatística: dezenas de outros crimes foram cometidos pelos comunistas brasileiros, sem que houvessem sido registrados, escondidos pela "eficiência do trabalho executado".
Fica a critério dos leitores, a análise, ano a ano, da evolução da violência. Para ajudar, relembrem que, somente a partir do segundo semestre de 1969, o governo militar começou a dar uma resposta profissional à luta armada urbana. Até aí, foram muitas trágicas derrotas das forças legais.
Atualmente, a Comissão da Verdade esmera-se em "descobrir", apenas, um lado da moeda. Ingênuos são aqueles que reverberam contra essa atitude maniqueísta. Quem conhece um pouco de como pensam os comunistas, sabe que nunca admitirão a violência cometida em nome de uma ideologia. Todos aqueles que cometeram esses atos criminosos estão, hoje, devidamente empregados em cargos públicos, receberam polpudas indenizações e auferem pagamentos mensais. Nunca abandonarão essa sinecura. E, numa mentira que se assemelha à tática nazista de Goebbels, afirmam e reafirmam, insidiosa e cinicamente, que "lutavam pela democracia".
Enquanto isso, as famílias das vítimas não tiveram, como ainda não os têm, o  reconhecimento e o amparo da sociedade.
A elas, vítimas da sanha comunista, cabe a afirmação de Merleau-Ponty: "Admitir-se-á talvez que eles eram indivíduos e sabiam o que é a liberdade. Não espantará se, tendo que falar do comunismo, nós tentamos vislumbrar, através nuvem e noite, estes rostos que se apagaram da terra." 2
1 "Humanismo e Terror", Editora Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 1968, página 13.
2 "Humanismo e Terror", Editora Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 1968, página 32.

Defesa Civil está nas mãos de amadores e de apadrinhados do PT

No RS a Defesa Civil está nas mãos de amadores e de apadrinhados do PT
* Coronel José Aparecido de Macedo, Santa Maria 
Cansei de falácias, de mentiras de governos e de políticos. A tragédia aqui em Santa Maria deu-se em virtude da ausência de "códigos corretos", e como dizia o caudilho Honório Lemes: "Quero Leis que governem homens e não homens que governem leis". Ingressei na BM em 1956, com 17 anos. Em 1962 conclui o antigo Curso de Formação de Oficias da BM. Fui classificado com Aspirante a Oficial no ex-Corpo de Bomeiros do Interior, com sede em Porto Alegre. Logo em seguida, março, iniciei o Curso de Especialização de Bombeiros para Oficiais, obrigatório. Ao longo de minha carreira, especializei-me em Prevenção Contra Incêndios.
Participei de simpósios no Rio de Janeiro, promovido pelo Corpo de Bombeiros do RJ, junto com a Sociedade de Engenharia daquele Estado. Depois do incêndio das lojas Renner, Porto Alegre,  fui designado para integrar a Comissão de Prevenção Contra Incêndios para o Município de Porto Alegre, montada para elaborar um capítulo referente ao assunto, a fim de fazer parte do Código de Obras do Município. Conto tudo isto para dizer:  
- Governos nunca se interessaram por Segurança, muito menos o PT, e nem Tarso Genro, o político de "novos paradigmas para Segurança Pública".  
Estamos vendo "os novos" e os resultados, ou seja, a falência da Segurança Pública, e principalmente da Defesa Civil área diretamente ligada ao Governador: uma estrutura ineficiente, lotada de cargos com CCs e FGS só para politicagem. O orçamento do Estado é a mais importante do que as vitimas do incêndio e das que ocorrem por assaltos, roubos e furtos? A ONGs que defendem os Direito Humanos servem para quê ? Para os bandidos? Há muita coisa a dizer sobre Segurança Pública. Vou repetir uma:  
- SEGURANÇA PÚBLICA NÃO É PARA POLÍTICOS E NEM PARA AMADORES, É PARA PROFISSIONAIS. O RS os têm! Também não pode ser motivo de barganha política, pois a vida do cidadão e sua familia estão acima das politicagens pessoais.

