Jornalista Andrade Junior

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

GANGUES EM GUERRA - ‘Fogo amigo’: José Múcio Monteiro, ministro da Defesa, reage a rumor de sua demissão plantado por Janones

 Estadão

O deputado André Janones usou suas redes sociais para anunciar que nas próximas horas o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, entregaria uma carta de demissão. Múcio desmentiu a informação. “Fogo amigo”, respondeu o ministro ao Estadão. Alguns minutos depois, o próprio Janones publicou outra mensagem, alegando que Múcio tinha desmentido a informação.

A Secretaria de Imprensa da Presidência divulgou nota oficial mais  tarde para 

desmentir o tuíte de Janones. 

“O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, informa que não pediu renúncia 

do cargo. É completamente falsa a informação que circula nas redes sociais”, 

destacou o comunicado.

Nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a missão de distender a relação do novo governo com as Forças Armadas, Mucio negociou com

 os militares a data da  posse, abortando o plano dos ex-comandantes do 

governo Bolsonaro, que  não queriam passar o cargo para os sucessores.

A atuação do ministro vem sendo criticada por petistas no episódio dos acampamentos  na frente dos quartéis do Exército. Múcio chegou a dizer que ali havia apenas manifestações e que tudo iria se esvair com o tempo, 

enquanto o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmava que as pessoas estavam cometendo crime.

Após a ocupação  e depredação de prédios públicos em Brasilia no domingo, 8, Múcio passou a defender o desmonte dos acampamentos.

Estadão apurou que o ministro da Defesa tem atuado com cautela em relação aos militares. Chegaram a ele relatos de que a tropa está pacificada, mas não

 inteiramente convencida do resultado da eleição que levou Lula à Presidência.

 O discurso de Múcio tenta evitar adesão de oficiais aos movimentos extremistas.

Na Defesa, a avaliação é de que Janones está sendo usado pelo PT, que quer assumir a pasta. O deputado se aproximou  de Lula nas eleições e acabou sendo 

descartado pelo novo governo. Janones alega que não quer cargo no Executivo, mas admitiu que queria apoio de Lula para assumir a presidência da Comissão

de Constituição eJustiça (CCJ), a mais importante da Câmara. Os petistas já avisaram, porém, que o pedido do deputado não será atendido.


















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