Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

"Um ministério à feição de mensalões e petrolões"

, editorial de O Globo

Escândalos que arranham o lulopetismo desde 2005 não impedem Dilma de fazer escolhas com base no fisiologismo, raiz de casos de corrupção


Talvez a peculiaridade das eleições de 2014 que mais chame a atenção seja o fato de o candidato derrotado, o tucano Aécio Neves, ter saído das urnas revigorado, enquanto Dilma Rousseff, reeleita, amargue uma série de dissabores.
Parte deles tem a ver com a estratégia de campanha da petista, assentada num discurso de negação de qualquer dificuldade na economia e de crítica cerrada a mudanças que, encerrado o pleito, ela teria de admitir. Mesmo dentro do seu partido há quem se sinta vítima de estelionato eleitoral.
Uma outra peculiaridade ainda está em curso. Trata-se da montagem do ministério para o segundo mandato, em que velhos erros são cometidos, num temerário repeteco das fórmulas fisiológicas do toma lá dá cá, origem dos escândalos que arranham o lulopetismo desde 2005, quando o mensalão foi descoberto. O loteamento de cargos na diretoria da Petrobras, com fins político-eleitorais, é que produziu o maior escândalo da histórias do país, ainda em investigação.
A barganha da cessão de orçamentos ministeriais em troca de votos no Congresso, sabem todos, é a antessala de deslizes éticos e/ou ineficiência administrativa. Planta-se hoje a CPI e o escândalo de amanhã.
É preocupante, por exemplo, escalar um dos Gomes do Ceará, Cid (PROS), para o MEC, sem que se conheça qualquer especialização do governador na área crítica da Educação, bem como o deputado pelo PRB e pastor da Universal George Hilton para o Ministério dos Esportes, enquanto se entra na fase final dos preparativos das Olimpíadas no Rio. Além de o futebol se encontrar em meio a importante debate sobre a renegociação do passivo tributário dos clubes, em troca da sua modernização gerencial.
Como o objetivo prioritário é manter no cabresto apoios no Legislativo, transfere-se Aldo Rebelo (PCdoB) dos Esportes para Ciência e Tecnologia. Nos Esportes, o ministro tratou do futebol com a devida prioridade e desativou a usina de malfeitorias de camaradas tripulantes de ONGs fajutas ou quase. Com a nova área, Rebelo não demonstra afinidades.
Quando não defende teses equivocadas: em 1994, propôs projeto de lei para impedir a adoção, pelos órgãos públicos, de tecnologias que poupem mão de obra. Fez lembrar a inglória luta de operários ingleses contra as máquinas, na Revolução Industrial.
Se o objetivo fosse montar uma equipe à altura da agenda de problemas, não faria também sentido empregar derrotados de 2014: Helder Barbalho (PMDB do Pará, filho do cacique ficha suja Jader) e Eduardo Braga ( PMDB-AM), próximos ministros da Pesca e de Minas e Energia. Num ministério de 39 Pastas, a possibilidade de se cometer erros é imensa. E eles estão sendo cometidos.
A presidente Dilma fez autocrítica na condução da economia. Faltou admitir equívocos na gestão política e administrativa do restante do seu primeiro mandato.



FONTE ROTA2014

"A poética da corrupção",

  por Arnaldo Jabor

O Estado de São Paulo



Com a corrupção a carne apodrece, a fruta definha e o alimento se espedaça em nossas mãos.
A corrupção enfeia nossos corpos e apaga a luz que brilharia em nossas almas, com a corrupção ninguém faz uma casa de boas pedras, com a corrupção ninguém pinta um paraíso no muro de uma igreja, nenhuma pintura será feita para durar nem para brilhar diante de nossos olhos, com a corrupção seu pão cada vez mais será de farrapos dormidos, seu pão será seco como papel sem trigo da montanha e sem nutritiva farinha, com a corrupção ninguém encontra um bom sítio para fazer sua casa, os tecelões são afastados de seus teares, a corrupção embota a agulha nas mãos das donzelas e desbota a graça dos tecidos, Dante não nasceu da corrupção, nem Piero della Francesca, nem Giotto, a corrupção enferruja o cinzel do escultor e as estatuas não se erguem, o azul vira um câncer na corrupção e não se bordam de ouro as vestes púrpuras, a corrupção apunhala a criança no ventre e a esmeralda não será lapidada e mata o prazer dos jovens amantes deitando entre seus corpos paralisados na cama, cadáveres sentarão na mesa dos banquetes sob as ordens da corrupção, a corrupção é obesa, a corrupção cria esposas desprezadas se consumindo e amantes cobertas de pérolas e juras de amor, a corrupção cria súbita dignidade em tribunais, cria ladrões de olhos em brasa, dedos espetados, uivos de falsas virtudes, negando os contratos de gaveta, os recibos falsos, os laranjas desdentados nas portas de empresas inexistentes. A corrupção provoca brados de honradez, socos nas mesas, babas indignadas nas negações em tribunais, hipócritas lágrimas de esguicho, punhos batidos no peito e clamores a Deus. A corrupção se sente superior à ridícula moralidade de classe media. A corrupção tem uma única vontade: vingar-se de inimigos, cobrar lealdade dos seguidores, exigir pagamentos de propina em dia.
A corrupção cria firmas sem dono, sem obras, vagando num deserto jurídico e contábil que leva ao caos proposital, a corrupção aumenta a amizade entre as famílias de safados, cria os cálidos abraços, os sussurros de segredo nos cantos das varandas, o piscar de olhos matreiros, as cotoveladas cúmplices, os charutos comemorativos, vastos jantares repletos de moquecas e gargalhadas, piadas, dichotes, sacanagens jucundas.
A corrupção valoriza a norma castiça da língua, palavras que dormem em estado de dicionário. A corrupção traz de volta interjeições e adjetivos raros: "ilibado", "despautério", "infâmias", "aleivosias"... A corrupção é o paraíso dos advogados, com ternos brilhantes, sisudos semblantes, liminares na cinta, serenidade cafajeste, 'chicanas' decoradas, diplomas comprados.
Com a corrupção, malas pretas voam em todas as direções, os dólares flutuam nos céus estrelados, as luas são sempre minguantes, os rostos nunca mostram o que pensam, as gargalhadas soam como latidos, as bocas salivam, os punhais saem das bainhas, os carros atropelam, as finas cordas apertam os pescoços, os assassinos se fartam, os olhos do povo olham impotentes. A corrupção confunde, é um labirinto, uma grande aranha em sua teia, a corrupção cria firmas em sanfona, uma dentro da outra, subsidiárias sem obras, vagando num labirinto jurídico e contábil que leva a um caos indecifrável, pois o emaranhado de roubalheiras dificulta apurações. No imaginário brasileiro, a corrupção tem uma aura heroica. São heranças da colônia, quando era belo roubar a Coroa. A corrupção é a mola mestra do atraso. A corrupção mostra que os lírios que apodrecem fedem mais que as ervas daninhas (Shakespeare). A corrupção desenha as caras deformadas de políticos, as barrigas, a gomalina dos cabelos, a boçalidade dos discursos, tudo compondo um estafermo fabricado com detritos de vergonhas passadas, cérebros encolhidos, olhos baços, irresponsabilidades fiscais, municípios apodrecidos, decapitações, ônibus em fogo. A corrupção escolhe seus peões entre os mais espertos dentre os mais rombudos e boçais. A corrupção transforma a estupidez em uma estranha forma de inteligência, uma rara esperteza para golpes sujos e sacos-puxados. A corrupção é fabricada entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões. A corrupção é a torta escultura feita de palha e barro, de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos. A corrupção explica o País, pois tem raízes e tradição: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. A corrupção durante quatro séculos criou capitanias, igrejas, congressos, golpes e tomadas de poder. A corrupção tem um vago sentimento de poesia brasileira. A corrupção para muitos se julga revolucionária, roubando para um futuro imaginário e mentiroso, para enganar otários cheios de esperança. A corrupção é um rabo de lagarto que sempre se recompõe, renasce quando cortado.
A corrupção cria, esculpe, organiza as imposturas, as perfídias, os sepulcros caiados, os beijos de Judas, os abraços de tamanduá, as lágrimas de crocodilo.
(*) Com gratidão a Ezra Pound por seu Canto XLV - A Usura.
FONTE ROTA2014