E A MORTE, QUEM DIRIA, FALHOU

UMA ANIMAÇÃO MUITO INTERESSANTE, ONDE MOSTRA QUE, EM DADOS MOMENTOS, ATÉ A MORTE ACABA FALHANDO...

ROUBO

ROUBO EM UMA LOJA DE JÓIAS EM SÃO PETERSBURGO - URSS - O ASSALTO A JOALHERIA GEMS RUSSOS NO DISTRITO DE PRIMORSKY DE SÃO PETERSBURGO ACONTECEU ONTEM. DE ACORDO COM TESTEMUNHAS, SETE HOMENS, QUE ESTAVAM ARMADOS COM ARMAS DE FOGO, TACO DE BAISEBOL E ATÉ UM MACHADO ENTRARAM NA LOJA FIZERAM TODOS FICAREM NO CHÃO. ESTAVAM NO LOCAL SEGURANÇAS E VENDEDORES. O ASSALTO FOI BEM ESTILO HOLLYWOOD, LEVOU APENAS ALGUNS MINUTOS. OS LADRÕRES FUGIRAM EM DIREÇÃO DESCONHECIDA E O PREJUIZO DA LOJA CHEGA A 30 MILHÕES DE RUBLOS. VEJA NO VIDEO A AÇÃO DOS CRIMINOSOS - 



TECNOLOGIA

OS JAPONESES SEMPRE INVENTAM COISAS FANTÁSTICAS. A ULTIMA É A TECNOLOGIA PARA AS BICICLETAS. LÁ A PREOCUPAÇÃO FOI BEM ALEM DE FAZER AS CICLOVIAS. HOUVE TAMBÉM A PREOCUPAÇÃO COM A GUARDA DAS BICICLETAS, DE FORMA ALTAMENTE TECNOLÓGICA. NÃO É NECESSÁRIO CADEADOS OU OUTROS PARA EVITAR OS ROUBOS...VEJA E ENCANTE-SE

A lição de Buenos Aires ensina como interromper a contagem regressiva para outro massacre disfarçado de acidente

AUGUSTO NUNES - Direto ao Ponto

O governador Tarso Genro reagiu à tragédia na boate Kiss acionando o trabuco que dispara só palavrórios: “Quero garantir que o inquérito seja exemplar, que dele possam decorrer, a partir de iniciativas do Ministério Público, modificações legislativas nos planos federal, municipal e estadual, para que isso nunca mais aconteça”. Tradução: vem aí mais um “rigoroso inquérito”. Toda investigação assim adjetivada nasce com cara de brava. Mas é mansa. Arrasta-se preguiçosamente por alguns meses e morre de inanição.
Foi sempre assim no Brasil. E assim será desta vez ─ a menos que Santa Maria se mire no exemplo de Buenos Aires e trate de ensinar ao país que lágrimas não bastam. A Argentina começou a descobrir essa verdade na noite de 30 de dezembro de 2004, quando um incêndio de características similares ao da boate Kiss destruiu a discoteca Cromagnon, em Buenos Aires, matou 194 pessoas, quase todas por asfixia, e feriu outras 1.432. Os sepultamentos coletivos exumaram a indignação represada. E os cortejos fúnebres logo se desdobraram em manifestações de rua.
Convocados por parentes das vítimas aglutinados na organização Nâo se Repita, engrossados por multidões de buenairenses, os atos de protesto impediram que o horror fosse esquecido e os responsáveis pelo homicídio culposo em massa escapassem da Justiça. O prefeito Aníbal Ibarra, por exemplo, sonhava com a Casa Rosada quando a Cromagnon começou a arder. O descaso e a miopia conivente dos órgãos fiscalizadores o transformaram no alvo de um processo de impeachment que o despejou da prefeitura em 2006.
Hoje, o antigo aspiante à presidência da República é apenas mais um deputado estadual. Rumina a obscuridade no mesmo limbo que hospeda Omar Chabán, um dos reis da noite argentina até aquele dia 30 de dezembro. As investigações constataram que o dono da discoteca havia autorizado a venda de um volume de ingressos três vezes maior superior ao que permitia o espaço físico. Também por ordem de Chabán, as portas de emergência foram fechadas “para evitar a entrada de penetras”. Condenado a 20 anos de prisão, conseguiu reduzir a pena para 10 anos e nove meses.
Quando sair da cadeia, vai surpreender-se com as mudanças na paisagem. Sob intensa fiscalização municipal, dezenas de discotecas desapareceram. As que sobreviveram tiveram de sujeitar-se a rígidas normas de prevenção de incêndios. Campeões da ganância desembolsaram fortunas na compra de requintados equipamentos exigidos pela legislação modernizada. As vítimas da Cromagnon ao menos não morreram em vão.
Que se faça por aqui o que foi feito em Buenos Aires. O resto é conversa fiada. Se o Brasil não assimilar a lição argentina, nada interromperá a contagem regressiva para a próxima chacina disfarçada de acidente.

CGU abre processo administrativo contra “amiga íntima” de Lula

Por Laryssa Borges e Marcela Mattos, na VEJA.com:
A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu um processo administrativo disciplinar nesta segunda-feira para punir Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo e mulher de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apontada como o braço político de uma quadrilha que fraudava e vendia pareceres técnicos do governo, Rose, como é conhecida, teve suas ações desbaratadas pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, e foi indiciada pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, falsidade ideológica e tráfico de influência. 
O pedido de abertura do processo foi encaminhado pela Casa Civil da Presidência da República. “Sobre a comissão de sindicância, nós já encaminhamos à CGU e acatamos todas as determinações da comissão. Foi para a CGU para a instauração de procedimento administrativo”, informou a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
A Casa Civil investigou o caso por meio de uma sindicância aberta no final de novembro para apurar a participação de servidores da Presidência da República no esquema de venda de pareceres técnicos. O grupo de investigação produziu um relatório sigiloso no início de janeiro em que recomenda a abertura do processo contra Rose. Entre as penalidades previstas estão a proibição de ocupar cargo público federal.
As investigações da Polícia Federal apontaram que Rose, ex-assessora do petista José Dirceu e muito próxima do ex-presidente Lula, negociava favores em troca dos serviços prestados à quadrilha. Lotada no gabinete da Presidência em São Paulo, ela fazia, conforme a PF, a intermediação entre empresas que queriam comprar pareceres fraudulentos de órgãos do governo e os servidores que poderiam consolidar a prática criminosa. Também foi detectada como de sua responsabilidade a nomeação dos irmãos Paulo e Rubens Vieira para diretorias da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ambos chegaram a ser presos pela PF.
Comissão de Ética
Paralelamente ao processo administrativo, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República também analisa a conduta de servidores federais no esquema revelado pela Operação Porto Seguro. Além de Rosemary Noronha, que já prestou informações formais ao órgão de aconselhamento da presidente Dilma Rousseff, são alvos do colegiado o ex-número dois da Advocacia-geral da União (AGU), José Weber Holanda, e os ex-diretores Paulo e Rubens Vieira. Nesta segunda-feira, a ex-juíza Suzana de Camargo Gomes foi designada relatora do caso na comissão

Desarmando as criancinhas

Escrito por Olavo de Carvalho
Na cidade de Mount Carmel, Pennsylvania, uma menininha de cinco anos foi suspensa da escola por ter ameaçado atirar na colega com um revólver de plástico cor-de-rosa que dispara... bolinhas de sabão.

Na iminência de passar das palavras aos atos, a perigosa criaturinha foi providencialmente desarmada pelas autoridades competentes e submetida à penalidade prevista no sábio regulamento escolar.

É a prova de que os EUA melhor fariam se proibissem logo todos os brinquedos em forma de armas, quer disparem bolinhas de sabão, tufos de pelúcia ou bilhetinhos de “Eu te amo”, e obrigassem todas as crianças a brincar de casinha, independentemente dos sexos, para que não cultivem o desejo maligno de algum dia atirar num bandido antes que o bandido atire nelas. Mas a grande nação do norte não atingiu ainda aquele estágio  superior de civilização que permitiu ao nosso país, mediante essa medida profilática e a drástica repressão do comércio de armas entre adultos, ter apenas 4,5 vezes mais assassinatos anuais à bala do que a truculenta sociedade gringa, embora tenha também cem milhões de habitantes a menos e trinta vezes menos armas legais em circulação.