"O tamanho do desastre fiscal",

editorial do Estadão

As contas públicas registraram em novembro um recorde que simboliza a política fiscal do primeiro governo de Dilma Rousseff, e da qual não há motivos para se orgulhar. O Tesouro Nacional teve déficit primário de R$ 6,7 bilhões, o pior resultado para o mês de novembro, e, no acumulado dos 11 primeiros meses de 2014, de R$ 18,3 bilhões. O resultado do período janeiro-novembro é R$ 80,8 bilhões pior do que o período correspondente de 2013. Esse valor dá a dimensão financeira da deterioração da política de gestão do dinheiro público no ano em que a presidente Dilma Rousseff, como havia anunciado antecipadamente, poderia "fazer o diabo" para assegurar sua reeleição. Não há dúvidas de que, na área fiscal, fez.
Como consequência do péssimo desempenho financeiro do governo federal, as contas de todo o setor público consolidado - que incluem os resultados dos Estados, dos municípios e das estatais e são calculadas pelo Banco Central por metodologia diferente da utilizada pelo Tesouro - igualmente registraram o pior desempenho para novembro desde o início da série histórica, em dezembro de 2001.
No resultado consolidado, o setor público registrou em novembro déficit primário de R$ 8,1 bilhões, dos quais o governo central foi responsável por 83%. Nos 11 primeiros meses do ano, o setor público acumulou déficit primário de R$ 19,6 bilhões. Nesse caso, a deterioração entre 2013 e 2014 é de R$ 100,5 bilhões, pois nos primeiros 11 meses do terceiro ano da gestão de Dilma o setor público acumulou superávit primário de R$ 80,9 bilhões.
O governo Dilma conseguiu destroçar o conceito de superávit primário, transformando-o numa ficção contábil. Esse superávit dimensiona o esforço financeiro das autoridades para honrar os compromissos gerados pela dívida pública. Para dar credibilidade à política fiscal e transmitir aos agentes econômicos a confiança necessária para fazer planejamento de longo prazo, o governo federal vinha se comprometendo a alcançar determinado superávit.
Desde 2012, no entanto, as metas prometidas pelo governo federal antes do início de cada exercício não vêm sendo cumpridas. Em 2014, o desrespeito foi completo. A meta era de um superávit primário de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Já há algum tempo o governo Dilma tem utilizado brechas legais para não cumprir a meta - descontando das contas, entre outros gastos, parte dos investimentos no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Valeu-se também, e com grande constância, de manobras contábeis que, embora não ilegais, distorceram os demonstrativos financeiros, como a antecipação de receitas não tributárias (dividendos de estatais, pagamento de concessões) e adiamento do registro de determinadas despesas.
Nem assim, porém, conseguiu melhorar suas demonstrações financeiras. Os resultados acumulados até novembro, tanto no relatório do Tesouro como nas contas do Banco Central, mostram que só com um superávit muito grande em dezembro o resultado primário de 2014 será positivo - ainda assim, muito inferior ao prometido. Não haverá nenhuma punição, pois o governo conseguiu aprovar no Congresso, depois de muita pressão, mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que, na prática, extinguem a exigência de cumprimento de metas fiscais.
O conceito de resultado primário ganhou importância no Brasil porque, tradicionalmente, o setor público registra um déficit nominal elevado. O que o governo Dilma conseguiu, porém, foi tornar ainda pior um resultado já ruim. Nos 11 primeiros meses de 2014, o setor público acumulou um déficit nominal de R$ 283,8 bilhões (97% maior do que o do período janeiro-novembro de 2013) e, nos 12 meses até novembro, de R$% 297,4 bilhões, o que corresponde a 5,82% do PIB.
O governo até pode alegar que é resultado comparável ao previsto para os Estados Unidos, mas o déficit americano vem sendo reduzido de maneira sistemática há anos. Além disso, o déficit brasileiro é mais do dobro do previsto para os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2,5%.
FONTE ROTA2014

Sem aval de auditoria, Petrobras divulga balanço do 3º tri em janeiro para evitar credores