Eu mesmo sou um exemplo vivo do perigo extremo de deixar as crianças brincarem com armas. Passei a infância tentando ser Roy Rogers ou Hopalong Cassidy e, ao crescer, tornei-me um assassino intelectual de idiotas, um dano que poderia ter sido evitado se no meu tempo, em vez de uma indecente facilidade de acesso a revólveres e espingardas de plástico, existissem os Teletubbies, os Menudos e sr. Luiz Mott. Estes infelizmente só vieram a aparecer por volta da década de 90 do século XX, quando a minha alma já estava irremediavelmente corrompida.  

Mas às vezes as criancinhas, essa parte especialmente temível da espécie humana, frustram as melhores intenções dos desarmamentistas e descobrem meios incomuns e patológicos de se dedicar à prática da violência mortífera. Numa escola de Maryland, dois meninos sofreram a mesma punição da garotinha da Pennsilvanya porque, sem armas de plástico ou de madeira ao seu alcance, mas empenhados assim mesmo em brincar de polícia e ladrão, trocavam tiros com pistolas imaginárias formadas com o  indicador e o polegar, este imitando o cão do revólver, aquele o cano. Em situação tão inusitada, o educador, não podendo apreender equipamentos bélicos inexistentes nem cortar os dedinhos assassinos, só tem um caminho a seguir: investigar cientificamente de onde os meninos tiraram a idéia extravagante de que polícias e ladrões troquem tiros, e em seguida submetê-los a rigoroso treinamento de sensitividade para que entendam que essas duas classes de profissionais jamais se entregam a semelhante exercício.

Aí novamente os nossos vizinhos do norte muito teriam a aprender com a experiência brasileira. Por aqui não tiramos as armas somente das mãos das crianças, mas da sua mente, dirigindo sua atenção desde a mais tenra idade para práticas mais saudáveis como a masturbação solitária ou coletiva e a interbolinação de ambos os sexos.

Infelizmente, a dureza implacável do universo reacionário tem impedido que tão salutar medida surta os efeitos esperados. As forças do além coligam-se para frustrar as iniciativas mais belas dos nossos governantes iluminados e intelectuais progressistas. Numa verdadeira conspiração voltada a desmoralizar especialmente a nossa mídia tão merecedora do nosso respeito e consideração, que com desvelo maternal nos adverte diariamente para a crescente epidemia de violência assassina nos EUA, o número total de homicídios naquele país vem diminuindo despudoradamente nas últimas três décadas, passando de 9,8 por cem mil habitantes em 1981 para menos da metade (4,7) em 2011, malgrado o aumento prodigioso do número de armas legais em posse da população civil. No nosso país, ao contrário, com um controle de armas cada vez mais severo, a proibição total de brinquedos em forma de armas e as sucessivas campanhas de entregas voluntárias de revólveres, pistolas, rifles e espingardas ao governo, o número de homicídios duplicou no mesmo período, chegando a uns 36 por cem mil habitantes em 2010. Oh, mundo injusto!

Ainda assim, continuam existindo na república americana mentes lúcidas e corajosas, como a do presidente Barack Hussein Obama, que prometem eliminar, mediante a proibição das armas, os oito mil homicídios anuais que ali se verificam. É verdade que, no mesmo período de um ano, segundo as estatísticas oficiais, quatrocentos mil cidadãos e cidadãs dos EUA salvam suas vidas reagindo à bala contra serial killers, assaltantes, estupradores etc. Desgraçadamente as almas de pedra dos reacionários e sócios da National Rifle Association ainda se recusam a entender que para impedir oito mil assassinatos vale a pena fomentar outros 392 mil.


Publicado no Diário do Comércio.

Dilma e a promessa de realizar quatro anos em oito!!!

Dilma e a promessa de realizar quatro anos em oito!!!