Reuters



 A Petrobras, no centro de um escândalo de corrupção, divulgará em janeiro do próximo ano o balanço do terceiro trimestre de 2014, sem o relatório do auditor externo, para tentar evitar a cobrança antecipada de dívida por credores.
A estatal adiou a publicação de seu resultado trimestral, que deveria ter sido apresentado até a metade de novembro, devido às investigações relacionadas à operação Lava Jato, da Polícia Federal. As investigações revelaram um esquema de obras superfaturadas da petroleira, que supostamente beneficiou empregados e ex-funcionários, políticos e executivos de empreiteiras.
"Com esse prazo, a companhia estará atendendo suas obrigações dentro do tempo estabelecido pelos seus contratos financeiros, considerados os períodos de tolerância contratuais aplicáveis, e de modo a evitar o vencimento antecipado da dívida pelos credores", afirmou a estatal em comunicado na noite de segunda-feira (29).
Mais cedo na segunda-feira, a agência de notícias Reuters publicou que a Petrobras poderá entrar em default técnico, ou seja, declarar calote, em algumas de suas dívidas externas a partir desta terça-feira (30), se credores aderirem a uma campanha para forçá-la a acelerar as possíveis baixas contábeis devido ao escândalo de corrupção.
A campanha, que está sendo conduzida pelo fundo Aurelius Capital, sediado em Nova York, aplica-se a títulos de dívida da Petrobras regidos pela lei dos Estados Unidos, no Estado de Nova York. O Aurelius, um fundo "abutre" ou de "dívida desvalorizada", está pedindo a investidores que coloquem a empresa em default como "medida de precaução", segundo uma carta de 29 de dezembro vista pela Reuters.
Sob os termos desses títulos, a Petrobras é obrigada a fornecer as demonstrações financeiras do terceiro trimestre no prazo de 90 dias após o fim do trimestre. O prazo vence nesta segunda-feira (29).
Para a declaração de default ter efeito em qualquer um dos mais de 20 títulos da Petrobras governados pela lei norte-americana, investidores que detenham pelo menos 25% de qualquer série dos bônus precisam requerer a declaração de default.
A Petrobras não especificou sobre quais bônus de dívida se aplica o prazo de janeiro para divulgação de seu resultado do trimestre encerrado em setembro último, nem mencionou se o comunicado era uma resposta ao fundo Aurelius.
O Aurelius foi um dos principais investidores de um grupo que se recusou a aceitar a reestruturação da dívida com a Argentina, levando o país aos tribunais.
A Petrobras, que inicialmente planejava apresentar resultados no início de novembro, já tinha prorrogado o prazo de divulgação para 31 de janeiro, após novas acusações de corrupção virem à tona, dizendo que tinha um acordo de investidores, mas não dando quaisquer detalhes.
"Acreditamos que os detentores de obrigações devem imediatamente tomar a precaução prudente de dar uma notificação formal de default", escreveu a diretora-gerente da Aurelius, Eleanor Chan. "Embora um mero aviso de inadimplência não deva provocar uma crise, os credores não podem evitar uma crise apenas enterrando a cabeça na areia e aceitando garantias da Petrobras como uma certeza."
Poucos têm sugerido que a Petrobras não será capaz de pagar as suas dívidas no curto ou médio prazo. A empresa tem enormes recursos de petróleo e o apoio do governo brasileiro.
Um aviso de default exigiria que a Petrobras forneça demonstrações financeiras até o início de março ou enfrente pedidos de reembolso antecipado da dívida.
Mesmo que as questões não cheguem a esse estágio, uma declaração de default aumentaria a pressão sobre a Petrobras para negociar com os detentores de bônus e chegar a uma contabilidade crível dos custos do escândalo de corrupção, um acerto de contas que a Petrobras e a própria presidente da estatal, Maria das Graças Foster, disseram que poderia levar meses.
"Se a Petrobras divulgar suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre até o início de março, o default será curado", disse o fundo Aurelius. "Se a Petrobras não divulgar seus dados financeiros do terceiro trimestre até o início de março, as causas subjacentes do atraso podem ser consideravelmente piores do que acreditamos hoje."
No comunicado desta segunda, a Petrobras reiterou que está revisando seu planejamento para 2015, implementando "uma série de ações voltadas para a preservação do caixa, de forma a viabilizar seus investimentos sem a necessidade de efetuar novas captações" de recursos.
A empresa está antecipando recebíveis, reduzindo o ritmo dos investimentos, revisando estratégias de preços de produtos e diminuindo custos operacionais em atividades ainda não alcançadas por programas estruturantes.
"A Petrobras reafirma que está empenhada em divulgar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre revisadas pelo auditor externo PricewaterhouseCoopers assim que possível", completou a empresa.
(Por Jeb Blount e Tatiana Ramil)
FONTE ROTA2014

"Muda, Brasil",

por Ruth de Aquino   EPOCA

2014 desmoralizou os videntes, com o petrolão, a morte de Campos e o 7 a 1. Mas aí vão minhas apostas para 2015

O ano de 2014 desmoralizou qualquer astrólogo, numerologista ou jornalista metido a fazer apostas sobre o Brasil. A goleada humilhante de 7 a 1. A morte trágica de Eduardo Campos. As reviravoltas nas eleições. O petrolão, com o roubo de bilhões. Esses cataclismos somados tornam uma irresponsabilidade o texto abaixo. No ano passado, fiz meus votos ao presidente que fosse eleito em 2014. A julgar pelo que aconteceu, éramos ingênuos e não sabíamos. Dilma Rousseff também não sabia de nada. Eis minhas apostas para 2015.

O mordomo, aliás, o doleiro será o único a continuar preso até o fim do próximo ano.

A Papuda será transformada provisoriamente num resort, com jacuzzi nas celas, para se adaptar ao novo estilo de presidiário itinerante. Fará convênio com o Copacabana Palace para fins de semana semiabertos na suíte favorita de Lula e Gisele Bündchen.

Dilma Rousseff voltará a falar. Mas levará tempo. Está rouca de tanto engolir os sapos do Lula.

Nenhuma refinaria será aprovada em 2015. Virou sinônimo de regrosseria.

A delação premiada virará moda nos presídios e nas favelas comandadas por traficantes e milicianos.