Ai, ai…
Dilma esteve ontem no tal encontro de prefeitos, conforme relata reportagem abaixo, da VEJA.com. Prometeu liberar uma bolada de R$ 66,8 bilhões aos municípios. Já é a campanha eleitoral. Estão na lista das prioridades até as 6 mil creches que, ela jurou em 2010, estariam prontas em 2014. Não estarão nem com a ajuda do Padre Eterno. Construíram até agora menos de 30.
A agenda, obviamente, é eleitoral. Dilma passará boa parte dos próximos dois anos elaborando as propostas para um eventual segundo mandato, e a agenda de promessas será muito parecida com a de… 2010! É isso aí… “Four more years” para ver se a governanta consegue fazer quatro anos em… oito. Leiam reportagem d e Gabriel Castro e Marcela Mattos, da VEJA.com.
*
A presidente da República Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira, durante 2º Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, a liberação de 66,8 bilhões de reais para áreas como educação, infraestrutura e saúde. Desse total, 35,5 bilhões de reais devem ser liberados em fevereiro. O restante depende da elaboração de novos projetos pelos municípios.
Em um discurso de quase 50 minutos, usando um tom pré-eleitoral, Dilma prometeu a construção de mais 1,1 milhão de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida, além do 1,3 milhão anunciado no início do governo. Dos novos recursos, 3,6 bilhões de reais serão destinados a municípios com menos de 50.000 habitantes.
Dilma afirmou que o governo vai reabrir prazo para que os novos prefeitos se cadastrem no programa de construção de 6.000 creches. Uma das principais promessas da campanha da presidente, o projeto avança a passos lentos. Ainda na educação, Dilma anunciou a flexibilização das regras de outro projeto atrasado: a construção de quadras esportivas em escolas públicas. O plano beneficiava apenas escolas com mais de 500 alunos; este limite caiu para 100 estudantes. 
O governo também disponibilizará 12 bilhões de reais para investimentos em saneamento e 5 bilhões de reais para pavimentação de ruas. Outra meta é construir 1.500 unidades de novos postos de saúde. O gasto total de 1,2 bilhão de reais com a saúde custeará também a compra de novos equipamentos. 
Apesar do tom otimista, a presidente admitiu que muitos empreendimentos de seu governo não avançam no ritmo adequado: “Ainda há um grande número de obras atrasadas, paralisadas e outras que não foram iniciadas. Nós precisamos superar essa situação.” Tratando do programa Brasil Sem Miséria, Dilma afirmou que seu governo vai tirar 36 milhões de pessoas da pobreza extrema até 2014.
Ao encerrar o discurso, Dilma pediu que a União e os municípios trabalhem juntos. “A gente pode divergir em um processo eleitoral, os ânimos podem se acirrar. Mas depois que passa nós temos de trabalhar juntos. E isso significa que nos respeitamos e fomos eleitos para trabalhar por todos”, afirmou. 
Organizado pelo governo federal, o encontro em Brasília reuniu milhares de prefeitos de todo o país. A parceria com os municípios é essencial para que a presidente Dilma cumpra suas metas de campanha e sustente sua candidatura à reeleição em 2014.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FESTA DE CASAMENTO

Pense duas ou tres vezes antes de recusar a um convite para festa de casamento. Nem todas tem aquela coisa cafona de cortar a gravata para tentar conseguir alguns trocados. Há festas bem interessantes, estamos em uma nova época...

CRUZAMENTO

Cruzamento é sempre um cruzamento. Muitas vezes acreditamos que estamos seguros e decidimos atravessar um cruzamento, só que é justamente aí é que mora o perigo. ..

FOGOS DE ARTIFÍCIO E SEUS PERIGOS

Quando ainda era pequeno vi um colega se dar muito mal ao colocar alguns "traques" no bloso. Um falhou ele o colocou no bolso junto com os outros e a seguir, queimaduras de segundo e terceiro graus. Depois de muito tempo, fui trabalhar na área de saúde e, ali, vi muita gente dando entrada no pronto socorro face a ferimentos ocasionados por fogos de artifício. Alguns chegaram sem dedos, sem parte da mão e outros tiveram problemas de queimar a retina, causando cegueira. Literalmente não dá para brincar com os fogos de artifício. Aqui o exemplo de um idiota que decidiu desafiar os fogos..Não tenho notícias sobre o que aconteceu depois, mas garanto que no mínimo foi internado com queimaduras de segundo e terceiro graus e..
veja o vídeo, mostre aos mais jovens e, compartilhe. 