Bombeiro nenhum conterá os vazamentos. Ou o desabamento das ações da Petrobras.

Dona Marisa achará pequeno o tríplex no Guarujá e pedirá ao marido Lula um quadrúplex.

Paulo Roberto Costa abrirá uma empresa de consultoria para bandidos arrependidos e escreverá um best-seller definindo o que é “offshore vermelho”.

Sergio Moro perseguirá falcatruas até no Supremo. Ninguém segura mais o homem com jeito de bom moço. Silvio Berlusconi teme que Moro peça cidadania italiana.
Venina, a menina veneno da Petrobras, mostrará outros e-mails matadores e estrelará a nova temporada da série Downtown Brasília.

Graça Foster será promovida por Dilma. A qualquer coisa. Imperatriz do pré-sal, imperatriz leopoldinense, não importa. Sem Graça, Dilma não fica. Uma não vive sem a outra.
O novo Enem (Exame Nacional de E-Mails), a ser criado por Dilma em 2015, tem o objetivo de ajudar Graça a melhorar o nível de interpretação de texto.
Joaquim Levy, o Clark Kent da equipe ministerial, ajustará até a saia da Dilma. Só que ela esconde na manga uma pedra de kriptonita.

Cuba também investigará as contas da Petrobras. E o mojito desbancará a caipirinha no gosto dos americanos.

Carteiradas de juízes para levar vantagem pessoal serão finalmente extintas, porque ninguém mais leva a sério.

Motoristas de ônibus e vans não terão mais raiva assassina de ciclistas e pedestres.

O Congresso só aprovará reforma da cozinha.

Deputados e senadores esticarão o recesso para aproveitar as últimas boquinhas e os últimos jatinhos emprestados.

Parlamentares acharão pouco o aumento de seus vencimentos, de R$ 26.700 para R$ 33.800.
A lista dos políticos envolvidos com o amigo oculto Alberto Youssef só será divulgada após o Carnaval por “excesso de trabalhos” em 2014. Você acredita?

O Botafogo pedirá audiência ao papa Francisco, para que ele revele a mandinga que fez para que seu clube, o San Lorenzo, fosse campeão da Libertadores.

A Baía de Guanabara será despoluída.

O Gastão, sobrinho do Tio Patinhas Alckmin, será multado em 50% de suas contas se consumir mais água do que deve. Paulistas caíram como patinhos na lagoa seca.

Brasileiros de todas as classes sociais aprenderão a dizer “por favor”, “obrigado” e “desculpe”. 
FONTE ROTA2014

Abismo moral -

PAULO GUEDES

O GLOBO -
A roubalheira na Petrobras é a conexão entre sua banda podre, saqueadores privados e criaturas do pântano da " velha política"


A presidente da República reafirma sua confiança na presidente da Petrobras. Dilma Rousseff acredita que Graça Foster não participou nem mesmo tinha conhecimento da bilionária roubalheira que se instalou na estatal, destruindo a credibilidade e o valor de mercado da companhia. A oposição diz que Dilma mantém Graça no cargo como sua própria linha de defesa, para que a culpa pelos colossais desvios de recursos ou mesmo pela omissão em coibi-los não transborde para o Palácio do Planalto. Afinal, como presidente do Conselho de Administração da empresa, ministra de Minas e Energia e depois presidente da República, Dilma precisaria de um dique de contenção contra o escândalo.

A empatia, a boa-fé e principalmente o acaso tornaram essa defesa de Graça por Dilma um episódio compreensível para mim. É que Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras, foi meu colega da turma de mestrado em Economia. Dificilmente poderia Dilma fazer de Graça como pessoa uma melhor avaliação do que fiz de Barbassa à época. Apesar de nossa convivência de menos de dois anos e de não termos mais nos encontrado, acredito ainda em minha avaliação quanto à sua boa índole. Se não forem desonestos, Dilma Rousseff, Graça Foster e Almir Barbassa estariam desinformados e seriam, portanto, despreparados para o cumprimento de suas responsabilidades? Teriam sido enganados por uma conspiração entre a banda podre da estatal, grupos de saqueadores privados e as criaturas do pântano da "velha política"? 


"Esses fenômenos não são acidentais. Há um enorme abismo moral entre regimes estatizados e uma sociedade aberta. Agindo em nome de um grupo com nobres ideais, os mais inescrupulosos se libertam das restrições morais e chegam ao topo, pois os fins justificam os meios. Como é o líder supremo que estabelece os fins, seus instrumentos não devem exercer suas próprias convicções morais. Precisam estar, acima de tudo, incondicionalmente comprometidos com a figura do líder. Seus auxiliares devem ser literalmente capazes de tudo, sem quaisquer ideias sobre certo e errado. É o fim da verdade e a destruição da moral", registrava Friedrich von Hayek, em seu clássico "O caminho da servidão" (1944), dedicado com muita compreensão e sem ironia "aos socialistas de todos os partidos".
fonte avarandablogspot

Discurso velho num governo velho

Carlos Chagas
Não propriamente pronunciamentos, que devem ser densos e profundos, mas pelo menos dois discursos protocolares a presidente Dilma deverá pronunciar na quinta-feira, início de seu segundo mandato. Um no Congresso, quando jurar pela segunda vez cumprir a Constituição. Outro no parlatório, se não estiver chovendo, ou no salão de recepções do palácio do Planalto.
Houve tempo em que os pronunciamentos dos presidentes da República despertavam as atenções gerais, quando de suas posses. Novos sistemas ou pelo menos novos personagens empolgavam ou desanimavam o país. Agora, será o mais do mesmo. Dilma não terá nada a anunciar em termos de mudanças capazes de sensibilizar a população. Sem o carisma de alguns antecessores, cumprirá apenas a rotina. Por certo terá palavras de otimismo quanto ao futuro, mesmo fazendo referências à necessidade de sacrifícios. É provável que fale da reforma política, ainda que sem muitos detalhes. Assim como da importância de a economia ser agilizada.
Ninguém deve esperar que prometa acabar com o latifúndio, muito pelo contrário.Ou que acabará com a farra da remessa de lucros para o estrangeiro. Muito menos que ampliará os direitos trabalhistas, restabelecendo a estabilidade no emprego. Sequer a participação dos empregados no lucro das empresas. Transportes públicos gratuitos para quem ganha pouco, nem pensar. Nem extinção dos recursos jurídicos fajutos que tiram os criminosos da cadeia, em especial se dispõem de recursos para movimentar os tribunais.
Em suma, nenhuma proposta daquelas em condições de caracterizar mudanças institucionais, sociais e econômicas. A composição de seu novo ministério, aliás, lamentável, dá bem a medida da pasmaceira que assola o governo e o PT. Ficará no plano das intenções evitar a corrupção, porque nenhuma iniciativa de vulto está prevista para punir com rigor corruptos e corruptores. Falta ao segundo governo Dilma a eloquência das convicções.
OS RICOS E OS POBRES
No auge dos excessos que marcaram a Revolução dos Cravos, em Portugal, o todo-poderoso do dia, brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho, visitou Olof Palme, primeiro-ministro do governo socialista da Suécia. Em dado momento, o governante português anunciou que seu propósito era de acabar com os ricos, em seu país. O sueco, malicioso, retrucou que seu governo tinha objetivo diametralmente oposto: acabar com os pobres…


fonte tribunadainternet

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

MPF investiga saques e mudanças societárias no caso Petrobras

Wilson Lima
iG Brasília

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) apuram se ocorreu uma manobra de executivos e empresas envolvidas no esquema da Lava Jato para ocultar bens e patrimônios às vésperas e nos primeiros dias após o desencadeamento da sétima fase da operação, ocorrida em novembro deste ano. A suspeita do MPF e da PF é que alguns envolvidos efetuaram saques ou transferiram o controle acionário de empresas conexas com o intuito de ocultar bens ou evitar que eles tivessem seus patrimônios totalmente bloqueados.
Um exemplo disso ocorreu com a empresa Technis Planejamento e Gestão de Negócios, tida pelo MPF como um dos empreendimentos controlados por Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de desvios de recursos da Petrobras.
COTAS SOCIAIS
Segundo investigações do Ministério Público Federal, a Technis era sócia da empresa FTC Cards Processamentos e Serviços de Fidelização LTDA. No entanto, no dia 10 de novembro, quatro dias antes da deflagração da sétima fase da Lava Jato, 30% das cotas sociais da FTC foram extintas e a empresa, que tinha um capital social de R$ 23,9 milhões, passou ostentar um capital social de R$ 16,7 milhões.
“Causa estranheza o fato de, quatro dias antes da deflagração da 7ª fase da Operação Lava Jato ter sido protocolado na Junta Comercial de São Paulo alteração contratual simplesmente extinguindo os cerca de 30% das cotas sociais da FTC que, como dito, antes pertenciam a empresa investigada nestes autos, qual seja, a Technis”, afirma o MPF em memorando enviado ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato, em dezembro deste ano.
“Tudo isso pode indicar a dissimulação/ocultação dos bens pertencentes à pessoas físicas e/ou jurídicas investigadas nos autos, o que será objeto de adensada apuração em pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal que serão formulados oportunamente”, complementam os investigadores.
SAQUES SUSPEITOS
Outra questão que chamou a atenção dos investigadores durante a operação Lava Jato foram saques realizados às vésperas das operação e o valor mínimo ou até zerado de algumas contas. Os investigadores apuram se houve tentativa de se esconder ou dissimular valores tidos por executivos investigados.
Em novembro deste ano, o Itaú informou que as contas do lobista Fernando Soares, do executivo da UTC Participações Walmir Pinheiro Santana e do presidente da Iesa Óleo e Gás, Valdir Lima Carreiro, estavam zeradas. Nas contas do ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildelfonso Colares Filho, os procuradores acharam apenas R$ 4,60 que foram bloqueados pela Justiça.
Já Erton Medeiros Fonseca, sócio da Galvão Engenharia, tinha apenas R$ 4 mil em suas contas bancárias no momento da determinação de seus bloqueios de bens, no início de novembro e o diretor da área internacional da Construtora OAS, Agenor Franklin Medeiros, tinha apenas R$ 6 mil em banco.
BLOQUEIOS
No decorrer as investigações, os procuradores conseguiram bloquear R$ 7,5 mil de Ildelfonso; R$ 13,4 milhões de Fernando Baiano; R$ 660 mil de Walmir Pinheiro e R$ 32 mil de Valdir Carreiro. Depois dos primeiros bloqueios, o MPF conseguiu identificar R$ 666 mil de Erton Fonseca e R$ 11,6 milhões de Agenor Medeiros.
Os investigadores da Lava Jato estranharam o fato de pessoas que trabalham com um grande fluxo de dinheiro terem contas zeradas ou com poucos recursos. Os investigadores apuram a possibilidade de que parte do dinheiro sacado destas contas poderia ter utilizado em um eventual plano de fuga ou como forma de evitar que ele fosse utilizado para o ressarcimento aos cofres públicos.
Mesmo com a recuperação de valores em outras contas, os investigados ainda apuram a existência de outras contas controladas diretamente ou por meio de laranjas desses envolvidos. Até o momento, os procuradores que atuam no caso já conseguiu efetuar o bloqueio de aproximadamente R$ 81 milhões dos investigados pela Operação Lava Jato.

Governo foi incompetente e agora Dilma cortará benefícios dos trabalhadores

O corte será de R$ 18 bilhões, atingindo seguro-desemprego, pensão por morte, auxílio-doença e regras para concessão de abono salarial. Dilma disse que se o PSDB vencesse as eleições, tudo de ruim aconteceria. Pois ela própria acabará com parte dos benefícios trabalhistas.

por Gravatai Merengue
Dilma fez uma campanha repleta de ameaças e acusações contra os tucanos, dizendo que seria terrível se eles ganhassem, especialmente para a classe trabalhadora que teria direitos ameaçados pelos “neoliberais”. Todos vimos isso e muitos disseram que era “do jogo” acusar dessa forma.
Pois bem: o próprio governo do PT é quem vai cortar benefícios, segundo reportagem do Estadão. Segue trecho:
“O governo federal espera economizar cerca de R$ 18 bilhões por ano com as medidas anunciadas nesta segunda-feira, 29, para modificar o acesso ao abono salarial, seguro-desemprego, pensão por morte e auxílio-doença. A estimativa foi feita pelo futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, em entrevista coletiva.” (grifos nossos)
A campanha eleitoral mais baixa e vil de todos os tempos resultou nisso: quem vai cortar os benefícios do trabalhador é a própria Dilma. O governo, gerido pelos petistas há mais de 10 anos, foi incompetente com as contas públicas e agora precisará de ajustes, cujo pagamento – como sempre – caberá à classe trabalhadora.
Cadê o pessoal que, durante a campanha, ficou fazendo terrorismo? Alguém os viu por aí?