DEMOCRACIA E DEBATES ELEITORAIS

Percival Puggina

E olha que são os pontos altos das campanhas! Durante os processos eleitorais para os cargos de presidente da República, governador e prefeito, os eleitores mais interessados aguardam com expectativa a realização dos debates que, reunindo todos os candidatos, estabelecem o confronto direto entre eles. Fora dos debates, os candidatos falam sozinhos, com textos e imagens editados por especialistas em comunicação, notadamente cientistas políticos, publicitários e jornalistas. Já nos debates é cada um por si, com a cara e a coragem. O debate é o palco do improviso, do inesperado, da ação e da reação.

O objetivo de todo processo eleitoral e da publicidade dos concorrentes a postos executivos é tornar conhecidos os personagens e suas propostas de gestão. Os debates operam na mesma trilha. Com pequenas variações, as cenas se repetem, eleição após eleição, mais ou menos como descreverei a seguir. Os candidatos, dispostos um ao lado do outro, respondem perguntas formuladas pelo mediador e debatem entre si, dois a dois, o que tenha sido dito. Em sucessivos rounds, o apresentador enfia a mão numa urna e saca a pergunta (como antigamente, em tempos saudosos da Educação de qualidade, se sorteavam pontos de dissertação nos exames orais dos colégios): "O assunto, agora é ... Infraestrutura!", anuncia e de outra urna saca o nome de quem vai responder. E os temas se sucedem, sempre os mesmos, referindo problemas recorrentes para obter respostas sempre iguais.

Todos os leitores já assistiram essa cena incontáveis vezes e certamente perceberam que os candidatos, de fato, dizem mais ou menos a mesma coisa, tendo como ponto de partida a afirmação de que aquele tópico terá "prioridade absoluta" em seu governo. E acrescenta que é preciso investir mais nisso, com capacidade de gestão, para que a comunidade seja bem atendida. A partir daí o confronto se trava no plano individual, em torno da capacidade do interlocutor para fazer o que diz ou de sua credibilidade para criticar o que critica.

Essa é apenas a primeira metade da história. A segunda se desenrola após a eleição. O candidato vitorioso, que prometeu fazer e acontecer, faz e acontece tudo ao contrário do que disse. Suas primeiras, mais urgentes e principais providências, as prioridades absolutas, são criar novos cargos para os parceiros, aumentar os vencimentos dos postos de confiança, meter mais um garrote financeiro nos aposentados, ampliar o orçamento para publicidade, tentar elevar impostos, taxas e tarifas, e por aí vai. Tivesse o candidato anunciado uma só dessas medidas durante a campanha eleitoral, teria encontrado as urnas vazias de votos para si no dia do pleito.

Estou cansado de ver isso. Portanto, sugiro aos grandes veículos de comunicação uma alteração nas regras para tornar mais proveitosos os debates do ano que vem. Em vez de perguntar aos candidatos o que eles pretendem fazer, pergunte-se a eles o que não farão em hipótese alguma. Aí sim, com absoluta segurança, saberemos o que eles vão, mesmo, fazer. Um processo eleitoral que convive inconsequentemente com a mentira atenta contra a própria democracia.  


Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a Tragédia da Utopia e Pombas e Gaviões.