FONTE O IMPLICANTE

ORGIA COM O DINHEIRO DO POVO..

É trágico, para não dizer outra coisa, como o País foi loteado sem escrúpulos.  

Dilma assegura salário de R$ 158,3 mil para Graça Foster.
Com a denúncia da Venina Velosa sobre o caso da ladroagem na Petrobras, o jornalista Políbio Braga revela no seu blog, informações interessante que passam batido no meio de tantos escândalos na Companhia.
A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa além de denunciar as ladroagens na Companhia, já de conhecimento dos meus leitores,  entrou com o processo trabalhista contra a Companhia reclamando entre outras coisas do assédio funcional. O que chamou atenção, no entanto, é o nível de salário que Venina recebia na Petrobras, segundo o processo trabalhista revelada, ela recebia salário de R$ 69,1 mil como gerente da Companhia.
A revelação do salário da Venina Velosa no processo trabalhista e tornado público por ela própria, fez o jornalista Políbio Braga buscar informação sobre o salário dos níveis mais altos da Petrobras:
Presidente:                                         R$ 158,3 mil
Diretores:                                            R$ 145,7 mil
Gerentes:                                            R$   69,1 mil
CEO das subsidiárias internacionais: R$ 167,3 mil
Ao salário nominal, devemos acrescentar os "jetons" que recebem em participações nos Conselhos de Administração de mais de 130 subsidiárias da Companhia. Os dados não são transparentes sobre os "jetons" que os diretores recebem nos Conselhos das subsidiárias.
Não vamos comparar o nível de salário dos diretores e gerentes de companhias no setor de petróleo ao redor do mundo, pois que no Brasil a Petrobras é uma empresa de economia mista regulado pelo regime próprio. O salário dos diretores e empregados das companhias de petróleo no mundo todo ganham salário que ultrapassam em muito o nível do salários da Petrobras.
Ao contrário do que acontece no mundo todo, os diretores da Petrobras, não é recrutado pela capacidade comprovada na área de atuação de cada diretoria, mas pela indicação política. A nomeação dos diretores da Petrobras entra na cota de indicação de cada partido de sustentação. É o uso de costume que vem desde a constituição da Petrobras. 
De qualquer forma, o salário do presidente e diretores, bem como CEO das subsidiárias, fogem completamente do teto de salário estabelecido pela Constituição que é de pouco mais de R$ 35 mil à partir do próximo ano. 
Explica-se a manutenção da Graça Foster na presidência da Petrobras pela Dilma. O primeiro e mais importante motivo é tentar blindar a Dilma que já foi presidente do Conselho da Administração da Petrobras, gestão em que foi autorizada a compra superfaturada da refinaria Pasadena. O segundo motivo é de ordem pessoal, que é de assegurar um ganho nada desprezivo da Graça Foster, R$ 158,3 mil mensal nos próximos 4 anos, para a sua companheira de guerrilha.
Ossami Sakamori

No último dia do ano, governo libera R$ 18 bi para a Petrobras.

Marta Beck e Danilo Fariello - O Globo

Estatal foi maior beneficiada por medida editada no último dia do ano


Apesar das dificuldades da equipe econômica para fechar as contas de 2014, o governo editou nesta quarta-feira uma medida provisória que libera R$ 20,139 bilhões em créditos extraordinários para diversos órgãos do Executivo, além do pagamento de encargos financeiros da União e transferências a estados e municípios. Publicada no Diário Oficial da União no último dia do ano, a MP beneficia principalmente a Petrobras e pode atenuar a queda dos investimentos das empresas estatais no ano.
Segundo o Ministério do Planejamento, R$ 17,9 bilhões do total liberado são destinados à Petrobras, que enfrenta um escândalo de corrupção e, nesta semana, proibiu empreiteiras citadas como suspeitas pelo Ministério Público Federal no esquema de cartel de participar de novas licitações a serem abertas pela estatal.

Esses recursos para a estatal serão aplicados principalmente em investimentos na produção de petróleo e gás, a partir de áreas nas bacias de Santos e Campos (R$ 2,78 bilhões) e na implantação da refinaria Abreu e Lima, concluída neste ano (R$ 2,25 bilhões).
Ao longo de 2014, o ministério havia cortado investimentos da refinaria em mais de R$ 3 bilhões, acompanhando a disponibilidade de recursos do Tesouro.
Outros R$ 2,2 bilhões estão sendo liberados para uma série de programas, entre eles o de prevenção contra desastres naturais, e o projeto FX-2, destinado à aquisição de novos caças suecos pela Força Aérea Brasileira (FAB). O dinheiro também será utilizado para o pagamento de despesas da Previdência Social.
A liberação de mais de R$ 20 bilhões para gastos vai na contramão do que vem prometendo a nova equipe econômica, que fala em cortes de gastos e fim de desonerações para melhorar o quadro fiscal. No entanto, o Ministério do Planejamento argumenta que a maior parte do crédito extraordinário — R$ 14 bilhões — refere-se apenas a remanejamento de gastos que já estavam na conta. Somente pouco mais de R$ 6 bilhões são o que se poderia chamar de recursos orçamentários novos.
Este ano, a queda da arrecadação e o forte aumento das despesas públicas obrigaram o governo a negociar com o Congresso uma redução da meta de superávit primário (poupança feita para o pagamento de juros da dívida pública), que estava fixada em R$ 99 bilhões, ou 1,99% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). Depois de muita polêmica, os parlamentares concordaram em alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 e permitiram que a equipe econômica abandonasse a meta fiscal. O governo pode, na prática, terminar o ano até mesmo com déficit primário.
Mesmo assim, oficialmente, há um compromisso de entregar um superávit primário de R$ 10,1 bilhões este ano, o que dificilmente deve ocorrer. Até novembro, o setor público teve um déficit primário de R$ 19,6 bilhões, ou 0,42% do PIB. Esse também foi o pior resultado já registrado para o período.


fonte rota2014

Construção - Resposta ao apoio de Chico Buarque ao PT - assista antes que censurem

Construção - Resposta ao apoio de Chico Buarque ao PT - assista antes que censurem


A NOSSA LIBERDADE

DISCURSO DO GENERAL do EB
A NOSSA LIBERDADE
(GEN PAULO CHAGAS)

Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?

Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!

Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê?

Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Mas, afinal, onde é que nós vivemos?

Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do “microondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?

Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?

Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?

E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?

Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?

Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

* Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.

Ja vi esse filme. No fim, o bandido ganha

  - RICARDO NOBLAT

O GLOBO -
A campanha da presidente Dilma, ela mesma, Lula e boa parte do PT debocharam do que disse a candidata Marina Silva (PSB) sobre como montaria seu governo caso se elegesse.

Marina afirmou que simplesmente governaria com os melhores elementos de cada partido sem discriminar nenhum partido.

É uma boba, garantiram alguns. Uma sonhadora, acusaram outros. Governar com os melhores é impossível, apenas isso.

Ou Marina dominava uma receita que só ela conhecia ou então se pautaria pelo bom senso. E o bom senso lhe aconselhava a procurar gente decente, comprometida com a ética e talentosa para ocupar cargos do primeiro e do segundo escalão da República.

E se essa gente fosse incapaz de lhe garantir a maioria dos votos no Congresso? E se por causa disso o governo capengasse?

Marina confiava que não passaria sufoco porque, em primeiro lugar, governaria apenas por quatro anos. Descartara a reeleição.

O que a seu ver seria o bastante para apaziguar os ânimos no Congresso e refrear as ambições, por suposto.

Segundo porque governaria com transparência, prestando contas aos eleitores de todos os seus passos e discutindo com eles suas dificuldades.

Fernando Collor se elegeu presidente em 1989 sem maioria no Congresso. Quis cooptar o PSDB e não conseguiu.

Chamou de “único tiro” contra a inflação o plano econômico que garfou a poupança dos brasileiros.

Por mais estúpido que tenha sido o plano, o Congresso não se negou a aprová-lo. Caso desse certo, o Congresso ficaria bem na foto. Se desse errado, o presidente é que ficaria mal.

Não foi por falta de apoio do Congresso que Collor acabou deposto. Foi por falta de apoio popular.

O Congresso é sensível ao sentimento das ruas. E todo presidente, a princípio, se beneficia de um período de lua de mel com a opinião pública.

Até que o período se esgote, ele pode se comportar com um grau de liberdade que mais tarde se estreitará. A não ser que o sucesso bata à sua porta.

Ninguém mais do que Lula reuniu condições para governar sem ser obrigado a fazer concessões que por fim o apequenassem, e ao seu partido.

Foi o primeiro nordestino ex-pau de arara, ex-líder sindical, ex-preso político a subir a rampa do Palácio do Planalto.

Ocupou o principal gabinete do terceiro andar com crédito para gastar por muito tempo. Encrencou-se porque piscou primeiro.

Sob pressão para lotear o governo como seus antecessores haviam feito por hábito ou necessidade, Lula subestimou o apoio das ruas.

Preferiu apostar no apoio do Congresso. Logo ele, que no final dos anos 80 do século passado, enxergara ali pelo menos 300 picaretas.

Foi atrás dos picaretas. Beijou a cruz – e de quebra a mão de Jáder Barbalho. O mensalão quase o derrubou.

Dilma atravessou a metade do seu primeiro governo resistindo à ideia de ceder ao “pragmatismo político”.

Em conversa, certo dia, com um amigo, ouviu dele: “Tirando três ou quatro, só tem desonesto no Congresso”. Ela respondeu: “E eu não sei?”

Para se reeleger, cedeu ao apetite dos desonestos. Beijou a cruz. E de quebra a mão de Helder Barbalho, filho de Jáder, seu futuro ministro da Pesca.

Foi medíocre o primeiro ministério de Dilma O governo que resultou disso foi naturalmente medíocre.

Pois bem: ela está perto de cometer o prodígio de montar outro ministério igual ou talvez pior.

O que a diferenciava dos políticos a quem tanto desprezava é, hoje, o que a torna cada vez mais parecida com eles.



FONTE AVARANDABLOGSPOT

Mais do mesmo -

RICARDO BALTHAZAR

FOLHA DE S. PAULO -

Quando a presidente Dilma Rousseff anunciou Joaquim Levy como seu novo ministro da Fazenda, a escolha soou auspiciosa: encerrada a campanha eleitoral, Dilma parecia convencida da necessidade de tomar medidas duras para consertar o estrago feito na economia em seu primeiro mandato.

Os petistas resmungaram, mas logo os insatisfeitos pararam de questionar a indicação. É cedo para saber se Levy justificará tanta expectativa. O certo é que ninguém veio a público lançar dúvidas sobre o passado do novo ministro ou sua competência profissional.

Na semana passada, quando Dilma anunciou mais 13 ministros, o efeito foi outro. Soube-se que o novo ministro do Esporte, o deputado e pastor evangélico George Hilton, foi apanhado pela polícia há dez anos carregando caixas de dinheiro no aeroporto de Brasília. Indicado para a Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo foi recebido a pedradas pela comunidade científica.

Cinco novos ministros são políticos que ficaram sem emprego após as últimas eleições. Quatro foram derrotados nas urnas. Indicado para a Educação, o governador Cid Gomes passou semanas dizendo que não queria o cargo. Acomodado na Defesa, um ministério politicamente insípido, o petista Jaques Wagner se esforça para convencer a plateia de que nunca desejou outra coisa.

Os assessores de Dilma dizem que as mudanças mostram a disposição da presidente para se reaproximar do Congresso no segundo mandato, abrindo espaço no ministério para políticos influentes nas bancadas de seus partidos. Pode ser. Mas para aprovar o quê mesmo no Congresso? Ninguém tem a menor ideia.