LULÂNDIA, O REINO DA AVACALHAÇÃO

LULÂNDIA, O REINO DA AVACALHAÇÃO

Maria Lucia Victor Barbosa


Bastou o intervalo das festas de fim de ano, das férias nas praias ou no exterior quando ninguém pensa em dívidas, contas a pagar, despesas que virão para que Lula da Silva ressurgisse do conveniente mutismo e retomasse os preparativos para sua “treeleição”.
De fato o ex-presidente nunca deixou de exercer o poder. Recorde-se que tentou impedir o julgamento do mensalão chantageando o ministro Gilmar Mendes para que esse adiasse o julgamento. Como isto não funcionou ordenou ao Congresso que realizasse a CPI do Cachoeira, uma espécie de cortina de fumaça para desviar a atenção sobre as condenações dos quadrilheiros do PT que poderiam atrapalhar as eleições municipais de 2012. A CPI acabou condenando apenas o senador Demóstenes Torres e prendendo o contraventor sem que nada acontecesse a Delta e a grande rede nacional de políticos envolvidos na trama. Deste modo a farsa se converteu em um dos maiores espetáculos de degradação já apresentados pelo Congresso Nacional.
Consta também que a presidente Rousseff, gerente dos apagões e pibinhos, não dá um passo sem consultar seu chefe e inventor que assim demonstra quem é o verdadeiro presidente da República.
Contudo, após as acusações de Marcos Valério que indicaram Lula da Silva como chefe e beneficiário do “mensalão”, este se calou. Especialmente depois da eclosão do fragoroso escândalo no qual ficou demonstrado que a amante, Rosemary Nóvoa de Noronha, não só desfrutava de maravilhosas viagens presidenciais pagas por nós, os contribuintes, mas nomeava através do “tio Lula” uma quadrilha de trambiqueiros, falsificadores, fraudadores de pareceres, o ex-presidente deu em fugir da imprensa. Fato grotesco ocorreu em Barcelona quando o poderoso Lula bateu em veloz retirada através da lavanderia do hotel em que se encontrava hospedado e escapuliu dos repórteres pela porta dos fundos.
Agora, enquanto o povo em férias se entretém com os preparativos do carnaval, Lula da Silva emerge anunciando futuras caravanas pelo Brasil. Ao mesmo tempo, faz saber que assumirá as negociações com a base aliada. Portanto, após ter nomeado o ministério de Rousseff na prática está demitindo a fiel Ideli de suas funções de ministra das Relações Institucionais, ou seja, do ministério do balcão de negócios, posto muito conveniente para quem é candidato.
Além do mais, para mostrar quem manda de verdade Lula da Silva se reuniu com seu outro poste, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e secretariado para dar as ordens e ministrar lições de populismo.
Em países de instituições sólidas, Poderes independentes e igualmente fortes, de oposição para valer tal avacalhação seria impensável. Mesmo no Brasil nenhum ex-presidente chegaria a tanta desfaçatez e lambança. Mas, na Lulândia tudo é permitido porque o povo elegeu e continua aplaudir o grão senhor Lula. Algo que faz parte de nossa cultura da avacalhação desde os tempos coloniais.
Além do mais, como não existe oposição, exceto uma ou outra voz solitária, Genoino, um dos condenados petista do mensalão tomou posse como deputado federal decretando o fim da ficha limpa. Se isto foi legal, como dizem seus defensores, foi imoral e abjeto.
Em outra manifestação típica da Lulândia membros do PT, inclusive, a juventude petista organizaram um jantar com o objetivo de arrecadar fundos para pagar as multas dos companheiros criminosos. Alguns militantes acreditam ou fingem acreditar que os companheiros quadrilheiros, coitadinhos, foram injustiçados, condenados sem provas, vítimas da imprensa maldosa e da oposição que não existe. Por sua vez a CUT, braço sindical do PT, fez ato para anular sentenças do STF. Hilariante piada de salão como diria Delúbio Soares.
Enquanto segue a politicagem, por mais que ministro Mantega distorça dados da economia e faça mágicas para adulterar resultados, a inflação acelera, progride a inadimplência, aumenta a devolução de cheques sem fundo.
Com a projeção do endividamento da Petrobrás virá o aumento dos combustíveis tantas vezes adiado politicamente e com ele mais inflação, apesar de que os reajustes previstos apenas amenizarão a piora do endividamento. 
Acrescente-se que as previsões da economia para 2013 não são das melhores. Segundo, por exemplo, Flávio Castelo Branco, gerente executivo do Núcleo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI): “Se a economia seguir um padrão fraco como o de 2012, a desaceleração alcança o mercado de serviços e aí podemos ter uma contaminação do mercado de trabalho”.
Rousseff está em campanha e fez comício em cadeia nacional de rádio e TV para anunciar redução de tarifas de energia. Entretanto, no cenário sombrio que se desenha para a economia de 2013, a quem o povo recorrerá como salvador da pátria? É fácil adivinhar. Que o digam os invasores do Instituto Lula que não perderam tempo indo à Brasília.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

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