Em outubro, após a confirmação de sua vitória nas eleições, Dilma disse que a reforma do sistema político brasileiro seria uma de suas prioridades. Com a chegada do pastor Hilton ao time, talvez tenha chegado a hora de a presidente esclarecer o que queria dizer com isso.



FONTE AVARANDABLOGSPOT

Panetones, cosméticos e a institucionalização da irresponsabilidade -

  JOÃO ALFREDO LOPES NYEGRAY

GAZETA DO POVO - PR

Após acaloradas discussões, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que autoriza o governo a fechar o ano com as contas no vermelho. A mensagem de tal aprovação parece ser: responsabilidade fiscal passa longe, e a lei só deve ser respeitada quando favorável ao governo. O preço dessa votação? Cerca de R$ 444 milhões, através da mesada de R$ 748 mil de que cada parlamentar passa a dispor. Paralelamente a esse absurdo, entrava na pauta de discussões do Congresso o aumento do salário de seus membros, aprovado pouco antes do Natal. Aparentemente, os atuais R$ 26,7 mil, além das verbas indenizatórias, não são suficientes a nossos nobres representantes.

Enquanto de um lado o governo não consegue pagar suas próprias contas, do outro aumenta os próprios gastos. Por causa dessa irracionalidade financeira, volta à pauta o aumento dos impostos, ainda que já sejamos o país que mais os paga, ainda que nosso governo seja o que mais arrecada. A nova equipe econômica avalia, além do retorno da Cide (a contribuição sobre os combustíveis), o aumento do PIS/Cofins sobre produtos importados e também o aumento da tributação sobre os cosméticos. É impossível não lembrar do pensamento de Adam Smith, que nos fala que os “impostos que visem a prevenir, ou mesmo diminuir a importação são evidentemente tão destrutivos das rendas alfandegárias quanto da liberdade de comércio”.

E assim, para sustentarmos um governo que não consegue ou não sabe administrar o imenso montante que arrecada, sufocamos nossos próprios gastos. Talvez por isso o consumo das famílias tenha tido a maior queda desde 2008. Os panetones, um dos vários símbolos da época natalina, ficam mais caros ano após ano. De acordo com dados divulgados semanas atrás, o panetone brasileiro é mais barato no Japão do que aqui. Mesmo com a ida do produto ao outro lado do mundo, ainda assim é mais barato lá. Mesmo sendo, para os japoneses, um produto importado.

Há cerca de dois ou três meses, foi divulgada na mídia uma comparação entre Brasil e Azerbaijão. Por mais que o país asiático conste apenas como a 75ª economia, sua inflação é de 2,4%, a taxa de juros está em 3,5% e o PIB encerrará o ano com crescimento de 2,4%, o que fecha os últimos dez anos com crescimento acumulado de 182%, contra apenas 25% do Brasil. Se o governo já importou médicos de Cuba, que tal importar também uma nova equipe econômica do Azerbaijão?




FONTE AVARANDABLOGSPOT

Ajuste sim, CPMF não

- EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE

CORREIO BRAZILIENSE -

As trapalhadas do governo federal na gestão das contas públicas obrigaram a presidente Dilma a forçar a aprovação pelo Congresso Nacional de uma inusitada alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A Nação distraída, como diz uma canção popular, se deu conta de que há um preço a pagar quando o governo gasta muito mais do que arrecada.

Se a economia do país está estagnada por causa de erros grosseiros da política econômica interna, agravada por quadro internacional negativo, é claro que a arrecadação de impostos e taxas também deixará de crescer. Nesse caso, o mais prudente é conter o crescimento dos gastos, pelo menos na mesma proporção da queda da receita.

Se isso não for feito, no mínimo duas consequências virão. A primeira é o aumento da dívida pública, já que o governo terá que financiar seus excessos no mercado. A segunda é o aumento da inflação, pois o gasto público também gera demanda e pressiona os preços.

São capítulos dos mais singelos manuais de economia. Mas nem por isso foram observados pelo governo brasileiro nos últimos anos, especialmente em face do recente calendário eleitoral. Uma terceira consequência, tão negativa quanto as duas primeiras, é a necessidade de um ajuste severo para estancar a hemorragia do deficit público.

Sobre isso parece haver a concordância da maioria das pessoas de bom senso. Foi por essa concordância que a escolha do economista Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda foi aplaudida. Mas, mesmo disposta a enfrentar um período de cintos apertados, a sociedade não pode dar tudo como resolvido. Não pode descansar.

Convém à cidadania ficar atenta ao que vem sendo tramado nos corredores do poder. O ajuste pode ser feito por corte de gastos ou por aumento de impostos. Ou ainda pelas duas coisas ao mesmo tempo. Gato escaldado, o contribuinte brasileiro não pode esquecer sobre quem costuma recair a pior parte.

Há um lobby se formando com o propósito de tirar proveito da boa vontade de todos para com o ajuste. E, aos poucos, a banda que toca o aumento de impostos começa a tocar mais alto. Já se tem como decidida a volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os preços dos combustíveis. Em 2008, ela acrescentava 28 centavos ao preço da gasolina e 7 centavos ao do diesel. Foi suspensa em 2012, para segurar a inflação. Pode render R$ 14 bilhões por ano.

Pior: para não desgastar a presidente, um grupo de governadores recém-eleitos por partidos da base governista levantou a bandeira da volta da malfadada Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), que já mordeu 0,38% sobre o valor de todos os cheques, saques eletrônicos e transferências de valores entre contas bancárias. Arrecadava cerca de R$ 42 bilhões por ano até dezembro de 2007, quando o Senado se recusou a prorrogá-la pela enésima vez.

Ora, o brasileiro já suporta uma das maiores cargas tributárias do mundo em troca de péssimos serviços públicos de educação, saúde, segurança e infraestrutura. Atualmente, quase 36% de toda a riqueza produzida pela sociedade é consumida pela governo. Nesta altura, aumentar impostos é punir o cidadão pelos erros do governo. Mais justo é cortar gorduras, diminuir o tamanho e o custo da máquina pública, escolhendo gestores capazes de torná-la mais eficiente.



fonte avarandablogspot

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